38ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

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Distribuio GratuitaO JORNAL PARA OCAMINHONEIROAMIGOwww.chicodaboleia.com.brOrgulho de ser caminhoneiroEDIO NACIONALO Plenrio da Cmara dos Deputados con-cluiu no dia 11 de fevereiro, a votao das emendas do Senado ao projeto que aumen-ta o tempo mximo ao volante do motorista profissional de 4 horas para 5,5 horas con-tnuas.Ano 04 - Edio 38 - Fevereiro de 2015Deputados mantm jornada mxima de motoristas profissionais em 12 horasPg. 03Pg. 04Pg. 07Departamento tcnico da entidade definiu ndice aps reunio com mais de 250 em-presrios do setor, em SalvadorNTC divulga defasagem de 14,11% nos fretes praticados pelo mercadoA ANTT (Agncia Nacional de Transportes Terrestres) suspendeu o reajuste de ped-gio da BR-393, na divisa entre os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, at o entroncamento com a BR-116 (via Dutra). ANTT suspende reajuste do ped-gio na BR-393 entre Minas Gerais e Rio de JaneiroGreve dos caminhoneiros: de onde vem e para onde vai?Greve dos caminhoneiros comeou de forma espontnea para reivindicar reduo do preo do diesel e nos pedgios. No entanto, os mobilizados tem demonstrado uma interpretao distorcida quanto a Lei 12.619 e de-fendem o aumento da jornada de trabalho. Foto: Brunno CovelloO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIASede: Rua Jos Ravetta, 07 - Itapira-SP, CEP 13977-150 Fone:(19) 3843-5778Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exem-plares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro PretoDiretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor-Geral / Editor: Chico da BoleiaCoordenao / Reviso / FotgrafaLarissa J. RibertiDiagramao / FotgrafaPamela SouzaSuporte TcnicoMatheus A. MoraesConselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coordenado-ra do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APROCAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa02 EDITORIALExpedientePASSOU O CARNAVAL, E AGORA, O ANO DE FATO COMEA ?Companheiros do trecho, diz o dito popu-lar que no nosso querido Brasil as coisas s andam aps o carnaval. E infelizmente isso quase uma realidade. Existem setores que no param, como o nosso, mas existem outros que param sem pressa de voltar.Uma coisa que tem incomodado muito a minha pessoa ver o que tem acontecido com a imprensa nacional. um absurdo que certos jornalistas se prestem ao traba-lho de tentar construir factides em cima de mentiras deslavadas. Vejamos o seguin-te: os depoimentos das delaes premiadas, que devem ser segredo de justia, ningum tem acesso, nem advogados procuradores nem mesmo o Ministro da Justia tem aces-so. Mas periodicamente alguns rgos de imprensa tem acesso s estas informaes, e a pergunta que no cala e no tem respos-ta: Porque eles tm acesso e de que forma obtiveram estes acessos? O mais triste e bvio que seja qual for a resposta no mnimo indecente, para no usar terminologia mais pesada. Bom isso assunto para uma matria es-pecial que em breve vamos publicar em nossas pginas. E no me venha dizer que estou defendendo este o aquele partido, de-fendo acima de tudo uma imprensa seria, responsvel, que leve a informao precisa e no fantasias aos leitores.Vamos ao nosso setor! Enfim a cmara dos deputados votou as alteraes na Lei 12.659, a Lei do Motorista. E votou mal, desfigurou o que a Lei tinha de mais im-portante que era sobre a carga horria do trabalhor. Temos um texto do Procurador do Trabalho da Regio do Mato Grosso falando sobre isso, nosso amigo Dr Paulo Douglas.Em alguns lugares do Brasil, muitos ca-minhoneiros seguem parando seus brutos para protestar contra o aumento do Diesel e dos custos dos transportes. Mas no existe um movimento organizado. As entidades sindicais esto discutindo as alteraes nas regras do RNTRC, isso ainda vai demorar, pois existem divergncias difceis de equa-cionar.Todos os anncios so de responsabilidade dos respectivos anunciantes.Todas as matrias assinadas por colunistas so de inteira responsabilidade de seus produtores.Termo de responsabilidadeSe voc quiser mais noticias e informa-es, basta acessar o site www.chicodabo-leia.com.br ou nossas redes sociais. E no se esquea: temos nosso boletim dirio na Radio Cultura Municipal de Amparo FM 102,9 sempre as 05h50min da manh e que voc tambm pode acompanhar no site no mesmo horrio.Caso voc tenha alguma idia ou sugesto escreva para nosso e-mail que chicoda-boleia@chicodaboleia.com.br At a prxima edio e um grande abraoChico da Boleia.Sempre com orgulho de ser caminhoneiro. A ANTT (Agncia Nacional de Transportes Terrestres) suspendeu o reajuste de ped-gio da BR-393, na divisa entre os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, at o entroncamento com a BR-116 (via Dutra). A autorizao para elevar a tarifa bsica em 11%, de R$ 4,50 para R$ 5,00, foi publi-cada no DOU (Dirio Oficial da Unio) da sexta-feira (27 de fevereiro). Em nota, a Agncia informou que a sus-penso necessria para ajustes tcnicos. A alta valeria a partir do dia 5 de maro nas praas de pedgio localizadas em Paraba, Sapucaia e Barra do Pira. Todas no estado do Rio de Janeiro. O trecho da rodovia, de 200,4 quilmetros, est sob concesso da empresa Rodovia do Ao S.A. desde maro de 2008. A outorga valida por 25 anos. Natlia PianegondaAgncia CNT de NotciasPortos movimentaram 969 milhes de toneladas de carga em 2014O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIASJC, SINDITAC RMC, SINDITAC Goinia e Regio, CNTA.Assinaram um acordo e a expectativa do Go-verno Federal que os bloqueios tivessem fim.S que isso no ocorreu. E porque no ocorreu?Porque nosso setor passa por um momento de crise de identidade, na qual os caminhoneiros no reconhecem aqueles que se colocam como suas lideranas, e acabam seguindo uma lide-rana que empresrio e no autnomo. E ai temos o samba do crioulo doido!Na minha opinio um momento grave, as-suntos de grande importncia para nosso setor esto na ordem do dia, e os que se dizem repre-sentantes tiveram uma resposta clara da catego-ria. E a vem a pergunta: o que fazer?J tenho falado h muito tempo que cada com-panheiro tem que chamar para si a sua respon-sabilidade e participar do seu sindicato, cobrar de quem est a frente posies claras e discus-ses com a base. Caso contrrio vo continuar existindo pessoas que falam em nosso nome e no representam nada.Um abrao,Chico da Boleia, orgulho de ser caminhoneiroChico da Boleia respondeAntnio Lopes: Chico qual sua opinio sobre as paralisaes que esto ocorrendo dos cami-nhoneiros? Companheiro Antnio! Sua pergunta muito oportuna, pois o momento que nossa categoria est passando exige uma reflexo profunda. O Diesel est alto e muito alto, os pedgios so abusivos em estados como Paran e So Paulo, o valor do frete est baixo e bota baixo nisso! S que eu acho que as reivindicaes tem que ser feitas de forma organizada pois se no for assim, corre o risco de cair no vazio e os instru-mentos perdem fora.O movimento comeou de forma espontnea sem que as lideranas sindicais existentes par-ticipassem, coisa que s ocorreu aps o terceiro ou quarto dia de mobilizao. Em cada parte do pas as exigncias eram diferentes, e ningum sabia quem estava coordenando. Depois de um tempo o Governo chama para uma reunio para selar acordo as lideranas de algumas en-tidades.As entidades que se se sentaram mesa para negociar so as seguintes, CNTTL, SINDITAC Ponta Grossa, SINDITAC Gois, SINDICATO NACIONAL DOS CEGONHEIROS, SINDI-TAC SJP PR, SINDITAC RMC, SINDITAC O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAPAPO DE BOLEIA 03A ANTT (Agncia Nacional de Transportes Terrestres) suspendeu o reajuste de ped-gio da BR-393, na divisa entre os estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, at o entroncamento com a BR-116 (via Dutra). A autorizao para elevar a tarifa bsica em 11%, de R$ 4,50 para R$ 5,00, foi publi-cada no DOU (Dirio Oficial da Unio) da sexta-feira (27 de fevereiro). Em nota, a Agncia informou que a sus-penso necessria para ajustes tcnicos. A alta valeria a partir do dia 5 de maro nas praas de pedgio localizadas em Paraba, Sapucaia e Barra do Pira. Todas no estado do Rio de Janeiro. O trecho da rodovia, de 200,4 quilmetros, est sob concesso da empresa Rodovia do Ao S.A. desde maro de 2008. A outorga valida por 25 anos. Natlia PianegondaAgncia CNT de NotciasPortos movimentaram 969 milhes de toneladas de carga em 2014Resultado representa aumento de 4% em relao a 2013, informa Antaq.Portos privados, os chamados TUPs, regis-traram crescimento de 4,7%. Os portos brasileiros movimentaram 969 milhes de toneladas de carga em 2014, in-formou neste ms a Agncia Nacional de Transportes Aquavirios (Antaq). O resul-tado do ano passado foi 4% maior que o registrado em 2013, quando os terminais nacionais movimentaram 931 milhes de toneladas. Das 969 milhes de toneladas, 621 milhes, o equivalente a 64% do total, foram movi-mentadas em portos privados, os chama-dos TUPs. Grandes empresas exportadoras brasileiras, entre elas a Vale, administram terminais desse tipo. Em relao a 2013, quando movimentaram 593 milhes de toneladas, o crescimento nos TUPs foi de 4,7%.J os portos pblicos movimentaram, por-tanto, 349 milhes de toneladas de cargas em 2014, alta de 3,2% em relao a 2013, quando foram movimentadas 338 milhes de toneladas.De acordo com o diretor-geral da Antaq, Mrio Povia, a carga a mais movimen-tada no ano passado, em relao a 2013, equivale capacidade do porto de Parana-gu, no Paran. Ele apontou ainda que o re-sultado de 2014 superou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.Exportao e importaoO relatrio divulgado nesta quarta aponta que o minrio de ferro continua sendo o principal produto exportado pelo Brasil. Foram 338,1 milhes de toneladas no ano passado, o equivalente a 61,2% do total. Na comparao com 2013, as exportaes desse produto cresceram 5,05%.J a movimentao de soja, que represen-tou 8% das exportaes brasileiras no ano passado, registrou aumento de 2,65%.Em relao s importaes, os com-bustveis e leos minerais foram 25,6% do total, ou 41,4 milhes de toneladas, alta de 5,81% em relao a 2013. Os contineres, com 38,6 milhes de toneladas (23,9% do total), registraram crescimento de 0,46%.ANTT suspende reajuste do pedgio na BR-393 entre Minas Gerais e Rio de Janeiro PortosO porto de Santos, em So Paulo, o maior do pas, registrou em 2014 queda no total de cargas movimentadas. Foram 94 milhes de toneladas, resultado 5% inferior aos 99 milhes de 2013. Ainda assim, San-tos foi responsvel por 27% de toda a carga que passou por portos pblicos no ano pas-sado.J Itagua, no Rio de Janeiro, na segunda posio e por onde passaram em 2014 18% de toda a carga dos portos pblicos, teve aumento de 9,47% na movimentao de carga (63,8 milhes, ante 58,3 milhes).Terceiro colocado, o porto de Paranagu movimentou no ano passado 41,6 milhes de toneladas, 0,4% menos que em 2013 (41,7 milhes).Ainda de acordo com a Antaq, 14 novos portos privados comearam a operar no ano passado, 7 deles no Rio de Janeiro, 3 no Par, e os outros 4 no Amazonas, Bahia, Paran e Rio Grande do Sul. Eles foram, juntos, responsveis pela movimentao de 4,7 milhes de toneladas de carga.Fonte: NTC & LogsticaO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA04 FIQUE POR DENTROO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAUm balano das atividades da Operao Carnaval, divulgado pela Polcia Rodo-viria Federal mostrou que os ndices de acidentes, mortos e feridos so os menores registrados nos ltimos oito anos durante o feriado de Carnaval nas rodovias federais. De acordo com o relatrio, no perodo entre a sexta-feira (13) at a quarta-feira de cin-zas (18), a PRF atendeu 31,7 acidentes para cada milho de veculos em circulao, que resultaram em 1,37 mortos para cada grupo de um milho de veculos e 20,4 feridos por milho. Comparados com os do ano passa-do, esses ndices apontam reduo de 22% na quantidade de acidentes, 28% na taxa de mortos e18% na taxa de feridos. Durante os cinco dias de feriado prolongado foram registrados 2.785 acidentes, 120 mortos e 1.786 feridos nas rodovias federais.A PRF ressaltou que um dos motivos dos acidentes que alguns motoristas ainda in-sistiram na mistura lcool e direo. Esses tiveram a viagem interrompida nas fiscali-zaes da PRF. Dos mais de 85 mil testes do bafmetro realizados, 372 resultaram na priso do condutor e 2.006 geraram mul-ta de R$1.915, 40, recolhimento da habili-tao e reteno do veculo. A cada quatro minutos e meio um motorista que dirigia alcoolizado nas BRs foi retirado de circu-lao.O estado de Minas Gerais, com um hist-rico de altos ndices de ocorrncias nos fe-riados de Carnaval, registrou queda de 47% na taxa de mortos em 2015. Bahia e Paran, estados que tambm considerados crticos no perodo das festas de Momo, tiveram os ndices de mortes reduzidos, com quedas de 39% e 67% respectivamente.No relatrio divulgado, a PRF afirma que mesmo aps o endureci-mento da legislao que pune as ultrapassagens foradas e feitas em lo-cais proibidos, o tipo de acidente que mais provo-cou mortes nesse feriado foi a coliso frontal, cau-sada, na maioria das ve-zes, pelas ultrapassagens mal realizadas.Um dos acidentes em que mais mortes foram registradas aconteceu na BR-020, no Distrito Federal. Aps invadir a pista contrria, um veculo com placas clonadas que fugia da fiscalizao bateu de frente com outro automvel causando a morte de seis pessoas. Em outro acidente, tambm envolvendo um carro roubado, trs pessoas morreram depois de uma coliso frontal. A batida aconteceu na BR-373, no Paran. Duas das vtimas eram me e filha.No Esprito Santo, quatro pessoas da mes-ma famlia morreram depois de uma tenta-tiva malsucedida de ultrapassagem na BR-101. O veculo que tentava ultrapassar, ao perceber que no teria tempo hbil, colidiu lateralmente em um caminho que seguia em sentido contrrio, que acabou perdendo o controle e batendo de frente com outro automvel.Operao Integrada RodovidaA Operao Carnaval foi inserida na se-gunda etapa de um esforo de fiscalizao mais abrangente, a Operao Integrada Ro-dovida. A integrao entre Casa Civil, Mi-nistrios da Justia, Sade, Cidades, Trans-portes e os rgos estaduais e municipais um grande esforo governamental para a reduo da violncia no trnsito. A primei-ra etapa da Operao teve incio no dia 12 de dezembro de 2014 e foi at o dia 31 de janeiro de 2015. Aps uma pausa, as aes simultneas entre os rgos em locais e horrios pr-definidos foram retomadas no dia 06 de fevereiro e seguiram at o domin-go (22). A Operao Rodovida direciona as fiscali-zaes para aquelas condutas responsveis por elevados ndices de letalidade no trn-sito, focando na embriaguez ao volante, no excesso de velocidade, nas ultrapassagens proibidas e na falta do capacete.Cai o nmero de mortos e feridos durante o carnaval de 2015" Segundo a proposta (PL 4246/12), a jornada do motorista profisional continua a ser de oito ho-ras, com duas extras, mas conveno ou acordo coletivo poder prever at quatro horas extras."O Plenrio da Cmara dos Deputados con-cluiu no dia 11 de fevereiro, a votao das emendas do Senado ao projeto que aumen-ta o tempo mximo ao volante do motorista profissional de 4 horas para 5,5 horas con-tnuas e altera a forma de aproveitamento do descanso obrigatrio, alm de outros detalhes no regulamento da profisso. A matria ser enviada sano presidencial.Segundo a proposta (PL 4246/12), a jor-nada do motorista profissional continua a ser de oito horas, com duas extras, mas conveno ou acordo coletivo po-der prever at quatro horas extras. Uma das emendas votadas pretendia man-ter oito horas mais duas extras, mas foi rejeitada pelos depu-tados.O texto aprovado um substitutivo do re-lator pela Comisso de Trabalho, de Administrao e Servio Pblico, deputado Jo-vair Arantes (PTB-GO), aos projetos de lei 4246/12, do deputado Jernimo Goergen (PP-RS); e 5943/13, da comisso especial que analisou o tema.Peso extraNa votao desta quarta, o Plenrio mante-ve o aumento de 5% para 10% da tolern-cia admitida sobre os limites de peso bruto do caminho por eixo para rodagem nas es-tradas brasileiras. O Senado tinha proposto a excluso da mudana.Outro artigo que o Senado propunha ex-cluir e a Cmara manteve prev que os veculos de transporte de cargas que circu-larem vazios no pagaro taxas de pedgio sobre os eixos mantidos suspensos.ExameEntre as obrigaes previstas no projeto para o motorista profissional, est a realiza-o peridica de exame toxicolgico com janela de deteco de 90 dias.O exame ser exigido para a renovao e a habilitao das categorias C, D e E em periodicidade proporcional validade da carteira de habilitao, de 3,5 anos ou 2,5 anos, e ter de ser realizado nas clnicas ca-dastradas pelo Conselho Nacional de Trn-sito (Contran).A nova obrigao no dife-rencia os motoristas que estejam exercendo a profisso daqueles que esto afastados da atividade ou aposen-tados. Recentemente, resoluo do Contran com a mesma exign-cia teve sua vigncia prorrogada para o final de abril. A estimativa de que o exame, a ser pago pelo motorista, fique em torno de R$ 300.Tempo de descansoDe acordo com o texto, a cada seis horas no volante, o motorista dever descansar 30 minutos, mas esse tempo poder ser fra-cionado, assim como o de direo, desde que esse ltimo seja limitado s 5,5 horas contnuas.J o descanso obrigatrio, de 11 horas a cada 24 horas, poder ser fracionado, usu-frudo no veculo e coincidir com os inter-valos de 30 minutos. O primeiro perodo, entretanto, dever ser de 8 horas contnuas.O texto tambm define o que tempo de espera, quando o motorista no est diri-Deputados mantm jornada mxima de motoristas profissionais em 12 horasPlenrio da Cmara dos Deputados | Foto: DivulgaoO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAFIQUE POR DENTRO 05gindo. So enquadradas nesse conceito as horas em que o motorista profissional em-pregado aguarda a carga ou descarga do caminho e o perodo gasto com a fiscali-zao de mercadoria na alfndega.Se essa espera for maior que duas horas, o tempo ser considerado como repouso.A proposta converte em advertncia as multas aplicadas em decorrncia da lei atu-al (12.619/12) quanto inobservncia dos tempos de descanso e tambm aquelas por excesso de peso do caminho.Longa distnciaNas viagens de longa distncia com dura-o maior que sete dias, o projeto concede repouso semanal de 35 horas, contra as 36 horas da lei atual, permitindo seu fraciona-mento em dois e o acmulo de at trs per-odos de repouso seguidos, que podero ser usufrudos no retorno da viagem.No caso do empregado em regime de com-pensao, que trabalha 12 horas seguidas e descansa por 36 horas, o projeto retira a ne-cessidade de a conveno ou acordo cole-tivo que prever esse regime justific-lo em razo de especificidade, de sazonalidade ou de caracterstica do transporte.Todas as regras de descanso semanal e di-rio constam da Consolidao das Leis do Trabalho (CLT Decreto-lei 5.452/43).O projeto permite ao motorista estender o perodo mximo de conduo contnua pelo tempo necessrio para chegar a um lu-gar que oferea segurana e atendimento. Na lei atual, essa extenso de uma hora.PenalidadesA penalidade que poder ser aplicada pela polcia rodoviria ao caminhoneiro por descumprir esses perodos de repouso pas-sa de grave para mdia, embora permanea a reteno do veculo para cumprimento do tempo de descanso.Entretanto, o projeto determina a conver-so da penalidade para grave se o motorista cometeu outra infrao igual nos ltimos 12 meses.No caso dos motoristas de nibus, o fra-cionamento do intervalo de descanso po-der ser em perodos de 5 minutos e, se o empregador adotar dois motoristas, o des-canso poder ocorrer com o veculo em movimento. Aps 72 horas, no entanto, o repouso dever continuar em alojamento externo ou com o veculo parado se for do tipo leito.Cesso de veculoSero permitidos tambm o emprstimo de veculo de empresa de transporte ao moto-rista autnomo, sem vinculao emprega-tcia; e a circulao em qualquer horrio do dia de veculos articulados com at 25 metros de comprimento.O pagamento ao motorista ou transporta-dora pelo tempo que passar de cinco horas na carga e descarga de veculo passa de R$ 1 por tonelada/hora para R$ 1,38 e ser atu-alizado anualmente pelo ndice Nacional de Preos ao Consumidor (INPC).Locais de descansoEm relao aos locais de descanso e pontos de parada, o projeto determina a publicao da relao desses locais pelo poder pblico e condiciona a aplicao das penalidades pelo descumprimento da futura lei publi-cao dessa relao e de suas atualizaes subsequentes relativamente a cada rodovia includa.Entre os locais de repouso e descanso dos motoristas profissionais, o projeto lista es-taes rodovirias, refeitrios das empresas ou de terceiros e postos de combustveis.Est previsto tambm que o poder pblico ter cinco anos para ampliar a disponibili-dade dos locais de repouso e descanso nas estradas, inclusive por meio da exigncia de sua abertura pelas concessionrias de rodovias e instituio de linhas de crdito.Para estimular o desenvolvimento da ati-vidade de transporte terrestre nacional de cargas, o texto cria o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas).ntegra da proposta:PL-4246/2012 em www2.camara.leg.br Agncia Cmara NotciasO Dr. Paulo Douglas, Pro-curador do Trabalho em MT e coautor da Ao Ci-vil Pblica que deu origem Lei 12.619/2012 repudou a aprovao das alteraes na legislao dos motoristas e publicou uma dura crtica aos legisladores, onde pediu, tambm, o pronunciamento da presidncia da Repblica sobre o assunto. Destruio da lei do des-canso: quanto vale a vida de um motorista? O Con-gresso j respondeu, agora a vez do Planalto.O homem o lobo do homemThomas HobbesA aprovao, pelos membros da casa do povo, da proposta que condena a trabalhos forados de todos os motoristas profissio-nais brasileiros nos remete aos debates filosficos travados na academia, onde se busca resposta para a inquietante questo sobre a natureza humana: seria o homem essencialmente bom ou perverso por natu-Alterao da Lei 12.619 gera repdio por parte de especialista e lideranas sindicaisreza?Logo aps divulgao pela PRF de que pelo quarto ano consecutivo houve reduo no nmero de acidentes e mortes nas rodo-vias. Em plena dcada na qual o Brasil se comprometeu perante ao mundo em reduzir pela metade a violncia no trnsito. Num pas com um dos fretes rodovirios mais baratos do planeta. Num momento econ-mico, aparentemente duradouro, de ampla vantagem cambial para o escoamento das commodities nacionais, em espe-cial do soja. Num ano no qual o Brasil dever, mais uma vez, co-lher safra recorde de gros. Num contexto como esse, o que fez o Congresso Nacional? Apro-vou proposta que, dentre outras atrocidades, impe ao motorista profissional, seja ele condutor de caminho ou de nibus ur-bano ou rodovirio, jornadas de at doze horas de trabalho e, em alguns casos, podendo ser esten-didas sem qualquer limite; reduz de onze para apenas oito horas o descanso entre um dia e outro de trabalho; autoriza o pagamento por comisso; cria a figura do motorista autnomo auxiliar, sem vnculo empregatcio ou qualquer outra proteo jurdica; prescreve tolerncia de excesso de peso da carga, admitindo assim uma inusitada lei que permite o descumprimen-to da lei; transfere o nus do vcio em dro-gas, vcio este induzido pelo sistema, para a vtima - o motorista.Ora, se a lei do descanso (Lei n. 12.619/12) j vem salvando milhares de pessoas, se esta lei, diversamente do que afirmavam seus crticos, se mostrou plenamente vivel e no embaraou o escoamento da enor-me safra de 2014, se o Brasil passa por momento macroeconmico que favorece o agronegcio e se o frete rodovirio con-tinua comparativamente barato, qual a razo para legalizar as condies subuma-nas de trabalho do motorista profissional brasileiro? Qual a razo para economi-zar alguns centavos no frete e continuar a gastar bilhes de reais em tratamento com mortos e feridos nas estradas?A resposta simples: no h nenhuma jus-tificativa razovel. Trata-se de um capri-cho da maior e mais poderosa bancada do Congresso Nacional a bancada ruralista. uma forma dela mostrar quem manda, ainda que essa demonstrao custe milha-res de vidas que se perdero nas estradas e que poderiam ser poupadas.O nico erro estratgico dos ruralistas foi, neste mpeto de barateamento do custo de transporte, o de ferir interesses de outro segmento poderoso, o das concessionrias de rodovias, pois ao isentar do pedgio os eixos suspensos de caminhes descarre-gados e ao admitir tolerncia de at 10% no sobrepeso, alm do Congresso agravar, com esta ltima medida, as condies de trabalho e segurana dos motoristas, seja pela reduo de eficincia do sistema de Dr. Paulo Douglas, Procurador do Trabalho em MT Foto: Larissa J. RibertiO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA06 FIQUE POR DENTROfrenagem dos caminhes, seja pela eleva-o no nvel de vibrao no veculo, aca-bou por mexer no queijo das concessio-nrias.Esse erro, que j implicou num n que cus-tou bastante tempo para ser desatado no prprio Congresso, pois a expectativa dos ruralistas e das empresas de transporte era que as alteraes j houvessem sido apro-vadas em 2014, pode agora levar ao veto dos dispositivos ou de toda a proposta pela Presidncia da Repblica.A matria seguiu para o Planalto, e agora est com ele a palavra final. Vetar ou man-ter essa proposta irracional e atentatria ao interesse da sociedade.Nossos representantes do povo, com hon-rosas excees, j deixaram claro que para eles a vida dos motoristas nada vale, espe-remos agora que a resposta da Presidncia da Repblica seja mais sensata, sob pena de termos que concluir que Hobbes tinha mesmo razo: o homem o lobo do homem.Frum Nacional em Defesa da Lei 12.619 lana nota de re-pdio ao aumento da jornada de trabalho dos motoristasAps a aprovao da jornada de trabalho mxima dos caminhoneiros por at 12 ho-ras pela Cmara dos Deputados, o FNDL publicou uma nota repudiando a votao dos legisladores. Confira na ntegra o do-cumento:So Paulo 12 de Fevereiro de 2015.A DERROTA NO NOSSA, A DERROTA DE TODA A SOCIEDADE.O Congresso Nacional e o Governo Dilma podem expor definitivamente suas famlias ao continuo genocdio nas estradas brasi-leiras.A aprovao pela Cmara dos Deputa-dos da lei 4246/2012, nesta quarta feira 11 de fevereiro, e a possvel sanso pela presidenta Dilma Rousseff, sem os devi-dos vetos, ir desconfigurar e quebrar de vez as regras estabelecidas atravs da lei 12.619/2012, lei sancionada em 30 de abril de 2012, que havia assegurado uma convi-vncia, saudvel e digna entre os usurios do trnsito e das rodovias, motoristas pro-fissionais, empregados e autnomos. importante dizer que esta atitude dos parlamentares e do governo, aliada a omisso de setores do movimento sindical brasileiro, principalmente dos setores que se diz representar esta categoria, demarca-r uma nova etapa na relao democrtica e politica no nosso pas.H de se entender que daqui para frente, todas as aes que forem desenvolvidas com objetivo de amenizar os efeitos nefas-tos e perversos, na carnificina que aconte-cem com os acidentes de trnsito no Brasil, sero resultados da aplicao desta nova norma, (lei 4246/2012), sero to legti-mas quanto as aes dos agentes sociais interessados nela, que persuadiram o congresso e o governo, a agir fora dos marcos democrticos e do estado de direi-to, sobrepondo inclusive normas interna-cionais dos direitos humanos.Assim devemos entender que a democra-cia uma via de mo dupla e a luta pela garantia dos direitos humanos pode e deve extrapolar as instituies, principalmente quando elas ser-vem para ludibriar os anseios e direitos dos cidados, como esta sendo o caso desta lei aprovada pela Cmara dos Deputados e que dever ser sancionada pelo Gover-no Dilma Rousseff, j que a maioria da bancada do governo votaram a favor, e, inclusive a central governista (CUT), fez campanha a favor.Assim mais uma vez, as vidas dos usurios do transito e das rodovias, as condies de um trabalho digno e de uma vida social saudvel para os motoristas profissionais e suas famlias, estaro nas mos dos di-rigentes sindicais srios e honestos, dos representantes das instituies da socie-dade civil comprometidas com os direitos dos cidados e das ONGs Organizaes No Governamentais, enfim de todos os integrantes do FNDL Frum Nacional em Defesa da Lei 12.619/2012, que lutaram de forma incansvel em favor da sociedade brasileira.Portanto cabe a ns representantes dos trabalhadores em transportes de todo Bra-sil, arregaar as mangas e continuar lutan-do para garantir, mesmo que no judicirio os direitos constitucionais desta categoria.Devemos ainda, capacitar nossas lideran-as e convocar os trabalhadores, para que no momento em que estes reflexos sobre carem novamente sobre os ombros destes profissionais, nossa mobilizao e ao, sejam reconhecidos. Manter a organiza-o, Aumentar a Mobilizao e nos prepa-rar para as prximas batalhas.Um abrao.Hamilton Dias de MouraSecretrio Executivo Nacional do FNDL.SINDICALISTA MINEIRO.Ex-presidente do STTRH e ex-diretor da FETTROMINAS.O documento est publicado em: http://www.prt24.mpt.gov.br/images/ar-quivos/NotaFNDL.pdfO projeto de lei que regulamenta a situ-ao de trabalhadores terceirizados (PL 4330/04) ser pautado no Plenrio logo em seguida Semana Santa, no incio de abril. A deciso foi anunciada na quarta-feira (25) pelo presidente da Cmara dos Depu-tados, Eduardo Cunha.A proposta, que ainda aguarda anlise da Comisso de Constituio e Justia e de Ci-dadania (CCJ), ser levada diretamente ao Plenrio. Mesmo que a CCJ no resolva, a gente leva para o Plenrio, ressaltou o presidente.Cunha, que se reuniu nesta manh com re-presentantes de centrais sindicais, disse que acertou com eles o ms de maro para de-bater o assunto.Regulamentao de terceirizados ser levada ao Plenrio em abrilA proposta teve sua tramitao marcada pela polmica e, por diversas vezes, sua votao na CCJ foi inviabilizada pela opo-sio dos trabalhadores.Os principais pontos questionados so a permisso para que toda e qualquer ativida-de seja terceirizada; a criao de um siste-ma paralelo de sindicalizao; e a liberao da responsabilidade solidria da empresa contratante caso a empresa de terceirizao no cumpra as obrigaes trabalhistas.ntegra da proposta: http://www.camara.gov.br/proposico-esWeb/fichadetramitacao?idProposicao=267841Reportagem Noli NobreEdio Daniella CronembergerAgncia Cmara NotciasPresidente da Cmara dos Deputados, Eduardo Cunha | Foto: Agncia CmaraO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 07FIQUE POR DENTROO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIANTC divulga defasagem de 14,11% nos fretes praticados pelo mercadoDepartamento tcnico da entidade definiu ndice aps reunio com mais de 250 em-presrios do setor, em SalvadorDurante reunio do Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado CONET , realizada nesta manh em Salvador (BA), e pesquisa re-alizada junto a mais de 250 empresas do setor de transporte rodovirio de cargas, o Departamento de Custos Operacio-nais, Estudos Tcnicos e Econmicos da NTC&Logstica (DECOPE) indica uma diferena de 14,11% entre os fretes pratica-dos por essas empresas e os custos efetivos da atividade calculados pela entidade. Essa diferena tem origem, principalmente, na inflao dos insumos que compem os cus-tos, bem como das defasagens de frete que vm se acumulando ao longo dos ltimos anos. Embora parte do mercado tenha se mos-trado sensvel s necessidades da recompo-sio dos fretes, isso no tem efetividade na prtica. Prova disso so as dificuldades que as empresas de transporte esto enfren-tando para vislumbrar a recuperao de suas margens, salienta Neuto Gonalves dos Reis, coordenador do DECOPE. O setor vem registrando diversas presses sobre os custos nos ltimos anos, entre as principais pode-se citar: aumento das res-tries circulao de veculos nos centros urbanos barreiras fiscais, ineficincia de terminais de embarcadores, questes traba-lhistas e o aumento significativo de exign-cias operacionais, comerciais e financeiras por parte dos clientes. Somam-se a isso as precrias condies da infraestrutura en-frentadas pelas empresas e a escassez de mo-de-obra qualificada, que registra atu-almente uma falta de 106 mil motoristas no mercado.Outros custosVerifica-se, tambm, que o transporta-dor no tem remunerados adequadamente muitos custos e servios adicionais, no contemplados diretamente nas tarifas, tais como: o elevado tempo de espera para re-alizar carga e descarga (TDE), os custos adicionais causados pelas restries cir-culao de caminhes (TRT), os servios de paletizao, guarda/permanncia de mercadorias, uso de escoltas e planos de gerenciamento de risco customizados, em-prego de veculos dedicados, dentre outros. importante observar que, muitas vezes, os custos com esses servios so superiores ao prprio frete arrecadado. Portanto, trata--se de situao injusta e inaceitvel, que precisa ser equacionada pelas partes, ex-plica Jos Hlio Fernandes, presidente da NTC&Logstica (Associao Nacional do Transporte de Cargas e Logstica). No h como deixar de citar tambm os aumentos das tarifas pblicas e impostos, alguns dos quais j so sentidos, como o caso dos combustveis cujos preos se ele-varam em torno de 13,49%. Parece inevi-tvel, alis, que o aumento de combustveis cause um efeito cascata, elevando, em futu-ro prximo, muitos outros insumos.Roubo de CargasOutro problema que vem se agravando nos ltimos anos o roubo de carga. Esse even-to vem se proliferando por todo o Brasil, e tem exigido das empresas de transporte grandes investimentos em segurana patri-monial. Destaque-se que h muitas opera-es que j exigem a utilizao de escolta armada e cargas que inclusive requerem, em algumas situaes, carretas blindadas e at escolta area. Este um assunto que vem se tornando to grave que para algumas regies do Brasil j no h quem oferea seguro para o trans-porte das cargas. Ressalte-se que o estudo que apontou a de-fasagem nos fretes no contempla essa ex-pectativa futura que tende a se tornar ainda pior se considerarmos que grande parte das convenes coletivas dos trabalhadores do setor est prevista j para o prximo ms de maio.No regime de livre concorrncia de mer-cado em que vivemos, tais fatos indicam a necessidade que os transportadores ex-ponham e discutam, clara e francamente, essa questo crtica da defasagem do frete praticado com seus embarcadores, buscan-do manter os seus contratos sempre alinha-dos realidade expressa pelos nmeros dos custos do transporte, de modo a manter a sade das empresas, sem colocar em risco a to almejada e necessria qualidade na prestao dos servios, finaliza Fernandes.ndice Nacional do Custo do Trans-porte de Carga Fracionada e Lo-taoO nmero de defasagem do frete tem como base o estudo realizado pelo DECOPE so-bre a variao mdia do INCT-F e INCT-L (ndice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fracionada e Lotao) no acu-mulado dos meses. A pesquisa, tambm divulgada hoje no evento, avalia, dentre outros temas, o impacto dos dois ltimos aumentos de combustvel nas operaes de transportes. O litro do leo diesel sofreu dois reajustes em menos de quatro meses, o primeiro em novembro de 2014 e o segundo em 1 de fe-vereiro de 2015, e embora o Governo tenha anunciado um aumento em R$ 0,22 por li-tro para a gasolina e de R$ 0,15 para o die-sel nas refinarias, outros fatores apontam um impacto ainda maior. Ao se acrescen-tar os demais impostos incidentes, como o ICMS e margem do posto, esse aumento pode chegar a R$ 0,35 para a gasolina e R$ 0,22 para o diesel. Em estudos realizados pelo DECOPE/NTC, com retorno da CIDE e do PIS/CO-FINS, estima-se um aumento de 8,08% nos preos de bomba.Para ter acesso pesquisa na ntegra, acesse o link.http://www.webntc.org.br/arquivos/noti-cias/publicacao-INCT-bx.pdfO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA08 REPORTAGEM Os acontecimentos No dia 18 de fevereiro, uma paralizao de caminhoneiros se iniciou no Paran e em Santa Catarina fichando diversos trechos de rodovias em ambos os estados. No domin-go (22), 38 trechos de estradas em outros dois estados (Mato Grosso e Rio Grande do Sul) tambm foram bloqueados. Em notcia divulgada pelo portal G1, o ca-minhoneiro Adalberto Menezes, um dos participantes do movimento, disse que o objetivo da greve reivindicar melhores estradas, mais segurana e melhores sal-rios para a categoria. preciso entender que tudo transportado por ns. No temos rodovias, no temos asfalto. Ns queremos melhorias para o Brasil, afirmou. Na segunda-feira (23), a situao se agudi-zou. Em Santa Catarina, o movimento dos caminhoneiros se tornou ainda mais radical e bloqueou ao menos 11 pontos de rodo-vias federais no estado. As informaes da Polcia Rodoviria Federal indicavam que em algumas regies apenas automveis estavam autorizados a cruzar pela rodovia, alm de caminhes com cargas perecveis e de animais e ambulncias.Na BR-158, em Cunha Por, no Extremo--Oeste, chegou a haver na tarde do domin-go interdio total da rodovia, inclusive com a proibio da passagem de veculos de passeio. Com isso, os motoristas preci-saram usar desvio alternativo por dentro da cidade.Em declarao divulgada pelo Dirio Cata-rinense, o inspetor Luiz Graziano, chefe de comunicao da Polcia Rodoviria Federal em SC, declarou. Estamos acompanhando para saber quem est por trs disso, pois temos informaes que os blo-queios no esto sendo feitos apenas por caminhoneiros e h tambm casos de caminhoneiros que no querem aderir. Resta ento saber se um movimento legtimo ou forado. Uma das notcias sobre o assunto, divulgada no portal vermelho.org, foi in-titulada como Caminhoneiros do Paran aderem a greve contra Beto Richa. De acordo com a matria, a para-lizao aconteceu devido aos pedgios do estado do Paran, cuja gesto fica a cargo do tucano Beto Richa, e que so os mais caros do mundo. Alm disso, segundo a notcia, o governador aprovou o aumento do IPVA, o que no agradou aos motoristas. Em Minas Gerais, parte da Ferno Dias, na altura de Igarap, Regio Metropolitana de Belo Horizonte, tambm ficou bloqueada na manh da segunda-feira. As notcias di-vulgavam que os veculos de carga estavam sendo obrigados a parar. Os poucos caminhoneiros entrevistados pe-las redes de comunicao e imprensa, dis-seram que as reinvindicaes do movimen-to eram em torno do aumento do Diesel, dos pedgios e por melhores condies de trabalho nas rodo-vias do Brasil. Tudo o que se sabe at o momento que no h sindicatos ou li-deranas trabalhis-tas reivindicando o movimento. Tambm no houve publicao de manifestos, declara-es, tampouco sabe-se quem iniciou a paralizao. Tudo leva a crer que a mobilizao foi gerada de forma espontnea por parte dos prprios cami-nhoneiros. Na segunda-feira, sete estados registravam mobilizaes e o abastecimento tanto da indstria como do mercado comeava a sentir os efeitos da paralizao. Rodovias no Rio Grande do Sul, no Paran, em Santa Catarina, em Mato Grosso, em Mato Gros-so do Sul, em Gois e em Minas Gerais fo-ram bloqueadas, causando prejuzo a pro-dutores rurais e indstrias dessas regies. O momento, de plena colheita da safra de soja, seria um estmulo realizao dos protestos, pela visibilidade.O movimento tambm tem como consequ-ncia a falta de abastecimento de combust-veis, alimentos e outros produtos nas cida-des afetadas. O presidente do Sindicato das Indstrias de Laticnios e Produtos Deriva-dos (Sindileite), Valter Antonio Brandalise, informou que 100% na coleta de leite em Santa Catarina est interrompida por falta de transporte, pela greve de caminhoneiros.Relao do movimento com a Lei 12.619Dentre as reivindicaes dos caminhonei-ros, mostraram-se legitimas aquelas que dizem respeito a necessidade de melhorar o valor do frete e as condies de trabalho nas rodovias brasileiras. Para se ter uma ideia da defasagem econmica da profis-" preciso entender que tudo transportado por ns. No temos rodovias, no temos asfalto. Ns queremos melhorias para o Brasil" - Adalberto Menezes (Participante do movimento)Greve dos caminhoneiros:de onde vem e para onde vai?Caminhoneiros protestam contra a alta do diesel, dos pedgios e pelo aumento no valor dos fretes; na foto, manifestante bloqueia via nas proximidades da cidade de Palmas (PR) - Foto: Brunno CovelloO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 09REPORTAGEM mobilizaes e o abastecimento tanto da indstria como do mercado comeava a sentir os efeitos da paralizao. Rodovias no Rio Grande do Sul, no Paran, em Santa Catarina, em Mato Grosso, em Mato Gros-so do Sul, em Gois e em Minas Gerais fo-ram bloqueadas, causando prejuzo a pro-dutores rurais e indstrias dessas regies. O momento, de plena colheita da safra de soja, seria um estmulo realizao dos protestos, pela visibilidade.O movimento tambm tem como consequ-ncia a falta de abastecimento de combust-veis, alimentos e outros produtos nas cida-des afetadas. O presidente do Sindicato das Indstrias de Laticnios e Produtos Deriva-dos (Sindileite), Valter Antonio Brandalise, informou que 100% na coleta de leite em Santa Catarina est interrompida por falta de transporte, pela greve de caminhoneiros.Relao do movimento com a Lei 12.619Dentre as reivindicaes dos caminhonei-ros, mostraram-se legitimas aquelas que dizem respeito a necessidade de melhorar o valor do frete e as condies de trabalho nas rodovias brasileiras. Para se ter uma ideia da defasagem econmica da profis-so, em reportagem divulgada pela Folha, um registro do Imea (Instituto Mato-gros-sense de Economia Agropecuria) mostrou que o preo do frete em Sorriso (MT) e Santos (SP), que constituem uma das prin-cipais rotas da soja, caiu 27% em fevereiro. Nesta mesma reportagem, no entanto, um dos caminhoneiros entrevistados, chamado Otvio Mango, falou sobre as alteraes na Lei do Motorista. De acordo com ele, Se eu sou autnomo, deveria trabalhar quantas horas quisesse. Obviamente, a opinio de apenas um trabalhador no deve ser par-metro para identificarmos a vontade geral. Mas se o entendimento de Otvio sobre a flexibilizao da Lei 12.619 em prol de uma carga horria de trabalho que possa chegar at 12 horas por dia for compartilhada por outros companheiros, tudo leva a crer que a prpria classe trabalhista tem uma viso distorcida sobre seus direitos sociais. Como j noticiado nesta edio, as alte-raes na Lei foram votadas no dia 11 de fevereiro, quando a Cmara dos Deputados aprovou as modificaes. Com a deciso, a carga horria de trabalho diria do moto-rista pode chegar at 12 horas. De acordo com a opinio do Procurador do Trabalho do Mato Grosso do Sul, Dr. Paulo Douglas (veja texto integral nesta edio), as novas regras vo contra os princpios de sade, bem estar, segurana e dignidade trabalhis-ta dos motoristas, j que a lei foi formulada tambm para evitar longas e cansativas jor-nadas de trabalho. Outro agravante neste ponto de reivindi-caes dos trabalhadores que, de acordo com notcias veiculadas na tera-feira (24), o movimento realizou uma reunio com a bancada ruralista e com o presidente da C-mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).Ora, aqueles que acompanham as discus-ses da Lei 12.619 sabem muito bem que desde a aprovao da nova legislao, em 2012, a bancada ruralista do legislativo tem se esforado para alterar os pontos da Lei com os argumentos de que as determina-es atrapalham a vida dos caminhoneiros e geram custos para o setor. Por trs do dis-curso bem formulado, no entanto, existem interesses econmicos de grupos que no atendem aos trabalhadores e no esto pre-ocupados com a reduo dos acidentes, a dignidade trabalhista e a melhoria das con-dies de trabalho da categoria. Ento, tendo em vista os rumos que o mo-vimento tomou tudo nos leva a crer que se por um lado as demandas por reduo de tarifas de pedgio, aumento no valor de fretes e melhoria das condies da rodo-Mais uma vez estamos a volta com os de-bates a respeito da GREVE DOS CAMI-NHONEIROS. Enquanto cidado traba-lhador e sindicalista, vivendo em um pas onde o sistema de governo regido pelos marcos capitalista, a principio eu diria que todas as reivindicaes so justas, mesmo quando elas partem da classe patronal.Porm todas devem ter como principio a garantia mnima dos direitos dos trabalha-dores e a garantia do bem estar da socie-dade. neste sentido que arrisco expressar aqui minhas modestas opinies, com rela-o a GREVE DOS CAMINHONEIROS, ou melhor, as Manifestaes reivindicat-rias dos transportadores. O Brasil vive dentre as inmeras mudan-as e adaptaes sociais, politicas e eco-nmicas, um novo marco na reestruturao do setor de transportes de cargas, com as questes de infraestrutura, logstica, das precrias condies das malha viria, alm dos novos marcos regulatrios, seja nas relaes comerciais ou nas relaes trabalhistas e previdencirias. J no setor de passageiros, a questo da mobilidade e via so legtimas, por outro lado, as crticas em relao Lei 12.619 e a defesa pela sua flexibilizao mostram o pouco entendimento da ca-tegoria em relao aos seus direitos sociais. O apito final foi dado quando a presidente Dilma Rousse-ff, em 2 de maro, aprovou sem vetos as alteraes na Lei do Motorista. A medida desagrada as concessionrias de rodovias, porque devolve ao caminhoneiro o direito de no pagar pedgio por eixo suspenso e perdoa as multas dos ltimos dois anos por excesso de carga. No entan-to, as alteraes agradam, e muito, o setor do agronegcio que em ple-na poca da safra poder contar com aut-nomos que trabalharo por at doze horas respaldadas pela lei (!) e que no ter que arcar com os custos de uma lei trabalhista bem formulada. Ironicamente, o movimento dos caminho-neiros pareceu no tocar justamente nos interesses dos prprios caminhoneiros. Os preos dos pedgios no vo baixar, nem o do Diesel. Tambm no sero melhores as condies das rodovias, porque o mo-vimento se mostrou muito mais inclinado em desmanchar os esforos daqueles que queriam dar dignidade trabalhista aos mo-toristas, do que demandar, de fato, melho-rias na infraestrutura do sistema rodovirio brasileiro. Ao final, o caminhoneiro teve sua impru-dncia (a do excesso de carga) perdoada e poder continuar dirigindo, mesmo depois das pesquisas mostrarem que o controle da jornada de trabalho reduz o nmero de aci-dentes, por quantas horas bem entender e, pasmem, recebendo o mesmo msero frete. Redao Chico da Boleia Para que os leitores entendam o que esta-mos dizendo, compartilhamos os manifes-tos de lideranas sindicais, movimentos pr Lei 12.619 e especialistas no setor. Em 24 de fevereiro de 2015, o Frum Na-cional em defesa da Lei 12.619 lanou a seguinte nota: NO SOMOS CAMINHONEIROS, SOMOS MOTORISTAS PROFISSIONAIS EMPREGADOS!Todas as reivindicaes so justas, mas legal somente aquelas que tm como principio garantir e preservar o bem estar dos cidados e da sociedade.das novas tecnologias tem sido o grande desafio.Estas mudanas e adaptaes no setor de transporte, principalmente no de cargas e logsticas, j vm se manifestando desde meados da dcada de noventa, particular-mente fustigada pelo crescente numero de acidentes de trnsito nas rodovias e com as precrias condies da infraestrutura na nossa imensa malha viria. Aps a vitria do presidente Lula e com o advento da lei 11.442/2007, que regula-mentou o transporte de cargas no Brasil, dispondo sobre o transporte rodovirio de cargas por conta de terceiros e mediante remunerao e revogando a Lei no 6.813 de 10 de julho de 1980, e ainda, com um relativo aumento de investimentos no setor, na dcada de 2000, houve uma calmaria.Naturalmente com a promulgao da lei 11.442/2007, seus reflexos logo passaram a incomodar outros seguimentos, particu-larmente ns trabalhadores empregados no transporte rodovirio de cargas.Inicialmente, criou-se uma falsa expec-tativa, principalmente no setor de empre-sas de transporte de cargas, entendendo seus departamentos jurdicos, que estaria resolvido de vez as reclamatrias de ex--motoristas que reclamavam na Justia do Trabalho e, com isso, estariam as empre-sas livres para efetuarem as contrataes de transportadores autnomos, sobretudo em razo do que dispem os artigos 2 e 4 da referida Lei.Entretanto, aps vrias anlises mais cui-dadosas da nova norma, no deixou dvida de que pouco ou nada mudou com seu ad-vento. O artigo 2 estatui que a atividade econmica de que trata o art. 1o desta Lei de natureza comercial, exercida por pessoa fsica ou jurdica em regime de livre con-corrncia, e depende de prvia inscrio do interessado em sua explorao no Registro Nacional de Transportadores Rodovirios de Cargas - RNTR-C da Agncia Nacional de Transportes Terrestres ANTT, sendo exercida por Transportador Autnomo de Cargas TAC e por Empresa de Transpor-te de Cargas ETC.Aps estas e outras contradies, fruto da acomodao estrutural que buscava o setor, foi inevitvel, que tambm os repre-sentantes dos trabalhadores rodovirios de todo Brasil, fossem compelidos a entrar de vez nos debates sobre a contemporaneida-de do Transporte rodovirio no Brasil.Com um pouco de atraso, algumas arti-culaes em andamento na esfera legis-lativa e governamental, feita por dirigentes O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA10 REPORTAGEMou grupo de dirigentes sindicais represen-tantes dos trabalhadores em transporte, acabaram sendo incorporada pela CNTTT Confederao Nacional dos Trabalha-dores em Transportes Terrestre, atravs de um GT (Grupo de Trabalho).Este grupo constitudo por integrantes de quase todas as federaes de trabalhado-res estabeleceu junto s representaes patronais do setor, vinculadas a CNT Con-federao Nacional do Transporte, uma discusso mais ampla, mas com base nas seguintes reivindicaes: 1) Regulamenta-o da profisso do motorista; 2) Aposen-tadoria Especial; 3) Fim da Dupla funo, e; 4) O Estatuto do motorista. Este debate acabou por se estender para outras ques-tes das relaes de trabalho, que afligia o sistema como todo.Com tal extenso, as discusses acabaram por envolver o MPT (Ministrio Publico do Trabalho), que por oficio, a muito vinha suprindo a ausncia da ao de muitos sin-dicatos de trabalhadores, para um neces-srio equilbrio das condies de trabalho, particularmente no setor de transportes de cargas, onde acabou por sedimentar o debate em torno, principalmente das con-dies de trabalho e das normas que re-giam os motoristas profissionais, tanto os empregados, quanto os autnomos.Nesta seara, deu-se inicio a uma tentativa de construo de uma legislao nica, para organizar e normatizar toda a relao de trabalho dos motoristas, surgin-do dai com a participao do MPT, o texto construdo de forma tripartite (CNT, CNT-TT e MPT), que gerou a lei 12.619/2012.Como no poderia ser diferente, a cons-truo de tal texto, no fora uma tarefa simples e de total consenso, em dados mo-mentos, foi necessrio demonstraes de fora lado a lado, com os representantes dos trabalhadores superando os debates, diante do quadro conjuntural estalado.Aps a aprovao e sanso da lei, exausti-vamente debatida entre os patres, traba-lhadores e Ministrio Publico do Trabalho, setores da sociedade, particularmente o Agronegcio, se organizaram para boico-t-la, tudo porque, como j apontado por diversas vezes, a reorganizao e aplica-o da lei diminuiria o lucro dos produto-res e das grandes embarcadoras.Deu-se inicio a mais uma batalha, a bata-lha pela implementao da lei 12.619/2012, que do ponto de vista social, seu alcance tornou-se inquestionvel. Mas os represen-tantes do agronegcio foram mais geis e determinados que ns representantes dos trabalhadores (motoristas empregados), e lanaram uma campanha de contra infor-mao na mdia e de forma incisiva nas redes de integrao de transporte rodovi-rio (postos de gasolinas, distribuidoras, revendedoras de veculos, revendedora de autopeas, etc.), acabando por disseminar uma diviso que na prtica nunca havia existido at ento. Venderam para os motoristas autnomos que eles eram em-presrios e que com a nova lei, jamais po-deriam ter lucros com seus transportes, na verdade quem teria seus lucros diminudos, seriam os grandes embarcadores e os con-tratantes de fretes, nada mais justo do que eles terem que reajustar os fretes para os motoristas autnomos e para as transpor-tadoras, para que estes adequassem a nova lei.Para buscar reverter a situao, os embar-cadores e o agronegcio, investiram pesa-do nas entidades representantes dos mo-toristas autnomos, levando de roldo setores das transportadoras, que tentaro se beneficiar com a confuso causada com a nova lei 4246/2012.Portanto so tais entidades que promovem as greves locaute, que tem como princi-pal objetivo desta vez, pressionar o gover-no para no vetar artigos da lei, que so totalmente inconstitucionais. Caso a pre-sidente Dilma Rousseff no vete estes ab-surdos, estar consolidada uma legislao que transcender os princpios de que os direitos e bem estar dos cidados brasilei-ros, esto em primeiro lugar.E para ns representantes dos trabalhado-res em transportes rodovirios, a certeza de que os caminhoneiros autnomos sa-ram da categoria de TRABALHADORES, para ocupar a categoria de PATRES. Por mais justa que seja as suas reivindicaes, elas no so as nossas, portanto assim de-vemos trata-los nas relaes trabalhistas.E ns no somos CAMINHONEIROS, so-mos motoristas profissionais EMPREGA-DOS, e os nossos interesses esto em jogo, devemos nos organizar e mobilizar para defend-los, mas este movimento de cami-nhoneiros que se arrasta por dias, nada tem a ver com as nossas reivindicaes, pelo contrrio, depe contra elas. Fica ai nosso alerta e nossa modesta contribuio para reflexo do movimento sindical de trabalhadores em transportes rodovirios.Hamilton Dias de MouraSecretrio Executivo Nacional do FNDL.NOTA OFICIAL SOBRE AS PARALIZAESA respeito das paralizaes dos caminho-neiros, que esto ocorrendo em vrios es-tados brasileiros, a FECAMSP, Federao dos Transportadores Rodovirios Autno-mos do Estado de So Paulo, tem a con-siderar:1.O aumento do leo diesel por si s no justificaria a paralizao dos caminho-neiros; entretanto, serviu como gatilho de uma situao que tem se apresentado in-sustentvel: a reduo acentuada do valor do frete (em torno de 37%) observada em todo o pas.2. Os valores de frete praticados pelos em-barcadores esto totalmente desconectados com a realidade; pois, embora os insumos inerentes ao transporte e assumidos pelo caminhoneiro, tais como custo de pneu, leo diesel, desgaste do equipamento e manuteno, por exemplo, tm aumentado nos ltimos 10 meses, o frete ofertado pelos embarcadores e transportadoras vem, na contramo, baixando sistemtica e inex-plicavelmente; ainda mais em um contexto de safras recordes todos os anos; ou seja, muito mais cargas a transportar e o mesmo nmero de caminhes; o que deveria, pela lei da oferta e da procura, aumentar o frete e no diminu-lo.3.Em contrapartida, temos observado uma espcie de cartelizao do frete praticado pelos embarcadores que, embora de forma no formal e no declarada, tem estabele-cido valores de referncia para determi-nados e variados destinos.4.Defendemos, portanto, que seja estabe-lecida uma Planilha Nacional de Custos, que contemple os valores dos insumos bem como a variao da bolsa das commodi-ties transportadas para estabelecer o custo mnimo da tonelada/km rodado, de forma realista e facilmente comprovada.5.Outro motivo alegado para a paralizao o elevado custo do pedgio, com algumas entidades pedindo, inclusive, sua reduo. Pois bem, desde 2001, pela Lei 10.209, foi estabelecido o Vale-Pedgio Obrigatrio, a qual determina que o valor do pedgio tem que ser pago, integralmente, pelo em-barcador e no pelo caminhoneiro. O que ocorre que muitas transportadoras tm alegado embutir o valor do pedgio no frete, o que absolutamente ilegal, pois o mesmo deve estar destacado no prprio co-nhecimento de carga, no fazendo parte do valor do frete.6.Defendemos, no caso do Vale-Pedgio Obrigatrio, que haja uma fiscalizao mais efetiva da ANTT, inclusive, firmando parcerias com os estados e seus prprios rgos rodovirios fiscalizadores, tais como balanas, polcia rodoviria, rgos tributrios, etc.7.Finalizando, o movimento parece no possuir um comando central que possa responder por todas as aes; o que difi-culta a negociao e acaba, mais uma vez, prejudicando o caminhoneiro autnomo que fica merc de multas e outras pena-lidades; alm de perder rendimento por estar parado. Nossa posio que, caso o caminhoneiro deseje aderir paralizao, simplesmente no saia de casa, desfrute da famlia e volte a trabalhar quando a situa-o normalizar.Afora estas consideraes, entendemos que reivindicaes como diminuio do valor do leo diesel na bomba, reduo da al-quota do ICMS no valor do leo diesel e outras de igual teor podem at prosperar caso o governo entenda que no provoca-ro reflexos negativos em outros setores da economia e, principalmente, no penaliza-ro o consumidor, incluindo a o caminho-neiro e sua famlia.Pedimos que os caminhoneiros autnomos no se deixem usar mais uma vez como bucha de canho nas mos de pessoas que tm interesses outros e que, por terem personalidade jurdica, no se dispem ao confronto.Finalizando, a FECAMSP, coerente com sua breve mas consistente histria, cr que o entendimento e o bom senso sempre de-vem prevalecer e, por isso, como represen-tante legtima dos caminhoneiros autno-mos no Estado de So Paulo, est aberta s negociaes com o Governo Federal e Estadual para a busca de uma melhor so-luo deste enclave.CLAUDINEI NATAL PELEGRINIPresidente SINDICALISTA MINEIRO.Ex-presidente do STTRH e ex-diretor da FETTROMINAS.Aps os acontecimentos envolvendo a mo-bilizao dos caminhoneiros e tambm a aprovao das modificaes na Lei 12619, a FECAMSP (Federao dos Transporta-dores Rodovirios Autnomos do Estado de So Paulo) tambm divulgou nota sobre o caso:O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAESPORTE 11F-Truck. Na abertura da temporada de 2015, Caruaru recebe a Frmula Truck pela 18 vez A vigsima temporada do Campeonato Brasileiro de Frmula Truck ter incio neste domingo (1). A primeira das dez etapas vai levar pilotos e equipes cidade pernambucana de Caruaru, que receber a categoria pela 18 vez. A programao de treinos no Autdromo Internacional Ayrton Senna ser aberta na sexta-feira (27), com duas sesses livres. No sbado (28) haver mais dois treinos livres e a tomada de tem-pos definindo as posies de largada.As 17 edies j realizadas da etapa per-nambucana da Frmula Truck revelaram 11 vencedores. O recordista de vitrias na pista de 3.180 metros o paulista Felipe Giaffone, da RM Competies. Ele venceu a prova em 2007, 2008, 2009 e 2011. Trs pilotos somam dois triunfos. O paulista Renato Martins ganhou em 1997 e 1999. Seu conterrneo Roberval Andrade obteve triunfos em 2001 e 2002. O paranaense Le-andro Totti foi vencedor em 2006 e 2014.Os demais vencedores da Truck em Caru-aru foram os paulistas Djalma Fogaa, em 1998, Beto Napolitano, em 2005, e Valmir Benavides, em 2010; o pernambucano Beto Monteiro, em 2004; o paranaense Welling-ton Cirino, em 2012; e os gachos Jorge Fleck e Rgis Boessio, respectivamente em 2000 e 2013. Dos 11 vencedores, 10 conquistaram pole positions em Caruaru. Martins, Andrade e Giaffone lideram essa estatstica com trs poles, cada.Boessio, que no disputou a temporada de 2014, volta a integrar o grid da Frmula Truck na pista onde, h dois anos, conquis-tou sua primeira vitria. Ele volta a compe-tir por sua prpria equipe, a Boessio Com-peties, pilotando um caminho Volvo, que ter o nmero 83 e as cores e logos de Rodrigotto e Suspentech, os patrocinado-res, e tambm dos apoiadores BorgWarner, Aesa e Platodiesel. O chefe de equipe ser Luiz Boessio, pai do piloto.O trabalho de desenvolvimento do cami-nho, iniciado ainda em 2014, foi marca-do neste incio de 2015 pela realizao de seis treinos particulares na pista gacha de Tarum, em Viamo. Trabalhamos bem nestes dois ltimos meses, principalmente no acerto de suspenso. Hoje ns temos um caminho bastante consistente para corrida. Nossa pr-temporada deixou a equipe toda pronta para uma grande prova neste retor-no, anima-se Boessio.A preparao do Volvo da Boessio Compe-ties foi concluda no ltimo sbado (21), poucos instantes antes da viagem da equipe que transporta o equipamento a Pernambu-co. O Lisarb Benato e sua equipe fizeram um grande trabalho, virando noites ao lado do meu pai na preparao do caminho, frisa o gacho. Ns sabemos da dificulda-de de voltar a correr com uma marca com a qual no trabalhamos h cinco anos. um bom desafio.Rgis Boessio aponta os caminhes Volkswagen-MAN, Mercedes-Benz e Sca-nia como os mais competitivos da Frmula Truck. So os que esto com os motores mais desenvolvidos, consequncia do tra-balho feito pelas equipes que utilizam essas trs marcas. Temos muito a trabalhar em motor e eletrnica para fazer frente a essas marcas. Mas corridas so corridas. Acredi-to que vou aparecer vrias vezes no primei-ro peloto em 2015, aposta Boessio.HISTRICO DO GP DE CARUARU DA FRMULA TRUCKTodas as poles e vitrias no Autdromo In-ternacional Ayrton Senna1997 pole: Renato Martins (SP/Scania); vitria: Renato Martins (SP/Scania)1998 pole: Djalma Fogaa (SP/Volvo); vitria: Djalma Fogaa (SP/Volvo)1999 pole: Renato Martins (SP/Scania); vitria: Renato Martins (SP/Scania)2000 pole: Jorge Fleck (RS/Volvo); vit-ria: Jorge Fleck (RS/Volvo)2001 pole: Roberval Andrade (SP/Sca-nia); vitria: Roberval Andrade (SP/Sca-nia)2002 pole: Roberval Andrade (SP/Sca-nia); vitria: Roberval Andrade (SP/Sca-nia)2004 pole: Beto Monteiro (PE/Ford); vi-tria: Beto Monteiro (PE/Ford)2005 pole: Renato Martins (SP/Volkswa-gen); vitria: Beto Napolitano (SP/Volkswagen)2006 pole: Roberval Andrade (SP/Sca-nia); vitria: Leandro Totti (PR/Ford)2007 pole: Leandro Totti (PR/Ford); vit-ria: Felipe Giaffone (SP/Volkswagen)2008 pole: Felipe Giaffone (SP/Volkswa-gen); vitria: Felipe Giaffone (SP/Volkswa-gen)2009 pole: Felipe Giaffone (SP/Volkswa-gen); vitria: Felipe Giaffone (SP/Volkswa-gen)2010 pole: Valmir Benavides (SP/Volkswagen); vitria: Valmir Benavides (SP/Volkswagen)2011 pole: Felipe Giaffone (SP/Volkswa-gen); vitria: Felipe Giaffone (SP/Volkswa-gen)2012 pole: Wellington Cirino (PR/Merce-des-Benz); vitria: Wellington Cirino (PR/Mercedes-Benz)2013 pole: Leandro Totti (PR/Volkswa-gen-MAN); vitria: Rgis Boessio (RS/Mercedes-Benz)2014 pole: Leandro Totti (PR/Volkswa-gen-MAN); vitria: Leandro Totti (PR/Volkswagen-MAN) Fonte: Frmula TruckFoto: Larissa J. RibertiOnze pilotos j conquistaram vitrias na pista nordestina que recebe neste domingo a primeira etapa do Campeonato BrasileiroO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA12 GALERIA - F-TRUCKMELHORES MOMENTOS FRMULA TRUCK 2014GALERIA DE FOTOSFoto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. RibertiFoto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. RibertiFoto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. RibertiO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 13DE BOA NA BOLEIAMONITORAMENTO E LOCALIZAOBALCO DE FRETES ELETRNICO NMERODA SORTESEGURODE VIDASERVIOODONTOLGICODIRIA DE INTERNAO HOSPITALAR EM CASO DE ACIDENTEASSISTNCIARESIDENCIALANS - N 310981 S A MELHOR EMPRESA DE RASTREAMENTOELETRNICO DO PAS, PODE OFERECER UMPRODUTO COM TANTAS QUALIDADES.0300 789 6004FAA PARTE DESTA TURMAOs Seguros de Acidentes Pessoais e Dirias de Internao Hospitalar so garantidos pela Seguradora Cardif do Brasil Vida e Previdncia S.A., CNPJ: 03.546.261/0001-08, Processos Susep No 15414.002708/2007- 95 e 005-00113/00. Corretora de Seguros: Sincronismo Corretora e Adm. de Seguros Ltda., CNPJ no 08.815.553/0001-04, Registro SUSEP no 050726.1.05.9018-5. Estipulante: Sascar Tecnologia e Segurana Automotiva S.A. - CNPJ no 03.112.879/0001-51. Prmio de Capitalizao no valor de R$ 12.000,00 bruto, com desconto diretamente na fonte de 25% de Imposto de Renda, garantido pela Empresa Cardif Capitalizao S/A, CNPJ: 11.467.788/001-67, Processo Susep no 15414.000312/2010-17. O registro deste plano na SUSEP no implica, por parte da Autarquia, em incentivo ou recomendao sua comercializao. O segurado poder consultar a situao cadastral de seu corretor de seguros, no site www. susep.gov.br, por meio do nmero de seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF. A aceitao do seguro estar sujeita anlise do risco. Este seguro por prazo determinado tendo a Seguradora a faculdade de no renovar a aplice na data de vencimento, sem devoluo dos prmios pagos, nos termos da aplice. proibida a venda de ttulo de capitalizao a menores de dezesseis anos. *Assistncia Odontolgica prestada pela operadora ODONTO EMPRESAS CONVNIOS DENTRIOS LTDA., registrado na ANS-310981 ** As Assistncias Residencial e Funeral so prestadas pela empresa USS SOLUES GERENCIADAS LTDA. ***As Assistncias Odontolgicas e Funeral so de uso exclusivo do Contratante, no podendo ser transferidas a quaisquer terceiros. Cada Contratante ter direito, independentemente do nmero de equipamentos contratados e/ou de contratos firmados, a um nico Pacote de Vantagens. Alm do Pacote de Vantagens do Produto Sascar Caminhoneiro, voc pode adquirir tambm as Assistncias 24 horas com um valor diferenciado. Para maiores detalhes, entre em contato com a nossa Central de Atendimento.Sascar Caminhoneiro o nico rastreador que cuida do seu caminho, da sua famlia, e possibilita mais fretes, inclusive de retorno. Conhea nossas vantagens:CMYCMMYCYCMYKO SETCESP (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de So Paulo e Re-gio) lanou recentemente uma nota sobre as possibilidades de compensaes de con-tribuies previdencirias. Confira o docu-mento na ntegra: Contribuies Previdencirias Indevidas com Conhecimento pelo STJ: Possibilida-de de Compensao Muitas transportadoras tm procurado o SETCESP questionando sobre a possibili-dade de se pedir compensao referentes s Contribuies Previdencirias calculadas e recolhidas sobre verbas trabalhistas que tm carter indenizatrio, em que pese o setor estar recolhendo este tributo na forma de 1% sobre a receita bruta desde janeiro de 2014. Primeiramente precisamos saber quais ver-bas o STJ Superior Tribunal de Justia j reconheceu a ilegalidade da incidncia da Contribuio Previdenciria, pois h muita confuso neste campo, o que gera tambm muitas dvidas.Segundo deciso ao Recurso Especial n 1.230.957 RS (2011/0009683-6) o tero constitucional de frias, pagamento dos quinze (hoje trinta) dias que antecedem o auxlio doena e aviso prvio indenizado so verbas de carter indenizatrio, logo no podem sofrer incidncia da Contribui-o Previdenciria, o que est pacificado junto ao STJ.Esclarecemos que o tero constitucional de frias acima citado se refere frias goza-da, pois a frias indenizada e o respectivo tero constitucional no sofrem incidncia da Contribuio Previdenciria por fora da letra "d", pargrafo 9 do artigo 28 da Lei 8.212/91.Verbas como salrio maternidade e salrio paternidade o STJ j pacificou entendimen-to de que h incidncia da citada contri-buio, outras verbas como horas extras, adicional noturno, adicional de periculosi-dade, adicional de insalubridade, etc. ainda no se tem uma deciso que d segurana quanto a no incidncia. E, analisando os julgados do STJ temos notado que a postu-ra dos ministros a de permitir a incidncia quando h efetiva prestao de servio, e, ao contrrio, no. Assim, o adicional de hora extra (50% ou 100%), adicional noturno (20%), adicional de insalubridade (10%,20% ou 40% sobre SM), adicional de periculosidade (30%), etc. a tendncia que devero continuar a sofrer tributao, pois esto vinculados uma efetiva prestao de servios. A tese de que estes adicionais tm carter ideniza-trio, no tem prosperado at o momento, salvo uma ou outra deciso isolada. Compensao / PrazoEntendemos que as transportadoras fazem jus compensao das Contribui-es Previdencirias pagas inde-vidamente sobre as verbas acima citadas, ainda que agora a recolham atravs do sistema CPRB Contribuio Previden-ciria incidente sobre a Receita Bruta, pois a nosso sentir no se perdeu a sua natureza jurdica de contribuio, o que ocorreu foi que se mudou o fato gerador, somente.O prazo para compensao de cinco anos para trs de todas as Contribuies Previ-dencirias recolhidas sobre as verbas aci-ma citadas, registrando que no caso das transportadoras rodovirias de cargas o pe-rdo de crdito se refere aos anos de 2010 a 2013, pois em em 2014 se recolheu no sistema CPRB.Por fim aconselhamos sempre consultar o jurdico da empresa antes de se comear a fazer a compensao, pois ainda pode haver algum questionamento pendente no STF Supremos Tribunal Federal.Adauto Bentivegna FilhoAssessor Executivo e Jurdico da Presidn-cia do SETCESPadauto@setcesp.org.brSindicato divulga nota sobre compensaes de contribuies previdencirias 14O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 15RECAPAGEMWWW.CHICODABOLEIA.COM.BRO MAIS COMPLETO PORTAL DIRECIONADO AO SETOR DE TRANSPORTEACESSEChico da BoleiaOrgulho de ser caminhoneirofacebook.com/chicodaboleia youtube.com/tvchicodaboleiaNOVIDADES SOBRE O SETORFEIRAS, EVENTOS, CURSOSDICAS PARA OS CAMINHONEIROSRDIOVDEOS E ENTREVISTASJORNAL ONLINEO cncer de boca atinge principalmente os homens, pois estes ainda fumam mais do que as mulheres.A grande preocupao dos profissionais da sade porque quando a leso j pode ser vista por todos,ou seja, est num estgio III ou IV, a doena praticamente no tem mais cura. E isso ocorre em 60% dos casos.Devemos ento prestar ateno aos sinais iniciais,como manchas esbranquiadas ou avermelhadas e ulceraes(feridas) assin-tomticas (sem dor) que persistem por mais de quinze dias.90 a 95% das neoplasias malignas ocorri-das na boca so carcinoma epdermide ou carcinoma espinocelular ou ainda carcino-ma de clulas escamosas.Normalmente ele se apresenta como uma ferida que no ci-catriza e se localiza nas seguintes regies da boca:Lbio superior ou inferior,lngua,glndulas salivares,gengiva,assoalho de boca,mucosas das bochechas,palato(cu da boca)lvula(campainha).O aparecimento do cncer bu-cal est relacionado a fatores como tabagismo,etilismo(ingesto de bebidas alcolicas),exposio ao sol, prteses mal adaptadas (principalmente dentaduras e ponte mveis)que ferem os tecidos moles da boca e ainda dentes quebrados e restos de razes que ferem os tecidos da bochecha e da lngua.O tabagismo responde por 90% dos casos de cncer bucal.Dependendo do tipo e da quantidade de tabaco usado os fumantes apresentam probabilidade de 4 a 15 vezes mais de desenvolver a doena.O alccolismo responsvel pela maio-ria dos cnceres de lngua e assoalho de boca,devido ao maior contato do lcool com essas estruturas.Nos indivduos que bebem e fumam a chance de desenvolver cncer so ainda maiores.A radiao solar causa cncer de lbio in-ferior estando relacionados ao tempo de exposio e tipo de pele da pessoa.Dieta rica em gorduras,lcool e ferro e/ou pobre em protenas,vitaminas(A,E,C,B2) e alguns minerais como clcio e selnio,podem ser importante fator de ris-co.J o consumo de frutas(principalmente as ctricas)e vegetais frescos(mais os que possuem betacaroteno,tais como cenoura e couve)tem sido considerado um fator pro-tetor do cncer de boca.Grupo de risco-Fumantes e alcoolistas crnicos,com nfa-se nas duas dependncias presentes.-pessoas com mais de 40 anos de idade,especialmente desnutridos.-pessoa de pele clara que trabalham ao sol com ou sem proteo.-portadores de prteses dentais mal adaptadas(soltas ou balanando)e/ou den-tes quebrados que machucam os tecidos moles bucais.-pessoas que apresentam m higiene bucal.-pessoas que ingerem comidas ou be-bidas muito quentes com freqncia prolongada(chimarro por exemplo).O QUE PROCURAR NUM AUTO EXAME-mudanas de cor na pele e mucosas da boca.-endurecimento,caroos e feridas-inchao ou sangramentos-reas dormentes ou dolorosas-dentes quebrados ou moles.Em caso de dvida procure logo seu dentista,pois ele poder tirar suas dvidas.Texto de Dr. Satoretto O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 17SADE NO TRECHOSaiba mais sobre o cncer de bocaXi... Escapou! Novo programa de conscientizao sobre incontinncia urinria lanado O cenrio da incontinncia urinria no Bra-sil atinge 35% das mulheres aps a meno-pausa. Entre os homens submetidos cirur-gia para a retirada da prstata, de 5% a 10% podem apresentar a doena e 40% das gestantes vo apresentar um ou mais episdios de incontinncia urinria durante a gestao ou logo aps o parto. Para rever esse cenrio, o Instituto Lado a Lado lan-ou o programa Xi... Esca-pou, que tem o objetivo de alertar a populao sobre o problema, buscando acabar com medos e preconceitos e tambm capacitar os pro-fissionais de sade (mdi-cos, fisioterapeutas, enfer-meiros e cuidadores) para que saibam lidar com o tema e fornecer informaes de forma clara e humanizada para os pacientes.Dr. Satoretto Foto: DivulgaoCampanha pretende alertar a populao sobre o problema, buscando acabar com medos e tambm capacitar os profissionais de sadeMuitas pessoas tm sua vida social preju-dicada pela incontinncia urinria e acham que a doena no tem cura. Ns queremos promover aes que levem o tema para o pblico em diversas oportunidades, am-pliando o alcance da conscientizao sobre a preveno que muitos no sabem que possvel e de tratamento humanizado, afirmou Marlene Oliveira, presidente do Instituto.Ainda em maro, ms da mulher e tambm quando comemorado o Dia Mundial da Incontinncia Urinria (14/3), o Instituto vai promover aes de sade em diversos estados, com palestras, distribuio de fo-lhetos e aes de conscientizao. Todas as aes sero multidisciplinares, acompanhadas por mdicos e profissio-nais que fazem parte do board do Instituto. Vrias parcerias esto sendo firmadas com empresas, entidades mdicas e grupos que tm interesse no tema. Estamos preparando um site sobre o tema e um ma-terial exclusivo com dicas de exerccios para preveno da incontinncia, alm de informaes completas sobre a doena e formas de acometimento. Vamos para as comunidades, empresas, hospitais, clnicas e estaremos tambm nas estradas, diz a presidente do Instituto.O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA18 CULTURA E EDUCAODesde o incio do ano passado o nvel de gua do Sistema Cantareira, o principal re-servatrio de gua que atende a cidade de So Paulo e sua regio metropolitana vem reduzindo assustadoramente. A grande cri-se hdrica atingiu seu pice quando, com nvel abaixo de 9%, a Sabesp e o governo do estado decidiram implementar uma me-dida emergencial e utilizar o chamado vo-lume morto que, segundo especialistas, no considerado prprio para abastecer a rede de gua domstica. Em maio de 2014, a revista Le Monde Di-plomatique Brasil (http://www.diplomati-que.org.br/), publicou uma edio inteira-mente dedicada questo da crise hdrica em So Paulo e tambm organizou, junta-mente com o coletivo Curupira, um Semi-nrio para discutir o tema. Em um dos artigos, intitulado A crise maior do que a chuva, os especialistas Delmar Mattes, gelogo, consultor e pro-fessor aposentado da Escola de Engenharia de Lins, Renato Tagnin, arquiteto e urba-nista, mestre em engenharia civil e urbana pela Escola Politcnica da USP, e Jos Pra-ta, engenheiro e ativista ambiental, escre-veram que: A atual situao extremamente crtica de escassez de gua nas regies metropolita-nas de So Paulo e de Campinas foi pre-vista h pelo menos uma dcada por tc-nicos da rea e nos planos elaborados para os recursos hdricos regionais, visto que o consumo superaria a gua disponvel. Na prtica, suas consequncias na reduo do suprimento j eram sentidas h muito tem-po, em vrios municpios e reas perifri-cas dessas regies, condio que agora se estende para outros locais, com a persistn-cia da estiagem. Era evidente a impossibi-lidade de manter o suprimento para quase a metade da metrpole de So Paulo, com a gua retirada da regio de Campinas, via transposio pelo Sistema Cantareira, con-siderando o aumento da demanda popula-cional, industrial e agrcola de todas essas regies (o texto completo pode ser lido em: http://www.diplomatique.org.br/arti-go.php?id=1638). No mesmo texto, os especialistas criticam a gesto da Sabesp e a falta de estratgias para o combate da j anunciada crise da gua. Eles escreveram:O saneamento da regio submetida es-cassez promovido principalmente pela Sabesp, uma empresa de economia mista controlada pelo governo de So Paulo, que tem 51% das aes. A partir de 2002, suas demais aes passaram a ser negociadas na Bovespa e, em seguida, na Bolsa de Nova York. Em 2008, a Sabesp passou a se dedi-car tambm a outros servios, como os de guas pluviais, limpeza urbana, resduos slidos, alm daqueles ligados energia, em outras regies do pas e no exterior. A descaracterizao de sua funo pblica prosseguiu com a criao3 da Agncia Re-guladora de Saneamento e Energia do Es-tado de So Paulo (Arsesp), quando pde assumir participao e controle de capital com outras empresas, formando subsidi-rias, nacionais ou internacionais.A lucratividade da Sabesp obtida com o fornecimento de gua e a prestao de ser-vios de esgotos, o que a impele a vender quantidades cada vez maiores de gua, cobrando tarifas vantajosas, mesmo dos servios de esgotamento, que no so pres-tados para boa parte dos usurios. Alm disso, ela no paga os encargos pelo uso de patrimnios pblicos, como os reservat-rios Guarapiranga e parte das represas do Alto Tiet. Esse conjunto de procedimentos expressa uma poltica privatizante, que se ope considerao da gua como um bem pblico e recurso vital para a populao.Tambm no ano passado, o jornalista Luis Nassif, correspondente da EBC (Empresa Brasil de Comunicao), conversou com o presidente do Conselho Mundial da gua (WWC), Benedito Braga; o gelogo da empresa Servmar, Mateus Simonato e o co-ordenador do Laboratrio de Hidrologia da Coppe/UFRJ, Paulo Canedo. A anomalia climtica sem igual, o maior perodo crtico da histria compreendeu foi de 1953 a 1956. Nessa estiagem que co-meou no final de 2013 temos um volume 30% mais abaixo do mnimo j observado naquele perodo, disse Braga sobre a falta de chuvas em So Paulo.Crise hdrica em So Paulo: com as ltimas chuvas, governo estadual parece relaxar sobre a falta de agua que, segundo especialistas, continuar afetando a populao Se tivesse sido feito planejamento em So Paulo e tomado medidas antecipadas even-tualmente o sofrimento teria sido atenua-do, disse o coordenador do Laboratrio de Hidrologia da Coppe/UFRJ, Paulo Canedo.De acordo com Benedito Braga, que j foi diretor da Agncia Nacional de guas (ANA) , "esse planejamento j foi feito, desde de 2009, o problema implemantar". Em 2004, ao ter renovada a outorga do Sis-tema Cantareira, a Sabesp se comprometeu em procurar novos mananciais para aliviar o sistema. Isso foi em 2004. Dez anos de-pois e com o reservatrios no fim, nenhuma obra foi concluda.Em So Paulo, a falta de chuvas se repetiu nos ltimos quatro anos. No foi a estia-gem deste ano que provocou o agravamen-to completo e o colapso total do sistema. Ele j vinha de um nvel baixo antes de ter seu pior ndice pluviomtrico, disse ge-logo da empresa Servmar, Mateus Simona-to. A deciso de fazer obras deveria ter sido tomada nos dois primeiros anos de es-tiagem, pois o nvel do Cantareira baixava bastante e recuperava muito pouco no ano seguinte, complementou.Aliado a falta de infraestrutura hdrica, a estiagem e a cultura de abundncia, onde o consumidor no entende a gua como um produto raro, esto por trs do problema em So Paulo, diz Benedito Braga que j foi diretor da ANA. Para os especialistas, O aplicativo criado para medir o ndice pluviomtrico por cada ms no Sistema Cantareira mostra que em vrios meses de 2013 e 2014 a quantidade de chuva foi de 0,0mm. O grfico tambm revela a reduo drstica dos nveis do sistema. Atravs do link: http://mananciais.tk/ possvel visualizar o aplicativo de forma interativa e consultar ainda a situao de outros reservatrios e mananciais do pas.O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 19PASSATEMPOPALAVRAS CRUZADAS DIRETASSoluowww.coquetel.com.br Revistas COQUETELBANCO 70Sensata;equili-bradaOndasCurtas(abrev.)JosCarlos (?),locutor defutebolA "regio das palmei-ras", paraos tupisO lquidocontido nabolha dapeleTorcedordo Flumi-nense(?) capita: a renda porpessoa(Econ.)(?) oumpar, brincadei-ra infantilLquido segregadopelo fgado(?)Donner,designerda Globo(?)-noro-este, pon-to subco-lateralIgreja (?): estabe-lecida naInglaterra(?)-R: oPai dosDeuses(Mit.)Conceitode Lao-tse(Filos.)O maior dos frutosMembros (?):sintoma de mcirculao (Med.)Metalusado em miniaturasdecorativasConto emdetalhesCanal(Anat.)Erva que fornece omentol (bras.)Montam (brinquedo) (?) a cor-da: desistirAdestra-mentoAfrouxar CometeenganoArte,em latimSlaba de"ceder"(?) Bueno,pilotoNa presen-a deEntidadefolclricaEnteTribunal trabalhista(sigla)Fotoco-piar Micos esaguisHCJPONDERADAARAUJOOCTRTMAMRASEROSOMLOEPERTREINOPARANTEBILISDERMACACOSXEROCARHANGLICANATAOAMONARREARS3/ars per tao. 4/amon duto hans. 5/cromo. 6/seroso.CruzadasO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAa complexa legislao ambiental brasileira e diversidade de rgos na rea ambiental tambm dificultam a execuo de projetos.O que o volume morto?De acordo com o presidente do Conselho Mundial da gua (WWC), Benedito Braga, ao contrrio do que o nome posso parecer, no tem nada a ver com gua podre, morta ou estragada. O volume morto um termo tcnico da engenharia que significa gua inativa. a gua que ficou abaixo da lti-ma janela de captao do reservatrio, mas est l. No caso do Sistema Cantareira as bombas vo tirar 200 bilhes de litros de gua de um total de 400 bilhes existentes.Mas em audincia na Cmara dos Depu-tados, o superintendente de Regulao da Agncia Nacional de guas (ANA), Ro-drigo Flecha, manifestou preocupao com os riscos ambientais de se usar o volume morto do Sistema Cantareira, pois no h conhecimento sobre os sedimentos que es-to ali depositados. Para poder bombear a gua do volume mor-to, o governo do estado precisou construir dois canais e instalar 17 bombas fazer uma obra para colocao de canos que custou cerca de R$80 milhes. Quem desperdia mais gua?Para os especialistas fundamental que a populao faa o uso consciente da gua. H uma cultura de abundncia no sudeste, o consumidor no tem ideia de como a gua preciosa afirma Benedito Braga.Mas Paulo Canedo lembra que a maior perda dentro do sistema de gua tratada, causada por vazamentos na rede de distri-buio. Na Regio Metropolitana de So Paulo, esse desperdcio de 27%, ndice que j foi de 40%. Para se ter uma ideia da quantidade de gua desperdiada, no Japo esse nmero est em torno no de 3%.Fonte: EBCE no futuro?Nos dias atuais vivemos, com sorte verdade, uma gradual elevao do nvel do Sistema Cantareira. No entanto, a cri-se hdrica j chegou a outros locais como cidades do interior de So Paulo e pontos do Rio de Janeiro. O discurso de Geraldo Alckmin de que no haver necessidade de racionamento devido a recente (e peque-na) elevao do sistema de abastecimento com o qual o governador parece respirar aliviado. No entanto, a crise est longe de terminar e durante os meses mais secos do ano, ou seja, o outono e o inverno, os habitantes da regio metropolitana de So Paulo podero sofrer mais uma vez com a falta de gua. Em alguns desses lugares o abastecimento no foi normalizado mesmo aps as lti-mas chuvas. Portanto, somadas as experincias cotidia-nas de cidados que vivem o problema da gua antes mesmo dele configurar uma cri-se estadual e as opinies dos especialistas, podemos concluir que a m gesto da gua atrelada a uma poltica de explorao desse recurso voltada maximizao dos lucros de empresas como a Sabesp e sem nenhu-ma responsabilidade ambiental e social so os grandes causadores da crise. Isso sem mencionar o agronegcio, um dos setores que mais desperdia agua em todo Brasil. No entanto, aos olhos de grande parte da imprensa nacional e do governo do estado de So Paulo a culpa da falta da gua e, consequentemente, da crise hdrica, ficou somente na conta de So Pedro, da dona de casa e do cidado que, morto de calor, re-solve tomar um banho a mais por dia. Redao Chico da Boleia O texto citado da EBC pode ser consultado em: http://www.ebc.com.br/noticias/bra-sil/2014/05/crise-hidrica-em-sao-paulo--era-previsivelanuncio_25,5x29,7cm.indd 1 02/03/2015 17:44:21