31 Edio - Jornal Chico da Boleia Nacional

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Fique sabendo de tudo o que acontece no setor do transporte.

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  • Distribuio Gratuita

    O JORNAL PARA O

    CAMINHONEIROAMIGO

    www.chicodaboleia.com.br

    Orgulho de ser caminhoneiro

    EDIO NACIONAL

    Chico da Boleia conversou com Flvio Benatti, presidente do Fetcesp (Federao das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de So Paulo), que falou sobre a Lei 12.619

    Ano 03 - Edio 31 - Julho de 2014

    Flvio Benatti fala sobre a atual situao da Lei 12.619

    Pg. 05

    Pg. 16

    Pg. 06

    A quinta etapa do Campeonato Brasileiro de Frmula Truck deste domingo (20) mar-cou a realizao de metade de toda a tem-porada, iniciada em maro deste ano.

    Leandro Totti vence mais uma e j campeo sul-americano

    A 16 Feira e Congresso de Transporte e Logstica, tambm conhecida como Trans-posul, aconteceu entre os dias 15 e 17 de julho, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre.

    Transposul rene especialis-tas do setor e representantes

    polticos em sua abertura

    Caminhoneiros e caminhoneiras da vida realFoto: Chico da Boleia

    Confira o ensaio em homenagem ao Dia do Motorista e o depoimento de amigos do trecho

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Sede: Rua Jos Ravetta, 07 - Itapira-SP, CEP 13977-150 Fone:(19) 3843-5778

    Tiragem:

    50.000 exemplares Nacional, 10.000 exem-plares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro Preto

    Diretora-Presidente: Wanda Jacheta

    Diretor Editorial: Chico da Boleia

    Editor Responsvel: Chico da Boleia

    Coordenao / Reviso / Fotgrafa

    Larissa J. Riberti

    Diagramao / Fotgrafa

    Pamela Souza

    Suporte Tcnico / FotgrafoMatheus A. Moraes

    Video Maker / FotgrafoMurilo Abreu

    Conselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coordena-dora do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APROCAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa

    02 EDITORIAL

    ExpedienteEnfim o fim da copa e j estamos no se-gundo semestre

    Por incrvel que pa-rea aos olhos dos pessimistas a Copa do Mundo de Fu-tebol realizada no Brasil foi um suces-so na organizao, na alegria, na hospi-talidade natural do nosso povo. Quem veio de fora gostou,

    aprovou e diz que vai voltar!Porm dentro do gramado deu a lgica em um esporte onde isso no vale muito. Eu disse na edio anterior que qualquer re-sultado que no fosse a eliminao j na fase de grupos seria um milagre, ou obra de muitos juzes japoneses. No houve mi-lagre muito menos juzes como no primeiro jogo. Passamos pela fase de grupos no sufoco, e assim foi at as quartas de final. No jogo contra a Colmbia parecia que tnhamos acordado, com exceo do Fred, que no fez nada, nada, nadica de nada durante os jogos que o tcnico teve a infelicidade de escolh-lo. Ledo engano! A falta crimino-sa em cima do pnei de circo (Neymar) e a expulso do capito do time por um ato infantil nos colocou de novo na realidade. Um time sem direo, sem estratgia, sem ttica, s um amontoado de poucos talentos que ousamos chamar de seleo. Veio a Alemanha e nos detonou, sim a ns torcedores, veio sacramentar aquilo que to-dos que apreciam ou acompanham um pou-

    co do futebol do qual j fomos os melhores do mundo j sabamos. Nem com todo cho-ro do mundo ou a pseudo raa em cantar o Hino a pleno pulmes, sem tcnica, sem jogo de equipe, sem fundamentos bsicos no haveria como pleitear alguma coisa como titulo. Mas a esperana a ultima que morre! Mesmo na disputa do terceiro e quarto lugar a torcida fez seu papel, apoiou, incentivou, porem no foi o suficiente. A Holanda colocou mais trs gols no goleiro que pediu mais uma chance para mostrar que poderia ser diferente e foi, sai da copa como um dos mais vazados do torneio.Na minha opinio, o erro foi quando demi-tiram Mano Menezes e trouxeram Felipe Scolari, este sim foi o apago da cartola-gem. Perderam uma grande oportunidade de fazer algo serio, mas no, perderam o bonde da histria.Parabns a Alemanha pelo titulo merecido, parabns a Argentina pela garra, pela fibra, parabns para Holanda. E a ns, cabe re-conhecer poucos talentos individuais no nosso time, que sabe-se l porque jogaram fora de suas posies que os fizeram bons jogadores.E vamos ao mundo do tapete negro da es-trada! Temos neste ms inmeras festas ho-menageando ns caminhoneiros e carretei-ros em funo do dia do Motorista e do dia de So Cristovo. Acompanhamos tudo de perto e trouxemos muitas novidades para nossos leitores. Alm disso, sintam-se to-dos homenageados por construrem a cada dia rodado, um pedao da histria do nosso pas. Os debates sobre a Lei 12.619 tambm con-tinuam. A legislao sofreu um grande gol-

    pe ao ser alterada no Senado Federal. No entanto, o projeto voltou para a Cmara dos Deputados que retornou o que eles tinham votado, e agora vai a Sano Presidencial que pode vetar no todo ou parcialmente, isso quer dizer que a briga continua.

    Companheiro Caminhoneiro e Carreteiro vamos ficar atentos ao que acontece, pois neste segundo semestre temos as eleies e a definio de como nossa legislao ficar.

    Fique atento.Por hoje sBoa leitura e at a prxima edio

    Chico da Boleia sempre com Orgulho de ser Caminhoneiro.

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA04 PAPO DE BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Se tiver alguma dvida ou sugesto fale com a gente.

    Nosso telefone 019 3843 5778 ou 019 3843 6487, nos mande um e-mail chicoda-boleia@chicodaboleia.com.br ou escreva em nosso site www.chicodaboleia.com.br

    Um abrao e ate a prxima edio

    Chico da Boleia Orgulhode ser Caminho-neiro

    Chico da Boleia respondeLuiz: Chico, porque o dia do Caminhonei-ro comemorado no dia 25 de Julho? No deveramos ter uma data exclusiva s para celebrar a nossa profisso?

    Companheiro, dia 25 de Julho Dia de So Cristvo, padroeiro dos motoristas, por isso, neste dia tambm se comemora o dia do caminhoneiro. Mas tambm existem outras datas para comemorar o Dia do Ca-minhoneiro. Por exemplo no Estado de So Paulo, dia 16 de Setembro o Dia Estadual do Caminhoneiro. J no dia 30 de junho o Dia Nacional do Caminhoneiro. Fora isso temos outras datas que companheiros fes-tejam como dia do Caminhoneiro. Na ci-dade de Itabaiana, no Sergipe, considerada a capital nacional do caminho, os compa-nheiros do trecho comemoram seu dia em 13 de Junho por ser tambm dia de Santo Antnio. H aqueles tambm que comemo-ram no dia de Nossa Senhora Aparecida e assim vai.

    O importante que ns caminhoneiros, com o passar do tempo, sejamos cada vez mais reconhecidos pela importncia da nossa atividade.

    Irmos Davoli apresenta novo pneu da Michelin

    No dia 28 de junho, Chico da Boleia esteve na sede da Irmos Davoli em Mogi-Mirim, uma das maiores e mais antigas concessio-nrias Mercedes-Benz do Brasil. Foi l que aconteceu o evento de lanamento do pneu Michelin 275, linha Multi D, curiosamente no mesmo dia do jogo da seleo brasilei-ra contra o Chile. Os convidados puderam conhecer o novo modelo e tambm acom-panhar o jogo atravs de um telo monta-

    do pela organizao. Quem explicou tudo sobre a novidade foi Michele Cristina do Nascimento, supervisora de vendas de pneus da empresa. Confira!

    Chico da Boleia: Michele, conta um pouco sobre o que est sendo lanado aqui hoje.

    Michele: Na verdade estamos apresentan-do o 275 na linha Multi D. A Michelin tem desenvolvido novos pneus e j havia lan-

    Foto: Matheus Moraes

    ado o 295 que um pneu trao pro eixo trativo, um pouco mais largo, com 10 mm de banda a mais que o modelo antigo. E se-guindo esse mesmo desenho agora lana-mos o 275, com o qual o cliente ganha em custo benefcio, carga e estabilidade.

    Chico da Boleia: E como est a aceitao desse pneu no mercado?

    Michele: O 295 teve uma aceitao mui-to boa. O 275 foi lanado h dois meses e ainda estamos introduzindo o produto no mercado para termos uma resposta dos clientes. Mas os que j esto usando, esto elogiando muito.

    Chico da Boleia: E como esse desafio de fazer um lanamento de pneu em dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo?

    Michele: um desafio mesmo. Foi uma proposta que aceitamos, tivemos uma boa aceitao, os clientes compareceram e foi muito positivo porque tambm pudemos interagir com eles a partir do evento. Foi um convite duplo: relacionar-nos mais pro-ximamente com os clientes e apresentar o pneu.

    Chico da Boleia: E as vendas?

    Michele: Ns vendemos o volume espe-

    rado para o evento e ainda temos algumas negociaes j encaminhadas. Ficamos bastante satisfeitos.

    Irmos Davoli

    No mercado h quase 7 dcadas, o Gru-po Irmos Davoli ganhou notoriedade e respeito entre as concessionrias de cami-nhes Mercedes-Benz no pas, recebendo prmios e certificaes de qualidade e fi-gurando como um das mais antigas conces-sionrias da marca no pas. Atualmente, a empresa est em Mogi-Mirim, Porto Fer-reira, Amparo e Ja, totalizando uma rea de abrangncia de 50 municpios no inte-rior paulista.

    Pelo oitavo ano consecutivo a Irmos Da-voli teve seu trabalho reconhecido pela Mercedes-Benz que lhe concedeu mais um Prmio Star Class Certificao Ouro de Qualidade. A certificao representa o n-dice mximo de qualificao dos servios prestados aos clientes.

    Em 2013 a Empresa tambm recebeu, pelo segundo ano consecutivo, a qualificao Ouro em veculos comerciais Sprinter. Mais uma demonstrao de seu comprome-timento com a satisfao dos clientes.

    Redao Havaia Comunicao

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    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAFIQUE POR DENTRO 05

    Se tiver alguma dvida ou sugesto fale com a gente.

    Nosso telefone 019 3843 5778 ou 019 3843 6487, nos mande um e-mail chicoda-boleia@chicodaboleia.com.br ou escreva em nosso site www.chicodaboleia.com.br

    Um abrao e ate a prxima edio

    Chico da Boleia Orgulhode ser Caminho-neiro

    Transposul rene especialistas do setor e representantes polticos em sua aberturaA 16 Feira e Congresso de Transporte e Logstica, tambm conhecida como Trans-posul, aconteceu entre os dias 15 e 17 de julho, no Centro de Eventos da Fiergs, em Porto Alegre. Realizado pelo Setcergs (Sin-dicato das Empresas de Transporte de Car-gas e Logstica no Estado do Rio Grande do Sul) e sob a coordenao do vice-presi-dente do Sindicato, Leandro Bortoncello, o evento reuniu as principais marcas do setor como montadores, empresas de implemen-tos e rastreadores.

    O pontap inicial das atividades da 16 Transposul foi dado s 14 horas da tera--feira (15), com a cerimnia de abertura que contou com a presena de especialis-tas do setor, entidades sindicais e membros do governo. Leandro Bortoncello abriu os discursos e falou para um pblico de apro-ximadamente 300 pessoas.

    A Transposul um grande evento anu-al de transporte e logstica e nasceu h 16 anos, em um pequeno hotel em Canela. Hoje, somos um dos maiores eventos do pas e continuamos crescendo a cada ano, afirmou o coordenador. No ano passado, a Feira atingiu R$135 milhes em negcios, foram comercializados 479 caminhes, 25 implementos rodovirios, diversos in-sumos e equipamentos como sistemas de rastreamento, pneus, seguros, softwares de controle e gesto e equipamentos de segu-rana.

    No entanto, a Transposul vai muito alm do ambiente mercadolgico, sendo um mo-mento de troca de experincias e conheci-mentos. Ela uma oportunidade de apre-sentarmos o setor para a opinio pblica e uma chance de mostrarmos seu potencial produtivo, bem como os avanos e desa-fios que temos pela frente tanto no Brasil quanto no Rio Grande do Sul, expressou Bortoncello. Realizador e idealizador do evento, o Se-tcergs atualmente presidido por Srgio Neto, tambm presente durante a abertura do evento. Com 56 anos de histria, o Sin-dicato contribui para a Feira com suas es-tratgias de negcios e com suas parcerias profissionais.

    Essa Feira e Congresso tornaram-se um grande frum de discusso dos problemas relacionados ao setor, momento de agregar valor s pessoas bem como uma oportu-nidade de congraamento dos nossos for-necedores com os diretores e gestores das empresas e, por consequncia, a porta de

    realizaes de grandes negcios para todos os que ali se encontram, declarou anterior-mente.

    Durante a cerimnia da abertura, Srgio Neto tambm afirmou que a Transposul o local de renovao do compromisso que o Sindicato tem com o setor do transporte ro-dovirio de cargas. A quantidade de pes-soas neste auditrio hoje mostra o quanto o nosso setor importante para o desenvol-vimento da logstica e da economia deste pas, concluiu.

    O Presidente do Setcergs tambm agrade-ceu a presena das inmeras entida-des sindicais. Para ele, este um sinal de unio no setor. Construmos juntos e com muito orgu-lho um Brasil mais forte, mais digno, transportando nas carrocerias dos nossos caminhes e nibus muito mais do que as pes-soas comem, bebem, vestem, medicam ou sonham. Vocs exposi-tores e participantes tam-bm fazem parte daqueles que acreditam num Brasil maior., concluiu.

    Entre as autoridades que compareceram ao evento estavam o Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), o Presidente da Assembleia Legislativa, De-putado Estadual Gilmar Sossella (PDT) e o Prefeito da cidade de Porto Alegre, Jos Fortunati (PDT).

    Durante seu discurso, o Prefeito de Porto Alegre declarou imensa satisfao em ter um evento como a Transposul na cidade, j que ele movimenta no apenas negcios, mas trs consigo uma srie de oportuni-

    dades de aprendizado para o setor. Fortuna-ti ainda ressaltou que preciso deixar para trs o pssimo corren-te entre os brasileiros que acham que o pas nunca conseguir avanar na infraestru-tura e ser capaz de re-alizar grandes feitos.

    Estamos h menos de 48 horas do trmi-

    no de uma grande Copa do Mundo que esse pas realizou. impos-svel no fazer uma referncia a este evento que durante muito tempo sofreu crticas. O pessimismo se abateu sobre o pas, alegan-do que nossa estrutura no estaria pronta para receber nossos turistas. Contrariando isso, fizemos a Copa das Copas. impor-tante nos lembrarmos disso, porque essa onde de pessimismo ainda est entre ns. Essa infelizmente continua sendo uma ten-dncia muito forte entre aqueles que olham para o Brasil desde dentro., afirmou o Pre-feito.

    Para Fortunati, esse pessimismo no se enquadra, por exemplo, na rea-

    lidade da Transposul que rene empresas slidas,

    competentes e que ao longo da histria tem demonstra-do competncia, capacidade e ousadia em seu trabalho. Mas na tura lmente ,

    vocs devem conviver com pes-

    simistas que tentar minimizar os feitos

    desses anos todos. Esse trabalho qualificado realizado

    por vocs deve ser ressaltado e reconhe-cido, concluiu o Prefeito que ainda acredi-ta que a base para um sistema logstico de qualidade est montada.

    O Governador Tarso Genro tambm felici-tou a organizao do evento pela dimenso que a Transposul adquiriu. De acordo com o representante executivo existem ainda muito desafios a serem enfrentados no s a nvel local como tambm nacional quan-do se trata de infraestrutura logstica. Esse impasse que a sociedade brasileira est vivendo em sua rea logstica, tambm

    j foi enfrentado por outros pases e foi su-perado em funo de circunstncias muito agudas que pressionaram essas transforma-es, argumentou o governador que citou os casos da reforma logstica estaduniden-se realizada aps a grande crise de 1929 e as transformaes na Frana com o Plano Marshall implementado no pas aps a Se-gunda Guerra Mundial.

    Para Tarso Genro, que j foi Ministro da Educao, o Brasil pode superar seu impas-se logstico e tem a vantagem de no viver nenhum momento crtico nem econmico e nem politicamente. Para isso acontecer, no entanto, a poltica deve passar por uma renovao de ideias em seu Parlamento, principalmente quando se trata das parce-rias pblico-privadas e da Lei de Conces-ses para que ambos os mecanismos fun-cionem em prol da sociedade.

    Quem tambm esteve na abertura do evento e falou ao pblico foi Jos Hlio Fernandes, Presidente da NTC & Logsti-ca. A Transposul um dos eventos mais importantes do Brasil e, uma vez por ano, o Setcergs proporciona essa oportunidade to esperada onde podemos trocar experi-ncias, conhecer as grandes novidades do mercado do setor e tambm encontrar ami-gos nesta to hospitaleira cidade de Porto Alegre, afirmou Fernandes.

    O Presidente da NTC ainda ressaltou seu ponto de vista sobre as recentes alteraes na Lei 12.619, conhecida como Lei do Mo-torista, aprovadas no Senado e que seguem em debate. Vivemos um momento impor-tante, onde a to esperada regulamentao aconteceu. Agora temos o mnimo de se-gurana jurdica para transportar as rique-zas deste pas. As alteraes aprovadas no Senado eram do interesse de muitos mem-bros do setor e representam uma carta de alforria para as empresas que agora podem contar com uma legislao mais explcita e flexvel, afirmou.

    Vale ressaltar que entre os expositores pre-sentes, est a Sascar, um dos maiores no-mes em rastreadores de veculos do Brasil e antiga parceira do Chico da Boleia. Recen-temente, a Sascar foi adquirida pelo mesmo grupo que detm as aes da fabricante de pneus Michelin, e apresenta agora as novi-dades desse novo momento aos seus clien-tes. Em seu estande tambm foram distri-budos brindes e pequenas guloseimas para os visitantes.

    " A Transposul um dos eventos mais importantes do Brasil e, uma

    vez por ano, o Setcergs proporciona essa oportunidade to esperada onde podemos trocar experincias, conhecer as grandes

    novidades do mercado do setor e tambm encontrar amigos nesta to hospitaleira

    cidade de Porto Alegre "

    - Jos Hlio Fernandes, Presidente da NTC & Logstica

    Autoridades e especialistas durante a cerimnia de abertura. Foto: Larissa J. Riberti

    rado para o evento e ainda temos algumas negociaes j encaminhadas. Ficamos bastante satisfeitos.

    Irmos Davoli

    No mercado h quase 7 dcadas, o Gru-po Irmos Davoli ganhou notoriedade e respeito entre as concessionrias de cami-nhes Mercedes-Benz no pas, recebendo prmios e certificaes de qualidade e fi-gurando como um das mais antigas conces-sionrias da marca no pas. Atualmente, a empresa est em Mogi-Mirim, Porto Fer-reira, Amparo e Ja, totalizando uma rea de abrangncia de 50 municpios no inte-rior paulista.

    Pelo oitavo ano consecutivo a Irmos Da-voli teve seu trabalho reconhecido pela Mercedes-Benz que lhe concedeu mais um Prmio Star Class Certificao Ouro de Qualidade. A certificao representa o n-dice mximo de qualificao dos servios prestados aos clientes.

    Em 2013 a Empresa tambm recebeu, pelo segundo ano consecutivo, a qualificao Ouro em veculos comerciais Sprinter. Mais uma demonstrao de seu comprome-timento com a satisfao dos clientes.

    Redao Havaia Comunicao

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA06 FIQUE POR DENTRO

    Na programao da 16a Feira e Congresso de Transporte e Logstica (Transposul) de Porto Alegre tambm teve espao para in-meras discusses sobre o transporte rodovi-rio de cargas e outros assuntos pertinentes, como a situao economia atual no Brasil. Abrindo o segundo dia de atividades da Feira ocorrido na quinta-feira (16), o Painel Cenrio atual da economia brasileira teve a participao do jornalista William Waak. De acordo com o debatedor, passamos por um momento em que a economia vive uma condio medocre.

    Waak ainda apontou indicadores como a inflao, que contribuem para esse quadro, assim como o fato de que o Brasil um pas que poupa e investe pouco. Este cenrio no caracterizado por algum oposicionis-ta raivoso, nem por nenhuma pessoa que queira se opor ao governo, mas so nme-ros aceitos pelos economistas independen-temente de sua posio poltica, argumen-tou.

    Durante sua exposio, o jornalista tambm disse considerar fatores subjetivos como a confiana da populao nas instituies que controlam a poltica. Para ele, a percepo que o consumidor brasileiro tem hoje sobre o mercado negativa.

    De acordo com a opinio do jornalista, o Brasil no possui problemas econmicos e sim polticos. No entramos numa guerra que tornasse escassos nossos recursos, tam-pouco tivemos tragdias naturais para aca-bar com eles. Ento como explicar que um pas com tantos recursos naturais e pesso-ais, tenha nmeros de economia to ruins, pessimismo e receio em relao ao futuro?

    Na minha opinio, a poltica., expressou. Para Waak, os programas sociais atuais do governo brasileiro so concesses de bene-fcio sem o ganho da contrapartida. b-vio que esse tipo de ajuda quando se torna um fim em si mesmo, passa a ser um pro-blema e no uma soluo. A desigualdade social no Brasil parou de diminuir, alegou o jornalista que acredita que a expanso dos gastos com benefcios sociais e as po-lticas de aumento do poder de compra dos brasileiros precedem o ano de 2003.

    O jornalista ainda argumentou que o brasi-leiro tem a mania de acreditar que o tempo est a seu favor. Acreditamos que o tempo capaz de fazer cumprir nosso Destino Manifesto no nos preocupando com o cuidado com as instituies e com a polti-ca., expressou.

    Durante sua exposio, Waak perguntou aos presentes quem se lembrava dos candi-datos nos quais votaram na ltima eleio. Diante da resposta pouco expressiva do p-blico, que mostrou apenas algumas mos levantadas, William defendeu seu ponto de vista de que esse tipo de despolitizao mesmo diante de um pblico formado pela elite esclarecida, segundo ele demons-tra uma crise de representatividade.

    Isso tem a ver com o mau funcionamen-to do sistema poltico brasileiro, que to-talmente distorcido. Do jeito que est no conseguir sanar essa crise de representa-tividade. De acordo com Waak esses pro-blemas j existiam e o atual governo conse-guiu intensificar os pontos negativos dessa realidade.

    William tambm expos que vivemos uma

    crise de autoridade, pois a popula-o j no respeita aqueles que es-to no poder. Essa crise recente,

    aguda e perigosa. Faz com que ns brasilei-ros percamos o respeito pelas nossas insti-tuies e por aqueles que elegemos.

    Essas duas crises de representatividade e de autoridade podem explicar, de acordo com o debatedor, o problema econmico atual. Ns temos uma sociedade ao mes-mo tempo desejosa que o poder pblico tra-ga para ela os benefcios descritos na Cons-tituio, mas ao mesmo tempo com um desprezo, uma desconfiana muito grande em relao ao poder pblico, argumento. Ao final do seu discurso, o jornalista disse que as discusses polticas no Brasil pre-cisam estar isentas de brigas poltico-par-tidrias. No fizemos nenhuma reforma poltica nos ltimos vinte anos. Isso ruim! Olhamos para o futuro como se fosse uma ilha da fantasia.

    Chico da Boleia fez uma pergunta ao de-batedor: 80% dos meios de comunicao esto na mo de cinco famlias, ento como democratizar esse setor e acabar com a ma-nipulao das informaes? E qual linha poltica voc faz parte?

    Como resposta, Waak disse. Eu acho que h uma crena, no baseada nos fatos, que atribuiu a eles (mdia) um poderio e uma capacidade de manipulao. Desde que en-trei na televiso, ela muito mais reativa aos contedos sociais e atmosfera poltica do que a gente acha. A mdia no capaz de impor contedos, formas de comportamen-to e opinio ao pblico. Todo mundo da mi-nha rea que adotou essa postura de que a mdia impe comportamentos se deu mal. No possvel impor comportamentos. Eu acho que a teledramaturgia faz isso muito mais do que o telejornalismo, expressou. Sobre a democratizao da mdia, o jorna-lista disse: Acredito que esse termo um palavro de pessoas que pensam em censu-ra. O que me importa que exista imprensa livre, sem ser subordinada a nenhum inte-resse ideolgico. Por quem ela controla-da, no me importa. Se o contedo fere a lei, ser punido pela lei. No pode haver nada que impea a liberdade da mdia. A chamada democratizao da mdia apenas disfara, e muito mal, a inteno de grupos polticos de calar aqueles que querem expor seus maus feitos. ridculo falar em demo-cratizao da mdia hoje quando, por outro lado, alguns grupos dizem que as redes so-ciais substituram a mdia tradicional. No sei ento, porque esto to preocupados, respondeu o expositor que se diz seguidor

    da linha poltica Social Democrata Alem. Membro da nossa equipe, a historiadora Larissa Riberti, encaminhou a seguinte pergunta ao debatedor. Voc citou a crise da representatividade e de autoridade como fatores para a estagnao da economia brasileira, mas no citou, por exemplo, a opo dos governos anteriores pelo neoli-beralismo que favoreceu a lgica externa interna, a privatizao dos servios e o fato de que no fortalecemos, ao longo de nossa histria, uma indstria que produzisse bens de valor agregado, tendo priorizado a ex-portao de commodities. O que voc opi-na sobre esses fatores econmicos?.

    De acordo com o expositor, a palavra ne-oliberal um sentimento anticapitalista e arcaico.

    Alm deste painel sobre a economia brasi-leira, o segundo dia de evento contou com a presena de especialistas que debateram outros assuntos como questes corporati-vas e procedimentos jurdicos de importa-o. O debatedor Ado de Castro Jnior fa-lou sobre novas tecnologias no transporte e Lcio Fernando Garcia falou sobre o com-portamento tico do indivduo no trnsito. A paz no trnsito e as atuais questes em torno da Lei 12.619 tambm foram temas de debate.

    Desembargador Joo Pedro Silvestrin fala sobre a Lei

    12.619

    Durante o segundo dia de atividades da 16 edio da Transposul em Porto Alegre, Joo Pedro Silvestrin falou sobre um dos temas mais importantes para o setor, a Lei 12.619. Vale lembrar que, recentemente, o Senado aprovou algumas alteraes que pretendem flexibilizar a Lei aprovada em 2012. No en-tanto, o Projeto de Lei ainda precisa passar por todo o trmite legislativo e ser sancio-nado pela presidncia para vigorar.

    Desembargador, Silvestrin atua no Tribu-nal Superior do Trabalho TST e no Tribu-nal Regional do Trabalho TRT 4a regio e membro do Conselho Nacional de Justia (CNJ). Segundo o jurista, algumas das questes presentes na lei precisam ser esclarecidas para os empregadores como a carga mxima de trabalho dirio. Sempre dou o alerta para que as pessoas deem mais ateno s questes trabalhistas tendo uma boa assessoria jurdica, suporte na rea de recursos humanos, explicou.

    Na viso do jurista, o principal marco da

    Ciclo de palestras marca o segundo dia da Transposul

    William Waak | Foto: Larissa J. Riberti

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 07FIQUE POR DENTRO

    da linha poltica Social Democrata Alem. Membro da nossa equipe, a historiadora Larissa Riberti, encaminhou a seguinte pergunta ao debatedor. Voc citou a crise da representatividade e de autoridade como fatores para a estagnao da economia brasileira, mas no citou, por exemplo, a opo dos governos anteriores pelo neoli-beralismo que favoreceu a lgica externa interna, a privatizao dos servios e o fato de que no fortalecemos, ao longo de nossa histria, uma indstria que produzisse bens de valor agregado, tendo priorizado a ex-portao de commodities. O que voc opi-na sobre esses fatores econmicos?.

    De acordo com o expositor, a palavra ne-oliberal um sentimento anticapitalista e arcaico.

    Alm deste painel sobre a economia brasi-leira, o segundo dia de evento contou com a presena de especialistas que debateram outros assuntos como questes corporati-vas e procedimentos jurdicos de importa-o. O debatedor Ado de Castro Jnior fa-lou sobre novas tecnologias no transporte e Lcio Fernando Garcia falou sobre o com-portamento tico do indivduo no trnsito. A paz no trnsito e as atuais questes em torno da Lei 12.619 tambm foram temas de debate.

    Desembargador Joo Pedro Silvestrin fala sobre a Lei

    12.619

    Durante o segundo dia de atividades da 16 edio da Transposul em Porto Alegre, Joo Pedro Silvestrin falou sobre um dos temas mais importantes para o setor, a Lei 12.619. Vale lembrar que, recentemente, o Senado aprovou algumas alteraes que pretendem flexibilizar a Lei aprovada em 2012. No en-tanto, o Projeto de Lei ainda precisa passar por todo o trmite legislativo e ser sancio-nado pela presidncia para vigorar.

    Desembargador, Silvestrin atua no Tribu-nal Superior do Trabalho TST e no Tribu-nal Regional do Trabalho TRT 4a regio e membro do Conselho Nacional de Justia (CNJ). Segundo o jurista, algumas das questes presentes na lei precisam ser esclarecidas para os empregadores como a carga mxima de trabalho dirio. Sempre dou o alerta para que as pessoas deem mais ateno s questes trabalhistas tendo uma boa assessoria jurdica, suporte na rea de recursos humanos, explicou.

    Na viso do jurista, o principal marco da

    Lei que a partir da sua vigncia a jor-nada de trabalho dos motoristas passou a ser objeto de obrigatrio controle por parte dos empregadores, o que determina maior participao das partes nesta tarefa. Alm disso, o controle do tempo de direo tam-bm se tornou um aspecto fundamental no exerccio da profisso.

    Silvestrin ainda ressaltou aos empresrios que no se pode tratar a legislao trabal-hista de uma maneira to simplria, porque isso pode fechar as portas de uma empresa. Ou seja, preciso se informar sobre os pon-tos da Lei e participar dos debates sobre ela. Outro alerta que dou que vocs devem registrar os fatos ocorridos, porque quando se vai discutir em juzo, preciso ter as pro-vas para recuperar. Isso tudo d segurana jurdica. Por exemplo, na ltima enchente que tivemos no Sul, muitos caminhoneiros ficaram presos em determinados locais. Isso tem que ser registrado para mostrar que no houve descumprimento da Lei, explicou.

    Sobre a Lei 12.619, Silvestrin ainda disse que os vetos da presidncia, na ocasio da sano, tornou a Lei de difcil compreen-so para muitas pessoas. Atualmente o que vimos que, uma vez posto o jogo na Lei cada um olha o que mais lhe interessa e no quer negociar. um dos problemas desse projeto de Lei que tramita atualmente no legislativo, onde existe uma diviso das opinies e no se chega a um acordo, ex-plicou.

    Mais importante, no entanto, que a Lei veio com a finalidade de dar um basta nos acidentes, na mortalidade, e na viso de que os caminhoneiros cometiam acidentes porque trabalhavam muitas horas seguidas sob o efeito de drogas, forados por em-pregadores e para ganharem prmios como a comisso, atualmente proibida pela Lei. Tal realidade no contrariada por Silves-trin j que as estatsticas mostram que os acidentes acontecem quando o motorista j est no final da sua jornada.

    Na viso do desembargador, no entanto, os prmios deveriam existir e isso no est na legislao vigente para aqueles que reduzam o consumo de combustvel, consigam diminuir a poluio ou atuem de forma defensiva no trnsito. Silvestrin ainda ressaltou que a atividade de motorista uma das que representam maior risco para os profissionais. Para ele, nos ca-sos de acidente e danos preciso, portanto, atribuir uma responsabilidade objetiva aos envolvidos.

    Para mim, a responsabilidade social da Lei proteger no s os profissionais, mas tambm toda a sociedade brasileira. Somente com o decorrer do tempo, e me-diante analise de dados estatsticos que poderemos saber se a Lei deu resultados objetivos, concluiu.

    O desembargador ainda apresentou outras questes relativas Lei, como os momen-tos de parada, o repouso semanal e as es-calas de trabalho. preciso que essas de-terminaes sejam aplicadas as diferentes atividades dentro do setor, visto que nem todos os caminhoneiros rodam os mesmos trechos, carregam as mesmas cargas, nem viajam por perodos iguais. A mesma coi-sa deve acontecer com a prestao de con-tas da hora extra que deve estar de acordo com o determinado pela Lei e no pode extrapolar o mximo permitido, explicou. No final, Silvestrin alertou aos presentes que fiquem atentos em relao aos pontos da Lei. Para aqueles empresrios que ain-da acham que a Lei no vai ser aplicada, eu recomendo que se informem porque a cada ano que passa, se houver descumprimento da Lei, haver acumulo de prejuzos, fi-nalizou.

    Gelson de Azevedo, ex-Ministro do Tribu-nal Superior do Trabalho, tambm esteve presente e expressou suas impresses so-bre a Lei. De acordo com o jurista a Lei do Motorista ainda carece de ajustes no s nos temas tratados, mas tambm em sua re-dao que possui imperfeies que podem gerar ambiguidades na hora de resolver possveis conflitos.

    Roubo de cargas: existe soluo?

    Se existe uma coisa que tira o sossego dos donos de transportadores e de caminhonei-

    ros so os roubos de cargas que frequent-emente acontecem em diversos pontos do Brasil. Apesar das novas tecnologias como rastreadores, capazes de apontar a local-izao exata do veculo roubado, as cargas muitas vezes no conseguem ser intercep-tadas com a mesma eficcia. Tal realidade contribui para o aumento dos custos e da criminalidade.

    Esta foi a pauta do Seminrio de combate ao roubo de cargas na Regio Centro-Sul, que aconteceu no terceiro e ltimo dia (17 de junho) da 16a Transposul, em Porto Alegre. Para conduzir os debates estiveram presentes Edval Novaes, Delegado de Pol-cia Federal e Subsecretrio de Tecnologia da Secretaria de Segurana Pblica do Es-tado do Rio de Janeiro e Guilherme Yates Wondracek, Delegado Chefe da Polcia Civil Gacha, que atuou tambm como Diretor do DEIC e como Delegado titular da Delegacia de Roubo de Cargas no Rio Grande do Sul.

    Em sua explanao, o delegado Edval No-vaes citou que o problema de roubos no Brasil no diz respeito somente s cargas, mas muitos outros itens, o que aflige os brasileiros diariamente. De acordo com os dados da NTC & Logstica citados pelo de-batedor, o roubo de cargas evoluiu no Bra-sil desde 2011 e eles esto concentrados na regio sudeste, que possui 80% dos casos. S em 2013 foram 15.200 ocorrncias de roubos de carga em todo o pas.

    No entanto, existe um nmero positivo de apreenses que so realizadas pelo amplo e constante trabalho realizado pela PRF. Em 2013 tivemos mais de 30 mil apreenses que se relacionam com os mais variados ti-pos de roubos., explicou o delegado.

    Segundo Edval, os registros de ocorrncia

    de roubo de veculos na maioria das uni-dades da federao tambm aumentaram nos ltimos anos, tendo atingido um nme-ro de mais de 80 mil unidades roubadas em 2012. No entanto, tambm podemos destacar um aumento das prises, do cum-primento de mandados e da produtividade policial em estados como Amazonas, Es-pirito Santo, Pernambuco, Paran, Minas Gerais, So Paulo, Rio de Janeiro e no Dis-trito Federal, apontou.

    Quem tambm apresentou dados sobre essa questo foi Jerry Adriane Dias Ro-drigues Superintendente Regional da Pol-cia Rodoviria Federal. A nvel nacional, o responsvel alegou que existem aes inte-gradas entre a Polcia Civil e o DEIC, bem como outras instituies pblicas para ini-bir os crimes que acontecem nas rodovias. De acordo com Dias, tambm so realiza-das aes de rotina e aes educativas por meio de comandos. Temos, por exemplo, o Cinema Rodovirio, no qual so exibidos vdeos. uma oportunidade dos motoris-tas compartilharem suas dificuldades e in-teresses com a Polcia. Isso facilita nossa interao com o usurio da rodovia e faz crescer a confiana deles na atuao da polcia., explicou.

    A PRF ainda est envolvida nas aes do Governo, como as do Ministrio da Justia e participaes om organismos privados, para a troca de informaes. Ns temos tambm algumas aes especficas que ten-tam inibir o combate ao roubo organizado de cargas, que so planejadas e executadas por reas de inteligncia especficas, ex-plicou.

    De acordo com o policial, existem alguns desafios a serem enfrentados para o com-bate a esses crimes. O primeiro deles envolver a sociedade e ganhar a confiana da mesma. Tambm preciso registrar efetivamente as ocorrncias. Temos es-tatsticas que mostram que muitas vezes os boletins de ocorrncia no so feitos. Isso dificulta o nosso trabalho porque no temos os registros para analisar, afirmou.

    preciso tambm capacitar os envolvidos nas aes, bem como aqueles que fazem parte de entidades que trabalham em con-junto com a PRF. Os sistemas de informa-o tambm integram os desafios, j que atualmente os dados coletados pelos dife-rentes organismos no ficam unificados em um mesmo banco de dados, dificultando as aes da polcia e o rastreamento de rou-bos.

    Redao Chico da Boleia

    Especialistas debatem a Lei 12.619 | Foto: Larissa J. Riberti

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    CHICO DA BOLEIA08 DIA DO MOTORISTA

    Joo beirava os sessenta anos. Desde mui-to cedo na boleia, aprendeu a fazer das estradas o seu trabalho e do caminho a sua casa. Aprendeu que nas rodovias nem sempre o caminho mais curto o mais f-cil e que atalhos podem esconder grandes riscos.

    De riso frouxo e fcil, Joo enrolava sos-segadamente seu cigarro de palha em um posto na beira do seu caminho. Dormia sereno em sua boleia, nico lugar onde se sentia realmente confortvel. Mas no dispensava a hospitalidade dos amigos que fez ao longo de quase quarenta anos de profisso. Assim, Joo acumulava tan-tos Tchaus. Vai com Deus quantos Seja bem vindo.

    Casado, Joo tinha seis filhos. Dois deles seguiram sua profisso, mas s ele ama-va imensamente estar na estrada. Fazia das toneladas da carga o dinheiro para o sustento da famlia. A cada despedida, uma saudade. A cada retorno, um monto de abraos saiam daqueles braos firmes e das mos calejadas, preparadas para afagar mais uma vez os cabelos negros da esposa que diariamente aprendera a convi-ver com a solido e com a espera do retor-no do marido.

    Ao v-la depois de tantos dias longe de casa, o caminhoneiro lembrava-se ime-diatamente da msica Nervos de ao, composta por Lupicnio Rodrigues. Aquele Joo, no entanto, de olhos claros mareja-dos, sobrancelhas escuras e grossas e bi-gode aparado, possua sangue nas veias e um corao continental. E quando via sua mulher mais uma vez, a loucura do amor o fazia entregar-se cansado naquele colo que, constantemente, lhe dava boas vindas mais uma vez.

    Joo conhecia quase que o Brasil intei-ro. Seu lugar preferido, no entanto, era o Maranho. L, ele fez amizades, algum amor secreto, talvez. De l ele trouxe re-cordaes e mais um pedao para formar seu corao. Em terras maranhenses ele conheceu a farra do boi e pode compre-ender melhor do que em qualquer aula de histria, o encontro das nossas trs raas.

    Com tantas idas e vindas, o cansao no dava trgua. Aquela angstia de ter de sair na estrada mais uma vez apareceu por muitas vezes. Junto com ela, a incerteza do retorno e a certeza de muitos dias lon-ge de casa, da mulher e dos filhos. Longe tambm dos curis, esses animaizinhos to pequenos, capazes de encantar qualquer um que os escute. Sim! Joo era apaixonado por eles! Uma vez quiseram me dar uma camionete em troca de um curi, dizia indignado.

    Mas Joo fez mui-tos amigos por essas andanas. A cada carga e a cada descarga, o senhor de bigode com voz bonita e cigarro de palha na mo, conquistava cada canto por onde passava. Ia levando causos, desafios e aventu-ras. Certa vez, foi surpreendido com uma festa de aniversrio na beira da estrada. Sanfoneiro de primeiro Joo logo transfor-mou tudo em uma grande celebrao en-tre amigos. Viraram a noite comemorando seu aniversrio! A vida de caminhoneiro assim! Nem sempre d para planejar estar em casa nessas datas comemorativas como Natal, Ano Novo, aniversrios, mas sempre

    possvel celebrar a vida onde quer que se esteja.

    Sua habilitao profissional era E. Para um caminhoneiro, a habilitao como uma certido de nascimento. Mas um ca-minhoneiro no feito s de uma licena burocrtica para cumprir seu trabalho. preciso paixo pelo que se faz e serenida-de para enfrentar todas as dificuldades que o dia a dia nas estradas impe. Os cami-nhoneiros so uma mistura de motorista, mecnicos, engenheiros, administradore e professores de geografia. Desde o carre-gamento, passando pela escolha da rota, a administrao do tempo, o conhecimen-to do local e, finalmente, a entrega, tudo gerido apenas pelo caminhoneiro que, com sorte, pode encontrar algum que o ajude.

    Ao nascer um caminhoneiro, nasce tam-bm uma boleia, espao no qual

    a maioria das memrias desse sujeito estaro

    gravadas. nela que um motorista de caminho passa grande parte de sua vida. s ve-zes carrega sua famlia, seus per-tences, os poucos

    bens materiais que possui alm do ca-

    minho.

    E Joo muitas vezes pen-sava em parar, por conta das di-

    ficuldades que enfrentava. Certa vez, no teve seu pagamento realizado, pois o re-cebedor alegou que o peso da carga era inferior a que havia solicitado. Depois de muita discusso, Joo foi ameaado pelos seguranas da empresa e teve que se reti-rar. Felizmente, o bom corao dele havia conquistado muita simpatia por esse Bra-sil afora e naquele momento ruim ele pode contar com a ajuda de amigos que o hos-

    pedaram, lhe emprestaram dinheiro e lhe deram de comer.

    Quando refletia sobre o que conseguira es-tando atrs de um volante, Joo desistia de desistir. Seguia em frente porque o que o motivava era a famlia em casa esperando pelo seu retorno, os amigos que visitava a cada viagem e o sorriso certo que saia da sua boca a cada nova empreitada.

    Joo sempre dizia: Eu sou feito destas estradas, pois seu corao era uma col-cha de retalhos nunca finalizada. Os peda-os que faltavam eram aqueles coletados em cada novo lugar, a cada nova viagem. A cada nova partida, um novo pedao de cho constitua a malha humano da qual Joo era feito. Joo se foi, mas sua histria permanece marcada no asfalto das estra-das que cortam esse Brasil.

    Esta, meu caro leitor e minha cara leitora, a histria de Joo, que cresceu e morreu trabalhando numa boleia. Joo era de ver-dade, pois esse ensaio foi inspirado nele. No entanto, poderamos retratar a histria do Jos, do Marcos, do Geraldo e da Ant-nia. Ela poderia ser a sua histria, caminho-neiro e caminhoneira que roda por esse pas afora levando sonhos, saudade, esperana e f. Essa poderia ser a histria de pessoas que j morreram e tambm de pessoas que ainda nem nasceram, de jovens, adultos ou idosos. Essa poderia ser a histria de um pas inteiro.

    Joo, assim como milhes de brasileiros, ti-nha a estrada como amiga e confidente. Nas horas difceis da vida real, colocava a mo no tero pendurado no retrovisor ou ento tirava do bolso a imagem de So Cristvo. Nos momentos de perigo, pedia ajuda aos amigos, e, se estivesse sozinho, apelava para Deus.

    Existem incontveis Joos e tambm Ma-rias que cortam as estradas e rodovias

    " Eu conheo quase que o Brasil inteiro. Com meu trabalho

    eu j formei um filho na faculdade e os outros esto estudando "

    - Manoel Barbosa Gomes, caminhoneiro h 35 anos

    O HOMEM FEITO DE ESTRADAFoto: Chico da Boleia

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    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 09DIA DO MOTORISTA

    " Sempre quis me tornar motorista de caminho e com

    algum do lado mais fcil"

    - Francine Pereira Rebelo, 25 anos

    deste pas todos os dias. So eles que aju-dam a construir a nossa histria. So eles que carregam as nossas necessidades. Eles agem em prol de uma nao inteira, con-seguindo chegar at lugares nunca antes vistos e conhecidos. Obstinados, eles mis-turam o Norte ao Sul e o Leste ao Oeste.

    Caminhoneiros e caminhoneiras da vida real

    Desde que nasceu o projeto Chico da Bo-leia temos convivido com inmeros cami-nhoneiros. Eles passam por ns o tempo todo, muitas vezes annimos. Essa a hora de dar voz queles que contribuem para a escrita da histria deste pas. Nenhuma data seria mais pertinente, portanto, do que o ms de julho, no qual motoristas de todo o Brasil so celebrados e homenageados. Essa mais uma singela forma de lembrar queles que todos os dias alimentam, ves-tem, informam e medicam.

    Conhecemos Cristiano Teixeira na Feira do Carreteiro, em Aparecida do Norte. Coin-cidentemente, o jovem de So Lus do Maranho e est na profisso h trs anos. Segundo conta, Cristiano viu na profisso a oportunidade de crescer na vida, j que na sua regio tem uma grande oferta de fre-tes para todos os lugares do Brasil. Gosto muito do que fao e no me vejo fora de uma boleia, diz ele que o primeiro da famlia a seguir essa carreira.

    J Pedro Santiago Medeiros, nasceu em Sarapu, uma pequena cidade localizada nas proximidades de Sorocaba, interior de So Paulo. H oito anos nas estradas, Pedro sempre gostou de caminho, desde peque-no. Meu pai era caminhoneiro e eu cresci na boleia. Estar dentro de um caminho como estar em casa, expressou com feli-cidade.

    No difcil encontrar pessoas como Pedro e Cristiano pelas estradas afora. Ainda que muitos caminhoneiros sigam a profisso de seus pais, avs ou parentes prximos, existem aqueles que ainda se interessam pelas estradas mesmo no tendo recebido nenhum legado. como se elas lhes ofere-cesse ao mesmo uma profisso e uma opor-tunidade de descobrir os cantos mais es-condidos do pas. por isso que, para ns, os caminhoneiros so como professores de geografia, pois conhecem cada relevo, cada atalho, cada caminho e absorvem um pou-co de cada cultura.

    Cludio Aparecido de Oliveira, de Santa Barbara do Tugurio, cruzou o nosso cami-nho no mesmo final de semana da Feira do Carreteiro. Entusiasmado com o evento, o

    caminhoneiro possui 20 anos de volante e a experincia s vai aumentando. Eu gos-to do que eu fao e no vejo fazendo outra coisa. Comecei novo junto com meu pai e nunca mais larguei o volante, explicou.

    A histria de Manoel Barbosa Gomes muito parecida com a de Cludio. Com 35 anos de profisso, o caminhoneiro coman-da um Volvo 270. Atravs do caminho, ele conseguiu construir sua vida, constituir uma famlia e formar os filhos. Meu pai era caminhoneiro, mas dirigia caminhes s pelo Rio. J eu conheo quase que o Brasil inteiro. Com meu trabalho eu j for-mei um filho na faculdade e os outros esto estudando, disse orgulhoso.

    Ao lado de Manoel, estava Armando Vi-cente Moreira, tambm do estado do Rio de Janeiro e natural da cidade de So Vicente. Com 35 anos de profis-so, o senhor de fala mansa dirige um Ford 12000. Comecei a ganhar minha vida como caminhoneiro, formei dois filhos e estou aqui at hoje. No pretendo parar to cedo, explicou.

    Assim como eles, Jaime Pi-nheiro possui muitos anos dentro de uma boleia. O motorista de um Ford Cargo pipa dgua est na profisso h 15 anos e j passou por incontveis experin-cias. De acordo com o morador de Campo Grande, Rio de Janeiro, tudo o que ele con-seguiu na vida foi atravs do caminho.

    No entanto, Jaime no gostaria que o filho seguisse sua profisso. muito desvalori-zada, diz o motorista que vive a realidade de muitos brasileiros que pegam as estradas

    todos os dias. Os dados no so exatos, mas de acordo com entidades sindicais, estima--se que atualmente existam mais de quatro milhes de caminhoneiros em todo o pas, o que representa uma categoria trabalhista imensa.

    S recentemente, em 2012 para sermos mais exato, que os caminhoneiros ganha-ram um respaldo trabalhista de fato com a aprovao e sano da Lei 12.619. Ela fala sobre pontos antes j tratados pela CLT e pelo Cdigo de Trnsito Brasileiro, como a jornada de trabalho e a necessidade de momentos de parada. No entanto, at en-to, essas regras no eram respeitados pe-los empregadores e por muitos autnomos. Tal realidade criou um estigma em torno da profisso, j que muitos caminhoneiros

    trabalham por horas a fio sem pa-radas e, muitas vezes, sob o

    efeito de drogas.

    O que tambm con-tribuiu para essa depreciao da categoria foram os baixos fretes pagos pelas via-

    gens e tambm o pagamento por co-

    misso atualmente proibido pela Lei que

    permitia a entrega de prmios aos motoristas que

    conseguissem cumprir com maior rapi-dez a entrega das mercadorias. De acordo com pesquisas realizadas, alguns caminho-neiros chegavam a dirigir por mais de 20 horas sem interrupo. Isso tudo levou a profisso de motorista a ser uma das mais perigosas do pas, com altos ndices de aci-dente envolvendo tambm terceiros.

    Aps a Lei 12619 ser aprovada, porm, novos horizontes se abriram para a profis-

    so. Ainda que a passos lentos, a nova le-gislao vem modificando o dia a dia dos caminhoneiros e j surte alguns efeitos po-sitivos, como a reduo dos acidentes e o controle da jornada de trabalho.

    Recentemente, algumas vozes contrrias a esse avano conseguiram pressionar a C-mara e o Senado a aprovarem um Projeto de Lei que pretende flexibilizar a Lei, sob o argumento de que no h condies de cumprir as determinaes de parada e de jornada de trabalho por falta de infraes-trutura.

    Sabemos, no entanto, que esses argumentos no so se comprovam e que a flexibiliza-o da Lei s interessa ao agronegcio e ao empresariado. Por enquanto, nenhuma alterao foi, de fato, concluda. E da nos-sa parte esperamos que no seja, j que os maiores interessados nessa questo so os trabalhadores das estradas, que merecem mais dignidade, respeito e segurana no trabalho.

    E a nossa esperana de um futuro mais prspero para a profisso se confirmou em uma casual conversa entre a nossa coorde-nadora e Francine Pereira Rebelo. A cien-tista social de apenas 25 anos j colaborou com o nosso jornal quando na Edio de maro deste ano gentilmente nos concedeu uma entrevista sobre sua monografia inti-tulada AS BATONETES: Uma etnografia de mulheres caminhoneiras no Brasil.

    Para realiza-la, Francine precisou se apro-ximar de caminhoneiras e fez junto de al-gumas viagens para destinos como Santa Catarina. A pesquisa de campo tambm rendeu a produo do artigo Excluso e formas de resistncia: uma etnografia de mulheres caminhoneiras, com o qual ga-nhou o Prmio Claude Lvi-Strauss Mo-dalidade B, da Associao Brasileira de Antropologia. Nele, a autora conta as difi-culdades de uma mulher seguir na profisso e os desafios do dia a dia.

    No bate-papo com nossa coordenadora, Francine contou que tem planos de virar motorista no prximo ano. Seu contato com esse mundo foi to intenso que a pesquisa-dora est prestes a entrar de cabea nele. Como primeiro passo, ela pretende tirar a licena para conduzir caminho em breve. Francine conta ainda com o apoio de An-tnio Guerra, seu companheiro. Cientista politico, o jovem tambm possui mestrado e embarcou na ideia de cair na estrada no prximo ano. Eu sempre quis ser motoris-ta de caminho, mas com algum fica mais fcil, conta Francine. E pra quem acha que o casal entrou nessa

    Foto: Chico da Boleia

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    CHICO DA BOLEIA10 DIA DO MOTORISTAs por diverso, pode ir mudando o pensa-mento. Francine pesquisa essa realidade e possui as estradas no sangue. Em maro, durante a entrevista que a pesquisadora nos concedeu, ela afirmou: Meu av foi mo-torista de caminho durante toda sua vida, meu pai e meus tios tambm foram moto-ristas de caminho, de nibus, de kombi,

    sempre no ramo dos transportes. Hoje em dia, meu pai tem uma transportadora e a famlia inteira continua envolvida nesse setor.

    So essas memrias de quem viveu e vive, e os planos daqueles que ainda vivero nas estradas, que nos motivaram a escrever

    esse texto. Alm disso, temos imensa ad-mirao por aqueles e aquelas que todos os dias levantam cedo para cortar estradas de todos os cantos do pas. Atravs de Joo, registramos no dirio da vida a realidade de milhares de brasileiros dos quais nos orgu-lhamos. Assim, esperamos tocar e homena-gear os caminhoneiros e caminhoneiras de

    todo esse pas. A todos vocs que transpor-tam riquezas, sonhos, alegrias, tristezas e saudade, nosso muito obrigado do tamanho do Brasil inteiro.

    Redao Chico da Boleia

    PARABNS A TODOS OS MOTORISTAS!Uma homenagem da equipe Chico da Boleia a todos os motoristas

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    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 11GALERIA / 16 TRANSPOSUL

    Stand Sascar / 16 Transposul| Foto: Larissa J. Riberti Stand Scania / 16 Transposul | Foto: Larissa J. Riberti Stand Iveco / 16Transposul | Foto: Larissa J. Riberti

    Stand Volvo / 16 Transposul| Foto: Larissa J. Riberti Stand Man Latin America / 16 Transposul | Foto: Larissa J. Riberti Stand Setcergs / 16 Transposul | Foto: Larissa J. Riberti

    Stand Iveco/ 16 Transposul | Foto: Larissa J. Riberti Stand Scania / 16 Transposul | Foto: Larissa J. Riberti Stand Mercedes - Benz/ 16 Transposul | Foto: Larissa J. Riberti

    Coordenador Leandro Bortoncello falando ao pblico. | Foto: Larissa Riberti Rgis Boessio na 16 Transposul | Foto: Larissa J. Riberti Stand Sascar/ 16 Transposul | Foto: Larissa J. Riberti

    Uma homenagem da equipe Chico da Boleia a todos os motoristas

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    CHICO DA BOLEIA12 ESPORTESF-Truck. Leandro Totti vence mais uma e j campeo sul-americano

    A quinta etapa do Campeonato Brasileiro de Frmula Truck deste domingo (20) mar-cou a realizao de metade de toda a tem-porada, iniciada em maro deste ano. Aps 45 dias sem corrida, por causa da realiza-o da Copa do Mundo, a categoria reto-mou suas atividades no Autdromo Inter-nacional Ziumar Beux de Cascavel, Paran. O pblico, sempre animado e participativo, compareceu em peso nas arquibancadas e tambm no acampamento do local.

    Lder absoluto, alguns j apostavam que Leandro Totti conquistaria sua quinta vit-ria consecutiva este ano. E as expectativas se confirmaram. O piloto da RM Compe-ties largou em segundo, mas logo assu-miu a liderana e confirmou sua fama de Marvado. Ao lado dele, estiveram os companheiros de equipe Andr Marques, o terceiro melhor, e Felipe Giaffone, o quinto

    colocado. Assim, a RM Competies vai confirmando o favoritismo e o bom traba-lho que vem desempenhando ao longo do ano.

    Durante a coletiva de imprensa, realizada aps a prova, Totti agradeceu o trabalho dos mecnicos e de toda a equipe. Saimos para o Warm-up hoje de manh e o cami-nho no correspondeu, mas todos traba-lharam muito para colocar as coisas em ordem. A corrida aqui em Cascavel muito difcil e o Cirino largou muito bem, mas por causa de um erro dele numa curva eu consegui assumir a liderana. Ainda assim eu percebi que ele a todo tempo tentava me ultrapassar. Acredito que daqui pra frente o campeonato ser ainda mais disputado, afirmou.

    Wellington Cirino, da ABF Santos Team, teve um bom rendimento neste final de

    semana, conquistan-do a pole position no sbado, durante a realizao do Top Qualifying. Estou muito contente com o desenvolvimento dos dois caminhes da nossa equie. Ns passamos dois anos difceis e depois da etapa de So Paulo, quando o Presidente da Mercedes-Benz - Philipp Schiemer visitou nosso box, nos aproximamos mais da fbrica e

    conseguimos desenvolver equipamentos

    Foto: Larissa Jacheta Riberti

    junto com eles. Isso deu um salto de quali-dade para a equipe. Hoje durante a corrida, o arrefecimento dianteiro eu no liguei o suficiente para que resfriasse o motor e isso me causou problemas. Mas eu acho que foi um pega muito bacana, sempre bom dis-putar com um piloto como o Totti, frisou.

    Andr Marques, companheiro de equipe de Totti, tambm frisou o trabalho de en-genharia da equipe e a liderana de Renato Martins. Nossos caminhes esto timos e eu estava com saudade de um pdio. Tive vrias oportunidades este ano, mas queimei radar duas vezes estando em posio de p-dio. Estou muito feliz em estar de volta e esperamos fazer isso mais vezes, afirmou.

    Na quarta colocao esteve Geraldo Piquet, tambm piloto da ABF Santos Team. O pi-loto brasiliense tem feito um campeonato bastante conciso. Ele largou em quinto, melhorou e conseguiu manter-se na quarta posio durante toda a corrida, o que mos-tra uma estabilidade em pista bastante im-portante. Cometi um erro na classificao e larguei em quinto. E isso implica calma para conseguir manter o caminho sem bater, principalmente na largada. O que eu tentei foi segurar a posio, somando a isso o fato de que o caminho est muito bom este ano, declarou.

    O pdio foi completado por Felipe Giaffo-ne, tambm da RM Competies. O piloto frisou que o traado de Cascavel, o mais r-pido do Brasil, dificulta as ultrapassagens. A verdade que meu caminho depois que esquentou no teve o mesmo rendi-mento. Mas o Geraldo no errou e se pro-tegeu bem. Eu tentei ultrapass-lo no final e no deu. Fiquei um pouco decepcionado porque eu sei que meu caminho melhor que isso, mas foi uma corrida muito boni-ta.

    Alm dos 152 pontos conquistados no Campeonato Brasileiro at agora, Leandro Totti j Campeo Sul-Americano, tempo-rada que ser concluda em setembro, na etapa Argentina. Na tabela nacional, Felipe Giaffone segue em segundo com 89 pon-tos, seguido de Wellington Cirino, com 79. No entanto, na viso do piloto, ainda cedo para falar em favoritismo. Temos cinco corridas pela frente, tudo pode acontecer no Campeonato Brasileiro, ponderou.

    Para esta etapa a novidade foi a estreia do catarinense Gustavo Magnabosco, de 22

    anos, que substituindo Fabiano Brito na ABF Motorsport. Ele ser o companheiro de equipe da paulista Michelle de Jesus, que tambm cumpre seu primeiro ano na categoria. Brito passou a comandar sua prpria equipe, a Falsi Falsi.

    Representante da cidade de Catanduvas, Magnabosco passa a ser o mais jovem pi-loto da Frmula Truck. Na corrida este do-mingo, ele sentiu as dificuldades de coman-dar um truck e no conseguiu completar a prova. No entanto, espera-se que, com o tempo, o jovem piloto possa adquirir expe-rincia e ter bons resultados.

    A prxima etapa da Frmula Truck est marcada para o dia 17 de agosto e ser rea-lizada no Autdromo de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul.

    Redao Chico da Boleia

    Foto: Larissa Jacheta Riberti

    RM Competies e ABF Santos Team dominaram o pdio da etapa de Cascavel

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    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 13ESPORTES

    FRMULA TRUCK 2014 - CASCAVEL / PR

    GALERIA DE FOTOS

    Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti

    Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti

    Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. RibertiRiberti

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    CHICO DA BOLEIA14 DE BOA NA BOLEIA

    Festa do Carreteiro comemora 35 anos de vida e promove eleio da Carreteira do eventoConsiderada uma das mais tradicionais e esperadas festas do caminhoneiro, a Feira do Carreteiro chega sua 35a edio neste ano. Realizada entre os dias 17 e 19 de Ju-lho, a Feira reuniu milhares de amantes das estradas e profissionais do volante no ptio da Baslica de Nossa Senhora Aparecida. Chico da Boleia tambm esteve presente para conferir todas as novidades.

    Durante a visitao, Chico da Boleia teve a oportunidade de realizar uma entrevista exclusiva com Joo Geraldo, responsvel pela Revista O Carreteiro. De acordo com ele, a Feira sempre organizada para atrair pessoas de todo o Brasil. Pensamos neste espao para que eles possam vir com a fa-mlia, fazer truck test, se atualizar e apren-der mais sobre segurana e sade nas estra-das, afirmou.

    No entanto, Joo Geraldo tambm disse que por causa do atual contexto de Copa do Mundo e queda no mercado nacional de caminhes, a Feira deu uma leve encolhi-da em relao ao ano passado. Tivemos menos expositores esse ano porque muitas marcas j haviam comprometido seu ora-mento anual com eventos relacionados Copa. Alguns dos parceiros que geralmente compareciam ano a ano, no puderam vir. Mas mesmo assim nossa Feira est muito bonita e sabemos que o mercado assim mesmo, explicou.

    Dentre as principais atividades que di-vertem os presentes todos os anos esto o Truck Test e o Truck Service. O teste para conhecer os caminhes feito em percurso de quatro quilmetros, dentro dos limites da Baslica, e contm todas as variveis encontradas em subidas e descidas. A ativi-dade realizada nos dois primeiros dias do evento e, este ano, ampliou em duas horas o perodo dos testes, das 8h as 19h. De acor-do com os nmeros, no segundo dia de rea-lizao do evento foram mais de 300 Truck Tests realizados.

    Os carreteiros que tiveram a oportunidade de realizar os testes se surpreenderam com o conforto, segurana e eficcia dos mode-los disponibilizados. o caso de William Benites, 27 anos, cinco de profisso, de Cuiab/MT, que trabalha como emprega-do e ficou satisfeito com as tecnologias encontradas no Mercedes-Benz 2646 au-tomtico que dirigiu. Ele definiu o veculo como valente, principalmente na subida e afirmou que o motor de 460 cv bastante potente e confivel nas diversas situaes encontradas no percurso. O conforto e a

    posio dosbancos tambm foram itens destacados por ele como positivos no ve-culo. Realmente um caminho excelente e com recursos que facilitam a direo e a vida do motorista, afirmou.

    Em sua primeira participao na feira, Val-dei Gomes Pereira, 42 anos, 10 de profis-so, de Itaborai/RJ, aproveitou para dirigir os caminhes e conhecer as novas tecnolo-gias. Um dos veculos testados por Valdei foi o Ford 2842. Excelente. Muito bom o torque, o espao interno da cabine, alm de ser muito fcil de dirigir. Confesso que fiquei com vontade de ter um, brincou. Valdei fez questo de dizer que sempre que tem oportunidade participa deste tipo de evento, pois acredita que hoje em dia muito importante se manter atualizado.

    Maciel dos Santos Alves, 29 anos e cin-co de profisso, de Roseira/SP, participa pela segunda vez da Feira do Carreteiro. Ele testou o Scania R620 e no poupou elogios ao desempenho do veculo. Tudo funciona bem neste caminho, incrvel. Nos trechos de subida o motor teve timo desempenho. O freio motor sensacional e proporciona uma sensao de seguran-a, destacou. Maciel ressaltou que o fato do caminho ser equipado com caixa auto-matizada o motorista faz menos esforo o que resulta em maior conforto nas viagens. Descansar? Com esse tipo de veculo no precisa nem dormir, brincou.

    Dentre as atividades includas este ano, est o Salo da Mulher, um espao exclu-sivo para todas as mulheres que ano a ano participam do evento, seja acompanhando os maridos e familiares caminhoneiros e carreteiros e tambm para as motoristas, j que esta realidade crescente nas estradas

    do Brasil todo.

    Neste ano tambm foi eleita a Carreteira da Feira. Tem uma senhora muito bacana, do Par que dirige uma carreta e transporta eletroeletrnicos, motocicletas, fazendo a rota de Manaus. uma pessoa que conhece o setor e est toda feliz porque a escolhe-

    mos como a Carreteira da festa, concluiu Joo Geraldo.

    A Sala do Motorista ainda foi preparada para toda a famlia dos caminhoneiros. Nela, todos tiveram, gratuitamente, caf da manh, vestirios masculino e feminino, chuveiros quentes, sanitrios, lavatrios e rea de descanso com TV, vdeo e cadei-ras espreguiadeiras. Alm disso, o Salo da Criana ofereceu atividades para os pe-quenos.

    Alm das tradicionais atividades, os parti-cipantes puderam curtir shows musicais e conhecer as novidades do segmento atravs dos estandes das marcas participantes. As bandas Tch Garotos e Trio Parada Dura fizeram shows e todas as apresentaes foram gratuitas para os carreteiros e seus familiares credenciados na Feira. Ao todo, compareceram ao evento em torno de 50 mil pessoas.

    Fonte: www.feiradocarreteiro.com.br

    Redao Chico da Boleia

    Festa do Carreteiro | Foto: Chico da Boleia

    Foto: Chico da Boleia Foto: Chico da Boleia

    Foto: Chico da Boleia Foto: Chico da Boleia

    Foto: Chico da Boleia Foto: Chico da Boleia

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 15ONDE EST O CHICO DA BOLEIA?

    H mais de dez anos no mercado, a LZN Logstica oferece solues em transporte com qualidade, transparncia e respeito pelo cliente. Referncia entre as empresas do oeste paulista, na LZN voc encontra servios como o dedicado, o Frete Expres-so e a lotao. So mais de 150 veculos no-vos, totalmente equipados e operados por motoristas treinados, que transportam com eficincia e segurana, garantindo a entre-ga do produto. Recentemente foi inaugura-da mais uma filial da empresa, em Bauru, e toda a equipe do Chico da Boleia esteve l para conferir. E como crescimento uma das palavras de ordem da empresa, no ltimo dia 17 de ju-lho foi entregue mais um lote de caminhes

    Mercedes-Benz que ampliaro ainda mais a frota da LZN Logstica. Os modelos Axor 2544 foram adquiridos por se aplicarem bem ao transporte rodovirio de cargas em mdias e longas distncias com baixo custo operacional, conforto e resistncia.

    Os caminhes, que possuem as linhas Es-tradeiro e Multiuso, tm capacidade mxi-ma de trao que pode variar de 50 a 80 toneladas dependendo da sua configurao. Alm disso, o modelo vem equipado com trem-de-fora Mercedes-Benz e o que di-ferencia as verses Estradeiro e Multiuso a configurao do trem-de-fora. O mo-tor BlueTec 5 de 6 cilindros e 439 cv de potncia o mesmo para ambas verses e assegura timo desempenho para rodar em

    qualquer estrada do Brasil.

    Os caminhes foram entregues por outra grande empresa, a Irmos Davoli, que tam-bm possui uma empresa recm-instalada na cidade de Ja. Uma das mais antigas concessionrias Mercedes-Benz do Brasil, a Irmos Davoli possui uma parceria anti-ga, slida e de muitos bons frutos com a LZN Logstica.

    Para os responsveis pela empresa, a aqui-sio desses novos caminhes veio na hora certa para melhor atender aos clientes. Para eles, a renovao da frota um dos precei-tos fundamentais da empresa, j que pre-ciso atuar com eficincia e estar prximo das novas tecnologias que facilitam e me-lhoram os nveis de custo benefcio do seg-mento. Com essa trade formada por LZN Logstica, Irmos Davoli e caminhes da marca Mercedes-Benz, os clientes s tem a ganhar.

    Conhea a LZN Logstica e o Grupo Luizinho

    Fundada em 1978, por Luiz Carlos Altima-ri, na cidade de Dois Crregos, a Comer-cial Luizinho construiu uma longa histria junto aos seus clientes e fornecedores. Sua principal especialidade sempre foi comer-cializar cal e cimento na regio central do estado de So Paulo.

    Com o crescimento dos negcios, no en-tanto, a empresa passou a incorporar ve-culos de grande porte em sua frota. Em

    1990, inaugurou novas instalaes no Dis-trito industrial da cidade, em prdio prprio e com 8.000 m de rea. A empresa cresceu e, em decorrncia da ociosidade dos vecu-los da Comercial Luizinho, foi criada em 2003, a Luizinho Transportes e Logstica, hoje chamada de LZN Logstica. O foco da empresa transportar insumos e, com filiais em diversas cidades, inclusive na capital do estado de So Paulo, conse-gue atender a todas as regies do pas.

    A Comercial Luizinho e a LZN Logstica passaram a fazer parte do Grupo Luizinho. Com uma frota renovada, a LZN Logsti-ca possui caminhes que rodam em mdia 8000 quilmetros por ms. Alm disso, entre os seus principais parceiros figuram empresas como Duratex,Unilever e Ambev.

    A Comercial Luizinho possui unidades nas cidades paulistas de Dois Crregos, Botu-catu, Itapeva, Tatu e, agora, Bauru. J a LZN Logstica atua nas cidades de Dois Crregos, Itapevi, Indaiatuba, Tatu, Bo-tucatu, Agudos, Itapetininga e Uberaba em Minas Gerais.

    Quer saber mais sobre a Comercial Luizi-nho e a LZN Logstica?

    Acesse: http://www.luizinho.com/ ou ento visite uma de suas unidades.

    Irmos Davoli entrega lote de caminhes Mercedes-Benz para a LZN Logstica

    Foto: Divulgao / Irmos Davoli

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA16 DEBATENDO A LEI DO MOTORISTA

    No ms passado, o Plenrio do Senado aprovou o projeto que flexibiliza o descan-so obrigatrio dos motoristas profissionais. O PLC 41/2014 altera a Lei 12.619/2012 para aumentar o tempo permitido de dire-o contnua, ou seja, sem intervalos de descanso. Tal ponto considerado pelos defensores da Lei como um dos mais im-portantes, pois protege a integridade do motorista e evita que ele trabalhe por mui-tas horas sem nenhum controle.

    J a jornada mxima de trabalho, que pelo projeto original da Cmara poderia chegar a 12 horas, foi mantida em 10 horas, aps acordo entre os senadores. De acordo com o texto, a jornada diria do motorista pro-fissional continua a ser de oito horas, com possibilidade de duas horas extras, totali-zando o mximo de dez horas. O texto da Cmara permitia a extenso das horas ex-tras, se decidido em conveno ou acordo coletivo, o que poderia levar a jornada de 12 horas.

    O tempo de direo contnua, sem inter-valos, ficou como no texto enviado pela Cmara. A cada seis horas no volante, o motorista dever descansar 30 minutos, mas esse tempo poder ser fracionado, as-sim como o de direo, desde que o tempo dirigindo seja limitado ao mximo de 5,5 horas contnuas. Atualmente, o tempo m-ximo de direo de 4 horas contnuas.

    A ampliao do tempo tolerado de direo contnua foi duramente criticada pelo se-nador Roberto Requio (PMDB-PR). Se-gundo ele, estudos mostram que o risco de acidentes triplica com o aumento do tempo ininterrupto de direo de 4 horas para 5,5 horas. O senador tambm afirmou que a sonolncia ao volante causa 22 mortes por dia no pas.

    Para Requio, a mudana legitima o genocdio nas estradas, faz dos mo-toristas potenciais suici-das e homicidas e man-tm a sociedade refm de um trnsito inseguro. Ele tambm defende que a questo econmica no pode se sobrepor s vidas das pessoas.

    O senador Jayme Cam-pos (DEM-MT) discor-dou de Requio e ressal-

    tou que um estudo no vale mais que a experincia dos motoristas. Aplaudido por representantes da categoria, que estavam nas galerias, Jayme disse considerar que o maior responsvel pelos acidentes no a sonolncia, mas as ms condies das es-tradas.

    O motorista tem responsabilidade sufi-ciente para saber se ele aguenta dirigir por cinco horas, seis horas, sete horas. Estabe-lecer duas horas de relgio aps o almoo para descansar, nenhum motorista no Bra-sil quer, salvo os preguiosos, os suga-san-gue, defendeu.

    Ainda que aprovado no Senado, o Projeto de Lei voltou para uma nova apreciao da Cmara dos Deputados e ainda precisa ser sancionado pela Presidenta da Repblica. Enquanto isso no acontece, vale lembrar que a Lei 12.619 continua valen-do como entrou em vigor em 2012.

    Fora do mbito legis-lativo, as opinies de caminhoneiros e li-deranas tambm es-to divididas. Chico da Boleia conversou com Flvio Benatti, presidente do Fetcesp (Federao das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de So Paulo), que falou sobre a situao. Confira a entrevista na ntegra.

    Chico da Boleia: Flvio, como voc v essa tentativa de alterao da Lei?

    Flvio Benatti: Chico, na realidade, a Lei 12.619 foi resultado de uma srie de tra-balhos realizados na sua construo, mas ela est longe de ser perfeita. Obviamente

    ela sempre precisou de ajustes e isso ns defendemos desde o comeo para que essa Lei pu-

    desse efetivamente ser cumprida. Quando se comeou a discutir a necessidade de existir uma legislao especifica para o ca-minhoneiro, foi em virtude daquelas aes que comearam no estado do Mato Grosso, com o pessoal que transporta gros. Ns sempre colocamos que o transporte rodo-virio de cargas tem uma caracterstica muito diferente da forma como ele vinha sendo tratado, por exemplo, pela fiscaliza-o. Porque no havia na CLT esse captulo do TRC, ns precisvamos ento, criar um captulo que tratasse do motorista profis-sional. O Ministrio Pblico do Trabalho tem uma viso atravs da Constituio, das normas de trabalho e no leva em conside-rao as realidades do pas.

    O TRC responsvel pelo transporte de quase 100% das riquezas do pas. Quando a gente fala do transporte de grande massa, ns representamos quase 100%. E nosso pas continental! Quer dizer, no existe oferta de outros modais. Claro que ns pre-cisvamos de uma regra que no tratasse o motorista de forma to desumana como ele vinha sendo tratado. Ns temos casos retratados pela imprensa do motorista usar drogas e dirigir mais de 18 horas por dia. Isso no pode acontecer! O problema que a Lei criou uma forma de descanso muito inflexvel 11 horas ininterruptas. Por isso, depois da promulgao da Lei 12.619, veio a necessidade de algumas correes para que a lei pudesse ser efetivamente cumpri-da.

    Depois da promulgao levamos praticamente

    mais dois anos de-batendo dentro do Congresso, mais especificamente na Cmara dos Depu-tados. Chegou-se a um consenso e a

    votao aconteceu. O Senado entendeu

    por bem fazer algumas correes nas alteraes

    propostas pela Cmara e aprovou o Projeto de Lei. E o pro-

    cedimento esse mesmo. E agora o PL vol-ta para a Cmara porque ele oriundo desta casa legislativa. Ento neste momento ns estamos aguardando que a Cmara apro-ve ou ainda altere as propostas do Senado em relao Lei. Uma coisa certa: com certeza esse novo texto da Lei 12.619 vem corrigir alguns aspectos que na realidade traziam um srio problema para a aplica-

    bilidade da mesma. E isso que ns quere-mos, que a Lei seja cumprida e o motorista seja respeitado.

    Chico da Boleia: Ns que acompanhamos o dia a dia, sabemos que existe um embate muito grande em torno da Lei que envolve o agronegcio, as empresas e os cltistas. Foi criado o Frum Nacional em Defesa da Lei 12619, por exemplo. Voc acredita que, voltando para a Cmara possvel um consenso ou ainda haver muita disputa em torno da Lei?

    Flvio Benatti: Eu acredito num consenso porque, na realidade, a criao do Frum em Defesa da Lei 12.619 estava um tanto quanto inflexvel, pois querem a Lei como ela foi criada em 2012. Como eu disse an-tes, isso impossvel, porque no se conse-gue aplicar essa norma. Eu acredito sempre num consenso. Os homens so inteligentes o suficiente para encontrar um ponto de equilbrio. At os noventa minutos e mais a prorrogao sempre possvel encontrar ajustes e entendimentos.

    Chico da Boleia: Falando agora do merca-do. Ns comeamos 2014 com o mercado aquecido, agora h certa queda nesse qua-dro e muita gente preocupada com o resto do ano. Voc, com sua experincia, como avalia o segundo semestre deste ano para o TRC?

    Flvio Benatti: Na realidade o transporte vive exatamente um crescimento. O que ns estamos observando, lamentavelmente, que h da parte do setor produtivo certa preocupao com o prprio andar da car-ruagem e com a poltica econmica. Essas incertezas fazer com que o setor empresa-rial recue em investimentos. E ns estamos terminando uma Copa do Mundo e entra-remos numa disputa eleitoral, ao que pare-ce, muito acirrada. Eu acho que esse ano muito preocupante em matria de cres-cimento no segundo semestre. Mas deve-mos manter os nveis e eles nos apontam um crescimento, se houver, muito baixo. Acho que um momento de transio, de sermos um pouco mais conservadores em matria de investimento e analisar com muita cautela os negcios que va-mos fazer.

    Redao Chico da Boleia

    "De acordo com o texto, a jornada diria do motorista

    profissional continua a ser de oito horas, com possibilidade de duas horas

    extras, totalizando o mximo de dez horas. O texto da Cmara permitia a

    extenso das horas extras, se decidido em conveno ou acordo coletivo,

    o que poderia levar a jornada de 12 horas."

    Flvio Benatti fala sobre a atual situao da Lei 12.619

    Flvio Benatti presidente do Fetcesp | Foto: Pamela Souza

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 17SADE NO TRECHO

    Estudos comprovam que cigarro, colesterol e lcool so os principais responsveis pelas doenas cardacas

    Por Instituto Lado a Lado pela Vida

    Ter um corao saudvel depende muito mais de bons hbitos at do que a prpria condio gentica. Isso porque tabagismo, colesterol e alcoolismo so considerados as principais causas de doenas cardiovas-culares e causam 17,5 milhes de mortes por ano no mundo, segundo a Organizao Mundial de Sade (OMS).

    Os mdicos afirmam que os fatores de ris-co se dividem em dois grupos: principais e contribuintes. Os principais so aqueles cujo efeito de aumentar danos cardiovas-culares j foi amplamente comprovado: hipertenso arterial, colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedenta-rismo, idade, predisposio gentica e sexo (gnero). E os contribuintes que podem dar lugar a um risco cardiovascular maior, mas cujo papel exato na propenso s doenas cardacas no foi definido ainda: estresse, hormnios sexuais, contraceptivos orais, caf e lcool.

    Diante disso, os mdicos fazem um aler-ta para alguns hbitos. "O cigarro, o l-cool e o sedentarismo esto envolvidos no aumento das chances de ter um infar-to. O cigarro um dos principais fatores de risco para doenas cardiovasculares e

    tambm pode atuar de maneira isolada no desenvolvimento de infarto. O lcool e o sedentarismo tambm aumentam o risco cardiovascular, porm de maneira menos intensa que o cigarro. Estes ltimos podem, juntamente com outros fatores de risco im-portantes, culminar em um infarto", expli-ca o cardiologista Marcelo Ferraz Sampaio, que integra o board da Campanha Siga Seu Corao, promovida pelo Instituto Lado a Lado pela Vida.

    De acordo com os cardiologistas, no geral, homens tm mais chances que as mulheres de sofrerem um ataque no corao. Porm, a diferena reduzida quando as mulheres entram na menopausa, porque o estrognio (hormnio feminino ) ajuda a proteg-las contra doenas coronrias.

    ENTENDA COMO OS FATORES DE RISCO MAIS COMUNS NO DIA A DIA

    AGEM CONTRA A SADE DO CORAO:

    Cigarro: Pesquisas mostram que o tabagis-mo aumenta a frequncia cardaca, contrai as artrias e pode causar graves irregulari-dades nos batimentos cardacos, aumentan-do a carga de trabalho do corao. Fumar tambm aumenta a presso sangunea, o que eleva o risco de acidente vascular ce-rebral em pessoas com hipertenso. Em linhas gerais, o cigarro agride as paredes vasculares, aumentando as chances de ate-rosclerose (doena que leva a formao de placas na parede das artrias), entre outros problemas graves.

    Colesterol: O colesterol elevado no sangue um dos principais fatores de risco cardio-vascular. Ao reduzir o nvel de colesterol no sangue, reduz-se consideravelmente o risco de doenas no corao. O LDL se denomina mau colesterol porque acredita-

    -se que nveis elevados desta substncia contribuem para doena cardiovascu-lar. O excesso de LDL no sangue d lugar a uma acumulao de gordura capaz de formar placas nas paredes das artrias, iniciando-se, assim, o processo de arteriosclerose.

    J as partculas de HDL trans-portam o colesterol das c-lulas novamente ao fgado, onde pode ser eliminado pelo organismo. Este colesterol

    Saiba como cuidar bem do seu corao

    conhecido como bom, porque acredita-se que nveis elevados desta substncia redu-zem o risco cardiovascular.

    lcool: Beber muito lcool pode aumentar os nveis de algumas gorduras no sangue (triglicrides). O hbito tambm pode cau-sar hipertenso arterial, insuficincia card-aca e um aumento da ingesto de calorias, o que pode levar obesidade e aumento do risco de diabetes. O consumo excessivo de lcool tambm pode ser um gatilho para acidente vascular cerebral, alm de causar outros problemas, como cardiomiopatia (doena do msculo cardaco), arritmia e morte sbita cardaca.

    Preveno

    Para evitar doenas cardiovasculares, de-ve-se manter uma alimentao saudvel e praticar exerccios fsicos regularmente. Recomenda-se ao menos 30 minutos da atividade escolhida cinco vezes por se-mana, perder peso e no fumar. "Sobre a

    alimentao, deve-se reduzir a quantidade de sal (sdio) nos alimentos, reduzir a in-gesto de lcool, evitar acares, frituras, leite integral e derivados, carnes vermelhas e gorduras, temperos prontos, alimentos industrializados e em conserva. Diminuir a carga de estresse e de ansiedade tambm podem contribuir para a reduo do risco cardiovascular", alerta o cardiologista Mar-celo Ferraz Sampaio.

    Alm disso, os exames de check-up para o corao devem ser iniciados por volta dos 35 anos de idade, tanto para homens quanto para mulheres. Os principais exames solici-tados so: hemograma, glicemia, creatini-na, ureia, colesterol (total e fraes LDL e HDL), triglicrides, cido rico, urina I, exame de fezes (chamado de protoparasi-tolgico), eletrocardiograma, teste ergom-trico e radiografia de trax. "Alm, claro, de consulta mdica, com uma boa histria clnica e um bom exame fsico", ressalta o cardiologista.

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA18 CULTURA E EDUCAO

    Recentemente, a ao conhecida como Maio Amarelo pretendeu instruir os usu-rios das estradas e vias urbanas para maior ateno, cuidado e reduo de acidentes. A iniciativa foi realizada por meio do Obser-vatrio Nacional de Segurana Viria, uma organizao no governamental sem fins lucrativos.

    O organismo foi criado em 2013 a partir da iniciativa de profissionais de diferentes reas (Educao, Fiscalizao, Legislao, Veicular, Engenharia, etc.), que preocupa-dos com os altos ndices de acidentes no trnsito brasileiro, decidiram fundar uma organizao que atue como agente cata-lisador da sociedade brasileira no que diz respeito ao desenvolvimento e gesto de aes de segurana viria e veicular.

    De acordo com seu Estatuto, mais que um rgo consultivo, o Observatrio nasceu como rgo de inteligncia, destinado a promover os subsdios tcnicos necessrios para o desenvolvimento seguro do trnsito em prol do cidado, por meio da educao, pesquisa, planejamento e informao. A ideia executar aes que gerem solues

    eficientes, necessrias ao convvio harm-nico entre pessoas, veculos e vias.O significado da palavra Observatrio reflete a forma como atuamos junto so-ciedade brasileira: "Observatrio (s.m.) - Local onde se: observa, examina, analisa, verifica, faz notar, pondera, replica, respei-ta, faz cumprir e obedecer.", explicam os responsveis no Estatuto da organizao.

    A motivao para esta iniciativa foi a ne-cessidade de promover a educao e a se-gurana no trnsito, fatores essenciais para a reduo dos acidentes e das mortes. Da-dos divulgados mundialmente pela Orga-nizao das Naes Unidas (ONU) e pela Organizao Mundial de Sade (OMS), em novembro de 2009, aps uma reunio ministerial com centenas de pases de todo mundo, realizada em Moscou, mostraram a situao de calamidade que vive o trnsito em quase todos os lugares do mundo. Na ocasio muitas recomendaes foram feitas no sentido de reduzir o nmero de aciden-tes de trnsito no planeta.

    De acordo com o Relatrio Global sobre a situao de Segurana Viria - primeira

    Observatrio Nacional de Segurana Viria promove educao e paz no trnsitoanlise detalha-da sobre 178 pases que foi

    publicado em 2009 pela OMS - ferimen-tos causados por acidentes de trnsito per-manecem um problema de sade pblica, principalmente nos pases de mdia e baixa renda. Segundo a OMS, morrem no mundo cerca de 1,2 milhes de pessoas todos os anos por causa da violncia do trnsito, en-quanto 20 a 50 milhes ficam feridas.

    No referido relatrio, a OMS ainda informa que, se continuarem nesse ritmo, as fatali-dades passaro do nono lugar (2004) para o quinto lugar (2030) entre os maiores fato-res de mortalidade no mundo, alcanando cerca de 2,4 milhes de mortos ao ano.

    A grave crise mundial na segurana viria e veicular levou a Organizao das Naes Unidas (ONU) a proclamar nos prximos dez anos - 2011 a 2020 - Dcada de Ao pela Segurana no Trnsito, problema que se no for encarado com a devida serieda-de, pode afetar o desenvolvimento susten-tvel de vrios pases.

    Seguindo essa pssima tendncia global, o cenrio do trnsito no Brasil a cada ano que passa se torna mais catico. O nmero cres-

    cente de veculos (automveis, motocicle-tas, etc.), somado m formao do condu-tor, o mau comportamento de grande parte dos condutores, sinalizao inadequada, vias com m conservao, etc., geram pro-gressivamente um nmero de mortos e feri-dos absurdamente alto. No se tem dvida de que essa pandemia deva ser combati-da, pois a violncia no trnsito mata mais crianas entre 5 e 14 anos em todo mundo do que a AIDS ou Malria, alm de ser a principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos.

    O Observatrio Nacional de Segurana Viria tem como misso, por meio de educao, estudos e pesquisas, dados e In-formao, promover os subsdios tcnicos necessrios para o desenvolvimento seguro do trnsito em prol do cidado, facilitando sempre o convvio harmnico entre pesso-as, veculos e vias. Para isso so realizadas aes como o Maio Amarelo, treinamentos e a divulgao de diversas informaes pertinentes como materiais para educao de crianas sobre o trnsito, conscientizar ciclistas e motoristas sobre diversas situa-es de risco.

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  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 19PASSATEMPOO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIROCHICO DA BOLEIA

    Dica. Cuidados com a postura na hora de pegar a estradaMesmo com muita experi-ncia no volante, existem motoristas que do pouca ateno maneira correta de sentar, conduzir o ve-culo e, consequentemente, no percebem o quanto esta atitude pode comprometer a sade. Uma das vantagens em adotar a posio correta ao enfrentar uma rodovia evitar o desgaste fsico, si-tuaes de perigo e tambm

    aumentar a segurana no trnsito, conforme o Con-selho Nacional de Trnsito (CONTRAN) atravs de sua apostila de Direo Defensi-va e de Primeiros Socorros publicada para orientar con-dutores de veculos automo-tores.

    Segundo o CONTRAN, importante segurar o volante com as duas mos, na posi-

    o dos ponteiros do relgio marcando 9 horas e 15 mi-nutos, para que seja possvel enxergar o painel e acessar os comandos do veculo, isso no caso de caminhes.

    O cinto de segurana deve se ajustar firmemente e passar sobre o peito, nunca sobre o pescoo, posicionando-se de modo que possa visualizar as informaes do painel,

    onde verifica o funciona-mento de itens importantes.Confira abaixo, alguns cui-dados bsicos com postura enquanto dirige.

    - Deixar o banco com encos-to o mais reto que o conforto permita, o ideal o banco e encosto da cabea a 90 com relao ao assento;

    - A coluna cervical deve es-tar retificada e apoiada no encosto de cabea, ou seja, coluna e cabea alinhadas;

    - Os braos tambm no de-vem ficar muito estendidos, ligeiramente dobrados para diminuir as chances de le-ses;

    - No distanciar muito o as-sento do volante para que os joelhos possam ficar li-geiramente flexionados, importante que eles estejam sempre acima da linha do quadril;

    - Manter os calcanhares

    apoiados no assoalho do ve-culo;

    - Evitar apoiar os ps nos pedais quando no os esti-ver usado;

    - Usar calados bem fixos aos ps, para que os pedais sejam acionados rapidamen-te e com segurana.

    Fonte: http://pegapeso.com.br/

  • Quem profissional sabe como segurana faz a

    diferena na hora de rodar. Por isso, na hora de seguir

    a nova lei no tenha surpresas, escolha a tecnologia de

    quem investe em eficincia e qualidade em freios ABS e

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