Jornal Domingo em Casa 37º edição

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Jornal Domingo em Casa 37 edio

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<ul><li><p>Sete lagoaS noS tRilhoS Bonitinho, MaS oRdinRioTrem que vai ligar cidade a Belo Horizonte deve sair do papel. Pg.7</p><p>Leonardo Vieira conta tudo sobre o Ernesto, de "Vidas em Jogo". Pg. 11</p><p>DISTRIBUIO GRATUITA TIRAGEM AUDITADA: 8.000 EXEMPLARES</p><p>Mo</p><p>rgu</p><p>eFil</p><p>e</p><p>DiV</p><p>ulg</p><p>Ao</p><p>doMingo eM caSa</p><p> ANO 1 | EDIO 37 | SETE LAGOAS 1 A 7 DE ABRIL DE 2012</p><p>doiS ladoS daReligiosos de Sete Lagoas explicam o verdadeiro significado da </p><p>Pascoa e da Semana Santa; historiadores relacionam a abordagem crist tradicional entrega de ovos de chocolate. Pgs. 4 a 6</p><p>MeSMa SeManaMeSMa SeMana</p></li><li><p>2 oPinio Domingo em Casa 1 a 7 De abril De 2012</p><p>duke</p><p>Divulgar preciso. Sempre!Muito se ouve questionar os </p><p>valores investidos pelo poder p-blico em publicidade e aes de propaganda para divulgar os feitos do governo. No o caso espec-fico dos atuais governos munici-pal e estadual, que tm sido um tanto fransciscanos neste quesito. Porm, o gasto com publicidade no deve ser visto como algo con-denvel em si, como se fosse ina-propriado divulgar o que anda a fazer esta ou aquela administrao pblica. obviamente, as contas pu-blicitrias devem, sim, ser alvo de permanente fiscalizao daqueles que foram eleitos para este fim: os membros do Poder legislativo vereadores e deputados.</p><p>Publicitar suas aes uma for-ma de os governos darem satisfa-o, prestarem contas populao do que tm feito com os recursos pblicos. infelizmente, nem sempre os prprios agentes polticos esto plenamente convencidos disso. No raro v-se casos de chefes de execu-tivo resistentes ao uso da propagan-da como ferramenta de dar satisfa-o ao povo da destinao que tm dado s verbas pertencentes a este mesmo povo.</p><p>Crem estes que o fato simples de fazerem sua obrigao como ad-ministradores suficiente para que a populao reconhea seu trabalho e, como indistintamente todos es-peram, os agradea cumulando-os de votos quando chegar a hora de ir s urnas. Tambm no so raros os exemplos de administradores com tal perfil que se enganam em suas </p><p>avaliaes e vem-se fragorosa-mente derrotados quando chegam as eleies.</p><p>Diferentemente do que alguns apregoam principalmente quan-do esto na oposio - a publicida-de no tem o condo de comprar a opinio de veculos de comunica-o, muito menos de manipular a opinio pblica, fazendo feio o que bonito, ou bom o que ruim. A pu-blicidade no uma opo dos ad-ministradores pblicos, obrigao constitucional. direito do cidado manter-se bem informado sobre os feitos pblicos.</p><p>Por seguir algumas normas tcnicas obrigatrias por lei, a propaganda oficial quer infor-mar mais que promover. Tanto assim que j vai longe o tempo em que as propagandas de pre-feituras e governos estaduais es-tampavam em letras garrafais os nomes dos administradores de planto naquele momento. </p><p>Hoje o administrador no pode se auto-promover nas publicidades do rgo ou municpio que dirige, e para que isto seja observado com rigor a esto os olhos atentos dos membros do Ministrio Pblico, um dos mais democrticos avan-os dados Nao Brasileira pela Constituio de 1988. e que atentos fiquem tambm os membros do legislativo. Mas, privar a populao de uma justa prestao de contas do que anda fazendo um governo no apenas ruim politicamente para quem age assim. Chega a ser um acinte prpria democracia. </p><p>Almerindo Camiloalmerindo@domingoemcasa.com.br</p><p>Campinas ou Betim?Sete lagoas se encon-</p><p>tra num momento de tran-sio em relao ao seu futuro. Poder se transfor-mar numa cidade plena-mente desenvolvida onde o padro de vida da popu-lao acompanha o ritmo do crescimento econmi-co, ou, poder, por outro lado, se transformar numa cidade lotada de empresas e, ao mesmo tempo, acu-mular problemas sociais por resolver.</p><p>Devido localizao geogrfica, o crescimento de Sete lagoas tem mais importncia estratgica para Minas e para o Brasil, do que para a prpria ci-dade. Muitas cidades que estiveram na mesma situa-o, por no entender o an-tagonismo existente entre crescimento e desenvolvi-mento, negligenciaram a importncia da adeso da populao durante esse processo. em outras pala-vras, se a populao local no entender as transfor-maes e no se engajar, o crescimento econmico atropela o desenvolvimen-to humano.</p><p>Acontece que os sete-la-goanos esto acostumados </p><p>a serem protagonistas do desenvolvimento munici-pal. Pouqussimas cidades mineiras tm esse privil-gio. exemplos de desen-volvimento endgeno no faltam. o Banco Agrimisa e a Telesete, que embora tenham sido incorporados, so exemplos do poder empreendedor local. or-gulho da cidade o fato dos parques industriais, side-rrgico, ceramista e txtil terem superado vrias cri-ses econmicas do pas.</p><p>Num futuro prximo, a maioria das cidades ter problemas com o abaste-cimento de gua. No en-tanto, em Sete lagoas, o Saae possui solues de engenharia para garantir autonomia no abasteci-mento para a populao e as empresas durante os prximos 50 anos.</p><p>No campo da sade, brevemente, um hospital regional de primeirssima categoria tornar a cidade referncia estadual e na-cional. A implantao de uma faculdade de medici-na e de cursos de gesto da sade pblica mera questo de tempo.</p><p>Na poltica, raras ci-</p><p>dades dispem de cacife poltico de expresso es-tadual e federal to alto. outro esteio social local a ao pastoral da Dio-cese, que garante a sal-vaguarda da famlia como a base da sociedade. Se no houver quem defen-da a famlia como a clu-la mater da sociedade, o progresso sobrepe o tecido social. Vrias ci-dades se transformaram em terra de ningum por-que a referncia familiar perdeu significado.</p><p>Porm, um novo contex-to socioeconmico paira sobre a cidade. uma janela de oportunidades se abre, tambm, para neo-sete--lagoanos. Acontece que mineiro desconfiado e costuma observar as coi-sas acontecerem primeiro para s depois agir. Mas isto no pode acontecer tarde demais. s ob-servar os exemplos das cidades que passaram pela mesma transio. em uma, a populao se en-gajou, e na outra, a popu-lao assistiu as mudan-as da janela.</p><p>Crescimento com de-senvolvimento melhor!</p><p>Jos Luiz Almeida Costajoseluiz@domingoemcasa.com.br</p><p>Publicao da AC&amp;S Mdia ltda CNPJ - 05.373.616/0001-21rua luiz do Carmo, 39Bairro Jardim Arizona - Sete lagoas-Mg - CeP 35700-374 - (31) 3775-0629Diretor geral - Almerindo Camilo (2709/Mg)Coordenador comercial - Sidney Duarte (comercial@domingoemcasa.com.br)Coordenador de Marketing - Jos luiz de Almeida CostaCoordenador de distribuio - rafael MelgaoEditora - Sandra CarvalhoReportagem - Jos Vtor Camilo e Cris DuarteDiagramao - Antonio Dias e Wanderson Fernando DiasTIRAGEM AUDITADA - 8.000 EXEMPLARESImpresso - o Tempo Servios grficos (Contagem-Mg)Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938Fale conosco: redacao@domingoemcasa.com.br e comercial@domingoemcasa.com.br</p><p>OS ARTIGOS ASSINADOS NO EXPRESSAM NECESSARIAMENTEA OPINIO DESTE JORNAL.</p><p>doMingo eM caSa</p></li><li><p>3Sete lagoaS eM tRanSFoRMao Domingo em Casa 1 a 7 De abril De 2012</p><p>Mobilidade urbana:Seltrans faz mudanas no trnsito. DOMINGO EM CASA ouviu a populao</p><p>A questo do trnsito um grande desafio para as administraes mu-nicipais. Com cada vez mais pessoas motorizadas, as ruas e avenidas ficam estreitas com tantos veculos dispu-tando o mesmo espao. em qualquer obra realizada em via pblica, os transtornos causados, mesmo sendo </p><p>temporrios, devem ser compensados com benefcios diretos populao. As solues criadas esto planejadas para ter vida longa para no causar novos incmodos. </p><p>Procurado pela reportagem do DOMINGO EM CASA, o secretrio mu-nicipal Trnsito e Transporte urbano </p><p>(Seltrans), Caio Valace, informou que passou a administrar o trnsito de Sete lagoas de acordo com a filosofia da mobilidade urbana (ver quadro).</p><p>Nos ltimos seis meses, grande nmero de intervenes no trnsito pode ser observado, e vrias outras esto planejadas no Programa de </p><p>Mobilidade urbana que a Seltrans implanta no municpio. Segundo ele, o prefeito Mrio Mrcio Maroca (PSDB) determinou que antevisse solues para acompanhar as trans-formaes sociais e econmicas da cidade, ouvindo sempre o que a po-pulao tem a dizer.</p><p> conjunto de solues que facilitam e racionalizam o deslocamento urbano de pessoas e cargas, atravs da integrao dos diversos meios de transportes, com prioridade segurana e acessibilidade das pessoas. </p><p>o que Mobilidade Urbana:</p><p>trnsito na Santa Juliana ser mudado</p><p>Via de acesso a grandes in-dstrias como iveco e Ambev, a Santa Juliana tornou-se uma das ruas com um trnsito mais desordenado de Sete lagoas. No intuito de facilitar o fluxo de veculos e pensando nos benefcios da prpria popu-lao, a prefeitura vai alterar o sentido da rua, que passa a ser de mo nica no sentido centro-bairro. essa mudan-a est prevista para o dia 5 de abril, afirma o secretrio Caio Valace.</p><p>De acordo com o supervi-sor de Trnsito da Seltrans, Marcos Mezenga, a secretaria realizou um estudo minucio-so at se chegar a essa deci-so. Chegamos concluso que no sentido bairro-centro havia trs possibilidades de acesso - avenida Prefeito Al-berto Moura sentido bairro Nova Cidade, avenida Saba-r e ainda a avenida Prefeito Alberto Moura sentido bairro Montreal. Tambm conclumos que no sentido centro-bairro o acesso seria s pela Santa Ju-liana, explica.</p><p>Populao avaliaPabline Cordeiro, de 30 </p><p>anos, farmacutica, conside-ra que a mudana no sentido do trnsito da Santa Juliana muito vlida. ela conta que j bateram em seu carro estacio-nado na rua. H dias em que eu tenho que estacionar nas ruas perpendiculares Santa Juliana por falta de espao, relata a farmacutica.</p><p>Claudete ribeiro, de 42 anos, manicure, residente no bairro So Vicente, encara a mudana de forma positiva. ela circula diariamente pela Santa Juliana por meio do transporte pblico e acha que a mudana s trar benefcios para a populao. isso aqui </p><p>catedral Santo antnio: obra polmica, mas necessria </p><p>outra ao prevista pela Seltrans a abertura do trnsito na lateral da igreja Santo Antnio. Conforme explicou o secretrio Caio Valace, a determinao tem o aval da arquite-ta urbanista e analista do Ministrio Pblico, Andra lana Mendes Novais. essa medida faz parte das estratgias da Seltrans para minimizar os transtor-nos causados com o fechamento des-sa rua, sobrecarregando o trfego nas ruas Dr. Pena, Fernando Pinto, praa Baro do rio Branco e rua ilka Frana, com fortes reflexos nas ruas Senador Salgado Filho e Santa Helena. Alm disso, o intuito criar um corredor que ligue a rua Carmem Kilesse, na Vrzea, at o fim da Professor Abeylard, no Pla-nalto, explica o secretrio.</p><p>Apesar do respaldo do Ministrio Pblico, a medida no bem vista pelo monsenhor Adelino de Souza lopes, responsvel pela Catedral de Santo Antnio, que foi informado da </p><p>uma coisa horrorosa, so mui-tos acidentes. Acredito que com essa mudana as coisas vo me-lhorar, afirma a manicure. </p><p>Narciso Nascimento, de 30 anos agente de Correios e conta a dificuldade que tem em realizar seu trabalho na rua Santa Juliana. ele tambm v com satisfao a notcia da mudana no trfego no local. Hoje eu fao a entrega da correspondncia toda de um lado da rua para voltar fazendo o ou-tro lado, cruzar a rua para fazer esse trabalho praticamente im-possvel, revela.</p><p>Claudete Ribeiro: Isto aqui uma coisa horrorosa</p><p>Narciso Nascimento: Cruzar a rua praticamente impossvel</p><p>Neide Correia: Muitos acidentes vm ocorrendo aqui</p><p>FoToS CriS DuArTeobra atravs de ofcio. Minha opinio desfavorvel, mas nunca fechei as por-tas para o dilogo, diz.</p><p>o secretrio Caio Valace promete melhorar a informao sobre os benef-cios da obra para as pessoas afetadas. A inteno limitar o trnsito no local a veculos pequenos, instalando limitado-res de eixo e de altura. Vamos colocar tambm uma ilha central direcionando o trnsito para o lado esquerdo da via e deixando o lado direito destinado ao estacionamento, antecipa.</p><p>Caio Valace explica que a ao im-portante porque o local fica repleto de veculos estacionados, e a falta de pas-sagem obriga que os veculos em circu-lao sejam obrigados a fazer manobras perigosas em um espao pequeno. Va-mos evitar riscos para as crianas e pe-destres que transitam no local, relata.</p><p>Para a aposentada Neide Correia, de 47 anos, moradora do bairro da Vrzea que leva e busca os sobrinhos </p><p>diariamente ao colgio regina Pacis, a abertura da via facilitar muito a cir-culao no local e uma questo de segurana para os muncipes. Muitos acidentes vm ocorrendo aqui devido falta de espaos para manobras. o trn-sito de veculos precisa ser organizado, opina. </p><p>o povo fala sobre implantao de sentido nico nas ruas Jos Duarte de Paiva e Benedito Valadares</p><p>o PoVo Fala</p><p>Cilene Soares, 40 anos, arte finalista:J tive que trocar o retrovisor vrias vezes. Hoje est bem mais tranquilo, fiquei muito satisfeita com a mudana.</p><p>Cilene Soaresanos, arte finalista:J tive que trocar o retrovisor vrias vezes. Hoje est bem mais tranquilo, fiquei muito satisfeita com a mudana.</p><p>Priscila Liboreiro funcionria pblica:Foi muito benfico essa mudana, at mesmo para o pedestre que tinha muita dificuldade em atravessar a rua.</p><p>Priscila Liboreiro funcionria pblica:Foi muito benfico essa mudana, at mesmo para o pedestre que tinha muita dificuldade em atravessar a rua.</p><p>Cludia Correia, 48 anos, secretria:Depois da mudana, os acidentes diminuram muito. isso um ganho enorme para a sociedade.</p><p>Cludia Correia48 anos, secretria:Depois da mudana, os acidentes diminuram muito. isso um ganho enorme para a sociedade.</p><p>o secretrio Caio valence anuncia que em breve a rua Benedito Valadares ter os passeios alargados, para maior conforto e segurana dos pedestres. </p><p>o secretrio Caio valenceque em breve a rua Benedito Valadares ter os passeios alargados, para maior conforto e segurana dos pedestres. </p></li><li><p>4 Religio Domingo em Casa 1 a 7 De abril De 2012MorgueFile</p><p>Pscoa: reflexo e...chocolateJudeus e catlicos comemoram perodo com diferentes abordagens; historiador explica que h relao entre a entrega de ovos e o cristianismo</p><p>Por Cris Duarte e Sandra Carvalho</p><p>Pscoa, data que sucede a Qua-resma e a Semana Santa. um pero-do curto, mas com pelo menos trs grandes significados religiosos e culturais. Para os cristos catlicos, trata-se de um momento de reflexo sobre a paixo e morte de Cristo e o sacrifcio que ele fez para salvar a humanidade dos pecados. J os judeus, comemoram o Pessach, a libertao do povo judaico da escra-vido no egito, passagem descrita no livro xodo, do antigo testamento da Bblia. Paralelo a isso tudo, pessoas de praticamente todas as religies mantm a tradio de presentear amigos e parentes com ovos de cho-colate, um costume que, segundo historiadores, tem tambm uma re-lao com religies. A reportagem do DOMINGO EM CASA foi a campo con-versar com quem entende do assunto para detalhar os significados. </p><p>Na viso catlica, de acordo com o monsenhor Adelino de Souza lopes, responsvel pela parquia de Santo Antnio, o perodo reservado para a reflexo e a converso espiritual, ou seja, o catlico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritu-al. essencialmente durante a Qua-resma, fazemos um retiro espiritual voltado reflexo, onde os cristos se recolhem em orao e penitncia para preparar o esprito para a acolhi-...</p></li></ul>