19ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

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  • Desta vez, o palco da disputa na quinta etapa da Frmula Truck foi o assediado Autdromo Internacional Jos Carlos Pace e o pernambucano Beto Monteiro levantou a taa.

    No ltimo dia 3 de julho um relat-rio bastante interessante foi divulgado pelo IBGE, chamado Pesquisa de In-formaes Bsicas Municipais (Munic 2012).

    Davoli promove 1 Encontro com Chico da Boleia para debate sobre a Lei 12.619

    Ano 02 - Edio 19 - 2013

    Beto Monteiro vence a etapa

    de F-truck em Interlagos

    Pg. 8 e 9

    Pg. 3

    Pg. 10

    Pg. 4 e 5

    Plano Municipal de trans-

    porte: porque s 3,8% dos

    municpios possuem?

    Chico da Boleia participou de vrias Feiras e eventos por todo o Brasil. Confira as informaes e os flashes por onde ele passou.

    ISO

    9001

    Chico da Boleia nas

    Festas e eventos

    Da esquerda para direita: Joo Davoli, Chico da Boleia, Marcos Aurlio, Virginia Laira, Mateus Silva e Edson Amarildo | Foto: Larissa J. Riberti

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    De novo, outra vez, novamente e no re-petitivo.

    Companheiros da es-trada como diria minha enteada, novamente a Lei 12.619 no sai da

    boca ou do que escreve o Chico da Bo-leia! No para menos, o assunto de suma importncia, enquanto alguns fa-zem de conta que a Lei no existe e vo criando um passivo trabalhista, outros tentam desfigur-la a todo custo.Deixe-me tentar explicar! Na Cmara Federal onde se renem os Deputados Federais existem comisses por assun-to ou por tema e na Comisso de Agri-cultura criou-se uma Sub-Comisso para sugerir mudanas na Lei 12.619, que, diga-se de passagem, esta em ple-no vigor.Esta Sub-Comisso votou algumas al-teraes que na prtica embola o eixo da Lei que o tempo de direo.Estas alteraes precisam passar pela Cmara e serem aprovadas, depois pas-sar pelo Senado e serem aprovadas e depois de todo tramite legislativo vai sano Presidencial que pode vetar. Ou seja, ainda h muita gua para rolar de-baixo desta ponte. E vale o que j est sancionado, ate ser aprovada a modifi-cao e publicada no Dirio Oficial da Unio.Como tenho dito, ns caminhoneiros,

    carreteiros e Empresrios do setor te-mos que participar, debater, discutir e no deixar correr frouxo.Por isso neste ms de Julho comeamos com os Encontros com o Chico da Bo-leia para debater a principio este assun-to, e pretendemos levar isso ao interior, levar isso para estrada e fazer o debate para que tenhamos noo do que esta acontecendo. Nesta edio poder ver como foi o 1 Encontro com Chico da Boleia em Mogi Mirim.Outro assunto de grande importncia sobre a GREVE. Companheiros! A GREVE um importantssimo ins-trumento de luta e no pode ser tratada com leviandade, no pode sem mais sem menos ser convocada de um dia para outro, e acima de tudo, no pode ser deciso de alguns poucos ilumina-dos. Nos ltimos dias vimos mais uma vez a categoria ser chamada para uma paralisao, e com exceo do Estado de So Paulo onde havia uma pauta definida de reinvidicaes, os demais no tinha algo definido. Isso muito perigoso, pois leva ao descrdito e a desiluso. importante ter claro que uma paralisao a ultima instncia em qualquer processo de negociao, pois ela afeta toda a sociedade e no s a categoria envolvida.Um assunto que inmeros municpios discutir o Plano Municipal de Trans-porte, e voc deve procurar na sua cida-de como esta este assunto, por que com

    Sede: Rua Bento da Rocha, 354 - Itapira-SP, CEP 13.970-030 Fone:(19) 3843-5778Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro PretoDiretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor Editorial: Chico da BoleiaEditor Responsvel: Chico da BoleiaCoordenao / RevisoLarissa J. RibertiDiagramaoPamela SouzaSuporte TcnicoMatheus A. MoraesJuliano H. BuzanaConselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coor-denadora do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APRO-CAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa

    02 EDITORIAL

    Expediente

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    certeza vai te afetar diretamente.Nesta edio vamos falar de forma es-pecial sobre a Frmula Truck que es-teve no templo do automobilismo bra-sileiro Interlagos, e com uma disputa emocionante na ltima volta.Estive na bela cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, acompanhado a 15 Transposul bem como em Apareci-da no Estado de So Paulo na tradicio-nal Festa do Carreteiro.Companheiros! Espero que gostem da leitura e ate a prxima edio.

    Um abrao Chico da Boleia.

  • pode fazer um contrato de arrenda-mento do senhor para sua empresa, assim o senhor poder fazer a incluso do caminho sem problemas na ANTT da sua empresa. Inclusive o senhor po-der visualizar no extrato que o posto autorizado lhe entregar que o veculo ficar como arrendado para a empresa. E no se esquea de sempre andar com uma cpia do contrato de arrendamen-to junto ao documento do veculo, em caso de fiscalizao esse contrato de-ver ser exigido.Feito dessa forma no preciso se preocupar na hora de carregar, pois o pagamento feito para a empresa, no para o proprietrio do caminho.Em caso de duvidas de como conse-guir o contrato de arrendamento con-verse com seu contador ou entre em contato com um posto credenciado da ANTT, voc pode encontrar o posto mais prximo de voc atravs do site : www.sicat.com.br. Eu sempre recomendo o escritrio da Central do Transporte. Voc pode en-trar em contato atravs dos tefones:(19) 3843-5778 / (19) 3843-6487 ou pelo site: www.centraldotransporte.com.br

    Abrao, Chico da Boleia

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Sede: Rua Bento da Rocha, 354 - Itapira-SP, CEP 13.970-030 Fone:(19) 3843-5778Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro PretoDiretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor Editorial: Chico da BoleiaEditor Responsvel: Chico da BoleiaCoordenao / RevisoLarissa J. RibertiDiagramaoPamela SouzaSuporte TcnicoMatheus A. MoraesJuliano H. BuzanaConselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coor-denadora do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APRO-CAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa

    Chico da Boleia responde

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAPAPO DE BOLEIA 03

    No ltimo dia 3 de julho um relat-rio bastante interessante foi divulgado pelo IBGE, chamado Pesquisa de In-formaes Bsicas Municipais (Munic 2012). Para a realizao desse traba-lho, o Instituto coletou durante todo o ano passado, dados dos municipios do pas que apontam para diferentes as-pectos como os investimentos em Meio Ambiente, a economia dos lugares, a segurana e tambm o transporte.Nesta ltima rea, o relatrio constatou que somente 3,8% dos municpios pos-suem um Plano Municipal de Trans-portes, apesar de 74,3% (4.133) dos municpios declararem possuir estrutu-ra organizacional para cuidar do tema. Somente 3,7% contam com Fundo Mu-nicipal de Transporte. Com relao ao tipo de transporte existente 0,3% dos municpios possuem metr, 2,5% pos-suem trem, 55,3% contam com o servi-o de mototaxi, 67,7% possuem vans,

    38% (2.114) possuem nibus munici-pal e 85,8% (4.775) tem nibus inter-municipal.Outro dado importante apresentado pelo Munic 2012 que dos 5 565 muni-cpios avaliados, somente 357 possuem Conselho Municipal de Transporte. Em percentuais, a pesquisa mostra que so-mente 6,4% dos municpios de todo o Brasil possui um orgo voltado para o gerenciamento e para a implementao de propostas relacionadas questo do transporte. Esta questo ainda mais agravante quando se tratam de cidades de peque-no porte. Das 5277 cidades do pas com at 100 mil habitantes do pas, somen-te 4,1% possui um Conselho Munici-pal de Transporte, sendo que a maior concentrao desse percentual fica por conta das cidades que possuem entre 20 e 100 mil habitantes. J dos 288 muni-cpios brasileiros que possuim mais de

    Ol Chico da Boleia!Sou o Jurandir Matarazo Diniz, desde 1984 trabalho com caminho. Sempre fui autnomo e carregava para vrias empresas daqui do interior do Paran e de So Paulo sem problema algum. S que de uns tempos pra c com essa historia do fim da carta frete, do CIOT e de toda essa modernizao que vem ocorrendo no setor fui meio que obri-gado a abrir uma micro transportado-ra. No que eu seja contra, pelo con-trrio sou super a favor e dou o maior apoio, acho que s assim o caminho-neiro poder lutar por seus direitos e ser enfim respeitado. Mas o problema mesmo que algumas empresas pare-cem estar dando preferncia na hora de carregar aos caminhes de trans-portadora, talvez por algum detalhe burocrtico, no sei. Ai que est o problema. Agora que abri minha micro transportadora como que eu fao pra tirar a ANTT em nome da empresa se o documento do caminho esta no meu nome e no mo-mento eu no posso transferir? Como devo proceder nesse caso? H alguma alternativa ou eu tenho mesmo que continuar usando a ANTT em meu nome?Ol Jurandir, como vai?H uma alternativa sim! O senhor

    100 mil habitantes, aproximadamente 47% possui Conselho Municipal de Transporte. claro que na anlise desses dados preciso considerar que em muitas das cidades pequenas no existe uma gran-de circulao de veculos, nem sequer uma lgica de trnsito como se entende nas cidades grandes. No entanto, es-ses cidados necessitam de vias para trafegar, seja a p ou a partir de outros veculos de locomoo como charre-tes e cavalos. Alm disso, mesmo em cidades pequenas preciso garantir o mnimo de infra estrutura para a loco-moo intermunicipal e municipal das pessoas. importante destacar tambm que mais da metade dos municpios com mais de 100 mil habitantes ainda no possui um Conselho para discutir projetos e dire-cionar fundos para o transporte. Sobretudo, os dados revelam que, ape-

    sar da extrema importncia que o trn-sito possui na vida das pessoas, muitas administraes municipais ainda no atentaram para a necessidade de pla-nejar e implementar polticas pblicas nessa rea. Quando falamos sobre isso, queremos destacar a necessidade de se melhorar o transporte pblico, a organi-zao do trnsito, a educao nas ruas, garantir a mobilidade e o direito de ir e vir de qualquer cidado. O IBGE mos-trou o tamanho da defagem apresenta-da pelos municpios nesse sentido. AbraoChapa.

    Plano Municipal de Transportes: porque s 3,8% dos municpios possuem?

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA04 FIQUE POR DENTRO

    Chico da Boleia esteve presente na 34 Feira do Carreteiro na cidade de Apare-cida do Norte, interior do estado de So Paulo. Promovida pelos companheiros da Revista O Carreteiro, o evento fa-moso no trecho sendo um dos mais fes-tejados pelos caminhoneiros do Brasil e de outros pases. De 10 a 13 de julho o evento ofereceu uma programao extensa, com pales-tras tcnicas, truck service e truck test, sala do motorista, salo da criana e a tradicional Romaria de So Cristvo e Nossa Senhora de Aparecida. Cerca de 50 expositores, dentre eles montadoras, distribuidoras de com-bustveis e fabricantes, estiveram presentes no evento oferecendo peas, servios, acessrios e in-formaes diversas para os caminhoneiros. Como j acontece h al-gumas edies, o evento tambm promoveu pales-tras e conversas com os presentes. Os temas apre-ciados pelos palestrantes estavam relacionados com o dia a dia do motorista: Lei 12.619, custo do frete e fiscalizao nas rodo-vias. Alm disso, foram realizadas pa-lestras de conscientizao nas rodovias sobre temas como a explorao infantil. De forma a interagir com os caminho-neiros, houve exibio de vdeos sobre segurana no trnsito e outros assuntos durante o Cinema Rodovirio. De acordo com Joo Geraldo, editor responsvel da Revista O Carreteiro e um dos organizadores da Feira, o even-to vem passando por constantes modifi-caes em seu modelo. At 1996, quan-do passou a ser chamada de Feira do Carreteiro, a antiga Festa tinha como

    15 Transposul promove negciosno setor do TRC

    objetivo promover uma confraterniza-o entre os caminhoneiros. Vinham carreteiros do mundo inteiro porque sabiam que era uma semana de distra-o, show. S alegria, afirmou Joo Geraldo. Ao longo do tempo e com o crescimen-to do mercado, surgiu a necessidade dos caminhoneiros se profissionaliza-rem. Joo Geraldo afirma que a partir dessa mudana no cenrio nacional, a organizao da Feira passou a se preo-cupar com a formao profissional dos motoristas. No bastava s o sujeito

    sentar no caminho, carregar, levar car-ga e trazer. Era preciso dirigir economi-camente, mais responsavelmente. Ns chegamos agora em 2013 realizando a 18a edio na Baslica e com um even-to totalmente diferente, mais voltado profissionalizao dos motoristas. Pra isso, ns reforamos o Ciclio de Pales-tras e demos bastante foco na profissio-nalizao. Por exemplo, uma palestra que julgamos de bastante importncia e trouxemos esse ano como ensinar o motorista a calcular o frete. A outra sobre a Lei do Motorista, entre outras, explicou Joo.A novidade para a 34a Edio da Fei-

    ra justamente um reforo no Ciclo de Palestras que contou com profissionais de diferentes reas de atuao. Estive-ram presentes representantes da Polcia Rodoviria Federal, da Confederao Nacional dos Transportadores Autno-mos e da Agncia Nacional de Trans-portes Terrestres.Com o objetivo de informar e cons-cientizar o caminhoneiro, Joo Ge-raldo argumentou que existem mui-tos profissionais que ainda no sabem calcular quanto vale o seu frete ou que trabalham por preos muito abaixo do real valor de mercado. As vezes o ca-minhoneiro pega uma carga no trecho Rio-So Paulo e calcula o frete pensan-do somente no gasto do pedgio e no quanto ele precisa receber, que o mais bvio. Mas ele tem custos diretos e in-diretos. Tem o combustvel, a deprecia-o do caminho, os impostos que ele paga, afirmou Joo Geraldo.De acordo com o organizador, a inefici-ncia no clculo do valor real do frete leva um desgaste do caminho e uma baixa capacidade de renovao de frota por parte do caminhoneiro autnomo. Quando chega depois de 5 e 6 anos, digamos que ele tenha comprado um caminho novo, ele no tem condio nenhuma de comprar outro caminho.

    Ele no con-seguiu poupar, no calculou a depreciao do caminho dele e ele vai continuar rodando com um caminho velho e ganhando cada vez menos. Por-que o caminho depreciado vai ficando improdu-tivo. Por isso, os cursos so muito importantes para

    o motorista, concluiu Joo.A realizao da Feira do Carreteiro no ptio da Baslica de Nossa Senhora de Aparecida tem um duplo objetivo. O primeiro deles contribuir para o con-forto dos motoristas. Para isso so ofe-recidos espaos exclusivos e gratuitos para que todos possam descansar, to-mar banho, confraternizar e estacionar os caminhes em segurana.A segunda motivao o apego f dos motoristas. A maioria j vem aqui nor-malmente durante o ano quando pas-sam pela Dutra. Param aqui pra rezar e fazer seus votos de f. Ento consegui-mos encaixar tudo isso. Trazer o evento

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Fei...