38ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

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  • Distribuio Gratuita

    O JORNAL PARA O

    CAMINHONEIROAMIGO

    www.chicodaboleia.com.br

    Orgulho de ser caminhoneiro

    EDIO NACIONAL

    O Plenrio da Cmara dos Deputados con-cluiu no dia 11 de fevereiro, a votao das emendas do Senado ao projeto que aumen-ta o tempo mximo ao volante do motorista profissional de 4 horas para 5,5 horas con-tnuas.

    Ano 04 - Edio 38 - Fevereiro de 2015

    Deputados mantm jornada mxima de motoristas profissionais

    em 12 horas

    Pg. 03

    Pg. 04

    Pg. 07

    Departamento tcnico da entidade definiu ndice aps reunio com mais de 250 em-presrios do setor, em Salvador

    NTC divulga defasagem de 14,11% nos fretes praticados

    pelo mercado

    A ANTT (Agncia Nacional de Transportes Terrestres) suspendeu o reajuste de ped-gio da BR-393, na divisa entre os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, at o entroncamento com a BR-116 (via Dutra).

    ANTT suspende reajuste do ped-gio na BR-393 entre Minas Gerais e

    Rio de Janeiro

    Greve dos caminhoneiros: de onde vem e para onde vai?Greve dos caminhoneiros comeou de forma espontnea para reivindicar reduo do preo do diesel e nos pedgios. No entanto, os mobilizados tem demonstrado uma interpretao distorcida quanto a Lei 12.619 e de-fendem o aumento da jornada de trabalho.

    Foto: Brunno Covello

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Sede: Rua Jos Ravetta, 07 - Itapira-SP, CEP 13977-150 Fone:(19) 3843-5778

    Tiragem:

    50.000 exemplares Nacional, 10.000 exem-plares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro Preto

    Diretora-Presidente: Wanda Jacheta

    Diretor-Geral / Editor: Chico da Boleia

    Coordenao / Reviso / Fotgrafa

    Larissa J. Riberti

    Diagramao / Fotgrafa

    Pamela Souza

    Suporte TcnicoMatheus A. Moraes

    Conselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coordenado-ra do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APROCAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)

    Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa

    02 EDITORIAL

    ExpedientePASSOU O CARNAVAL, E AGORA, O ANO DE FATO COMEA ?

    Companheiros do trecho, diz o dito popu-lar que no nosso querido Brasil as coisas s andam aps o carnaval. E infelizmente isso quase uma realidade. Existem setores que no param, como o nosso, mas existem outros que param sem pressa de voltar.

    Uma coisa que tem incomodado muito a minha pessoa ver o que tem acontecido com a imprensa nacional. um absurdo que certos jornalistas se prestem ao traba-lho de tentar construir factides em cima de mentiras deslavadas. Vejamos o seguin-te: os depoimentos das delaes premiadas, que devem ser segredo de justia, ningum tem acesso, nem advogados procuradores

    nem mesmo o Ministro da Justia tem aces-so. Mas periodicamente alguns rgos de imprensa tem acesso s estas informaes, e a pergunta que no cala e no tem respos-ta: Porque eles tm acesso e de que forma obtiveram estes acessos?

    O mais triste e bvio que seja qual for a resposta no mnimo indecente, para no usar terminologia mais pesada. Bom isso assunto para uma matria es-pecial que em breve vamos publicar em nossas pginas. E no me venha dizer que estou defendendo este o aquele partido, de-fendo acima de tudo uma imprensa seria, responsvel, que leve a informao precisa e no fantasias aos leitores.

    Vamos ao nosso setor! Enfim a cmara dos deputados votou as alteraes na Lei 12.659, a Lei do Motorista. E votou mal, desfigurou o que a Lei tinha de mais im-portante que era sobre a carga horria do trabalhor. Temos um texto do Procurador do Trabalho da Regio do Mato Grosso falando sobre isso, nosso amigo Dr Paulo Douglas.

    Em alguns lugares do Brasil, muitos ca-minhoneiros seguem parando seus brutos para protestar contra o aumento do Diesel e dos custos dos transportes. Mas no existe um movimento organizado. As entidades sindicais esto discutindo as alteraes nas regras do RNTRC, isso ainda vai demorar, pois existem divergncias difceis de equa-cionar.

    Todos os anncios so de responsabilidade dos

    respectivos anunciantes.

    Todas as matrias assinadas por colunistas so

    de inteira responsabilidade de seus produtores.

    Termo de responsabilidade

    Se voc quiser mais noticias e informa-es, basta acessar o site www.chicodabo-leia.com.br ou nossas redes sociais. E no se esquea: temos nosso boletim dirio na Radio Cultura Municipal de Amparo FM 102,9 sempre as 05h50min da manh e que voc tambm pode acompanhar no site no mesmo horrio.

    Caso voc tenha alguma idia ou sugesto escreva para nosso e-mail que chicoda-boleia@chicodaboleia.com.br

    At a prxima edio e um grande abraoChico da Boleia.Sempre com orgulho de ser caminhoneiro.

    A ANTT (Agncia Nacional de Transportes Terrestres) suspendeu o reajuste de ped-gio da BR-393, na divisa entre os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, at o entroncamento com a BR-116 (via Dutra).

    A autorizao para elevar a tarifa bsica em 11%, de R$ 4,50 para R$ 5,00, foi publi-cada no DOU (Dirio Oficial da Unio) da sexta-feira (27 de fevereiro).

    Em nota, a Agncia informou que a sus-penso necessria para ajustes tcnicos. A alta valeria a partir do dia 5 de maro nas praas de pedgio localizadas em Paraba, Sapucaia e Barra do Pira. Todas no estado do Rio de Janeiro.

    O trecho da rodovia, de 200,4 quilmetros, est sob concesso da empresa Rodovia do Ao S.A. desde maro de 2008. A outorga valida por 25 anos.

    Natlia PianegondaAgncia CNT de Notcias

    Portos movimentaram 969 milhes de toneladas de carga em 2014

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    SJC, SINDITAC RMC, SINDITAC Goinia e Regio, CNTA.Assinaram um acordo e a expectativa do Go-verno Federal que os bloqueios tivessem fim.

    S que isso no ocorreu. E porque no ocorreu?

    Porque nosso setor passa por um momento de crise de identidade, na qual os caminhoneiros no reconhecem aqueles que se colocam como suas lideranas, e acabam seguindo uma lide-rana que empresrio e no autnomo. E ai temos o samba do crioulo doido!

    Na minha opinio um momento grave, as-suntos de grande importncia para nosso setor esto na ordem do dia, e os que se dizem repre-sentantes tiveram uma resposta clara da catego-ria. E a vem a pergunta: o que fazer?

    J tenho falado h muito tempo que cada com-panheiro tem que chamar para si a sua respon-sabilidade e participar do seu sindicato, cobrar de quem est a frente posies claras e discus-ses com a base. Caso contrrio vo continuar existindo pessoas que falam em nosso nome e no representam nada.

    Um abrao,Chico da Boleia, orgulho de ser caminhoneiro

    Chico da Boleia respondeAntnio Lopes: Chico qual sua opinio sobre as paralisaes que esto ocorrendo dos cami-nhoneiros? Companheiro Antnio! Sua pergunta muito oportuna, pois o momento que nossa categoria est passando exige uma reflexo profunda. O Diesel est alto e muito alto, os pedgios so abusivos em estados como Paran e So Paulo, o valor do frete est baixo e bota baixo nisso! S que eu acho que as reivindicaes tem que ser feitas de forma organizada pois se no for assim, corre o risco de cair no vazio e os instru-mentos perdem fora.

    O movimento comeou de forma espontnea sem que as lideranas sindicais existentes par-ticipassem, coisa que s ocorreu aps o terceiro ou quarto dia de mobilizao. Em cada parte do pas as exigncias eram diferentes, e ningum sabia quem estava coordenando. Depois de um tempo o Governo chama para uma reunio para selar acordo as lideranas de algumas en-tidades.

    As entidades que se se sentaram mesa para negociar so as seguintes, CNTTL, SINDITAC Ponta Grossa, SINDITAC Gois, SINDICATO NACIONAL DOS CEGONHEIROS, SINDI-TAC SJP PR, SINDITAC RMC, SINDITAC

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAPAPO DE BOLEIA 03

    A ANTT (Agncia Nacional de Transportes Terrestres) suspendeu o reajuste de ped-gio da BR-393, na divisa entre os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, at o entroncamento com a BR-116 (via Dutra).

    A autorizao para elevar a tarifa bsica em 11%, de R$ 4,50 para R$ 5,00, foi publi-cada no DOU (Dirio Oficial da Unio) da sexta-feira (27 de fevereiro).

    Em nota, a Agncia informou que a sus-penso necessria para ajustes tcnicos. A alta valeria a partir do dia 5 de maro nas praas de pedgio localizadas em Paraba, Sapucaia e Barra do Pira. Todas no estado do Rio de Janeiro.

    O trecho da rodovia, de 200,4 quilmetros, est sob concesso da empresa Rodovia do Ao S.A. desde maro de 2008. A outorga valida por 25 anos.

    Natlia PianegondaAgncia CNT de Notcias

    Portos movimentaram 969 milhes de toneladas de carga em 2014

    Resultado representa aumento de 4% em relao a 2013, informa Antaq.

    Portos privados, os chamados TUPs, regis-traram crescimento de 4,7%. Os portos brasileiros movimentaram 969 milhes de toneladas de carga em 2014, in-formou neste ms a Agncia Nacional de Transportes Aquavirios (Antaq). O resul-tado do ano passado foi 4% maior que o registrado em 2013, quando os terminais nacionais movimentaram 931 milhes de toneladas. Das 969 milhes de toneladas, 621 milhes, o equivalente a 64% do total, foram movi-mentadas em portos privados, os chama-dos TUPs. Grandes empresas exportadoras brasileiras, entre elas a Vale, administram terminais desse tipo. Em relao a 2013, quando movimentaram 593 milhes de toneladas, o crescimento nos TUPs foi de 4,7%.

    J os portos pblicos movimentaram, por-tanto, 349 milhes de toneladas de cargas em 2014, alta de 3,2% em relao a 2013, quando foram movimentadas 338 milhes de toneladas.

    De acordo com o diretor-geral da Antaq, Mrio Povia, a carga a mais movimen-tada no ano passado, em relao a 2013, equivale capacidade do porto de Parana-gu, no Paran. Ele apontou ainda que o re-sultado de 2014 superou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

    Exportao e importaoO relatrio divulgado nesta quarta aponta que o minrio de ferro continua sendo o principal produto exportado pelo Brasil. Foram 338,1 milhes de toneladas no ano passado, o equivalente a 61,2% do total. Na comparao com 2013, as exportaes desse produto cresceram 5,05%.

    J a movimentao de soja, que represen-tou 8% das exportaes brasileiras no ano passado, registrou aumento de 2,65%.

    Em relao s importaes, os com-bustveis e leos minerais foram 25,6% do total, ou 41,4 milhes de toneladas, alta de 5,81% em relao a 2013. Os contineres, com 38,6 milhes de toneladas (23,9% do total), registraram crescimento de 0,46%.

    ANTT suspende reajuste do pedgio na BR-393 entre Minas Gerais e Rio de Janeiro PortosO porto de Santos, em So Paulo, o

    maior do pas, registrou em 2014 queda no total de cargas movimentadas. Foram 94 milhes de toneladas, resultado 5% inferior aos 99 milhes de 2013. Ainda assim, San-tos foi responsvel por 27% de toda a carga que passou por portos pblicos no ano pas-sado.

    J Itagua, no Rio de Janeiro, na segunda posio e por onde passaram em 2014 18% de toda a carga dos portos pblicos, teve aumento de 9,47% na movimentao de carga (63,8 milhes, ante 58,3 milhes).

    Terceiro colocado, o porto de Paranagu movimentou no ano passado 41,6 milhes de toneladas, 0,4% menos que em 2013 (41,7 milhes).

    Ainda de acordo com a Antaq, 14 novos portos privados comearam a operar no ano passado, 7 deles no Rio de Janeiro, 3 no Par, e os outros 4 no Amazonas, Bahia, Paran e Rio Grande do Sul. Eles foram, juntos, responsveis pela movimentao de 4,7 milhes de toneladas de carga.

    Fonte: NTC & Logstica

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA04 FIQUE POR DENTROO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Um balano das atividades da Operao Carnaval, divulgado pela Polcia Rodo-viria Federal mostrou que os ndices de acidentes, mortos e feridos so os menores registrados nos ltimos oito anos durante o feriado de Carnaval nas rodovias federais.

    De acordo com o relatrio, no perodo entre a sexta-feira (13) at a quarta-feira de cin-zas (18), a PRF atendeu 31,7 acidentes para cada milho de veculos em circulao, que resultaram em 1,37 mortos para cada grupo de um milho de veculos e 20,4 feridos por milho. Comparados com os do ano passa-do, esses ndices apontam reduo de 22% na quantidade de acidentes, 28% na taxa de mortos e18% na taxa de feridos. Durante os cinco dias de feriado prolongado foram registrados 2.785 acidentes, 120 mortos e 1.786 feridos nas rodovias federais.

    A PRF ressaltou que um dos motivos dos acidentes que alguns motoristas ainda in-sistiram na mistura lcool e direo. Esses tiveram a viagem interrompida nas fiscali-zaes da PRF. Dos mais de 85 mil testes do bafmetro realizados, 372 resultaram na priso do condutor e 2.006 geraram mul-ta de R$1.915, 40, recolhimento da habili-tao e reteno do veculo. A cada quatro minutos e meio um motorista que dirigia alcoolizado nas BRs foi retirado de circu-lao.

    O estado de Minas Gerais, com um hist-rico de altos ndices de ocorrncias nos fe-riados de Carnaval, registrou queda de 47% na taxa de mortos em 2015. Bahia e Paran, estados que tambm considerados crticos no perodo das festas de Momo, tiveram os ndices de mortes reduzidos, com quedas de 39% e 67% respectivamente.

    No relatrio divulgado, a PRF afirma que

    mesmo aps o endureci-mento da legislao que pune as ultrapassagens foradas e feitas em lo-cais proibidos, o tipo de acidente que mais provo-cou mortes nesse feriado foi a coliso frontal, cau-sada, na maioria das ve-zes, pelas ultrapassagens mal realizadas.

    Um dos acidentes em que mais mortes foram registradas aconteceu na

    BR-020, no Distrito Federal. Aps invadir a pista contrria, um veculo com placas clonadas que fugia da fiscalizao bateu de frente com outro automvel causando a morte de seis pessoas. Em outro acidente, tambm envolvendo um carro roubado, trs pessoas morreram depois de uma coliso frontal. A batida aconteceu na BR-373, no Paran. Duas das vtimas eram me e filha.

    No Esprito Santo, quatro pessoas da mes-ma famlia morreram depois de uma tenta-tiva malsucedida de ultrapassagem na BR-101. O veculo que tentava ultrapassar, ao perceber que no teria tempo hbil, colidiu lateralmente em um caminho que seguia em sentido contrrio, que acabou perdendo o controle e batendo de frente com outro automvel.

    Operao Integrada Rodovida

    A Operao Carnaval foi inserida na se-gunda etapa de um esforo de fiscalizao mais abrangente, a Operao Integrada Ro-dovida. A integrao entre Casa Civil, Mi-nistrios da Justia, Sade, Cidades, Trans-portes e os rgos estaduais e municipais um grande esforo governamental para a reduo da violncia no trnsito. A primei-ra etapa da Operao teve incio no dia 12 de dezembro de 2014 e foi at o dia 31 de janeiro de 2015. Aps uma pausa, as aes simultneas entre os rgos em locais e horrios pr-definidos foram retomadas no dia 06 de fevereiro e seguiram at o domin-go (22).

    A Operao Rodovida direciona as fiscali-zaes para aquelas condutas responsveis por elevados ndices de letalidade no trn-sito, focando na embriaguez ao volante, no excesso de velocidade, nas ultrapassagens proibidas e na falta do capacete.

    Cai o nmero de mortos e feridos durante o carnaval de 2015

    " Segundo a proposta (PL 4246/12), a jornada do motorista

    profisional continua a ser de oito ho-ras, com duas extras, mas conveno

    ou acordo coletivo poder prever at quatro horas extras."

    O Plenrio da Cmara dos Deputados con-cluiu no d...