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Edio 232 do Semanrio Registo

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  • Director Nuno Pitti Ferreira | 22 de Novembro de 2012 | ed. 232 | 0.50

    www.registo.com.pt

    SEMANRIO

  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 22 de Novembro de 2012 | ed. 232 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

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    Proposta Financeira da UE para 2014-2020 inaceitvel 03

    Viana promove doaria na Casa do AlentejoPg.07 A Casa do Alentejo, em Lisboa, acolheu no passado dia 17, uma ao de promoo da XIII Mostra de Doaria que tem lugar em Alcovas, de 7 a 9 de de-zembro. A iniciativa teve como finalida-de dar a conhecer e divulgar o programa da prxima edio do certame. Durante o dia, no trio da Casa do Alentejo houve degustao e venda de doces com a pre-sena das empresas.

    Incentivos seguram mais de 1500 postosPg.05 A Tyco Electronics, uma das maio-res produtoras de rels para a indstria auto-mvel a nvel mundial, vai expandir a sua fbrica de vora, num investimento de quase 31 milhes de euros, dos quais 25 milhes so incentivos comunitrios. Apesar dos incenti-vos s preverem a criao de 25 novos postos de trabalho, ao mesmo tempo garantem a ma-nuteno de 1537 empregos j existentes no maior empregador privado da regio de vora.

    Portalegre leva o Fado a EspanhaPg.09 A Asociacin Juventudes Musicales de Los Santos de Maimona organiza, em colaborao com o Ayun-tamiento de Los Santos de Maimona, o primeiro concerto da temporada de Fa-dos Portugueses, que ter entrada livre e ter lugar no prximo dia 23 de novem-bro (sexta-feira) s 20:30 h, na Sala dos Atos da Casa da Cultura. Ao todo iro par-ticipar cinco fadistas de Portalegre.

    FEA lana livro de Arte Sacra em ReguengosPg.08 A Fundao Eugnio de Al-meida apresenta hoje, pelas 18 horas, na Igreja de Nossa Senhora da Carida-de, na localidade de Caridade, o livro Arte Sacra no Concelho de Reguengos de Monsaraz. Esta edio, a dcima a ser publicada no mbito do projeto do Inventrio Artstico da Arquidiocese de vora, iniciado pela Fundao Eugnio de Almeida em 2002.

    Arquivo | D

    .R.

    Proposta Financeira da UE para 2014-2020 inaceitvel 03

  • 2 22 Novembro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Lus Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Um alvio para o governo

    A Abrir

    Ao correr da pena! Pegue-se numa pequena criana, falemos com ela em todas as lnguas, deixemo-la sujar-se na terra e mostremos-lhe como mudam as cores em cada estao, sentemo-nos noite para que observe como a Lua vaidosa e passa de esguia a obesa. Dei-xemo-la sentir-se livre na terra, no mar e no ar. Ensinemo-la a escutar o silncio para po-der escutar a melodia da vida. Percamos umas horas a juntar letras para formar palavras, ensinemos-lhe que um mais um nem sempre dois, expliquemos-lhe que h formas e for-mas e nem todas se encaixam. Transmitamos-lhe que a felicidade s existe pelo que se con-quista dia a dia, muitos dos quais aparentam apenas derrotas, mas ensinemos-lhe que sem derrotas no existem vitrias. Ensinemos-lhe a beleza da diversidade da vida e que da mul-tiplicidade e diferena dos povos resulta um mundo melhor.

    Porque me ocorreram estes pensamentos? Porque no passado dia 15 de novembro de 2012) senti ter feito qualquer coisa do que se denomina como servio pblico. Pela terceira vez consecutiva, o Departamento de Gesto promoveu o 3 Seminrio de Empreendedo-rismo, Inovao e Marketing. Neste ltimo seminrio foram oradores convidados os Engenheiros Eduardo Lucas, Gerente da Nautialqueva Servios Nuticos, Lda (pro-motora da Amieira Marina) e Administrador Executivo da Gescruzeiros, S.A. e Pedro Ja-nela CEO e shareholder do WYgroup, grupo

    de capitais nacionais dedicado ao marketing e comunicao com suporte em tecnologia e atualmente com 10 agncias em operao.

    Duas apresentaes diferentes, igualmen-te brilhantes pela interligao perfeita entre Marketing, Inovao e Empreendedorismo, mas fundamentalmente: (i) pela lucidez e clareza da enfatizao do valor de uma ideia apenas quando exequvel e geradora de valor; (ii) que no existem ideias sem estudo, traba-lho, trabalho e persistncia; (iii) que o facto da no viabilidade de uma eventual ideia de negcio no mata um empreendedor, pelo contrrio pode dar-lhe um novo flego.

    Foram vrias horas de grande aprendiza-gem, mas foi sobretudo uma aula de transmis-so da mensagem que no a escola que nos d emprego e muito menos sucesso, porque esse quando ocorre depende em larga medi-da das redes que se estabelecem ao longo da vida, mas sempre uno. A escola, no sentido lato do termo, tem como obrigao ensinar os mecanismos de chegar at l nicos in-dicadores realmente vlidos no ranking das mesmas.

    Encerrada em cada uma das nossas mos est grande parte do destino que nos espera; na deciso de qual a mo a abrir que pode surgir um brilhozinho nos olhos!

    Finalmente, agradecemos sinceramente aos oradores a disponibilidade manifestada por partilharem connosco as vossas experi-ncias. Bem hajam!

    Com um brilhozinho nos olhos!

    Palmira lacerda docente do dG da Ue

    Nos ltimos dez anos desenvolveu-se, de forma acelerada, toda uma gama de dispo-sitivos de alta tecnologia que permite coisas espantosas e certamente teis que alteraram substancialmente as relaes humanas nos mais diversos sectores. Dos smart phones aos emails, dos tablets s redes sociais, a vida das pessoas transformou-se indelevelmente do quotidiano do portugus dos anos cinquenta.

    Hoje somos o que comunicamos, numa li-gao sem precedentes ao mundo de onde j no sabemos estar desligados, ainda que tem-porariamente. Mas no foram s esses apare-lhos que mudaram tudo. Seno vejamos: h mais e melhores auto-estradas, mais meios de transporte, televises via cabo que mostram o que h de melhor e pior pelo mundo fora, imagens de um mundo que to longnquo mas que parece assustadoramente perto, de to igual que parece com a nossa terra. En-fim... h quem chame a isto a era da infor-mao, outros ressuscitam a aldeia global de McLuhan. De repente, vemo-nos inundados de informao, o que no corresponde neces-sariamente a uma inundao de conhecimen-

    to, certeza ou sequer verdade. um facto que sabemos todos ao mesmo tempo, as mesmas notcias, as mesmas catstrofes. Presencia-mos quase directamente acontecimentos que ocorrem do outro lado do mundo, guerras que so dos outros, mas que parecem tambm nossas. Testemunhamos impavidamente as-censo e queda, nova ascenso e nova queda de partidos polticos no poder. Sabemos que amanh vai chover na Austrlia e aqui far um magnfico dia de sol!

    Estranhamente, quanto mais sabemos do mundo e das coisas triviais que se passam um pouco por todo o lado, da vida deste e daque-le famoso, dos escndalos polticos e sexuais do momento, menos sabemos dos colegas de-trabalho, da vizinha do andar do lado ou de cima, dos primos mais afastados (e s vezes tambm dos prximos). Perdemos a conta do tempo que passou desde a ltima vez que es-tivemos com a nossa melhor amiga ( que as mensagens via sms substituram tudo). No sabemos j o caminho da casa dos avs que moram l na aldeia e por a fora...

    O desconforto deste tempo mesmo esse:

    Esta admirvel era da comunicao!

    Nilza de SeNadeputada

    o vivermos atordoados com um gigante volu-me de informao e esquecermo-nos do que est ao nosso lado ou, em casos mais graves, dentro de ns prprios. incrvel pensar que quanto mais meios dispomos para comuni-car, menos temos para dizer uns aos outros. Lidamos unicamente com trs, quatro pesso-as, invariavelmente aqueles que fazem parte da clula familiar, mas evitamos conviver com os demais. Poucas amizades se fazem fora de portas, as de antigamente mantm-se num padro de contactos que se resume a aniversrios e troca de presentes no Na-tal. Pouco mais. No sou dogmaticamente saudosista, mas sou forada a admitir que adorava o tempo em que as relaes eram grandes, generosas, afectuosas, slidas, im-pregnadas de bons valores e de vontades prprias. Os vnculos existiam e faziam-nos crescer a cada dia. Nesse tempo, tambm era importante viver e trabalhar para pagar a casa e o carro (porque antes a ordem era esta), mas era igualmente premente estar com os familiares, ter tempo para filhos e sobrinhos, fazer jantares com amigos, trocar impresses com colegas que no fossem s sobre futebol e televiso, sair ao fim-de-semana para piqueniques no campo, visitar a tia-av que mora mais longe.

    Agora no. As pessoas vivem para pagar coisas ou dizem que prescindem de outras tantas por essa razo. No saem porque tudo est caro e porque as poupanas e o dinheiro

    so mais importantes que tudo. Tudo se consome instantaneamente, como

    se as relaes tambm fossem pacotes des-cartveis, de usar e deitar fora, cujas conver-sas so nutridas por banalidades que se dizem e morrem como se nada t