Registo ed168

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Edio 168 do Semanrio Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 18 de Agosto de 2011 | ed. 168 | 0.50

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    Candidatura liderada pela ADRAL A Universidade de vora acolheu a cerimnia de assinatura da Carta de Princpios e a constituio do Consrcio da Rede Regional de Cincia e Tecnologia do Alentejo. O Parque de Cincia e Tecnologia do Alentejo constitui uma das componentes do Programa Estratgico do Sistema Regional de Transferncia de Tecnologia.

    0707

    D.R

    .

    Guia de fontes e chafarizesMonumentos nacionais, fontes e chafarizes convidam a passeios de Vero

    A vila do LandroalDe pequena, mete graa:Tem uma fonte no meioQd de beber a quem

    passa

    Registados na tradio oral das gentes do Alandroal, estes pe-quenos versos passaram de ge-rao em gerao e constituem um bom exemplo da importn-

    cia atribuda pelas gentes locais fonte localizada na principal praa da vila. Trata-se de uma construo datada muito pro-vavelmente de finais do sculo

    XVII j existindo em 1708, ano da edio da Corografia Portu-guesa do padre Antnio Carva-lho da Costa.

    Alentejo aposta na cincia e tecnologia

    QREN 44% investimento em TurismoPg.08 Desde o incio do mais re-cente Quadro de Referncia Estratgi-co Nacional (QREN), em 2007, j foram aprovados 87 projectos tursticos no mbito dos sistemas de incentivos inovao e qualificao - num total de 92 milhes de euros de incentivos - e mais de 50 projectos no mbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER). O turismo constitui no Alentejo uma ilha em relao ao desenvolvimento do territrio, considera Ceia da Silva.

    Lus Pardal | A

    rquivo Registo

    1111

    D.R

    .

    Feira da Luz OrqueStradaPg.12 Os OqueStrada regressam aos palcos portugueses para trs dias de concertos que prometem conquis-tar, mais uma vez, o pblico portu-gus, incluindo uma actuao em Montemor-o-Novo.

    D.R

    .

  • 2 18 Agosto 11

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    Vira o disco e toca o mesmo... ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Os recentes episdios de violncia em Lon-dres e outras cidades britnicas mostram mais uma vez o quo distrado andam os lderes europeus e especialmente David Ca-meron. Vrias questes se levantam. Desde logo a indesculpvel violncia e vandalismo gratuitos, como forma de reaver impostos, por parte de jovens que sequer esto inseri-dos no mercado de trabalho e, portanto, em nada contriburam, ainda, para a sociedade.

    Limitam-se a furtar tudo o que podem e a vandalizar o patrimnio alheio, como forma de expressar o seu descontentamento, o que de todo inaceitvel num Estado de Direito. No se trata de liberdade de expresso, ou de uma manifestao legtima.

    pura libertinagem de quem espera e exige um futuro fcil e uma resposta pron-ta do Estado, sem retribuir, sem um esforo claro na construo do seu prprio projecto de vida. Admito que preocupaes sociais estejam na origem dos protestos e que em muitos casos, haja um sentimento de revolta legtimo. Mas nada justifica a violncia.

    Cameron poupou na despesa do Estado, cortando na Segurana. Outra lio a tirar deste incidente.

    O Estado no pode cortar nas nicas fun-es exclusivas que lhe esto cometidas e que no podem ser desempenhadas por privados. Segurana, Justia e Administra-o do Territrio so as funes nobres do Estado das quais no se pode demitir, sob pena dos cidados tomarem nas suas mos

    a administrao da justia, sob a forma de milcias, o que igualmente inaceitvel num Estado de Direito.

    Alm de catico. Infelizmente, e perante a ausncia da autoridade policial, o recurso legtima defesa de pessoas e bens foi a l-tima alternativa da comunidade turca, que diante da proximidade dos jovens, se ani-nhou junto aos seus haveres, como forma de os proteger. Resultou. Curiosamente, foram os emigrantes turcos residentes no subrbio londrino de Hackney que estancaram um ataque de arruaceiros e acabaram por de-fender toda a vizinhana.

    Cameron reagiu tarde, esperando que os problemas se resolvessem naturalmente. No tomou as medidas que se impunham em tempo til, foi condescendente e limi-tou-se a reagir para resolver um problema, em vez de o evitar. isso que se espera de um lder. Capacidade de antecipao e efi-ccia na deciso. E foi isso que Cameron demonstrou no ter.

    Um lder com falta de viso e discerni-mento para perceber a complexidade de um conflito que o fragilizou como poltico e go-vernante, cuja credibilidade j estava aba-lada pelo caso News of the world. Outra lio: subestimar o elemento aparentemente mais fraco nem sempre a melhor opo e podemos ser surpreendidos. Agir em tempo til sempre a melhor escolha.

    Reparar a sociedade quebrada pode agora ser mais difcil.

    Lies de vidaSnia RaMOS FERROJurista

    Est tacitamente convencionado que se deve atribuir aos governos um estado de graa de 100 dias aps a sua posse. o perodo que se considera o mnimo adequado para permitir aos novos ministros inteirarem-se dos dos-siers e prepararem as primeiras medidas.

    Estamos porm numa situao excepcio-nal. O novo governo surge sob o signo da urgncia, aps uma crise politica, provocada precisamente para derrubar o anterior, apenas um ano e meio aps a sua investidura, por se considerar no estar a actuar com suficiente celeridade. Convm recordar que o argumen-to fundamental para abrir essa crise, desen-cadear a desconfiana dos j desconfiados mercados financeiros e precipitar uma nego-ciao com a UE, o FMI e o BCE em con-dies equivalentes a uma capitulao, foi precisamente a recusa do PEC IV e a jus-tificao proclamada por toda a oposio, incluindo o Presidente da Republica, de que no podiam ser impostos mais sacrifcios aos portugueses.

    certo que s passaram 50 dias desde que o governo PSD/CDS iniciou funes, metade do estado de graa. E talvez seja ainda cedo para fazer avaliaes ao seu desempenho. Contudo, dada a velocidade a que os aconte-cimentos se sucedem escala internacional, veja-se, por exemplo, o que se est a passar na Espanha, na Itlia ou mesmo nos EUA, onde, ao que consta, Jos Scrates no Primeiro-ministro, j deu para perceber de que, pelo menos, metade do estado e graa j l vai.

    Como costumava dizer Antnio Guterres, no h uma segunda oportunidade para cau-sar uma primeira boa impresso. E, sejamos justos, em 50 dias, j h matria mais do que suficiente para perceber o que nos espera nos prximos 3 anos e 10 meses.

    A principal bandeira eleitoral era precisa-mente a de no imposio de mais sacrifcios aos portugueses. Escandalizados com a vio-lncia que o ento PEC IV iria exercer sobre os cidados, os partidos da oposio procla-maram at exausto que mais impostos, nunca. A soluo estava toda na eliminao da gordura do Estado e do despesismo. O problema era todo do mau governo que tnha-mos e no da cassete da crise internacional, essa inveno dos socialistas para esconde-rem a sua incompetncia.

    Ora, o que temos assistido exactamente ao oposto de tudo o que tinha sido prometi-do. Os primeiros 50 dias de governo foram exclusivamente dedicados a pr em marcha o maior aumento de impostos alguma vez apli-cado em to pouco tempo aos rendimentos do trabalho. Sim, exclusivamente aos do traba-lho, porque os rendimentos de capital ficaram curiosamente excludos, contrariamente ao que sucede nos PEC de outros Estados-mem-bros da UE onde os sacrifcios so repartidos por ambos. E parece que a procisso ainda s vai a sair do adro da igreja, como muito bem fez questo de sublinhar o PM na sua festa de reentre partidria no Algarve, para onde

    foi de frias depois de ter dito que, dada a gravidade da situao, no iria haver tempo para frias quer por parte do governo, quer da Assembleia da Repblica.

    Quanto aos cortes na despesa, isso fica-r para mais tarde, apesar do PM ter igual-mente referido que o governo no tem feito outra coisa. Deveria estar a referir-se no nomeao de governadores civis ainda que se tenham mantido os Governos Civis, a sua mquina burocrtica e os seus oramentos, ao anuncio de que no sero nomeados novos 18 subdirectores da Segurana Social, que, na maior parte, so funcionrios da prpria instituio, onde continuaro a auferir os seus salrios, e ao facto do PM ter deixado de via-jar em executiva, onde por acaso at viaja-va de graa, e onde se sujeitar no futuro a ouvir todo o tipo de dixotes de passageiros mais descontentes com a governao, com a imagem correspondente para a dignidade do Estado que se adivinha.

    Quanto Lavoura, o assunto predilecto do parceiro menor da coligao, os primeiros 50 dias tambm serviram para pr em prtica e anunciar duas importantes medidas: revo-gar a obrigao do uso de gravatas que, por acaso, ningum tinha antes decretado, e para anunciar que a prevista concluso, para 2013, do projecto de Alqueva, o q