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Edição 226 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 11 de Outubro de 2012 | ed. 226 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Este governo j no tem legitimidade poltica nem social 09

    Agricultura biolgica aumentou 20 vezes a reaPg.05 Entre 1994 e 2011, o nme-ro de pessoas que esto a produzir de forma biolgica cresceu de 234 para quase 6000. Volume de negcios do sector j ronda os 20 milhes de euros por ano.A agricultura biolgica ocupou, no ano passado, quase 220 mil hectares de terra em Portugal, o valor mais alto desde 2007.

    Obras paradas no Baixo AlentejoPg.03 O presidente da Cmara Muni-cipal de Santiago do Cacm convidou o Secretrio de Estado das Obras Pblicas, Transportes e Comunicaes, Srgio Silva Monteiro, a visitar os troos do IP8/A26 entre Santiago do Cacm e Sines, que se en-contravam em obras que foram canceladas por determinao da Estradas de Portugal aps acordo com a Estradas da Plancie, a subconcessionria do Baixo Alentejo.

    Programa O mundo na escolaPg.11 Trata-se de um programa dedicado a diversas temticas que, numa primeira eta-pa, incidir sobre Cincia e Tecnologia, par-tindo-se depois para outras reas, das artes literatura. O objetivo proporcionar uma oportunidade para que os alunos tenham contacto com os profissionais da rea abor-dada, rentabilizar bons projetos j em curso e valorizar a experincia de quem no terreno tem desenvolvido as melhores prticas.

    Festival Internacional de Dana Pg.10 Aproxima-se mais uma edio do FIDANC - Festival Internacional de Dan-a Contempornea. A edio de 2012, a 13 edio, inspira-se na atual diversidade da linguagem da prpria dana contempor-nea. Ao focar a fora excecional que reside nessa diversidade, esto sendo entendidas a diversidade cultural, ideolgica, tcnica e esttica que, de certa forma traduzem as grandes questes da atualidade.

  • 2 11 Outubro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Mundo ao contrrio

    A Abrir

    Estamos a viver, por estas semanas, uma fase de contestao, bastante mediatizada, um pouco contra tudo e contra todos. Grita-se contra o governo, contra os polticos, contra a troika ou contra o FMI.

    Qualquer reflexo sensata chegar con-cluso que, no final, apesar de ser inteira-mente legtimo faz-lo, nada disto conta verdadeiramente para alterar a realidade dos factos. Nada disto vai apagar a dvida, dimi-nuir o dfice do Estado, criar riqueza ou mais empregos e recuperar poder de compra de todos ns, extremamente penalizado ao lon-go dos ltimos anos. Podemos gostar ou no gostar da receita aplicada por este governo, fazer uma avaliao mais ou menos positiva dos resultados, mas no podemos substituir a realidade, sintetizada numa equao: o pas no pode gastar sempre mais do que a riqueza que produz. Ponto final. O desprezo por esta equao, ao longo das ltimas dcadas (e de forma grave, nos ltimos 7 anos), conduziu-nos situao que temos hoje: uma dvida de 180.000 milhes de euros que nos impede de aceder aos mercados e sobrecarrega de modo insuportvel as nossas contas mensais. Os mercados financeiros, onde pedimos empres-tado, fecharam a torneira e, quer gostemos ou no, vivemos agora dos milhares de milhes de euros que a troika nos proporciona regu-larmente, por tranches.

    Ento, que opes temos? Os mais radicais querem rasgar o acordo de assistncia finan-ceira, no apresentando, contudo, a soluo sobre onde ir buscar o dinheiro para o Estado

    continuar a pagar salrios, penses e contas aos seus fornecedores. Existem alguns que pedem mais tempo e mais dinheiro, no se percebendo, no entanto para que serviriam ambosseria apenas para prolongar o sofri-mento?

    Para equilibrar a equao mencionada, de modo sustentvel, s existe na minha opinio um caminho. Libertar uma boa parte da ri-queza nacional que consumida pelo Estado e deix-la economia, para que consumido-res e empresas possam fazer as suas opes de investimento. Isto implica corte substan-cial da despesae no pode ser apenas pelos quase simblicos cortes nas fundaes, nos carros de servio ou nos assessores: ter de ser mesmo atravs da reduo de organismos e recursos humanos que no so indispens-veis s funes do Estado. Por mais doloroso que seja, no curto prazo, por muito que al-guns gritem que inconstitucional, no me parece que exista alternativa. Naturalmente, haver que gerir e mitigar o custo social desta ruptura fazendo-a com equilbrio e gradu-almente. Mas h, acima de tudo, a obrigao moral de assegurar que o Estado mantenha os recursos bsicos para as suas misses funda-mentais e para o apoio aos mais carenciados.

    Por muitas manifestaes que se faam, por muitas greves que se marquem, por mui-tos comentadores que surjam sempre com uma crtica nova, a matemtica no muda. Ou resolvemos a equao ou a equao acaba por nos condenarA resposta ainda est, por en-quanto, nas nossas mos!

    A EquaocARLOS SEZESGestor

    Assalto mo armada foi a expresso usa-da por Marques Mendes para caracaterizar a proposta do Governo para o aumento bru-tal de impostos que o Ministro Gaspar nos anunciou.

    inacreditvel que aps o Pedro Passos Coelho nos ter apresentado em Setembro o fim da crise em 2013 e aps nos dizer por diversas vezes que no seria necessrio au-mentar a carga fiscal, nos presenteiem com uma proposta que vai destruir o que resta deste Pas.

    O CDS de Paulo Portas, o Partido do Con-tribuinte, do Agricultor, das Reformas So-ciais e Rurais e ainda dos Ex-Combatentes, est numa posio de grande fragilidade, pois as suas bandeiras so deitadas por terra.

    Nunca mais poder dar a cara na rua pe-rante os seus eleitores. Qualquer melhoria da proposta anteriormente anunciada por pres-so de Paulo Portas ser insuficiente para ca-lar aqueles que se sentem defraudados com a prestao do CDS no Governo. O Governo

    tem sido incapaz de fazer cortes na despesa pblica que sejam significaticos e que vo alm do corte dos salrios.

    Todos os que possuem alguma experin-ca sabem que cortar despesas estruturais na rea da Administrao Pblica uma tarefa complexa e demorada. Pena foi que quem Go-verna tenha insistido que o nosso problema se resolvia de uma penada com o corte na gor-dura do Estado.

    A gordura existente no Estado ainda no foi eliminada, bastando ver a composio dos Gabinetes Ministeriais com o rol impressio-nante de assessores e consultores com ven-cimentos acima dos 4500 euros atribudos a jovens sados das estruturas partidrias ou as despesas realizadas em deslocaes ao es-trangeiro com enormes comitivas pagas pelo Oramento de Estado.

    Confesso que a reduo dstas despesas importante mais por um imperativo moral e no tanto pela sua expresso no total da Despesa do Estado. A verdadeira reduo da

    Despesa do estado no na gordura mas ser na estrutura funcional do Estado, nas suas misses, na criao de um Estado mais leve e menos interventivo.

    Nesta matria este Governo parece mais um Governo esquerda do Bloco e Esquerda, pois nada tem feito para reduzir o papel do Estado na Economia e asfixia as empresas e as famlias com a interveno do Estado.

    Precisamos de menos Estado e melhor Estado numa agenda verdadeiramente so-cial democrata que assegure aos cidados o acesso indispensvel nas reas sociais mas em perfeita colaborao com o setor social e privado.

    Reorganizar setores como o Ensino Supe-rior uma urgncia de h muitos anos. Um pas como Portugal no pode ter um rede com mais de uma centena de instituies de ensi-no superior em que os cursos se repetem de uma Universidade para a outra e de um Poli-tcncio para outro.

    preciso fundir instituies, eliminar os

    cursos que se repetem sem qualquer diferen-ciao e encerrar os que no tenham viabili-dade econmica. Na rea da Sade urgente que a fuso de Hospitais e destes com Centros de Sade em Unidades Locais de Sade que integrem os cuidados continuados.

    fuundamental racionalizar as tecnologias pesadas na rea do diganstico e terapeuti-ca. H tanto para fazer em todas as reas da Governao que impressiona como que um Governo de maioria absoluta, com uma ma-triz ideolgica liberal se mostra incapaz de agir e de reformar o Estado e com isso pro-mover a real reduo da despesa de forma organizada e sem deixar de proteger os mais frgeis. S pode ser por incompetncia e por completa impreparao para governar.

    A receita no pode ser sempre a mesma traduzida no enorme aumento de impostos que em 2013 deixaro o povo em situao de completa misria. Esta a receita dos inca-pazes e ns precisamos de receita dos mais audazes e capazes para salvar Portugal.

    Assalto mo armadaAntniO SERRAnODeputado

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    Actual

    O autarca est preocupado com as condies rod