jornal domingo em casa 31ª edição

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Jornal Domingo em Casa 31 edio

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  • PLaNO diReTORMais uma vez, Sete Lagoas sai na frente e trabalha no processo de reviso das normas da ordenao urbana. Pg. 3

    diSTRiBUiO gRaTUiTa NaS ReSidNciaS. NaS BaNcaS R$ 0,50

    dOMiNgO eM caSaGErLICE

    rO

    SA

    SEtE-LAGOANOS DA GEMA

    ANO 1 | EDIO 31 | SEtE LAGOAS | 19 A 25 DE FEVEREIRO DE 2012

    Arquelogos descobrem vestgios que recopem o passado da cidade e afirmam que outras surpresas podem surgir. Pg. 5

    8.000EXEMPLARES

    Na grutinha, na Gruta Rei do Mato, est a rplica do xenorinoterio baiense, feita de resina pelo professor Carteli

  • 2 OPiNiO Domingo em Casa 19 a 25 De fevereiro De 2012

    Sobre saias e batonsDonas de mais de 60% dos

    votos no pas, segundo o TSE, as mulheres ainda no con-seguiram refletir em cadeiras nos poderes legislativos a su-premacia que ostentam entre a populao nacional. No nosso municpio, elas tambm so maioria entre o eleitorado 52,52%, contra 47,38% para ns homens. E esto na dian-teira em praticamente todas as faixas etrias, excetuando-se apenas quando se analisa o eleitorado mais jovem entre 16 e 20 anos de idade.

    O caso de Sete Lagoas par-ticularmente intrigante. Na atu-al legislatura, nem sequer uma representante feminina conse-guiu se eleger para a Cmara de Vereadores. E apenas uma fi-gurou, no pleito de 2008, entre os 20 mais votados. O quadro, pelo visto, tende a se manter inalterado, a se considerar a inapetncia que as mulheres parecem nutrir pelas questes polticas. O que uma pena, haja vista estar comprovado o quanto a sensibilidade e o sen-so de lisura das mulheres tm a contribuir para o correto trato com a coisa pblica.

    Parece estar no DNA femi-nino o respeito ao diferente, o senso de justia e a sensibi-lidade caracterstica do antigo sexo frgil.

    por isso que este jornal noticiou com destaque na l-tima semana o movimento Mulheres na Poltica, que se pretende suprapartidrio.

    De acordo com sua fundadora, a militante do Partido Verde Maria das Graas Mendes de Almeida, o grupo vem se reu-nindo h algum tempo e tem conseguido atrair a ateno de um nmero crescente de inte-ressadas em discutir um tema que, entre ns, parecia ser pri-mazia masculina.

    O movimento ainda in-cipiente levando-se em conta o pequeno nmero de partici-pantes que tem atrado aos en-contros que promove. Porm, mais que volume, o que impor-ta a existncia pura e simples de mulheres dispostas a deba-ter o rido tema da poltica.

    Se conseguirem imprimir poltica um pouco da leveza que costumam levar s demais atividades s quais se dedi-cam, estas mulheres e aquelas que conseguirem contaminar com seu trabalho e entusias-mo podero legar avanos poltica partidria de Sete Lagoas. E da regio tambm, j que, segundo a fundadora, o Mulheres na Poltica tem ramificaes em cidades das imediaes.

    Se depender dessas deste-midas senhoras quando forem s urnas em outubro prximo, os mais de 150 mil eleitores sete-lagoanos tero sua es-colha um cardpio bem mais leve de nomes para sufragar. o velho e sutil jeito da mulher se impor ao homem. Ou seja: saia, urna e batom combinam perfeitamente!

    Almerindo Camiloalmerindo@domingoemcasa.com.br

    duke

    O lado imoral da piratariaO Brasil acusado de ser

    o quinto pas que mais conso-me produtos piratas no mun-do. Mas, como toda histria de piratas, existem os que fazem pilhagem por questes morais. No Brasil, o consu-mo pirata a nica opo do povo para fugir dos preos exorbitantes, que apesar de legais, beiram a imoralidade.

    Afinal, o que mais imo-ral? O consumo de produtos piratas pelo preo de merca-do, ou produtos legalizados a preos escorchantes?

    Os editores reclamam das xerocpias de livros didticos. Mas a verdadeira falta de educa-o so os preos desses livros. Hollywood reclama dos DVDs pi-ratas. Mas, vende na China DVDs legalizados ao preo equivalente a r$ 2,90, ao mesmo tempo em que cobra dos brasileiros vinte vezes mais. A Globo vai utilizar a mesma ttica, planeja vender pay-per-view do Campeonato Brasileiro aos chineses ao preo de um dlar por ms.

    Os brasileiros no precisam ter vergonha moral pela posio no ranking. Durante a histria, os

    pases que hoje queixam da pira-taria internacional, so os mes-mos que se enriqueceram com a pilhagem de ouro, prata e dia-mantes extrados do Brasil, rou-bados enquanto eram levados de navio para Portugal. O lado bom da histria que esse tesouro ajudou a financiar a revoluo industrial ocorrida na Inglaterra.

    A biopirataria praticada por missionrios patrocinados por indstrias farmacuticas no folclore. Surrupiam plan-tas do patrimnio natural da Amaznia para fins de explora-o comercial de suas proprie-dades medicinais. Na maior cara de pau, o Japo pirateou vrias palavras criadas por povos in-dgenas amaznicos, tais como aa, cupuau e andiroba. Outra palavra indgena, jaborandi, foi registrada como marca comer-cial na Alemanha.

    A esperteza de registrar como marca privada, pala-vras que seriam de uso uni-versal, uma prtica legali-zada. Mas isso moralmente inaceitvel, tanto que exis-tem pases que ignoram essa reserva de mercado.

    Se os consumidores brasi-leiros pararem de comprar os produtos de marca vendidos pelos paraguaios, a economia do pas quebra. Para garantir a procedncia, nossos vizi-nhos atestam: la garantia soy jo!. No Brasil, quando um produto comprado legalmen-te quebra, a garantia .... melhor comprar uma caixa de comprimidos para dor de ca-bea. Genrico, obviamente.

    As pessoas simpatizam com a moral do capito Jack Sparrow, do filme Os piratas do Caribe. Como se veste com elegncia, se existisse na vida real, o capito usaria a espada para se defender de algumas grifes que cobram o olho da cara, apesar das notcias que utilizam mo de obra barata e exploram o trabalho infantil.

    O Brasil deve combater a pirataria, a lei deve prevale-cer. Mas, por outro lado, as autoridades tm o dever de proteger a populao contra a pior das pilhagens: as prticas imorais de alguns fabricantes de produtos que se dizem le-gais. Alguns produtos podem ser legais, mas so imorais.

    Jos Luiz Almeida CostaConsultor em inovaes

    Publicao da AC&S Mdia Ltda CNPJ - 05.373.616/0001-21rua Luiz do Carmo, 39Bairro Jardim Arizona - Sete Lagoas-MG - CEP 35700-374 - (31) 3775-0629Diretor geral e editor responsvel - Almerindo Camilo (2709/MG)Coordenador comercial - Sidney Duarte (comercial@domingoemcasa.com.br)Coordenador de eventos - Herivelton Moreira da CostaCoordenador de distribuio - rafael MelgaoEditora - Marina AlvesReportagem - Jos Vtor Camilo e Cris DuarteDiagramao - Antonio Dias e Wanderson fernando Diastiragem - 8.000 exemplaresImpresso - O Tempo Servios grficos (Contagem-MG)Contato comercial em BH - AC&S Mdia Ltda (31) 2551-7797Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

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    dOMiNgO eM caSa

    fale ConosCo

  • 3cidade Domingo em Casa 19 a 25 De fevereiro De 2012

    VALEU A PENA ACREDITAR.

    aumento do nmero de postos de sade com mdicos de 9 para 36;

    duplicao da capacidade de atendimento da UTI no Hospital Municipal;

    construo do Hospital Regional a todo o vapor, que beneficiar cerca de 600 mil pessoas;

    1 tomgrafo da rede de sade pblica da cidade; novos mdicos para atender 128 mil famlias; farmcias populares em vrios pontos da cidade.

    A Prefeitura de Sete Lagoas trabalha para que o atendimento em sade na nossa cidade fique cada dia mais eficiente. Confira as realizaes:

    Busca da sustentabilidade Desenvolvimento sustentado e crescimento ordenado so desafios para o PD de Sete Lagoas

    Pioneira na criao do pla-no diretor municipal, Sete La-goas larga na frente novamen-te, entre as cidades do interior do Estado, no processo de re-viso das normas da ordena-o urbana. Executado por um grupo gestor, o trabalho est sendo coordenado pela Secre-taria Municipal de Planeja-mento. Na ltima quarta-feira (15/2), o grupo apresentou as aes previstas e o cronogra-ma dos trabalhos ao prefeito Mrio Mrcio Maroca (PSDB) e seu secretariado na Casa da Cultura. O processo de elaborao do plano ser for-matado pela empresa Energy Choice, em consonncia com a sociedade civil. Alm das autoridades do governo muni-cipal, a proposta de trabalho tambm ser apresentada a lideranas comunitrias em

    audincias pblicas a serem posteriormente agendadas.

    Quando Sete Lagoas ela-borou seu Plano Diretor ain-da no existia o Estatuto das Cidades, criado apenas em 2001. Tambm ainda no existia o Ministrio das Cida-des, que s virou realidade em 2003, quando iniciou-se o primeiro mandato do ex--presidente Luiz Incio Lula da Silva (PT). Naquela poca tambm no havia a obrigato-riedade de os municpios nor-matizarem seu ordenamento urbano. Mais tarde, em 2006, fora estabelecidas normas obrigando que as leis munici-pais de ocupao do solo le-vassem em conta critrios de sustentabilidade.

    Em funo de todas estas alteraes nas leis que regu-lam o assunto, a reviso do

    Plano Diretor Municipal tor-na-se imperativa. O atual PD foi elaborado na dcada de 70, na gesto do ento prefei-to Afrnio Avelar. O plano foi revisado em 2006, quando se

    abriu a possibilidade de no-vas revises a cada seis anos, razo porque o trabalho de agora est sendo realizado, conforme o cronograma esta-belecido poca.

    Populao O consultor da Energy Choice,

    Hlio Valgas, destaca que um dos fatores mais importantes a se le-var em conta na reviso do plano que a populao do municpio do-brou em poucos anos. Achava-se que o plano, por si s, regulamen-taria tudo, mas ele o arcabouo para definir como, quanto e a que custo se quer crescer.

    Segundo Valgas, sero anali-sados os dados disponveis para retratar a cidade, incluindo a o estudo hidrogeolg