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Edição 185 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 15 de Dezembro de 2011 | ed. 185 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

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    Crise As ruas pouco se enfeitaram para a quadra, as lojas tentam vender, mas o comrcio tradicional eborense parece estar pouco crente que o cenrio possa melhorar. Este ano, nem o Natal deve salvar um ano negro no sector. Comerciantes ouvidos pelo Registo falam numa quebra de vendas na ordem dos 40%. E lamentam a falta de aposta na promoo do comrcio tradicional.

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    vora: Patrimnio em avaliaoICOMOS prepara relatrio sobre estado de conservao do centro histrico.A cidade de vora, que este ano assinala 25 anos de classificao como Patrimnio Mundial da UNESCO, est a ser alvo de uma avaliao do ICOMOS sobre o estado de conservao do patrimnio.

    As concluses do relatrio independen-te sero divulgadas no prximo dia 18 de Abril e sero posteriormente enviadas para o ICOMOS internacional, principal rgo consultivo daquela organizao das Na-

    es Unidas.Alm de vora, cuja avaliao tcnica j foi iniciada, sero tambm objecto de anlise os restantes stios portugueses classificados Patrimnio Mundial.

    Natal triste para comrcio em vora

    EmbraerInaugurao em 2012Pg.07 A primeira das duas fbri-cas que a Embraer construir em Portugal vai comear a produzir na segunda metade de 2012, confirmou o presidente executivo da empresa brasileira, Frederico Curado. Apesar do momento difcil, em termos econ-micos, a Embraer decidiu preservar os investimentos em Portugal.

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    CantePatrimnio imaterialPg.13 A candidatura do Cante alentejano a Patrimnio Mundial, que ser formalizada a 3o de Maro, pretexto para uma reflexo de Jos Rodrigues dos Santos sobre esta for-ma genuina de arte popular.

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  • 2 15 Dezembro 11

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Carlos

    Moura; Capoulas Santos; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa

    Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional

    Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Dores de cabea

    Quem continuar a fazer a poltica da demagogia e da gritaria, como se estivs-semos h 5 ou 10 anos atrs, mostra que no per-cebe o momento em que vivemos e no merece o cargo poltico que ocupa.

    Uma das coisas que sempre abominei na poltica partidria a tendncia, quase ob-sessiva, para a politiquice de curto prazo. No fundo, focar-se apenas em pormenores, fait-divers do dia-a-dia, tentar apanhar o adversrio em contramo, explorar alguma inconsistncia e dramatizar o discurso. Esta realidade, bem patente em muitos dos de-bates a que assistimos no Parlamento, pro-voca um rudo enorme, desproporcionado, incrementado pela comunicao social e, se tem algum efeito de entretenimento pontu-al, esgota a pacincia das pessoas no longo prazo.

    E perdemos, depois, a noo do que im-portante. De facto, quando estamos focados que disse o deputado A ou a acusao do deputado B, ou a culpa do dirigente C no estamos a debater e a decidir a economia, a educao ou o modelo de apoio social que queremos para o futuro.

    Tudo isto a propsito de declaraes que li no ltimo fim-de-semana, com testemun-hos bastante lcidos. De facto, um dos min-istros do governo anterior pelo qual sempre nutri bastante respeito e considerao foi Lus Amado. Na sua pasta dos Negcios es-trangeiros mas tambm nas suas interven-es na poltica nacional, sempre mostrou ponderao, responsabilidade e capacid-ade de discernir o que essencial do que acessrio e dispensvel. Pois bem, voltou a mostrar isso numa conferncia em defendeu uma grande coligao de vontades no para colocar mais partidos no governo, mas para haja acordos mnimos e estruturados para os caminhos de Portugal. No fundo, que a aco poltica no se centre hoje na

    Gerir o dia-a-dia ou liderar o futuro

    Carlos sezesGestor/Consultor

    conquista do poder ou no desgaste perman-ente do adversrio. Que os grandes partidos, com a adeso e aco positiva do Presidente da Repblica, se centrem em compromissos na defesa de valores centrais, neste turbilho poltico que a Europa actual: a liberdade, a democracia, o humanismo, a solidariedade social. Que se mostre, para o exterior, uma imagem de um pas de convices e sentido de responsabilidade. Que se mostre que sa-bemos o que queremos e que estamos disp-ostos a sacrifcios temporrios, em prol de uma viso de desenvolvimento futuro numa Europa mais integrada.

    Quem continuar a fazer a poltica da demagogia e da gritaria, como se estiv-ssemos h 5 ou 10 anos atrs, mostra que no percebe o momento em que vivemos e no merece o cargo poltico que ocupa. Lus Amado, no seu tempo, era uma voz quase isolada num oceano de irresponsabilidade. Esperamos que neste ciclo politico, no lado do poder e tambm do lado das oposies, haja uma larga maioria de pessoas com sen-tido cvico e de estado, altura dos desafios. E, em vez de gerir o dia-a-dia, tentarmos liderar o nosso futuro.

    Num momento de crise econmica e finan-ceira muitos acharo natural que o Min-istro da Sade a invoque para que no se construam novos Hospitais. Naturalmente que aceitaremos essa deciso como medida de precauo e de evitar um aumento da capacidade instalada em cada regio e no pais.

    O Ministro da Sade j anunciou que o Hospital de Todos os Santos em Lisboa deve avanar para substituir diversos eq-uipamentos obsoletos. Recorde-se que a regio de Lisboa e vale do Tejo de todas as que apresenta uma sobrecapacidade mais elevada e maiores custos de explora-o.

    No caso do Hospital de vora o que est em causa a substituio das actuais insta-laes por um novo equipamento adequado ao perfil de Hospital Central e de Urgncia Polivalente que o mesmo deve desempen-har para toda a regio Alentejo.

    Em 2007 foi aprovado o Plano de Neg-cios onde se previa que em 2013 pudesse estar concluda esta infra-estrutura. Este plano previa a modernizao de alguns servios das actuais instalaes e a criao de novos servios, tais como a Radiotera-pia, a Ressonncia Magntica, a Cardiolo-gia de Interveno, os laboratrios de Pa-tologia Clnica e de Anatomia Patolgica, a Unidade de Convalescena, a ampliao da Urgncia, a concentrao de Servios, encerrando as desactualizadas instalaes dos Canaviais para doentes crnicos de psiquiatria e da Rua Manuel de Olival onde funcionava o ambulatrio de Psiquiatria.

    Toda a interveno foi realizada nas ac-tuais instalaes, em benefcio da popu-lao, promovendo uma maior raciona-lizao, um aumento da produo (mais consultas, mais cirurgias de ambulatrio, menos urgncias, menos listas de espera).

    Este esforo permitiu que o Hospital merecesse lugar de destaque no contexto nacional pelo trabalho desenvolvido pelos seus profissionais e pelo compromisso as-sumido com o equilbrio das suas contas.

    O Hospital tem recursos humanos de ex-celncia, na rea mdica, da enfermagem, dos tcnicos e dos auxiliares, a quem to-dos muito devemos. Entre 2005 e 2009 foi possvel transformar o nosso Hospital, com a conscincia que se estava a trabalhar no limite da capacidade operacional das ac-tuais instalaes.

    J no possvel fazer mais nas actuais instalaes e a sua continuidade representa um custo anual de explorao de cerca de 12,5 Milhes de Euros, em resultado da necessidade de duplicar servios entre o edifcio principal e o edifcio do patrocnio (uma estrada Nacional separa estes dois edifcios), da falta de dimenso econmica das enfermarias, da impossibilidade de implementar solues logsticas mais efici-entes em instalaes que foram concebidas a partir de projectos do norte da Europa da dcada de 60 do sculo passado! Por estas

    Em defesa do novo Hospital Central de vora

    antnio serranoDeputado

    razes, foi aprovado um Hospital de sub-stituio.

    O processo avanou e est em curso. Foi lanado concurso para projecto e o vence-dor Arquitecto Souto Moura, tem trabalha-do com a Administrao do Hospital para que a empreitada possa ser lanada breve-mente. Em nossa opinio este um projecto que se paga a si prprio com as poupanas geradas em cada ano, pelas razes acima expostas, mas que pode contar com apoio de verbas comunitrias afectas Regio Alentejo.

    O Estado no tem condies para trans-ferir as verbas de Capital Social em falta, necessrias ao avano do investimento, nem existem condies para vender pat-rimnio. Coo inicialmente previsto.

    A nica possibilidade de avanar o re-curso a verbas comunitrias existentes na Regio. pelo que importa que as entidades locais e regionais se entendam para anal-isar este projecto, que de facto o mais estruturante para a cidade e para a regio.

    Compete a todos os que trabalham no Hospital, Universidade de vora, que em muito pode beneficiar com este novo equipamento para o ensino das valncias da rea da Sade, a todas as Cmaras Mu