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Edição 188 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 05 de Janeiro de 2012 | ed. 188 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Srgio Lourinho Natural de Portel, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e apesar de ter possibilidades de emprego no pas trocou Portugal pelo Brasil. H 4 anos. Hoje professor em duas universidades privadas e administrador numa empresa de construo civil. Confessa que se sente bem do outro lado do Atlntico e diz que o sistema de ensino portugus est desajustado.

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    D.R

    .

    Cultura vale 60 milhesDespesas com actividades culturais representam 7,3% do oramento das autarquias.Os municpios alentejanos foram os que destinaram maior proporo do seu or-amento s atividades culturais em 2010: 7,3%. Imediatamente atrs do Alentejo posicionam-se as regies dos Aores (7%) e

    do Algarve (5,6%). Do total de 832 milhes de euros de despesa total dos municpios alentejanos em 2010, 61 milhes foram canalizados para as atividades culturais, sendo que uma fatia importante deste in-

    vestimento (17,6 milhes) foi gasto em re-muneraes. Quando comparados com 2009, os gastos das autarquias com a Cultura so inferiores em cerca de 6 milhes de euros no caso do Alentejo.

    Emigrar ... procura de um futuro

    voraEndividamento preocupantePg.05 O vereador do PSD na C-mara de vora, Antnio Dieb, diz que o endividamento da autarquia pre-ocupante e considera que se tornou imprescindvel desencadear um processo de saneamento financeiro assistido e validado pelo Governo para pagar banca e aos fornecedores do municpio.

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    EconomiaEmpresas aguentam IVAPg.03 Diversas empresas, de mer-cearias a restaurantes, optaram por no subir o IVA, apesar de a taxa ter aumentado em Janeiro para 23%. Os empresrios suportam o prejuzo para no perder (mais) clientes.

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  • 2 05 Janeiro 12 3

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos

    Moura; Capoulas Santos; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa

    Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional

    Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Actual

    IVA subiu para 23% nos restaurantes. Mas h quem no faa refletir o aumento nos preos praticados.

    O ano do apocalipse

    O anncio de um programo televisivo afirma que 2012 ano que ningum quer. Dito assim, sem mais, at parece que est nossa disponibi-lidade optar por querer ou no o ano que j a est. Mas no verdade.

    Quer queiramos quer no, vamos ter que le-var com os dias que se seguem e os apertos que se adivinham.

    Este vai ser um ano em nos vo querer con-vencer que trabalhar mais e receber menos, d sade e faz crescer. Ser o ano em que a presso fiscal sobre o trabalho e o consumo de bens essenciais asfixiar a economia e atirar para a quase indigncia muitos que hoje sobre-vivem sem qualquer folga oramental.

    Vai ser mais um ano em que a lei fundamen-tal estar suspensa, com a pequena diferena de que j poucos se indignam com o facto.

    A presso sobre cada um de ns para que aceitemos empobrecer de forma galopante e sem piar no ir abrandar. Sero redescober-tas novas estratgias comunicacionais, novas e mais eficazes formas de exercer a chantagem e promover o medo. Que seria das troikas sem o medo, essa temvel arma de dominao de classe.

    Ser um ano cheio de incertezas, de angs-tias, de desesperos para quase todos.

    Digo para quase todos porque existem al-guns que passaro por 2012 sem grandes ap-ertos e, arrisco-me a dizer, lucrando com o tal ano que ningum quer.

    escusado nome-los individualmente e se tivermos de os juntar debaixo do mesmo cha-pu podemos denomin-los como os amigos

    do Gaspar.Mas ao contrrio das personagens que

    acompanhavam o Srgio Godinho no famoso programa infantil da dcada de oitenta do s-culo passado, estes no so nada simpticos e tm um sentido de humor to negro que nem nos conseguem arrancar um sorriso amarelo.

    Estes amigos do Gaspar no tm qualquer problema em sediar as suas empresas em pases que lhes cobram menos impostos, numa interpretao muito peculiar dos anunciados sacrifcios para todos.

    Sabemos que assim e que sempre assim ser. inerente sua condio.

    Por isso, no deixou de ser muito engraado ver hoje um deputado do PS a defender me-didas legislativas que penalizem as empresas portugueses que deslocalizem os seus domic-lios fiscais para o estrangeiro, para fugirem quilo que a maioria dos portugueses vo ter de suportar.

    Enquanto foram governo votaram contra to-das as iniciativas legislativas que pretendiam impor aos grandes grupos econmicos que con-tribussem de forma mais justa para as receitas do Estado, no fossem zangarem-se e fugirem.

    Como se a forma como se trata um predador pudesse mudar a sua essncia.

    Estes podem no ser amigos do Gaspar, mas sero certamente primos das alforrecas.

    Este o ano de todas as incertezas e de to-dos os perigos, mas tambm comporta uma certeza: chegar ao fim. Com os amigos do Gaspar em cena ou, se todos quisermos, com um filme bem mais entusiasmante.

    Os amigos do GasparEduArdo LucIAnoAdvogado

    Esta passagem de ano, no consegui ultra-passar um extremo desconforto ao desejar a algum feliz 2012, primeiro ficava com a voz entaramelada, de seguida aparecia-me uma inexplicvel gaguez, e por fim desis-tia, deixando os interlocutores numa expec-tativa preocupada.

    Que que se passa com ele?Posso estar errado, mas entendo que este

    tipo de votos tm de ser sinceros, no se pode desejar a algum que seja feliz, se partida todos sabemos que isso ser incon-cretizvel.

    Reparei alis, que este sentimento de im-potncia face ao destino que se avizinha, era generalizado, ao ponto de, quando al-gum se acercava de um amigo para lhe fazer o tradicional voto, ambos se rirem da incongruncia.

    Em boa verdade, esta a sina dos portu-gueses, confundirmos felicidade com uma vaga utopia de abundncia e de pequenos sonhos concretizados. to real esta pa-

    tologia, que quando as coisas comeam a correr bem, assustamo-nos e, desconfiados tratamos logo de inventar uns fantasmas de planto, para o caso de tudo descambar e voltarmos ao fado do costume.

    Desses preciosos fantasminhas, uns h que me irritam solenemente, no consigo conceber as cclicas desculpas da inevita-bilidade, do assim porque tem que ser, no existem solues nicas, a no ser nos remdios de feira, nos xaropes duvidosos, receitados por charlates, que anunciados como milagrosas panaceias, no so mais do que gua com acar. Adoam a boca e do cabo do corpo.

    Agora o xarope chama-se austeridade e tem expresso no rtulo que s enrique-ceremos se empobrecermos. Seria crvel que nos apercebssemos do disparate e de-volvssemos procedncia os autores da burla, no sem antes os envolvermos de al-catro e penas mas no, compramos fra-scos e garrafes e pipas da coisa, at nos

    enfartarmos e morrermos, convictos que se tivssemos consumido mais umas litradas da coisa nos teramos salvo.

    S assim se explica, que depois de termos construdo um Servio Nacional de Sade, que entre outras coisas quase erradicou a mortalidade infantil, que mal ou bem foi prestando cuidados continuados, que cobriu em tempos quase todo o pas o destrus-semos porque era caro e canalizssemos os nossos impostos para pagar fraudes bancrias, para pagar uma dvida pblica de que desconhecemos os contornos.

    Ou que destrussemos a escola pblica e elegssemos gente que tem tal horror qualificao dos jovens, que os aconselha a emigrar, porque c o que preciso mo-de-obra barata e sazonal, de gente que no faa ondas e se acomode canga.

    Outros repugnantes fantasminhas, so os exemplos de sucesso.

    O sucesso dos futebolistas e dos trei-nadores de futebol, o sucesso do empreen-

    dorismo de alguns, o sucesso da caridade em tempos difceis, at mesmo o sucesso dos nossos antepassados que como se sabe, deram novos mundos ao mundo, com o proveito que se constata.

    Tudo para esconder o enorme falhano colectivo de um pas que tem mar e uma costa para que se v praia, de um pas que no tem sector produtivo, de um pas que est no topo das desigualdades sociais, de um pas que tem como empresrios in-divduos que deslocalizam a sede das suas empresas para outros pases e assim no terem de pagar impostos sobre os dividen-dos, um pas que tem uma nova lei do ar-rendamento urbano criada pelo ministrio da agricultura, enfim um pas que tem como Presidente da Repblica um homem que ainda acredita em D. Sebastio e nas manhs de nevoeiro, se calhar porque no gosta nada de transparncia.

    Dito isto, um feliz 2012 para todos Eh Eh Eh

    Feliz 2012 para todosMIguEL SAMpAIoLivreiro

    A loja uma pequena mercearia de bair-ro, em vora. O teste saber como que a subida do IVA