jornal domingo em casa 22ª edicao

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Jornal Domingo em Casa 22ª edicao

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  • dado PreocuPanteCom 882 portadores de HiV, Sete Lagoas entra na lista das 15 cidades de Minas com maior nmero de AiDS. Pg. 5

    domingo em caSa

    imPaSSe com a SaaePrefeito Maroca cancela tarifa cobrada de condomnios residenciais; contas emitidas sero substitudas. Pg. 9

    ANO 1 | EDiO 22 | SETE LAGOAS | 4 A 10 DE DEzEMBRO DE 2011

    diStriBuio gratuita naS reSidnciaS. naS BancaS r$ 0,50

    COM

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    Projeto aprovado pelo Senado que pe m aos fumdromos em todo pas divide opinies entre clientes e donos de bares e de restaurantes em Sete Lagoas. Pgs.6 e 7

    PROIBIDO FUMAR

  • 2 oPinio Domingo em Casa 4 a 10 De Dezembro De 2011

    Publicao do Consrcio Domingo em Casa CNPJ - 13.807.194/0001-83Rua Santa Catarina 1713-ABairro Boa Vista - Sete Lagoas-MGCEP 35700-086Diretor executivo e comercial - Marclio MaranDiretor de redao/editor responsvel - Almerindo Camilo (2709/MG)Jornalista freelancer - Herivelton Moreira da CostaDiagramao - Antonio Dias e wanderson Fernando DiasTiragem - 10.000 exemplaresImpresso - O Tempo Servios grficos (Contagem-MG)Representante comercial BH - AC&S Mdia Ltda (31) 2551-7797Representante comercial Sete Lagoas - Agncia guia (31) 3775-1909Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

    OS ARTIGOS ASSINADOS NO EXPRESSAM NECESSARIAMENTEA OPINIO DESTE JORNAL.

    domingo em caSa

    Conscincia negraEm 1888, foi decretada pela

    princesa izabel a Lei urea, que abolia a escravatura no Brasil. Em 123 anos, mudou muita coisa e, com certeza, graas aos diversos movi-mentos sociais espalhados pelo Bra-sil afora e pelo mundo.

    Quando falo sobre racismo, ou melhor, daquelas pessoas que tm preconceito pela cor da pele de algum, fico a imaginar se es-sas pessoas acreditam em Deus. E diante de tantos ignorantes com quem tenho me encontrado pela vida afora, seja no Sul do Brasil ou mesmo no Sudeste pelas cidades que passei, concluo que essas pes-soas jamais poderiam compreen-der nem mesmo o sentido da vida.

    imaginem comigo uma situao engraada. Jos passou a vida inteira discriminando pessoas, julgando--as pela cor de sua pele. Ele, branco como a neve, chegava a ter nojo de pessoas negras. Por muitas vezes, negou para elas o po na porta de sua casa; agrediu com palavras e vio-lncia a muitos; retirou-se de locais onde havia pessoas negras; nunca se emocionou com o sofrimento de um homem ou mulher de cor; era tido como algum que simplesmente odiava a raa negra.

    Mas Jos tinha outro lado. Um lado gentil e at, pode-se dizer, cristo. Ele ajudava a toda necessi-dade de pessoas brancas; era tido como um cristo fervoroso, daque-les que no faltava s obrigaes de sua religio; se dizia sempre te-meroso a Deus e chegava a chorar toda vez que via uma cruz e nela, Jesus crucificado. Esse era Jos.

    Mas Jos morreu. E como toda alma, ele teria que prestar contas a Deus. L estava, inquieto, na ex-pectativa de poder, pela primeira vez, ver, abraar e at mesmo cho-rar de emoo ao ver o Deus, que ele tanto adorara em vida. Teria agora uma eternidade para ador--lo, santific-lo.

    Enfim, algum o chama e entra em um grande salo.

    No final do salo est um trono iluminado e nele, um ser radiante o espera. Disseram-lhe que seria rece-bido pelo prprio Criador. isso mes-mo. O prprio Criador queria falar com Jos. Uma emoo tomou conta de sua alma. Um calafrio inexplic-vel principalmente quando Jos se aproximou daquele ser imensurvel. Uma voz o encoraja e diz:

    Jos, aproxima-te filho. Quero te abraar.

    Jos corre em disparada e ao se deparar com o ser divino que o esperava ele se espanta se ajoe-lha, e comea a chorar. No sabe o que fazer e est confuso. No po-deria imaginar em vida o que iria presenciar aps sua morte. Jos, o mesmo Jos que passou a vida in-teira como um racista, irracional, irredutvel, olha para Deus e des-cobre que o Criador, tem a pele ne-gra. Deus negro e ele no sabia.

    Somente um pensamento in-vade agora o seu ser. Como vai ser? Como ele vai me receber? Deus negro. E a minha alma, acabo de des-cobrir, pensa Jos. Ela sempre foi da cor que eu mais odiei.

    Que esta pequena histria possa fazer a todos ns refletir.

    Marclio Maranmaran@domingoemcasa.com.br

    duke

    Parabns, Sete lagoas!Estamos em ritmo de

    alegria e de festa, pois co-memoramos mais um ani-versrio da nossa cidade.

    Sete Lagoas merece de seus filhos legtimos e da-queles que, por adoo, se consideram sete-lagoanos, todo o respeito, carinho e devoo, pois, realmente, a nossa cidade , colocan-do de lado todo o bairris-mo natural de filha desta terra, um pequeno para-so, uma ilha de tranqili-dade e bem estar, se que se pode, em nossos dias, falar de bem estar e tran-qilidade no pas.

    No quero com isto dizer que no temos problemas. Temos sim, mas comparan-do-se com outras cidades brasileiras, vivemos, de cer-ta forma, os nossos proble-mas em situao infinitas vezes mais suaves que na maior parte da Nao.

    Voltando ao anivers-rio de Sete Lagoas, o que devemos orgulharmo-nos sempre da nossa terra na-tal, cultivando a felicidade

    e a alegria de se comemorar da maneira mais envolvente e comprometida com o nos-so desenvolvimento, no somente no aspecto fsico, mas, sobretudo no espiritu-al e cultural da nossa gente, garantindo assim a valori-zao da nossa populao como agente e o efeito da qualidade de vida no nosso municpio.

    Parabns Sete Lagoas, por mais um ano de evolu-o e caminhada rumo s alturas, cumprindo o nosso lema: Ad Altiora Nata.

    A vida no esttica. dinmica. Nascemos para as alturas e, se vivemos em sociedade, dependemos uns dos outros. Conviven-do, vamos aprendendo a amar a vida e o prximo, enriquecendo-nos recipro-camente e por isto que reconhecemos a qualidade que temos encontrado, ao longo de toda a nossa exis-tncia, nesta que a nossa Menina-Antiga, a cente-nria e jovem Cidade dos Lagos Encantados.

    Terra de luzes e coresPrincesa do meu Serto,Seus lagos so sete amoresNatos num s corao!

    Sete so as maravilhas do mundo. Sete so as ma-ravilhas do meu mundo. Meu mundo minha cida-de Sete Lagoas, com seus lagos que um poeta chamou de encantados, e que eu, um pouco mais realista cha-mo de encantadores.

    guas plcidas, guas mansas mansido que con-tagia a nossa gente e nos faz a todos, poetas ou estetas. Ou cantamos, em prosa e verso os nossos lagos, ou to so-mente admiramo-lhes a bele-za. Beleza azul, tranqila, que reflete o cu e o traz para mais perto de ns mesmos.

    E, por isto que as nos-sas lagoas, todas as sete, esto cravadas bem dentro de nossos coraes, to de-liciosa e mineiramente se-telagoanos.

    Parabns nossa Sete Lagoas por mais um ano de existncia!

    M. A. Matos de MeloPsicloga e empresria do Grupo Calsete

  • 3cidade e regio Domingo em Casa 4 a 10 De Dezembro De 2011

    Projeto pretende regularizar situao das ocupaes fundirias na cidadePor Gerlice Rosa

    A prefeitura lanou, na ltima quarta-feira, dia 30, o programa municipal de regularizao fun-diria. A proposta normalizar a situao das ocupaes irregu-lares na cidade e permitir que os moradores estejam com o docu-mento de suas propriedades na mo. O projeto ser encaminha-do ao Legislativo para votao nos prximos dias. O prefeito afirmou durante a cerimnia que conta com a sensibilidade dos vereadores. A demanda e o pro-jeto so antigos. A proposta do ex-vereador e atual secretrio de trnsito, Caio Valace, que lanou o projeto no perodo em que Ma-roca ainda era vereador.

    Nos ltimos trs meses, os esforos para o lanamento do projeto foram intensificados.

    documentao em dia

    A procuradora municipal, Ales-sandra Lisboa e o secretrio de administrao, Leonardo Bra-ga planejaram as aes que daro incio ao processo de regularizao fundiria. Sero

    trs etapas para regularizar os 1600 imveis listados pela equipe em situao irregular. Para facilitar o acesso s in-formaes, foi disponibilizada na ltima quinta-feira (dia 1)

    uma casa, segundo o prefeito, a casa de regularizao do seu imvel. L ser feito o atendimento ao pblico, das 8h30 s 17h, na rua Ulisses Vasconcelos, 80. A lista de documentos necessrios para a regularizao dos imveis ser disponibilizada no aten-dimento. Em seguida, ser fei-ta a visita s residncias pelos estagirios da Escola Tcnica.

    Caio Valace, proponente do projeto em administraes an-teriores, tomou a fala e relatou os pontos positivos da regulari-zao fundiria. Ns fizemos uma lei a vrias mos. E eu es-tou sinceramente emocionado porque ns lutamos muito por isso, declara ao ver o lana-mento do programa.

    A moradora do bairro Monte Carlo, Elizabete Pereira tomou a

    palavra e ressaltou a alegria em presencia o cumprimento da promessa feita em campanha pelo prefeito. Eu j fiz muitas crticas, critico quando tem que criticar, mas elogio quando tem que elogiar e isso vai ser muito bom para a cidade, declara a moradora. Conhecido pela sua crtica e atuao poltica, o fa-moso Barrozinho, do bairro Belo Vale, se emocionou ao co-mentar os benefcios do progra-ma. Ele fez um pedido direto ao Legislativo: Quero que vocs apoiem o projeto para ele no ficar s no papel. Ns precisa-mos lutar junto com a popula-o. O presidente da cmara, Toninho Rogrio, manifestou o interesse em apoiar os projetos de alcance social: a cmara sempre est atenta aos projetos pertinentes cidade.

    lanamento Cerimnia do programa de regularizao fundiria da cidade

    GERLiCE ROSA

  • 4 cidade e regio Domingo em Casa 4 a 10 De Dezembro De 2011

    Brennand realiza evento para discutir ocupao de rea arqueolgica da cidade

    Por Gerlice Rosa

    Vamos precisar de todo mun-do; um mais um sempre mais que dois. inspirada na msica O sal da terra, de Beto Gueses, a Bren-nand Cimentos realizou, desde a ltima segunda-feira, o seminr