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Edição 165 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 28 de Julho de 2011 | ed. 165 | 0.50

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    Comboios regressam mais carosReabriu a Linha do Alentejo mas o preo dos bilhetes sofreu um aumento substancial: custam mais 50%.Pg.09 De vora a Lisboa, a viagem fica agora pelos 12 euros. Antes custava 8 eu-ros.Concludas as obras de modernizao da linha, voltou a haver comboios entre

    vora, Beja e Lisboa. Mas o preo dos bi-lhetes subiu 50% em apenas um ano. Um bilhete de segunda classe (turstica) entre Beja e Lisboa passa a custar 16,50 euros.

    Antes do encerramento da linha, em Maio de 2010, custava pouco mais de 11 euros. O preo do passe s ser fixado em Agosto, reflectindo os novos aumentos

    j anunciados. Apesar do preo, passou a haver uma maior oferta de comboios, horrios mais ajustados e o tempo de via-gem foi reduzido em 30 minutos.

    BILHETE Entrar na S Catedral de vora, fora do horrio das missas, s mediante a compra de um bilhete. Mesmo que seja para rezar. A medida criticada por muitas pessoas que ao chegar igreja voltam para trs: S queramos acender uma velinha e dar uma vista de olhos. pena. Os turistas que nos perdoem, mas manter a porta aberta tem muitos custos, diz o Cabido da S.

    08

    vora: Rezar na S custa 3,5 euros

    D.R

    .

    Shopping em AgostoParece que desta: os responsveis pelo vora Shopping dizem que as obras esto a arrancar.

    Pg.07 Desta parece que de vez: os trabalhos de construo do vora Shop-ping comeam em Agosto. Mantm-se a previso de abertura para os primeiros meses do prximo ano.

    Trata-se da terceira parte de um com-plexo comercial que arrancou com a abertura de uma loja de artigos para a casa e cuja segunda componente retail park est pronta, devendo ser breve-mente inaugurada.

    Em causa est um investimento global de 60 milhes de euros, centrado em acti-vidades comerciais e de lazer, designada-mente salas de cinema.

    Apesar da conjuntura econmica esta-mos confiantes quanto viabilidade e ao sucesso deste investimento imobilirio, diz Anthony Henry Lyons, director-geral da Madford Developments, uma das em-presas promotoras do projecto.

    Lus Pardal | R

    egisto

  • 2 28 Julho 11

    Anders Behring Breivik tornou a semana me-ditica, pelas piores razes, tendo conseguido inscrever o seu nome nos anais da histria norueguesa.

    Depois do massacre de jovens que levou a cabo na ilha de Utoeya durante cerca de hora e meia, resta-nos aguardar pela justia norue-guesa e reflectir sobre as causas deste fen-meno, que, esperemos, seja irrepetvel. Este episdio negro, traz-nos lembrana as pio-res manifestaes de crueldade da humanida-de e clarifica nas nossas mentes o quo real a ameaa da xenofobia, do nacionalismo exa-cerbado e do radicalismo da extrema-direita.

    Num dos momentos mais crticos da his-tria da Unio Europeia, marcada por con-tendas entre os Estados-membros, merc das dificuldades econmicas, este massacre recorda-nos da importncia absolutamente fundamental, diria at vital, dos consensos e de busca do verdadeiro entrosamento dos ci-dados e dos Estados.

    Uma Europa divida e fracturada o palco propcio para o renascer(?) de nacionalismos radicados no dio aos povos estrangeiros e culturalidade no ocidental. Afigura-se, por isso, do maior relevo, a proximidade en-tre os centros de deciso europeus e os seus cidados e a premente necessidade de apelo participao e envolvimento dos mesmos, no futuro da Unio. A Europa no pode nem deve ser uma construo de elites margem das pessoas e os protagonistas do eixo fran-co-alemo devem perceber o perigo da deci-

    so bicfala. Sucumbir, certamente.O problema da emigrao (ilegal) na velha

    Europa fomenta igualmente sentimentos me-nos nobres por parte daqueles que se tomam como donos de um territrio que s a si deve a oferta de oportunidades. outro dos focos de tenso que exige uma resposta conjunta. Para muitos, a globalizao no passa de uma questo econmica no admitindo os mesmos princpios, direitos e liberdades na socieda-de civil. Sequer reconhecendo a igualdade de gnero. A forma como Breivik um luntico, seguramente, mas como um programa estru-turado se refere Mulher e s influncias nefastas que esta pode perpetrar na socie-dade revelador de uma posio subalterna do gnero feminino e que mesmo na Europa ocidental, dita moderna, no deixa de ser uma realidade, quantas vezes subtil e hbil.

    Outro aspecto que nos deve preocupar tem a ver com o facto de Breivik ter agido sozinho ou se, como afirmou, existem clulas activas no seu pas mas tambm nos Estados Euro-peus, que comungam da sua tese anti-social. A segunda hiptese, a confirmar-se, deve afligir-nos. De acordo com alguns meios de comunicao social, Breivik tinha ligaes a uma das maiores Lojas manicas da Norue-ga e visitou recentemente alguns pases eu-ropeus, dados que podem indiciar uma rede organizada. Esperemos, contudo, que se trate de um acto absolutamente isolado, sem rami-ficaes. Um cruzado solitrio ou um exr-cito?

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    Final trgico de Winehouse ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Juventude contraria a desertificao do interior do pais

    Decorreu este fim-de-semana o XVIII congres-so da juventude popular, na cidade de Lamego, onde tive o prazer de estar presente.

    extraordinrio ver como h cada vez mais jovens a interessarem-se por poltica, a preocu-parem-se com o futuro de Portugal.

    Cada orador levou uma proposta, um assun-to e apresentou-o de forma a que isso fosse um contributo, uma ideia, que pudesse ajudar a construir um pais melhor.

    Isto foi a prova da vitalidade da juventude que esta preocupada com o pais.

    O pais vive um momento de crise profunda, crise financeira, crise de valores, crise ideol-gica, mas h uma camada da populao que se preocupa, trabalha, porque acredita e quer cons-truir um futuro melhor.

    Um dos pontos importantes e que aqui quero destacar foi o facto de este congresso ter sido realizado no interior do pais , onde houve uma deslocao massiva dos jovens de todo o lado para aquele ponto. Isto pode ser o sinal de que

    afinal o interior, que esta esquecido e abando-nado, importante e conta para a estruturao e desenvolvimento do pais.

    Espero que os polticos que tm responsabili-dade no pais olhem para esta vitalidade, apren-dam e tomem como exemplo que possvel fazer obra, realizar, neste interior abandonado.

    No interior, deixem de gastar os dinhei-ros pblicos em obras sem sentido, tais como, as milhares de rotundas em que muitas delas ningum as entende, e apostem na juventude, criando condies para que estes se instalem no interior do pais e a criem riqueza, criem fam-lia, contrariando desta forma o empobrecimen-to e a desertificao do interior.

    Portugal precisa de todos neste momento di-fcil que estamos a viver, todos tm que estar disponveis para trabalhar e para ultrapassar este momento. Tem que se olhar para a juven-tude, porque ao criarmos condies de vida e sustentabilidade da mesma estamos a construir o futuro de Portugal.

    Mariana assis e santosestudante

    Cruzado ou exrcito?snia raMos FerroJurista

    Resilincia: a palavra-chave

    Olhemos nossa volta, para os nossos desafios, sejam eles pessoais, profissionais, ou outrosque observamos? Mudanas constantes a um ritmo alucinante, elevada presso para resul-tados no curto-prazo, inovao acelerada, al-teraes de rumo, cada vez maior dificuldade de prever o futuro. Sentimos isto nas nossas vidas bem como no seio da nossa sociedade e do nosso pas. Que fazer? Entrar em pnico, em depresso ou ceder a um esgotamento fsico ou psicolgico no so hipteses a encarar. A pa-lavra-chave dos tempos actuais , sem dvida, a Resilincia.

    Mas em que consiste afinal a Resilincia? Como sabido no meio da psicologia e da ges-to recursos humanos, um termo roubado Fsica (onde usado para caracterizar os mate-riais) para avaliar a capacidade dos indivduos resistirem presso e ao choque, ao impacto das adversidades e retomarem rapidamente a postu-ra inicial. Quem se sente excessivamente pres-sionado por uma meta profissional aparente-mente inatingvel, pela atitude e presso de um chefe, por um ambiente hostil no local de traba-lho, pela cada vez maior dificuldade em gerir o oramento familiar pagar as contas no final do ms, ou por conflitos interpessoais, sente uma presso constante e desgastante. Quem acaba de perder um emprego ou sofre um trauma pessoal, tem um choque com um impacto fortssimo. O seu grau de resilincia determinar a sua capa-cidade de resposta.

    No querendo fazer deste artigo uma aula de psicologia, adianto um pouco do que as neuro-cincias nos dizem e de como este palavro pode, efectivamente, significar algo p