jornal domingo em casa 21ª edicao

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Jornal Domingo em casa 21ª Edicao

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  • mostra de fim de anoFeira de Bordados em prol dos idosos da Vila Vicentina acontece nesta semana. Pg. 4

    domingo em casa

    milena toscanoEm Fina Estampa, Vanessa usa sua sensualidade para chegar aos objetivos. Pg. 15

    ANO 1 | EDIO 21 | 27 DE NOVEMBRO A 3 DE DEZEMBRO DE 2011

    distribUio gratUita nas residncias. nas bancas r$ 0,50

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    LiCE

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    Idosos denunciam descaso dos motoristas de coletivos alternativos com a terceira idade. Pg. 5

    DESRESPEITO NO EMBARQUE

    Tarcsio da Silva con rma que tem motoristas do transporte alternativo que no param para os idosos

  • 2 oPinio Domingo em Casa 27 De novembro a 3 De Dezembro De 2011

    Publicao do Consrcio Domingo em Casa CNPJ - 13.807.194/0001-83rua Santa Catarina 1713-ABairro Boa Vista - Sete Lagoas-MgCEP 35700-086Diretor executivo e comercial - Marclio MaranDiretor de redao/editor responsvel - Almerindo Camilo (2709/Mg)Jornalista freelancer - Herivelton Moreira da CostaDiagramao - Antonio Dias e Wanderson Fernando DiasTiragem - 10.000 exemplaresImpresso - o Tempo Servios grficos (Contagem-Mg)Representante comercial BH - AC&S Mdia Ltda (31) 2551-7797Representante comercial Sete Lagoas - Agncia guia (31) 3775-1909Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

    OS ARTIGOS ASSINADOS NO EXPRESSAM NECESSARIAMENTEA OPINIO DESTE JORNAL.

    domingo em casa

    Crescemos, e agora?As manchetes, no somente da

    imprensa de nossa cidade, como de todo pas, sempre do o mesmo tom: Sete Lagoas cresce vertigi-nosamente. E verdade. Com ela crescem tambm os velhos pro-blemas j conhecidos, e o trnsito continua sendo um dos maiores desafios que agora est sob a ba-tuta do secretrio Caio Valace que se desdobra para no ser dobrado ante tanta incoerncia e divergn-cia na cidade.

    Vejamos um exemplo recen-te que mereceu dura crtica de amigos empresrios. o vereador Marcelo Cooperselta props a possibilidade de se desviar as cargas que chegam cidade para que desembarquem na rea cen-tral somente a partir das 18h. o exemplo de grandes cidades po-deria ser uma soluo plausvel para o nosso trnsito. Poderia. Acontece que para cidades como Sete Lagoas comprar briga com empresrios, que no possuem, como as grandes empresas, de-psitos para abrigar as mercado-rias que chegam durante o dia. E muitas transportadoras no po-dem esperar at o anoitecer para descarregarem suas mercadorias. Hoje, mais do que nunca, logsti-ca tudo, e tempo mais do que dinheiro. Assim, ao pensar nas solues do trnsito, temos que dialogar com os envolvidos nas atitudes que tomaremos.

    Para essa questo em especial, apresentamos uma possvel solu-

    o: cria-se em local afastado da zona central, uma espcie de Cen-tro de recepo de Mercadorias. Serviria no somente para esta-cionamento de caminhes que po-dem esperar at aps as 18 h como ainda para o armazenamento da-queles que tm que seguir viagem, e isto, at que o empresrio ou lo-jista possa retirar sua mercadoria em horrio permitido. Cada qual pagaria uma taxa pelo servio que serviria, inclusive, de renda para o municpio. quem sabe talvez uma instituio pudesse abraar o pro-jeto com renda para aes sociais.

    o resultado de nossa ideia ter-mina com o impasse. Acabar-se-ia com o espao carga e descarga durante o dia e daria a oportunida-de para que as empresas se organi-zem de forma a permitir ainda que o trnsito flua com mais facilidade nas regies crticas. obviamente, para que isso acontea, sugiro ao amigo vereador Marcelo Cooper-selta que convoque empresrios e lojistas que usufruem do sistema de carga e descarga, apresente o projeto como sendo a soluo mais vivel e crie, por fora de Lei, o espao para atender demanda de Sete Lagoas. Ser obviamente elogiado em vez de criticado e ter contribudo como vereador para as demandas da cidade.

    Abraham Lincoln dizia: As coisas chegam para aqueles que esperam, mas somente as coisas deixadas por aqueles que agem rpido. E ele tinha razo.

    Marclio Maranmaran@domingoemcasa.com.br

    duke

    a gora miditica

    mensagem alma

    As sucessivas crises minis-teriais, que derrubam ministros assim como nas brincadeiras de tiro ao alvo, so as eviden-cias de que as casas legislativas esto perdendo espaos como praa central da democracia.

    o parlamento poltico est sendo pautado pela mdia. o site da revista Veja faz uma en-quete para que os internautas escolham qual ser o prximo ministro a cair. Curiosamente, o ministro do Trabalho Carlos Lupi foi o mais votado antes mesmo da divulgao das pro-vas que o incriminam.

    Para o professor Manuel Castells, da Universidade da

    Catalunha, Espanha, estudio-so da comunicao, poder e democracia, os veculos de co-municao so os verdadeiros parlamentos utilizando-se da capacidade de catalisar e ecoar a opinio pblica.

    A mdia como indstria surgiu a partir das invenes da mquina de imprensa, do rdio e da TV. quem detinha estes meios de difuso tinha o poder de intermediar a in-formao.

    Porm, com o surgimento da internet, o receptor passivo da informao tende a desa-parecer. No lugar dele surge o internauta autoprodutor e re-

    circulador da informao. Ele prprio edita a informao, emite seu editorial, acrescenta imagens e vdeos e depois pro-move a sua circulao atravs de blogs e redes sociais.

    Voltamos a fazer democra-cia direta, assim como nas go-ras gregas.

    Na grcia antiga, a gora era o espao pblico onde os ci-dados reuniam-se para pautar as aes do governo. A gora grega inspirou a forma demo-crtica de dar legitimidade aos governantes. A gora do sculo 21 virtual, instrumentalizada pela internet. onde se pratica a verdadeira poltica.

    No nosso cotidiano nem sem-pre nos dado perceber a neces-sidade que temos de alguns momentos para desligar dos afa-zeres, das aes , dos trabalhos a que estamos condicionados para nos dedicarmos exclusivamente s necessidades da alma ou do esprito, como queiram.

    independentemente de qual-quer convico religiosa, de qual-quer credo ou f, temos necessida-de de alimentar o nosso esprito tanto quanto necessitamos do alimento fsico para a manuten-o de um corpo saudvel.

    Dependendo de nossas ten-dncias, talentos ou prefern-

    cias, o nosso alimento espiritual se encontra direcionado prti-ca de alguma religio, ao exerc-cio de alguma forma de arte, ou at mesmo a uma prtica espor-tiva que transcenda s nossas atividades de estado.

    o certo que a nossa alma necessita de ateno tanto quan-to o nosso corpo, portanto, neste espao gentilmente cedido pela direo deste semanrio, vamos propor um momento de relaxa-mento do noticirio convencio-nal para alimentar o nosso esp-rito com uma mensagem alma atravs desses versos do extraor-dinrio Pablo Neruda:

    Jos Luiz Almeida Costa

    M. A. Matos de Melo

    Consultor em inovaes

    Psicloga e empresria do grupo Calsete

    Se estamos aqui reunidos estou contente,

    Penso com alegria que tudo

    quanto escrevi e vivi

    Serviu para nos aproximar.

    o primeiro dever do

    humanista e a fundamental

    Tarefa da inteligncia

    assegurar o conhecimento

    E o entendimento

    entre os homens.

    Bem vale haver

    lutado e cantado,

    Haver vivido, se o amor

    me acompanha.

  • 4 cidade e regio Domingo em Casa 27 De novembro a 3 De Dezembro De 2011

    Sensibilidade e coragem voltadas para a ao social em prol da melhor idade

    Por Gerlice Rosa

    Uma iniciativa particular para ajudar os idosos da Vila Vicentina. Esse trabalho acontece h quase trinta anos, com o auxlio da Co-misso de Apoio Vila Vicentina. Formada por cerca de 40 mulheres, a comisso oferece servios e bene-fcios aos idosos da Vila de maneira simples: atravs de doaes.

    A atuao da Sociedade de So Vicente de Paulo em Sete Lagoas tem mais de 100 anos. So mais de 80 idosos atendidos pela Vila. L, eles recebem ateno, moradia e a tranquilidade de serem bem cuidados. Para garantir tudo isso, a Comisso de Apoio est sempre atenta s demandas dos atendi-dos. A presidente da comisso, Ester Tinoco, garante a gesto das arrecadaes e a manuteno dos projetos de melhorias para o es-

    ato de amor e doao

    pao. Apesar de muito trabalho, a presidente assegura que consegue organizar as atividades da famlia e o trabalho voluntrio que exerce desde 1999 na presidncia. Eu administro bem, no atrapalha em nada a minha vida familiar. Pelo contrrio, eu acho que me ajuda. mais uma misso do que uma

    funo. A minha famlia se orgulha muito do trabalho, declara.

    Corao abertoEm destaque, a doao do

    trabalho. Sim, a mo de obra de diversas bordadeiras oferecida aos moradores da Vila Vicenti-na com a Feira de Bordados que

    acontece no Casaro entre os dias 30 de novembro e 2 de dezembro. Das 9h s 8h30, as bordadeiras esto no espao do Casaro para vender as peas. So panos de prato, toalhas, roupas de cama e bordados do dia a dia, como defi-ne a presidente da comisso.

    H mais de 25 anos, a Feira de

    Bordados promovida com a in-teno de arrecadar fundos para a Vila. Ela inteiramente voluntria, doamos material e mo de obra, define a tesoureira Nilda Diniz.

    Durante todo o ano, elas pre-param com zelo os produtos para a mostra de fim de ano. So reu-nies semanais nas casas das bor-dadeiras para a produo de mais de 1.000 peas para a exposio e para a venda. Apesar de alguns mo-tivos natalinos nas peas, a maior venda, segundo as organizadoras, para os bordados tradicionais.

    A tesoureira Nilda Diniz, que tambm faz bordado, conta sua inspirao para fazer parte do grupo h quase 15 anos. A mo-tivao maior ajudar os idosos. A gente vai convidando pessoas que so amigas e que tm habi-lidades para acrescentar algo feira. L no lugar de aprender, de doar, explica a tesoureira.

    fim do ano Bordadeiras fazem panos de pratos, toalhas e roupas de cama para