Registo 256

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Edio 256 do Semanrio Registo

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  • Director Nuno Pitti Ferreira | 24 de Novembro de 2014 | ed. 256 | 0.50

    www.registo.com.pt

    SEMANRIO

  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 24 de Novembro de 2014| ed. 256 | 0.50O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora266771284

    03Entrevista a Mestre Joaquim SoaresO mais alto Cante do MundoEntrevista a Mestre Joaquim SoaresO mais alto Cante do Mundo 03

    Obesidade Infantil aumentaPG.06 Um estudo sobre obesidade em crianas do primeiro ciclo con-cluiu que Portugal um dos pases com maior prevalncia do problema, entre 17 pases europeus, disse Ana Rito, in-vestigadora do sistema de vigilncia europeu da Organizao Mundial de Sade. A obesidade afecta 14,6% das crianas portuguesas com idades entre os 6 e os 9 anos e 21% apresentam sinais de pr-obesidade.

    Costa Secretrio-Geral do PS com 96% dos votosPG.04 A contagem nas directas do PS confirmou neste sbado a eleio de Ant-nio Costa como o novo secretrio-geral do principal partido da oposio. hora do discurso do ainda presidente da cmara de Lisboa, essa contabilidade representa-va 96% dos votos apurados. Neste sbado, no seu discurso de vitria, Costa assumiu o enorme orgulho que representava a eleio, aproveitando ainda para elogiar a forma como decorrera o escrutnio.

    O contributo do projeto eureca.netPG.10 O EURECA.net um projeto finan-ciado pela Cincia Viva, da Agncia Nacio-nal para a Cultura Cientfica e Tecnolgica, no mbito do programa Escolher Cincia: da Escola Universidade. J apresentamos o EURECA.net no Registo, na edio de n 248 de 23 de janeiro de 2014. E porque volta ago-ra o EURECA.net a ser falado aqui? O projeto acabou em agosto passado e pensmos que seria interessante dar a conhecer ao pblico em geral as atividades que desenvolvemos.

    Municipalizao das Escolas em JaneiroPG.07 Em Janeiro de 2015 algumas das competncias na rea da educao que hoje se inscrevem na esfera do Minist-rio da Educao e Cincia (MEC) devero j estar nas mos das autarquias. Nas l-timas semanas o Governo intensificou as reunies com as autarquias envolvidas, que andaro j perto das duas centenas, e na passada semana, o assunto voltou a estar em cima da mesa na reunio entre o ministro Nuno Crato e a FNE.

    D.R

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    PUB

  • 2 24 Novembro 14

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 750 140 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira; Departamento

    Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Pedro Galego, Rute Marques Fotografia Lus Pardal (editor), Rute Bandeira Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-

    Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    A Abrir

    A normalidade um conceito elstico. O que normal para uns pode ser aberrante para outros. O que no ofende os sentidos de alguns pode ser ofensivo para outros tan-tos.

    Talvez por isso nunca tenha percebido muito bem o que isso do normal funcio-namento das instituies.

    Sempre que pressionado a demitir o go-verno, o Presidente da Repblica vem in-vocar que no est em causa o normal fun-cionamento das instituies e como tal no v razes para interferir no curso da legis-latura.

    Da imploso do BES, o banco do regime, com todo o acumular de erros e omisses por parte de reguladores e governantes e que acabou numa soluo que nos vai a to-dos fazer pagar por isso, no resulta nenhu-ma avaliao de anormal funcionamento das instituies.

    Da confuso estabelecida no incio do ano escolar, com professores colocados que no deveriam ter sido e professores no co-

    locados que deveriam ter sido, que depois resultou na colocao do mesmo professor em dezenas de escolas, com as desculpas do ministro que se revirou do avesso para demonstrar que tudo estava a funcionar normalmente, no resultou nenhuma ava-liao de que as instituies no estavam a funcionar segundo parmetros de norma-lidade.

    Do desastre que foi a suposta reforma do mapa judicirio, que afastou ainda mais a justia dos cidados, com o episdio da paralisao da plataforma informtica e da construo de uma teoria da conspirao para encontrar reponsveis que limpassem a face da ministra e da sua bvia respon-sabilidade poltica, tambm no resultou qualquer indcio de suspeita sobre o normal funcionamento das instituies.

    Do escndalo dos vistos dourados, que envolveu altas figuras da administrao, o dirigente do Servio de Estrangeiros e Fronteiras, o presidente do Instituto de Re-gisto e Notariado, a secretria geral do Mi-

    O normal funcionamento das instituiesEDUARDO LUCIANO

    Lido com o conceito de Liderana dia-riamente na minha vida prof issional, na consultoria de recursos humanos. Seja em projectos para recrutar lderes, para desenvolver as competncias de lderes ou para identif icar os lderes do futu-ro dentro de uma organizao. Pensan-do no tema, j perdi a conta ao nmero de teorias e modelos de liderana que as ltimas dcadas produziram para o mundo da gesto. Nada de mais natural. A complexidade do ser humano, suas necessidades, anseios e expectativas, a sua dif cil previsibilidade de compor-tamento num qualquer sistema social, torna o tema da Liderana controverso, apaixonante e que, cer tamente, nunca ser um assunto encerrado.

    Muito j se falou, por exemplo, de li-derana transaccional, mais focada em gesto de cur to-prazo, em que o l-der d e pede algo em troca, no que ser essencialmente uma gesto de expecta-tivas e um modelo de recompensas para a equipa (como exemplos simples, o elo-gio, a palmadinha nas costas ou os in-centivos f inanceiros). J muito se falou do lder transformacional, que aposta numa mobilizao emocional de todos e numa mudana radical (um sonho, uma nova viso, uma revoluo) do meio em que est inserido, desaf iando o estado actual, e cuja principal misso ser con-

    quistar as pessoas para esta misso, de-saf iante mas espinhosa Steve Jobs, da Apple, um exemplo que quase todos reconhecero. Tambm j foi suf icien-temente debatido o lder situacional, que age sobre a sua equipa conforme o seu nvel de experincia e competncia e motivao por exemplo, mais direc-tivo com os inexperientes e mais de-mocrtico e delegativo com quem tem mais capacidade e vontade.

    Todas as abordagens so bem-vin-das e teis, conforme o contexto. Mas, quando me perguntaram h tempos numa universidade, qual a abordagem mais simples e ef icaz de liderana, no tive dvidas em responder liderar pelo exemplo.

    Ser exemplo ter uma conduta que personif ique os valores pelos quais nos batemos (seja a inovao, a tica, a qua-lidade suprema no servio ao Cliente ou a ambio de conquistar um mercado). Que mostre o caminho (a estratgia) que queremos ver assumido por todos. Que demonstre uma luta intensa, por vezes vista como obsessiva, por objectivos ambiciosos que nos levem meta pre-tendida.

    Seja numa empresa, na poltica, numa associao ou numa escola, liderar pelo exemplo signif ica estimular o compro-misso emocional e a par ticipao de

    LIDERAR PELO EXEMPLOCARLOS SEZESGestor

    todos estando e comunicando presen-cialmente com o mximo de pessoas possvel, para maximizar o impacto da nossa mensagem. Signif ica encarar, analisar e ponderar os r iscos e tomar decises com f irmeza apelando par-ticipao de todos no processo e expli-cando a todos essas mesmas decises.

    saber o momento de meter as mos na massa e descer das cpulas da deciso para o campo de batalha das opera-es, respirando o mesmo ar de quem, na base, se assegura que a estratgia se concretiza em aces e iniciativas con-cretas (conheo lderes empresariais que no prescindem de uma ronda di-ria pela empresa, falando com dezenas de pessoas, auscultando problemas e propondo solues). E, mais importan-te, apostar na criao de novos lderes, que possam assegurar um futuro cami-nho de sucesso na organizao e uma passagem de testemunho tranquila e ef icaz. Costumo dizer mostra-me os teus sucessores, dir-te-ei que tipo de lder s. Efectivamente, potenciar o desenvolvimento de novas lideranas demonstra humildade em reconhecer o carcter transitrio do lder, em contra-ponto com o carcter intemporal da or-ganizao ou da causa porque lutamos.

    Em suma, essencial que o lder seja, efectivamente, um exemplo, ge-rindo o seu prprio ego com equilbrio, numa atitude de veracidade, que sirva de exemplo a todos os que, sua volta, procuram uma referncia. Numa poca de muitos espectadores, imensos co-mentadores e alguns gestores de con-tinuidade, precisamos urgentemente de Lderes na nossa sociedade.

    nistrio da Justia e que levou demisso do Ministro da Administrao Interna, no se retirou qualquer evidncia de que as ins-

    tituies estariam afectadas no seu normal funcionamento.

    Quando o Presidente da Repblica, em entrevista a um jornal, afirma que as elei-es legislativas sero na data legalmente prevista, afastando qualquer possibilidade de antecipar a agonia governativa e na mes-ma entrevista afirma que o prximo gover-no tem que ser maioritrio, em vez de afir-mar que o prximo governo tem que ser o que os eleitores quiserem que seja, no lhe passou pela cabea a avaliao autocrtica que poderia resultar na concluso de que as instituies esto longe do seu normal fun-cionam