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Edição 222 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 13 de Setembro de 2012 | ed. 222 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Este pode ser o nosso ltimo espetculo 08

    Qualidade da gua e AmbientePg.05 A Conferncia Internacional TEMPRIV 2012, dedicada Eco-Hidrologia e Qualidade Ecolgica de Rios Temporrios, ir realizar-se na Universidade de vora nos prximos dias 12 a 14 de setembro. Realiza-se pela primeira vez em Portugal, e contar com a presena dos melhores investigado-res sobre o tema a nvel internacional; sero apresentados mais de 50 trabalhos realiza-dos na Europa, EUA e Austrlia.

    Joo OliveiraGoverno favorece capitalPg.04 O PCP afirmou ontem que trs meses depois confirma-se a justeza da moo de censura que apresentou e ape-lou a uma luta sem trguas de todos os portugueses, sublinhando que agora a censura ao Governo est nas ruas. O ni-co e verdadeiro objetivo do pacto de agres-so [o programa de assistncia financeira] satisfazer os interesses do capital agra-vando a explorao de quem trabalha.

    Coleco B apresenta-se no BrasilPg.11 A convite da UNESP, a Coleco B, Associao Cultural participa em Trs po-ticas Dissonantes - Escultura Portuguesa Contempornea uma exposio dedicada a 3 artistas plsticos com trabalho na rea da cermica contempornea: Nomia Cruz, Ricardo Casimiro e Virgnia Fris. Esta ex-posio, a decorrer de 10 de Setembro a 8 de Outubro de 2012, na Galeria do Instituto de Artes da UNESP em So Paulo, Brasil.

    Alentejo de Excelncia com novo sitePg.10 Alentejo de Excelncia lan-ou, no passado dia 7 de Setembro, o seu novo website institucional acessvel, no endereo de sempre, em www.alen-tejodeexcelencia.com. Num evento rea-lizado na esplanada Pteo, em vora, em parceria com o jornal Registo, e peran-te algumas dezenas de convidados, foi apresentada a nova imagem da associa-o na internet.

    Figueira Cid

  • 2 13 Setembro 12

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti Ferreira;

    Departamento Comercial comercial@registo.com.pt Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt); Colaboradores Antnio

    Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense Empresa Grfica S.A.

    | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio Nacional Periodicidade

    Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    O perdo da Troika

    A Abrir

    Quando os Portugueses mais precisavam de um Governo forte, competente, conhe-cedor da realidade, eis que ms aps ms se confirma a incapacidade deste Governo em apresentar um caminho, uma luz ao fundo do tnel que amenize os efeitos da poltica de austeridade.

    A semana que passou foi paradigmtica da desorientao de Passos Coelho. Aps meses a recusar juntar-se a colegas seus na Europa e a Antnio Jos Seguro que defendiam a inter-veno do BCE na compra de dvida soberana nos mercados secundrios, aplaudiu a deciso do BCE avanar com esta medida estrutural de combate especulao sobre a dvida dos Estados. Onde andava Passos Coelho, com quem andava Passos Coelho? Durante a 5 Avaliao da Troika, antecipando o fim da avaliao, resolveu apresentar ao pas mais

    austeridade, desta vez castigando no apenas os funcionrios pblicos e pensionistas mas todos os trabalhadores do setor privado.

    A frmula encontrada foi aumentar os im-postos, passando a contribuio para a segu-rana social de todos os trabalhadores e fun-cionrios de 11% para 18%. Em simultneo reduz a contribuio patronal de 23,75% para 18% transferindo rendimento dos particula-res para as empresas, com o argumento de que assim se promove o emprego. Ou seja, na cabea de Passos Coelho e do Governo est a ideia de que com esta reduo de encargos nas empresas elas vo aumentar o investimento e criar emprego. Que falcia, que engano!

    No momento que a procura interna ne-gativa, as pessoas reduzem o consumo por-que no tm dinheiro para comprar bens e servios s empresas e o Governo vai tirar-

    lhes ainda mais dinheiro em cada ms para elas reduzirem ainda mais o consumo? Isto faz algum sentido? No momento em que as nossas exportaes esto em queda face reduo da procura externa o Governo quer convencer-nos que reduzindo os encargos so-ciais estas empresas vo criar empregos? Em que planeta est o Governo a viver? Com esta medida, o Governo vai engordar os lucros das grandes empresas: dos Bancos, da GALP, da PT da EDP, da Distribuio, etc.. e as peque-nas empresas, aquelas onde marido, mulher e filhos esto empregados, iro falncia pois, nestes casos os encargos totais com a Segu-rana Social passam de 34,75 para 36%.

    Um erro grave do Governo, que marcar de forma definitiva a mudana de opinio dos Portugueses sobre Passos Coelho, pois acaba de perder numa semana a credibilidade que e

    a confiana que nele havia sido depositada. Ele prprio sabe que a partir daquela noi-

    te, em que nos deu mais esta prenda, a sua mscara caiu. Neste discurso, algo titube-ante e nervoso, Passos Coelho, mostrando uma profunda insensibilidade, apresentou-se como um Primeiro-ministro sem rasgo, sem ideias, sem capacidade de concretizar a reduo da despesa e das famosas gorduras do Estado.

    A receita a de sempre: um assalto ao bolso dos Portugueses. Onde est o Passos Coelho que contra Scrates vociferava contra o au-mento de impostos e que no aceitaria que se deixasse o Pas a Po e Laranjas? Por este andar e com as medidas adicionais que iro constar no Oramento de Estado para 2013, diria que iremos ficar sem o Po nem com as Laranjas!

    Um Governo deriva, o Po e as LaranjasAntnio SerrAnoDeputado

    Sou social-democrata convicta, acredito na gne-se do partido no qual milito h muitos anos, um partido dialogante, aberto pluralidade de opini-es e defensor da moderao e da convivncia pa-cfica entre homens de credos e raas diferentes, um partido que, apostando na eficcia, valoriza o humanismo, bem como os grandes princpios da justia, da liberdade e da solidariedade; um par-tido interclassista, vocacionado para representar as diversas categorias da populao portugue-sa, e apostado na defesa da cooperao entre as classes sociais como a via mais adequada para a obteno do bem comum e do progresso cole-tivo; um partido que aposta no reconhecimento do mrito e na capacidade de afirmao pessoal e social, cada vez mais necessrias na constru-o de uma sociedade melhor, onde se valorize o individuo como ser individual e onde importa distinguir as capacidades pessoais.

    Tendo como ponto de partida o meu agru-pamento, sinto-me muito defraudada e apre-ensiva, acredito que pessoas motivadas, com-petentes e felizes no desenvolvimento do seu trabalho certamente iro contribuir para a construo de geraes mais capazes de criar uma sociedade mais equilibrada e justa.

    A questo que se coloca como ser pos-svel a obteno de resultados de qualidade, pugnar pelo rigor e pela excelncia sem recur-sos humanos motivados?

    A acentuada concentrao de recursos hu-manos (professores com horrio zero) com uma enorme diversificao de formao, dan-do origem a que um mesmo docente lecione diferentes disciplinas e em diferentes ciclos de ensino conduzir a melhores resultados e sem que para isso se tenham mudado progra-mas, currculos, ou regime de monodocncia?

    Como se combater o insucesso se os do-

    centes que tinham horrio nas escolas viram aumentadas as suas horas letivas, o nmero de alunos por turma e por uma norma que neste momento j no faz sentido (no mesmo grupo no pode haver mais do que um horrio insuficiente) esto assoberbados com turmas, alunos, trabalhos e obrigaes e outros cole-gas no lhe permitido ter turmas para que no haja horrios insuficientes? Professores cujos olhos anseiam por ter turmas, alunos, ensinar, que mostraram atravs do seu de-sempenho serem timos professores !!

    No crescimento do nmero de alunos por turma e de turmas por professor preocupante um aluno passar a ser um rosto entre muitos rostos, por vezes indefinido, e onde at o nome, porque muitos, ser difcil memorizar !!!

    Como podemos falar em ensino individua-lizado, no passaro a haver receitas aplica-das de prescrio nica?

    Que respostas estamos a dar s famlias? Que sucesso estamos a promover? Que apren-dizagens iremos conseguir transmitir? Que cidados estaremos a preparar?

    Estar hoje na escola sofrer silenciosamente, porque ningum nos ouve, a ns que temos tanto para dar, para dizer, para mudar, para construir..

    A educao demasiado importante para que no haja um pacto de concertao entre os vrios partidos polticos e a sociedade (pais, empresas, professores, educadores, in-telectuais e demais pensantes).

    Todos somos importantes na construo de uma melhor escola, de um melhor ensino, ouam-nos, a escola no pode continuar a ser alvo de contnuas mudanas, tem que ser pa-cificada, pensada, avaliada calmamente, dei-xando assimilar primeiro cada nova mudana.

    At quando?

    Um novo paradigmaMAriA De lurDeS britoProfessora

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    Actual

    A censura ao Governo est nas ruas e deve mobilizar foras e vontades para a derrota do pacto de a