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Edio 167 do Semanrio Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 11 de Agosto de 2011 | ed. 167 | 0.50

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    Piscinas em tempo de friasMontemor-o-Novo e vora atraem centenas de visitantes oriundos da zona da Grande Lisboa.Pg.03 Estranha-se, s primeiras im-presses. Mas depois confirma-se: as pis-cinas municipais de Montemor-o-Novo e vora so palco para excurses prove-

    nientes da rea metropolitana de Lisboa. Todas as semanas, centenas de pessoas alugam um autocarro e marcham at ao Alentejo, trocando as praias do litoral por

    um dia bem passado na tranquilidade do interior. A situao dever manter-se nas prximas semanas, tendo em conta que as previses do Instituto de Meteorolo-

    gia apontam para a continuao do tem-po quente com temperaturas mximas a aproximarem-se dos 40 graus nos distri-tos de vora e de Beja.

    Reavaliar. esta a palavra da moda no lxico do Governo. Depois de o TGV ter sido parado, a concluso de Alqueva dever ser adiada para depois de 2013. E at o novo Hospital de vora foi colocado em lista de espera.

    Novo puzzle do Governo deixa vora em stand by

    Festas FloridasEm Redondo o certame contou este ano com mais de 400 mil visitantesPg.04 As 33 ruas estavam igualmente bonitas, cada uma sua maneira. Politicamente correcto, o presidente da C-mara Municipal de Redondo, Alfredo Barroso, diz ao Registo que a edio deste ano das Ruas Floridas se traduziu numa ver-dadeira festa do povo.

    Por muito apoio que a Cma-ra pudesse dar, se no existisse vontade da populao esta festa no se realizava.

    Com edio de dois em dois anos, as Ruas Floridas resultam de um gigantesco trabalho co-lectivo da populao local que ao longo de vrios meses se de-dica a produzir flores e objectos em papel, sobre os mais varia-dos temas, para enfeitar as ruas da vila.

    O certame contou este ano com mais de 400 mil visitantes, o maior nmero de sempre. Nem a chuva, que caiu com intensi-dade dia 1 de Agosto, impediu a realizao da iniciativa. Mais uma vez houve uma resposta positiva no s da populao de Redondo mas de concelhos vizi-nhos.

    Portel Agosto em FestaPg.11

    Reguengos ExporegPg.07

    Numa visita ao hospital, Paulo Mendo foi peremptrio: Consta do programa do Governo que tudo vai ser avaliado, designa-damente Parcerias Pblico Pri-vadas (PPP) e projectas de novas infra-estruturas de dimenso como o hospital. Quando se fi-zer essa avaliao, veremos.

    O ministro reconhece que o actual modelo de funcionamen-to do Hospital do Esprito Santo cujos dois edifcios se encontram separados por uma estrada,

    alm da capacidade do hospital distrital estar esgotada depois de mais de 30 anos de vida til no de certeza a mais ade-quada. Mas invoca o quadro de dificuldades em que o pas vive para no se comprometer com o avano das obras.

    Este foi um dos assuntos mais debatidos na ltima campanha eleitoral no distrito de vora, tendo o PSD assumido publica-mente o compromisso de que o novo hospital seria para fazer.

    07

    D.R

    .

    D.R. D.R.

  • 2 11 Agosto 11

    Este costuma ser o tempo da parvoce sazonal ou silly season para acompanhar o linguajar da moda. No entanto, este ano de 2011 pa-rece ser excepo a esta regra e os assuntos srios continuam a ocupar o mesmo espao meditico que utilizam no restante tempo do calendrio.

    O BPN vai ser vendido a um banco cujo presidente um cavalheiro que passou os lti-mos meses do governo anterior a opinar sobre a necessidade de mudana poltica do pas.

    Seguramente por mero acaso o banco foi adquirido por 40 milhes de euros, ficando o Estado com o nus de pagar as indemniza-es aos trabalhadores que o adquirente en-tende estarem a mais e ainda com a obrigao de socializar os prejuzos.

    Os grandes detractores do papel do Estado na economia, os que andam sempre a exigir o regresso ao Estado mnimo e a defender as virtudes do liberalismo econmico, no tive-ram qualquer pudor em usar o Estado para salvar um banco com uma gesto fraudulenta, enterrando milhes de euros dos contribuin-tes, devolvendo-o esfera privada prontinho a ser lucrativo.

    O governo apresentou uma coisa a que decidiu chamar Programa de Emergncia Social. Depois de dcadas de polticas que atiraram a maioria dos portugueses para uma situao social onde o desemprego, a preca-riedade laboral, os baixos salrios e as pen-ses de misria so o seu resultado documen-tado, agora apresentado um programa com caractersticas claramente assistencialistas e caritativas, que ir criar redes de dependn-cias atentatrias da dignidade dos se vm ati-rados para a indigncia por opes polticas que acentuam as desigualdades sociais.

    Um exemplo dessas medidas o anncio de distribuio gratuita aos mais pobres de me-dicamentos em fim de prazo. A continuarem com esta bondade ainda os iremos ver a dis-triburem nas escolas iogurtes fora do prazo com o argumento que mais vale isso do que passarem fome.

    Ou mesmo o aparecimento de festas orga-nizadas por gente cheia de nomes sonantes, para angariar pacotes de arroz para os pobre-zinhos.

    Criar pobres para os salvar parece voltar a ser a poltica oficial de quem nos governa.

    No meio de tudo isto os mercados conti-nuam nervosos e j h mais gente a defen-der a negociao da dvida e outras medidas que quando propostas pelo PCP foram consi-deradas irrealistas e irresponsveis.

    Na passada segunda-feira espantei-me com a opinio de um analista em pleno telejornal da RTP quando opinou que no consegua-mos sair da crise porque estvamos a aplicar as mesmas solues que a ela nos conduzi-ram. Provavelmente andar mais gente a ler o Avante! com a ateno devida, ainda que escrevam nos jornais de economia de refe-

    rncia.Em Londres e noutras cidades inglesas co-

    mearam tumultos e desacatos com pilhagens mais ou menos organizadas.

    A presso que o sistema exerce, em contra-dio com as expectativas de consumo que cria e que no consegue satisfazer segura-mente o combustvel que alimenta esta onda de violncia nos bairros mais pobres da capi-tal inglesa.

    A ganncia dos mercados criou uma ge-rao de jovens sem perspectivas e dispostos a tudo para obter o que lhes prometido como o cmulo da felicidade.

    Uma nota local. O presidente da Cmara de vora, em entrevista a este jornal, afirmou que levaria o seu mandato at ao fim. Outra coisa no seria de esperar tendo em conta que tem legitimidade para tal obtida atravs do voto dos eborenses.

    O que engraado que afirma que o faz para no dar essa satisfao aos adversrios polticos internos e externos.

    J tenho ouvido muitas justificaes para algum permanecer no poder, mas a primei-ra vez que dou por algum a ficar pela razo mais pessoal que existe: por pirraa.

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Godinho

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio Miranda Faustino, Lda

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    Rating dos EUA: de AAA para AH AH AH! ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Notas soltas de um vero quente

    Eduardo Luciano advogado

    O Plano de Emergncia Social apresentado esta semana mais uma prova do balano positivo da governao de que falava na se-mana passada. Constitudo por cinquenta medidas que me parecem adequadas e efi-cazes a debelar o problema da pobreza em Portugal, num momento particularmente difcil, e dirigido s famlias com menores rendimentos, este Plano de Emergncia So-cial resgatar seguramente muitas pessoas do limiar da pobreza.

    Em articulao com as IPSS e com as autarquias, e mediante um investimento de 400 milhes de Euros, o Governo ser, com certeza, bem-sucedido nesta tarefa homri-ca, que ilustra bem o cariz social do PSD, originariamente sustentado na doutrina so-cial da Igreja.

    O banco de medicamentos, a distribuio de alimentos e o mercado de arrendamento social, parecem-me excelentes ideias soli-drias que, espero, no sejam boicotadas pelos intervenientes. A legislao sobre o li-cenciamento e as obrigaes a que at agora as IPSS se encontram sujeitas, ao nvel dos equipamentos e regras de higiene e seguran-

    Governao - Parte IISnia raMoS FErroJurista

    a alimentar, sero revistas.Em revista encontra-se tambm a legis-

    lao sobre o regime jurdico das incom-patibilidades e impedimentos dos titulares de cargos polticos e altos cargos pblicos da Administrao Pblica, situao despo-letada pela alegada fuga de informao nas Secretas, aps o caso Jorge Silva Carvalho. O perodo de nojo outra das questes com-plexas em apreciao, mas que certamente sofrer alteraes.

    O fim das golden share uma realidade.

    O Governo tem agora noventa dias para es-tabelecer um regime extraordinrio de sal-vaguarda de activos estratgicos em secto-res fundamentais para o interesse nacional, proposta apresentada pelo PS e aceite pela maioria parlamentar, pois como afirmou o Deputado Centrista Ribeiro e Castro, a abolio das aces douradas no si