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Edição 213 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 28 de Junho de 2012 | ed. 213 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

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    Certame As Festas do Povo de Campo Maior conquistaram o Primeiro Prmio na categoria eventos dos Prmios Turismo de Portugal, atribudos ontem na cerimnia realizada na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa.No mesmo evento presidido pela Secretria de Estado do Turismo, Ceclia Meireles, e pelo presidente do Turismo de Portugal, Frederico Costa - o Alentejo esteve ainda em destaque pela atribuio de trs menes honrosas a agentes da regio.

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    .Alentejo em destaque nos Prmios Turismo

    Reunio com Presidente do Oramento do PEPg.03 O secretrio-geral do PS reuniu-se ontem, na Assembleia da Repblica, com o presidente da co-misso de oramento do Parlamento Europeu, Alain Lamassoure, encon-tro em que foi debatida a criao da taxa europeia sobre as transaes fi-nanceiras.

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    Angolanos obtiveram o grau de MestrePg.09 O Mestrado em Econo-mia e Gesto Aplicadas (MEGA) da Universidade de vora, na sua edi-o de Angola, em parceria com a Universidade Metodista de Angola, tem, a partir do dia 25 de Junho, os primeiros dois mestres, que defen-deram as suas dissertaes no Co-lgio do Esprito Santo da Universi-dade de vora.

    Renasce a f na corrida ao ouro no Alentejo debaixo do balco do pequeno caf, que tambm serve de mercearia e ponto de en-contro s gentes de Nossa Senhora da Boa F, que Margarida Banha guarda um te-souro herdado do pai. Trata-se de um peda-o de rocha extrado da vizinha Herdade da

    Chamin, oferecido a Jos Francisco Banha por mineiros que por a andaram procu-ra de ouro.H muitos anos que a temos. Era do meu pai, ele j faleceu e eu guardei-a como uma coisa preciosa. So uns veios dourados que

    fazem a pedra ser preciosa. Na aldeia acre-dita-se que ser de rochas iguais a estas que um dia ser extrado ouro. Esperemos que sim, que isso finalmente acontea. Era bom porque trazia mais clientes e mais movi-mento terra, diz Margarida Banha.

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  • 2 28 Junho 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Just relax

    No h governo que no inicie o seu man-dato sem anunciar que vai promover uma srie de reformas estruturais. E acredito que o faam convictamente, com o empenho de quem quer mudar o estado das coisas.

    Depois, passadas as primeiras sema-nas de estado de graa, que comeam os problemas. As corporaes e grupos de interesse comeam a mexer-se, influncias so mobilizadas e, como o processo legis-lativo moroso e complexo, bloqueiam-se ou tentam-se bloquear as decises tomadas. Depois, quando tudo o mais no funciona, temos as sempre legtimas manifestaes de rua, as alegadas inconstitucionalidades ou as muitas vezes cmicas providncias cautelares dos tribunais.

    No caso actual, a cartilha est a ser se-guida. Muitos defendem obstinadamente a sua trincheira ideolgica que proba pen-sarmos sequer num Estado mais pequeno e eficaz, liberdade de escolha dos cidados na sade e na educao e mercado de trabalho mais flexvel e aberto (essencialmente, para quem est fora dele!). Est a reformar-se o poder local, um modelo com razes no s-culo XIX, e logo aparecem muitos a clamar contra o suposto abandono das populaes. Est-se a reformar o sistema nacional de sade, que desperdiava inutilmente cente-nas de milhes de euros por ano e j vemos por a demagogia completamente descabida com o apoio aos doentes que deviam estar

    acima da luta partidria. Tenta-se reformar a justia e, quando se tenta racionalizar a distribuio geogrfica dos tribunais, mui-tos vm protestar contra o abandono do in-terior, como se um tribunal fosse um polo de atraco econmica, que fixe populao ou crie empregos. Tenta-se reformar a edu-cao e os habituais grupos de interesse l vem perguntar se h emprego para todos, como se a razo de existir de um sistema educativo fosse garantir privilgios e no as aprendizagens e competncias adquiridas dos estudantes.

    A grande diferena que neste tempo, j no existe plano B (nem dinheiro adicional), no caso hipottico das reformas falharem. No a ideologia a falar, so as evidncias e a matemtica das coisas. E a maioria dos portugueses j compreende que este Estado actual insustentvel: como j escrevi h meses atrs, no se podem ter as mordomias de um pas nrdico com a economia e a ad-ministrao pblica de um pas latino, com-binadas com a demografia que temos cada vez mais idosos, cada vez menos jovens. Como tal, tudo o que est a ser feito a so-luo possvel para manter uma sociedade com nveis aceitveis de qualidade de vida, de dignidade, simultaneamente, competiti-va e mais justa em termos de igualdade de oportunidades. De facto, ou mudamos por ns prpriosou seremos mudados pelo mundo que nos rodeia!

    Mudarou ser mudado!

    cARLOS SEZESGestor

    H um ano Portugal assistiu tomada de pos-se de um Governo PSD/CDS repleto de espe-rana, comvicto da bondade de um Programa Eleitoral que prometia no aumentar impos-tos, que cortaria as gorduras do estado, que no promeveria os seus boys e girls, que no cortaria os subsdios de natal e de frias aos funcionrios pblicos e aos pensionistas, que ajudaria as PME s, que colocaria os fun-dos estruturais ao servio das empresas, que procedia a importantes reformas estruturais, que faria da Agricultura a sua grande aposta promovendo o aumento da produo e, atra-vs do CDS, que em 7 anos garantia a nossa independncia alimentar. Tudo seria simples, pois o PSD e o CDS tudo fizeram para que os Portugueses acreditassem que a crise econ-mica e a situao de asfixia financeira que o Pas vivia e continua a viver era apenas um problema nacional e que a europa e o mun-do pouco ou nada influenciava a situao de Portugal. Pois bem, ao fim de 1 ano de Go-vernao o que temos? Temos a Administra-o Pblica enxameda dos boys e girls do PSD e do CDS.

    Agora foi a indicao de Jos Luis Arnault para a REN! Tudo como dantes, infelizmente para os Portugueses! Temos mais desempre-go, temos mais dvida pblica, temos mais impostos, temos mais falncias de PME s, temos menos acesso na sade, como demons-tra o Relatrio da Primavera do Observatrio Portugus e os prprios dados do estado, te-mos menos tribunais, temos menos educao pblica e temos finalmente , vejam s, condi-es muito adversas da Europa e do mundo mais desenvolvido.

    Temos a crise na Espanha, na Itlia, temos a Europa e o Euro beira do colapso. Mas afi-nal no era um problema exclusivamente de Portugal?? Quero deixar dois exemplos bem claros da demagogia e da capacidade que os Partidos da maioria tm para enganar os Por-tugueses.

    Na Agricultura, emos uma ausncia total de capacidade de Governao. Se fosse o Partido Socialista no Governo haveriam manifesta-es da CAP todos os dias. Nunca aconteceu que o estado ficasse a dever 20% das ajudas diretas, 100% comunitrias aos agricultores.

    Foram 120 Milhes de Euros que deveriam ter sido pagos at 31 de Dezembro de 2011 que ficaram em dvida.

    Parece que vo ser pagos at 30 de Junho, 6 meses depois e todos ficaram calados! Acham normal? Estranho, para quem andava sempre com a convrsa dos pagamentos aos agriculto-res em todas as feiras. No PRODER, em 2012 apenas usaram metade das verbas disponveis em oramento.

    Ento agora j no imporante esgotar os fundos apara apoio ao investimento? Todos calados! Como no temos um megafone nas feiras semanais, at parece que no existem problemas. E a fara das terras para os jovens agricultores? Pura fico para jornalista ur-bano vr! Quem conhece a nossa agrocultura e a histria da propridade em Portugal sabem bem do que falamos. Com o Alqueva temos assistido a outro folhetim bem triste.

    Felizmente que neste dossier o Primeiro-Ministro decidiu desautorizar a Ministra e fixar nova data para a concluso do empre-endomento, ainda que fortemente amputado.

    Outro caso de demagogia que os partidos

    de Governo gostam de usar: o caso do novo Hospital Central de vora. Por muito que di-gam, at 2005 no havia um Programa Fun-cional aprovado para o novo Hospital e o pro-cesso estava muito no seu incio.

    Tudo teve que ser feito do ponto de vista tcnico, foi realizado o concurso para a Ar-quitectura do novo Hospital e das respectivas especialidades, agora trata-se de autorizar o concurso para empreitada do novo Hospital. Este Governo suspendeu tudo!

    Apesar do maifesto benefcio para a popu-lao, para os profisionais e para a reduo da despesa que o novo Hospital permite ob-ter. Esta infra-estrutura fundamental para o Alentejo e no deve ser motivo de querela poltica e todas as foras polticas devem lutar para inverter esta