Jornal Domingo em Casa 43ª edição

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Jornal Domingo em Casa 43 edio

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<ul><li><p>Tapa eM BraSlia proFeSSora helenaTudo sobre a confuso entre reprter do CQC e o deputado Marcio Reinaldo Pg. 4</p><p>Rosane Mulholland interpreta a caridosa educadora no remake de Carrossel Pg. 7</p><p>DIStrIBuIO GrAtuItA tIrAGeM AuDItADA: 8.000 eXeMPlAreS</p><p>JOS</p><p> Vt</p><p>OR </p><p>CAM</p><p>ILO</p><p>doMingo eM CaSa</p><p> ANO 1 | eDIO 43 | Sete lAGOAS 13 A 19 De MAIO De 2012</p><p>Mes mais que especiaisVoluntrias levam amor e carinho a crianas que moram em abrigo de Sete lagoas. pg. 5Voluntrias levam amor e carinho a crianas Voluntrias levam amor e carinho a crianas que moram em abrigo de Sete lagoas. pg. 5Voluntrias levam amor e carinho a crianas que moram em abrigo de Sete lagoas. pg. 5</p></li><li><p>2 opinio Domingo em Casa 13 a 19 De maio De 2012</p><p>duke</p><p>Limites ultrapassadosNa ltima semana, o deputa-</p><p>do federal e possvel candidato Prefeitura de Sete Lagoas, Marcio Reinaldo (PP-MG), acabou tendo o seu nome envolvido em um Boletim de Ocorrncia na polcia de Braslia. O poltico teria agredido com um tapa na cara e vrios xingamentos o reprter Felipe Andreoli, do progra-ma CQC, da Band. Revoltado, o jor-nalista denunciou tambm na redes sociais, o que acabou provocando uma onda de protestos pela web.</p><p>tentando se justificar, o deputa-do disse ter agido instintivamente, j que o reprter teria desrespei-tado sua honra ao ofender o Parla-mento enquanto instituio. difcil julgar um ou outro, sem antes ana-lisar as imagens que foram feitas do momento da suposta agresso, porm, independente de qual fosse a pergunta, a resposta jamais deve vir em forma de violncia. </p><p>Porm, h que se ver como o formato de trabalho no programa CQC, que se diz hora humorstico e hora jornalstico. Desde o seu sur-gimento (e esta no a primeira e, com toda certeza, no ser a ltima vez que os seus funcionrios so agredidos), seus reprteres abor-dam figuras pblicas de maneira no muito formal. </p><p>Caso o reprter tenha apenas questionado o parlamentar sobre a demora na votao da PEC (Pro-posta de Emenda Constituio) do trabalho Escravo, como est no Boletim de Ocorrncia, esse tapa no foi apenas em um profis-</p><p>sional, mas sim na cara de toda a sociedade, uma vez que tal vota-o de suma importncia para o Brasil. Se a pergunta de interesse da populao, todo poltico deve encarar que o jornalista ali no apenas um profissional, mas sim algum que pode levar informao ao povo.</p><p>Em nota, o deputado Marcio Reinaldo disse que a confuso se estabeleceu. Humor e jornalismo? O deboche ou a anlise sria dos fatos? Essa mistura perigosa. Realmente, uma relao difcil de ser feita, apesar de o progra-ma sempre ter se declarado como humorstico. que a frmula do humor ao lado de informaes importantes pode ter seu risco, como terminar em agresso. Po-rm, esse formato serve tambm para conscientizar uma populao mais jovem, que no consegue se ater aos noticirios comuns, for-mais, e tem seu valor.</p><p>Mas claro que no podemos tambm fechar os olhos e crer que o programa de tV apenas uma vtima. A cada agresso sofrida por algum reprter, a estratgia sem-pre a mesma. Os reprteres, que hoje j so verdadeiras celebrida-des, fazem a onda inicial de revol-ta nas redes sociais. O suspense sobre as imagens fica pairando no ar e, na segunda-feira noite, BUM! O maior pico de audincia e, conse-quentemente, anncios mais caros para a emissora de televiso. Eu pergunto ao leitor: qual o limite?</p><p>Jos Vtor Camilojosecamilo@domingoemcasa.com.br</p><p>Publicao da AC&amp;S Mdia Ltda </p><p>CNPJ - 05.373.616/0001-21Rua Luiz do Carmo, 39</p><p>Bairro Jardim Arizona - Sete Lagoas-MG - CEP 35700-374 - (31) 3775-0629Diretor geral - Jos Vtor Camiloeditora e Jornalista responsvel - Sandra Carvalho - MG - 14.854Diretor comercial - Rafael Melgaoreprter Aline DinizDiagramao - Antonio Dias e Wanderson Fernando DiasDistribuio - AC&amp;S MdiatIrAGeM AuDItADA - 8.000 eXeMPlAreSImpresso - O tempo Servios Grficos (Contagem-MG)representante comercial SP, rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938</p><p>Fale conosco: redacao@domingoemcasa.com.br e comercial@domingoemcasa.com.br</p><p>OS ArtIGOS ASSINADOS NO eXPreSSAM NeCeSSArIAMeNteA OPINIO DeSte JOrNAl.</p><p>doMingo eM CaSa</p><p>do leiTorrAIO X DA CIDADe</p><p>Adorei a matria sobre o Raio X de Sete Lagoas que saiu na ltima edio do Domingo em Casa. Fiquei pensando em algumas coisas que podem at fazer sentido. O nmero de mulheres de Sete Lagoas sempre foi maior do que o de homens. Com isso, aumentou o nmero de solteiros, j que, tendo vrias opes, os homens acabam preferindo no parar s com uma. Ser?</p><p>Janana DuarteSo Francisco</p><p>PArQue DA CASCAtA</p><p>O Parque da Cascata realmente maravilhoso. Porm, por ter muitas intervenes humanas, acabou perdendo um pouco aquele charme que a natureza em sua forma mais bruta contm. As trilhas feitas de cimento, tiram o encanto de se andar no meio do mato. Prefiro fazer trilhas na serra para entrar em contato com a natureza.</p><p>Pedro lucas CastroJardim europa</p><p>FrANK eM lONDreS</p><p>Fiquei muito contente em ver que um sete-lagoano representar o Brasil nas Olimpadas de Londres. Com toda certeza o Franck Caldeira ainda h de trazer muitas alegrias para nossa cidade e para todo o pas.</p><p>Joo Paulo PereiraChcara do Paiva</p><p>fonte : clima www.climatempo.com.br</p></li><li><p>3Cidade e regio Domingo em Casa 13 a 19 De maio De 2012</p><p>Aps mais de 20 anos de luta, 70 sete-lagoanos conseguem regularizar escrituras de suas casasPor Aline Diniz</p><p>Bencio Davino de Matos ga-nhou de um vereador, h mais de 20 anos, um lote para construir sua casa. Na poca, mesmo casa-do e com dois filhos pequenos, ele ainda morava com sua me. Alm do espao, a prefeitura cedeu os materiais para que Be-ncio, seus vizinhos e parentes pudessem construir o seu to so-nhado lar. </p><p>Adriane Cristine tambm precisou dessa ajuda. Ela o ma-rido e a filha moravam em uma rua no bairro Santa Luzia, po-rm, um grande buraco arrastou casas, lojas e condenou o barra-co onde a famlia vivia. Adria-ne conta que para erguer sua nova moradia ela se juntou aos seus vizinhos e, mesmo grvida, carregava latas de cimento para ajudar nas obras. </p><p>A histria do senhor Eust-quio Ribeiro no diferente. H 23 anos, ele ergueu sua casa em um espao doado pela prefeitura. Se eu no tivesse ganhado esse terreno eu nunca teria condies de ter a minha casa, revela Eus-tquio. Apesar da doao, Ben-cio, Adriane e Eustquio ainda enfrentavam um problema: eles no tinham o registro legal de seus imveis (escritura) e te-miam que algum pudesse lhes tirar o bem mais precioso. </p><p>Mas, na ltima quarta-feira (9), essa agonia teve um fim. Cerca de 70 sete-lagoanos rece-</p><p>beram, em uma solenidade na praa da prefeitura, a escritura de seus imveis. O evento faz parte do Programa de Regulari-zao Fundiria (Imvel Legal) que tem como objetivo legalizar a situao de cerca de 7.000 pessoas que vivem h muitos anos em um terreno, mas no possuem o ttulo da propriedade. </p><p>Depois da cerimnia, Adriane revelou que somente com o regis-tro na mo ela se sentiu realmen-te proprietria. Agora posso fa-lar para todo mundo que meu, comemorou. O mesmo aconteceu com Eustquio. Quem no tem documento no dono. Para Bencio, a escritura um alvio, j que agora ningum pode nos tirar de nossa casa. </p><p>Para o prefeito Mario Mrcio Maroca, esse programa atende uma necessidade de todos os pais e mes que tm o desejo de regularizar a situao dos im-veis para que seus filhos pos-sam ter direito legal herana. Maroca conta que o objetivo entregar, ainda em 2012, 1500 registros. </p><p>Sobre a demora de mais de 20 anos na concesso das escri-turas, o prefeito disse que isso uma questo de prioridade e que os governos anteriores escolhe-ram outras demandas. Alm dis-so, ele afirmou que esse trabalho demorado, j que foi preciso aprovar uma lei na Cmara para possibilitar a regularizao dos documentos. </p><p>Sonho realizado</p><p>Feliz, Bencio Davino desabafou: agora ningum pode nos tirar nossa casa</p><p>Com o registro na mo, Adriane disse que agora realmente se sente proprietria</p><p>FOtOS ALINE DINIz</p><p>Trabalho independente </p><p>A coordenadora do progra-ma e procuradora municipal, Alessandra Lisboa, explica que essa iniciativa muito impor-tante no sentido de organizar a cidade e integrar a popula-o. O bairro Santa Luzia, por exemplo, uma ocupao e precisa de organizao. Alm disso, a escritura possibilita que o proprietrio consiga fi-nanciamentos em bancos para realizar melhorias em seu im-vel, pondera Alessandra.</p><p> A procuradora afirma ainda que o programa ter a durao de cinco anos e que, independen-temente, do partido que ganhar as prximas eleies, o trabalho vai continuar. Como funcionria pblica no tenho relao com a poltica e se os governantes me oferecerem o aparato tcnico que preciso, continuo o trabalho no mesmo ritmo. </p><p>Segundo ela, nessa quarta--feira foi realizada uma entrega simblica. Na verdade, j dis-ponibilizamos cerca de 300 es-crituras. O intuito entregarmos 30 ttulos de propriedade por semana. Considero que esse um caminho sem volta, j que a prpria populao vai exigir que todos que vivem nessa situao tenham o mesmo direito, diz.</p><p>Multa para quem no cuidar de lote</p><p>liMpeza</p><p>Diante do alto ndice de reclamaes com relao aos cuidados dispensados aos diversos lotes vagos espalhados pela cidade, a Prefeitura Municipal de Sete Lagoas/Secretaria de Meio Ambiente esclarece popu-lao quanto aos cuidados e posturas a serem tomadas pelos proprietrios. dever dos proprietrios ou inquili-nos, zelar pela conservao e manuteno em perfeito estado de asseio os seus </p><p>quintais, casas e terrenos no habitados. Quem no cuidar dos seus imveis de-vidamente ser multado. </p><p>As notificaes para aqueles que no obedece-rem as normas sero emi-tidas em um prazo mnimo de cinco e mximo de dez dias corridos aps a apura-o da denncia. Segundo a prefeitura, o no cumpri-mento da notificao acar-retar em multa inicial de R$ 223. Em caso de reinci-</p><p>dncia, a multa ser cobra-da em dobro R$ 446. </p><p>Caso o cidado, j conside-rado infrator, no providencie a limpeza e retirada do material depositado no lote, o munic-pio com a intervenincia da Secretaria de Meio Ambiente, realizar a limpeza, cobrando posteriormente o valor de R$ 300 por lote de 360 m. Lo-tes descuidados podem atrair animais como ratos, cobras e escorpies, alm de lixo e a dis-seminao de doenas.</p></li><li><p>4 eM BraSlia Domingo em Casa 13 a 19 De maio De 2012</p><p>Mrcio Reinaldo bate em reprter do CQC; deputado diz que jornalista feriu sua honra</p><p>Por Sandra Carvalho</p><p>Uma abordagem suposta-mente jornalstica terminou em agresso nesta semana em Braslia. O reprter Felipe An-dreoli, do programa CQC, da Band, afirma ter sido agredido na ltima tera-feira (9) pelo deputado federal Marcio Rei-naldo (PP-MG), provvel candi-dato prefeitura de Sete Lago-as. As cenas da agresso devem ir ao ar na prxima segunda--feira, dia 14, segundo infor-mou a produo do programa. O reprter registrou um bole-tim de ocorrncia contra o par-lamentar, detalhando inclusive nomes que teriam sido ditos pelo deputado para ofend-lo. Em nota enviada ao Domingo em Casa, Mrcio Reinaldo afir-ma que agiu instintivamente, pois teve a honra e a dignidade ofendidas pelo reprter.</p><p>Felipe Andreoli contou em detalhes ao site terra como tudo teria acontecido. Ele afir-mou que estava fazendo uma re-portagem sobre a PEC (Proposta de Emenda Constituio) do trabalho escravo no Brasil. Ao encontrar com o deputado Mar-cio Reinaldo nos corredores da Cmara, perguntou se ele no achava injusto as pessoas te-rem que esperar tanto tempo para uma votao como aquela. Como resposta, disse ter obtido a agresso.</p><p>Eu j havia feito a mesms-sima pergunta para uns quatro ou cinco parlamentares e todos responderam sem qualquer tipo de ofensa ou agresso, contou o reprter ao site ter-ra. Andreoli acrescentou que, alm de agredi-lo, o deputado teria proferido diversos xinga-mentos com palavras de baixo calo. Os xingamentos foram </p><p>de 'seu merda' pra baixo. Aque-la sndrome dos pequenos po-deres, falando 'quem voc pra perguntar ou falar assim comi-go'. Mas eu estava to nervoso na hora que nem ouvi tudo que ele falou.</p><p>O jornalista disse que regis-trou um boletim de ocorrncia por agresso na polcia de Bra-slia e que levar o caso at o fim. Sei que no mximo ele vai pagar umas cestas bsicas que no faro falta em seu oramen-to. Fiz isso (registrar o BO) por minha dignidade, por minha equipe que estava l comigo e pela imprensa brasileira. Ser que ele teria dado um tapa na cara de um reprter com o mi-crofone da Globo?, questionou o jornalista.</p><p>O OutrO lADONa nota enviada impren-</p><p>sa, o parlamentar tenta expli-car o que motivou seu com-portamento agressivo e deu sua verso dos fatos. Ele disse que teve a honra desrespeitada pelo reprter, que teria ofen-dido o Parlamento enquanto instituio. Reinaldo conta que quando foi abordado pelo reprter, sinalizou informando que no queria dar entrevista, j que se tratava de um progra-ma humorstico. Contudo, face insistncia respondi ao ques-tionamento. Ocorre que, como de praxe do programa, o jor-nalista do CQC de forma provo-cativa e desrespeitosa se mani-festou ofendendo minha honra, dignidade e toda a instituio do Parlamento. Infelizmente, minha reao foi instintiva, acrescentou.</p><p>Mrcio Reinaldo ainda cri-ticou o formato do programa televisivo da Band. A confu-so se estabeleceu. Humor e </p><p>Um tapa na cara</p><p>jornalismo? O deboche ou a anlise sria dos fatos? Essa mistura perigosa. A frmula para se atingir o humor em um ambiente srio extremamente delicada e se rompe facilmente, na medida em que o humorista precisa provocar, instigar, ofen-der e at rebaixar pessoas, para que os telespectadores possam se divertir.</p><p> O deputado ainda afirmou que defende a liberdade de im-prensa. Existe aquela mxima que diz que uma liberdade ter-mina exatamente aonde come-a a do outro. a que o pro-grama humorstico extrapola as suas prerrogativas. preciso respeitar o carter, os princ-pios e a honra das pessoas e, at mesmo para question-las, necessrio saber faz-lo, finalizou. Ele no comentou sobre o Boletim de Ocorrncia registrado pelo reprter na po-lcia de Braslia.</p><p>Felipe Andreoli afirmou que j havia feito o mesmo questionamento a outros parlamentares</p><p>Marcio Reinaldo diz que teve a honra desrespeitada pelo reprter do programa CQC</p><p>tV BANDEIRANtES/DIVULGAO</p><p>JOS CRUz/ABR</p></li><li><p>5Cidade e regio Domingo em Casa 13 a 19 De maio De 2012</p><p>amor infinitoO carinho e a dedicao de voluntrias com crianas de abrigo da cidade</p><p>Por Jos Vitor Camilo</p><p>Diz a sabedoria popular que amor de me to infinito quanto o cu e que, mesmo que o nmero de filhos seja gran-de, sempre caber mais um no corao materno. As pessoas tambm costumam dizer que trata-se de um amor to puro, que transcende os laos de sangue e se multiplica a cada filho encontrado. A afir-mao acima pode ser comprovada por algumas sete-lagoanas. Esse o caso da universitria Adriana Incio Rocha Car-neiro, de 36 anos. Me de quatro filhos, com casa e famlia para cuidar, ela ainda consegue levar amor aos bebs assisti-dos pelo abrigo Repblica Bem Viver.</p><p>No local, vivem meninos e meninas vtimas de maus-tratos ou da negligncia dos pais. Voluntria h quase um ano na instituio, Adriana tira ao menos um dia da semana para cuidar dos bebs.Eu vim pra c pra dar carinho, mas percebi, que na verdade, a gente s rece...</p></li></ul>