jornal domingo em casa 34ª edição

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Jornal Domingo em casa 34 edio

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  • recurSoS garantidoS amBguo rafaelPrefeitura conclui etapa da obra do Hospital Regional e garante verba. Pg. 3

    Marcos Pigossi conta tudo sobre as vrias nuances de seu personagem em "Fina Estampa". Pg. 9

    diStRiBUio GRatUita tiRaGem aUditada: 8.000 eXemPlaReS

    domingo em caSacomunicAo emBRAPA/DiVu

    LGA

    o

    ano 1 | edio 34 | Sete laGoaS 11 a 17 de maRo de 2012

    milho doce e promissorPesquisa de dez anos sobre o gro chega fase nal; embrapa anuncia possvel cultivo da semente j na prxima safra. Pg. 5

  • 2 oPinio Domingo em Casa 11 a 17 De maro De 2012

    duke

    O dilema de Marocao prefeito mrcio mrcio maroca,

    mal comparando, est vivendo um di-lema semelhante ao vivido por seu cor-religionrio tucano fernando Henrique quando cumpria o ltimo de seus oito anos na Presidncia: tem muito traba-lho a mostrar, mas enfrenta resistncia pela perfumaria que deixou de aten-der. como fez fHc na Presidncia, ma-roca dedicou seu tempo como prefeito a preparar sete Lagoas para o futuro. organizou o municpio nas essenciais reas de sade e saneamento, mas corre o risco de no ver seu esforo reconhecido pela populao de quem espera a reconduo ao cargo em ou-tubro prximo.

    erro estratgico para uns, falhas na comunicao para outros! o mais provvel, porm, tratar-se apenas de mera opo de um poltico com um per-fil diferente dos antecessores. maroca nem de longe lembra o personalismo de antecessores famosos. tambm no o tipo de prefeito que favorece nica e exclusivamente apoiadores e aliados quando o assunto verba publicitria. Ao contrrio, democraticamente, distri-bui sua verba legal de forma tcnica, le-vando em conta critrios profissionais, como, alis, convm ao bom adminis-trador da coisa pblica.

    Por qu, ento, o prefeito sofre de uma atroz impopularidade, a despeito do indiscutvel trabalho de qualidade que fez em reas essenciais para a vida das pessoas como sade e saneamen-to? Durante sua administrao, os pos-tos de sade, uPA's e Psf's triplicaram. tambm no se repetiram as enchentes comuns em poca de chuva. e este ano choveu bea.

    no estaria a populao reconhe-cendo este trabalho do prefeito, ou vale

    mesmo a mxima segundo a qual obra que fica por baixo da terra saneamen-to no rende votos? A resposta pode ser at bem simples: maroca e sua equi-pe preocuparam-se em preparar sete Lagoas para o futuro e esqueceram-se do futuro prximo, leia-se outubro e sua implacvel urna.

    o prefeito, vez por outra, d sinais de que precisa de socorro. Reclama da falta de compreenso de veculos de im-prensa sobre este trabalho que prepara a cidade do futuro. fez isto na semana que passou na visita mega-obra do hospital regional, quando queixou-se do pouco destaque que se d ao seu trabalho na rea de sade e saneamen-to, embora tenham sido os setores que mais investimentos receberam.

    se fosse um prefeito populista, alm de convocar a imprensa, colocaria o povo para visitar as obras do hospital. As crianas das escolas municipais l estariam com bons e bandeirinhas saudando os visitantes.

    Ainda h tempo para recuperar o prestgio perdido e o prefeito deve estar ao par disso. mas estar o gro-tucanato mineiro tambm convencido de que seu pupilo em sete Lagoas precisa de socorro? ser que o governador Anto-nio Anastasia deixar prpria sorte o correligionrio que administra a cidade que apresenta o maior crescimento do PiB em minas?

    um bom banho de embelezamen-to nos prximos meses e maior empe-nho na luta contra os buracos que se multiplicam nas ruas cidade, especial-mente nos bairros mais distantes, pode-ro ajudar maroca a reverter a situao poltico-eleitoral adversa. mas seus cor-religionrios que administram o estado tm que atentar para isto.

    Almerindo Camiloalmerindo@domingoemcasa.com.br

    Minerar os mineiros possvel minerar os mineiros

    para que eles sejam os maiores pro-dutores de riquezas do estado no lugar dos minerais? minas a terceira economia do pas, porm, em termos de PiB per capita apenas o nono colocado. isto significa que se a popu-lao mineira produzisse riquezas de acordo com a mdia nacional, minas seria a segunda economia nacional, e, dependendo da quebra de paradig-mas histricos, qui a primeira.

    o futuro no precisa ser neces-sariamente construdo sobre os mes-mos alicerces culturais do passado. Vrios povos vivenciaram essa ruptu-ra e mudaram o rumo de sua histria. o poder transformador da educao torna isso possvel. A coria do sul o exemplo mais emblemtico desse fe-nmeno. no Brasil, o ttulo do livro A Lanterna na Popa, do ex-diplomata e ministro Roberto campos, perfeito para ilustrar o hbito cultural nacional de condicionar o futuro em funo dos vcios do passado.

    mesma tese defendida pelo jornalista argentino Andrs oppe-

    nheimer em seu recente livro Basta de Histrias!. ele viajou por vrios pases que esto obtendo sucesso social e econmico com o advento da economia do conhecimento e os comparou com as naes latinas. che-gou seguinte constatao: em vez de priorizarem a educao, os latinos investem tempo na autovenerao de seus episdios histricos, e com os seus modos de ser.

    tocando o dedo na ferida, ele faz o diagnstico de que a ausn-cia do senso de humildade est impregnada sob toda a Amrica Latina. Para ele, estas naes van-gloriam-se com os poucos cones de sucesso intelectual que dispem e minimizam as comparaes com os demais pases em termos de avan-os no campo educacional.

    ele cita o contrassenso do fato dos estudantes latino-americanos na faixa dos 15 anos ficarem nas ltimas colocaes nos testes internacionais de comparao da educao, e, no en-tanto, uma pesquisa do BiD Banco interamericano e Desenvolvimento

    aponta que mais de 80% das famlias latinas esto satisfeitas com a educa-o que ofertada a seus filhos.

    ns, mineiros, no estamos livres dessa contradio. Vrias pesquisas revelam nossa gente satisfeita com suas cidades, sua qualidade de vida, suas instituies de ensino, e etc. do feitio mineiro querer que, pelo menos na foto, minas se revele melhor. mas, na realidade, ofuscamos oportunida-des de melhorias. s vezes, confundi-mos humildade com simploriedade. o humilde sabe das suas limitaes, est aberto para que a aprendizagem possa transform-lo para melhor. J o simplrio, mantm-se crdulo em suas convices e ingnuo quanto s suas possibilidades.

    o modo de ser matreiro e as-tuto ainda est incrustado no perfil dos mineiros. se no passado foi uma estratgia de vida, o sculo 21 abre uma oportunidade de minerar novos atributos ao povo mineiro. Para acabar com a dependncia econmica dos minerais, minerar os mineiros preciso!

    Jos Luiz Almeida Costaconsultor em inovaes

    Publicao da Ac&s mdia Ltda

    CnPJ - 05.373.616/0001-21Rua Luiz do carmo, 39

    Bairro Jardim Arizona - sete Lagoas-mG - ceP 35700-374 - (31) 3775-0629diretor geral - Almerindo camilo (2709/mG)Coordenador comercial - sidney Duarte (comercial@domingoemcasa.com.br)Coordenador de distribuio - Rafael melgaoeditora - sandra carvalhoReportagem - Jos Vtor camilo e cris Duartediagramao - Antonio Dias e Wanderson fernando DiastiRaGem aUditada - 8.000 eXemPlaReSimpresso - o tempo servios Grficos (contagem-mG)Representante comercial SP, Rio e Braslia - screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

    fale conosco: redacao@domingoemcasa.com.br e comercial@domingoemcasa.com.br

    oS aRtiGoS aSSinadoS no eXPReSSam neCeSSaRiamentea oPinio deSte JoRnal.

    domingo em caSa

    do leitorPreZadoS SenhoreS,

    cumpriment-los cordialmente o presente para agradecer a vocs a ateno prestada ao centro socioeducativo de sete Lagoas e bem como a matria publicada no Jornal Domingo em casa, ano 1, edio 32. o jornal Domingo em casa tem sido

    um parceiro de fundamental importncia na divulgao do trabalho desenvolvido com os adolescentes privados de liberdade. A informao desmistifica a viso da sociedade acerca do que a medida socioeducativa e, consequentemente, facilita a formao de novas parcerias pblicas e privadas todos os

    anos, ampliando o atendimento prestado nesse centro socioeducativo. na certeza de poder contar sempre com o apoio de vocs na continuidade desta parceria, agradecemos e nos colocamos disposio.

    Atenciosamente,ludmila Coelho dinizdiretora Geral

  • 3cidade e regio Domingo em Casa 11 a 17 De maro De 2012

    Prefeitura finaliza laje do Hospital Regional e garante recursos para a continuidade das obras

    etapa concluda

    Prefeito, acompanhado de convidados e do engenheiro responsvel, visitou as obras

    fotos Quin DRummonD/secom

    A segunda parcela de recursos para a continuidade das obras do Hospital Regional Doutor mrcio Pau-lino est garantida. o anncio foi feito na ltima tera-feira, dia 6, pelo pre-feito mrio mrcio maroca, durante visita para a instalao da laje no pri-meiro pavimento do primeiro bloco da unidade hospitalar. As obras, que j tiveram a primeira etapa conclu-da, esto rigorosamente em dia com o cronograma proposto e, segundo o prefeito, vo continuar conforme o planejado, mesmo 2012 sendo um ano eleitoral.

    De acordo com ele, no h um im-pedimento para a continuidade das intervenes em relao s eleies, j que a obra foi contratada e inicia-da bem antes do perodo. no exis-te perigo de paralisao. A obra est indo muito bem e dentro das normas tcnicas e de alta qualidade, afirmou maroca, que engenheiro por forma-o e percorreu toda a estrutura que est sendo construda.

    com previso para ser inaugura-do em dezembro de 2013, o complexo do Hospital Regional Doutor mrcio Paulino est orado em cerca de R$ 50 milhes e ser construdo com recursos do governo do estado e do municpio. o hospital ter capacida-

    de para atender a demandas de 36 municpios da regio.

    A estrutura ter 256 leitos, 50 unidades de terapia intensiva (utis), nove salas de cirurgia e um pronto-socorro. Aps a inaugura-o, a previso da Prefeitura de sete Lagoas de que pel