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Edição 200 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 29 de Maro de 2012 | ed. 200 | 0.50

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    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 29 de Maro de 2012 | ed. 200 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Passos Coelho em Sines O primeiro-ministro manifestou a sua satisfao com a descida das taxas de juro da dvida portuguesa abaixo dos 10 % que, no mercado secundrio, atingiu os mnimos de quase um ano. Durante uma vista ao porto de Sines, por ocasio do lanamento da segunda fase do projeto Terminal XXI, Passos Coelho salientou o facto de os mercados pouco a pouco, irem reconhecendo os esforos que Portugal tem conduzido na reabilitao da sua economia.

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    Pagar para no produzir no Alentejo? PAC ps-2013 j est a influenciar o comportamento dos agricultores e empresrios.Nos ltimos tempos a agricultura tem sido notcia. Esta afirmao poderia ser devida escassez de chuva que temos tido neste In-verno. Mas no . Refiro-me s notcias que, h mais algum tempo atrs, nos vm dando conta de que a nossa agricultura no pro-

    grediu com a adeso Europa, de que muito poderia e deveria ter sido feito para promo-ver a produo e produtividade e no foi, de que os indicadores socioeconmicos que a caracterizam do bem conta do seu estado de baixo grau de desenvolvimento, de que

    desmantelmos a sua capacidade instalada, juntamente com a das pescas, por contrapar-tida de fundos estruturais. Generalizou-se na opinio publica a ideia de que estas pol-ticas, e refiro-me em especial PAC, pagam para no se produzir.

    Pra o TGV avana a ferrovia de mercadorias

    Mrio Simes defende uso de AlquevaPg.03 O deputado do PSD por Beja Mrio Simes quer colocar Alqueva a fornecer gua para a produo de forragens e verba para a alimentao animal. A proposta surge quando o Ministrio da Agricultura est a ne-gociar com Espanha e Frana o forne-cimento de raes para animais.

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    CARMIM apoia a diferenaPg.12 A Carmim deu a conhecer a primeira iniciativa no mbito do seu projecto Monsaraz Millennium, um vinho de causas, ao entregar uma cadeira de rodas elctrica. Trata-se do arranque simblico de ampla plata-forma de responsabilidade social a longo-prazo.

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  • 2 29 Maro 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt);

    Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense

    Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio

    Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Tenham medo, muito medo!

    [Boswell:] So, Sir, you laugh at schemes of political improvement.

    [Johnson:] Why, Sir, most schemes of politi-cal improvement are very laughable things.

    No dia 16 de Fevereiro do ano da graa de 2012, visitei o Museu do Artesanato agora-tambm-do-design de vora. Declarao de interesses: fui dos que, aps convite, aceitei fazer parte da associao Perpetuar Tradi-es, criada com o objectivo de defender o Centro de Artes Tradicionais Antigo Mu-seu do Artesanato, contra a inteno de o en-cerrar ou transformar para um fim diferente do que esteve na origem da sua (re)fundao.

    O projecto do Centro de Artes Tradicionais Antigo Museu do Artesanato (CAT), teve o acompanhamento cientfico do Instituto Portugus de Museus, da Universidade de vora e da Comisso Interministerial para o Artesanato, e foi alvo de um apoio financeiro no despiciente das autoridades nacionais e comunitrias. A sua gnese e os seus objec-tivos, justificavam aquele edifcio, no duplo sentido da palavra. A inteno de transfor-mar o CAT num hibrido hype - juntando-lhe, para o efeito, o respeitvel esplio de uma coleco particular de objectos de de-sign do sculo XX (fuso que vi sustentada por umas declaraes meio enigmticas da Dra. Cludia Sousa Pereira, vereadora da cultura da CME) -, pareceu-me, partida, er-rada. Da ter aceitado fazer parte da referida associao.

    Confesso, contudo, que no deixei de con-ceder um resqucio de benefcio da dvida inteno de adaptar o espao para acolher a supracitada coleco de objectos de design, apesar do obtuso ponto de partida. A pers-pectiva parecia-me de tal forma desastrosa que ingenuamente cheguei posio pos-svel no ser bem aquilo que por a dizem.

    Esperar para ver foi a posio que me pare-ceu mais sensata, apesar de, por principio, ser contra. E a reserva mental alastrou-se s fu-turas formas de luta da associao de que passei a fazer parte. Quem vive em vora h 43 anos, percebe do que falo.

    No raro encontrar associaes ou gru-pos de interesse que, por detrs das mais nobres e altrustas intenes (normalmente ligadas rea da cultura), albergam as tpicas e mais ou menos veladas intenes politico-partidrias que empolgam os indomveis egos e os floreados retricos de algumas fi-guras da cidade, as quais tm por hbito ou vocao instrumentalizar essas ilustrssimas agremiaes (capelinhas onde, por vezes, s entra quem no de origem duvidosa). Para o bem e para o mal, vora continua a ser uma cidade fortemente polarizada.

    Os dois centros gravitacionais da praxe o do PS e o dos que esto esquerda do PS ditaram h muito o mote: no s por mim, s contra mim. Em unssono. Talvez por isso, a fulanizao e o respectivo empobrecimen-to do debate metam, hoje em dia, d. Com o tempo percebi que no era o caso, apesar da postura potencialmente histrinica de um ou outro membro da associao.

    Voltando ao incio, no dia 16 de Fevereiro visitei o Museu do Artesanato e do Design de

    vora (MADE). O resultado , no mnimo, ri-svel. De um ponto de vista benigno, o MADE o espelho da desorientao e da saloiice que habitam o esprito dos actores polticos que um dia pensaram ser possvel sintetizar dois conceitos e duas linguagens distintas, daquela forma desequilibrada, pobre e desconcertante, pensando da retirar a salvfica mais-valia comercial e reforar a bendita projeco da cidade. Retirando da equao a comicidade do resultado final (cajados, chocalhos, cirandas e alforges em comunho, na mesma sala, com escovas de dentes de Philippe Starck, mqui-nas de barbear e maos de tabaco de Raymond Loewy, secadores de cabelo e ferros de engo-mar de Pierre Paulin, de morrer a rir), ali se prova como de uma s cajadada se arrui-naram duas coleces que mereciam o seu espao prprio e digno.

    Se era certo e sabido que o (agora antigo) CAT padecia de alguns problemas de ordem, digamos, bsica (nomeadamente a j tra-dicional e triste ausncia de literatura infor-mativa de qualidade, que contextualizasse e enquadrasse o que se apresentava aos nossos olhos, e a absoluta incapacidade de cativar pblicos mais jovens), a sua transformao no MADE representa uma regresso, em que a soma das partes (ainda que putativa e ale-gremente fundidas) menor que cada uma das partes. O MADE - um projecto ou pro-duto provavelmente com origem na janela de oportunidade que o Dr. Ceia da Silva e a Dra. Cludia Sousa Pereira vislumbraram na coleco de Paulo Parra, um virtual private, local and tiny Berardo - presta um pssimo servio histria e difuso das artes tradicio-nais (e dos respectivos artesos) e histria e difuso do design industrial do sculo XX (e respectivos protagonistas).

    A coleco de Paulo Parra, apesar de no luxuriante do ponto de vista da representa-tividade dos maiores nomes e das maiores obras do design industrial do sculo XX, era e suficientemente interessante para merecer um espao que a valorizasse e recentrasse a sua razo de ser (mais ainda havendo, hoje em dia, um curso de Design na Universidade de vora). A coleco, em si, e a forma como est exposta, no permitiu o mais tnue fio con-dutor que pudesse constituir a ponte entre os fundamentos tericos e o contexto histrico do design industrial de que pretende fazer eco (e para a coisa ser bem feita, ter-se-ia de expli-car quem foram John Ruskin, William Mor-ris ou Christopher Dresser), e o artesanato de produo manual e familiar, de raiz popular e regional, que o CAT procurou estudar, cata-logar, expor e difundir, em conjunto com os artesos nacionais.

    Nem todas as fuses do certo ou resultam numa contaminao conducente a um en-grandecimento recproco. Sobretudo quando faltam elementos a ambos os lados que per-mitam uma ligao j por si difcil, embora no totalmente impossvel. O MADE , por tudo isto, um projecto falhado, que prejudi-cou um projecto existente e que serviu, uma vez mais, para agudizar conflitos no seio da sociedade eborense. Infelizmente, mais do que laughable, absolutamente desnecess-rio.

    MAD(E)nessCarlos do Carmo CarapinhaGestor

    O Estado Social, que hoje tanto se debate sobre a sua margem de interveno, um herdeiro do Welfare State ingls do perodo ps II Guerra Mundial. Esta conceo de Estado Social ou de providncia surge associada a uma matriz or-ganizativa em que se procura responder coleti-vamente s necessidades sentidas pelas p