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Edio 191 do Semanrio Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 26 de Janeiro de 2012 | ed. 191 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Entrevista com Jorge Nunes, presidente da Junta de Freguesia de Monsaraz. O municpio de Reguengos de Monsaraz vai assinalar os 500 anos do Foral Manuelino de Monsaraz, cujo programa comemorativo ser apresentado sbado.

    Monsaraz celebra 500 Anos do Foral Manuelino

    D.R

    .

    Vila Viosa Investe na rea socialPg.07 O Oramento do Municpio de Vila Viosa para 2012 aponta, cla-ramente para a adopo de polticas que procuram diminuir as dificul-dades sentidas pelas famlias e as as-simetrias concelhias, contribuindo para a existncia de uma maior coe-so social e territorial.

    D.R

    .

    Portalegre reduz custos de energiaPg.04 A Cmara Municipal de Portalegre est a implementar um conjunto de medidas de poupana para reduzir os custos na factura de energia. Estas medidas iro incidir ao nvel da iluminao pblica e fazem parte do plano Municipal para a Pou-pana Energtica.

    Polmica Reviso currcularPg.05 Provedor de Justia endere-ou uma carta a Nuno Crato, reiteran-do-lhe o seu interesse e disponibilida-de para desenvolver este projecto.

    D.R

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    08/0908/09

  • 2 26 Janeiro 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt);

    Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense

    Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio

    Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Uma esmola para o pobrezinho

    Os eleitores que fizeram uso do seu direito cvico em meados do ano transacto, deram uma maioria clara ao PSD e CDS para pro-moverem a mudana poltica, social e econ-mica do Pas. Infelizmente, a mudana ter de ser feita no contexto mais difcil possvel, no meio de uma crise oramental e financei-ra que em nada ajuda a economia que quere-mos reconstruir.

    Para tal, para alm de vontade e liderana, so necessrias pessoas, em cargos interm-dios, que promovam a operacionalizao das polticas, isto , para o que definido na es-tratgia tenha impacto real na execuo. Nas ltimas semanas a questo das chamadas nomeaes polticas elevou os nimos e contaminou muitas conversas, desviando as atenes daquilo que a, meu ver, o essen-cial da governao.

    Estou vontade para falar do assunto, uma vez que sempre contestei o hbito mui-to portugus da substituio das pessoas do partido A (que perdeu) pelo partido B (que ganhou), numa cascata de nomeaes nacio-nal regional local, com autnticas tribos partidrias que preenchem cargos polticos e tcnicos ao sabor das mars eleitorais. Boa parte da explicao sobre como chegmos a este estado de coisas reside aqui, nesta in-capacidade de separar o interesse pessoal do interesse pblico. Se queremos ter uma administrao pblica eficaz, que faa mais com menos, no podemos estar a alimentar clientelas partidrias, seja de que partido for. Agora temos de separar as guas e no ceder demagogia das primeiras pginas dos jor-nais das ltimas semanas.

    Na administrao pblica, segundo os nmeros vindos a pblico, tivemos 816 di-rigentes reconduzidos e apenas 208 novas nomeaes isto para alm das centenas de cargos extintos. Independentemente de ha-ver aqui boas e ms decises, como em tudo na vida, no vejo, sinceramente, a vaga de substituies com base em clientelismo que via noutras eras. Alm do que, como j foi prometido, todos aqueles que foram recon-duzidos ou nomeados de novo sero sujeitos posteriormente a concursos pblicos.

    As empresas pblicas so uma realidade diferente, mais melindrosa, em que con-vm ser e parecer srio. Mas, mais uma vez, olhando para nomes propostos para Caixa Geral de Depsitos ou guas de Portugal no tenho grandes dvidas sobre o valor e adequao dos currculos e competncias em causa.

    No caso mais recente da EDP, acho que ul-trapassmos todos os limites da demagogia e do populismo. O facto de Eduardo Catro-ga, simpatizante do PSD, ir ocupar o cargo de presidente do Conselho de Superviso da EDP deu azo a reaces desproporcionadas e irracionais. Esclareo apenas 3 pontos: o cargo, o rgo e o montante do salrio em causa vm do modelo de gesto da EDP, decidido em governos anteriores; so os accionistas privados que tm de decidir se querem ou no manter este modelo; faa-se, no mnimo, a justia de reconhecer que este governo com a privatizao est a prescin-dir da sua capacidade de influncia e s com muita imaginao se pode aponta-lo como vilo desta histria.

    Em suma, verdade que muito h ainda a fazer para que os partidos polticos desco-lonizem o Estado e deixemos de ter suspei-es e polmicas sempre por estas alturas. Contudo, acredito que, felizmente, estamos a caminhar nesse sentido e que convm des-truir os muitos mitos que continuam a inqui-nar esta questo.

    Mitos sobre as nomeaes...Carlos sezesGestor

    Joseph Stiglitz, Nobel da Economia, este-ve em Portugal e falou do bvio. A Europa precisa de fazer mais do que impor austeri-dade, uma vez que esta gera mais recesso. As principais economias da Europa esto em declnio e levam a uma queda das suas importaes.

    Portugal precisa de aumentar as suas ex-portaes para um patamar de entre 45% a 50% do PIB. Apesar do bom desempenho das exportaes portuguesas nos ltimos anos ainda se situam abaixo dos 40% do PIB. A agenda da Unio Europeia e a agen-da do Governo Portugus assentam apenas no lado na reduo do consumo privado e do consumo pblico, na reduo do inves-timento privado e pblico, conduzindo a economia a uma queda superior a 3% em 2012, valor que no tem precedentes desde que h registos oficiais. Em consequncia as falncias de empresas e de particulares esto a suceder-se a um ritmo de grande preocupao.

    A consequncia mais visvel o aumento do Desemprego para valores insustentveis e que podem gerar um clima social fratu-rante na sociedade Portuguesa. Ningum nos consegue dar uma pequena ideia do que pode ser o futuro, ningum nos est a dar uma esperana, ningum transmite uma mensagem positiva de que haver um Por-tugal melhor depois de anos de sacrifcios.

    No nos apresentado um Plano para sair desta crise. A economia continua sem ter acesso a mecanismos de financiamento para a criao de emprego.

    A Europa precisa de conceber uma esp-cie de Plano Marshall para a recuperao econmica para o ps austeridade! O clima econmico e social que vivemos muito perigoso e basta uma pequena fasca para poder eclodir uma exploso social incon-trolvel. Os Portugueses esto a demons-trar grande capacidade de sofrimento, mas no vo assistir impvidos, para sempre, perante a desigualdade na repartio de sa-crifcios.

    Episdios como as nomeaes de Catroga e amigos para a EDP com salrios multi-milionrios, a nomeao feita pela Minis-tra da Agricultura de amigos do CDS e do PSD para a empresa guas de Portugal e as declaraes do Presidente da Republica deste fim semana so perigosos detonado-res sociais.

    A afirmao de Cavaco Silva sobre os seus rendimentos e sobre a sua insuficin-cia para cobrir as suas despesas pessoais constituram uma enorme falta de sensi-bilidade perante o dramatismo da situao econmica e financeira de milhares de fa-mlias de Portugueses. Receber cerca de 10.000 euros mensais de reformas mais todas as despesas pagas pela Presidncia, trocar o salrio de Presidente pela reforma do Banco de Portugal, quando esta bem superior ao seu salrio de Presidente, cer-tamente compreensvel, o que no pode permitir um discurso demaggico perante

    tanta pobreza. Deveria ter aproveitado para declarar que

    recusaria o pagamento dos subsdios de na-tal e de frias pagos pelo Banco de Portu-gal, ou em alternativa que os iria atribuir a famlias carenciadas. De um poltico com tanta experincia e com to elevada respon-sabilidade espervamos mais e melhor.

    Pede-se a todos os responsveis polticos, aos que Governam e a todos os que fazem oposio, um cuidado acrescido em todos os seus atos e palavras pois nunca como hoje a populao esteve to vigilante.

    A Democracia s pode sair reforada se soubermos trabalhar em conjunto, sem hi-pocrisias, com mais igualdade, com mais honestidade intelectual. Ir alm da austeri-dade lutar por mais igualdade na distri-buio dos sacrficos e apontar um cami-nho para um futuro melhor.

    Ir alm da Austeridadeantnio serranoDeputado

    Na administrao pblica, segundo os nmeros vindos a pblico, tivemos 816 dirigentes reconduzidos e apenas 208 novas nomeaes isto para alm das centenas de cargos extintos.

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    Actual

    Documento Verde apesar das propostas discordantes e ainda em estudo aproxima Ps e PsD de vora.

    A Assembleia Municipal de vora, em sesso extraordinria realizada no pas-sado dia 21, no Salo Nobre dos Paos do Concelho, pronunciou-se sobre o Docu-mento Verde da Reforma da Administra-o Local.

    Os Grupos Municipais do PS, PSD e CDU apresen