politicas publicas e de infraestrutura

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POLTICAS DE INFRAESTRUTURA

Transporte Rodovirio Transporte Hidrovirio Transporte Ferrovirio Transporte Martimo Aviao Civil Energia Eltrica Combustveis Petrleo e Gs Gesto Estratgica da Geologia, Minerao e Transformao Mineral Oferta de gua Gesto de Riscos e Resposta a Desastres Comunicaes para o Desenvolvimento, a Incluso e a Democracia Moradia Digna Saneamento Bsico Mobilidade Urbana e Trnsito

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TRANSPORTE RODOVIRIO

O Brasil o quinto pas do mundo em extenso territorial e, apesar de possuir extensa malha de rodovias, apresenta uma baixa densidade de cobertura viria. Os mais de 62 mil quilmetros de vias federais pavimentadas refletem, em especial, os avanos conseguidos principalmente na dcada de 70, quando o pas direcionou seus investimentos para o modal. No entanto, estes investimentos diminuram gradativamente at seu ponto mais baixo, em meados dos anos 90, tendo comprometido a qualidade da malha em face necessidade do setor e da expanso da economia nacional. O modal rodovirio compe o Sistema Nacional de Viao (SNV), o qual constitudo pela infraestrutura fsica e operacional dos vrios modos de transporte de pessoas e bens, compreendendo os subsistemas rodovirio, ferrovirio, aquavirio e aerovirio. Quanto jurisdio, este composto pelo Sistema Federal de Viao e pelos sistemas de viao dos Estados, Distrito Federal e Municpios. O principal modo de transporte no Brasil o rodovirio, respondendo por mais de 58% do volume de movimentao nacional de cargas, e 48% do transporte interestadual de passageiros. A malha rodoviria brasileira organizada por esfera de jurisdio (federal, estadual e municipal), dividindo-se em estradas planejadas e implantadas. As rodovias federais implantadas, por sua vez, se dividem em pavimentadas (62.093 km) e no-pavimentadas (13.759 km), ou seja, 82% das vias implantadas so pavimentadas. Visto a significncia da malha, h necessidade de assegurar condies permanentes de trafegabilidade, segurana e conforto aos usurios das rodovias federais, por meio da manuteno das vias e da adequao e recuperao da capacidade estrutural das pontes em estado crtico. Conjuntamente com a manuteno, pretende-se adequar a capacidade de mais 4.562 km, atravs de duplicao, construo de terceiras faixas e outras alteraes de geometria da via. Em relao a adequaes, deve-se tratar tambm da ordenao do trfego rodovirio de passagem nos trechos de permetro urbano dos municpios que possuam nvel de servio inadequado ou alto ndice de acidentes, por meio de construo de contornos ou anis rodovirios e de travessias urbanas. No obstante, importante primar tambm pela maior segurana ao usurio e a conservao da infraestrutura rodoviria, por meio da ampliao da fiscalizao e da utilizao de sistemas e equipamentos de controle dos limites de velocidade e de pesagem contnua. As polticas pblicas para a rea de transportes passaram por perodos de baixos nveis de investimentos no setor e perda da capacidade de planejar as intervenes. 190

Nesse contexto, o Plano Nacional de Logstica e Transportes (PNLT) representa uma busca pela retomada do planejamento nacional de transportes no pas, apresentando uma viso de mdio e longo prazo. Desta forma, o objetivo do Plano perenizar instrumentos de anlise, sob a tica logstica, para dar suporte ao planejamento de intervenes pblicas e privadas na infraestrutura e na organizao dos transportes, de modo a permitir que o setor possa contribuir para a consecuo das metas econmicas, sociais e ambientais do pas, rumo ao desenvolvimento sustentado. As projees apresentadas no PNLT direcionam investimentos na matriz de cargas do pas de forma a induzir o aumento da participao dos demais modais, sem deixar, contudo, de expandir o modal rodovirio, aproveitando os potenciais e as particularidades intrnsecas de cada um. Os desafios relacionados ao tema so complexos e abrangem todo o territrio nacional. Nesse sentido, buscando-se a adequao da malha rodoviria brasileira e o desenvolvimento nacional e regional, instituiu-se o PAC, acarretando no retorno e ampliao dos investimentos no setor, permitindo uma melhora nos ndices de qualidade da malha e a expanso de trechos integradores do territrio nacional. Atualmente, 57% da malha federal pavimentada classificada como boa ou tima (DNIT, 2010). Como forma de gerir a malha rodoviria com maior volume de trfego, sem comprometer as condies de uso futuro e agregando servios prestados aos usurios, as concesses surgem como alternativa complementar para a expanso dos investimentos necessrios ao setor. O programa de concesso rodoviria para a explorao de trechos da malha nacional, ao todo, concedeu aproximadamente 14.920km de vias, sendo 7.070 km de trechos estaduais e 7.850 km de trechos federais. O modelo atual de concesses foi aprimorado de forma que a modicidade tarifria e a melhoria contnua da prestao de servios norteiem a nova fase do programa. A mudana do modelo de concesso trouxe uma reduo da tarifa mdia de pedgio para R$ 4,80/100 km (ABCR/ANTT, 2011). Em estudos, h a previso de concesso de outros 2.234 km de vias federais, visando ampliar a oferta da prestao de servios aos usurios das rodovias federais, propiciando mais segurana e qualidade no deslocamento. Alm de atender s necessidades que o transporte rodovirio possui, h tambm oportunidades que devem ser buscadas em prol do pas. Integraes regionais, interestaduais e tambm com pases vizinhos favorecem o desenvolvimento e o atendimento dos fluxos. Melhores integraes com outros modais de transportes, como acessos aos portos, e pontes sobre travessias fluviais que tambm so prioritrias para o setor. Desta maneira, em relao malha federal, projeta-se a expanso ou implantao de 7.475 km das quais 4.451 km so eixos nacionais de grande relevncia, 1.208 km de rodovias fronteirias e mais 1.816 km de rodovias de integrao nacional na Regio Norte do Brasil, buscando desta forma a conexo dos Estados, a expanso do desenvolvimento e a ligao entre os pases sulamericanos. 191

Em sntese, a melhoria da infraestrutura rodoviria do pas implica realizao continuada de investimentos em obras de pavimentao, adequao e manuteno da malha rodoviria brasileira, em todas as regies e vetores logsticos, considerando-se a particularidade de cada um, objetivando a perenidade da qualidade do estado fsico das rodovias e a integrao de novas regies ao restante do territrio.

TRANSPORTE FERROVIRIOFundamental para o desenvolvimento logstico e para uma maior integrao do territrio nacional, o modal ferrovirio tem como caracterstica marcante a elevada capacidade de carga. Alm de comportar grandes volumes, o modal se destaca pela eficincia energtica, quando comparado ao transporte rodovirio. Um pas com a dimenso territorial brasileira e com grandes volumes de carga agrcolas e minerais no pode prescindir de uma alternativa logstica estratgica como as estradas de ferro. O planejamento governamental para o setor procura promover a mudana na matriz de transportes por meio da consolidao dos seguintes eixos estruturantes: Ferrovia Norte-Sul, Nova Transnordestina, Integrao Oeste-Leste (FIOL), Integrao CentroOeste (FICO), Ferronorte e Ferrovia do Pantanal, aumentando a participao do modal de 25% da matriz de transporte de cargas no pas para 35% em 2025. Para tanto, necessrio, alm das construes de novas ferrovias, adequaes de trechos ferrovirios (com duplicaes de linhas, mudana de geometria ou compatibilizao de bitolas) e maior ordenamento do trfego em permetros urbanos, visando reduo do nmero de acidentes (atualmente em 15 acidentes a cada milho de quilmetros percorridos) e melhorando a operao ferroviria. Outra vantagem competitiva do modal ferrovirio est no custo de fretes mais baixos no comparativo com as rodovias, mas devido fragmentao dos trechos geridos por diferentes operadores, no h concorrncia entre eles. No intuito de aumentar a competitividade no transporte ferrovirio, est sendo proposto um novo modelo para as concesses, visando a entrada de novos usurios e a reduo no custo do frete. A malha ferroviria nacional, em 2010, chegou a 29.785 km, sendo que grande parte est concentrada nas regies Sul, Sudeste e no litoral nordestino. O crescimento para os prximos anos se dar de forma a melhorar o escoamento da produo agrcola e mineral, ampliando o acesso aos portos, viabilizando trechos inoperantes por meio de conexes ferrovirias e expandindo o sistema em bitola de maior capacidade, sendo que a meta para o perodo do Plano a construo de 4.546 km de vias. 192

O transporte ferrovirio tambm necessita de maior integrao com outros modais e tambm do pas com os demais pases da Amrica do Sul, fortalecendo os eixos de integrao e desenvolvimento. Em 2010, o modal movimentou 818.942 toneladas de carga entre exportaes e importaes com os pases sulamericanos. Objetiva-se, com o Plano, perenizar instrumentos de anlise, sob a tica logstica, para dar suporte ao planejamento de intervenes pblicas e privadas na infraestrutura e na organizao dos transportes, de modo a que o setor possa contribuir para a consecuo das metas econmicas, sociais e ambientais do pas, rumo ao desenvolvimento sustentvel. Atualmente, os esforos concentram-se no transporte de cargas. Em 2010, foram transportados 435 milhes de toneladas de cargas, com previso de atingir 530 milhes de toneladas em 2011. O ndice Toneladas por Quilometro til Transportadas (TKU) utilizado no modal ferrovirio para representar sua produtividade, que calculada multiplicando a carga til transportada pela distncia percorrida. De 1997 a 2010, a produtividade ferroviria cresceu 104%, chegando a 278 bilhes de TKUs no ltimo ano. Aliado a esse crescimento, os empregos diretos e indiretos aumentaram 131%, atingindo 38 mil postos. Outro importante ponto da poltica o desenvolvimento do transporte interestadual de passageiros, que, no ano de 2010, respondeu por apenas 2% da matriz. O projeto de Trens de Alta Velocidade (TAV) pretende promover a implantao de modernas tecnologias, voltadas para o