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Edição 215 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 12 de Julho de 2012 | ed. 215 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Estado da Nao Passos Coelho afirmou que as mudanas so imprescindveis, se queremos olhar para o futuro com confiana e esperana, ontem no debate do estado da Nao, na Assembleia da Repblica, acrescentando que os grandes objetivos que o Governo assumiu desde a tomada de posse no sero abrandados.

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    .Passos somos capazes de vencer as dificuldades...

    Rugby Clube Montemor CampeoPg.13 O Rugby Clube Montemor, aps as 3 etapas do Torneio Nacional de Sevens, sagrou-se Campeo de seniores desta variante. Desta for-ma, finaliza a poca desportiva da melhor maneira, conseguindo ul-trapassar as barreiras que vo apa-recendo.

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    Divina Comdia na Pedreira da GradinhaPg.12 A estreia nacional da Di-vina Commedia, com guio e ence-nao da finlandesa Miira Sippola, aconteceu na passada semana, na Pedreira da Gradinha, em Vila Vio-sa. A excepcionalidade do espao en-volve, de uma forma extraordinria, este teatro visual e fsico que cava as imagens poticas e grotescas da men-te humana.

    Celebrao do Cante Alentejano, Fado e Patrimnio no Monsaraz Museu AbertoA bienal cultural Monsaraz Museu Aberto vai decorrer na vila medieval de Monsaraz entre os dias 13 e 29 de julho com um pro-grama dedicado ao Cante Alentejano, ao Fado e ao Patrimnio.

    A celebrao da recente escolha do fado como Patrimnio Cultural Imaterial da UNESCO e a forte afirmao da im-portncia cultural, social e histrica do cante alentejano enquanto merecedor

    de igual estatuto, associados monu-mentalidade da vila de Monsaraz e des-ta regio, onde o Homem vem transmi-tindo os seus hbitos culturais h cinco mil anos.

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  • 2 12 Julho 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Exames moda do Relvas

    O apelo ao empreendedorismo est, fe-lizmente, a encontrar um forte eco na so-ciedade portuguesa. J no por ser um conceito simptico e com ares de moder-nidade, mas porque grande parte de ns j interiorizou que j no h empregos por conta de outrem, para todos, para toda a vida. E que a aposta num empreendedo-rismo informado, inovador e bem gerido, pode ser uma opo mais feliz e recom-pensadora, como projecto de vida.

    Duas histrias simples que gostaria de partilhar, uma mais antiga, que est a co-mear a ser famosa, outra mais recente e desconhecida.

    O H3, o chamado hamburger gourmet, uma cadeia criada em Portugal por 3 empreendedores a saber, um ex-publici-trio, um ex-advogado e um ex-mediador imobilirio. Qualquer senso comum desa-conselharia, nestes tempos, a criao de uma marca no saturado mercado das refei-es rpidas em Portugal.

    Contudo a aposta na qualidade superior para refeies mais completas e saudveis, para quem o prefere fazer num curto es-pao de tempo, levou aposta num pri-meiro restaurante, em 2007. Cedo a pala-vra gourmet comeou a andar na boca de todos e a dimenso do projecto hoje um fenmeno: 38 restaurantes em Portu-gal, mais um em Madrid, outro na Polnia, dois no Brasil (So Paulo)e a expanso internacional para continuar! Hoje so 700 pessoas, que fazem hambrgueres com um talento fora de srie.

    H dias, deparei-me com outra histria, mais humilde, mas no menos inspiradora sobre quem no se conformou com a sua situao e deu a volta sua vida.

    Um fotgrafo profissional, freelancer, com 13 anos de carreira, que enfrentava o excesso de oferta num mercado saturado, rendimentos em baixa e os trabalhos cada vez mais mal pagos, mudou de vida e criou o seu prprio negcio: entrega de produtos ao domiclio, durante a noite.

    Em concreto, trata-se de um servi-o de venda de produtos para casos de emergncia, denominado Mercearia na Hora. Com base num pedido na internet, funciona das 20h s 4h da manh. Desde vinhos, alimentos, comida para animais, lmpadas, tabaco, lenha, pilhas ou pensos rpidos, h um pouco de tudo. Ao fim de seis meses de funcionamento, o balano positivo, conseguindo o empreendedor arrecadar umas centenas de euros por ms. A inteno que o negcio cresa, atrain-do mais pessoas para trabalhar consigo na rea da grande Lisboa.

    So apenas 2 exemplos de pequenos projectos, inovadores e plenos de opor-tunidade, resultantes do esforo criativo dos empreendedores que sero cada vez necessrias no combate ao desemprego e para acrescentar valor para a economia portuguesa. Mostram que o empreende-dorismo no um mito nem uma cincia oculta, acessvel apenas a uma minoria de iluminados. H que favorecer a sua multi-plicao!

    Empreendedorismo: do mito prtica

    cARLOS SEZESGestor

    No momento em que escrevo esta crnica ainda se mantm a convocao da greve dos mdicos. O Governo est a desenvolver as diligncias para que esta greve seja descon-vocada. Pela primeira vez em mais de vinte anos os dois sindicatos, com o apoio da Ordem dos Mdicos, juntam-se em coro reivindicando uma poltica de sade que salvaguarde o Servio Nacional de Sade.

    Como foi possvel chegar at aqui em ape-nas um ano de governao? O atual Ministro da Sade, uma pessoa bem intencionada e que abraou uma misso complexa que se traduz na reduo da despesa sem colocar em causa o acesso dos Portugueses sade.

    A questo central que o Ministro uma espcie de Diretor Financeiro, esquecendo que a sua responsabilidade primeira a de definir uma Poltica para o setor.

    S com uma poltica clara podemos re-solver a questo da sustentabilidade do SNS. O Governo j deveria ter apresentado

    aos Portugueses o seu plano. Em vez disso, preferiu dedicar-se exclusivamente aos cor-tes oramentais, reforando o valor que es-tava consagrado no memorando da Troika.

    Em vez dos 550 Milhes de Euros, o Gov-erno cortou 1000 milhes em 2012! Esta deciso est na origem dos probemas que enfrentamos hoje: os Hospitais sem capaci-dade para combater as listas de espera que voltaram a crescer, a falta de medicamentos e de material consumo clnico em muitas das unidades de sade passou a ser uma constante, o corte abrupto das horas extra-odinrias dificultou o acesso aos cuidados de sade.

    S nos primeiros 4 meses de 2012, houve uma reduo de 341.000 consultas Hospi-talares, uma reduo de 330.000 consultas nos cuidados primrios, uma reduo de 220.000 urgncias, uma reduo das ses-ses de Hospital de dia, a reduo da activi-dade cirrgica.

    O Governo e os sindicatos iniciaram em Janeiro de 2012 um processo negocial para resolver as principais questes das car-reiras mdicas, do ato mdico, do acesso ao internato, da contratao coletiva. O Governo interrompeu em 15 de Maio as ne-gociaes sem nunca ter apresentado uma proposta e decidiu lanar um concurso de 2.500.000 horas mdicas, equivalentes a 1700 mdicos, recorrendo a empresas, com base no mais baixo preo, promovendo a instabilidade, a insegurana e desqualifi-cando o exerccio da profisso.

    Nos ltimos dias e j com o pr aviso de greve em estado adiantado, o Governo de-cidiu anunciar na imprensa diversas medi-das que vo no bom sentido, mas sem que as formalizasse em tempo til junto dos sindicatos. Acompanhou estes anncios com declaraes de chantagem, de condi-cionamento dos sindicatos, com ameaas, numa atitude de gerrilha que no leva a

    lado nenhum. No atual contexto de profunda crise

    econmica, no interessa aos Portugue-ses um clima de crispao social nem de conflitualdade. Compete a quem governa promover um clima srio de concertao, apresentando propostas claras de soluo para os problemas. Certamente que os sin-dicatos e os profissionais, num clima de negociao sria, sabero entender as re-stries oramentais e propor alternativas viveis que salvaguardem a qualidade da prestao dos cuidados de sade atravs da estruturao das carreiras e da adequada insero profissional dos jovens mdicos.

    Esperemos que o bom senso impere, sob pena do SNS colapsar, no por razes fi-nanceiras, mas por questes de desorga-nizao sistmica e de incapacidade ges-tionria. Sem polticas adequadas o SNS, como o conhecemos, estar com toda a certeza em risco.

    Servio Nacional de Sade em riscoAntniO SERRAnODeputado

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    Actual

    infelizmente o pas vai de mal a pior e o seu discurso senhor primeiro-ministro est desligado da realidade.

    Passos Coelho afirmou que as mudan-as so imprescindveis, se queremos olhar para o futuro com confiana e esperana, ontem no debate do estado da Nao, na Assembleia da Repblica, acrescentando que os grandes objeti-vos que o Governo assumiu desde a to-mada de posse no sero abrandados.

    O Primeiro-Ministro comeou por recordar que o caminho difcil que co-memos a tri