37ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

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Distribuio GratuitaO JORNAL PARA OCAMINHONEIROAMIGOwww.chicodaboleia.com.brOrgulho de ser caminhoneiroEDIO NACIONALDesde o dia 1 de janeiro, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) voltou a ser cobrado integralmente para carros. Os ca-minhes seguem com alquota 0 em 2015.Ano 04 - Edio 37 - Janeiro de 2015Caminhes continuam isentos de IPI em 2015Pg. 03Pg. 04Pg. 06O nmero de multas por excesso de velo-cidade cresceu 50% nas rodovias estaduais de So Paulo em 2014, em comparao com o ano anterior.Multas por velocidade cresceram 50% em 2014A Concessionria Irmos Davoli de Mogi--Mirim, uma das mais antigas revende-doras de caminhes e Sprinters da marca Mercedes-Benz no Brasil, foi contemplada com o prmio Star Class na categoria Ouro.Irmos Davoli recebe Prmio Star Class Ouro pela nona vezANTT realiza audincia pblica para reviso das regras do RNTRCEvento realizado na ltima segunda-feira de janeiro buscou debater novas regras do RNTRCFoto: ANTTO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIASede: Rua Jos Ravetta, 07 - Itapira-SP, CEP 13977-150 Fone:(19) 3843-5778Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exem-plares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro PretoDiretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor-Geral / Editor: Chico da BoleiaCoordenao / Reviso / FotgrafaLarissa J. RibertiDiagramao / FotgrafaPamela SouzaSuporte TcnicoMatheus A. MoraesVideo Maker / FotgrafoMurilo AbreuConselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coordenado-ra do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APROCAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa02 EDITORIALExpediente2015: ANO NOVO, VELHOS PROBLEMASCompanheiros do trecho! Comea-mos o ano e ainda tem gente falando de 2014. Ainda tem gente que, de todo modo, quer mudar o resultado das urnas. J que no deu no voto vo tentar no ta-peto! Tenho 50 anos nas costas e no me lembro de ter visto nada parecido com que eu vejo agora na grande imprensa ou como diria Paulo Henrique Amorim, o pessoal do Pig Partido da imprensa golpista, a cada dia que passa, fica mais raivoso, sem limites. J tem gente dizendo que h base para im-peachment da Presidenta e por a vai.O fato concreto que a Presidenta Dilma tomou posse em 1 de janeiro e, ao invs dos setores miditicos auxiliarem na deteco dos problemas e na sua resoluo, monta--se um circo para deslegitimar at mesmo as tentativas de crescimento da economia. Esses setores esto tentando atacar a Presi-denta a qualquer preo, nem que seja para quebrar o Brasil como um todo. Isso tudo simplesmente revoltante. incrvel como para o PIG s exista uma sigla na poltica, s se fala no pessoal da estrela. O pessoal da plumagem, mais co-nhecidos como tucanos, passa ao largo de qualquer denuncia, ningum fala do Azere-do, do Metroduto entre outros casos de cor-rupo. Mas vamos em frente, pois nosso setor no para!A nossa Lei continua esperando entrar na pauta para resolver possveis mudanas se que elas vo existir. Quando digo nossa Lei me refiro a Lei 12.619, mais conheci-da como Lei do Motorista ou do Descanso como preferem alguns.Tambm adentramos o ano com o fim da carta frete decretado, mas certos setores continuam a us-la, mesmo sendo crime. Alm disso, alteraes nas regras para ob-ter o RNTRC continuam no forno por pelo menos mais dois meses.Daqui a pouco entramos em Fevereiro e algum vai lembrar Ops! J carnaval! e todas essas resolues necessrias para o setor continuaro esperando. Quem sabe aps o carnaval as coisas comecem a andar de fato.Quero aproveitar o espao e pedir licena aos amigos para comemorar o aniversrio de minha filha, que no prximo dia 15 de Fevereiro ir completar 19 primaveras. Linda como o Pai, j est no segundo ano de Psicologia. Parabns para voc, Victo-ria! Muita sade muita alegria e muita paz do seu Pai que te ama muito!Companheiros! Para quem quiser mais no-ticias e informaes, basta acessar o site Todos os anncios so de responsabilidade dos respectivos anunciantes.Todas as matrias assinadas por colunistas so de inteira responsabilidade de seus produtores.Termo de responsabilidadewww.chicodaboleia.com.br ou as redes sociais. E no se esqueam de que temos nosso boletim dirio na Radio Cultura Municipal de Amparo FM 102,9 sempre as 05h50min da manh e que voc pode acompanhar no site tambm no mesmo ho-rrio.Caso voc tenha alguma idia ou sugesto escreva para nosso e-mail que chicoda-boleia@chicodaboleia.com.br At a prxima edio e um grande abraoChico da Boleia sempre com orgulho e ser caminhoneiro. O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAempresas. O caminhoneiro autnomo sem-pre acaba deixando de participar, de se in-formar e de lutar por seus direitos. Muitos acham que o sindicato est ali s pra dar clube de campo, um espao de lazer, mas, pelo contrrio, o sindicato existe para lutar pelos direitos dos caminhoneiros. Portanto, participe do sindicato da sua regio, se in-forme sobre os servios e aes prestados, comparea sempre que possvel e veja se esto realmente lutando pelos seus direitos. Fiscalize seu sindicato e, acima de tudo, no deixe que os outros decidam por voc! Para ajud-lo temos em nosso site uma re-lao com os sindicatos dos quatro cantos do Brasil. D uma conferida l e se infor-me. Caso conhea algum sindicato que no esteja l em nossa relao, por favor, entre em contato. E caso tenha qualquer denn-cia sobre alguma entidade desonesta ou que atue de m ndole, envie um e-mail para chicodaboleia@chicodaboleia.com.br que tentaremos entrar em contato e averiguar a situao.Um abrao, Chico da Boleia Orgulho de ser Caminhoneiro!Chico da Boleia respondeOlha Chico, sou caminhoneiro h quase 20 anos e estou cansando de ver como o ca-minhoneiro injustiado, ningum leva a gente a srio! Levamos esse pas nas costas e ningum nos respeita!Fora todas as exigncias que esto fazen-do em relao a nossa documentao isso sem falar das restries de nossa circulao nas cidades. Eu acho tudo isso um absur-do! No s por nossa causa que o trnsito est como est. A prova t ai! Mesmo com toda essa histria de restrio o trnsito das grandes cidades continua a mesma porca-ria, o mesmo caos. Chico eu gostaria de saber como a gente poderia agir ou sei l o que pra tentar virar esse jogo.Abrao do leitor Antnio Mario de Olivei-ra.Chico da Boleia: Olha Antnio, para vi-rar esse jogo o pessoal tinha que ser mais unido. Veja como exemplo: Eu rodo pelo pas afora e j conversei com diversos sin-dicatos de autnomos e de empresas de transportes. E a grande realidade que nos sindicatos de autnomos no h tanta par-ticipao das partes quanto no sindicato de O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAPAPO DE BOLEIA 03A Concessionria Irmos Davoli de Mogi--Mirim, uma das mais antigas revende-doras de caminhes e Sprinters da marca Mercedes-Benz no Brasil, foi contemplada com o prmio Star Class na categoria Ouro. Esse o nono ttulo recebido pela empresa que possui quase setenta anos de histria.No ano de 2006 a Mercedes-Benz lanou o Programa StarClass com o objetivo de realinhamento das estratgias entre ela e sua rede de Concessionrios de Veculos Comerciais e Automveis. O programa um conjunto de atividades desenvolvidas com o objetivo de atestar oficialmente que determinado produto, processo ou servio est em conformidade com os requisitos es-pecificados nas regras de um Programa de Certificao.As atividades de certificao envolvem anlise de documentos e auditorias na em-presa, com o objetivo de avaliar a conformidade e sua manuten-o. A ao visa disseminar um modelo de excelncia e a melhoria contnua dos principais processos administrativos e operacionais da Rede de Concessionrios, capacitando-os para oferecer ao mercado um padro nico de excelncia em atendi-mento e qualidade de produtos.O concessionrio avaliado atravs de um sistema de pontuao que lhe confere a classificao Ouro, Prata ou Bronze. E no a toa que a Irmos Davoli de Mogi-Mirim recebeu o mais alto nvel da certificao pela nona vez. Joo Davoli, Diretor Execu-tivo da empresa, acredita que a qualidade primordial no mundo dos negcios e no abre mo dela.Na nossa empresa a poltica de recruta-mento e treinamento essencial, eu acho que absolutamente impossvel tocar uma empresa hoje em dia sem uma equipe mui-to qualificada. A atividade demanda esse tipo de gabarito dos profissionais em to-dos os setores, frisou Davoli, comentan-do tambm que a Comercial Davoli de Ja concorreu certificao pela primeira vez e j foi contemplada com a categoria Ouro.Irmos Davoli recebe Prmio Star Class Ouro pela nona vez Luiz Fernando Maicutti gerente de Re-cursos Humanos da empresa h 27 anos. Segundo ele, a seleo dos colaboradores seguida de um plano de treinamento traa-do no s dentro da fbrica, como tambm em parceria com outros institutos de capa-citao. O diferencial aqui que todos os colaboradores so treinados dentro de cada uma das funes o que delimita a formao e direciona a mo de obra conforme suas habilidades, explicou.Desejamos os parabns a Irmos Davoli, a Comercial de Davoli de Ja e a toda a equipe pelo excelente desempenho em seus negcios.Havaia ComunicaoFoto: Pamela SouzaO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA04 FIQUE POR DENTROO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIADesde o dia 1 de janeiro, o Imposto so-bre Produtos Industrializados (IPI) voltou a ser cobrado integralmente para carros. O tributo tinha desconto para modelos com motor at 2.0 e teve significativa importn-cia como medida do governo federal para conter a baixa nas vendas. A ao de redu-o teve incio em 2012 e contou com um retorno gradual do imposto em 2013 e que chegou aos patamares originais neste incio de ano. Segundo o Sincodiv/Fenabrave-RS o retorno da alquota cheia do IPI dever fazer o preo dos carros subir, em mdia, 4,5%. Os caminhes seguem com alquota 0 em 2015.Caminhes continuam isentos de IPI em 2015 Mantida reduo de tarifa para eixo suspenso em pedgios de So PauloA Segunda Turma do Superior Tribunal de Justia (STJ) manteve deciso do Tri-bunal de Justia de So Paulo (TJSP) que possibilitou a fixao de tarifas de pedgio menores para caminhes que trafegam em rodovias estaduais com eixos auxiliares suspensos.No dia 10 de dezembro, o colegiado havia dado provimento a um recurso especial da concessionria Autovias S/A para permitir a cobrana por eixo suspenso, j que esse tem sido o entendimento adotado pelo STJ em outros processos.No entanto, ao analisar novo recurso, dessa vez interposto pelo Departamento de Es-tradas de Rodagem (DER) de So Paulo, a Segunda Turma retificou a deciso anterior ao considerar que a uniformizao da in-terpretao da legislao federal razo de ser do recurso especial no poderia ser invocada no caso. que a jurisprudncia do STJ diz respeito a rodovias federais, en-quanto o caso julgado se refere ao pedgio em rodovias estaduais, sujeito legislao local.Com a deciso, prevalece o julgamento do TJSP que validou a cobrana de tarifas di-ferenciadas para os veculos de carga com eixos suspensos.PrecedentesA Autovias entrou na Justia contra ato ad-ministrativo que proibiu a cobrana de tari-fa com base em todos os eixos do veculo, inclusive os que estivessem suspensos, sem tocar o asfalto. A empresa afirmou que con-siderou a cobrana dos eixos suspensos na elaborao de seus projetos de explorao das rodovias e que a aplicao desse des-conto inviabilizaria a administrao, com importantes perdas no programadas.Tanto a sentena de primeiro grau quanto o acrdo do TJSP negaram a pretenso da concessionria. Para o TJSP, o fato de os eixos auxiliares estarem levantados impe a reduo do valor do pedgio, pois, no havendo contato do eixo com o solo, o des-gaste da pista menor. A concessionria recorreu ao STJ, mas o ministro Herman Benjamin, relator, re-jeitou o apelo em deciso monocrtica. Posteriormente, ao analisar recurso contra essa deciso, a Segunda Turma deu razo Autovias, levando em conta precedentes do STJ segundo os quais a opo do mo-torista pela suspenso do eixo auxiliar, no momento de passar pelo pedgio, no pode alterar o critrio de tarifao.AlinhamentoDe acordo com esses precedentes, a sus-penso do eixo no representa necessaria-mente menor peso e menor desgaste do pavimento, cuja manuteno cabe con-cessionria. Assim, para alinhar a soluo do caso jurisprudncia, o colegiado deu provimento ao pedido da empresa.Em embargos de declarao, o DER alegou que o recurso da Autovias era incabvel, j que no havia conflito entre a deciso do TJSP e a interpretao aplicada pelo STJ a casos semelhantes, pois esses ltimos foram resolvidos com base na legislao federal. Os ministros do colegiado aco-lheram o argumento. Como a pretenso da Autovias exigiria o reexame de provas do processo e de clusulas do edital de licita-o das rodovias, alm da interpretao da legislao estadual o que no admitido em recurso especial , a Segunda Turma reformou a deciso anterior para rejeitar o recurso da concessionria.Fonte: STJFoto: DivulgaoFoto: Mercedes-BenzO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIADE BOA NA BOLEIA 05Estopim das manifestaes de junho de 2013, o problema da mobilidade urbana ou seja, a capacidade de as pessoas irem de um lugar para outro dentro das cidades permanece como desafio do poder pblico. No Congresso Nacional, diversos projetos de lei propem sugestes para resolver pro-blemas como: transporte pblico de baixa qualidade; ruas engarrafadas; poucas ci-clovias; e falta de caladas para o pedestre. Em outubro de 2014, o tema foi discutido, na Cmara dos Deputados, por diversos es-pecialistas, durante o 2 Seminrio Interna-cional Mobilidade e Transportes.Segundo o consultor legislativo Eduardo Fernandes Silva, autor do livro "Meio Am-biente e Mobilidade Urbana, um dos pon-tos fundamentais para se melhorar a mobi-lidade organizar a maneira como a cidade cresce. importante que os bairros, as regies onde as pessoas moram, sejam completos, para que elas possam trabalhar, estudar, ir ao mdico, ir ao cinema, a p, ou de bicicleta, rapidamente, com pouco gasto de energia, explica. Para ele, preciso evi-tar ao mximo a queima de combustveis fsseis, prejudicial ao meio ambiente e sade das pessoas.O consultor destaca que Rio de Janeiro e So Paulo esto hoje entre as dez cidades mais congestionadas do mundo. Conforme dados do Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada (Ipea), 20% dos trabalhadores das regies metropolitanas brasileiras gastam mais de uma hora por dia no deslocamento de casa para o trabalho.Integrante da Comisso de Desenvolvi-mento Urbano da Cmara, o deputado Izal-ci (PSDB-DF) ressalta que a maioria dos municpios do Pas no tem nenhum pla-nejamento para a rea. Ele defende inves-timentos em planejamento estratgico para as cidades brasileiras. As pessoas esto perdendo a qualidade de vida", disse.Bicicletas e transporte pblicoA Cmara analisa algumas propostas que visam estimular o uso de bicicletas como meio de transporte nas cidades. Entre elas, o Projeto de Lei 6474/09, do deputado Jai-me Martins (PSD-MG), que cria o Progra-ma Bicicleta Brasil nos municpios com mais de 20 mil habitantes. A proposta des-tina 15% do valor arrecadado com multas de trnsito para financiar, por exemplo, a construo de bicicletrios pblicos e ci-clovias.Porm, a prioridade ao transporte no mo-torizado (a p ou de bicicleta) sobre o motorizado e do transporte coletivo sobre o individual j lei. Esse um dos princ-pios contidos na Po-ltica Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/12), aprovada pelo Con-gresso em dezembro de 2011.Segundo o professor da Universidade de Braslia (UnB) Paulo Csar Marques da Silva, que par-ticipou do seminrio, essencial que esse princpio seja colocado em prtica: O principal princpio para resolver os proble-mas de mobilidade priorizar o transpor-te coletivo sobre o transporte individual e priorizar as pessoas sobre os veculos em termos do deslocamento.Qualidade das caladasOutros projetos de lei em anlise na Casa tentam resolver o problema da baixa qua-lidade das caladas brasileiras, que afeta especialmente idosos e pessoas com deficincia. A relatora da proposta de Estatuto da Pessoa com Defici-ncia (PL 7699/06), deputada Mara Ga-brilli (PSDB-SP), deixa claro no texto que das prefei-turas e no do pro-prietrio do imvel a responsabilidade pela manuteno das cala-das em boas condies de circulao. O projeto aguarda votao no Plenrio da Cmara.J o PL 7968/14, em anlise na Comisso de Desenvolvimento Urbano, estabelece regras para a ocupao de caladas por estabelecimentos comercias: eles devero ocupar, no mximo, 30% do comprimento da calada, podendo utilizar apenas objetos " O principal princpio para resolver os problemas de mo-bilidade priorizar o transporte coletivo sobre o transporte individu-al e priorizar as pessoas sobre os ve-culos em termos do deslocamento."- Paulo Csar Marques Professor da UNB removveis.A ntegra das propostas pode ser consultada em: http://www2.camara.leg.br/Reportagem Lara HajeEdio Marcos RossiFonte: Assessoria de imprensa Cmara dos Deputados. Estopim dos protestos de 2013, transporte permanece um desafioA Poltica Nacional de Mobilidade Urbana j determina prioridade ao transporte no motorizado e ao transporte coletivo, mas ainda falta planeja-mento nas cidades brasileiras; diversos projetos de lei apresentam medidas para solucionar o problema de mobilidadeO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA06 FIQUE POR DENTROMultas por velocidade cresceram 50% em 2014O nmero de multas por excesso de veloci-dade cresceu 50% nas rodovias estaduais de So Paulo em 2014, em comparao com o ano anterior. Foram aplicadas 3.153.266 autuaes de janeiro a dezembro, contra 2.140.134 em igual perodo de 2013, se-gundo dados do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), rgo da Secretaria de Logstica e Transportes do Estado. O n-mero no inclui as rodovias federais, nem as multas aplicadas no trnsito urbano. Em parte, o aumento de mais de um mi-lho de multas de um ano para o outro nas estradas pode ser atribudo intensificao na fiscalizao, segundo o DER. Em 2014, foram instalados 144 radares fixos e est-ticos na malha viria estadual, elevando o nmero de equipamentos de 213 para 357. Os novos radares foram dispostos em ro-dovias que antes no tinham esse tipo de fiscalizao. O nmero de 100 radares por-tteis, operados por policiais rodovirios, permaneceu inalterado. Extenso A malha rodoviria estadual de 22 mil quilmetros, dos quais 6,4 mil concedi-dos iniciativa privada. De acordo com o DER, o nmero de veculos circulando nas rodovias tambm cresceu. Em dezem-bro de 2013, o Estado de So Paulo tinha frota de 25,5 milhes de veculos, nmero que subiu para 26,7 milhes em dezembro do ano passado, aumento de 1,2 milho de unidades. De acordo com a Polcia Rodoviria Es-tadual, o excesso de velocidade ainda a infrao de trnsito mais cometida nas vias estaduais. Com o recurso da fiscalizao remota, atravs dos centros operacionais das con-cessionrias, cresceu tambm o nmero de multas por outras infraes, como dirigir falando ao celular, no usar cinto de se-gurana, ultrapassar pela direita e transitar pelo acostamento. Nesse caso, policiais registram as infraes usando imagens em tempo real captadas pelas cmeras de mo-nitoramento das rodovias.Fonte: Jornal do Comrcio RJNTC divulga estudo sobre restries ao trnsito de ca-minhes nas capitais brasi-leirasSegundo a pesquisa mais de 100 munic-pios j adotam algum tipo de medida res-tritiva A movimentao de cargas nos centros ur-banos fundamental para a economia do pas e o abastecimento da populao. No entanto, os grandes centros brasileiros es-to com dificuldades em conciliar o trnsito de pessoas e cargas no mesmo espao, j que apresentam crescimento desordenado, falta de planejamento, baixo investimento em transporte coletivo de passageiros, falta de infraestrutura e crescente adensamento populacional. Para resolver o problema, essas grandes cidades esto adotando me-didas restritivas ao trnsito de caminhes. De acordo com o levantamento realizado pela NTC&Logstica, mais de 100 munic-pios brasileiros j possuem algum tipo de restrio, entre eles: So Paulo, So Luiz, Salvador, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Natal, Manaus, Macei, Macap, Goinia, Fortaleza, Florianpolis, Curi-tiba, Cuiab, Campo Grande, Boa Vista, Belo Horizonte, Belm e Aracaju. Segundo as avaliaes da consultoria ILOS, as prin-cipais medidas adotadas so: reas ou vias de restrio de circulao e de carga e des-carga; horrios de restrio de circulao para carga e descarga; rodzio de placas; ta-manho e peso dos veculos e impacto sobre os custos. Neuto Gonalves dos Reis, diretor tcnico da NTC&Logstica e coordenador do estu-do, acredita que no h necessidade de res-tries maiores. Os caminhes represen-tam uma parcela muito pequena do trnsito nas grandes cidades. Apenas essa medida no resolver o problema, alm de preju-dicar a circulao do transporte de cargas. Impacto sobre os custos O estudo mostra tambm os impactos das restries sobre os custos para o setor de transporte de cargas. Com a substitui-o da frota de Veculo Urbano de Carga (VUC) por Utilitrios os custos aumenta-ram 19,7%, a ampliao do turno de traba-lho de motoristas e ajudantes representou elevao de 18% e a da operao noturna, 16,5%. Segundo Reis, essas medidas causam uma grande perda de produtividade. Isso um problema srio que as empresas de trans-porte vm enfrentando. Um veculo de coleta e entrega que atua em uma cidade como So Paulo ou Rio de Janeiro, por exemplo, h 10 ou 15 anos atrs, conseguia executar em um dia cerca de 40 coletas e entregas. Hoje, este mesmo veculo faz em mdia 16 , afirma. De acordo com Jos Helio Fernandes, presidente da NTC, uma das solues que j est sendo colocada em prtica, em So Paulo, por exemplo, a experincia de en-tregas noturnas. A NTC est trabalhando para encontrar opes de adequar a loco-moo de pessoas e cargas nas metrpoles do pas, de forma a minimizar o prejuzo do setor, finaliza Fernandes.Fonte: NTCMotorista que esquecer car-teira de habilitao poder no ser multadoProjeto de Lei que impede a aplicao de multa e a reteno do veculo est em an-lise na Cmara dos Deputados.De acordo com informaes da Agn-cia Cmara Notcias, est em anlise na Cmara dos Deputados o PL (Projeto de Lei)8022/14 que impede a aplicao de multa e a reteno do veculo se o motoris-ta no estiver com os documentos exigidos pela lei.Conforme o PL, a multa s deixaria de ser aplicada caso os documentos possam ser verificados pelos agentes de trnsito em equipamentos capazes de consultar, em tempo real, a situao dos documentos obrigatrios, como licenciamento anual e habilitao do condutor.Ainda segundo a proposta, at mesmo o auto de infrao ser cancelado, caso o condutor apresente, em at 30 dias, o do-cumento ao rgo de trnsito responsvel pela autuao. Assim, o motorista no ter trs pontos computados em sua carteira, re-ferentes infrao leve.O projeto altera a Lei 9.503/97, que institui o Cdigo de Trnsito Brasileiro. Pela regra atual, quem dirigir sem portar o licencia-mento e a carteira de motorista poder ser multado e ter seu veculo retido at a apre-sentao do documento. A infrao consi-derada leve e o motorista recebe multa de R$ 53,20 e mais trs pontos na carteira.TramitaoO projeto ser arquivado pela Mesa Direto-ra no dia 31 de janeiro, por causa do fim da legislatura. Porm, como a deputada Kei-ko Ota (PSB-SP), uma das proponentes do PL, foi reeleita, ela poder desarquiv-lo. Nesse caso, o texto ser analisado em ca-rter conclusivo pelas comisses de Viao e Transportes; e de Constituio e Justia e de Cidadania.Fonte: Agncia CNT de NotciasFoto: DivulgaoO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 07FIQUE POR DENTROO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIANTC&Logstica divulga ndice de variao de custo do TRC durante evento em Salvador1 CONET & Intersindical de 2015 ter um dia inteiro de debates com principais lderes e especialistas do TRCTendo em vista a importncia das tarifas no setor de transporte rodovirio de car-gas (TRC) e o impacto que estas trazem para as empresas e a economia do pas, a NTC&Logstica realizar no prximo ms, em Salvador, o primeiro CONET & Inter-sindical de 2015. O Conselho Nacional de Estudos em Trans-porte, Custos, Tarifas e Mercado CONET tem como principal objetivo o debate de itens como: Defasagem do Custo do Fre-te, INCT-F e INCT-L (ndice Nacional do Custo do Transporte de Carga Fraciona-da e Lotao), entre outros nmeros, todos eles baseados em pesquisa realizadas pela entidade. Para o diretor tcnico da NTC e coordena-dor do DECOPE (Departamento de Custos Operacionais, Estudos Tcnicos e Eco-nmicos da NTC), Neuto Gonalves dos Reis, o momento econmico pelo qual as empresas de transporte passam hoje mui-to peculiar.As empresas vm sofrendo uma enor-me presso financeira. Uma hora a lei 12.619/2012, que reduziu drasticamente a produtividade do setor. Outra hora a in-troduo da norma Euro 5, que aumentou os preos dos veculos a diesel e criou a necessidade do uso do Arla 32. Isso, para no falar nos sucessivos reajustes do preo do leo diesel, dos salrios e dos encargos sociais, das crescentes restries de trnsito nas grandes e mdias cidades, das defici-ncias das rodovias, alm do aumento dos roubos de carga, explica. Ainda segundo Reis, o quadro fica pior com as dificuldades econmicas observadas no ltimo ano, que vm reduzindo o volume de carga e acirrando a concorrncia. Dian-te de tudo isso, fundamental que o setor busque a necessria recomposio das tari-fas e o repasse das defasagens tarifrias. uma discusso que o setor precisa travar de modo a balizar a deciso individual de cada empresa, explica o diretor tcnico. No segundo momento do dia, durante a Intersindical, a NTC promover o debate e a proposio de solues para temas como: Lei 12.619 (Lei do Descanso), Roubo de Cargas, Terceirizao de Mo de Obra e Arla 32 / Euro 5.Para esses debates, a presena de empre-srios do setor, lderes sindicais, tcnicos e economistas fundamental, para pro-porcionar uma troca de informaes rica e capaz de definir mudanas que atendam real necessidade do TRC, acrescenta Jos Hlio Fernandes, presidente da NTC. ServioCONET & IntersindicalData: 26 de fevereiro de 2015Local: Av. Antnio Carlos Magalhes, 711/741 Hotel Fiesta / Salvador (BA)Horrio: a partir das 8h30Inscries: gratuitoMais informaes em: www. http://www.portalntc.org.br/Fonte: NTCMONITORAMENTO E LOCALIZAOBALCO DE FRETES ELETRNICO NMERODA SORTESEGURODE VIDASERVIOODONTOLGICODIRIA DE INTERNAO HOSPITALAR EM CASO DE ACIDENTEASSISTNCIARESIDENCIALANS - N 310981 S A MELHOR EMPRESA DE RASTREAMENTOELETRNICO DO PAS, PODE OFERECER UMPRODUTO COM TANTAS QUALIDADES.0300 789 6004FAA PARTE DESTA TURMAOs Seguros de Acidentes Pessoais e Dirias de Internao Hospitalar so garantidos pela Seguradora Cardif do Brasil Vida e Previdncia S.A., CNPJ: 03.546.261/0001-08, Processos Susep No 15414.002708/2007- 95 e 005-00113/00. Corretora de Seguros: Sincronismo Corretora e Adm. de Seguros Ltda., CNPJ no 08.815.553/0001-04, Registro SUSEP no 050726.1.05.9018-5. Estipulante: Sascar Tecnologia e Segurana Automotiva S.A. - CNPJ no 03.112.879/0001-51. Prmio de Capitalizao no valor de R$ 12.000,00 bruto, com desconto diretamente na fonte de 25% de Imposto de Renda, garantido pela Empresa Cardif Capitalizao S/A, CNPJ: 11.467.788/001-67, Processo Susep no 15414.000312/2010-17. O registro deste plano na SUSEP no implica, por parte da Autarquia, em incentivo ou recomendao sua comercializao. O segurado poder consultar a situao cadastral de seu corretor de seguros, no site www. susep.gov.br, por meio do nmero de seu registro na SUSEP, nome completo, CNPJ ou CPF. A aceitao do seguro estar sujeita anlise do risco. Este seguro por prazo determinado tendo a Seguradora a faculdade de no renovar a aplice na data de vencimento, sem devoluo dos prmios pagos, nos termos da aplice. proibida a venda de ttulo de capitalizao a menores de dezesseis anos. *Assistncia Odontolgica prestada pela operadora ODONTO EMPRESAS CONVNIOS DENTRIOS LTDA., registrado na ANS-310981 ** As Assistncias Residencial e Funeral so prestadas pela empresa USS SOLUES GERENCIADAS LTDA. ***As Assistncias Odontolgicas e Funeral so de uso exclusivo do Contratante, no podendo ser transferidas a quaisquer terceiros. Cada Contratante ter direito, independentemente do nmero de equipamentos contratados e/ou de contratos firmados, a um nico Pacote de Vantagens. Alm do Pacote de Vantagens do Produto Sascar Caminhoneiro, voc pode adquirir tambm as Assistncias 24 horas com um valor diferenciado. 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A nova minuta em discusso busca dar continuidade ao aprimoramento regula-trio do setor, trazendo mais benefcios ao transportador, aos usurios do servio e sociedade.Chico da Boleia esteve presente no evento e conversou com Thais Vilela, especialista em regulao, que atuou como Presidente da audincia pblica realizada. A especia-lista confirmou as expectativas em relao ao evento. Depois do que foi discutido aqui em relao Resoluo, ns vamos publicar um relatrio sobre a audincia, dando prosseguimento a discusso sobre o RNTRC. Vilela ainda explicou que antes da divulga-o das novas regras tangentes ao Registro, preciso ocorrer a publicao da resoluo revista, o que deve demorar alguns meses at a deciso final dos especialistas. Quem tambm acompanhou o evento foi Noboru Ofuji, que j ocupou o cargo de Di-retor da ANTT. Para o especialista no setor de TRC, existe a necessidade de se fazerem alguns ajustes na resoluo para definir me-lhor os critrios do Registro. Ns temos casos de transportadores aut-nomos que tem registrado na Agncia mais de cinquenta veculos, isso contraria toda e qualquer discusso sobre a questo do autnomo. Ento a discusso que se props aqui foi para aprimorar as formas de controle, caso contrrio ns vamos continuar lidando com empresas travestidas de aut-nomos e piorando a com-petitividade do setor, frisou Ofuji. Um dos pontos dis-cutidos durante a audincia foi a pos-sibilidade de imple-mentar uma identifi-cao eletrnica para os motoristas e caminhes. Para Noboru, existem muitos aspectos a serem considerados, como, por exemplo, a agilidade que tal me-canismo pode proporcionar na hora de or-ganizar a carga/descarga em portos e arma-zns. Alm disso, a identificao eletrnica permite o acompanhamento da carga desde sua origem at o seu destino. Outro ponto positivo desse mecanismo seria a agilidade na transferncia de um caminho agregado entre uma empresa e outra. Noboru Ofuji hoje um dos maiores conhe-cedores em transporte internacional de car-gas no Brasil. Chico da Boleia conversou com ele sobre a possibilidade de unificar o padro de placas de veculos do transpor-te rodovirio de cargas no Mercosul. Para Ofuji a estratgia, que j existe em outras partes do mundo, extre-mamente plausvel e possvel no caso da nossa regio. Coincidentemente eu fui o coordenador do grupo bra-sileiro que estudou essa possibilidade desse me-canismo, e ns chega-mos a um denomi-nador comum sobre o assunto. No ano passado, no mbito do Mercosul, foi aprovado o novo modelo que serve para conferir mais se-gurana no transporte, do ponto de vista de rou-bos e sequestros. Para isso, preciso ter um sistema integrado entre os pases que permita uma checagem online sobre a regularidade daquele veculo. Mas j comeamos a caminhar sobre o assunto e eu espero que avancemos na estratgia de coibir assaltos e melhorar a fiscalizao a nvel internacional, explicou. Carlos Alberto Litti Dahmer representou o Sindicato dos Transportadores Autnomos de Carga do Rio Grande do Sul (Sinditac--RS). Para o Presidente da entidade, os f-runs que so promovidos pela ANTT so de extrema importncia para reunir experi-ncias do setor. Reunir as opinies essencial para resol-ver algumas questes que foram largadas pela ANTT, como, por exemplo, a questo do transportador autnomo de cargas poder ter apenas um veculo, ressaltou. Dahmer acredita que, caso aprovado, tal ponto pode significar o fim do TAC j que ele no teria, ainda que com mais caminhes, possibili-dades de competir com grandes transporta-doras no mercado. Sobre o assunto, o Sin-ditac-RS apresentou a proposta de manter o limite de caminhes dos transportadores autnomos de carga, sem retroagir e respei-tando a categoria. Um dos pontos de maior discusso entre os presentes foi a questo da territorialidade do RNTRC. De acordo com esse princpio, cada caminhoneiro ou empresa de transpor-te deve realizar as alteraes, incluses ou renovaes do registro na base territorial do seu sindicato. A aplicao ou no desse principio dividiu as opinies entre os parti-cipantes da audincia. Para Carlos Alberto, o principio da territo-"A discusso que se props aqui foi para aprimorar as formas de controle, caso contrrio ns vamos continuar lidando com empresas travestidas de autnomos e piorando a competitividde do setor" - Noboru OfujiANTT realiza audincia pblica para reviso das regras do RNTRCAuditrio ANTT | Foto: Chico da BoleiaO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 09REPORTAGEM coibir assaltos e melhorar a fiscalizao a nvel internacional, explicou. Carlos Alberto Litti Dahmer representou o Sindicato dos Transportadores Autnomos de Carga do Rio Grande do Sul (Sinditac--RS). Para o Presidente da entidade, os f-runs que so promovidos pela ANTT so de extrema importncia para reunir experi-ncias do setor. Reunir as opinies essencial para resol-ver algumas questes que foram largadas pela ANTT, como, por exemplo, a questo do transportador autnomo de cargas poder ter apenas um veculo, ressaltou. Dahmer acredita que, caso aprovado, tal ponto pode significar o fim do TAC j que ele no teria, ainda que com mais caminhes, possibili-dades de competir com grandes transporta-doras no mercado. Sobre o assunto, o Sin-ditac-RS apresentou a proposta de manter o limite de caminhes dos transportadores autnomos de carga, sem retroagir e respei-tando a categoria. Um dos pontos de maior discusso entre os presentes foi a questo da territorialidade do RNTRC. De acordo com esse princpio, cada caminhoneiro ou empresa de transpor-te deve realizar as alteraes, incluses ou renovaes do registro na base territorial do seu sindicato. A aplicao ou no desse principio dividiu as opinies entre os parti-cipantes da audincia. Para Carlos Alberto, o principio da territo-rialidade deve ser aplicado para que cada sindicato atue em uma base determinada. Com isso, os sindicatos podem controlar melhor seus afiliados. Na medida que entra a territorialidade, fortalecemos a base do sindicato, opinou. Ao todo, participaram do evento 112 pes-soas que registraram 37 contribuies orais. Eventuais sugestes ainda podem ser enviadas at s 18h do dia 30/1/2015, no horrio de Braslia, por meio de Formul-rio disponibilizado no site da Agncia ou por via postal para o endereo da sede da ANTT em Braslia (SCES Trecho 03 Lote 10/Polo 08 do Projeto Orla CEP 70.200-003).OpinioDurante o evento, Chico da Boleia pediu a palavra e expos algumas de suas opini-es sobre o RNTRC e a audincia pblica. De acordo com o comunicador, o evento realizado em Braslia tinha como objetivo principal debater os requisitos para o re-cadastramento do RNTRC. No entanto, os assuntos levantados pelas lideranas sin-dicais foram as mais diversas e, por isso, trouxeram pblico assuntos que tangen-ciaram o objetivo da audincia. A razo para levantamento de tantos temas, dentre outras razes, a forte presena das lideranas sindicais e a necessidade de se abrirem maiores espaos para discusses que tenham a ver com o setor.Por isso, o debate sobre o tema principal mostrou que os caminhoneiros ainda deve-ro esperar cerca de dois meses para sabe-rem exatamente que critrios sero utiliza-dos no recadastramento do RNTRC. Tudo aquilo que foi debatido na audincia deve ainda ser sistematizado e organizado em um documento para dizer o que vai preva-lecer ou no sobre o assunto. A minha opinio de que no se deve al-terar muita coisa. Por exemplo, a exigncia que querem incluir do tacgrafo eletrnico. Isso no deve acontecer. uma sugesto da Agncia e tambm de algumas entidades, mas devido ao custo da implementao desse aparelho para o usurio, invivel a exigncia do mesmo. Para aqueles que tm um caminho, a utilizao do tacgrafo ele-trnico at factvel, mas imaginem para aqueles que possuem uma frota muito gran-de? Como arcar com esse custo?Chico da Boleia tambm ressaltou o deba-te em torno dos cursos para os iniciantes da profisso de motorista. Tal assunto foi Conhea alguns pontos da resolu-o 3.056/2009 debatida durante a audincia pblica. De acordo com o texto publicado no Di-rio Oficial da Unio em 2009, a resoluo Dispe sobre o exerccio da atividade de transporte rodovirio de cargas por con-ta de terceiros e mediante remunerao, estabelece procedimentos para inscrio e manuteno no Registro Nacional de Transportadores Rodovirios de Cargas -RNTRC e d outras providncias.Um dos pontos importantes da Resoluo o que se refere s condies para se obter e manter o RNTRC. De acordo com a nor-ma, para os transportadores autnomos de cargas solicitarem o registro, necessrio:a) possuir Cadastro de Pessoas Fsicas - CPF ativo;b) possuir documento oficial de identidade;c) ter sido aprovado em curso especfico ou ter ao menos trs anos de experincia naatividade;d) estar em dia com sua contribuio sin-dical;e) ser proprietrio, co-proprietrio ou ar-rendatrio de, no mnimo, um veculo ou uma combinao de veculos de trao e de cargas com Capacidade de Carga til - CCU, igual ou superior a quinhentos qui-los, registrados em seu nome no rgo de trnsito como de categoria aluguel, na forma regulamentada pelo Conselho Na-cional de Trnsito CONTRAN. J no caso das Empresas de Transporte Ro-dovirio de Cargas , algumas das exign-cias so:a) possuir Cadastro Nacional das Pessoas Jurdicas - CNPJ ativo;b) estar constituda como Pessoa Jurdica por qualquer forma prevista em Lei, tendo no transporte rodovirio de cargas a sua ati-vidade principal;d) ter scios, diretores e responsveis le-gais idneos e com CPF ativo;e) ter Responsvel Tcnico idneo e com CPF ativo com, pelo menos, trs anos na atividade, ou aprovado em curso especfi-co;f) estar em dia com sua contribuio sin-dical; eg) ser proprietrio ou arrendatrio de, no mnimo, um veculo ou uma combinao de veculos de trao e de cargas com Ca-pacidade de Carga til - CCU, igual ou su-perior a quinhentos quilos, registrados em seu nome no rgo de trnsito como de ca-tegoria aluguel, na forma regulamentada pelo CONTRAN. No que tange comprovao da experin-cia, a ANTT determinou naquela poca que Ser considerado para a comprovao da experincia do TAC na atividade detrans-porte rodovirio de cargas: I - ter desenvol-vido atividades equivalentes s previstas para os cdigos: 3423 Tcnico em Trans-porte Rodovirio; 3421 Logstica em Transporte Multimodal; 1416 Gerente de motivo de desacordo entre os presentes e a maioria inclinou-se por retirar a exigncia da presena dos alunos em tais cursos de profissionalizao e tambm da comprova-o de no mnimo 70% de conhecimento na rea.Na opinio do comunicador a deciso foi um erro, pois, caso isso seja, de fato, publi-cado na nova resoluo, qualquer empresa ficar apta a ministrar o curso. A gen-te sabe que a profisso do motorista de suma importncia e responsabilidade e esses cursos deveriam ter um controle maior, frisou Chico da Boleia. Quanto a questo da territorialidade do RNTRC, a opinio de Chico da Boleia diverge de algumas representaes sindi-cais. Com o objetivo de fortalecer suas bases, muitos sindicatos se esque-cem de que o dia a dia dos ca-minhoneiros na estrada, por isso, exi-gir que eles retornem a sua base para fazer qualquer alterao poderia implicar dificul-dades para o autnomo e, sobretudo, para as transportadoras. A grande maioria dos caminhoneiros roda todo o Brasil. De repente o caminhoneiro est l na Bahia e precisa fazer um recadas-tro ou alguma alterao no seu registro, e ele de outro estado. Se ele no puder fazer isso na Bahia, ter que voltar para seu lo-cal de origem para respeitar o tal principio da territorialidade e fazer as alteraes que necessita. Isso ser de um custo e de uma dificuldade muito grande para quem est no dia a dia nas estradas, opinou Chico da Boleia. Ao final o comunicador percebeu que gran-de parte dos assuntos debatidos no condi-zia com o tema proposto pela audincia, e sim com outras demandas da categoria. O tema especifico do RNTRC ainda vai ser fortemente debatido, os companheiros da estrada precisam participar mais e ficarem mais atentos com as audincias e discus-ses que esto sendo promovidas. Para aqueles que quiserem acompanhar mais sobre o assunto, acessem: www.chi-codaboleia.com.br E tambm quem tiver d-vidas, sugestes ou opi-nies sobre o RNTRC, envie um email para: chicodaboleia@chi-codaboleia.com.brRedao Chico da Boleia com informa-es da Assessoria de Imprensa ANTT. " O tema especifico do RNTRC ainda vai ser fortemente debatido, os companheiros da estra-da precisam participar mais e ficarem mais atentos com as audincias e dis-cusses que esto sendo promovidas . - Chico da Boleia Chico da Boleia | Foto: ANTTO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA10 REPORTAGEMAudincia Pblica | Foto: Chico da BoleiaOperaes; 1226 Diretor de Operaes; e 7825 Motorista Profissional de Vecu-lo Rodovirio de Cargas; da Classificao Brasileira de Ocupaes do Ministrio do Trabalho e Emprego; RESOLUO N 3056/09, DE 12 DE MARO DE 2009.O artigo 15 da Resoluo dispe que A ETC dever possuir 1 (um) Responsvel Tcnico, o qual responder pelo cumpri-mento das normas que disciplinam a ativi-dade de transporte perante os seus clientes, terceiros e rgos pblicos.. Tal respon-svel responde solidariamente com a empresa pela adequao e manuteno de veculos, equipamentos e instalaes, bem como pela qualificao e treinamento pro-fissional de seus funcionrios de operao e prestadores de servio. O documento ainda estabelece as condi-es para aplicao do curso de formao do responsvel tcnico e as condies para a comprovao de experincia, no caso dos transportadores autnomos de cargas.O curso especfico para o TAC ou para o Responsvel Tcnico dever ser ministrado por instituio de ensino credenciada junto s Secretarias Estaduais de Educao ou em cursos ministrados pelo Servio Nacional de Aprendizagem em Transporte, Sistema S, nos quais a estrutura curricular pro-porcione conhecimentos, no mnimo, das matrias que compem a ementa apresen-tada nos Anexos III e IV, respectivamente. 1 Considerar-se- aprovado o aluno que obtiver aproveitamento superior a setenta por cento da nota mxima em prova de co-nhecimento e no tenha deixado de cursar mais do que quinze por cento das aulas. 2 As instituies de ensino referidas no caput devem informar ANTT o cadastro atualizado dos alunos quando da aprovao nos respectivos cursos, para registro, con-forme orientao disponibilizada no ende-reo eletrnico da Agncia. 3 O candidato obteno de certifica-do de concluso do curso especfico de que trata o caput, poder optar, em substituio ao curso especfico, pela realizao de exa-me constitudo de prova convencional ou eletrnica, a ser aplicada por entidade p-blica ou privada devidamente credenciada pela ANTT, sobre o contedo programti-co indicado nos Anexos III e IV, devendo obter, no mnimo, 70% (setenta por cento) de aproveitamento na prova. (Includo pela Resoluo n 3.745, de 7.12.11). No entanto, a norma j foi debatida em outras ocasies e, desde 2009, foi alterada quatro vezes pelas seguintes resolues: 3745 de 07/12/2011, 3196 de 16/07/2009, 3861 de 10/07/2012 e 3658 de 19/04/2011. A discusso sobre as normas do RNTRC no devem acabar to cedo e at que tudo esteja resolvido, convidamos os compa-nheiros da estrada a se manterem informa-dos sobre o assunto. Tais resolues podem ser consultadas no site da ANTT: www.antt.gov.br e qualquer sugesto, dvida ou opinio sobre o assunto dever ser encami-nhada a Ouvidoria da Agncia ou debatida no Sindicato ao qual o caminhoneiro est filiado. A participao dos trabalhadores nessa dis-cusso de extrema importncia para que as leis que dizem respeito ao setor repre-sentem, de fato, a vontade e as necessida-des da maioria. Redao Chico da BoleiaAudincia Pblica | Foto: Chico da Boleia Audincia Pblica | Foto: Chico da BoleiaAudincia Pblica | Foto: Chico da Boleia Audincia Pblica | Foto: Chico da Boleia Audincia Pblica | Foto: Chico da BoleiaAudincia Pblica | Foto: ANTTO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAESPORTE 11F-Truck. Frmula Truck completa 20 anos e trar novidades para as pistasA categoria automobilstica mais popular da Amrica Latina, a Frmula Truck, com-pleta 20 anos de existncia em 2015 e pro-mete acelerar ainda mais os coraes dos apaixonados por velocidade. Em nota, a Presidente Neusa Navarro F-lix, no comando da categoria desde o fa-lecimento do esposo e fundador, Aurlio Batista Flix, antecipou algumas das no-vidades que vem por a. De acordo com ela, Um dos fatos novos a possibilidade de fazermos a primeira corrida noturna da histria. Por o autdromo de Londrina ficar numa rea urbana, fica mais fcil instalar toda a iluminao, alm de agilizar vrios outros fatores que devem ser levados em considerao nesse tipo de prova. Outro destaque o retorno de Campo Grande ao calendrio. A capital do Mato Grosso do Sul sempre recebeu muito bem a Frmula Truck, mas por vrios motivos estamos fora de l desde 2010 e queremos fazer mais um grande espetculo para os fanticos torcedores, escreveu Neusa. Os amigos estrangeiros tero que esperar at 2016 para rever as emoes da Frmu-la Truck em algum pas da Amrica do Sul que no o Brasil. Neusa anunciou uma pau-sa na realizao do campeonato sul-ameri-cano, mas com a garantia de que ele ir vol-tar proximamente. Alm disso, a presidente anunciou a possibilidade de realizar uma nica corrida ou em Buenos Aires, primeira cidade a receber a categoria fora do Brasil, ou em outro local da Amrica Latina. Entre as novidades do lado de fora dos autdromos, vamos apresentar aos fs, pi-lotos, equipes e imprensa nosso novo site. O visual ser mais moderno, mais quente e ligado velocidade, emoo, enfim tudo ligado diretamente Frmula Truck. Des-taque especial para os nossos patrocinado-res, que sempre estiveram ao nosso lado, apoiando, participando, como deve ser uma grande famlia, escreveu Neusa. Dentre as modificaes em termos de estru-tura externa, a Frmula Truck agora conta com novo assessor de imprensa, o jorna-lista Milton Alves que assumiu em janeiro o cargo. A primeira corrida da temporada acontecer em 01 de maro, na acolhedo-ra cidade de Caruaru, Pernambuco. At l, ficamos no aguardo de mais novidades da categoria. RAIJAN MASCARELLO MANTIDO NA DF MOTORSPORTSRaijan Mascarello continua como piloto do Ford da DF Motorsport na temporada 2015 do Campeonato Brasileiro de Frmula Tru-ck. A outra vaga na escuderia ainda est in-definida. Djalma Fogaa, dono da equipe, assegurou que nesta temporada ele ter so-mente dois caminhes (em 2014 teve trs) para dar mais ateno a todos os detalhes, e disse o que o levou a renovar com Raijan.Ele entrou na categoria quase na metade de 2013, mas estvamos estreando eletr-nica nova e tivemos muitos problemas. Na verdade o Raijan estreou mesmo na quin-ta etapa e eu digo sempre que preciso pelo menos um ano para pegar a mo do caminho. Ano passado erramos ao ter trs caminhes, pois no temos estrutura para isso. Agora, com dois novamente, quere-mos dar mais condies, pois tambm con-tratamos gente nova para o grupo, disse Fogaa. O piloto Raijan Mascarello tambm se dis-se contente em continuar na escuderia que tem sede em Sorocaba, interior paulista."A categoria extraordinria. D uma grande visibilidade para o piloto e os pa-trocinadores. Conversei com a famlia, com alguns amigos, e decidimos que era melhor continuar aqui", conta Raijan, que chegou a receber convites de duas categorias de carros. O outro cockpit da DF Motorsport ser de-finido at o final do ms. Fogaa tem con-tato com outro piloto, mas, se no acertar, ele mesmo continua correndo. O experiente piloto demonstra empolgao com as novi-dades da Frmula Truck para esta histria temporada, quando a categoria que leva mais pblico aos autdromos do Brasil completa 20 anos. Esse novo formato do classificatrio vai ajudar muito o evento, pois no Q1 teremos dois grupos (A e B) de onde sairo os cinco mais rpidos de cada um nos 15 minutos do treino. Depois, no Q2, entram os 10 na pista para brigar pela pole position. Isso vai auxiliar muito tambm as equipes meno-res, completou.Fonte: Frmula TruckFoto: Larissa J. RibertiO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA12 GALERIA - F-TRUCKMELHORES MOMENTOS FRMULA TRUCK 2014GALERIA DE FOTOSFoto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. RibertiFoto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. RibertiFoto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. RibertiO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 13DE BOA NA BOLEIAEst pronto para ser examinado pelo Ple-nrio da Cmara dos Deputados em 2015, o projeto (PL 4246/12) que altera a regula-mentao da profisso de caminhoneiro. Os deputados j aprovaram, em julho do ano passado, texto-base que aumenta o tem-po mximo ao volante desse motorista de quatro para cinco horas e meia contnuas e muda a forma de aproveitamento do des-canso obrigatrio. Agora, os parlamentares precisam votar os destaques apresentados, que podem reincluir ou retirar emendas.O substitutivo aprovado, de autoria do de-putado Jovair Arantes (PTB-GO), modifica a Consolidao das Leis do Trabalho (CLT Decreto-Lei 5.452/43) para permitir que o caminheiro dirija por at cinco horas e meia seguidas. Pela proposta, a cada seis horas de trabalho, o motorista dever des-cansar 30 minutos, mas esse tempo poder ser fracionado, assim como o de direo, desde que esse ltimo seja limitado s cin-co horas e meia consecutivas.Atualmente, a CLT prev descanso de uma hora a cada seis trabalhadas e permite, no mximo, a realizao de duas horas extras. J o projeto flexibiliza esses horrios para que o motorista chegue a algum local onde ter segurana e poder repousar pelo substitutivo, a jornada do caminheiro con-tinua a ser de oito horas, com duas extras, mas conveno ou acordo coletivo poder prever at quatro horas extras.SeguranaRelator da proposta na Comisso de Viao e Transporte, o deputado Diego Andrade (PSD-MG) destaca a importncia de garan-tir locais seguros de descanso para os pro-fissionais. O Brasil precisa avan-ar na questo de infraestrutura para que o caminhoneiro consiga cumprir o descanso obrigatrio. Hoje o que temos, na prtica, so motoristas rodando tempo muito maior do que doze horas. Ento, est sendo tratada essa possibili-dade excepcional de ter at quatro horas extras.O projeto permite ao motorista estender o perodo mximo de conduo contnua pelo tempo necessrio para chegar a um lu-gar que oferea segurana e atendimento. Na lei atual, essa prorrogao de uma hora.Longa distnciaNas viagens de longa distncia com dura-o maior que sete dias, a proposta concede repouso semanal de 35 horas, contra as 36 horas atuais, permitindo seu fracionamento em dois e o acmulo de at trs perodos de repouso seguidos, que podero ser usufru-dos no retorno da viagem.No caso do empregado em regime de com-Cmara pode concluir votao de mais tempo de caminhoneiro ao volante neste anopensao, que trabalha 12 horas seguidas e descansa por 36 horas, o texto retira a ne-cessidade de a conveno ou acordo cole-tivo que prever esse regime justific-lo em razo de especificidade, de sazonalidade ou de caracterstica do transporte.PenalidadesA penalidade que poder ser aplicada pela polcia rodoviria ao caminhoneiro por descumprir os perodos de repouso passa de grave para mdia, embora permanea a reteno do veculo para cumprimento do tempo de descanso.Entretanto, o substitutivo determina a con-verso da penalidade para grave se o mo-torista cometeu outra infrao igual nos ltimos 12 meses.DestaquesO parecer aprovado em julho retirou do texto anterior artigos que isentam de ped-gio o eixo suspenso de caminho vazio e o reboque e semirreboque.Entretanto, esses dispositivos podem ser reincludos por meio de destaques.Outro ponto que pode permanecer no texto, se for aprovado um destaque, aumenta de 5% para 10% a tolerncia admitida sobre os limites de peso bruto do caminho por eixo para rodagem nas estradas brasileirasA proposta prev tambm a realizao de exames toxicolgicos para os motoristas profissionais. Uma das emendas apresen-tadas em Plenrio prev que esses exames sejam realizados em laboratrios com cer-tificado de qualidade (ISO17025) e creden-ciados pelo Contran.J outra emenda determina que o valor das tarifas de pedgio nas rodovias municipais e estaduais no seja maior que as praticadas nas estradas federais.Fonte: Cmara dos Deputados / Caminhes e Carretas Foto: DivulgaoFoto: Larissa J. RibertiO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA14 CULTURA E EDUCAOExame toxicolgico para motoristas profissionais ser obrigatrio a partir de abrilA partir do dia 30 de abril, motoristas que iro adicionar ou renovar a CNH (Carteira Nacional de Habilitao) para as categorias C, D ou E tero que se submeter a exame toxicolgico. O prazo foi novamente adi-ado por meio da resoluo 517/2015 do Contran (Conselho Nacional de Trnsito) publicada nesta sexta-feira (30), no DOU (Dirio Oficial da Unio).Antes da nova deciso, o prazo limite era 1 de maro de 2015. De acordo com a res-oluo, o Denatran (Departamento Nacio-nal de Trnsito) dever credenciar os labo-ratrios que estejam aptos para realizar as anlises laboratoriais toxicolgicas.O exame tem o objetivo de identificar o uso de substncias psicoativas no organismo do motorista e oferecer mais segurana no trnsito em relao ao transporte de cargas e vidas. O custo varia de R$ 270 a R$ 290.A anlise clnica poder ser realizada pelo fio de cabelo ou pelas unhas para detectar diversos tipos de drogas e seus deriva-dos, como a cocana, maconha, morfina, herona, ecstasy, pio, codena, anfetamina e metanfetamina (rebite). O exame ca-paz de detectar substncias usadas em um perodo de tempo de trs meses.O Contran destaca que a constatao da substncia psicoativa no significa, ne-cessariamente, o uso ilcito ou dependn-cia qumica por parte do condutor, j que existem medicamentos que tm, na com-posio, substncias que so detectadas pelo exame. Por esta razo, a quantidade e a durao do uso identificadas no exame Veja algumas determinaes da nova Resoluo do Contran 1 A constatao do uso ilcito de sub-stncia psicoativa atribuio do mdico credenciado, que considerar, alm dos nveis da substncia detectada no exame, o uso de medicamento prescrito, devidam-ente comprovado, que possua em sua for-mulao algum dos elementos constantes do Anexo XXII desta Resoluo. 2 O candidato que deixar de apresentar o exame toxicolgico de larga janela de de-teco ser considerado inapto temporrio e inabilitado.Art. 32. No caso de o candidato ser con-siderado inapto temporrio, na forma pre-vista no caput do art. 31, facultado a este realizar novo exame toxicolgico de larga janela de deteco, o qual, se apontar re-sultado negativo, permitir que o candi-dato seja considerado apto.Art. 33. Independentemente do resultado apurado, todos os exames toxicolgicos de larga janela de deteco realizados com base nesta Resoluo sero utilizados, de forma annima e com fins estatsticos, para a formao de Banco de Dados para anlise da sade dos motoristas, com vis-tas implementao de polticas pblicas de sade.Pargrafo nico. As informaes arma-zenadas, contendo o resultado dos exames toxicolgicos de larga janela de deteco, podero ser disponibilizadas mediante determinao judicial para instruo de processos relativos a acidentes e crimes de trnsito.Para isso, a Resoluo acrescenta em seu anexo: 3.1. As entidades prestadoras de servios laboratoriais credenciadas de-vero fornecer ao DENATRAN dados es-tatsticos, on line, em tempo real dos exam-es negativos e positivos segmentados por municpio. Nos exames positivos, devero ser informadas as drogas detectadas, bem como a quantidade estimada de consumo. Tais dados estatsticos devero ser anni-mos a fim de se resguardar a intimidade e a privacidade do doador e o carter sigiloso do examedevero ser submetidas avaliao mdica em clnica credenciada, que emitir um lau-do final de aptido do candidato a condutor.Na realizao do exame, garantido ao motorista o anonimato, o conhecimento an-tecipado do resultado e sua deciso sobre a continuidade ou no dos procedimentos de habilitao profissional.Com informaes do Ministrio das CidadesNatlia Pianegonda - Agncia CNT de NotciasNo anexo do documento tambm consta que:1. Exames1.1. Os exames toxicolgicos devero ser do tipo de "larga janela de deteco", os quais acusam o uso de substncias psi-coativas ilcitas ou licitas.1.2. Os exames devero testar, no mnimo, a presena das seguintes substncias: ma-conha e derivados, cocana e derivados incluindo crack e merla, opiceos inclu-indo codena, morfina e herona; "ecstasy" (MDMA e MDA), anfetamina e metanfet-amina.1.3. Os exames devero apresentar resul-tados negativos para um perodo mnimo de 90 (noventa) dias, retroativos data da coleta.1.4. O material biolgico a ser coletado poder - a critrio do coletor - ser cabelos ou pelos; na ausncia destes, unhas.Para consultar a Resoluo na ntegra, acesse: http://www.denatran.gov.br/resolu-coes.htmRedao Chico da Boleia O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA 15PASSATEMPOPALAVRAS CRUZADAS DIRETASSoluowww.coquetel.com.br Revistas COQUETELBANCO 12BDIAPROVEITARPIPACANINEASSACADOIDTDIIFTPROMONTORIOPISAARSADNARDOECDEHQAMADORJAGUARRREMESTAMPASSEITACARAPNEPAUOTAIALGUNSTORRESMOITMONTADORA(?) entrens: emsegredoNove, eminglsAcusado injusta-mente dealgoRequisitopara o alu-guel de im-veis (fem.)rea ro-chosa queavanapara o mar Publicitriode campa-nhaspolticas(?) de pouso: vital na decolagemdo avioFernandaTakai,cantora a-mapaenseSuprimen-to do trajedo astro-nautaIdeiacentral doBudismoCidade ita-liana fa-mosa porsua torrePop (?): foi imortaliza-da por AndyWarholFlor nobraso doPapaFranciscoFielmestre dearmas de007 (Cin.)Sossega; tranquiliza(?) de jarras:pessoascom rou-pas iguaisCartunista cofunda-dor de "OPasquim"As de ca-misas derock so chamativas(?) Dele-vingne,top modelbritnicaLetra-smbolo dotamanhopequenoGrupotpico docampoesotricoEsdras do Nascimen-to, escritorbrasileiroPost-(?),adesivopararecados(?) os trapos: casar (pop.)"(?) Save the Queen",cano dos Sex PistolsCategoria de esporteA da ema atrofiadaPassado,em inglsCertosindivduosTriste, em inglsNome da4a letraUm (?):bastanteA BCG a primeiratomada pelo bebA dieta dops-cirrgico de quemreduziu o estmagoCarro-(?):transportaguaAo filantrpica na qual se ajuda crianafinanceiramente carente, atravsde umainstituioFazer bomuso de(algo)Indivduo da primeiraetnia escravizada naAmricaespanholaPrerrogativa do calu-niado de se defenderno meio que o criticouIrmo da meEmpresa cuja fora detrabalho compostaprincipalmente porrobs, no BrasilA estPorco deChicoBento (HQ)"National",em NasaBrao, em inglsASA3/arm art god sad. 4/nine past pisa. 5/carma nardo. 6/jaguar.CruzadasDica. Dicas de economia para o cotidiano dos caminhoneirosAliar desempenho, rentabilidade e econo-mia o grande desafio do profissional que utiliza o caminho no seu cotidiano. Para ter bons resultados, h uma srie de itens que devem ser observados no momento de comprar ou trocar seu veculo de carga.Abaixo, algumas dicas:- Escolha o caminho mais adequado para o tipo de trabalho que voc ir realizar le-vando em considerao a carga, a potncia do motor, nmero de marchas e o consumo de combustvel.- Procure um bom concessionrio e conver-se com colegas antes de fechar negcio e adquirir um novo caminho.- Por mais que utilizar um motor potente seja prazeroso, nunca exceda o limite de velocidade estipulado. Uma maior veloci-dade se traduz em mais riscos de acidente e aumento no consumo do combustvel, alm de emitir mais gases poluentes na atmos-fera.- Observe o que o conta-giros do motor in-forma. Quando o veculo atinge a faixa ver-de mostrada pelo equipamento, isso quer dizer que o torque do motor e o consumo esto em equilbrio.- No momento de abastecer, sempre des-confie do diesel vendido a um preo muito abaixo do praticado pela maioria dos pos-tos. H grande risco do leo estar "bati-zado", o que vai aumentar o consumo e a poluio.- Mantenha os pneus na calibragem ide-al, pois, quando murchos, eles aumentam o consumo de diesel e se deterioram com maior rapidez; assim como, quando muito cheios, aumentam os riscos de corte.Estas e outras dicas de economia, seguran-a e ecologia ao dirigir voc pode encontrar em uma cartilha produzida pela Associao Nacional dos Fabricantes de Veculos Au-tomotores (Anfavea) clicando aqui: http://www.anfavea.com.br/documentos/Projeto-Diesel.pdfFonte: Blog do Caminho Mercedes-Benz