Registo ed190

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Edio 190 do Semanrio Registo

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<ul><li><p>www.registo.com.pt</p><p>SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 19 de Janeiro de 2012 | ed. 190 | 0.50</p><p>O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora</p><p>266771284</p><p>PUB</p><p>05</p><p>PortalegreEugnio Lisboa homenageadoPg.06 Eugnio Lisboa hoje o mais consagrado estudioso da gera-o literria presencista, nomeada-mente de Jos Rgio, que conheceu em Portalegre e de quem foi amigo de longa data e ser homenageado com a obra Eugnio Lisboa: vrio intrpido e fecundo, que rene 70 textos dedi-cados ao prprio.</p><p>D.R</p><p>.</p><p>D.R</p><p>.</p><p>voraPSP com nova casaPg.07 Recorde-se que a mudana deveria ter acontecido logo no incio de 2011, mas tal nunca veio a acontecer. Alias, durante os seis anos do governo de Jos Scrates foram avanadas vrias hipteses para uma nova localizao.</p><p>05</p><p>Fauna morre nas estradasPg.08 Projecto MOVE tem como objetivo avaliar o efeito das estradas na fauna selvagem, incluindo esti-mar o nmero de animais mortos por coliso com os veculos e o impacto desta mortalidade.</p><p>IMI O deputado refere que desde 2009 os servios de finanas de vora recusam reconhecer a iseno de pagamento de IMI prevista no Estatuto dos Benefcios Fiscais para os imveis localizados em reas classificadas (Patrimnio Mundial).</p><p>Joo Oliveira questiona governo</p><p>D.R</p><p>.</p></li><li><p>2 19 Janeiro 12</p><p>A Abrir</p><p>Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho</p><p>Propriedade</p><p>PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti </p><p>Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&amp;Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos </p><p>Moura; Capoulas Santos; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa </p><p>Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional </p><p>Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda</p><p>Ficha TcnicaSEMANRIO</p><p>ww</p><p>w.egoisthedonism</p><p>.wordpress.com</p><p>Pedro H</p><p>enriques | Cartoonista</p><p>Capito em fuga!</p><p>No certo que uma mentira, mil vezes re-petida, se transforme em verdade. Como no certo que sejamos um povo de brandos costumes, s porque essa efabulao con-veniente aos transitrios ocupantes do poder.</p><p>Deu jeito ao Estado Novo, d agora jeito aos seus descendentes.</p><p>Imagino as nossas hordas medievais, nas suas sortidas pelo sul, a distriburem abra-os e beijos enquanto com meiguice expul-savam aqueles que h sculos o habitavam. Contemplo com um ternurento e cmplice olhar as conquistas do norte de frica e o comrcio de escravos na Guin. Um sopro quente de complacncia invade-me a alma ao recordar a epopeia de Afonso de Albu-querque e de outros Vice-reis, ou o esforo evangelizador em terras de Vera-Cruz.</p><p>Sinto inconfessvel nostalgia, quando perpasso os olhos pelos registos da s ca-maradagem dos crceres da Inquisio e das coloridas festas dos autos de f.</p><p>Sorrio ao consultar os sos debates das guerras liberais, ou da genuna e doce afec-tividade de Maria da Fonte.</p><p>Orgulho-me do meu pas pela poltica de integrao compassiva de Mouzinho, pelo desvelo empregue nas roas de So Tom, pela sublime delicadeza de Joo Franco, pela homenagem carbonria a D. Carlos, pela viso pacifista de Afonso Costa na tra-gdia da Primeira Grande Guerra.</p><p>Vejo Sidnio no Paraso direita de Deus Pai, sentado ao lado de Ghandi.</p><p>Emociono-me com a PVDE, depois PIDE, mais tarde DGS e o seu esforo tran-quilo para preservar os valores da Igreja e da Ptria, arrepio-me com a Mocidade Por-</p><p>tuguesa fardada e garbosa, e com a Legio Portuguesa, com a dignidade de Salazar ao conceder a Aristides Sousa Mendes a justa reforma por ter salvo milhares de vidas das garras nazis.</p><p>E o que dizer da aco pacificadora dos nossos exrcitos em frica? Da forma desin-teressada com que os nossos jovens se imo-lavam numa guerra imposta pelos violentos independentistas? No modo paternal com que Salazar proferiu a clebre frase, para Angola j e em fora? Com essa clida fora do amor fraterno que nos levou a libertar mi-lhares de patriotas do seu sofrimento?</p><p>Houve de facto uma excepo aos nossos brandos costumes foi a inusitada violn-cia dos cravos. Mas felizmente j nos re-compusemos.</p><p>J temos de novo quem olhe por ns e nos imponha limites, j temos de novo uma pol-cia de proximidade e servios de informao que sabem ouvir a voz do dono, j temos de pagar de novo a sade e a escola e os trans-portes e a electricidade e a gua, j temos de novo patres compassivos que nos indicam o caminho da felicidade, j temos at, pas-me-se, um parlamento finalmente posto no lugar e um Presidente ausente, como um pai bblico, sempre disposto a desculpar os pe-cadilhos dos filhos dilectos. No sei se os nossos brandos costumes daro para tanto</p><p>De qualquer das formas, quero aqui dei-xar uma proposta ao nosso ministro dos Negcios Estrangeiros. Quando arran-jar tempo d uma saltada a Cabo Verde e proponha-lhes transformar o Tarrafal num museu. Seria o Museu dos Brandos Cos-tumes, era bonito e o povo ficava feliz</p><p>Brandos costumesMiguel SaMpaiolivreiro</p><p>A sobrevivncia do euro cada vez mais uma questo em aberto, medida que a cri-se se vai tornando mais sistmica e no ape-nas uma crise de dvidas soberanas (mais ou menos confinada aos designados PIGs Portugal, Irlanda, Grcia), em que, con-venientemente, alguns quiseram acreditar. </p><p>Nas ltimas semanas vieram a pblico notcias segundo as quais grandes empre-sas, vrias multinacionais e at mesmo al-guns governos, solicitaram estudos anteci-pando o eventual cenrio do fim da moeda nica. </p><p>Independentemente dos pressupostos base de cada estudo e das suas cambiantes, em funo das circunstncias que cada um visa acautelar, h uma concluso comum e bastante bvia: o fim do euro seria desas-troso para Portugal. </p><p>Num destes estudos, o Banco suo UBS escreve que a imediata desvalorizao da nova moeda (que, no caso de Portugal, se estima entre os 40% e os 50%), agravaria significativamente a dvida dos pases mais frgeis, obrigando a um esforo do dobro ou do triplo na sua nova moeda para pagar a dvida em euros. </p><p>As consequncias incluem incumpri-mento soberano, incumprimento de em-presas, o colapso do sistema bancrio e o colapso do comrcio internacional, pode ler-se no referido estudo a que a UBS cha-mou A Separao do Euro As Conse-quncias. </p><p>Apesar deste documento referir que este cenrio muito pouco provvel, a verdade que cada vez mais eurocpticos vatici-nam a imploso do euro (utilizando uma expresso de Nouriel Roubini, o prestigia-do economista a quem se atribui o mrito de ter sido o primeiro a prever, fundamen-tadamente, a crise financeira que comeou em 2008). </p><p>Tambm Paul Krugman, Nobel da econo-mia e assumidamente crtico do euro e da forma como as instituies europeias (e os lderes europeus) esto a conduzir esta cri-se, afirma que a criao da moeda nica foi, desde o incio um projecto duvidoso, luz de qualquer anlise econmica objectiva. Krugman fundamenta este ponto de vista, dizendo que as economias do continente eram demasiado dspares para funcionarem bem com uma poltica monetria de tama-nho nico; era provvel demais que sofres-sem choques assimtricos, em que alguns pases apresentam quedas enquanto outros viviam booms. que, ao contrrio do que acontece nos EUA, (...) os pases europeus no faziam parte de um pas nico, com um oramento e um mercado de trabalho uni-ficados e uma lngua comum amarrando o todo. </p><p>A criao do mercado comum, atravs da eliminao de barreiras livre circula-o de pessoas, mercadorias e capitais visa-va criar condies para uma perfeita afecta-o dos factores de produo, com base no funcionamento dos mercados. </p><p>Para alm das questes que se prendem com o deficiente funcionamento dos mer-cados, a Europa tem um problema adicional que P. Krugman ilustra bem quando afir-ma num dos seus textos que os EUA esto dispostos a deixar desertificar o Dakota do Norte, se, h procura de melhores condi-es, pessoas e investidores se deslocarem para outras paragens. Na Europa tal no se-ria possvel, por razes to evidentes que no vale a pena explicar neste artigo. </p><p>Ora, perante um relativo fracasso da ci-meira europeia (tendo em conta a elevads-sima expectativa de resolues decisivas que os principais lderes reclamavam) e as evidncias apontadas pelos eurocpticos e exaltadas pela crise (cujo final no conse-guimos vislumbrar apesar de tantas e tantas medidas e de tantas e tantas cimeiras igual-mente decisivas), ainda h lugar para a esperana? Ainda podemos, de forma mi-nimamente racional e no apenas com base numa espcie de wishful thinking, acre-ditar na sobrevivncia do euro?</p><p>Eu acredito que sim, deixo apenas a mais relevante de todas elas: para os lderes eu-ropeus (e para a maioria dos sectores ditos intelectuais, bem como a generalidade da imprensa europeia), o fim do euro ser o fim da Unio Europeia e do sonho euro-peu. </p><p>O euro est, assim, no centro do projec-to europeu e, por este motivo, com mais ou menos sacrifcios, com mais ou menos alte-raes no mapa poltico de cada pas euro-peu (no esqueamos que Frana e Alema-nha tero eleies legislativas brevemente), com maior ou menor solidariedade entre pases, o euro sobreviver, porque dele de-pende o ideal, o sonho que os europeus vm construindo h mais de 50 anos. </p><p>O Euro sobreviver?Marcelo NuNo goNalveS pereiraeconomista</p><p>A sobrevivncia do euro cada vez mais uma questo em aberto, medida que a crise se vai tornando mais sistmica e no apenas uma crise de dvidas soberanas (mais ou menos confinada aos designados PIGs Portugal, Irlanda, Grcia).</p></li><li><p>3 </p><p>Atual</p><p>Televiso Digital Terrestre, apesar do caminho para o futuro permanecem as crticas.</p><p>Apago analgico em vora no ms de Abril</p><p>Pedro Galego | Texto</p><p>J arrancou o apago analgico que mu-dar em definitivo a forma como se v te-leviso em Portugal. Desde o passado dia 12 que no Litoral Alentejano a Televiso Digital Terrestre (TDT) uma realidade. A segunda fase do apago, que vai desligar o retransmissor de Foia, no Algarve, e que serve parte do baixo Alentejo est marca para dia 23. Os eborenses tm at Abril para se prepararem.</p><p>O processo tem sido tudo menos pacfi-co, com chuvas de crticas aos custos im-postos s populaes para que possam continuar a ver os quatro canais de sinal aberto. Em vora, o TDT vai levar ainda a que seja cortada a rede de televiso por cabo que desde o incio da dcada de 1990 chegou a parte do Centro Histrico da ci-dade e que foi instalada com o intuito de retirar as antenas dos telhados da zona classificada. </p><p>A autarquia local j garantiu que alm do descodificador (comum a todo o terri-trio nacional para os aparelho de televi-so que no recebem sinal digital e para quem no tem televiso paga) basta uma antena interior para receber o sinal com qualidade, s possvel devido instalao de trs retransmissores na cidade, um dos quais no centro histrico. </p><p>A garantia deixada pela vereadora Cludia Sousa Pereira, com base nos tes-tes j realizados pelos servios tcnicos da Cmara. Todavia haver casos onde pode-ro a ser colocadas novamente antenas nos telhados, aps o apago da rede de te-leviso por cabo da cidade, desde que com menos de 50 centmetros, e que devero ficar em zonas invisveis para no provo-car impacto esttico. </p><p>[O sistema de TV por cabo em vora] Foi uma ideia pioneira, que infelizmen-te no teve o resultado ambicionado de eliminar todas as antenas do Centro His-trico. Hoje o sistema est ultrapassado e a autarquia no est vocacionada para gerir e manter este tipo de servio, disse a vereadora Cludia Sousa Pereira.</p><p>A oferta original de 19 canais, actu-almente est reduzida a nove e chega a cerca de mil pessoas. Na altura os as-sinantes pagaram 200 euros pela insta-lao. A partir de 2001 esteve prevista a contribuio de uma taxa mensal, que nunca foi cobrada.</p><p>Com a chegada da TDT, o sistema, que custa em manuteno cerca de 70 mil euros/ano e est a sobrecarregar o or-amento camarrio, ser desligado. A requalificao do mesmo custaria meio milho de euros. A autarquia est ainda a trabalhar numa soluo de aquisio do equipamento necessrio a suportar pelo municpio para os idosos j refe-</p><p>o processo tem sido tudo menos pacfico, com chuvas de crticas aos custos</p><p>Quando se fala de TDT, a nica certeza existente at ao momento que a oferta de canais continua exactamente igual do sinal analgico. Ganha-se em quali-dade de imagem, e em potencialidade, visto que o novo sistema permite a difuso de contedos em alta definio (HD) e interactivos. A 26 de Abril todo o territrio dever estar abrangido pelo sinal digital, mas parece que s agora as famlias esto a tratar da migrao. </p><p>Quem estava em zonas do interior onde no recebia bem o sinal dos quatro canais generalistas, vai poder passar a v-los em ptimas condies, garante a Autoridade Nacional de Comunicaes (ANACOM). O problema que, nestas regies, muitos so os que esto a orientar as antenas para Espa-nha [onde a oferta gratuita de cerca de 30 canais], optando por deixar de ver a televiso portuguesa. </p><p>Em quase todos os pases ter TDT sig-nifica ter mais canais gratuitos, o que para j no vai acontecer. Em termos prticos, a TDT abre espao para quase 50 novos canais em sinal aberto, mas os portugueses no vo beneficiar disso quando acabar a TV analgica, tudo </p><p>porque o Governo ainda no decidiu o que fazer com as frequncias criadas pela nova tecnologia, que ser aprovei-tada, para j, pelas operadoras mveis para a cobertura da rede 4G.</p><p>Uma das possibilidades mais viveis a curto prazo poder ser a introduo do canal Parlamento na difuso genera-lista, mas a bola est agora do lado do ministro Miguel Relvas, responsvel pela pasta do TDT.</p><p>Para quem ainda no est preparado para o apago, relembra-se que o custo dos descodificadores est entre os 25 e os 100 euros, variando em funo do modelo e das funcionalidades. A instalao do prato satlite (nas zonas sombra e quando necessria), no pode, segundo a ANACOM, ultrapassar os 61 euros. Em algumas zonas, poder ser necessrio fazer alguma interveno nas antenas.</p><p>As famlias carenciadas tm direito a um subsdio correspondente a 50% do preo, com o limite de 22 euros, na com-pra dos kits satlite ou dos descodifica-dores de TDT. Primeiro tero de comprar e pagar os equipamentos e s depois se podem candidatar ao reembolso</p><p>Dvidas e certezas</p><p>renciados como beneficirios de outros apoios sociais, acrescentou Cludia Sou-sa Pereira.</p><p>No passado a Cmara lanou ainda dois concursos para concessionar a rede, mas no surgiram interessados.</p><p>A Ovibeja 2012 que se realiza entre 27 de Abril e 1 de Maio lanou a 2 edio do Concurso Inter-nacional de Azeite Virgem Extra Pr-mio Ovibeja.</p><p>O concurso, o nico de mbito internacional reali-</p><p>zado em Portugal, uma organizao conjunta da ACOS A...</p></li></ul>