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Edição 208 do Semanário Registo

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  • www.registo.com.pt

    SEMANRIO Director Nuno Pitti Ferreira | 24 de Maio de 2012 | ed. 208 | 0.50

    O Melhor Petisco | Rua Catarina Eufmia , 14Horta das Figueiras | 7005-320 vora

    266771284

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    Balonismo Com base na experincia acumulada na organizao do Festival Internacional em Bales de Ar Quente, que se organiza desde o ano de 1997, foi o Alentejo sem Fronteiras Clube de Balonismo, convidado pela Real Federao Aeronautica Espanhola, e Federao Portuguesa de Aeronautica a organizar os Campeonatos Nacionais de Portugal e Espanha e a IV edio da Taa Ibrica.

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    Grande medalha de ouro para Monsaraz premiumO vinho tinto Monsaraz Premium 2008, da Car-mim, a maior empresa produtora de vinhos do Alentejo, foi galardoado com a Grande Meda-lha de Ouro no Concours Mondial de Bruxelles 2012, que este ano decorreu em Guimares, de 4 a 6 de Maio.

    A edio deste ano do concurso apreciou mais de 8.397 vinhos de mais de 52 pases produto-res, o que transforma esta competio num dos maiores eventos mundiais da rea. Desde 2006 que o Concours Mondial de Bruxelles visita v-rias regies produtoras da Europa, tendo j pas-

    sado por Lisboa, Maastricht, Bordus, Valncia, Palermo e Luxemburgo. Recorde-se que falam de um vinho j anteriormente premiado. Este vinho tinha merecido o Primeiro Prmio na edio de 2011 do Concurso de Vinhos Engarra-fados do Alentejo.

    Bales de volta aos cus de Alter e Fronteira

    Rui Rosado em entrevistaPg.08 Presidente da Associao Cho dos Meninos, Rui Rosado, mdico e cirurgio peditrico, fala das crianas e jovens em risco e da realizao da s-tima edio da Semana de Preveno dos Maus-Tratos infantis que se realiza ao longo desta semana, por todo o dis-trito de vora, com inumeras manifes-taes de arte, cultura, desporto, expo-sies, workshops e um seminrio que ocorre amanh intitulado Coisas desse Gnero: do Risco Proteco.

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    Escrita na Paisagem 2012Pg.11 O Festival Escrita na Paisa-gem regressa ao Alentejo, nos meses quentes de Vero, para a sua 9 edio. Sempre de olhos postos na paisagem e em novas formas de pensar o terri-trio, enquanto espao cultural e ar-tstico.

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  • 2 24 Maio 12

    A Abrir

    Director Nuno Pitti Ferreira (nuno.pitti@registo.com.pt)

    Propriedade

    PUBLICREATIVE - Associao para a Promoo e Desenvolvimento Cultural; Contribuinte 509759815 Sede Rua Werner Von Siemens, n.16 -7000.639 vora - Tel: 266 751 179 fax 266 751 179 Direco Silvino Alhinho; Joaquim Simes; Nuno Pitti

    Ferreira; Departamento Comercial Teresa Mira (teresa.registo@gmail.com) Redaco Lus Godinho; Pedro Galego Fotografia Lus Pardal (editor) Paginao Arte&Design Luis Franjoso Cartoonista Pedro Henriques (pedro.henriques@registo.com.pt);

    Colaboradores Antnio Serrano; Miguel Sampaio; Lus Pedro Dargent: Carlos Sezes; Antnio Costa da Silva; Marcelo Nuno Pereira; Eduardo Luciano; Jos Filipe Rodrigues; Jos Rodrigues dos Santos; Jos Russo; Figueira Cid Impresso Funchalense

    Empresa Grfica S.A. | www.funchalense.pt | Rua da Capela da Nossa Senhora da Conceio, n 50 - Morelena | 2715-029 Pro Pinheiro Portugal | Telfs. +351 219 677 450 | Fax +351 219 677 459 ERC.ICS 125430 Tiragem 10.000 ex Distribuio

    Nacional Periodicidade Semanal/Quinta-Feira N.Depsito Legal 291523/09 Distribuio PUBLICREATIVE

    Ficha TcnicaSEMANRIO

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    w.egoisthedonism

    .wordpress.com

    Pedro H

    enriques | Cartoonista

    Processos sem fim...

    A anlise dos fenmenos desportivos do ponto de vista sociolgico permite-nos compreender o significado social do des-porto, os problemas que este coloca ou at mesmo o campo de ao que oferece para a explorao de reas da estrutura social e do comportamento as quais, em alguns casos, so relegadas para um plano secundrio nas teorias sociais.

    A prtica desportiva nas sociedades con-temporneas ocupa uma centralidade no la-zer das pessoas e comunidades, permitindo momentos de satisfao e de alguma excita-o face ao fenmeno desportivo. Na essn-cia desta prtica, esto valores nucleares. A construo de bons cidados, esprito de equipa e solidariedade, respeito pelos outros e, fundamentalmente, a influncia para esti-los de vida saudveis so, inequivocamente, os principais ganhos da prtica desportiva.

    Hoje, o olhar recai sobretudo para o me-diatismo do desporto profissional, princi-palmente para as lgicas de atuao que es-to por detrs do futebol de alta competio. Aqui, a essncia ser outra!

    Feito este prembulo, quero hoje aqui enaltecer o papel e o mrito duma coletivi-dade local. Muitas vezes, o anonimato torna obscuro mrito de muitos que trabalham em prol da verdadeira essncia do desporto. Fa-zem-no sem milhes, sem mediatismo, mas com um amadorismo nuclear na contamina-o de valores fundamentais para muitos jo-vens. Estou certo que muitas coletividades sero merecedoras deste louvor. Porm, no

    posso deixar de enaltecer a ao do vora Andebol Clube junto dos jovens em geral, e de uns em particular.

    Este fim-de-semana, os midos vo-ra foram a Lisboa vencer o Sport Lisboa e Benfica (simBenfica) em sua casa por 24-26, conquistando uma liderana que lhe garantiu uma passagem fase final do Cam-peonato Nacional de Infantis masculinos que ir decorrer em Braga. To importante como o feito a dinmica que est por de-trs da conquista.

    Este exemplo de dedicao de dirigentes, treinadores e pais constitui um case study em como possvel formar jovens para estilos de vida saudveis, fomentando a unio e chegando a patamares bastante elevados de conquista.

    Hoje, mais do que nunca, faz todo o sen-tido priorizar apoios pblicos para a susten-tao destas coletividades. A sua proximi-dade com os atores sociais, o envolvimento desprovido de intenes dbias e o conheci-mento das necessidades, so trunfos resul-tam em sucesso. Em tempos de austeridade em que a toada do discurso dominante a restrio, no se podem deixar ruir os pila-res nucleares da sociedade. Se o investimen-to pblico no for para estes exemplos de mrito, mal estar uma sociedade que no valoriza aqueles que trabalham com os jo-vens, mal estar uma sociedade que no in-veste hoje, naquilo que vai colher amanh.

    Ao vora Andebol Clube aqui fica o re-conhecimento pblico por alimentarem a essncia do desporto!

    O desporto na sua pura essncia

    Joaquim FialhoProfessor universitrio

    Mantendo firme o propsito de responder ao ex-ministro Antnio Serrano, procu-rando ter algum cuidado para no faltar verdade ou cometer inexactides, preocu-paes que, manifestamente, no perpassa-ram pelo esprito do senhor quando escre-veu o seu artigo, que chega a ser mentiroso, relapso e contumaz.

    Em primeiro lugar quero recordar-lhe que antes de chefiar o Ministrio da Agricultura, foi nomeado pelo tristemente clebre Jaime Silva Director do Gabinete de Planeamento e Polticas, vindo mais tarde a substitui-lo, e gozar da enorme vantagem de vir a seguir a um dos Ministros da Agri-cultura mais odiados por todos os agentes do sector.

    Apresentou-se desde o incio como a sua anttese: enquanto o primeiro espalhou a sua arrogncia, intransigncia e antipatia, o segundo transmitiu humildade, compre-enso e simpatia, prometendo tudo a todos. Por isso ainda encontro mais estranho o t-tulo do seu artigo Imagem e Demagogia em Poltica; poucos devem ter tido tanta preocupao com a imagem e abusado da demagogia como V. Ex.. Seno vejamos o que aconteceu em 6 anos de desgoverno socialista:

    - Reviso do Parcelrio? Nada, a no ser multas para Portugal e penalizaes para os Agricultores.- Reforma dos seguros? Ficamos a dever quase 100 milhes de euros.- Bolsa de Terras? melhor no, que d muita celeuma.- Rever a legislao f lorestal, simplifi-cando-a e tornando-a um instrumento do desenvolvimento da Floresta? Nem pen-sar.- Rever a lei dos Baldios em beneficio dos compartes e do pas? Cuidado para no ser impopular.- Financiamento das medidas de sanidade animal? Quem vier atrs que pague.- Concluso do Empreendimento de Fins Mltiplos de Alqueva? Dvida, promes-sas e mais dvida.

    Por tudo isto j se v a oportunidade do ar-tigo atrs citado. Pensar que fomos assal-tados por uma amnsia colectiva? Como se diz em Baleizo: Quem viu morrer Cata-rina no perdoa a quem matou! e o senhor fartou-se de matar Catarinas, ou seja a es-perana de muitos portugueses.

    No que diz respeito a uma anlise mais pormenorizada do seu escrito, detectamos vrias imprecises, erros grosseiros ou simplesmente alguma ignorncia, seno ve-jamos:

    - Nunca a Senhora Ministra disse que se tratava das ltimas terras da reforma agrria, muito menos que se tratava de um leilo, apenas afirmou que iam ser abertos concursos para cerca de 600 ha de terras que estavam na posse do Estado. Ao contrrio do que afirma, a terra onde ocorreu a entrevista televiso era uma terra que fazia parte do lote objecto de

    concurso.- Nos termos do Cdigo Civil, a proprie-dade abandonada pertence ao Estado. Aquilo que a proposta de Lei do Governo faz dar 10 anos, aps o reconhecimento do abandono, para que eventuais proprie-trios possam reclamar as propriedades em questo. - Foram de facto anunciadas ajudas no mbito, no do combate seca, mas sim no mbito da minimizao dos efeitos da seca para os agricultores. Algumas das medidas so de mbito estritamente na-cional, e outras careceram de autorizao comunitria. As primeiras so, de facto, no valor aproximado de 40 Milhes de Euros. Mas o ex-Ministro Serrano devia saber (e sabe, da estar a ser intelectual-mente pouco honesto) que algumas delas no se traduzem em acrscimo de despe-sa, mas sim em isenes (diminuio de custos para os agricultores). o caso da iseno da taxa de recursos hdricos e o caso da segurana social, entre outras. Todas as outras esto j em funciona-mento, com agricultores inscritos e con-venientemente dotadas do ponto de vista oramental.- No que diz respeito s Medidas de Sa-nidade Animal