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Edição 195 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 23 de Fevereiro de 2012 | ed. 195 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

    PUB

    Jovens exigem medidas e no comisses

    D.R

    .D

    .R.

    Asfixia da classe mdiaPg.08 Hoje a sociologia, entre ou-tras cincias sociais, procura encon-trar explicaes para a nova recon-figurao da classe mdia. Algumas muitas interrogaes que se colocam ao mais comum dos cidados.

    D.R

    .

    03

    Guerra das Laranjas preocupa PSPg.07 O PS pediu recentemente ao Governo, atravs de seis dos seus mais reputados deputados, que tente impedir uma megaproduo que diz estar a preparar-se em Olivena, Espanha, para comemorar a Guerra das Laranjas de 1801.

    SinesCentro de ArtesPg.13 Em Agosto de 2005, inau-gurado o primeiro espao do Centro de Artes, a nova Biblioteca Municipal de Sines, a que se segue, em Novem-bro, o Centro de Exposies.

    Desemprego

  • 2 23 Fevereiro 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt);

    Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense

    Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio

    Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

    ww

    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Visitas de Carnaval

    H anos que assistimos ao encerramento pro-gressivo de servios pblicos no interior do Pas. Tudo em nome da racionalizao, da reduo da Despesa Pblica. Foi o encerra-mento dos postos da Guarda Nacional Repub-licana, das Escolas Primrias, dos Postos dos Correios, das Extenses dos Centros de Sade.

    Agora so os Tribunais Concelhios, sero as Reparties de Finanas, sero Hospitais, sero Escolas Secundrias, sero as Freg-uesias Rurais e muitas Urbanas. Com estas polticas estamos a dar um contributo decisivo para a morte do interior, com a desertificao a acentuar-se e o abandono do mundo rural a aumentar ano aps ano.

    J temos mais de 2 milhes de hectares de terra abandonada em Portugal. J no temos uma fuga do interior para o Litoral; o que te-mos uma fuga do interior para as grandes reas Metropolitanas de Lisboa e Porto. Portu-gal est a Metropolizar-se!

    As Comisses de Coordenao Regional, neste contexto, perdem toda a sua capacid-ade de interveno, sendo por isso esvaziadas de competncias, tornando-se irrelevantes, quando deveriam ser o principal agente de Pla-neamento Regional, coordenando os diversos servios desconcentrados da Administrao Central.

    Sei bem, que o momento atual no permite a abordagem destas questes, vivemos na vora-gem da Troika, da dvida soberana e do dfice. Aceitamos de bom grado, como uma inevita-bilidade, esta morte lenta do interior, esta des-capitalizao social e humana de um territrio abandonado.

    No final, daqui a uns anos, o que ir restar no interior, no nosso Alentejo? Quantos dos nossos filhos aceitaro viver num territrio, onde deixaram de existir servios mnimos?

    Aos que por c ficarem, quantos construiro famlias com pelo menos 2 filhos (como agora se pretende, aps terem tocado os alarmes da quebra acentuada da nossa taxa de Natali-dade), sabendo que aqui no haver nada para lhes oferecer? Enfrentamos este processo de destruio, sem nos opormos, resignados.

    Porm esta poca de crise profunda, poderia ser uma oportunidade para repensar a orga-nizao do Territrio, de forma equilibrada. Mas quem pensa? Ao nvel Poltico no h ca-pacidade, face urgncia das medidas da Troi-ka e face ao infeliz modelo de Governo adot-ado por Pedro Passos Coelho, que misturou o Ordenamento do Territrio com o Ambiente, Agricultura e o Mar.

    Uma verdadeira confuso! O pensamento est nas Universidades que possuem diversos Investigadores especialistas nestas reas e que deveriam ser reunidos num Painel Cientfico independente para apresentar propostas ao poder Poltico. Esta tarefa urgente.

    No acredito nestes avanos experimental-istas em curso com o reforo de Competncias das Comunidades Intermunicipais, falta-lhes a legitimidade poltica para tomada de decises de interesse geral.

    Seria prefervel proceder a um modelo de re-foro efetivo das Comisses de Coordenao, com a eleio do seu Presidente e de uma As-sembleia Regional, numa aproximao a um modelo de Regionalizao. Estas entidades, pela sua proximidade, deveriam garantir a sus-tentabilidade social e territorial e uma eficaz articulao com o nvel Central da Adminis-trao.

    Estamos a perder tempo e a oportunidade para implementar uma verdadeira mudana. Falta vontade poltica, para evitar a morte lenta do interior num processo inexorvel.

    Morte lenta do Interior

    Antnio SerrAnoDeputado

    No. Esta crnica no sobre futebol e muito me-nos sobre qualquer arte marcial que implique a utilizao dos ps como arma de defesa ou instru-mento de ataque.

    sobre uma certa forma de lidar com os com-promissos assumidos, no os cumprindo nem as-sumindo que no se pretendem cumprir.

    Refiro-me obviamente ao pagamento dos va-lores em dvida aos agentes culturais, desportivos e sociais e ao cumprimento dos protocolos assumi-dos com as freguesias do concelho.

    O exemplo dos agentes culturais paradigmtico e merece umas linhas de enquadramento cro-nolgico.

    Os apoios referentes ao segundo semestre de 2009 no foram pagos porque no havia dinheiro. Em 2010 descobriu-se, de repente, que no se pode-ria tomar a deciso de os atribuir sem a existncia

    de um regulamento, como tal iniciou-se o processo de o construir, que terminou quase no final de 2011. Como tal regulamento no se poderia aplicar ret-roactivamente, quem gere o municpio veio dizer, entristecido, que at gostava de atribuir apoios fi-nanceiros actividade regular de 2010 mas tal era legalmente impossvel.

    J em Novembro de 2011 terminou o concurso para a atribuio dos apoios desse mesmo ano. Na minha opinio, o regulamento mau, as concluses do jri que atribui classificaes medocres a todos os concorrentes no lembra ao diabo, mas a cmara municipal deliberou a atribuio daqueles apoios e aprovou os modelos de protocolo a celebrar entre o municpio e os agentes seleccionados.

    Estamos em Fevereiro de 2012 e o municpio lanou o concurso para este ano. Entretanto, no foram sequer assinados os protocolos referentes a

    A tctica do pontap para a frenteeDuArDo LuciAnoAdvogado

    2011 e como tal no houve lugar ao pagamento das verbas atribudas, podendo dizer-se que, de facto, nada devido porque os compromissos no foram contratualmente assumidos.

    Provavelmente teremos os resultados do con-curso para o corrente ano, sem que tenha sido cum-prida a deliberao de cmara relativa a 2011.

    E temos assim quase trs anos completos sem apoio financeiro actividade regular e sem nunca se ter ouvido ou lido que o municpio de vora no pretende apoiar os agentes culturais do concelho.

    Nem paga nem assume que no apoia. a chamada terra de ningum. Para o municpio os apoios esto atribudos, apenas com o pormenor de no haver dinheiro para os concretizar, para os agentes o resultado zero.

    Com o cumprimento dos compromissos com as freguesias a situao no muito diferente, com

    o municpio a dever dezenas de milhares de euros sem encontrar soluo para reduzir gradualmente as dvidas.

    neste quadro que as freguesias do concelho tm vindo a ser contactadas no sentido de lhes ser transmitidas duas coisas: no h dinheiro e a C-mara pretende reduzir as transferncias em pelo menos 20%.

    Perguntam-se alguns eleitos nas freguesias, com razo, qual a necessidade de reduzir uma transfer-ncia que no feita? O objectivo no certamente poupar, porque maior poupana do que a que existe agora ser difcil de obter.

    Parece-me que o objectivo o cumprimento da tal tctica do pontap para a frente e manter a bola longe da rea espera que o jogo acabe.

    Quem vier atrs que feche a porta e o ltimo a sair que apague a luz.

  • 3

    Actual

    Governo cria comisso para estudar e combater o desemprego jovem mas Seguro exige medidas.

    Antnio Jos Seguro afirmou, que os jo-vens exigem do Governo medidas e no comisses para combater o desemprego, reiterando que o Executivo de direita no est preparado para enfrentar as di-ficuldades.

    O que os jovens portugueses exigem do Governo so medidas, no so comisses, afirmou Seguro, quando questionado so-bre a nova Comisso Interministerial de Criao de Emprego e Formao Jovem.

    Seguro salientou que um executivo que ao fim de oito meses em funes vai criar uma comisso para apresentar e estudar medidas naturalmente um Governo que no estava preparado para enfrentar estas dificuldades.

    Seguro acusou Passos Coelho de estar a enterrar o pas com as suas receitas para a crise, confrontando-o com uma taxa de desemprego de 14 por cento em De-zembro de 2011, quando a previso para Dezembro de 2012 era de 13,4 por cento, segundo o Oramento do Estado.

    O lder socialista teceu duras crtica