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Edio 237 do Semanrio Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 27 de Dezembro de 2012 | ed. 237 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Penses dos ex-combatentes aumentadasPg.04 O Primeiro-Ministro anunciou a atualizao das penses dos deficientes das Foras Armadas com efeitos a partir de janei-ro: Posso aqui anunciar que o decreto-lei n. 296/2009, de 14 de outubro, ir finalmente ser aplicado, aps a regularizao de situaes de-correntes do novo sistema remuneratrio dos militares, permitindo a atualizao das pen-ses dos deficientes das Foras Armadas com efeito a partir do prximo ms de janeiro.

    Ourique reduz 50% da dividaPg.06 A Assembleia Municipal de Ouri-que reunida no passado dia 20 de Dezembro debateu e votou as propostas de oramento e grandes opes do plano para o ano de 2013. Para o oramento do prximo ano prevem um valor de 18.335.033,00, com um reforo de cerca de 20% nos apoios sociais e ainda a cont-nua aposta da autarquia no desenvolvimento de projectos e de medidas a partir das oportu-nidades geradas pelos fundos comunitrios.

    Fim de ano em PortimoPg.11 A despedida de 2012 vai ser assi-nalada em Portimo pela melhor msica, que marcar o ritmo para o tradicional fogo-de-artifcio na passagem de ano e para mais uma edio do imperdvel Festival de Hu-mor Solrir. A partir das 23h00 de 31 de dezem-bro, arranca na zona do miradouro da Praia da Rocha a festa Miradouro Dance Spot com Dj Deelight, com os temas mais danantes a marcarem os segundos finais deste ano .

    Novos Pictogramas de PerigoPg.06 Certamente que j reparou que no rtulo de alguns produtos de uso quotidiano, como por exemplo a acetona, se encontram um ou mais pictogramas de perigo. J agora, gostaria de relembrar que um pictograma de perigo uma composio grfica que inclui um smbolo e outros elementos grficos, tais como um bordo, um motivo de fundo ou uma cor destinados a transmitir informa-es especficas sobre o perigo em causa.

    D.R

    .

    CARMIM inaugura Campo Monsaraz Millennium 03

  • 2 27 Dezembro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Lus Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Crise de Natal

    A Abrir

    Um dos romances mais geniais que li at hoje foi a A Insustentvel Leveza do Ser, imaginado pelo escritor checo Milan Kundera, ainda na dcada de 80. A hist-ria passa-se em Praga e em Zurique, no complicado ano de 1968, e atravessa ainda algumas dcadas.

    Trata, essencialmente, do turbilho da vida sentimental de quatro pessoas: To-ms, Teresa, Sabina e Franz. Todo o ro-mance retrata o problema da liberdade humana, assente inicialmente num no-comprometimento com quaisquer proble-mas sejam eles de ordem poltica, nas rela-es amorosas, ou sociais.

    Em suma, o primeiro personagem, To-ms, escolhe inicialmente ser leve, sem pesos que o possam constranger - mas no escapa ao angustiante vazio para quem as-sume levar uma vida dita linear, longe de grandes buscas, aventuras, compromissos e realizaes.

    Contudo, a partir de um dado momen-to, o personagem experimenta o peso do comprometimento, ficando com uma n-cora de vida, ligado a uma razo de ser, a uma ligao amorosa que inicialmente no queria mas da qual no se pode mais tarde desligar.

    Todo este drama, assente na dualidade entre peso e a leveza, contextualizado pela invaso russa ento Checoslovquia, pela opresso comunista da Primavera de Praga e consequente clima de tenso po-ltica e social que vivido naqueles dias. E

    pelo esforo dos personagens a adequarem tambm o seu sentido de vida aos desafios da falta de liberdade de opinio e aco da sociedade checa durante a Guerra Fria.

    Lembrei-me desta questo do peso, pen-sando no qua leva pessoas hoje a deixarem vidas mais leves, pautadas pela discrio, sucesso profissional e empresarial, e desafo-go financeiro, a abraarem cargos polticos nos tempos que correm. Com o consequente desgaste pessoal, da sua imagem pblica, da sua privacidade, da sua vida familiar. Com a necessidade de abdicar de parte do que ganham no sector privado chegando a casos limite de pessoas (como alguns ministros actualmente) que vo ganhar 3 ou 4 vezes menos. Muitos diro que por uma agenda de poder; outros, que ser por vaidade; ou-tros, para fazerem contactos privilegiados e construrem relaes de confiana que mais tarde lhes possam ser teis.

    Se calhar, tero razo num ou nou-tro caso. Mas, globalmente, penso que a maioria decide por um impulso de misso, de comprometimento, de um imperativo moral mais forte. A fora de um apelo que chegue num momento em que no parece passvel de recusa. A necessidade que te-mos de uma ncora, to explorada nes-se famoso romance checo, chega a todos apesar do peso do poder parecer muitas vezes injusto e insustentvel. Antes de cri-ticarmos todos os polticos, s pelo facto de o serem, deveramos ref lectir um pouco sobre isto.

    O insustentvel peso do Poder

    cARLOS SEZESGestor

    A crise Financeira mundial que implo-diu em 2008 atingiu Portugal com grande violncia no ano de 2010. Mas apesar da crise financeira 2010 foi o ltimo ano em que Portugal apresentou crescimento eco-nmico.

    A UE que reagiu inicialmente crise estimulando os Estados Membros a gastar mais, reorientou a sua poltica para a re-duo do dfice oramental apanhando em contra p os pases mais frgeis como Por-tugal.

    A crise agravou-se em 2011, somando-se crise financeira uma crise Poltica a partir do discurso de tomada de posse do Presidente da Repblica. O Governo de en-to pediu a demisso, Portugal pediu ajuda internacional, fizeram-se eleies e veio o Governo de Direita que escolheu uma Po-ltica que vai mais alm do que foi acorda-do com a Troika. Em consequncia, a crise acentuou-se em 2012 com o Desemprego a atingir quase os 16%.

    A dvida pblica continuou a crescer atin-

    gindo j os 120% do PIB, o Dfice, objetivo maior da poltica da UE est descontrolado, a segunda meta de 5%, aps cedncia da Troika face s evidncias da execuo ora-mental. Terminamos o ano de 2012 com um falhano total do novo Governo, com uma desesperana no futuro, com a convico que quem nos Governa no tem qualquer preparao tcnica e poltica para tirar o pas do atoleiro a que chegmos depois da nossa adeso CEE em 1986.

    Eis que chega o ano de 2013, num ho-rizonte carregado de negro: A quebra do consumo privado ser de -1,7%, uma taxa bastante mais branda que a estimada para este ano (-5,9%); para 2014, a recuperao do consumo ser nfima (0,2%). O investi-mento cair 4,6% em 2013. Na ltima dca-da, s num ano (2007) que o investimento cresceu em Portugal.

    A taxa de crescimento real das exporta-es ser de 2,7% no ano que vem, um rit-mo menor do que este ano (4,3%). O dfice externo ser o mais baixo dos ltimos anos

    (1,8% do PIB). Quanto a 2014, a Comisso Europeia

    est mais pessimista que o Governo e do que a troika. Agora, antev um aumento do PIB de apenas 0,8% em 2014, quando h um ms apontava para que a economia crescesse 1,2%, tal como prev ainda o Go-verno. O Desemprego ir continuar a sua curva ascendente em 2013 e provavelmente em 2014. No temos uma nica boa notcia para 2013. Apenas o Governo acredita no seu desempenho e acredita que o encerra-mento dirio das nossas empresas e com a reduo do consumo podemos sair desta crise infernal.

    Na prxima avaliao da Troika, em Fe-vereiro, a situao negra onde nos encon-tramos ficar mais evidente.

    Nesta altura os sinais de mais um Ora-mento de Estado inexequvel, a derrapagem previsvel na receita fiscal, a necessidade de apresentar um quadro de novas medidas de cortes na despesa, no mnimo de 4000 milhes de euros, com impacto forte nas

    funes sociais. Nesta altura surgiro os problemas as-

    sociados verificao constitucional de algumas normas contidas no Oramento de estado, a tenso social e poltica estar num crescendo e o desgaste do Governo ser in-tenso.

    Vitor Gaspar continuar a verificar que a realidade desmente todas as previses e a sua credibilidade tcnica estar pelas ruas da amargura.

    Perante a dimenso do desastre a questo principal que se colocar aos Portugueses ser a de mudana de Governo. S no sa-bemos quando, mas parece cada vez mais uma inevitabilidade.

    L para Outubro teremos as eleies au-trquicas que iro alterar profundamente o mapa autrquico, aumentando ainda mais a tenso poltica em Portugal. Este ano foi mau, 2013 ser pssimo, catastrfico para muitos Portugueses e o pior que 2014 ain-da no vai ser o ano da recuperao. At onde resistiremos?

    2013, Ano Novo Crise Velha AntniO SERRAnODeputado

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    Actual

    Muitos atletas e famlias, marcaram presena nesta inaugurao do campo Monsaraz Millennium.

    Campo Monsaraz MillenniumA Carmim, maior produtora de vin