jornal domingo em casa 13ª ediçao

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Jornal Domingo em Casa 13ª ediçao

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  • cmara muNicipaLAcrscimo de mais quatro vereadores ir custar R$ 1,44 milhes por ano a mais cidade. Pg. 3

    domiNgo em casa

    traNsporte pBLicoInjustia no recolhimento do ISSQN confronta concessionria e alternativos. Pg. 8

    ANO 1 | EDIO 13 | 2 A 8 DE OUTUBRO DE 2011

    distriBuio gratuita Nas residNcias. Nas BaNcas r$ 0,50

    ARQ

    UIV

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    Lembranas de uma histria gloriosa e novos projetos marcam os 75 anos da Rdio Incon dncia. pgs. 6 e 7

    ME DA ME DAA

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    ME DADE MINASDE MINASINTEGRAO

    Lembranas de uma histria gloriosa e novos projetos marcam os 75 anos da Rdio Incon dncia. pgs. 6 e 7

    Lembranas de uma histria gloriosa e novos projetos marcam os 75 anos da Rdio Incon dncia. pgs. 6 e 7

    Rdio comeou a funcionar na antiga Feira de Amostras. Seus progrmas de auditrio reuniam nomes consagrados como ngela Maria e Orlando Silva

  • 2 opiNio Domingo em Casa 2 a 8 De De outuro De 2011

    Publicao do Consrcio Domingo em Casa CNPJ - 13.807.194/0001-83Rua Santa Catarina 1713-ABairro Boa Vista - Sete Lagoas-MG (31) 3026-1700CEP 35700-086Diretor executivo e comercial - Marclio MaranDiretor de redao/editor responsvel - Almerindo Camilo (2709/MG)Jornalista freelancer - Herivelton Moreira da CostaDiagramao - Antonio Dias e Wanderson Fernando DiasTiragem - 10.000 exemplaresImpresso - O Tempo Servios grficos (Contagem-MG)Representante comercial BH - AC&S Mdia Ltda (31) 2551-7797Representante comercial Sete Lagoas - Agncia guia (31) 3775-1909Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

    OS ARTIGOS ASSINADOS NO EXPRESSAM NECESSARIAMENTEA OPINIO DESTE JORNAL.

    domiNgo em casa

    Nossos guardiesUma data muito significativa

    para quem, como eu, gosta de animais, o dia 4 de outubro. Esse o dia de So Francisco de Assis. O burgus que se fez pobre, caminhou pelas estradas da vida como mendigo, e nos deixou o exemplo de amor pelos animais. Sua simplicidade e ale-gria pela vida, fez dele um dos santos catlicos mais populares da histria.

    Nos dias de hoje, acreditem, encontramos pessoas que, ape-sar de no serem Franciscanos (Ordem dos Frades Menores), dedicam parte de suas vidas a cuidarem dos animais abando-nados, maltratados, doentes ou mesmo condenados morte por alguma doena. Independen-temente da classe social, essas pessoas demonstram um amor incondicional, e isso por enxer-garem neles a pureza que no encontrada na maioria de ns, seres humanos.

    O empresrio Vittorio Me-dioli, maior cone da comunica-o mineira, disse certa vez na sua coluna do jornal O Tempo: O cachorro o nico ser que se preocupa com as feridas dos outros e tenta lamb-las para alivi-las. Em seu texto, Medio-li expressa ainda seu amor pelos ces que, independentemente da raa, so sua paixo.

    J na regio metropolitana de Belo Horizonte, na cidade de Pedro Leopoldo, uma jovem po-bre dedica sua vida a salvar ani-mais e, somente na sua residn-cia, contam-se mais de 40 deles sob seus cuidados. Sem recur-sos, ela adota todos que chegam at ela por caminhos diversos, e chama os amigos para ajud-la a auxiliar. O importante que ela encontra ajuda de veterinrios, comerciantes e at mesmo dos vizinhos. Uma prova de que ain-da existe alguma esperana na humanidade.

    Poderia citar exemplos de diversas situaes comoventes, histrias que fariam o mais duro corao amolecer. Mas o espao curto, como curta a alma de tantos seres humanos intoleran-tes e infelizes, que no respei-tam esses pequeninos. Mas fico feliz por Deus ter colocado no mundo essas nobres criaturas, que nos acompanham, nos au-xiliam, nos amparam sem nada pedir em troca. Amam, porque foram criados para amar. Para aqueles que maltratam, matam, dispensam ou viram as costa para a dor de um animal, dei-xo uma frase de So Francisco: Comece fazendo o que neces-srio, depois o que possvel, e de repente voc estar fazendo o impossvel.

    Marclio Maranmaran@domingoemcasa.com.br

    duke

    Informo, opino, logo existo!Fenmeno caracterstico

    dos tempos atuais, as pessoas esto se permitindo emitir opi-nio atravs de blogs e e-mails. Contradizem a letra da msica de Raul Seixas e esto dispostas a ter opinio prpria formada so-bre tudo, inclusive sobre assun-tos que no sejam especialistas. Abandonam a condio de recep-tores passivos na comunicao, e insatisfeitas com as lacunas in-formacionais no noticiadas pela mdia, assumem esse espao as-sinando editoriais opinativo.

    Esto desejosas de explorar a informao at que se extraia dela a sua utilidade prtica. Para o pai da teoria matemtica da comunicao, Claude Shannon, o objetivo da informao re-duzir a incerteza. Nesse entendi-mento, a maioria dos contedos publicados na mdia no passa de dados travestidos de notcias. Como elementos construtores da informao, a falta de um nico dado gera desinformao. Des-providos de contextualizao, por si s, os dados no so teis. Informao sem utilidade des-cartvel. no vcuo da contextu-

    alizao de utilidade prtica dos noticirios que as pessoas sen-tem a necessidade de opinarem.

    A fartura de dados e de fon-tes de consultas liberalizadas na internet propicia a autonomia na produo da informao, e atravs das novas tecnologias de telecomunicaes, promover a circulao dela. Eis a sociedade da informao, onde a quinta--essncia fazer uso da informa-o para obter o conhecimento que se torne til na vida prtica.

    Sob o ponto de vista edu-cacional ningum picareta ao opinar sobre assuntos diversos. Para o psiclogo Benjamim Bloom, objetivo educacional o desenvolvimento das habilida-des de sntese e avaliao. Ou seja, saber identificar padres e emitir interpretaes, julgamen-tos e opinies. O analfabetismo funcional ocorre quando no fazemos uso desta faculdade. Quanto a isso, a professora da UFMG, Magda Soares, lidera o debate da necessidade de ir alm da alfabetizao. Prope o letramento, ou seja, o desenvol-vimento do hbito de saber fazer

    uso social da leitura e escrita.No dia a dia as pessoas en-

    frentam questes prticas para resolver e necessitam de infor-maes que lhes sejam teis. Ra-ramente as informaes de valor prtico esto disponveis. Assim, elaborar a informao pressu-pe saber problematizar. E para quem realiza este ciclo, a opinio prpria torna-se pertinente.

    No sculo XX, as pessoas eram tmidas ao opinar, mesmo quando o tema lhes impactava. S economistas opinavam sobre a inflao, apesar de qualquer um sofrer os danos. O patrulha-mento ao pensamento genera-lista fez atrofiar a habilidade de letramento e desenvolveu uma viso mope incapaz de enxergar o todo. Era a poca do cada ma-caco no seu galho, onde poucos tinham viso da rvore, e um n-mero menor ainda, da floresta.

    A poca de pensar com a cabea dos outros passou. Ter opinio formada sobre tudo uma atitude coerente com a atualidade, onde o mantra pensar global, agir local. Toda a opinio vlida.

    Jos Luiz Almeida CostaConsultor em inovaes

  • 3cidade e regio Domingo em Casa 2 a 8 De De outuro De 2011

    Quatro vereadores, r$ 1,4 milho

    Aumento do nmero de representantes eleva custo do municpio com o Poder Legislativo

    Ainda repercute a de-ciso tomada pelo Senado Federal em 2008 que, atra-vs de uma PEC (Proposta de Emenda Constituio), autorizou o aumento do n-mero de vereadores no pas, passando dos atuais 51.924 para 59.267, um acrscimo de 7.343 representantes nas cmaras de vereado-res brasileiras. Polmico, o tema reaviva uma velha questo: afinal, importa mais a quantidade ou quali-dade dos nossos polticos? A deciso final cabe a cada Cmara Municipal e tem que ser deliberada at 7 de ou-tubro, um ano antes do plei-to de 2012.

    Em Sete Lagoas, a po-lmica no podia ser dife-rente. Na semana passada, os vereadores aprovaram o aumento de 13 para 17 no nmero de represen-tantes na Cmara Muni-

    cipal a partir da prxima legislatura. Atualmente, cada vereador custa ci-dade aproximadamente R$ 30 mil mensais, assim distribudos: R$ 6.500 de salrio, R$ 12 mil para a contratao de funcion-rios (sem concurso), ao limite de 12 por gabinete e teto mnimo de R$ 1.000 de salrio por funcionrio, e mais R$ 6.000 para des-pesas gerais, como gasoli-na e despesas postais.

    Os valores citados per-fazem R$ 24,5 mil, mas no incluem os custos trabalhistas e obrigaes sociais, como INSS, o que permite deduzir que o cus-to deve beirar R$ 30 mil por vereador. Com esse arredondamento, para os quatro novos vereadores que assumem seus cargos a partir de 2013 o legis-lativo de Sete Lagoas vai

    absorver mais R$ 1,44 mi-lho por ano.

    E o Projeto de Emenda Lei Orgnica do Municpio (PELOM) n 001/2011 foi at econmico, pois a PEC do Senado autorizava a Cmara de Vereadores a aumentar o nmero de re-presentantes ainda mais. Se quisessem, em vez de quatro, os vereadores po-deriam ter criado oito no-vas vagas, com o que Sete Lagoas saltaria dos atuais 13 para 21 vereadores. Se tivessem optado pelo limi-te da lei, os gastos com o legislativo municipal se-riam elevados no em R$ 1,44 milho por ano, mas em R$ 2,88 milhes por ano. Est de bom tamanho mesmo. Ns tnhamos que aumentar o trabalho e no o nmero de vereadores. que tem gente fazendo conta de eleio e no da respon-

    sabilidade que temos para com a cidade, declara, em desafiador tom de desaba-fo, o vereador Caio Dutra (PMDB). Para ele, 21 verea-dores seria um grande peso poltico a carregar. No temos sequer espao fsico para isso, afirma Dutra.

    Sua opinio contes-tada pelo Partido dos Tra-balhadores, que fechou questo no sentido inver-so. Deveramos oferecer mais espao de participa-o sociedade. Hoje im-pera o poder econmico. Aumentar o nmero de ve-readores dar chance para que pessoas sem recursos, mas com um trabalho so-cial, por exemplo, possam se eleger, rebate o verea-dor Claudinei Dias (PT).

    Beneficiado pelo crit-rio interno que permite que s vote em caso