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Edição 169 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 25 de Agosto de 2011 | ed. 169 | 0.50

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    Escola Com a crise porta, uma elevada taxa de desemprego (12,1%) e um conjunto de medidas de austeridade que visam equilibrar as contas pblicas, a confiana dos portugueses est em baixa e a poupana a principal preocupao. Mas o regresso s aulas traz despesas obrigatrias: livros e material escolar, vesturio, propinas. Feitas as contas: 500 euros, em mdia, por cada famlia.

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    D.R

    .

    A nova vida das escolas primriasNem todos os edifcios encerrados ficam ao abandono. Em vora h exemplos do contrrio.O que acontece s escolas pri-mrias fechadas por falta de alunos ou pela criao dos no-vos centros escolares? Algu-mas ficam entregues ao aban-

    dono, como sucede com trs edifcios em Torre de Coelhei-ros. Mas outras ganham nova vida, continuando ao servio da comunidade. Em vora, por

    exemplo, h uma companhia de teatro profissional que fez de uma escola a sua sede. E uma associao ambiental en-controu espao para realizar

    algumas das suas actividades. No Alentejo h outros casos: de restaurante a escola que hoje sede de uma associao chamada Centro da Terra.

    Regresso s aulas: 500 euros por famlia

    Transportes Jos Figueira contra opes do GovernoPg.03 O presidente da Cmara de Vendas Novas, Jos Figueira, quer que as autarquias, especialistas em transportes e agentes econmicos do Alentejo sejam ouvidos antes de o Governo se comprometer com uma deciso final relativamente ao TGV e linha de mercadorias entre Sines e a fronteira do Caia. E critica as opes j anunciadas pelo Governo.

    Lus Pardal | A

    rquivo Registo

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    D.R

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    Guia de FestasAlentejoPg.13 Touros, flores, msica e petis-cos prometem um final de Agosto em festa por todo o Alentejo: de Barran-cos ao Crato, passando por Grndola e Campo Maior, sugestes no faltam para sair de casa.

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

  • 2 25 Agosto 11

    Passados dois meses de funes deste Go-verno de coligao PSD/CDS j possvel fazer um primeiro balano. Um Governo que se colocou num labirinto ainda mais estreito do que o memorando da Troika, ao escolher ir para alm da Troika.

    Um Governo que escolheu um caminho de querer fazer dos pequenos cortes exem-plos para o pas mas que rapidamente caiu em contradio com a nomeao de espe-cialistas com salrios acima da mdia que havia sido objecto da sua crtica.

    Um Governo que em dois meses apenas apresentou medidas do lado da receita com recurso a aumento de impostos. O corte das gorduras do Estado que alimentaram o combate poltico contra o ltimo Governo, em que perante cada PEC apresentado no Parlamento PSD e CDS logo respondiam que no deviam ser exigidos mais sacrif-cios aos Portugueses sem que primeiro se fizessem estes cortes, se eliminassem as empresas e os institutos.

    Na TVI Marques Mendes nos seus co-mentrios dizia o que deveria ser extin-to. Parecia que o trabalho estava feito. Os eleitores pensaram que sim. Afinal mais complexo do que parece. S quem no tem experincia pode pensar que um processo de fuso ou de extino de entidades jur-dicas tarefa fcil. S era fcil quando se estava na oposio.

    Veja-se o exemplo da extino da Parque Expo, apresentada em pomposa conferncia de imprensa pela Ministra da Agricultura, que face s perguntas pertinentes dos Jor-nalistas no adiantou nada! Como se liqui-dam os passivos de 230 ME, como vo ser vendidos os activos? Quem paga as diver-sas indemnizaes? A famosa Taxa Social nica (TSU) foi outra bandeira do PSD.

    Teria que ser uma reduo muito signifi-cativa para produzir efeitos na criao de emprego. O PS discordava, alegando que essa reduo teria que ser feita com um au-mento brutal do IVA. Pois bem, agora no Governo, o PSD est perdido e no sabe bem como resolver este imbrglio. O que dizer do TGV? Outra matria de grande disputa poltica nas eleies, com o PSD e o CDS a defenderem a sua suspenso, sem ter em conta as indemnizaes, a perda de fun-dos comunitrios, os compromissos com o Governo Espanhol.

    Agora no Governo, o nosso amigo lvaro (forma como o Ministro da Economia pre-fere ser tratado), aps uma reunio com o seu homlogo espanhol vem remeter a deci-so final para Setembro. Ento mas a deci-so no era a suspenso? Mais um assunto que vai criar problemas e para os quais o Prof. Marcelo j foi preparando o terreno no seu ltimo comentrio na TVI.

    Na Educao, o Ministro Crato est a um passo de deixar 40.000 professores isentos de avaliao (1/3 do total), criando uma

    estrutura de avaliao composta por 2000 professores que s faro avaliao e cuja formao vai custar 4 milhes de euros e em que o principal sindicato (a FNE) be-neficirio enquanto entidade formadora.

    Ou seja, estamos a um passo de criar uma verso leve da avaliao, apenas para os mais novos e com subsidiao indirecta de entidades formadoras de supervisores pe-daggicos. Na Sade sucedem-se os ann-cios de reavaliao de projectos incluindo o novo Hospital de vora.

    Devo dizer que neste caso, pelo conheci-mento profundo do dossier, o cancelamento ser de elevado prejuzo para a populao e para o Estado, dado que a sua constru-o financiada por Fundos comunitrios, por venda de patrimnio, por capital social e ainda pela optimizao de explorao da actividade hospitalar.

    As actuais instalaes, separadas por uma estrada nacional, representam um agravamento dos custos operacionais em cerca de 20% ano. Na Assembleia da Repu-blica, j questionei o Governo atravs de um requerimento subscrito em conjunto com o Deputado do PS eleito por vora, sobre as suas intenes e respectivos fundamentos.

    Um balano de governo que demonstra muito voluntarismo mas um desconheci-mento profundo dos principais dossiers. Vamos aguardar pelo Oramento de Estado para 2012.

    Entretanto o Partido Socialista elegeu o novo Secretrio-geral e vai eleger os seus rgos polticos no Congresso de Setem-bro. Espera-se que o PS se reorganize ra-pidamente para poder fazer uma oposio eficaz.

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    O Leo Papo de Joo Ferreira ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    A Unio Europeia est a atravessar um dos seus piores momentos, ningum tenha dvidas disso. Em termos globais a U.E. encontra-se com enormes dificuldades em resolver os seus principais problemas.

    No h muito tempo atrs a U.E. era con-siderada como um espao altamente apete-cvel, onde todos queriam entrar. Muitos pa-ses fizeram tudo por tudo para entrar neste importante espao econmico e poltico. O modelo parecia inquebrvel.

    Hoje em dia, encontramos a economia europeia altamente debilitada, onde muitas das suas naes vivem momentos extrema-mente conturbados, com problemas de difcil resoluo. Cada vez mais a U.E. tem fortes dificuldades para encontrar solues para re-solver os seus problemas econmicos. A via poltica tem sido claramente subestimada.

    A U.E. tem hesitado fortemente em con-vergir politicamente. Basta lembrar os refe-rendos na Holanda e Frana sobre a cons-tituio europeia. A Europa tem medo em convergir politicamente, manifestando-se neste tema os seus velhos fantasmas, de que no se consegue libertar.

    E o que temos agora? Pases em situao crtica a necessitarem

    de resgates financeiros para salvar as suas debilitadas economias.

    E a Europa o que faz?L vai contribuindo com algumas ajudas,

    mas apenas aos pases que se encontram na zona Euro; Os pases que se encontram em situao aflitiva, mas no esto dentro do

    Euro, nem sequer se ouve falar deles. esta a Europa solidria que ns temos!

    E as lideranas europeias o que fazem?A reside o principal problema. A Europa

    tem sido conduzida pelo eixo franco-ale-mo. Tem sido a Sra. Merkel e o Sr. Sarkozy quem tem tomado as principais iniciativas. Esta situao faz com que a U.E. se torne mais frgil e muito mais permissiva a ata-ques externos. Com estes dois pases a do-minar a Europa, estamos de facto em risco de perda de soberania. A razo simples: 2 a decidir por 27 ( o que est a acontecer na prtica) um grande risco para a Europa. Na minha perspectiva, pode ser o princpio do fim do modelo europeu.

    Com os ingleses a ficarem de foram (bas-ta ver que apenas apoiaram financeiramente a Repblica da Irlanda) e os outros pases sem tomarem grandes iniciativas (a Grcia, Repblica da Irlanda e Portugal pouco po-dem fazer neste momento), significa que a Europa serve apenas a dois pases. Para ser mais correcto s a um: Alemanha.

    O risco grande, ou a Europa procura convergir politicamente, tornando-se numa verdadeira nao Europeia, ou ento vai naturalmente colapsar.

    Ou entendemos que construir a Europ