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Registo ED114 Registo

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  • 1

    CENDREVcom pea na rua

    At ao fim do ms Dana

    www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti | 15 de julho de 2010 | ed. 114 | 0.50 euros

    PUB

    Fui contra a candidatura de Manuel Alegre,mas no vou fazer nada que a prejudique

    Capoulas Santos numa grande entrevista ao REGISTO

    Lou participou nas Jornadas sobre o Alentejo

    Bloco de Esquerda

    12/13

    5 19 21

    Se o Governo mantiver tudo o est estipulado em matria de verbas para a Universidade de vora, podem estar completa-mente ultrapassados os prob-lemas financeiros da instituio.Esta a convico do Reitor Carlos Braumann que, em ent-revista ao REGISTO, reconhece haver ainda dificuldades nos Servios de Aco Social. Eleito em Maro, Carlos Braumann

    considera que a Universidade de vora est pronta a ser um agente activo no desenvolvim-ento da regio. entrada de um novo ano lectivo, a Universidade prepara-se para reforar os cur-sos em regime ps laboral, per-mitindo um acesso mais fcil de todos Universidade.

    Se no houver cortes oramentais ultrapassaremos as dificuldades

    Carlos Braumann convicto

    Decises adiadas

    Crnica de opinio de Andrade Santos

    Artigo A hora das decises

    Museu do Artesanato e Design

    98

    24

    vora

    Novo Hospitalmantm os prazos

    vora

    Futebol do distrito j mexe

    vora

    Banco do Tempo abriu agncia

    Mora

    Exposio naEstao/Imagem

    3 21 2311

    Retrospectiva de Lus Damas

  • 2 15 Julho 10

    A abrir

    EfEMRIdE

    Quem ou tem um amigo ou traz no peito esse sentimento nobre, sabe que a amizade vai muito alm da definio de um dicionrio. No decorrer da vida, ns desfrutamos da companhia de diferen-tes tipos de amigos. Os amigos de nossa infncia, dos quais ns podemos lembrar vagamente. Os amigos da escola. O me-lhor amigo da adolescncia. Colegas que encontramos no servio. Amigos com os quais compartilhamos bons momentos. Companheiros de farra. medida que envelhecemos, um amigo com o qual podemos tomar caf juntos, enquanto conversamos ou fazemos ou-tro tipo de atividade. Mas existem tam-bm relaes de amizades entre outros tipos de pessoas de outras regies, seja por via Internet, onde amizades surgem

    Quer mesmo saber o futuro?

    Neste jornal alguns textos so escritos segundo o Novo Acordo Ortogrfico e outros no. durante algum tempo esta situao ir manter-se e as duas formas de escrita vo coexistir. Tudo faremos, no entanto, para que no mais curto espao de tempo se tenda para uma harmonizao das formas de escrever no Registo, respeitando as regras do Novo Acordo

    Apesar dos muitos assuntos de in-teresse, esta edio do REGISTO marcada por duas entrevistas de fundo. Uma e outra so revelado-ras dos passos de gigante que, na-lguns casos, o Alentejo tem dado. Mais ao nvel do discurso, ver-dade, do que de mudanas de fac-to. Mas concorde-se ou no, seja-se politicamente correligionrio de Capoulas Santos ou no, o que menos se pode dizer que o actual eurodeputado e antigo ministro da Agricultura no tem um dis-curso articulado, fundamentado e esclarecido sobre o passado da regio e os caminhos de futuro que o mundo, na sua opinio, ter que trilhar, sob risco de soobrar em novos milenarismos. uma entrevista de fundo, que merece ser lida em detalhe, com um dos mais influentes polticos alenteja-nos de sempre.Outra entrevista que merece de-staque a que tem como entrev-istado o reitor da Universidade de vora. Eleito h escassos meses, esta a primeira grande entrev-ista de Carlos Braumann a um rgo de comunicao social. E a profundidade do seu discurso, o tom optimista e centrado na qualidade e na insero da Uni-versidade que dirige no tecido regional, s podem ser de saudar. Como de saudar e salientar o fac-to do actual reitor considerar que os estrangulamentos financeiros esto a ser ultrapassados. Um dis-curso bem diferente, pela positiva, daqueles a que nos temos habitu-ado a ouvir nos ltimos tempos.

    Mas estas duas entrevistas levan-tam tambm uma outra questo: a da necessidade de rgos de co-municao social credveis, profis-sionais, que no se limitem a pub-licar notas de imprensa, notcias de agncia ou simulacros de entrev-ista. Uma cidade, uma regio, um pas tm necessidade de conhecer em detalhe o que, a cada momento, pensam os seus polticos, os seus empresrios, os seus representantes, duma forma sria, abrangente e clara. Seno, quando se discute a coisa pblica discutem-se apenas abstraes, lugares comuns, meras ideias feitas em que ningum se reconhece. Esse tem sido um grave problema na discusso cidad em vora ao longo dos tempos. A ex-istncia de um jornal dirio no tem tornado a comunicao mais flu-da. Pelo contrrio: tem-na tornado mais opaca, confusa, inestrincvel e sem aquilo que transforma a mera sucesso de mensagens em infor-mao a mediao jornalstica. E os protagonistas da coisa pblica na regio, sem rgos de informao credveis, tm sido profundamente-mente resistentes a dar explicaes pblicas e a submeterem-se ao es-crutnio popular atravs dos rgos de comunicao social. As entrevistas que o REGISTO hoje publica so entrevistas mediadas jornalisticamente por isso, o pens-amento, a respirao, os argumentos dos entrevistados so claros e preci-sos. So a base para que todos possa-mos, agora, discutir as muitas ideias que esto subjacentes aos seus dis-cursos. isto a cidadania e o espao da democracia. Em que os rgos de comunicao social, profissionais e democrticos, so a essncia e o per-fume. O nico espao possvel para revigorar a agora da democracia.

    Crnica Editorial

    Carlos Jlio

    EDP s levou a Alqueva fauna autctone

    No ano passado a EDP andou numa roda viva publicitria em defesa da construo de novas barragens. As associaes ecologistas protestaram. A campanha foi suspensa, mas a EDP regressou agora ao local do crime com um concerto de gua para convidados, na Barragem de Alqueva.Quem l foi diz que no valeu o es-foro: na televiso a coisa at correu melhor. Com transmisso em directo na RTP, as luzes e o jogo de cores, at que resultou. Mas no local foi um verdadeiro plof. Comeou de supe-to e acabou de supeto, talvez pela

    necessidade de coordenao com o directo da televiso. Primeiro cantou a Marisa, depois Paulo Gonzo e jun-taram-se os dois no fim, numa ltima cantiga. Quem l esteve esperava melhor. Nem o palco era grande coisa. Colocado na zona da descarga, no lado oposto ao grande lago, no tinha a grandiosidade nem a beleza que muitos esperavam. Os vips tambm se contavam pelos dedos da mo. S fauna autctone: Fernanda Ramos, Carlos Zorrinho, Henrique Troncho e o anfitrio Antnio Mexia.Nem tudo em que a EDP mexe (apesar dos meios financeiros de que dispe) brilha como luz.

    Ser desta?

    A promessa foi feita aos 40 graus sombra por Ceia da Silva: a assembleia geral da Entidade Regional de Turis-mo do Alentejo vai-se reunir hoje, 15 de Julho e aprovar a constituio do

    Museu de Design - Coleco Paulo Parra, a instalar no Museu do Arte-sanato, em vora. Desconhece-se se os dois espaos museolgicos iro, ou no, existir em conjunto, mas, o mais importante que, segundo o presi-dente da ERT do Alentejo, daqui a alguns dias ser convocada uma con-ferncia de imprensa pela Turismo do Alentejo para esclarecer cabalmente o assunto. Ficamos espera. Mas, como a vereadora da Cultura da Cmara de vora prometeu em entrevista agncia LUSA abrir o Museu j este ms, em que ficamos? A conferncia de imprensa realiza-se ANTES ou J para assinalar a ABERTURA do dito museu?

    Um espontneo nas Jornadas do BE

    Estavam as Jornadas do BE a terminar na Casa do Povo de Valverde quando um senhor, j de idade, pediu para

    usar da palavra. Identificou-se como sendo de Valverde, ter mais de 80 anos, ser antigo trabalhador agrcola. Disse que a cultura do Alentejo se est a perder, que necessrio dignifica-la, que a conheceu muito bem quando ia trabalhar para os campos de Beja e toda a gente cantava alentejana. O discurso, via-se, estava a agradar aos bloquistas. S que, de repente, comeou a dizer que era necessrio regressar s palavras de Jesus, pure-za desses tempos iniciais e, quer pela durao da interveno, quer pelo sentido que ela estava a tomar, alguns dos presentes, entre eles o mdico Dinis Cortes, de Beja, habituado a lidar com muita gente, comearam a denotar alguma incomodidade. A coisa ficou por ali, a mesa disse que a interveno j estava muito longa e a interveno que estava a transfor-mar-se muito rapidamente numa ses-so de propaganda das Testemunhas de Jeov (digo eu) foi atalhada sem comprometer os aplausos bloquistas.

    40 graus Sombra

    para suprir um vazio existente ou para descobrir outro mundo, alm do seu, ou laos de amizades feitos por pesso-as de outras cidades ou regies, que se conheceram pessoalmente e que pre-servam, por muito tempo ou por con-sistncia, esse sentimento.

    20 de Julho Dia Internacional da Amizade

    www.egoisthedonism.wordpress.comPedro Henriques Cartoonista

  • 3

    Cidade

    Por alegado incumprimento da Cmara

    Festival Paralelo vora foi canceladoA associao cultural CEPiA decidiu cancelar a edio 2010 do festival Pa-ralelo vora, criado no ano passado, porque a Cmara de vora no disponi-bilizou, nos prazos acordados, a verba oramentada para o efeito.

    Entre as actividades que o CEPiA (Cen-tro de Estudos Performativos i Artsticos) programou para este ano contava-se a segunda edio do Paralelo vora - Fes-tival Internacional de Ritmo i Arte. Este

    festival nasceu no ano passado, de uma parceria com a ACERT, com o objectivo de promover e divulgar o trabalho de jo-vens criadores. Porm, o CEPiA anunciou esta semana ao REGISTO que a segunda edio do Paralelo vora no se realizar, porque a autarquia no disponibilizou a verba oramentada para o efeito, na data ante-riormente estabelecida.O CEPiA nasceu em vora em 2002, com o objectivo de criar uma plataforma ac-tiva de investigao, form