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Edição 239 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANÁRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 10 de Janeiro de 2013 | ed. 239 | 0.50€

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufémia , 14 Horta das Figueiras | 7005-320 Évora

    266771284

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    CCDRA inicia trabalhos do novo QREN Pág.03 A CCDR Alentejo iniciou os tra- balhos de preparação, a nível regional, do novo ciclo de programação dos fundos estruturais para o período 2014-2020, con- tando para o efeito com a necessária cola- boração e parceria dos actores regionais representativos das diferentes dimensões que a estratégia de desenvolvimento re- gional e a operacionalização dos seus ins- trumentos de execução devem incorporar.

    Prémios de Mérito, Valor e Excelência Escolar Pág.06 V O Presidente da Câmara Mu- nicipal do Crato, João Teresa Ribeiro e o Diretor do Agrupamento de Escolas do Crato, José Ranita Ruas entregaram, no passado dia 4 de janeiro, os Diplomas de Mérito aos alunos do ensino básicos que se destacaram no ano letivo 2011/2012 pelo seu valor e excelência escolar. Nesta cerimónia realizada nas instalações da Escola Básica Integrada.

    Escrita na paisagem - Convite para um banquete Pág.10 A programação de Outros Cine- mas regressa à normalidade da isv em ho- rário de inverno. Partimos da vontade de divulgar cinema arredado dos circuitos co- merciais, mais raro ou de mais difícil circu- lação. E trazemos, a cada mês, 4 propostas que são outras tantas linhas de trabalho: cinema-ensaio (onde o cinema se faz mais intensamente pensamento), no-sound, ci- nema documental e cinema-em-festa.

    “Bifanas de Vendas Novas - Alentejo®” Pág.09 O Regulamento municipal de uso da marca “Bifanas de Vendas Novas - Alentejo®”, que estabelece as regras inerentes à obtenção de autori- zação e subsequente utilização desta marca por parte de terceiros, foi apro- vado pela Câmara Municipal, na sua reunião de 12 de dezembro e pela As- sembleia Municipal no dia 27 de de- zembro de 2012.

    D .R

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    Pensionistas, Educação e Saúde em ALERTA VERMELHO 07

  • 2 10 Janeiro ‘13

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.º16 -7000.639 Évora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direcção Silvino Alhinho; Joaquim Simões; Nuno Pitti Ferreira; Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redacção Pedro Galego Fotografia Luís Pardal (editor) Paginação Arte&Design Luís Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores António Serrano; Miguel Sampaio; Luís Pedro Dargent: Carlos Sezões; António Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; José Filipe Rodrigues; José Rodrigues dos Santos; José Russo; Figueira Cid Impressão Funchalense – Empresa Gráfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceição, nº 50 - Morelena | 2715-029 Pêro Pinheiro – Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuição Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira Nº.Depósito Legal 291523/09 Distribuição PUBLICREATIVE

    Ficha Técnica SEMANÁRIO

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    ordpress.com Pedro H

    enriques | C artoonista

    “Uma semana normal” A Abrir

    A mensagem de novo ano do Presisente da República constitui um marco político de grande relevância para o corrente ano de 2013. A sua mensagem foi reforçada na exe- celente entrevista concedida ao Jornal Ex- presso no dia 5 de Janeiro.

    No fundamental o Presidente apresenta duas ideias a reter: 1) O País está numa es- piral recessiva. Com esta ideia deita abaixo toda a política económica do Governo. Não basta que as taxas de juro da dívida soberana desçam, nem basta que a Balança de Paga- mentos se equilibre.

    É peciso uma política para promover a re- cuperação económica e combater o desem- prego.

    Enquanto o Governo vê uma luz ao fundo do túnel, o Presidente vê um ciclo vicioso de crise que gera mais crise. Com esta análise dá um recado ao Governo, para que este altere a sua política e seja mais firme nas negocia- ções na União Europeia que conduza quer à redução dos juros quer a um ritmo mais lento de ajustamento e de convergência para a meta

    orçamental de défice de 0,5% e da dívida pú- blica para 60% do PIB. 2) O País não pode ter uma crise Política a somar à crise económica e social.

    O Presidente defende a estabilidade Go- vernativa, responsabilizando os Partidos da Coligação pela garantia da coesão política necessária à manutenção do Governo; o Pre- sidente dá um recado à oposição e em espe- cial ao Partido Socialista para que não con- tem com o Presidente para apoiar um cenário de crise e de eleições antecipadas.

    O Presidente tudo fará para impedir a reali- zação de eleições antecipadas. Naturalmente que neste aspeto será a realidade e serão os fatos que ditarão a decisão do Presidente, pois não parece curial que, num cenário de incum- primento de todas as metas orçamentais, de agravamento do desemprego, de aumento da conflitualidade social, de desgaste da Gover- nação, da eventual inconstitucionalidade de normas do Orçamento de Estado e de derra- pagem orçamental no primeiro trimestre de 2013, tudo fique na mesma.

    Num cenário como este, apocalítico, o Pre- sidente não terá margem para evitar eleições antecipadas, até porque o Partido Socialista já declarou que não aceita outro cenário caso exista uma situação de impasse político.

    O Presidente assumiu com esta mensagem o protagonismo político que tantos reclamaram, incluindo eu próprio. Ele estará no epicentro da crise em 2013 e ao querer controlar o pro- cesso pode ter inflamado a situação política.

    Com efeito, ao pedir a fiscalização su- cessiva do Orçamento, seguido de pedidos equivalentes do PS e dos restantes Partidos da esquerda, ele junta-se à oposição a este Governo e se o Tribunal Constitucional vier a declarar algumas normas inconstitucionais obrigando o Governo a encontrar novas so- luções, está de fato criado um problema de Governabilidade.

    O Governo ficará ferido de morte após, pelo segundo ano consecutivo, ver o seu Or- çamento afetado juridicamente. O Governo pode escolher continuar em funções, alte- rando o Orçamento, ou apresentar a sua de-

    missão. Suponho que Passos Coelho e Vitor Gaspar decidam pela alteração do Orçamen- to, mas duvido que Paulo Portas aceite ficar entrincheirado sem margem de manobra, a suportar um Governo ligado às máquinas.

    Do ponto de vista político o CDS terá tudo a ganhar com a saída do Governo, para capi- talizar o seu desacordo público com algumas medidas do Governo, a pensar quer nas elei- ções autárquicas quer nas prováveis eleições legislativas.

    Para a salvaguarda do interesse geral, ao contrário de muitos e também do Presidente, entendo que será preferível ter eleições an- tecipadas em 2013 do que suportar a conti- nuidade de um Governo em morte lenta, se o cenário apocalítico acima referido se con- firmar.

    Para todos os efeitos, desejo que este cená- rio não se confirme e que os sinais de recupe- ração económica possam surgir evitando uma crise política de consequências imprevisívies. Desejo a todos os leitores desta coluna um Feliz 2013.

    A Mensagem do Presidente António SerrAno Deputado

    Depois de imensas antecipações e alarmis- mos, o mundo não terminou em 21 de De- zembro de 2012. Não vou aqui explorar muito o inexplicável fascínio das sociedades pelo apocalipse…é algo que merecia um estudo académico mais aprofundado e uma longa dissertação. Como continuamos por cá, tere- mos, enfim, de enfrentar um novo ano com seus desafios e problemas específicos.

    Para Portugal, dado o nosso contexto de envolvimento no programa de assistência fi- nanceira, cada trimestre será encarado com enorme expectativa: qualquer dado estatísti- co sobre evolução do PIB, taxa de desempre- go, défice do Estado e contas externas será decisivo para a evolução da psicologia da cri- se para a psicologia da recuperação.

    A capacidade de realizar a reforma do Es- tado Social com o maior consenso nacional possível será decisiva. Governo, oposição e parceiros sociais terão de mostrar a sua ma- turidade e flexibilidade nas negociações, de- cisões e tomadas de posição que surgirão ao longo dos meses. Se, como esperamos, Por- tugal regressar aos mercados financeiros em 2013, tal será um balão de oxigénio fantástico e dará uma enorme força moral para os últi- mos meses da troika em Portugal.

    Mas, como vivemos num mundo cada vez mais globalizado e interdependente, tenho a profunda convicção que o que se passará lá fora será decisivo. O mundo não conhecerá tantos “momentos eleitorais chave” como em

    2012, ano em que Estados Unidos, Egipto, Rússia e França foram a votos e a China pas- sou a liderança a uma nova geração, sem os riscos de uma eleição. A única grande eleição de relevo, na Alemanha, seguramente confir- mará Merkel no poder por mais uns anos, por muito que tal desagrade à esquerda europeia.

    A resposta integrada da Europa às expec- tativas do mundo será decisiva. Uma maior integração fiscal, orçamental, bancária e, também, política, será um caminho que mos- trará a todos que os Europeus sabem o que querem e para onde vão. E que será útil para o clima de confiança da economia glo