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Edição 243 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 09 de Maio de 2013| ed. 243 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    06

    Escolas Alentejanas na frente da Campanha DepositroEscolas Alentejanas na frente da Campanha Depositro 06

    Educao com corte de 756M at 2015Pg.04 At 2015, o Governo tenciona cortar 756 milhes de euros nas despe-sas do Ministrio da Educao e Cincia, que ser assim o segundo mais afectado pelo pacote de medidas anunciado nesta sexta-feira pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. O primeiro o Ministrio da Segurana Social com um corte previs-to de 819 milhes de euros.

    Critas preocupada com desemprego e excluso socialPg.03 A Critas Portuguesa alertou para as consequncias do desemprego no pas, numa mensagem para o 1. de Maio, lembrando as pessoas atiradas para o beco da excluso social e as periferias da participao cidad. Neste dia lem-bramos os direitos fundamentais dos tra-balhadores, sendo que o primeiro o aces-so ao trabalho e sua manuteno.

    Igreja celebra Dia Mundial das ComunicaesPg.06 O arcebispo de vora disse tera-feria na cidade alentejana que as redes sociais so bem-vindas para fortalecer as relaes entre pessoas, antecipando o 47 Dia Mundial das Comunicaes Sociais, que a Igreja Catlica vai celebrar no domingo. As redes sociais so bem-vindas: permitem partilhar os conheci-mentos, a vida e a f tambm. Abrem a porta aos contactos diretos e vida de comunidade.

    Mora refora apoio a idososPg.04 Desde esta tera-feira, que podem beneficiar das vantagens do Carto Muni-cipal do Idoso todos os Reformados, Pensio-nistas e Idosos do Concelho de Mora que te-nham uma reforma at 400 Euros, ao invs dos 350 Euros em vigor at agora.O nmero de idosos a deter as vantagens do carto, actualmente de 1344, dever subir para cerca de 1600.

    D.R

    .

    PUB

  • 2 09 Maio 13

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Publicreative Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio Serrano;

    Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira

    N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    A Abrir

    Para que no restem dvidas, comeo esta minha anlise assumindo-me como defensor de um processo de aferio na mudana dos ciclos escolares. No entro em anlises popu-listas sobre o regresso aos exames da quarta classe do perodo do Estado Novo. No creio tambm que quem estabelea tal paralelismo esteja no pleno das suas capacidades intelec-tuais. bvio que as diferenas so profun-das.

    Vamos ao que interessa. Pensar que, com uma prova de avaliao, se est a incutir rigor e exigncia no ensino no mnimo caricato, ainda mais em crianas com idades at aos dez anos. O processo de aferio necessrio. O aparato desta avaliao ridculo.

    Enquanto encarregado de educao de um avaliado, participei num frum de informa-o sobre as orientaes a seguir. Quando comecei ouvir o leque de procedimentos pen-sei, ingenuamente, que era uma brincadeira de mau gosto. Mas no! Do aparato policial para guarda e entrega das provas, vigilncia por professores estranhos e de outros nveis de ensino, so sinais, na minha opinio, do culminar de um processo ridculo. Ser que nestas idades no se pode atenuar o processo? Ser que os professores que seguem as crian-as (escrevo crianas de propsito) no esto capacitados e nem possuem a seriedade sufi-ciente para aplicar uma prova de aferio no espao que o seu? Creio que sim. Creio que

    seria um modelo mais adaptado ao contexto. um facto que ao longo da vida somos

    constantemente avaliados. um facto que fundamental melhorar a qualidade no ensi-no. Mas no posso concordar com a angstia que se coloca a crianas, muitas delas que tiveram que mudar de escola, serem vigia-das por professores estranhos, assumir umas regras tolas que geram nervosismo e colocar o trabalho de quatro anos sujeito a uma apro-vao de 25%.

    Foram mais de cem mil alunos do 4 ano de escolaridade que prestaram provas a Por-tugus, mais de 50% dos quais numa escola que no a sua, vigiados por cerca de dez mil professores que desconhecem. Quanto custou

    este aparato? certo que h aqui um misto de bandeira politica com uma tentativa estabele-cer uma marca no sistema. A anlise poltica deixo-a para os polticos. A marca carece de uma reflexo sria. possvel aferir, num contexto que no seja estranho aos alunos, educando para a avaliao na transio de ci-clos, e poupando no aparato meditico num momento em que se procura reduzir despesa.

    Este modelo de avaliao, tal com est con-cebido, prematuro e descontextualizado. preciso aferir. Aferindo tambm se faz um diagnstico. Mas avaliar desta forma e pensar que se est a introduzir exigncia o mesmo que pensar que o capo est meio vazio, quan-do na realidade est meio-cheio.

    Exigncia, ridculo e cheiro a Estado Novo!Joaquim FialhoProfessor universitrio

    O processo de tomada de decises est pre-sente no quotidiano da vida das organizaes em geral e das empresas em particular, umas mais importantes e com impacto estruturante no mdio e longo prazo (associadas a proces-sos de investimento e financiamento), outras que embora no to eloquentes so vitais sua orientao do dia-a-dia (operacionais).

    A informao considerada como um ins-trumento indispensvel quer para o desenvol-vimento das atividades das organizaes, quer para a tomada de deciso, uma vez que a quali-dade das decises est muitas vezes dependen-te da qualidade da informao.

    Quando a dimenso das organizaes au-menta, em termos de volume de negcios, a or-ganizao tem necessidade de recorrer infor-mao contabilstica para auxiliar a tomada de deciso. De facto, medida que as empresas aumentam, tanto em volume de negcios como em nmero de trabalhadores, as operaes au-mentam e por conseguinte, tornam-se mais complexas. Deste modo, a gesto informal mais difcil e a tomada de deciso intuitiva, deixa de ser praticvel, sendo necessrio o re-curso sistemtico informao contabilstica e no s, para sustentar a tomada de deciso.

    A Estrutura Conceptual (EC) do Sistema de Normalizao Contabilstica (SNC) atualmen-te em vigor (Aviso 15652/2009, DR 2 srie N173 de 7 de setembro) preconiza no seu 1 que as demonstraes financeiras devem ser preparadas com o propsito de proporcionar informao que seja til na tomada de deci-ses econmicas, devendo responder s neces-sidades comuns da maior parte dos utentes.Estes tomam decises econmicas nomeada-mente para:

    a) Decidir quando comprar, deter ou vender um investimento em capital prprio;b) Avaliar o zelo ou a responsabilidade do rgo de gesto;

    c) Avaliar a capacidade da entidade pagar remuneraes e proporcionar outros benef-cios aos seus empregados;d) Avaliar a segurana das quantias empres-tadas entidade;e) Determinar as polticas fiscais;f) Determinar os lucros e dividendos distri-buveis;g) Preparar e usar as estatsticas sobre o ren-dimento nacional; ouh) Regular as atividades das entidades.Nos 9 a 11 da Estrutura Conceptual do SNC so definidos os principais utentes das demonstraes financeiras, onde se incluem os Investidores atuais e potenciais, Empre-gados, Mutuantes, Fornecedores e outros credores comerciais, Clientes, Governo e seus departamentos, e o Pblico em geral, encontrando-se a cargo do rgo de gesto da entidade a responsabilidade pela prepara-o e apresentao das suas demonstraes financeiras, nos termos do SNC.

    A informao contida nas demonstraes fi-nanceiras interessa tambm ao rgo de gesto na medida em que auxilia este na assuno das suas responsabilidades ao nvel do planeamen-to, tomada de decises e controlo.

    As demonstraes financeiras tm por obje-tivo proporcionar informao acerca da posio financeira, do desempenho e das alteraes na posio financeira de uma entidade que seja til a um vasto leque de utentes na tomada de deci-ses econmicas (12 da EC do SNC).

    Na elaborao das demonstraes financei-ras devem ser tidos em conta os atributos que tornam a informao financeira, apresentada nessas demonstraes, til para os utentes, ou seja, as suas caractersticas qualitativas. As quatro principais caractersticas qualitativas so a compreensibilidade, a relevncia, a fia-bilidade e a comparabilidade (24 da EC do SNC).

    A informao proporcionada pelas demons-traes financeiras deve ser compreensvel de forma clere por todos os seus utilizadores e ter a capacidade de influenciar a tomada de deciso, atendendo-se sempre sua materiali-dade. Para este fim presume-se que os uten-tes disponham de um razovel conhecimento das atividades empresariais e econmicas e da contabilidade e a inteno de analisar a infor-mao com razovel diligncia.

    Para ser til, a informao deve necessaria-mente ser relevante para a tomada de decises dos utentes. Esta qualidade (relevncia) verifi-ca-se quando suscetvel de influenciar as de-cises econmicas dos utentes auxiliando-os a avaliar os acontecimentos passados, presentes ou futuros e ainda confirmar ou corrigir, as suas avaliaes passadas. As funes preditiva e confirmatria da informao esto intima-mente associadas, send