Jornal domingo em casa 36ª edição

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Jornal domingo em casa 36 edio

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<ul><li><p>diLMa reSPoNde SeTe-LagoaNa MociNHa BreJeiraPresidente d explicaes para leitora do Domingo em Casa. Pg.7</p><p>Carol Castro fala sobre a nova personagem em "Amor, eterno Amor". Pg. 11</p><p>DISTRIBUIO GRATUITA TIRAGEM AUDITADA: 8.000 EXEMPLARES</p><p>MO</p><p>RGU</p><p>EFIL</p><p>E</p><p>doMiNgo eM caSa</p><p> ANO 1 | EDIO 36 | SETE LAGOAS 25 A 31 DE MARO DE 2012</p><p>aLerTa VerMeLHoSete Lagoas registra 15 acidentes envolvendo motos por dia. Pgs. 4 e 5</p></li><li><p>2 oPiNio Domingo em Casa 25 a 31 De maro De 2012</p><p>duke</p><p>E a bola comea a rolar... O clarear das coisas, como </p><p>disse semana passada o deputa-do federal Mrcio Reinaldo (PP), ou o desanuviar do quadro eleitoral sete-lagoano, como preferiu dizer o prefeito Mrio Mrcio Maroca (PSDB), come-ou a se processar to logo os dois resolveram se manifestar a respeito do assunto que domina as rodas polticas da cidade.</p><p>O deputado pr-candidato ungido pelo Palcio da Liber-dade e seus arredores e o prefeito so dois dos principais personagens deste intricado enredo poltico-eleitoral munici-pal. H outros, claro, igualmente importantes, mas, sem dvida, a definio dos papis desses dois clareia as coisas e contribui para a desanuviar o quadro.</p><p>Decerto, h uma srie de va-riveis, como tambm definiu Mrcio Reinaldo, que podero interferir no cenrio. Algumas, cer-tamente, de forma incisiva, qui definitiva. Entre essas variveis poderia-se enumerar nomes como o do deputado federal tucano Edu-ardo Azeredo que, pelo que se depreende das falas de Maroca e Reinaldo na semana que passou, anda ao largo das discusses, pos-tura que, de se esperar, no lhe nada confortvel.</p><p>Ou estaria o ex-governador e ex-senador, majoritrio do PSDB na cidade, filho da terra, con-cordando que as discusses se dem sem que lhe consultem? claro que no. Muito menos A-</p><p>cio Neves, mestre da negociao poltica no estilo tancredista, jamais cometeria tamanha gafe. Esta varivel, portanto, deve estar sendo contornada, se que j no o foi.</p><p>Outro seno a ser contorna-do atende pelo nome de Leone Maciel. O ex-prefeito no escon-de sua insatisfao com o andar da carruagem, em razo de que poder tornar-se pea chave no xadrez que se desenha no cenrio sucessrio pelo lado da situao. Afinal, Leone tinha como lquida e certa sua indicao para a dispu-ta com o aval de Mrcio Reinaldo, que at j manifestara disposio em emprestar seu apoio, mas que viu-se compelido a mudar de opi-nio diante das argumentaes de nomes peso-pesados da poltica mineira, como o prprio Acio, o governador Antonio Anastasia e o vice Alberto Pinto Coelho, lder es-tadual do PP.</p><p>Pelos lados da oposio, o quadro embora um pouco mais definido mostra-se um tanto confuso. H pelo menos trs nomes tidos como certos na dis-puta: Emlio Vasconcelos (PSB), Mcio Reis (PMDB) e Ronaldo Canabrava (DEM). Sem falar dos aparentemente sem chance Rosimar Aparecida Gomes, a Mazinha do PCdoB, e profes-sor Paulo Frana (PSOL).</p><p>Seja como for, o quadro vai se definindo e, to logo acabe a Quaresma, os santos sero des-cobertos, como de costume.</p><p>Almerindo Camiloalmerindo@domingoemcasa.com.br</p><p>A defesa socialNum af de sair da tu-</p><p>tela do Estado, nas ltimas dcadas, a sociedade civil passou a assumir maior protagonismo na resolu-o de seus prprios pro-blemas. Na viso moderna do Estado, a sociedade ci-vil deve ser capaz de auto solucionar os problemas sociais. No campo da se-gurana, pblica a Cons-tituio de 1988 nomeia a sociedade como co-res-ponsvel pela manuteno da ordem.</p><p>Para fazer cumprir a sua cota de responsabili-dade, surge o conceito de defesa social, levando-se em conta que os crimes que impactam sobre a so-ciedade, originam-se de falhas nas prticas sociais produzidas no seio dela prpria. Resumindo, se a polcia obrigada a inter-vir porque a sociedade falhou.</p><p>Segundo estudos eti-molgicos, a palavra po-lcia derivada do grego polis, que tambm origi-nou as cidades modernas. Representava o trabalho de agentes das cidades-es-tado gregas que obrigavam os cidados a manterem </p><p>a cidade organizada. Para viver nas polis exigia-se urbanidade, convivncia pacfica, e, sobretudo, zelo do espao pblico. Aque-les que no comportavam civilizadamente eram re-preendidos pelos agentes da polis (polcia).</p><p>Uma das caractersticas atuais das cidades a ban-didagem ampliando cada vez mais seu territrio. Mes-mo quando a polcia prende um bandido, outro assume o territrio. Cada bandido faz sucessores infanto-juvenis, atrados pela adrenalina do jogo bandido contra moci-nho. Ensinam que na con-tabilidade da bandidagem, o tempo de priso compen-sa o crime. Porm, a adre-nalina do crime provoca a mortandade juvenil. Nas estatsticas dos homicdios, os jovens so maioria.</p><p>A defesa social no sociedade do bem se protegendo contra as as-sociaes para o crime. Numa viso holstica, a eliminao, pela raiz, das oportunidades de atos po-tencialmente criminosos, mesmo os inofensivos. A teoria da vidraa quebra-da, que deu origem ao pro-</p><p>grama tolerncia zero de combate ao crime na cidade de Nova York, o melhor exemplo.</p><p>Atravs da teoria, a ci-dade deve manter-se intei-ramente organizada e bem zelada para demonstrar que ali impera a ordem (e a lei). No sentido metafrico, uma nica vidraa quebrada in-centiva o vandalismo das demais. Se no for conserta-da, uma questo de tempo para a bandidagem assumir o territrio. No por acaso, a maioria dos crimes acon-tecem em ambientes ermos, mal conservados e abando-nados, uma espcie de ter-ritrio sem dono.</p><p>Quebrar vidraas no um simples ato de deli-quncia, a marcao de territrios da bandida-gem. As cidades possuem legislaes que exigem a ordenao e a manuteno urbanstica atravs dos C-digos de Postura, da Lei de Uso e Ocupao do Solo, e do Plano Diretor. Cada vez que a fiscalizao pblica se omite no zelo da cidade, a polcia ter que entrar em cena. Mas, polcia no conserta vidraas, a socie-dade sim.</p><p>Jos Luiz Almeida Costajoseluiz@domingoemcasa.com.br</p><p>Publicao da AC&amp;S Mdia Ltda CNPJ - 05.373.616/0001-21Rua Luiz do Carmo, 39Bairro Jardim Arizona - Sete Lagoas-MG - CEP 35700-374 - (31) 3775-0629Diretor geral - Almerindo Camilo (2709/MG)Coordenador comercial - Sidney Duarte (comercial@domingoemcasa.com.br)Coordenador de Marketing - Jos Luiz de Almeida CostaCoordenador de distribuio - Rafael MelgaoEditora - Sandra CarvalhoReportagem - Jos Vtor Camilo e Cris DuarteDiagramao - Antonio Dias e Wanderson Fernando DiasTIRAGEM AUDITADA - 8.000 EXEMPLARESImpresso - O tempo Servios Grficos (Contagem-MG)Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938Fale conosco: redacao@domingoemcasa.com.br e comercial@domingoemcasa.com.br</p><p>OS ARTIGOS ASSINADOS NO EXPRESSAM NECESSARIAMENTEA OPINIO DESTE JORNAL.</p><p>doMiNgo eM caSa</p></li><li><p>3cidade e regio Domingo em Casa 25 a 31 De maro De 2012</p><p>olho Vivo ineficientePM denuncia que 40% das 27 cmeras do sistema esto sem funcionar por falta de manuteno</p><p>Por Cris Duarte</p><p>Implantado em 2010 atra-vs de parceria entre o Estado, o Municpio e a Polcia Militar, o sistema de vigilncia por cme-ras Olho Vivo est funcionando precariamente em Sete Lagoas. A suspeita de alguns moradores foi confirmada nesta semana pelo tenente-coronel Slvio Augusto de Carvalho, comandante do 25o Ba-talho da Polcia Militar. Segundo ele, cerca de 40% das 27 cmeras, ou seja, 10 cmeras, esto para-das por falta de manuteno.</p><p>O comandante explica que a ma-nuteno do sistema ficou a cargo do municpio quando a parceria foi firmada e que a Prefeitura de Sete La-goas no tem cumprindo seu papel no acordo firmado com a PM e com o Estado pela segurana do municpio. H vrias cmaras desativadas, al-gumas por defeitos e outras por falta de limpeza, isso deveria ser uma pre-ocupao do poder pblico, afirma o comandante. </p><p>Ainda de acordo com a Polcia </p><p>Militar, a prefeitura tambm tem a funo de disponibilizar homens da guarda municipal para a operao dos equipamentos. Essa parte do acordo est sendo cumprida.</p><p>Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Sete Lagoas informou, por meio de sua assessoria de im-prensa, que a Guarda Municipal o rgo pblico que responde pelas cmeras e que apenas duas cmeras estariam sem funcionar. </p><p>O sub-comandante da Guarda Mu-nicipal, Marlon Mariel, informou que o contrato com a empresa que fazia a manuteno das cmeras do Olho Vivo venceu, mas que j foi aberta uma licitao para contratar outra empresa para os trabalhos. Ainda de acordo com Mariel, o prego foi publicado no Dirio Oficial do Municpio na semana passada e os envelopes das empresas participantes da licitao sero abertos no prximo dia 4 de abril, s 9h. </p><p>A vendedora Ana Pereira, que trabalha na regio central da ci-dade, diz ter medo da situao. A criminalidade no municpio vem aumentando e o poder pblico ain-</p><p>da faz uma coisa dessas, protesta.</p><p>Plano de SeguranaExatamente para diminuir a cres-</p><p>cente criminalidade em Sete Lagoas, a prefeitura da cidade lanou na semana passada o Plano de Segurana Pblica. Um estudo sobre o caso particular de Sete Lagoas e proposio de solues para reduo de crimes foram apresen-tados pelo socilogo Luiz Flvio Sapori, ex-subsecretrio de Estado de Defesa Social. Representantes do Executivo, de rgos de segurana e da comunidade participaram das apresentaes, mas no havia nenhum representante da Polcia Militar.</p><p>O comandante explicou que no compareceu audincia porque o trabalho da PM desenvolvido den-tro da Poltica Estadual de Seguran-a Pblica, e, por isso, possui uma agenda de servios que precisa ser cumprida. Ele teceu crticas apre-sentao, principalmente porque foi falado na ocasio pelo socilogo Sapori que h um distanciamento entre a PM e a sociedade.</p><p>No h afastamento. A PM vem </p><p>desenvolvendo projetos importantes junto sociedade como o Proerd, cinoterapia, Bom de Bola Bom de Escola, Jovens Construindo a Cidada-nia. Esses so exemplos de projetos desenvolvidos juntos comunida-de. Para mim, essa audincia foi um </p><p>evento poltico e ns no participa-mos disso, finalizou.</p><p>Evento poltico ou no, o fato que a audincia na semana passa-da apresentou um diagnstico que aponta para um aumento da crimina-lidade na cidade. </p><p>Sistema Olho Vivo faz a vigilncia por meio de cmeras em vrios pontos da cidade</p><p>CRIS DUARtE</p></li><li><p>Perigo em du as rodasEnquanto frota de motos e similares aumenta em 14,8% em Sete Lagoas, Hospital Municipal faz 15 atendimentos a vtimas de acidentes com motocicletas por dia</p><p>Por Cris Duarte</p><p>Que Sete Lagoas uma cidade onde o transporte sobre duas rodas impera nas vias pblicas todo mun-do sabe. Mas o que pouca gente tem cincia de que mais de 40% dos pacientes acidentados que do entrada no Hospital Municipal Mon-senhor Flvio DAmato so vtimas de acidentes envolvendo motocicle-tas. Vale lembrar que os desastres deixam nas vtimas sequelas muitas vezes irreversveis, como traumas na coluna, membros e crnio. </p><p>Em Sete Lagoas, a quantidade de motos no trnsito dirio cres-cente. De acordo com o delegado Elton Aparecido Costa, houve um aumento de 14,8% no nmero de motocicletas, ciclomotores e moto-netas circulantes no municpio entre outubro de 2010 (quando eles eram 21.326 veculos) e outubro de 2011 </p><p>Mais de 24,4 mil motos e motornetas circulam em Sete Lagoas; estudo do Ipea aponta que cada motociclista acidentado custa R$ 150 mil ao SUS</p><p>4 cidade e reigio Domingo em Casa 25 a 31 De maro De 2012</p><p>(quando passaram a ser 24.498). O nmero de acidentes com motos </p><p>tambm vem aumentando e preocupa a populao e as autoridades. Somen-te entre os meses de janeiro e outubro de 2011, o Hospital Municipal fez 2.283 atendimentos a vtimas de desastres envolvendo motocicletas, o que d uma mdia de oito atendimentos por dia. </p><p>Porm, segundo o mdico plan-tonista da unidade de sade, Caio Dutra, atualmente, so feitos de 10 a 15 atendimentos dirios. Ele explica que os traumas mais comuns nes-se tipo de acidente so fraturas de membros inferiores e superiores que muitas vezes levam a sequelas como deformidades e perdas de funes motoras. Essas fraturas ainda po-dem causar manchas claudicantes, defeitos permanentes e at amputa-o de membros, acrescenta. </p><p>Na opinio do mdico, o fator que mais contribui com o aumento do n-</p><p>mero de acidentes com motocicletas a falta de educao no trnsito. Pases com ndices de uso de motocicletas muito maiores do que o Brasil no tm a mesma incidncia, o que nos faz pen-sar que a imprudncia e a falta de pu-nio contribui para o aumento desses ndices no nosso pas.</p><p>As causas para o aumento do n-mero de motos circulantes em Sete Lagoas esto ligadas ao crescimento econmico da cidade, segundo o secre-trio de Sade e Gestor do SUS, Wan-derley Rodrigues Moreira. Ele conside-ra que o aumento de trabalhadores que usam motocicletas como ferramenta de trabalho, como os motoboys, fator preponderante. Muitas pessoas esto trabalhando como entregador, motot-xi. Com isso, o tempo vira sinnimo de dinheiro e a viso capitalista fala mais alto do que a prpria vida.</p><p>Diante do cenrio de crescimento econmico acirrado quase que pro-</p><p>porcional ao aumento de acidentes e vtimas de motos, a Secretaria Munici-pal de trnsito (Setrans) fez um levan-tamento que identificou 56 pontos da cidade onde h mais acidentes envol-vendo motos para a instalao de fisca-lizao eletrnica. </p><p>Segundo o secretrio Caio Valace, o objetivo no multar e, sim, forar uma reduo da velocidade com o uso de lombadas eletrnicas. Vrios pontos foram levantados, porm, no necessariamente, iremos colocar lombada em todos eles, at porque um custo muito alto, mas podemos eleger as prioridades at chegar a um nmero que seja eficaz na reduo desses acidentes, afirma.</p><p>Outro projeto da Setrans o Es-tacionamento Regulamentado para Motocicletas. Os espaos sero re-servados na rea central, prximo s esquinas das ruas que tenham essa demanda, evitando que uma moto-</p><p>cicleta ocupe a vaga de um veculo maior. A finalidade a racionaliza-o do uso do espao pblico, viabi-lizando um trnsito mais organizado e com maior mobilidade, o que tam-bm ajuda a evitar acidentes, expli-ca Valace.</p><p>Mas um estudo do Ipea sobre a frota e acidentes de motos no Brasil aponta que a soluo para o proble-ma passa necessariamente por me-lhorias no transporte pblico, mui-to mais do que por intervenes no trnsito. Em Sete Lagoas, h inicia-tivas nessa rea. Estamos criando um sistema de transporte pblico em Sete Lagoas. J fizemos audin-cia pblica para licitar o sistema e vamos criar polticas reguladoras que vo tornar o transporte pblico muito mais seguro, eficaz e atrativo, diminuindo, assim, a circulao de veculos individuais, garante o se-cretrio. (Com Sandra Carvalho)</p></li><li><p>5cidade e regio Domingo em Casa 25 a 31 De maro De 2012</p><p>Perigo em du as rodasEnquanto frota de motos e similares aumenta em 14,8% em Sete Lagoas, Hospital Municipal faz 15 atendimentos a vtimas de acidentes com motocicletas por dia</p><p>Mais de 24,4 mil motos e motornetas circulam em Sete Lagoas; estudo do Ipea aponta que cada motociclista acidentado custa R$ 150 mil ao SUS</p><p>O nico equipamento de proteo o capacete</p><p>MORGUEFILE/DIVULGAO</p><p>ROBERtA LANZA - 21.7.2011</p><p>Negligncia e imprudncia</p><p>A maior parte dos acidentes envolvendo motos em Sete La-goas causada por negligncia e imprudncia dos motoristas, de acordo com as autoridades policiais. Desconhecimento das regras de tr...</p></li></ul>