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Edição 159 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 16 de Junho de 2011 | ed. 159 | 0.50

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    Carmelo Aires em ENTREVISTApERpETuAR TRAdIES ApRESENTA dENNCIA A bRuxElAS poR fECho do muSEu do ARTESANAToAssociao diz que projecto financiado pela Unio Europeia no foi cumprido.

    Redondense ganha distrital mas perde direco

    Pg.23 Impasse directivo no clube que este ano ga-nhou o Distrital e a Taa do Distrito de vora. Depois de duas assembleias-gerais, o Redondense est sem direco. Em entrevista ao Registo, o tcnico Paulo Sousa diz que o planeamento da prxima temporada est em causa, tal como a participao na III Diviso nacional.

    CulTuRAIntermezzo arranca dia 22

    Pg.18 A msica e dana flamenca do grupo espanhol Serva la Bari marca o incio do Festival Internacional Msicas do Mundo Intermezzo 2011, no prximo dia 22 de Junho. Trata-se de uma iniciativa da Fundao Eugnio e Almeida que trar cidade ritmos de Espanha, ndia e frica, numa srie de espectculos a realizar at Julho.

    SEGuRANA mais trs sinos roubados em igrejas do Alentejo

    Pg.14 Tudo comeou h cerca de dois anos em Be-navila (Avis): Os sinos esto a desaparecer das igrejas do Alentejo. No ltimo fim-de-semana foram roubados mais 3 sinos em bronze que se encontravam em duas igrejas de Marvo. Os crimes esto a ser investigados pela GNR e pela Polcia Judiciria.

    06/07

    Lus Pardal | R

    egisto

    TuRISmo frias low cost em voraSo j trs as unidades hoteleiras de baixo custo a funcionar em vora. Dois hostis ficam localizados junto Praa do Giraldo. Podem no oferecer todas as mordomias de um cinco estrelas, mas ganham no preo e garantem uma aposta no design e na qualidade do servio.

    1111

    Associao ambientalista Quercus atribui qualidade de ouro a 22 praias da costa alentejana, 9 das quais no concelho de Grndola.

    12

    de excelncia22 praias

    D.R

    .D

    .R.

    no Alentejo

  • 2 16 Junho 11

    O discurso do Presidente da Repblica no dia de Portugal revestiu especial importncia, por duas razes: primeiro porque lembrou mais uma vez a necessidade de repensar a necessria coeso territorial que deve existir entre as vrias regies do pas e em segundo lugar porque essa coeso territorial to mais necessria quanto a situao econmica e financeira do pas se agrava, com prejuzo dos mais desfavorecidos que invariavel-mente so as crianas, os idosos e os doentes.

    Por variadas vezes, neste mesmo espao que gentilmente me cedido, tenho referido a impor-tncia do mundo rural numa perspectiva que vai muito alm da funo agrcola, embora nobre, mas que raia a necessidade de manuteno das prprias fronteiras e da prpria dignidade nacio-nal. Nas palavras do Presidente, sabiamente pro-feridas, Redescobrir o valor do interior e do es-pao rural um imperativo de portugalidade...

    preciso manter vivas as tradies, os costu-mes e tudo aquilo que nos identifica e orgulha como regio Alentejo, no nosso caso, mas pre-ciso saber aproveitar sinergias e potencialidades para podermos redescobrir o nosso espao, valo-riz-lo e torn-lo sustentvel, sem o descaracteri-zar. a nica forma de conseguirmos inverter a trgica tendncia do despovoamento. No fcil e exige muita coragem, tambm poltica, no s do poder central mas tambm das prprias au-tarquias, tantas vezes enquistadas na singular preocupao de manuteno de um eleitorado que no interessa renovar. Eu prpria, como de-putada municipal eleita pelo PSD na Assembleia Municipal de Montemor-o-Novo, por vrias ve-zes j apresentei propostas no sentido de fomen-tar a fixao dos jovens e das famlias jovens no concelho, bem como a criao de mecanismos de incentivo fixao de empresrios, que nunca mereceram acolhimento por parte do executivo camarrio. Sequer uma discusso sria.

    Por outro lado, o despovoamento do interior do pas, nunca preocupou o PS nos ltimos seis anos de governao, nunca lhe foi um tema caro. Pelo contrrio, o PS fez tudo o que pde para varrer o interior do pas, desde logo pela centralizao de servios e competncias, esvaziando os servios pblicos, por exemplo, de autonomia adminis-trativa e financeira que lhes permitia dinamizar as economias locais ao nvel dos consumveis, nomeadamente. Esta medida foi dramtica para os pequenos empresrios do distrito de vora, como todos sabemos. Curiosamente, o PS de vora, apesar de se orgulhar de criar protagonis-tas polticos com relevncia nacional, nunca foi capaz de usar a sua influncia poltica junto do poder central no sentido de reivindicar centros de deciso para o distrito, ou de tentar inverter a

    A Abrir

    director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt) Editor Lus Maneta

    propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) paginao Arte&design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); fotografia Lus Pardal (editor) Colaboradores Pedro Galego; Pedro

    Gama; Carlos Moura; Capoulas Santos; Snia Ramos Ferro; Carlos Sezes; Margarida Pedrosa; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Lus Martins Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A. | www.

    funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex distribuio Nacional periodicidade Semanal/

    Quinta-Feira N.depsito legal 291523/09 distribuio Miranda Faustino, Lda

    ficha TcnicaSEMANRIO

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    Acordo de Governo

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    PortugalidadeSNIA RAMOS FERROJurista

    A agricultura na ordem do diaRuI PEdRO AMANtEAgrnomo

    Marginalizada durante anos, a agricultura nacional parece ter hoje a ateno que h muito lhe era devida. H dcadas que a pa-lavra agricultura no fazia parte dos dis-cursos dos principais responsveis polticos nacionais, h anos que o sector no era enca-rado como um sector estratgico para Portu-gal. Contudo, a crise que vivemos voltou a colocar, por fora das circunstncias, a agri-cultura na ordem do dia por estar indiscuti-velmente entre as actividades que mais e me-lhor podem contribuir para a resoluo dos problemas econmicos que atravessamos.

    Portugal tem hoje um dfice alimentar de cerca de 30%, ou seja, o saldo entre o valor bruto da produo nacional de aproximada-mente 7.000 Milhes de Euros e o consumo de quase 10.000 Milhes de Euros da or-dem dos 3.000 Milhes de Euros. Assim, o aumento da produo de alimentos em Portugal contribuir naturalmente para o

    equilbrio oramental ao reduzir o valor das importaes. Todos os euros que podermos poupar na importao de alimentos, so eu-ros a menos nos nossos dfices e na nossa divida externa.

    Assistimos hoje tambm a uma escalada dos preos das matrias-primas e dos ali-mentos nos mercados internacionais, o que coloca o nosso pas numa situao bastante vulnervel. Por exemplo, no caso dos cere-ais, Portugal produz apenas 25% das neces-sidades (produzimos apenas 11% do trigo que consumimos). Qualquer aumento global de preos ter implicaes inegveis ao nvel da economia nacional dada a nossa depen-dncia externa.

    necessrio que Portugal produza mais e melhor! necessrio que Portugal reactive o aparelho produtivo desactivado ao longo das ltimas dcadas fruto de desastrosas perdas de oportunidades e de inconcebveis desper-

    dcios de fundos europeus. A agricultura na-cional foi afundada pelos anteriores governos socialistas que desprezaram e hostilizaram claramente o sector deixando-o beira do co-lapso, sobretudo em reas estratgicas como a produo de cereais e de leite, por exemplo.

    No nos podemos esquecer que de acor-do com a classificao da OCDE, as zonas rurais ocupam 85% do territrio, e a a agri-cultura ainda significa 10% do produto e 15% do emprego. Tambm no nos podemos alhear da importncia da agricultura para o territrio, o povoamento, o ordenamento, a economia ou para a ecologia do pas.

    Assim, com expectativa e alguma ansie-dade que espero pelas novas linhas condu-toras da poltica agrcola nacional. Acredito que pode ser das dificuldades que muitas ve-zes surgem novas oportunidades e por isso acredito que os prximos anos sejam de es-perana para a produo nacional!

    tendncia de centralizao. Ou se o fez, no ob-teve qualquer xito. No serviram, por isso, os interesses dos cidados do distrito, que souberam nas urnas, escrutinar o desempenho poltico do PS.

    Scrates teve uma tendncia quase inexpli-cvel para o litoral e para a grande polis, como homem moderno e urbano que cedo esqueceu a interioridade do seu bero. Parece que pretende agora refugiar-se numa grande metrpole euro-peia e estudar filosofia. Que pena no ter estu-dado filosofia antes de ser Primeiro-ministro. Teria percebido que o Estado de Direito uma falcia se houver cidados de primeira e de se-gunda classes e isso a que assistimos quando a desigualdade social se torna inaceitvel; que no se pode apregoar o Estado Social se a eco-nomia for dbil e no permitir a sustentabilidade das prestaes sociais; que no se pode anunciar o facilitismo e depois exigir rigor, mrito e pro-dutividade.

    Mas mais do que tudo isso, teria aprendido a escutar, a perceber os sinais em vez de se enclau-surar na sua prpria ignorncia e hoje, qui, a situao nacional poderia ser menos dramtica.

  • 3

    Poltica

    Redaco | Registo

    O bispo de Beja, D. Antnio Vitalino, espera que os novos governantes no se deixem levar por compadrios e motivaes secundrias.

    Comentando o resultado das elei-es legislativas em Portugal, no ltimo domingo, o prelado referiu agncia Ecclesia que era mais do