17ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

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Fique sabendo de tudo o que acontece no setor do transporte. Entretenimento, esportes, sade, reportagens exclusivas, e muito mais para voc amigo caminhoneiro.

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  • Distribuio Gratuita

    O JORNAL PARA O

    CAMINHONEIROAMIGO

    www.chicodaboleia.com.br

    Orgulho de ser caminhoneiro

    EDIO NACIONAL

    O gacho Rgis Boessio venceu a terceira etapa da Frmula Truck 2013, disputada no autdromo de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O evento reu-niu pblico estimado em cerca de 50 mil pessoas.

    O projeto Escola de Bambu visa pro-mover a educao formal na comuni-dade de Fendell, Libria, por meio da construo de uma escola sustentvel.

    Entenda os problemas que afetam a sua mobilidade no trnsito

    Ano 02 - Edio 17 - 2013

    Regis Boessio vence a terceira

    etapa da Frmula Truck

    Pg. 6 e7

    Pg. 9

    Pg. 8

    Pg. 5

    Escola de Bambu: Porque solidariedade no

    enxerga fronteiras

    Os pneus so parte fundamental de qual-quer veculo automotor. A integridade desses itens de suma importncia no s para o funcionamento dos veculos, mas tambm para garantir a segurana do motorista e de terceiros.

    ISO

    9001

    Entenda como acontece a

    recauchutagem dos pneus

    Foto: Divulgao

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    E o debate no pra ...

    companheiros da estrada! Como venho dizendo a Lei 12.619 continua na pauta do dia e no deve sair to cedo. Isso por qu o consenso para as

    mudanas necessrias est longe de acon-tecer. Aconteceu mais um evento e desta vs em Braslia onde se discutiu com v-rios seguimentos do setor a referida Lei. E ali acompanhando os debates deu para ter a ntida impresso que as discusses vo varar o ano, e em funo disso estamos criando no nosso site www.chicodaboleia.com.br uma rea especifica s para reper-cutir e debater a Lei 12.619. Isso tambm vamos fazer em nosso Jornal que j co-mea nesta edio com um texto sobre o evento de Braslia.Voc deve participar. D sua opinio sua sugesto coloque suas duvidas. Sendo o ms de maio, no tem como no falar naquela que todos ns temos, que a Me. No h ser no mundo que no sai-ba, mais cedo ou mais tarde, a importncia desta pessoa em nossa vida. Primeiro que dentro dela nossa primeira morada. ali, protegidos de tudo e todos, que nos desen-volvemos para chegar neste mundo velho de meu Deus. Depois, dela que vem o primeiro alimento, os primeiros cuidados, enfim os ensinamentos, ela nos prepara para a vida, s que muitos de ns esque-cemos, ou achamos que nada mais que obrigao, quando na realidade ela faz por

    puro AMOR.Pena que alguns s percebem isso quan-do ela j deixou o plano terreno, ai fica a saudade sem fim, a saudade doida e o arre-pendimento. Se a sua me ainda viva, re-conhea a importncia que ela tem em sua vida, reconhea que voc quem por que ela deu condies para que voc chegas-se onde chegou ou ainda vai chegar, no deixa para depois, pois o depois pode no vir. Parabns s mes que tanto fizeram e fazem pelos seus filhos. No posso esquecer aqui que tambm em Maio, mais precisamente no dia 13, se comemora a ABOLIO DA ESCRAVA-TURA. Foi neste dia que a Princesa Isabel assinou a Lei urea que dava liberdade aos escravos e abolia esta atividade da nossa Histria. bom lembrar que para a comunidade negra uma data de grande importncia tambm o dia 21 de Novembro, no qual se relembra o Zumbi dos Palmares: um dos inmeros nomes que lutaram contra os grilhes da escravido mesmo antes de se pensar em Abolio. A luta de Zumbi co-meou quase um sculo antes da Abolio.Pena ver que mesmo nos dias de hoje e independente de cor, encontramos inme-ros trabalhadores em condies anlogas escravido seja na rea rural seja na rea urbana dos grandes centros.E por fim comemora-se no dia 1 de maio, o dia do Trabalhador que uma data come-morativa usada para celebrar as conquis-tas dos trabalhadores ao longo da histria. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestao de trabalhadores na

    Sede: Rua Bento da Rocha, 354 - Itapira-SP, CEP 13.970-030 Fone:(19) 3843-5778Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro PretoDiretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor Editorial: Chico da BoleiaEditor Responsvel: Chico da BoleiaRevisoLarissa J. RibertiDiagramaoPamela SouzaSuporte TcnicoMatheus A. MoraesJuliano H. BuzanaConselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coor-denadora do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APRO-CAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa

    02 EDITORIAL

    Expediente

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    COOPAC BRASIL EST NASCENDO

    ACESSE O SITE E CONHEA MAIS SOBRE A COOPERATIVA

    WWW.COOPACBRA.COM.BR

    cidade americana de Chicago. Milhares de trabalhadores protestavam contra as con-dies desumanas de trabalho e a enorme carga horria pela qual eram submetidos (13 horas dirias). A greve paralisou os Es-tados Unidos. No dia 3 de maio, houve vrios confron-tos da polcia contra os manifestantes. No dia seguinte, esses confrontos se intensi-ficaram, resultando na morte de diversos manifestantes. As marchas e os protestos realizados pelos trabalhadores ficaram co-nhecidos como a Revolta de Haymarket. Em 20 de junho de 1889, em Paris, a cen-tral sindical chamada Segunda Internacio-nal instituiu o mesmo dia das manifesta-es como data mxima dos trabalhadores organizados, para, assim, lutar pelas 8 ho-ras de trabalho dirio. Em 23 de abril de 1919, o senado francs ratificou a jornada de trabalho de 8 horas e proclamou o dia 1 de maio como feriado nacional. A partir da, outros pases tambm reconheceram o dia 1 de maio como smbolo internacio-nal da luta dos trabalhadores.

    Espero que vocs gostem dessa edioUm abrao e nos vemos no trecho.

  • fazendo um favor ao senhor sendo que h uma outra pessoa correndo um alto risco. Acho que assim fica mais fcil de entender o porqu disso tudo, no m f dos guincheiros e sim diretrizes e regras a serem seguidas por precau-o e segurana.Espero que tenhamos esclarecido sua duvida.

    Chico da Boleia, eu sou o Andr de Maring PR e queria saber: Pra que serve aquele tal ARLA 32? Ele mis-turado ao diesel fica menos poluente, mais eficiente ou o qu?

    Ento Andr, na verdade ele no misturado ao leo diesel. O ARLA 32 um composto a base de ureia que reage com a fumaa que gera-da, diminuindo assim o teor de gases e partculas poluentes que saem de seu caminho. Fique atento, pois nem todo caminho ou veculo diesel usa o ARLA 32. Os veculos que precisam da soluo tem um reservatrio a parte para o produto, ele fica do lado do tanque de combus-tvel e tem uma tampa azul para iden-tificao.

    Chico da Boleia Orgulho de ser Caminhoneiro!

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Sede: Rua Bento da Rocha, 354 - Itapira-SP, CEP 13.970-030 Fone:(19) 3843-5778Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro PretoDiretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor Editorial: Chico da BoleiaEditor Responsvel: Chico da BoleiaRevisoLarissa J. RibertiDiagramaoPamela SouzaSuporte TcnicoMatheus A. MoraesJuliano H. BuzanaConselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coor-denadora do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APRO-CAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa

    Chico da Boleia responde

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAPAPO DE BOLEIA 03

    H tempos o caminhoneiro vem se deparando com inmeros avanos tec-nolgicos que podem facilitar o seu dia a dia. Aplicativos para celulares, pro-gramas de computador, softwares de direo defensiva. So mil e uma novi-dades que chegaram ao mercado de caminhes nos ltimos anos para mel-horar a qualidade de vida dos camin-honeiros e dar mais eficincia aos car-regamentos e descargas.Mas, ser que realmente temos acesso a essa mar tecnolgica?A realidade da profisso mostra que, infelizmente, ns trabalhadores da es-trada ainda estamos muito defasados em termos de tecnologia. Primeiro porque mal temos condies de ren-ovar nossa frota ou trocar nosso camin-ho. Segundo porque no possumos em nossa profisso, incentivos que nos permitam saber utilizar e aplicar as no-vas tecnologias.

    Em muitas empresas de transporte nacionais e internacionais de grande porte, os caminhoneiros contratados recebem cursos e workshops para apre-nderem a utilizar as novas tecnologias incorporadas aos caminhes, como ras-treadores, aplicativos e computadores de bordo. O caminhoneiro autnomo, no entanto, no conta com a mesma sorte.O baixo valor do frete o inimigo nmero um que contribui para que esse avano tecnolgico no seja democ-ratizado na nossa categoria. Primeiro porque ele no permite a renovao da frota e, consequentemente, no permite que o caminhoneiro tenha acesso a no-vos modelos de caminho nos quais es-to implantados tcnicas e equipamen-tos avanados. Tambm no permite a compra de outros itens que podem fa-cilitar a direo, como computadores, rdios, rastreadores, etc.

    Chico, tudo bem? Meu nome Evandro Rodrigues e sou de Mogi Guau SP. Rodo pelo inte-rior de So Paulo. Eu gostaria de saber porque os guinchos das concessiona-rias de pedgio no podem nos levar at nossas oficinas de confiana. As vezes a diferena de um posto ou ptio que eles nos deixam para a oficina que pretendamos deixar o veiculo de trs ou quatro quadras. Eles dizem que so normas da empresa e tudo mais. O que realmente acontece Chico, as normas que so muito rgidas ou m f dos guincheiros? Tudo bem sim Evandro e por ai tudo certo? Espero que sim!Bom Evandro, nos contratos de con-cesso das rodovias est previsto que as concessionarias devem disponi-bilizar o servio de guincho somen-te para retirar o usurio da pista para sua segurana e lev-lo para o ponto de apoio mais prximo onde o usurio deve se encarregar de buscar a soluo definitiva para o seu problema. Se a gente for parar pra pensar, na verdade faz sentido. Por exemplo o motorista do guincho vai te levar at sua ofici-na l no meio da sua cidade, e de re-pente acontece um acidente grave que precisaria mais desse servio do que o senhor, nesse meio tempo que o guin-cheiro est longe da zona de concesso

    Se tivssemos acesso a todas as tecno-logias que nos apresentam, a escolha de pontos de parada e descanso, bem como o melhor horrio para carga/descarga, a visualizao das condies de trfego e da situao mecnica do caminho se-ria possvel e facilitada. Seria o mundo perfeito para os caminhoneiros e tam-bm para toda a sociedade. Digo isso porque a democratizao da tecnologia permite que o trabalho seja mais bem executado e o transporte otimizado em todas as suas pontas, desde o carrega-mento, at a descarga em um porto, armazm, cidade ou qualquer outro lugar. Alm disso, tecnologia tambm sinnimo de preveno de acidentes e maior segurana nas estradas.Enquanto caminhoneiros e transporta-dores no tiverem acesso a essas novas tecnologias, a chuva de novos avanos s relevar a desigualdade que se per-petua na nossa categoria. As transfor-maes tem que acontecer em todos os sentidos, inclusive naquele que diz respeito ao nosso crescimento profis-

    sional, cultural e educacional. A tec-nologia pode ser a ferramenta que falta para melhoria e o desenvolvimento da nossa profisso.

    Abrao, Chapa

    Tecnologia na Boleia: quando teremos acesso a ela?

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA04 FIQUE POR DENTROO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    E os caminhoneiros, como ficam no Dia do Trabalhador?

    Mundialmente este o dia em que passeatas, manifestaes, protestos, festas e comemoraes so realizados em homenagem aos trabalhadores ou como forma de reivindicar direitos e melhorias. No Brasil no diferente!A origem desta data nos transporta ao ano de 1886, quando uma manifestao de trabalhadores aconteceu em Chica-go, nos Estados Unidos. Os manifes-tantes reivindicavam a reduo da jor-nada de trabalho para 8 horas dirias. Massivamente convocou-se, ento, uma greve geral no pas. Em 3 de maio daquele ano, um grupo de manifestan-tes foi reprimido por foras policiais e o conflito resultou na morte de algumas pessoas. No dia seguinte, uma passeata foi organizada em protesto violncia exercida pela polcia anteriormente. A manifestao, no entanto, sofreu mais uma vez com a represso policial.No dia 20 de junho de 1889, a segun-da Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu convocar anualmente a todos os trabalhadores do mundo com o objetivo de reivindicarem pela jorna-da de trabalho de 8 horas dirias. A data escolhida para essa manifestao anual foi justamente o dia 1o de maio. que foi oficialmente decretado como o Dia do Trabalhador em 1919, primeiramen-te pelo Senado francs e, posteriormen-te, por outros pases.A luta pelos direitos trabalhistas acon-teceu (e acontece) em todo o mundo. No Brasil, os escravos do perodo colo-nial e, principalmente, aps a Indepen-dncia em 1822, j se organizavam em grupos de resistncia e buscavam m-

    todos para forjar melhores condies de vida em meio ao trabalho forado e a explorao promovida pelos senhores brancos. O resultado desta luta e tam-bm das negociaes polticas entre os abolicionistas do final do sculo XIX, foi a assinatura da Lei urea em 1888, abolindo a escravatura. O processo de reinsero desses ex-escravos no novo mercado de trabalho que se formara a partir daquele momento, demoraria, no entanto, muito mais tempo para aconte-cer. Tal atitude resultou em consequn-cias sociais para essa parcela da popu-lao que sente o peso da excluso e da discriminao at os dias de hoje.Os imigrantes europeus principal-mente os italianos que comeavam a chegar ao Brasil no comeo do sculo XX trouxeram consigo novas concep-es do trabalho. Em meio a uma socie-dade recm-sada da escravatura onde os patres ainda tinham a explorao como base das relaes trabalhistas que se formavam, os imigrantes e outros trabalhadores de fbricas organizaram grupos, sindicatos e foras de lutas que comearam a reivindicar melhores con-dies de trabalho.A luta por uma legislao que regula-mentasse as profisses e o trabalho dos brasileiros se deu com embates, greves, conflitos. Foi em 01 de maio de 1943, que o ex-presidente Getulio Vargas criou e aprovou a Consolidao das Leis Trabalhistas (CLT), um estatuto que congrega leis antigas e novas que regulamentam o trabalho do brasileiro.Conhecido por ser O pai dos pobres, Getulio Vargas possua uma poltica populista que buscava relaes mais

    estreitas com os trabalhadores de base. Todo 1o de maio, ocorriam celebra-es, festas e comemoraes, com de-claraes diretas do ex-presidente aos trabalhadores brasileiros.Durante os anos posteriores historia-dores e socilogos se esforaram para entender o processo de construo de leis que beneficiaram os brasileiros. Sem dvida, o papel desempenhado por Getlio Vargas naquele momento foi fundamental. Tanto foi que uma boa parcela dos historiadores acredita que a CLT foi uma maneira de manipular os movimentos sindicais e as lideranas trabalhistas naquela poca. inegvel que havia, naquele momento, uma pre-ocupao em censurar e combater mo-vimentos de esquerda e trabalhistas que fossem contrrios ao regime de Vargas.Alguns historiad...