jornal domingo em casa 19ª edição

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Jornal domingo em casa 19ª edição

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  • XIXI FAZ BEM?Adeptos da urinoterapia acreditam que a urina um santo remdio matinal. Pg. 10

    2012Presidente do Jacar faz balano da temporada e anuncia planos para o ano novo. Pg. 20

    DISTRIBUIO GRATUITA NAS RESIDNCIAS. NAS BANCAS R$ 0,50

    DOMINGO EM CASA

    ANO 1 | EDIO 19 | 13 A 19 DE NOVEMBRO DE 2011

    SAU

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    Legislao brasileira endurece contra motoristas embriagados, mas em Sete Lagoas blitze ainda no acontecem. Pg.5

    TOLERNCIA

    ZERO

  • 2 OPINIO DOMINGO EM CASA 13 A 19 DE NOVEMBRO DE 2011

    Publicao do Consrcio Domingo em Casa CNPJ - 13.807.194/0001-83Rua Santa Catarina 1713-ABairro Boa Vista - Sete Lagoas-MG (31) 3026-1700CEP 35700-086Diretor executivo e comercial - Marclio MaranDiretor de redao/editor responsvel - Almerindo Camilo (2709/MG)Jornalista freelancer - Herivelton Moreira da CostaDiagramao - Antonio Dias e Wanderson Fernando DiasTiragem - 10.000 exemplaresImpresso - O Tempo Servios grficos (Contagem-MG)Representante comercial BH - AC&S Mdia Ltda (31) 2551-7797Representante comercial Sete Lagoas - Agncia guia (31) 3775-1909Representante comercial SP, Rio e Braslia - Screanmedia (11) 3451-0012 e (11) 9141-2938

    OS ARTIGOS ASSINADOS NO EXPRESSAM NECESSARIAMENTEA OPINIO DESTE JORNAL.

    DOMINGO EM CASA

    144 anos de histriaO que falar de uma cidade que

    j vai completar 144 anos? Com cer-teza, so muitas histrias. Histrias de polticos que por aqui passaram e deixaram sua marca positiva, como o nosso Doutor Afrnio. Hist-rias de empresrios que vieram de muito longe, como Manlio Costetti, o aviador da Fora Area Italiana que veio com seu esquadro trazer avies que o Brasil comprara para a Segunda Guerra Mundial e acabou desistindo de voltar para a Europa e se estabeleceu em nossa cidade. Foi com ele que tive a honra de ter meu primeiro emprego, aos 13 anos de idade. Ou talvez contarmos his-trias sobre personagens tpicos como de minha infncia, destacan-do o Simo Charrete que corria atrs das crianas com um porrete na mo. Ou mesmo histrias de outros personagens como a famosa Izabel Trovo, aqum nossos pais ameaavam chamar para que com-portssemos. E isso entre outros fatos que voc leitor, pode at se recordar ou j ouviu falar.

    So muitas, muitas histrias para contar, pessoas para homenagear e, mais ainda, momentos para recordar. Lembro-me do Cine Meridiano, Cines Pepino e Rivelo, esses dois ltimos abandonados em sua histria, sem que a prefeitura de nossa cidade se interesse em compr-los e transform--los em grandes teatros, o que, alis, no temos. Seria um marco histrico para Sete Lagoas e nossa cultura. Quem sabe poderamos tambm re-ceber outros presentes como nossas

    lagoas revitalizadas, nossa serra de Santa Helena mais valorizada ou nos-so jardins seguindo exemplos como da cidade que morei e que todos ado-tam como exemplo, que Curitiba?

    Mas temos esperana que as coisas mudem quando nossa cidade completar 150 anos. At l, quando mais empresas de grande porte que aqui se instalaro, tal como a Ambev, poder ter mudado sua filosofia ar-caica no tratamento aos filhos desta terra, e, pelo menos, tentar realizar um trabalho social de destaque em nossa cidade e no somente sugar nossa gua de graa.

    As outras empresas que para c vierem devero ter mais respeito para com nosso solo, nossa gente e nossa cultura e no somente exibir os dlares que vo para o estrangei-ro s custas dos mseros salrios que pagam se comparados aos trabalha-dores de centros como So Paulo. No bastasse, ainda tm coragem de pedir matria espontnea para a imprensa local.

    At l, e estou sendo otimista, algum poder surgir e ter peito para dizer a qualquer empresrio, poltico ou estrangeiro que esta terra, Sete Lagoas, tem histria, tem sangue de muitas famlias, de muita gente. E que respeito se conquista, no se compra. Que ns, sete-lagoanos de verdade, estamos atentos a tudo. E prontos, a qualquer momento, a lutar pelos nos-sos direitos. Parabns Sete Lagoas. Parabns meus amigos e conterrne-os e a todos que, como eu, amam esta terra abenoada por Deus.

    Marclio Maranmaran@domingoemcasa.com.br

    Duke

    Medicina alternativaA Constituio de 1988

    foi, realmente, revolucionria para este pas. Ela deu ao povo instrumentos de presso junto s autoridades, porque propi-cia sua participao. Na rea da sade, influenciou a Con-ferncia Nacional de Sade, tambm de 1988, e um dos ar-tigos do texto deste encontro nacional diz que o tratamento alternativo no Sistema nico de Sade (SUS) um direito do usurio. Para quem no sabe, delegados setoriais eleitos em todo o Brasil (enfermeiros, m-dicos, empresrios do setor, representantes dos governos, etc) decidem o que como vai funcionar a sade pblica.

    Resumindo: o que decidi-do na Conferncia Nacional de Sade tem que ser implantado, depois de aprovadas leis espe-cficas. Ao longo de duas d-cadas, o Conselho Nacional de Sade, os Conselhos Estaduais de Sade, entre outros rgos reguladores, tm ampliado a le-gislao que regula a medicina alternativa no SUS. Ento, fica a pergunta: por que os prefeitos e governadores no obedecem? direito de escolha do povo.

    Temos timos exemplos isolados, como o Centro de Te-rapias Naturais de Santa Luzia, o de Betim, o de Juiz de Fora, o Hospital de Medicina Alternati-va de Gois, os programas Far-mcia Viva do Cear, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul... Vale lembrar que todos, sem exceo, apresentam relatrios que revelam uma economia de 65% nos custos operacionais

    e 75% de resultados positivos nos tratamentos de doenas.

    Em Santa Luzia, esto sendo aplicadas metodolo-gias de acolhimento iguais da rede pblica de sade da Inglaterra. Aquele pas verificou que a maior parte dos usurios tem problemas emocionais e no precisa de

    remdios. Dores de cabea, por exemplo, podem ser con-sequncias de brigas conju-gais, estresse no trabalho, conflitos com filhos adoles-centes, e a soluo no est no consumo de analgsicos.

    Mas, voltemos pergunta que no quer calar. Os prefei-tos no implantam os centros de medicina alternativa por qu? Eles reduzem custos e possibilitam a adoo de me-didas preventivas com mais eficcia. Seria ignorncia para com o tema? No acredito. O prprio Ministrio da Sade tem boletim sobre os recur-sos para o setor, atravs do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterpicos, e a mdia nacional revela os re-sultados cientficos do uso de plantas medicinais.

    Bom, tem mais uma per-gunta: ser presso dos gran-des laboratrios alopticos do pas? No tenho resposta. Com a palavra os prefeitos e o governador de Minas, que at hoje no assinou o conv-nio com o Ministrio da Sade para alocao de verbas para essa rea.

    Herivelton MoreiraJornalista e raizeiro

    Ignorncia em relao ao tema ou presso dos

    laboratrios?

  • 3CIDADE E REGIO DOMINGO EM CASA 13 A 19 DE NOVEMBRO DE 2011

    Mais sade para o trabalhadorI Seminrio do Centro de Referncia em Sade do Trabalhador reuniu palestrantes e em Sete Lagoas

    Mais de 180 pessoas par-ticiparam na ltima tera-feira (08/11) do I Seminrio do Centro de Referncia em Sade do Tra-balhador (Cerest) Conhecer para Acontecer, promovido pelo mu-nicpio atravs da Secretaria de Sade e realizado no auditrio da UNIFEMM. A Sade do Trabalha-dor foi o tema do seminrio que teve como objetivo apresentar e divulgar para a comunidade as polticas nacionais de sade do trabalhador e suas diretrizes. O seminrio foi voltado para todos os segmentos ligados ao setor.

    Ao abrir o evento, o secret-rio de Sade e Gestor do SUS/SL, Wanderley Rodrigues Moreira, que representou o prefeito Ma-roca, destacou que responsa-bilidade do SUS cuidar da sade dos trabalhadores. O Cerest um apoiador da rede de ateno sade. Esse tema um grande desafio. A gesto consegue resol-ver parte desse problema, mas no o todo.

    A primeira palestra Sade do Trabalhador/Rede Nacional de Sade do Trabalhador (Renast) foi proferida pela consultora de Sade do Trabalhador do Minis-trio da Sade, Luciana de Assis Amorim, que fez um breve histri-co do Cerest. Em 2002 tnhamos no Brasil 17 Cerest s. Hoje temos

    190, sendo sete habilitados s este ano. Em Minas Gerais exis-tem 17 Cerest s, destacou.

    A palestrante ressaltou a im-portncia do centro de referncia, lembrando que ele tem como principal funo fortalecer a ar-ticulao intersetorial e garantir o financiamento das aes de Sade do Trabalhador, alm de promover formao profissional e treinamentos. Ele destacou que atualmente uma mdia de 5 mil trabalhadores morrem devido a acidentes ou doenas relaciona-das ao trabalho, principalmen-te acidentes de trabalho fatais, mutilaes, exposio a material biolgico, intoxicao, LER/DORT e transtornos mentais.

    Ainda pela manh foram pro-feridas as palestras sobre a Sa-de do Trabalhador em MG, pela diretora de Sade do Trabalhador da Secretaria de Estado de Sa-de de Minas Gerais, Elice Eliane Nobre Ribeiro, e Atribuies do Ministrio da Previdncia Social, pelo supervisor de benefcios da Agncia da Previdncia Social (APS/SL), Darlan Ferreira.

    Na parte da tarde a especia-lista em Psicologia do Trabalho, rica Ribeiro, ministrou a palestra Adoecimento mental e assdio moral do trabalho. Na sequncia as experincias de Sete Lagoas e

    regio foram apresentadas aos participantes, com destaque para a histria do aposentado Ricardo Leonardo da Rocha, que durante 14 anos trabalhou numa empresa de lapidao e h seis anos des-cobriu que contraiu silicose. Apo-sentado, j esteve vrias vezes entre a vida e a morte, mas passa bem, a ponto de ter podido parti-

    cipar do seminrio relatando sua experincia aos presentes.

    O I Seminrio do Cerest foi encerrado com a palestra Meca-nismo de alcance das normas de sade ocupacional e avanos nas condies de trabalho na regio, pelo consultor de Segurana do Trabalho e Meio Ambiente, We-merson Nunes Costa.

    Na avaliao da coordenadora do Cerest de Sete Lagoas, Glacy Ferreir