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Edição 236 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 20 de Dezembro de 2012 | ed. 236 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Passos optimista no regressoaos mercados Pg.03 Estamos muito otimistas quan-to ao nosso principal objetivo para o pr-ximo ano, que regressar aos mercados, afirmou o Primeiro-Ministro ao discursar perante um frum de empresrios portu-gueses e turcos, em Ancara, capital da Tur-quia, durante um visita de um dia. Por-tugal um pas que est a consolidar as contas pblicas, reduzindo o dfice e a d-vida afirmou ainda Pedro Passos Coelho.

    Capoulas com acordo no PE sobre a reforma da PACPg.05 O deputado Capoulas Santos apre-sentou, em conferncia de imprensa no Par-lamento Europeu, o acordo alcanado com os relatores-sombra dos demais Grupos Pol-ticos visando a obteno de maiorias de geo-metria varivel, consoante os compromissos que abarcam um ou mais artigos, sobre a re-forma da Poltica Agrcola Comum ps 2014, em termos bastantes satisfatrios em todos os aspectos sensveis para Portugal.

    I Concurso de Doaria Conventual e PalacianaPg.12 A vila de Alcovas foi, mais uma vez, palco da XIII Mostra de Doa-ria, que decorreu durante os dias 7, 8 e 9 de dezembro. Na edio deste ano decor-reu pela primeira vez, organizado pela Junta de Freguesia das Alcovas, o 1 concurso de Doaria Conventual e Pa-laciana no qual participaram dez docei-ros, cada um apresentado um doce/bolo a concurso.

    Marco Antnio Costa em BorbaPg.08 O Secretrio de Estado da Soli-dariedade e da Segurana Social, Marco Antnio Costa, esteve em Borba, na pas-sada sexta-feira, tendo visitado a Aldeia Social, da Santa Casa da Misericrdia de Borba, sita na Quinta da Prata, institui-o particular de solidariedade social que desenvolve vrias respostas sociais naquele concelho, comparticipadas pela Segurana Social.

    D.R

    .

    MICRE anuncia candidato Cmara Municipal de RedondoMICRE anuncia candidato Cmara Municipal de Redondo 0707

  • 2 20 Dezembro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Lus Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    A crise bate porta de todos

    A Abrir

    A relao entre a nutrio e a sade est bem estabelecida na comunidade cientfica. A ali-mentao deixou de ser apenas considerada uma questo de sobrevivncia, satisfao da fome e ausncia de doenas relacionadas com deficincias nutricionais, sendo atualmente de consenso geral que a dieta desempenha um papel fundamental na promoo e na ma-nuteno da sade, alm de ser um importan-te fator de risco no aparecimento de doenas crnicas.

    Tambm cresce a conscincia do consumi-dor sobre a importncia da alimentao e da sua estrita relao com a sade. Esta tem sido alis uma das razes para o desenvolvimento, comercializao e comunicao de certos ali-mentos promotores da sade assim como para o surgimento do conceito de alimentos fun-cionais. Estes so alimentos no apenas ne-cessrios vida, mas tambm fonte de bem-estar fsico e mental, que contribuem para a preveno e reduo dos fatores de risco de vrias doenas e/ou a promoo de funes fisiolgicas do organismo.

    Nos alimentos funcionais incluem-se os

    fortificados com vista a corrigir deficincias nutricionais (por exemplo com vitaminas e/ou minerais, como a vitamina C, a vitamina E, o cido flico, o zinco, o ferro e o clcio), os enriquecidos (com vrios micronutrientes, como cidos gordos mega 3, fito esteris e fibra solvel, para promover a sade ou pre-venir certas doenas) e, mais recentemente, os designados por modificados ou melhora-dos, que oferecem benefcios mltiplos para a sade num nico alimento.

    Os alimentos funcionais representam uma das mais interessantes reas de inovao da indstria alimentar, quer pela preferncia de compra dos consumidores por alimentos sau-dveis e pela sua relutncia em alterar hbitos alimentares, quer ainda pelo seu promissor potencial de investigao em vrios dom-nios, embora tambm exista algum ceticismo profissional acerca do seu papel no mercado. A questo saber como os consumidores os aceitam, os determinantes da sua compra e as fontes de informao que utilizam, tendo sido este o objetivo do trabalho de investigao desenvolvido sob a orientao da Professora

    Doutora Maria Raquel Lucas do Departa-mento de Gesto da Universidade de vora.

    Os resultados encontrados permitiram ampliar o conhecimento do consumidor por-tugus em relao compra de alimentos funcionais embora a maioria dos inquiridos no estivesse familiarizada com o termo ali-mento funcional ou no conseguisse nomear exemplos de produtos ou marcas de alimentos funcionais. Por ordem decrescente de impor-tncia, demonstram maior nvel de conheci-mento da relao do clcio com a sade, dos cidos gordos mega, dos probiticos, da fi-bra, do cido flico e do licopeno.

    Apesar de muitos consumidores j terem comprado alimentos funcionais, a frequncia de consumo no regular o que no compa-tvel com os desejados benefcios para a sa-de que implicam uma determinada frequn-cia de consumo. Tal sugere a necessidade de melhorar a mensagem e os mecanismos de comunicao acerca da dose a consumir para alcanar e experienciar os benefcios para a sade que esto associados aos alimentos funcionais.

    Em relao s razes de compra, as mais ponderadas pelos consumidores foram as rela-cionadas com a sade, no sendo o preo nem o sabor fatores determinantes. Existe tambm algum ceticismo em relao evidncia cien-tfica da eficcia dos produtos. As principais fontes de informao so a publicidade das marcas e a informao constante na embala-gem embora as consideradas mais confiveis sejam as independentes (profissionais de sa-de e as associaes de consumidores).

    O desenho, o desenvolvimento e a aceitao pelos consumidores dos alimentos funcionais continuam a ser um desafio cientfico. O processo deve ser iniciado no apenas com o conhecimento das evidncias funcionais dos alimentos mas tambm da compreenso das necessidades dos consumidores, j que so estes que, em ltima instncia, determinam o sucesso ou o fracasso dos produtos. Impor-ta ainda a comunidade cientfica definir se os alimentos convencionais naturais podem ser considerados alimentos funcionais assim como a viabilidade de utilizar alegaes de sade nesses alimentos.

    Alimentos Funcionais: o que pensam os consumidores?

    Cludia MarquesMestre em Gesto da qualidade e Marketing agroalimentar-departamento de Gesto da uvora

    Dinmicas da Gesto

    O PS questionou o primeiro-ministro so-bre o que tem a esconder em matria de privatizao da TAP e considerou que as notcias sobre o envolvimento do minis-tro Miguel Relvas no processo ainda no foram desmentidas.

    O que que Pedro Passos Coelho tem a esconder aos portugueses neste processo de privatizaes [da TAP]? Se o Governo prosseguir com este processo ser inquali-ficvel, declarou Carlos Zorrinho.

    De acordo com o lder parlamentar do PS, as notcias sobre o envolvimento de Miguel Relvas no negcio de privatizao da TAP no foram desmentidas e, por coincidncia ou no, hoje mesmo, os se-cretrios de Estado das Finanas, Maria Lus Albuquerque, e dos Transportes, Sr-gio Monteiro, desmarcaram as suas pre-senas nas audies parlamentares agen-dadas para tera-feira.

    Alegaram indisponibilidade e mani-festaram-se disponveis para discutirem o tema [da privatizao da TAP] apenas em janeiro. Entretanto, o Governo no suspende os processos e quer conclui-los at ao final do ano. Ora, esta atitude in-qualificvel, declarou o lder de bancada parlamentar do PS.

    Nesse sentido Zorrinho insistiu na ne-cessidade do processo de privatizao da TAP ser suspenso, permitindo que todas as dvidas sejam esclarecidas.

    Em resposta a uma nota do gabinete do primeiro-ministro, que considerou la-mentveis e totalmente infundadas as

    suspeitas levantadas pelo PS em relao ao envolvimento do ministro Miguel Rel-vas no processo de privatizao da TAP, lamentando ainda o comportamento po-pulista dos socialistas nesta matria, Car-los Zorrinho rejeitou qualquer fundamen-to a essa acusao e contraps:

    Populismo seria levantar suspeies inadequadas, mas quem est a levantar suspeies e a no responder s questes dos portugueses o Governo. Na sequn-cia das notcias sobre o envolvimento do ministro Miguel Relvas, os dois secretrios de Estado agentes prticos deste processo manifestaram-se indisponveis para com-parecer na comisso parlamentar e dizem que s estaro disponveis depois do pro-cesso [de privatizao] estar concludo, destacou.

    PS desconfia da privatizao da TAP

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    Actual

    Portugal um pas que est a consolidar as contas pblicas, reduzindo o dfice e a dvida.

    Passos optimista no regresso aos mercados para 2013

    Estamos muito otimistas quanto ao nos-so principal objetivo para o p