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Edição 189 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 12 de Janeiro de 2012 | ed. 189 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

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    Turismo As regies de turismo so para extinguir. Tal como os polos regionais de Turismo (no Alentejo esto em funcionamento os de Alqueva e Litoral Alentejano). O Governo vai apostar noutro modelo assente em parcerias pblico-privadas, a exemplo do que sucede com o Turismo de Lisboa. afirmou Miguel Relvas.

    Passos decisivos

    D.R

    .

    Joo Roquetteem entrevistaPg.08 Administrador da Herdade do Esporo, Joo Roquette atribui o sucesso da empresa que dirige ca-pacidade de se apresentar com uma proposta de valor clara e relevante em diferentes segmentos de preo. As exportaes assumem uma impor-tncia crescente na empresa, cujo vo-lume de negcios atinge 40 milhes de euros por ano.

    D.R

    .

    Beja ANA negoceia low-costPg.03 O Ministrio da Economia e do Emprego (MEE) diz que o aeroporto de Beja est a ser equacionado como alternativa para receber companhias low-cost embora no esclarea que tipo de negociaes esto em curso e com que companhias.

    UniversidadeProjectos de QumicaPg.06 Concurso CSI - Compreen-der, Saber, Investigar a Qumica pro-jecto visou fomentar nos estudantes o interesse pela disciplina.

    D.R

    .

    0404

  • 2 12 Janeiro 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos

    Moura; Capoulas Santos; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa

    Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional

    Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Dor de cotovelo

    O PSD e o CDS na oposio prometeram um novo processo de nomeao dos quadros diri-gentes. J no Governo alteraram a legislao abrangendo os dirigentes de primeiro nvel, sujeitando-os a um processo concursal espe-cial, porque o Ministro sectorial pode ter in-terveno no processo.

    Uma verdadeira aberrao e que resulta de uma promessa demaggica. No concor-do com esta alterao. Acho que os dirigen-tes que esto na linha direta de trabalho de uma tutela poltica devem ser escolhidos sob a total responsabilidade poltica. A alterao realizada por este Governo leva a que em todo o pas estejam a ser nomeados Diretoras, Diretores, Delegados Regionais, com base na escolha poltica e que s mais tarde podero ser sujeitos a um concurso.

    Para alm de uma enorme burocracia de todo o processo tentar esconder o gato com o rabo de fora. Aqui na nossa urbe j temos a evidncia deste processo. No colocando em causa a competncia dos escolhidos fica em causa todo este processo. Seria prefervel para todos a metodologia anterior. Mas o Go-verno tambm est a mudar os seus represen-tantes nas empresas pblicas.

    Aqui os casos mais emblemticos so a Caixa Geral de Depsitos e agora, recente-mente, a EDP. O critrio partidrio foi deci-sivo mais uma vez, dividindo lugares entre o PSD e o CDS! O que mais choca a recente nomeao de Eduardo Catroga e de Paulo Teixeira Pinto, ex-Presidente do BCP para o Conselho Geral da EDP.

    O primeiro, envolvido nas negociaes o Oramento de Estado com o anterior Gover-no, um tcnico que j foi Ministro das Finan-as, um homem de negcios da confiana do Primeiro-ministro que se disponibiliza para esta pesada tarefa.

    O segundo, deixou o BCP com uma inde-minizao de milhes de euros, havia inte-grado os Governos de Cavaco Silva, foi agora premiado para este Conselho Geral. A lista de nomeados com base na partidarite come-a j, ao fim de 6 meses, a ser preocupante, levando a crer que em menos de um ano de Governao, toda a mquina do Estado e das Empresas Pblicas estaro capturadas pelo PSD e pelo CDS.

    Ainda assim, o processo tem sido mais complexo dadas as negociaes entre os dois Partidos para acertar a distribuio das cadeiras. Sinceramente, no gostaria de vol-tar a falar sobre esta matria e s o fao neste espao, porque os Partidos de Governo, quan-do estavam na oposio, fizeram deste tema um assunto de importncia capital! Como es-tamos a ver todos os dias, tudo no passa de demagogia barata.

    Acima de tudo fico feliz quando para um lugar de destaque na nossa Administrao Pblica ou numa empresa pblica, nomea-do, escolhido, uma pessoa com competncia tcnica e perfil adequado funo para que desafiado, independentemente do Partido a que pertence. O que nos deve preocupar que o sistema atual no incentiva, no atrai

    os mais competentes, pois estes no aceitam ser submetidos a um escrutnio demaggico e sem regras estabelecidas que premeiem o bom desempenho e que penalizem o mau de-sempenho.

    Os Partidos Polticos so os mais respon-sveis por esta continuada desqualificao e seria bom que adotassem uma agenda para renovar os quadros da administrao pblica e das empresas, aproveitando o conhecimento dos mais experientes, promovendo a criao de um sistema transparente de avaliao de desempenho de quem exerce funes pbli-cas e um sistema de remuneraes indexado aos resultados obtidos.

    Insistirmos em modelos gastos ou maqui-lhados, permite mudar as cadeiras quando mudam os Governos mas no ajudam a mu-dar o que tem que mudar: a qualidade da Gesto dos bens pblicos e a credibilidade dos que nomeiam e dos que so nomeados. O recente caso da EDP, numa lgica de reparti-o de lugares entre o PSD e o CDS represen-ta uma machadada forte na credibilidade do atual Governo.

    Dana de CadeirasAntnio serrAnoDeputado

    Depois de imensas profecias, antecipa-es e alarmismos, chegmos finalmente a 2012. No vou aqui entrar com frases feitas e generalidades sobre a enorme importn-cia dos desafios que enfrentaremos neste novo ano.

    Cada poca tem os seus problemas es-pecficos e, como todas as outras, exigir capacidade de resistncia, coragem e deter-minao.

    Que este mundo no vai ser um local pa-cfico, fcil de entender e previsvel, j to-dos estamos cientes. Na Europa, vamos ter o ano da deciso sobre o sucesso do euro e do projecto europeu; no mundo islmico, vamos assistir, com expectativa, ao desen-lace mais democrtico ou mais autoritrio das primaveras rabes; nos EUA, no meio de lutas polticas disfuncionais, teremos a recuperao econmica ou uma nova reces-so que ameaar boa parte do hemisfrio ocidental; no mdio oriente, previsvel o desfecho violento do sonho fundamentalis-ta e ameaador de um Iro nuclear; a China continuar a enfrentar o sobreaquecimento da economia, tentando evitar um estoiro da sua bolha imobiliria e procurando man-ter o controlo de uma sociedade cada vez mais incontrolvel.

    Ser certamente um ano de mudanas: eleies nos Estados Unidos, Egipto, Mxi-co, Rssia e Frana e transio de liderana

    na China (aqui, sem o incmodo das elei-es) marcaro a agenda mundial.

    E em Portugal, perguntar-me-o? O nosso contexto conhecido e o que se exige de ns j foi amplamente debatido.

    Na verdade, neste pas sobrelotado de crticos e comentadores, muitos j traa-ram todos os cenrios catastrofistas e j nos asseguraram que seremos meros es-pectadores passivos do que os outros faro acontecer.

    Ora bem, garanto que mesmo com tem-pestades nossa volta, muito depende ain-da da nossa vontade e deciso, colectiva e muitas vezes individual.

    A um nvel macro, haver que potenciar a competitividade, atrair investimento e, as-sim, criar riqueza e emprego algo que de-pende de uma agenda estratgica para Por-tugal e levar o seu tempo. Mas cada atitude pessoal tambm conta, e muito!

    A nossa capacidade de inovao, empe-nho e dedicao profissional, seja por conta prpria ou por conta de outrem; a ateno que prestamos Comunidade em que esta-mos envolvidos desde a participao cvi-ca ao voluntariado; a exigncia de qualida-de, rigor e conteno nos servios pblicos que temos; o investimento que faamos, proactivamente, na nossa educao, for-mao e conhecimento; na gesto pessoal e familiar dos recursos; e na forma como es-

    crutinamos as decises dos nossos polticos. Conforme a nossa escala de recursos, po-

    der, influncia ou nvel de responsabilidade, algumas destas realizaes podero marcar a diferena entre um ano mau ou razovel e um ano bom.

    Porque, no final do ano, as estatsticas do PIB, crescimento da economia, expor-taes e nmero de empresas, dfice, taxa de inflao ou desemprego representaro, em boa parte, o somatrio de milhes de decises individuais, como estas que refe-ri. Sero a diferena entre esperar ou fazer acontecer.

    2012: Esperar ou Fazer AcontecerCArlos sezesGestor/Consultor

    Cada poca tem os seus problemas especficos e, como todas as outras, exigir capacidade de resistncia, coragem e determinao.

  • 3

    Atual

    Bases areas e pista alentejana estudadas como alternativa para companhias de aviao de baixo custo.

    O municpio de Borba ter um ora-mento de 18,5 milhes de euros em 2012, dividido em 6,7 milhes de euros em despesas correntes e 11,8 mi-lhe