Registo ed187

Download Registo ed187

Post on 12-Mar-2016

218 views

Category:

Documents

1 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Edio 187 do Semanrio Registo

TRANSCRIPT

<ul><li><p>www.registo.com.pt</p><p>SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 29 de Dezembro de 2011 | ed. 187 | 0.50</p><p>O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora</p><p>266771284</p><p>PUB</p><p>Joviano Vitorino Em entrevista ao Registo, o presidente da Cmara Municipal de Alter do Cho, Joviano Vitorino, aponta o despovoamento como um dos graves problemas do concelho e defende o turismo e a Coudelaria como apostas estratgicas para o desenvolvimento local. A Coudelaria tem todas as condies para se emancipar e ser auto sustentvel, garante o autarca.</p><p>08</p><p>D.R</p><p>.</p><p>Sobreiro eleito rvore nacionalDeciso unnime dos deputados. Nasceu um novo smbolo do Pas.O sobreiro passou a ser considerado rvore Nacional de Portugal. Este acontecimento surge com a aprovao, por unanimidade, de um projecto de resoluo apresentado na Assembleia da Repblica e teve a ajuda </p><p>de uma petio pblica que reuniu mais de duas mil assinaturas.A deciso visa contribuir para tornar mais visveis alguns dos problemas associados preservao desta espcie, contribuindo, </p><p>simultaneamente, para se alcanarem as solues necessrias. Alm do montado ocupar cerca de um tero da floresta portu-guesa, a cortia representa 10% das exporta-es nacionais.</p><p>Alter aposta em Turismo e Economia Social</p><p>BejaOramentochumbadoPg.04 Pela primeira vez, desde o 25 de Abril de 1974, a Cmara de Beja vai ser gerida em regime de duodci-mos. A Assembleia Municipal chum-bou a proposta de oramento apresen-tada pelo Executivo autrquico. CDU e Bloco de Esquerda votaram contra. O presidente da autarquia vai apre-sentar queixa ao Ministrio Pblico.</p><p>D.R</p><p>.</p><p>0606</p><p>D.R</p><p>.</p><p>voraParque de CinciaPg.16 Universidade acolheu assi-natura da escritura da sociedade que vai gerir o Parque de Cincia e Tecno-logia do Alentejo, com um capital de 575 mil euros. Carlos Braumann ape-lou convergncia de esforos.</p><p>D.R</p><p>.</p><p>08</p></li><li><p>2 29 Dezembro 11</p><p>A Abrir</p><p>Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho</p><p>Propriedade</p><p>PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti </p><p>Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&amp;Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos </p><p>Moura; Capoulas Santos; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa </p><p>Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional </p><p>Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda</p><p>Ficha TcnicaSEMANRIO</p><p>ww</p><p>w.egoisthedonism</p><p>.wordpress.com</p><p>Pedro H</p><p>enriques | Cartoonista</p><p>Ano novo, (d)vida nova...</p><p>2011 chegou ao fim! Um ano de profundas mudanas e grandes dificuldades para as Portuguesas e Portugueses, mas em espe-cial o ano da crise das instituies Euro-peias. No plano interno tivemos eleies Presidenciais e assistimos renovao do mandato de Cavaco Silva. </p><p>A sua tomada de posse ficou marcada por ter ignorado a crise internacional. Uma atitude que veio a marcar os acon-tecimentos que se sucederam. A partir deste momento, ficou quebrada a relao de confiana institucional entre o Gov-erno e o Presidente da Republica. </p><p>Perante o agudizar da crise na Grcia, na Irlanda e a presso exercida sobre Portugal e sem o apoio dos Partidos da oposio, que votaram contra o PEC IV, no restou outra sada ao Governo que no fosse a resignao. Entrou-se em campanha eleitoral, com o PSD e o CDS a ignorarem, mais uma vez a crise inter-nacional, a crise das dvidas soberanas, a crise financeira que deixou os Bancos sem capacidade de financiar a economia. As promessas eleitorais de no agrava-mento de impostos, de no cortar o sub-sdio de Natal caram de imediato aps a vitria do PSD. </p><p>Nunca antes um Partido da Oposio teve tanto conhecimento da situao real do estado das finanas pblicas em Portugal. Recorde-se que o PSD (Dr. Catroga) negociou com o Teixeira dos Santos, o oramento de 2011. A seguir, em Maio, nas negociaes com o FMI, o BCE e a Comisso Europeia (Troika) o PSD e o CDS acompanharam todo o processo e as-sinaram o Memorando de Entendimen-to!!! Como foi possvel terem realizado uma campanha eleitoral prometendo o que no podiam cumprir. </p><p>Havia apenas um mbil nesta cam-panha: no deixar escapar o momento de afastar de vez Jos Scrates! Foi uma campanha fraudulenta no plano das ideias e das propostas, servindo aquele mbil principal! A realidade que aps a tomada de posse foram confrontados com a grave crise internacional e com a quebra continuada do PIB nacional. </p><p>As medidas de austeridade alimentam novas medidas de austeridade, a econo-mia afunda, as famlias asfixiam de im-postos, taxas; o desemprego aumenta e o Governo ao fim de 6 meses, surge sem rumo, sem estratgia, sem um discurso mobilizador, provando do po que eles prprios amassaram durante a oposio. </p><p> falta de ideias, dizem-nos para emi-grar! Se pensarmos bem, emigrando, morrendo, encerrando todas as portas, entregando os activos a quem tem din-heiro para nos pagar, como o caso da veda da EDP aos Chineses, podemos re-solver o problema da tesouraria...mas no resolveremos o problema do Pais. </p><p>Este problema integra um outro de maior dimenso: o problema da con-</p><p>Balano de 2011! 2012 apresenta-se...</p><p>Antnio SerrAnoDeputado</p><p>struo do projecto da Unio Europeia. Ficmos a meio da ponte, sem Unio Fis-cal e Politica, fica mais complicado lidar com uma situao grave em que os agen-tes financeiros internacionais avaliam a capacidade de cada Estado, poder solver todos os seus compromissos. </p><p>Cimeira aps Cimeira de Primeiros Ministros e Chefes de Estado, cada uma mais decisiva do que a anterior, a Europa vai capitulando perante a supremacia dos mercados face fragilidade dos in-strumentos que so decididos e len-tido na sua implementao. </p><p>Sem uma Europa forte, sem uma Ale-manha decidida a enfrentar, sem reser-va, o mago desta crise, a Europa definha e Portugal definha com ela. pena que os nossos Governantes no falem aos Portu-gueses da dimenso real desta crise, das suas causas e das suas consequncias; querer circunscrever a crise ao nosso es-pao, ao nosso territrio foi, e ser de uma miopia grave que impede desenhar novas solues. </p><p>Se Portugal, na concertao entre os diversos Estados, no pugnar por uma agenda de crescimento e emprego, a par da consolidao das contas pblicas, no ser possvel sairmos desta situa-o na prxima dcada. Os nossos filhos seguiro o concelho de Pedro Passos Coelho e procuraro outras paragens e abandonam o nosso Pais e daqui a 10 anos no temos quadros qualificados para desenvolver a nossa economia. As pessoas e as suas qualificaes so o ver-dadeiro Capital que o Pas tem e este que pode ajudar na modernizao das nossas empresas e da nossa administ-rao. No o podemos perder! Neste con-texto 2012, adivinha-se ainda mais com-plicado, com mais austeridade, com mais impostos (que viro l para Abril), com mais desemprego, com mais pobreza, com mais misria. Atolados nesta crise, prometem-nos que em 2013 j teremos melhores dias. Queremos acreditar! Mas no sabemos como acreditar! Falta-nos confiana e lideranas capazes. Apesar de tudo desejo a todos os leitores um ano repleto de sade e consigamos, juntos, atravessar o cabo das tormentas da crise Europeia. </p><p>Enquanto a maioria dos portugueses parece compreender o que est em jogo para o futuro do Pas, e o porqu de de-terminadas decises, algumas vozes tm-se levantado para colocar em causa o rumo seguido pela actual governao. </p><p>Algumas mostram preocupaes legtimas para com a coeso e o combate excluso social e procuram sensibilizar quem de direito para que os inevitveis cortes no sejam cegos e no preju-diquem as franjas mais desprotegidas da nossa sociedade. J outras intervenes, demonstram falta de bom senso, teimo-sia deslocada no tempo e algum saudo-sismo arcaico por coisas que nem sequer so essenciais. A questo da eliminao dos feriados uma discusso tpica desta ltima categoria. </p><p>Sejamos claros. Quando muitos falam e bem da necessidade de fomen-tar a economia e gerar empregos tm do compreender o conceito de produ-tividade. Para quem no sabe, a nossa produtividade cerca de 30 por cento inferior mdia da Unio Europeia. Te-mos obrigatoriamente de produzir mais com os mesmos recursos materiais e fi-nanceiros. Uma das formas de agir so-bre isto atravs da varivel tempo. Tra-balhar mais tempo tem, naturalmente, uma correlao mais ou menos directa nos resultados, especialmente nos sec-tores industriais. Se queremos, pois, ser mais produtivos e competitivos, sem medidas mais radicais como despedi-mentos e cortes salariais, penso que este um caminho razovel, por muito desconfortvel que seja para todos ns. </p><p>O tempo pode, pois, ser obtido atravs dos feriados. Em termos comparativos, temos hoje 13 feriados nacionais, en-quanto, por exemplo, a Espanha e a Ale-manha tm 9, o Reino Unido tem 8 e a Itlia tem 10 pases sem os nossos refe-ridos problemas de competitividade.</p><p>Agora a discusso tem atingido nveis de intensidade prximos do ridculo. Por exemplo, o inevitvel Manuel Alegre grita a plenos pulmes que ns no somos escravos e que nem Sala-zar se atreveu a tocar no 5 de Outubro como se isto fosse uma mera medida ideolgica e atentadora dos smbolos nacionais.</p><p>Para mim, que gosto de simplificar as coisas, tudo isto absurdo. Penso que o conceito de trabalho no deve ter um sentido to indigno, to ligado ao sac-rifcio, ao ponto de ser incompatvel com uma data festiva. Posso perfeita-mente sentir e regozijar por datas como a Independncia ou a implantao da Repblica e trabalhar nesses mesmos dias. Quem sente o simbolismo e vive genuinamente os feriados civis ou re-ligiosos vai manter essa atitude, quer trabalhe ou no. As comemoraes e cerimnias oficiais podem e devem manter-se, no prprio dia ou no fim-de-semana mais prximo sem que da venha grande mal ao mundo. </p><p>Quando se relativizam as coisas, percebe-se que o nosso tempo e energia ser mais bem aplicado noutras causas, no to folclricas, mas mais impor-tantes para a nossa vida em sociedade. Haja bom senso!</p><p>Do conforto dos feriados ao sacrifcio do trabalho</p><p>CArloS SezeSGestor</p><p>Um ano de profundas mudanas e grandes dificuldades para as Por-tuguesas e Portugueses, mas em especial o ano da crise das instituies Europeias.</p></li><li><p>3 </p><p>Actual</p><p>Concesso hidroelctrica de Alqueva entregue pela eDiA eDP em 2007. Autarquias querem indemnizao.</p><p>Lus Godinho | Texto</p><p>Cinco municpios alentejanos exigem ser indemnizados em 5 milhes de euros pelas entidades produtoras de energia hidroelc-trica em Alqueva, designadamente pela EDP e pela Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA). Em causa est o alagamento de milhares de hectares de solos nos concelhos de Alan-droal, Moura, Mouro, Portel e Reguengos de Monsaraz em resultado da construo do empreendimento de Alqueva.</p><p>Esta a nica barragem destinada a produzir energia hidroelctrica em que no foi paga qualquer compensao aos municpios. Em todos os outros locais a EDP est a pagar indemnizao, diz um dos autarcas envolvidos, lamentando que as autarquias tenham deixado andar o processo ao longo dos anos.</p><p>O pedido de indemnizao visa a EDIA (no perodo entre o encerramento das comportas de Alqueva em 2002 e Outu-bro de 2007) e a EDP, nos ltimos quatro anos.</p><p>S no caso de Reguengos de Monsa-raz est em causa uma rea submersa de 6.400 hectares situados na zona de influ-ncia de central hidroelctrica de Alque-va, pela qual a autarquia reclama uma indemnizao de 1,6 milhes de euros. Estamos a desenvolver as diligncias necessrias e adequadas para defender os interesses da autarquia num processo que tem sido esquecido pelas entidades produtoras de energia hidroelctrica em Alqueva, diz fonte autrquica.</p><p>O endurecer de posio por parte dos autarcas, no mbito de um processo que se arrasta h cerca de 10 anos e que se-guir para tribunal caso no haja acordo, surge numa altura em que os oramentos municipais so afectados pelos cortes nas transferncias do Estado - no prximo </p><p>Municpios alentejanos pedem indemnizaoPedido de indemnizao as-cende a 5 milhes de euros para o perodo entre 2002 e 2010 por causa da submer-so de milhares de hectares.</p><p>ano, o Municpio de Reguengos de Mon-saraz receber menos 780 mil euros do que em 2011.</p><p>A explorao hidroelctrica das barra-gens de Alqueva e Pedrgo foi entregue EDP em Outubro de 2007, por um pero-do de 35 anos, tendo a elctrica nacional vencido uma corrida onde entraram empresas como a Galp, a Endesa e a Iber-</p><p>drola.O sistema composto pelas centrais </p><p>hidroelctricas de Alqueva (com uma potncia de 260 MW, sendo a terceira em potncia instalada e a oitava em produ-o mdia anual, de entre as 27 grandes hdricas nacionais) e do Pedrgo (com uma produo anual mdia de 45 GWh), alm de diversas mini-hdricas.</p><p>A energia representa para a EDIA uma renda anual superior a 12 milhes de euros.</p><p>Joo Barnab | Texto</p><p>A Associao Acadmica da Univer-sidade de vora (AAUE) organizou na noite de Natal uma ceia para os estudantes estrangeiros e portugue-ses impossibilitados de ir a casa na poca natalcia.</p><p>Este convvio de culturas que juntou mesa cerca de 50 estudan-tes africanos, timorenses, alunos do programa Erasmus e estudantes portugueses das ilhas proporcionou momentos de convvio natalcio, compensando um pouco a ausncia da famlia.</p><p>Nuno Croino, vice-presidente da AAUE explicou que a ideia surgiu do facto de haver muitos estudan-tes que no tinham hiptese de ir passar o Natal a casa, tentando-se assim recriar um jantar que pudes-se recriar o esprito de uma grande famlia.</p><p>Este evento foi apoiado pelos SASUE, pela Reitoria e por vrios estabelecimentos da cidade ligados hotelaria que se mostraram soli-drios contribuindo para a Ceia de Natal. </p><p>Paralelamente a esta iniciativa a AAUE fez ainda uma recolha de brin-quedos, roupas e outros bens para a Associao de Amigos da Criana e da Famlia Cho dos Meninos, efectuada atravs de vrios pontos de recolha nos vrios plos e residncias da UE.</p><p>Alunos celebram Natal</p><p>Universidade</p><p>A Universidade de vora assinou um protocolo de cooperao com a Fun-dao Eugnio de Almeida no mbito da atribuio de bolsas de estudo da Fundao Eugnio de Almeida a alunos da UE.</p><p>A Fundao Eugnio de Almeida concede bolsa de estudo a alunos residentes na regio de vora, de baixo rendimento econmico e com apro-veitamento escolar, que frequentem cursos de 1 ciclo, 2 ciclo ou Mestrado integrado na UE.</p><p>Este programa de apoio social visa criar oportunidades para que os jovens com carncias econmicas prossigam a sua formao acadmica, reforando o vnculo dos alunos com a regio.</p><p>As candidaturas Bolsa Eugnio de Almeida decorrem em simultneo com as candidaturas ao Programa de Apoio dos Servios de Aco Social d...</p></li></ul>