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Edição 186 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 22 de Dezembro de 2011 | ed. 186 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

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    Economia A Cmara de vora aprovou o plano de actividade e oramento para 2012, no valor de 102 milhes de euros. Os documentos, que vo ser submetidos aprovao da Assembleia Municipal, passaram com os votos favorveis dos vereadores do PS, a absteno do PSD e os votos contra dos autarcas da CDU. Previstos aumentos na tarifa de gua. PCP diz ser necessrio saneamento financeiro da autarquia.

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    Trabalho escravo preocupa bispoD. Vitalino Dantas denuncia intermedirios que exploram trabalhadores asiticos.O bispo de Beja denuncia indcios de traba-lho escravo de asiticos. A propsito do Dia Internacional do Migrante, D. Vitalino Dan-tas regista que h estrangeiros a trabalhar dia e noite em exploraes agrcolas alentejanas.

    Em certos sectores, especialmente na Agri-cultura, faz recurso a grandes grupos sobre-tudo de pases asiticos que vm e ficam quase num guetoali fechados. Creio que haver talvez alguma espcie de trabalho

    escravo. Esto habituados l nos seus pa-ses a um trabalho mais escravo ainda sem grandes direitos. As autoridades policiais garantem que vo reforar a vigilncia.

    Cmara de vora aprova oramento

    ComrcioSucesso em tempo de crisePg.08 H trs anos o grupo Dou-rado Distribuio decidiu investir numa loja gourmet no centro de vora, para dar mais visibilidade aos produtos que a empresa h dcadas distribuiu por todo o pas, sobretudo no sector vincola. Este ano, apesar da crise, a loja aumentou o volume de facturao em 23%.

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    Campo MaiorCase study demogrficoPg.09 O concelho de Campo Maior o nico do distrito de Portalegre e um dos poucos alentejanos que ga-nhou populao na ltima dcada, com um aumento de 4,84 por cento, segundo dados dos Censos 2011.

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  • 2 22 Dezembro 11

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos

    Moura; Capoulas Santos; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa

    Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional

    Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Kim Jong-Il

    Jos Scrates, ex-primeiro ministro de Portugal, defendeu numa Conferncia em Paris, que essencial apostar no financiamento para desenvolver a eco-nomia.

    Para pequenos pases como Portu-gal e Espanha, pagar a dvida uma ideia de criana. As dvidas dos Estados so por definio eternas. As dvidas gerem-se. Foi assim que eu estudei, afirmou o ex-primeiro ministro Jos Scrates, em Paris.

    Ainda a procisso se encontrava no adro e vem o vice-presidente da banca-da parlamentar do PS, Pedro Nuno Santos, num jantar de Natal do PS em Castelo de Paiva, lanar mais gasolina para esta vasta fogueira.

    Deixou-nos umas brilhantes frases que tambm se tornaram clebres. At parece que esta triste ideia pegou den-tro do principal partido da oposio.

    Estou a marimbar-me que nos cha-mem irresponsveis. Temos uma bom-ba atmica que podemos usar na cara dos alemes e franceses. Essa bomba atmica simplesmente no pagarmos [a dvida]. Esta foi uma das frases mais bombstica usada por este protagoni-sta.

    Ou os senhores se pem finos ou ns no pagamos, acrescentou Pedro Nuno Santos. Mais: Se no pagarmos a dvida e se lhes dissermos, as pernas dos banqueiros alemes at tremem. Foi assim que este elemento do PS se referiu forma de pagamento da divida do estado portugus.

    Parece-me que o mundo est a ficar virado s avessas. Como que estas pes-soas tm o descaramento de afirmarem da no necessidade em se honrarem os compromissos do estado portugus? Pessoas estas, com fortssimas respon-sabilidades na divida criada aos portu-gueses.

    Num perodo em que pedido um es-foro colossal aos portugueses, s suas empresas e ao prprio estado, como possvel tamanho descaramento?

    Se ainda restassem algumas dvidas, ficamos a perceber como que estas pessoas encaram o problema da dvida, da sua expanso e do seu pagamento. Por isso chegmos situao em que nos encontramos.

    Foi graas a estes senhores que o Pas ficou altamente condicionado, inclu-sive na sua autonomia, perante orga-nizaes internacionais que esperam uma resposta responsvel dos gover-nantes e de todos os portugueses.

    O que se fez em Portugal ao longo dos ltimos anos foi altamente desas-troso. Sofremos agora por todos esses males ento criados. Temos o Governo portugus a procurar corrigir o mais rapidamente possvel todos estes prob-lemas. Estas correces so dolorosas,

    No pagamos?Antnio CostA dA silvAEconomista

    Fez esta semana, precisamente 50 anos, que, a morte saiu rua, e a famigerada PIDE assassinou, a tiro, o artista militante Jos Dias Coelho, assinando um dos seus mltiplos e hediondos crimes.

    Em todos os tempos a cultura sem-pre foi perseguida pelos opressores, e a actual opresso por uma entidade parda, denominada os mercados, no excepo.

    A cultura e o conhecimento, podem ser, e so, caminhos para a aquisio da autonomia, da conscincia crtica e da transformao social na medida em que reflectem, criticam e denun-ciam as desigualdades e os abusos por parte dos opressores. Sem a cultura, e a liberdade relativa que ela pres-supe, a sociedade, por mais perfeita que seja, no passa de uma selva. por isso que toda a criao autntica um dom para o futuro. (Albert Ca-mus)

    Como dito no Manifesto em defe-sa da Cultura, recentemente apresen-tado por um grupo de personalidades ligadas cultura, tais como Alice Vieira, Jos Barata Moura, ou Joo Botelho, A Cultura enquanto servio pblico que assegura o direito de to-dos ao acesso, criao e fruio cultural. A Cultura, elemento cen-tral na formao da conscincia da soberania e da identidade nacional, dialogando, de igual para igual, com toda a cultura de todos os povos do mundo. A Cultura, com o seu imenso potencial de criao, liberdade, trans-

    formao e resistncia. A Cultura que, tal como a emancipao do trab-alho, parte essencial do patrimnio do futuro.

    Infelizmente, no nosso concelho, a poltica cultural um autntico de-sastre, com os agentes culturais em situao de ruptura e com a gesto PS sem qualquer capacidade de re-alizao de actividades culturais de relevo.

    Exemplo desta lamentvel situa-o, a situao dramtica vivida pela companhia teatral CENDREV, situao que se deve aos cortes imp-ostos pelo anterior, e pelo actual Gov-erno, e ao atraso no pagamento dos subsdios municipais.

    Como dito no texto da petio, O Homem no se alimenta s de po, que est a correr on-line, Cada vez que uma companhia de teatro de-saparece, Mozart que assassinam, podia ter dito Saint-Exupry. Vir a cidade de vora a ser o local dessa aco criminosa?

    Outros exemplos so altamente alarmantes, como o encerramento do Museu do Artesanato, patrimnio das artes populares, importante in-strumento da salvaguarda da nossa identidade, ou a desclassificao do Museu de vora atravs da passagem da sua tutela do Instituto dos Museus e Conservao (IMC) para a Direco Regional de Cultura do Alentejo (DRCA), desaparecendo assim o nico museu que ao sul do Tejo fazia parte da rede pblica de museus.

    Mas, como diz Barata Moura, O Portugal de Abril no um episdio revoluto, no um captulo encer-rado, no uma galeria de esperan-as desmaiadas. O Portugal de Abril, uma vez lanado s guas da histria do nosso povo, uma obra de mui-tos maios que continua a desafiar a imaginao, a lucidez, o trabalho, de um destino colectivo nosso que apesar, dentro e para alm de todas as vicissitudes desfavorveis e con-trrias no abdicamos de escrever e de inscrever no corpo das realidades.

    A morte saiu rua num dia assimVo dizendo em toda a parte o Pintor morreu(Zeca Afonso)

    ClArA GrCioProfessora na Universidade de vora

    mas no podemos esquecer quem so os responsveis pela criao desta tor-mentosa situao, a qual temos obriga-toriamente de nos livrar.

    Com a comunidade internacional e os nossos credores com os olhos postos em ns, este tipo de afirmaes vm preju-dicar ainda mais o nosso Pas. Espero que o principal partido da oposio as-suma as suas responsabilidades e que contribua para a resoluo dos prob-lemas existentes.

    No estamos em mar de demagogias baratas, mas sim numa fase em que o contributo positivo de todos funda-mental.

    tambm fundamental reagir a esta crise e perspectivar um futuro melhor para todos os portugueses. este o meu desejo de Natal.

    Em todos os tempos a cultura sempre foi per-seguida pelos opressores, e a actual opresso por uma entidade parda, denomi-nada os mercados, no excepo.

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    Actual

    documento aprovado com os votos favorveis dos autarcas do Ps, absteno do Psd e votos contra do PCP.

    Cmara de vora aprova oramento de 102 milhes

    A Cmara de vora