Jornal Domingo em Casa 26ª edição

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Jornal Domingo em Casa 26 edio

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<ul><li><p>eM andaMentoLixo domstico ter destinao mais correta com a construo de aterro sanitrio em Sete Lagoas. pg. 6</p><p>apoio paRa o eSpoRteDeputado Dulio de Castro e prefeito Maroca assinam convnio que bene ciar esporte amador. pg. 19</p><p>diStRiBuio gRatuita naS ReSidnciaS. naS BancaS R$ 0,50</p><p>doMingo eM caSaRotina para uma melhor qualidade de vida inclui alimentao balanceada e atividade fsica. pgs.4 e 5</p><p>A SADe peRFeITA</p><p> ANo 1 | eDIo 26 | SeTe lAGoAS | 15 A 21 De JANeIRo De 2012</p></li><li><p>2 opinio Domingo em Casa 15 a 21 De janeiro De 2012</p><p>Publicao do Consrcio Domingo em Casa CNpJ - 13.807.194/0001-83Rua Santa Catarina 1713-ABairro Boa Vista - Sete Lagoas-MG (31) 3026-1700CEP 35700-086Diretor executivo e comercial - Marclio MaranDiretor de redao/editor responsvel - Almerindo Camilo (2709/MG)Jornalista freelancer - Herivelton Moreira da CostaDiagramao - Antonio Dias e wanderson Fernando DiasTiragem - 10.000 exemplaresImpresso - O Tempo Servios grficos (Contagem-MG)Representante comercial BH - AC&amp;S Mdia Ltda (31) 2551-7797Representante comercial Sete lagoas - Agncia guia (31) 3775-1909Representante comercial Sp, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938</p><p>oS ARTIGoS ASSINADoS No expReSSAm NeCeSSARIAmeNTeA opINIo DeSTe JoRNAl.</p><p>doMingo eM caSa</p><p>O retrato enigmticoCheguei outro dia em uma casa </p><p>para uma visita profissional e, ao olhar para a parede, vi diversos retra-tos. Chamou-me ateno a diversida-de de retratos em quadros antigos, outros modernos, alguns at mesmo irreconhecveis talvez, por causa da exposio ao tempo. Como sou curio-so por natureza, resolvi, enquanto esperava uma pessoa, ater-me aos re-tratos. Parecia que o morador preten-dia colocar ali toda sua rvore genea-lgica. Realmente era algo inusitado para mim. Eram mais ou menos, sem exagero, uns duzentos quadros. Em dado momento, olhei para um dos quadros e vi que ele estava coberto por uma espcie de pano cintilante. A altura do quadro no me permitia ver atravs do pano o seu contedo, mas, pela distncia que ele fora colocado, percebeu-se que o morador no pre-tendia que outras pessoas pudessem ter acesso.</p><p>Fiquei aguardando meu anfi-trio, louco para que ele, ao chegar, dentro de nossa conversa, pudesse me esclarecer o contedo daquele re-trato e do porque ele estaria coberto. No demorou muito e fui interrom-pido com um boa tarde. Era a pes-soa a quem fui procurar. iniciamos nosso dilogo, mas no me cansava de olhar para a parede. Logicamen-te, ele percebeu minha ansiedade e manifestou-se dizendo:</p><p>- Voc deve estar se perguntan-do sobre aquele retrato coberto. </p><p>Vou lhe dizer o significado e que voc descubra por voc mesmo, de quem a foto que nele se encontra. Venho de uma descendncia de ho-landeses que em tempos passados eram considerados nobres. Com as constantes crises na Europa, meus antepassados se mudaram todos de uma s vez para o Brasil. Contrata-ram um barco e velejaram durante semanas at que uma onda gigante empurrou o navio sobre penhascos de uma ilha na costa brasileira e praticamente todos morreram. To-dos, menos um casal, recm-casado que foi encontrado em uma praia. Estavam abraados a esse quadro e desmaiados. Nossa histria conta que esse mesmo pano estava enro-lado no retrato e, por superstio ou algo parecido, ningum ousou ver o retrato. Das bagagens espalha-das na praia, pouco se aproveitou, exceto vrios retratos. Esses meus antepassados foram guardando re-tratos e hoje sou responsvel, como guardio, a zelar pela nossa histria. Voc deve estar se perguntando so-bre o contedo do retrato que atra-vessou eras com minha famlia, mas confesso que no sei. Nunca ousei verificar. S sei que todas as vezes que me sinto deprimido, confuso, preocupado ou sem f, me apego a ele, e tudo volta ao normal.</p><p>Despedi-me do meu anfitrio pensativo. E at hoje tenho indaga-es sobre o retrato enigmtico.</p><p>Marclio Maranmaran@domingoemcasa.com.br</p><p>duke</p><p>por uma copa lusfonaA Copa de 2014 uma ti-</p><p>ma oportunidade de difuso da lusofonia em mbito global. O mesmo esforo dos organiza-dores para que os brasileiros aprendam o ingls bsico deve ser despendido para que os tu-ristas que aqui viro aprendam a se comunicar em portugus.</p><p>Entretanto, fcil identifi-car o afloramento de resduos da submisso colonialista que ainda permeiam nossa cultura. O discurso de alguns adverte que, se no falar ingls, o bra-sileiro vai passar vergonha pe-rante o estrangeiro.</p><p>Durante a Copa, a maioria dos turistas vir de pases onde no se fala o ingls. Por que no convid-los ao aprendizado do portugus? Ser mais fcil en-tendermos o parco portugus dos estrangeiros do que tentar uma comunicao entre duas pessoas que no so habitua-das com o ingls.</p><p>Defender a lusofonia no xenofobia idiomtica. valo-rizar a diversidade lingustica como patrimnio da huma-nidade. Esforar-se para se comunicar na lngua do lugar visitado no s manifestao </p><p>de deferncia aos anfitries. uma demonstrao de civilida-de planetria e da capacidade de aprender um com o outro, mesmo que esse outro parea ser menos servido social e eco-nomicamente.</p><p>No se discute a pratici-dade do ingls como a lngua da globalizao. Mas o mes-mo princpio no se aplica quando estamos turistas. Ser turista um estado de esprito temporrio onde nos rendemos ao ldico. O turista deseja estar-se rabe quan-do visita as naes rabes. </p><p>Estar-se japons quando visita o Japo. E, certamente, desejar estar-se brasileiro quando visitar o Brasil. Somen-te entendero o contexto do termo estar-se entre aspas se souberem a sua usabilidade no idioma original.</p><p>A sonoridade e os belos sig-nificados da lngua portuguesa facilitam a linguagem romn-tica. A perfeita harmonia entre letra e ritmo favorece a musica-lizao. O samba e a bossa nova so universalmente entendidos porque as palavras lusfonas so fceis de tamborilar.</p><p>O portugus o oitavo idioma mais falado em todo o mundo, e o terceiro no lado ocidental do globo. Mas na internet que revela sua di-menso. o quinto idioma mais digitado na internet. A tendncia ultrapassar o japons, o quarto colocado, porque na web os japoneses utilizam mais o ingls do que a sua lngua materna, mesmo fenmeno que acontece nos demais pases asiticos.</p><p>O turismo da Copa de 2014 uma oportunidade de entrelaamento cultural luso-global que no deve ser desperdiada. O quo seria fantstico promover o encon-tro entre Policarpo Quaresma e Dom Quixote e entre os di-lemas existenciais dos irmos Karamazov e de Brs Cubas.</p><p>Alm dos craques da bola, a cultura lusfona produz tambm craques da palavra. Uma seleo formada por Car-los Drumonnd de Andrade, Fernando Pessoa, Cames, Saramago, Machado de As-sis, Lima Barreto, Guimares Rosa, Cora Coralina, Clarice Lispector, dentre muitos.</p><p>Jos Luiz Almeida CostaConsultor em inovaes</p></li><li><p>3cidade Domingo em Casa 15 a 21 De janeiro De 2012</p><p>Representantes da empresa estiveram com o prefeito Maroca para acertar detalhesDepois de cumprir prazos </p><p>dos processos de licenciamento, a Caterpillar, vai iniciar as obras de instalao de sua fbrica em Sete Lagoas, no bairro Cidade de Deus. O gerente geral da empresa, Jos Floriano Xavier, esteve com o prefeito Mrcio Maroca ultimando os detalhes finais da obra. A fbri-ca de locomotivas vai gerar 600 empregos diretos na cidade, com investimentos de US$ 70 milhes. </p><p>O empreendimento da Cater-pillar ficar numa rea de 100 mil metros quadrados. O local era a sede da antiga oficina da FCA, empresa controlada pela Cia Vale do Rio Doce. Em agosto de 2011 a Caterpillar havia informado que j contava com encomenda prvia de 21 unidades do modelo SD70 (diesel eltrica), tornando Sete </p><p>Lagoas primeira cidade do mundo a produzir locomotivas diesel el-tricas fora da Amrica do Norte. </p><p> Estamos finalizando alguns processos de licenciamento para que possamos iniciar a obra. Estamos oti-mistas e satisfeitos em estreitar essa parceria com o municpio e formalizar nosso contato com a comunidade da cidade, destacou Jos Floriano. </p><p>Fundada em 1922 nos Estados Unidos, a Progress Rail Service (PRS), controladora da Caterpillar, lder mundial na fabricao e ma-nuteno de motores de trao. No Brasil, a PRS iniciou as operaes h trs anos no setor de equipa-mentos e servios de manuteno de trens e metros, aps a aquisio da empresa MGE Transportes, se-diadas nas cidades paulistas Diade-ma e Hortolndia.</p><p>caterpillar finaliza projetos</p><p>Reunio Prefeito Maroca recebeu diretores da Caterpillar em seu gabinete</p><p>MARCELO RiBEiRO/COMUNiCAO PMSL</p></li><li><p>4 Sade Domingo em Casa 15 a 21 De janeiro De 2012</p><p>a todo vapoR No Sesc, a dona de casa Maria Augusta pratica diariamente atividades fsicas; duas vezes ao dia ela se dedica aos exerccios fsicos</p><p>Endocrinologista em Sete Lagoas alerta para o problema da obesidade e incentiva atividade fsica e alimentao balanceada para uma vida melhor Por Gerlice Rosa</p><p>incio de ano e uma velha promessa vem tona: fazer atividade fsica e perder uns quilinhos extras. Quem vem adiando esse estilo de vida deve ficar atento. Mui-to mais que uma questo de esttica, estar em forma faz bem sade e mente tambm. Mas ser que os sete-lagoanos esto empe-nhados para ter uma melhor qualidade de vida? A endo-crinologista Christiane Ar-canjo alerta que muitos no tm se preocupado com os hbitos alimentares e com as atividades fsicas.</p><p>No dia a dia do consult-rio, ela observa o aumento de consultas referentes obesidade e, consequente-mente, a diabetes, j que essa doena aumenta em decorrncia do crescimen-to da obesidade. A mudan-a de hbitos apontada como a maior dificuldade no tratamento. O suces-so do tratamento depende principalmente do pacien-te. O mdico ir orientar e medicar, mas a aderncia dieta, atividade fsica e aos medicamentos res-ponsabilidade exclusiva do paciente. Essa mudana de hbitos dever ser perma-nente e no somente tran-sitria como acontece na maioria das vezes, explica.</p><p>Carmozina Moreira Pe-reira vivencia esse pro-blema. H quase 20 anos, ela faz controle para tra-tar a obesidade. Hoje, aos 63 anos, ela est com 120 quilos e afirma que fica a maior parte do tempo dei-tada na cama, pois a fra-gilidade dos ossos e a dor da coluna a impedem de movimentar muito. Os me-dicamentos para controlar osteoporose so tomados regularmente. Eu tinha vontade de sair, de andar bastante, mas no consigo. Eu me esforo para ir mis-sa na quarta-feira, mas s isso. O resto do tempo eu </p><p>fico deitada, declara.Sem conseguir fazer ati-</p><p>vidades fsicas, o jeito mudar a alimentao. Car-mozina tem uma dieta que incluiu reduo de massas aumento do consumo de legumes e algumas frutas. Emagrecia e passava certo tempo, voltava a engordar tudo de novo. Emagrecia 10 quilos e engordava cin-co. Eu sei que mais nervo, a ansiedade engorda mui-to, afirma Carmozina. </p><p>Bom exemploJ a dona de casa Maria </p><p>Augusta vieira Gonzaga, de 68 anos, um exemplo de que a dupla dieta e ativida-de fsica faz bem sade e mente. Mesmo com a rotina apertada, ela tem discipli-na e investe na manuteno do corpo e da esttica. H 15 anos, Maria Augusta faz regularmente exerccios f-sicos. Fao atividade fsica toda semana e muito bom, ajuda a gente demais. Gra-as a Deus, nem sei quando eu fui ao mdico e no tomo nenhum remdio. Eu acho que isso que ajuda a gen-te. Maria Augusta aponta a musculao, a ginstica e a natao como responsveis pela sua sensao de bem--estar.</p><p>Esse perfil raramen-te encontrado nos dias de hoje. Falta de tempo e de dificuldade de organizar as tarefas se misturam pre-ocupao com a obesidade e conscincia de que o comportamento alimentar no o adequado. A po-pulao sete-lagoana tem se alimentado muito mal, principalmente com fast foods, frituras, alimentos muito calricos como cho-colates, biscoitos rechea-dos, sorvetes, balas, chips, salgados e refrigerantes.</p><p>Os maus hbitos alimen-tares, segundo a endocri-nologista, esto presentes em todas as faixas etrias, poupando apenas uma par-cela da populao idosa.</p><p>em busca de sade e satisfao pessoal GERLiCE ROSA</p></li><li><p>5Sade Domingo em Casa 15 a 21 De janeiro De 2012</p><p>a todo vapoR No Sesc, a dona de casa Maria Augusta pratica diariamente atividades fsicas; duas vezes ao dia ela se dedica aos exerccios fsicos</p><p>Endocrinologista em Sete Lagoas alerta para o problema da obesidade e incentiva atividade fsica e alimentao balanceada para uma vida melhor </p><p>em busca de sade e satisfao pessoal GERLiCE ROSA</p><p>cuidado com os exageros</p><p>ateno com a crianada</p><p>Se a falta de atividade fsica e a alimentao descontrolada po-dem ser ruins ao corpo e men-te, por outro lado, os exageros tambm so prejudiciais. As mu-lheres, especialmente precisam estar atentas. muito saudvel as mulheres serem vaidosas. Mas deve-se tomar cuidado com os ex-cessos. Muitas doenas existen-tes no mundo de hoje so devido fissura pela magreza (anorexia e bulimia) e pela prtica excessi-va de atividade fsica (vigorexia). Agumas pessoas se tornam to </p><p>obcecadas por um corpo torne-ado que acabam prejudicando a sade com a excessiva ingesto de suplementos alimentares, hormnios do crescimento (GH), anabolizantes diversos, alerta a endocrinologista Christiane Ar-canjo. </p><p>Ela lembra ainda os inves-timentos compulsivos pelas ci-rurgias plsticas. No se pode esquecer da obcesso por cirur-gias plsticas que podem causar danos sade, como paralisia dos msculos, deslocamento de </p><p>prteses e at necroses. Portanto, a dieta balanceada e a atividade fsica devem ser praticadas regu-larmente, mas sem exageros.</p><p> Pensar e investir em um cor-po bonito e saudvel vlido e importante, porm, a cautela deve acompanhar as decises re-ferentes alimentao e rotina. Atividades fsicas orientadas e acompanhadas por profissionais da rea de educao fsica, dietas supervisionadas por endocrinolo-gistas e nutricionistas so a solu-o mais acertada. </p><p>As crianas tambm fazem parte dessa populao obesa que se consolida na cidade. Segundo a endocrinologista Christiane, o papel dos pais torna-se importante para tratar essa realidade. A alimentao infantil est muito embasada nos hbitos alimentares dos pais. Quando a criana comea aprender a escolher os alimen-tos de sua preferncia tambm levar em considerao o que os pais selecionam ao se ali-mentar, explica a especialista.</p><p>ngela Moreira tem 38 anos e no faz nenhum con-trole da alimentao. Segundo ela, fritura, gordura e todos os exageros esto no cardpio. </p><p>Eu nunca liguei para con-trolar a alimentao. A nica coisa que eu no como doce, mas porque eu no gosto mes-mo. Mas, fico logo pensando naquela gordurinha da ma de peito..., brinca. Com os filhos, o posicionamento di-ferente. Nada de exageros com doces, refrigerantes, gorduras, nem biscoito recheado. Mas, controlar o consumo de chips o mais complicado, relata a me. Eles sempre pedem para levar para a escola, e eu acabo cedendo, confessa.</p><p>A endocrinologista d dicas para as mes investirem na educao alimentar dos peque-nos. Dentro de casa, na gela-</p><p>deira e nos armrios, os alimen-tos disposio devem ser os mais saudveis possveis. A pre-sena de frutas, verduras, sucos naturais, alimentos integrais devem ser normais para criana j que elas tm acesso dentro da prpria casa. Os pais devem estimul-las desde cedo a serem ativas, mas todos devem fazer juntos: sairem para andar de bi-cicleta, ca...</p></li></ul>