19ª Edição Nacional – Jornal Chico da Boleia

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  • Desta vez, o palco da disputa na quinta etapa da Frmula Truck foi o assediado Autdromo Internacional Jos Carlos Pace e o pernambucano Beto Monteiro levantou a taa.

    No ltimo dia 3 de julho um relat-rio bastante interessante foi divulgado pelo IBGE, chamado Pesquisa de In-formaes Bsicas Municipais (Munic 2012).

    Davoli promove 1 Encontro com Chico da Boleia para debate sobre a Lei 12.619

    Ano 02 - Edio 19 - 2013

    Beto Monteiro vence a etapa

    de F-truck em Interlagos

    Pg. 8 e 9

    Pg. 3

    Pg. 10

    Pg. 4 e 5

    Plano Municipal de trans-

    porte: porque s 3,8% dos

    municpios possuem?

    Chico da Boleia participou de vrias Feiras e eventos por todo o Brasil. Confira as informaes e os flashes por onde ele passou.

    ISO

    9001

    Chico da Boleia nas

    Festas e eventos

    Da esquerda para direita: Joo Davoli, Chico da Boleia, Marcos Aurlio, Virginia Laira, Mateus Silva e Edson Amarildo | Foto: Larissa J. Riberti

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    De novo, outra vez, novamente e no re-petitivo.

    Companheiros da es-trada como diria minha enteada, novamente a Lei 12.619 no sai da

    boca ou do que escreve o Chico da Bo-leia! No para menos, o assunto de suma importncia, enquanto alguns fa-zem de conta que a Lei no existe e vo criando um passivo trabalhista, outros tentam desfigur-la a todo custo.Deixe-me tentar explicar! Na Cmara Federal onde se renem os Deputados Federais existem comisses por assun-to ou por tema e na Comisso de Agri-cultura criou-se uma Sub-Comisso para sugerir mudanas na Lei 12.619, que, diga-se de passagem, esta em ple-no vigor.Esta Sub-Comisso votou algumas al-teraes que na prtica embola o eixo da Lei que o tempo de direo.Estas alteraes precisam passar pela Cmara e serem aprovadas, depois pas-sar pelo Senado e serem aprovadas e depois de todo tramite legislativo vai sano Presidencial que pode vetar. Ou seja, ainda h muita gua para rolar de-baixo desta ponte. E vale o que j est sancionado, ate ser aprovada a modifi-cao e publicada no Dirio Oficial da Unio.Como tenho dito, ns caminhoneiros,

    carreteiros e Empresrios do setor te-mos que participar, debater, discutir e no deixar correr frouxo.Por isso neste ms de Julho comeamos com os Encontros com o Chico da Bo-leia para debater a principio este assun-to, e pretendemos levar isso ao interior, levar isso para estrada e fazer o debate para que tenhamos noo do que esta acontecendo. Nesta edio poder ver como foi o 1 Encontro com Chico da Boleia em Mogi Mirim.Outro assunto de grande importncia sobre a GREVE. Companheiros! A GREVE um importantssimo ins-trumento de luta e no pode ser tratada com leviandade, no pode sem mais sem menos ser convocada de um dia para outro, e acima de tudo, no pode ser deciso de alguns poucos ilumina-dos. Nos ltimos dias vimos mais uma vez a categoria ser chamada para uma paralisao, e com exceo do Estado de So Paulo onde havia uma pauta definida de reinvidicaes, os demais no tinha algo definido. Isso muito perigoso, pois leva ao descrdito e a desiluso. importante ter claro que uma paralisao a ultima instncia em qualquer processo de negociao, pois ela afeta toda a sociedade e no s a categoria envolvida.Um assunto que inmeros municpios discutir o Plano Municipal de Trans-porte, e voc deve procurar na sua cida-de como esta este assunto, por que com

    Sede: Rua Bento da Rocha, 354 - Itapira-SP, CEP 13.970-030 Fone:(19) 3843-5778Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro PretoDiretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor Editorial: Chico da BoleiaEditor Responsvel: Chico da BoleiaCoordenao / RevisoLarissa J. RibertiDiagramaoPamela SouzaSuporte TcnicoMatheus A. MoraesJuliano H. BuzanaConselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coor-denadora do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APRO-CAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa

    02 EDITORIAL

    Expediente

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    certeza vai te afetar diretamente.Nesta edio vamos falar de forma es-pecial sobre a Frmula Truck que es-teve no templo do automobilismo bra-sileiro Interlagos, e com uma disputa emocionante na ltima volta.Estive na bela cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, acompanhado a 15 Transposul bem como em Apareci-da no Estado de So Paulo na tradicio-nal Festa do Carreteiro.Companheiros! Espero que gostem da leitura e ate a prxima edio.

    Um abrao Chico da Boleia.

  • pode fazer um contrato de arrenda-mento do senhor para sua empresa, assim o senhor poder fazer a incluso do caminho sem problemas na ANTT da sua empresa. Inclusive o senhor po-der visualizar no extrato que o posto autorizado lhe entregar que o veculo ficar como arrendado para a empresa. E no se esquea de sempre andar com uma cpia do contrato de arrendamen-to junto ao documento do veculo, em caso de fiscalizao esse contrato de-ver ser exigido.Feito dessa forma no preciso se preocupar na hora de carregar, pois o pagamento feito para a empresa, no para o proprietrio do caminho.Em caso de duvidas de como conse-guir o contrato de arrendamento con-verse com seu contador ou entre em contato com um posto credenciado da ANTT, voc pode encontrar o posto mais prximo de voc atravs do site : www.sicat.com.br. Eu sempre recomendo o escritrio da Central do Transporte. Voc pode en-trar em contato atravs dos tefones:(19) 3843-5778 / (19) 3843-6487 ou pelo site: www.centraldotransporte.com.br

    Abrao, Chico da Boleia

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Sede: Rua Bento da Rocha, 354 - Itapira-SP, CEP 13.970-030 Fone:(19) 3843-5778Tiragem: 50.000 exemplares Nacional, 10.000 exemplares Baixa Mogiana e 10.000 exemplares Grande Ribeiro PretoDiretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor Editorial: Chico da BoleiaEditor Responsvel: Chico da BoleiaCoordenao / RevisoLarissa J. RibertiDiagramaoPamela SouzaSuporte TcnicoMatheus A. MoraesJuliano H. BuzanaConselho Editorial:Albino Castro (Jornalista) Larissa J. Riberti (Historiadora) Dra. Virgnia Laira (Advogada e coor-denadora do Departamento Jurdico da Fenacat) Roberto Videira (Presidente da APRO-CAM Brasil) Jos Arajo China (Presidente da UNICAM Brasil)Responsabilidade social:ViraVidaLigue 100Na mo certa

    Chico da Boleia responde

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAPAPO DE BOLEIA 03

    No ltimo dia 3 de julho um relat-rio bastante interessante foi divulgado pelo IBGE, chamado Pesquisa de In-formaes Bsicas Municipais (Munic 2012). Para a realizao desse traba-lho, o Instituto coletou durante todo o ano passado, dados dos municipios do pas que apontam para diferentes as-pectos como os investimentos em Meio Ambiente, a economia dos lugares, a segurana e tambm o transporte.Nesta ltima rea, o relatrio constatou que somente 3,8% dos municpios pos-suem um Plano Municipal de Trans-portes, apesar de 74,3% (4.133) dos municpios declararem possuir estrutu-ra organizacional para cuidar do tema. Somente 3,7% contam com Fundo Mu-nicipal de Transporte. Com relao ao tipo de transporte existente 0,3% dos municpios possuem metr, 2,5% pos-suem trem, 55,3% contam com o servi-o de mototaxi, 67,7% possuem vans,

    38% (2.114) possuem nibus munici-pal e 85,8% (4.775) tem nibus inter-municipal.Outro dado importante apresentado pelo Munic 2012 que dos 5 565 muni-cpios avaliados, somente 357 possuem Conselho Municipal de Transporte. Em percentuais, a pesquisa mostra que so-mente 6,4% dos municpios de todo o Brasil possui um orgo voltado para o gerenciamento e para a implementao de propostas relacionadas questo do transporte. Esta questo ainda mais agravante quando se tratam de cidades de peque-no porte. Das 5277 cidades do pas com at 100 mil habitantes do pas, somen-te 4,1% possui um Conselho Munici-pal de Transporte, sendo que a maior concentrao desse percentual fica por conta das cidades que possuem entre 20 e 100 mil habitantes. J dos 288 muni-cpios brasileiros que possuim mais de

    Ol Chico da Boleia!Sou o Jurandir Matarazo Diniz, desde 1984 trabalho com caminho. Sempre fui autnomo e carregava para vrias empresas daqui do interior do Paran e de So Paulo sem problema algum. S que de uns tempos pra c com essa historia do fim da carta frete, do CIOT e de toda essa modernizao que vem ocorrendo no setor fui meio que obri-gado a abrir uma micro transportado-ra. No que eu seja contra, pelo con-trrio sou super a favor e dou o maior apoio, acho que s assim o caminho-neiro poder lutar por seus direitos e ser enfim respeitado. Mas o problema mesmo que algumas empresas pare-cem estar dando preferncia na hora de carregar aos caminhes de trans-portadora, talvez por algum detalhe burocrtico, no sei. Ai que est o problema. Agora que abri minha micro transportadora como que eu fao pra tirar a ANTT em nome da empresa se o documento do caminho esta no meu nome e no mo-mento eu no posso transferir? Como devo proceder nesse caso? H alguma alternativa ou eu tenho mesmo que continuar usando a ANTT em meu nome?Ol Jurandir, como vai?H uma alternativa sim! O senhor

    100 mil habitantes, aproximadamente 47% possui Conselho Municipal de Transporte. claro que na anlise desses dados preciso considerar que em muitas das cidades pequenas no existe uma gran-de circulao de veculos, nem sequer uma lgica de trnsito como se entende nas cidades grandes. No entanto, es-ses cidados necessitam de vias para trafegar, seja a p ou a partir de outros veculos de locomoo como charre-tes e cavalos. Alm disso, mesmo em cidades pequenas preciso garantir o mnimo de infra estrutura para a loco-moo intermunicipal e municipal das pessoas. importante destacar tambm que mais da metade dos municpios com mais de 100 mil habitantes ainda no possui um Conselho para discutir projetos e dire-cionar fundos para o transporte. Sobretudo, os dados revelam que, ape-

    sar da extrema importncia que o trn-sito possui na vida das pessoas, muitas administraes municipais ainda no atentaram para a necessidade de pla-nejar e implementar polticas pblicas nessa rea. Quando falamos sobre isso, queremos destacar a necessidade de se melhorar o transporte pblico, a organi-zao do trnsito, a educao nas ruas, garantir a mobilidade e o direito de ir e vir de qualquer cidado. O IBGE mos-trou o tamanho da defagem apresenta-da pelos municpios nesse sentido. AbraoChapa.

    Plano Municipal de Transportes: porque s 3,8% dos municpios possuem?

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA04 FIQUE POR DENTRO

    Chico da Boleia esteve presente na 34 Feira do Carreteiro na cidade de Apare-cida do Norte, interior do estado de So Paulo. Promovida pelos companheiros da Revista O Carreteiro, o evento fa-moso no trecho sendo um dos mais fes-tejados pelos caminhoneiros do Brasil e de outros pases. De 10 a 13 de julho o evento ofereceu uma programao extensa, com pales-tras tcnicas, truck service e truck test, sala do motorista, salo da criana e a tradicional Romaria de So Cristvo e Nossa Senhora de Aparecida. Cerca de 50 expositores, dentre eles montadoras, distribuidoras de com-bustveis e fabricantes, estiveram presentes no evento oferecendo peas, servios, acessrios e in-formaes diversas para os caminhoneiros. Como j acontece h al-gumas edies, o evento tambm promoveu pales-tras e conversas com os presentes. Os temas apre-ciados pelos palestrantes estavam relacionados com o dia a dia do motorista: Lei 12.619, custo do frete e fiscalizao nas rodo-vias. Alm disso, foram realizadas pa-lestras de conscientizao nas rodovias sobre temas como a explorao infantil. De forma a interagir com os caminho-neiros, houve exibio de vdeos sobre segurana no trnsito e outros assuntos durante o Cinema Rodovirio. De acordo com Joo Geraldo, editor responsvel da Revista O Carreteiro e um dos organizadores da Feira, o even-to vem passando por constantes modifi-caes em seu modelo. At 1996, quan-do passou a ser chamada de Feira do Carreteiro, a antiga Festa tinha como

    15 Transposul promove negciosno setor do TRC

    objetivo promover uma confraterniza-o entre os caminhoneiros. Vinham carreteiros do mundo inteiro porque sabiam que era uma semana de distra-o, show. S alegria, afirmou Joo Geraldo. Ao longo do tempo e com o crescimen-to do mercado, surgiu a necessidade dos caminhoneiros se profissionaliza-rem. Joo Geraldo afirma que a partir dessa mudana no cenrio nacional, a organizao da Feira passou a se preo-cupar com a formao profissional dos motoristas. No bastava s o sujeito

    sentar no caminho, carregar, levar car-ga e trazer. Era preciso dirigir economi-camente, mais responsavelmente. Ns chegamos agora em 2013 realizando a 18a edio na Baslica e com um even-to totalmente diferente, mais voltado profissionalizao dos motoristas. Pra isso, ns reforamos o Ciclio de Pales-tras e demos bastante foco na profissio-nalizao. Por exemplo, uma palestra que julgamos de bastante importncia e trouxemos esse ano como ensinar o motorista a calcular o frete. A outra sobre a Lei do Motorista, entre outras, explicou Joo.A novidade para a 34a Edio da Fei-

    ra justamente um reforo no Ciclo de Palestras que contou com profissionais de diferentes reas de atuao. Estive-ram presentes representantes da Polcia Rodoviria Federal, da Confederao Nacional dos Transportadores Autno-mos e da Agncia Nacional de Trans-portes Terrestres.Com o objetivo de informar e cons-cientizar o caminhoneiro, Joo Ge-raldo argumentou que existem mui-tos profissionais que ainda no sabem calcular quanto vale o seu frete ou que trabalham por preos muito abaixo do real valor de mercado. As vezes o ca-minhoneiro pega uma carga no trecho Rio-So Paulo e calcula o frete pensan-do somente no gasto do pedgio e no quanto ele precisa receber, que o mais bvio. Mas ele tem custos diretos e in-diretos. Tem o combustvel, a deprecia-o do caminho, os impostos que ele paga, afirmou Joo Geraldo.De acordo com o organizador, a inefici-ncia no clculo do valor real do frete leva um desgaste do caminho e uma baixa capacidade de renovao de frota por parte do caminhoneiro autnomo. Quando chega depois de 5 e 6 anos, digamos que ele tenha comprado um caminho novo, ele no tem condio nenhuma de comprar outro caminho.

    Ele no con-seguiu poupar, no calculou a depreciao do caminho dele e ele vai continuar rodando com um caminho velho e ganhando cada vez menos. Por-que o caminho depreciado vai ficando improdu-tivo. Por isso, os cursos so muito importantes para

    o motorista, concluiu Joo.A realizao da Feira do Carreteiro no ptio da Baslica de Nossa Senhora de Aparecida tem um duplo objetivo. O primeiro deles contribuir para o con-forto dos motoristas. Para isso so ofe-recidos espaos exclusivos e gratuitos para que todos possam descansar, to-mar banho, confraternizar e estacionar os caminhes em segurana.A segunda motivao o apego f dos motoristas. A maioria j vem aqui nor-malmente durante o ano quando pas-sam pela Dutra. Param aqui pra rezar e fazer seus votos de f. Ento consegui-mos encaixar tudo isso. Trazer o evento

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Feira do Carreteiro agita o ptio da Baslica de Nossa Senhora Aparecida

    A 15 edio da maior Feira e Congres-so de Transporte e Logstica da regio Sul do pas ganhou visibilidade in-ternacional neste ano. Entre os dias 3 e 5 de julho, o Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre, foi palco de estandes das maiores marcas do Brasil e do mundo em servios, acessrios, peas e caminhes. Neste ano tambm aconteceram pales-tras especiais com homens e mulheres de negcios e expoentes da logstica mundial. A Solenidade de Abertura foi conduzida pelo Maestro Joo Carlos Martins, coordenador da Filarmnica Bachiana Sesi SP e um dos nomes mais expressivos da msica clssica mundial. Eu no conhecia o Maestro, adorei a palestra dele, um cara ma-ravilhoso e foi um sucesso., afirmou o Coordenador da Transposul, Afrnio Rogrio. Tambm diretor do Setcergs (Sindicato dos Transportadores de Carga do RS), Afrnio expressou sua satisfao pela grande visibilidade da Feira. Em en-trevista realizada por Chico da Boleia, o coordenador afirmou que a cada ano novos desafios so impostos para todos que trabalham na realizao do even-to. A Feira sempre uma passagem de basto. O desafio sempre melho-rar aquilo que j timo. No desafio dos nmeros, as montadoras venderam aqui no ano passado 325 caminhes. Isso equivale a um ms de venda no es-tado do Rio Grande do Sul todo. Esse ano ns devemos crescer em torno de 20%, explicou Afrnio.Considerada uma das mais importantes Feiras da Amrica Latina e do mundo, a Transposul deste ano recebeu marcas internacionais de caminhes e peas e

    Truck Test - Motoristas tiveram a oportunidade de conhecer detalhes dos caminhes | Foto: Feira do Carreteiro

    Palco onde aconteceu os shows da 34 Feira do Carreteiro | Foto: Chico da Boleia

    pra c caiu como uma luva pra ns, expressou Joo Geraldo.Todos os anos, de 5 a 6 mil caminho-neiros passam pelo ptio da Baslica para acompanhar a Feira e conferir as atraes. Todos eles so credenciados e, para isso, extremamente necessrio que cada motorista apresente sua CNH, mesmo que a Feira seja de livre acesso para todas as pessoas. Calcula-se que a Feira tenha um pblico geral de aproxi-madamente 40 mil pessoas.

    Redao Chico da Boleia

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAFIQUE POR DENTRO 05

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    A 15 edio da maior Feira e Congres-so de Transporte e Logstica da regio Sul do pas ganhou visibilidade in-ternacional neste ano. Entre os dias 3 e 5 de julho, o Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre, foi palco de estandes das maiores marcas do Brasil e do mundo em servios, acessrios, peas e caminhes. Neste ano tambm aconteceram pales-tras especiais com homens e mulheres de negcios e expoentes da logstica mundial. A Solenidade de Abertura foi conduzida pelo Maestro Joo Carlos Martins, coordenador da Filarmnica Bachiana Sesi SP e um dos nomes mais expressivos da msica clssica mundial. Eu no conhecia o Maestro, adorei a palestra dele, um cara ma-ravilhoso e foi um sucesso., afirmou o Coordenador da Transposul, Afrnio Rogrio. Tambm diretor do Setcergs (Sindicato dos Transportadores de Carga do RS), Afrnio expressou sua satisfao pela grande visibilidade da Feira. Em en-trevista realizada por Chico da Boleia, o coordenador afirmou que a cada ano novos desafios so impostos para todos que trabalham na realizao do even-to. A Feira sempre uma passagem de basto. O desafio sempre melho-rar aquilo que j timo. No desafio dos nmeros, as montadoras venderam aqui no ano passado 325 caminhes. Isso equivale a um ms de venda no es-tado do Rio Grande do Sul todo. Esse ano ns devemos crescer em torno de 20%, explicou Afrnio.Considerada uma das mais importantes Feiras da Amrica Latina e do mundo, a Transposul deste ano recebeu marcas internacionais de caminhes e peas e

    tambm membros de organizaes re-presentativas na rea da logstica mun-dial. Dentre eles estavam, por exem-plo, John Edwin Mein, Coordenador Executivo da Aliana para Modernizao Logstica do Comr-cio Exterior Proco-mex e Hao Da, da Chinesa Shenyang North Traffic Indus-try Group. Neste ano ns viramos a pgina pra internacionalizar a Feira. Ou seja, o mun-do mudou, o mundo globalizou e ns no podemos ficar aqui no nosso cantinho do Rio Grande do Sul. Ns temos que buscar ou-tros mundos para que eles venham nos conhecer, finalizou Afrnio.A Transposul configura-se, sobretudo, como um local para se concretizarem negcios no setor. Segundo Sergio Gonalves Neto, Presidente do Se-tcergs, ao longo das edies da Feira, construiu-se uma relao de confian-

    a com organizadores, patrocinadores e clientes. Ano passado ns tivemos mais de R$115 milhes em negcios realizados. Este ano temos a expectati-

    va de aumentar esse nmero em 20%. Ns temos hoje 57 expositores, todas as marcas que produzem caminhes esto conosco. E apesar do cenrio econmi-co adverso muita expectativa, muita cautela ns estamos percorrendo os estandes e com satisfao eu consigo dizer que os expositores esto conten-

    tes com a Transposul. Isso nos alegra porque , sem dvida, um desafio fazer um projeto deste tamanho, afirmou Sergio.

    O Presidente do Sin-dicato ainda salien-tou que a realizao do evento o resul-tado de uma par-ceria com o Poder Pblico. Na aber-tura da Transposul estiveram presen-tes representantes do Governo como o Prefeito de Porto Alegre, Jos Fortu-nati, e Tarso Genro, o Governador do Es-tado. Sergio Gonalves acredita que o rela-

    cionamento entre entidades represen-tativas e membros do governo pode melhorar a organizao do evento, bem como a tomada de decises no legisla-tivo do Estado sobre assuntos como in-fra-estrutura e legislao na rea. Ns, do sindicato, com muita humildade subsidiamos o governo a respeito de

    alguns temas. Muitas vezes quem atua um poltico que no tem experincia nesta rea, ento ele precisa conhecer melhor para poder votar um projeto na Assemblia Legislativa e tambm no Executivo pra decidir se aquele projeto importante pro Estado naquele mo-mento. Como a gente sabe que a verba curta, procuramos priorizar projetos que vo dar vazo seja na mobilidade urbana, seja na infra estrutura estadu-al., expressou Sergio. Silvio Augusto Alves Santana, repre-sentante da Scania Brasil, acredita que a Transposul uma feira na qual todos os expositores possam estabele-cer um relacionamento duradouro com os clientes. Eventos como esse so uma oportunidade de voc mostrar os seus produtos, sempre no sentido de apresentar uma soluo completa pro transportador. A gente consegue fazera integrao com os clientes e mostrar todos os pontos de soluo para eles, finalizou Santana.A Transposul acontece anualmente e muitas novidades j esto sendo aguar-dadas para a prximo edio.

    Redao Chico da Boleia

    Transposul 2013 | Foto: Chico da Boleia

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA06 FIQUE POR DENTRO

    No bojo das manifestaes que vem ocorrendo por todo o Brasil e que ti-veram seu pice durante o ms de jun-ho, houve mobilizaes tambm por parte de caminhoneiros. As aes sus-citaram a discusso de questes que ai-nda afetam o TRC e geraram diferentes opinies entre as lideranas do setor. Para entender como se deram essas manifestaes, no entanto, preciso relembrar alguns fatos.No dia 24 de junho o governador de So Paulo, Geraldo Alckmin, declarou o cancelamento do reajuste dos ped-gios nas rodovias do estado. Em seu depoimento, Alckmin afirmou que os prejuzos seriam controlados com uma medida principal: as concessionrias responsveis pela administrao das rodovias de So Paulo passariam a re-passar 1,5% - ao invs de 3% - da ar-recadao dos pedgios Artesp. No entanto, o governador tambm de-clarou que, a partir do cancelamento do reajuste dos pedgios, autorizava-se a cobrana do eixo suspenso dos camin-hes que trafegassem vazios pelas rodovias. Ainda no final do ms de junho, ime-diatamente caminhoneiros e alguns coletivos organizaram protestos em rodovias importantes do Estado de So Paulo como a Anchieta e na regio do Porto de Santos. Essas aes tiveram uma motivao clara: manifestar rep-dio deciso do Governador Geraldo Alckmin e pedir pela reviso da autor-izao dada s concessionrias de co-

    brarem o pedgio por eixo suspenso do caminho. Como resultado a medida foi revogada.No dia 1o de julho, no entanto, o MUBC (Movimento Unio Brasil Caminhonei-ro), liderado por Nlio Botelho, convo-cou a todos os membros do TRC para uma paralisao de 72 horas que teria fim somente no dia 4. Na convocao divulgada no site ofi-cial do movimento, a pauta continha as seguintes reivindicaes: Subsdio no preo do leo diesel; Iseno para caminhes do pagamento de pedgios em todas as rodovias do pas; criao da Secretaria do Transporte Rodovirio de Cargas, vinculada diretamente Presidncia da Repblica, nos mes-mos moldes das atuais Secretarias dos Trabalhadores e das Micro e Pequenas Empresas; Votao e sano imediata do Projeto de Lei que aprimora a Lei 12619/12 (Lei do Motorista), e tambm define solues para as questes como a Carto Frete, CIOT, concorrncia desleal exercida por transportadores il-egais e outros....A convocao obteve apoio de alguns caminhoneiros e durante os trs dias houve paralisaes no Bahia, Esprito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Paran, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Questionando as motivaes de Nelio Botelho e do MUBC, a Unicam (Unio Nacional dos Caminhoneiros), uma das entidades mais representativas do setor, prontamente divulgou em seu site uma

    nota onde expressava sua recusa em aprovar a convocao da paralisao de 72 horas. Na carta, assinada pelo Presidente Jos Arajo China da Silva, a entidade afirmou que A Uni-cam defende as manifestaes popula-res espalhadas pelo Brasil e o direito legal de greve, mas no acreditamos em um movimento grevista mobili-zado por empresrios travestidos de transportadores autnomos, que usam esses profissionais para atingir inter-esses prprios, se aproveitando de uma oportunidade poltica no Brasil, com as manifestaes populares vistas nas ruas nas ltimas semanas..Ainda segundo o comunicado divul-gado pela Unicam, a paralisao con-vocada pelo MUBC teve claras inten-es de minar conquistas trabalhistas alcanas pelos motoristas com a Lei 12.619. Para a Unio, a convocao de Nelio Botelho busca revogar a Lei e no aperfeio-la, objetivo que mo-tiva a maioria das lideranas compro-metidas com o setor. A necessidade de melhorar a Lei tem levado entidades a debaterem com a atual Comisso Espe-cial criada na Cmara dos Deputados, a fim de encontrarem uma resoluo para os problemas que ainda afetam o setor. O grande impasse ocorreu principal-mente pelo fato do MUBC responder aos interesses de sua liderana repre-sentada por Nelio Botelho, figura con-hecida entre o TRC. Depois da nota divulgada pela Unicam e de outras manifestaes de repdio paralisao por parte de entidades importantes, o Ministrio da Justia determinou que a Polcia Federal abrisse um inqurito para investigar a greve dos caminhon-eiros. A suspeita de que o movimento seja um locaute, uma paralisao co-ordenada por empresrios do setor de transportes.Em justificativa, o ministro Jos Edu-ardo Cardozo afirmou ter indcios de que o MUBC era responsvel pelo lo-caute e que o movimento j foi multado pela Justia. Alm disso, no passado, o Ministrio j bloqueou os bens do pres-idente da entidade, Nlio Botelho.Figura questionada entre outras lider-anas, Botelho tambm presidente da Cobrascam, cooperativa de motoristas autnomos, que tem 39 contratos com a Petrobras, no valor de R$ 4 milhes por

    ms. Em resposta s acusaes, Nlio disse que a cooperativa tem, no mxi-mo, 16 contratos e negou as acusaes de locaute. Em entrevista realizada por Chico da Boleia, Francisco Pellucio, Vice-Presente da NTC & Logstica, afirmou no apoiar a manifestao. A gente nunca apoia e nunca iremos apoiar esse tipo de evento. Nosso mel-hor esforo o trabalho, o atendimento aos nossos clientes, o cuidado com a rodovia e com nossos motoristas. Eu acho que algumas pessoas organizaram essas paralizaes que no levaram a nada. At porque o governador de So Paulo j suspendeu provisoriamente a cobrana do eixo suspenso que eu acho realmente que precisa ser revis-to. Porque muitos no pagam nada e poucos como ns do transporte que pagamos o pedgio. Ns sempre reivin-dicamos que o eixo suspenso no seja cobrado, afirmou Pellucio.Para Afrnio Rogrio, Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logstica no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) necessrio que qualquer mobilizao tenha pauta e liderana transparentes. Essa mani-festao por parte dos caminhoneiros tambm est mexendo com a ordem do Brasil. Ento a minha preocupao que so tantas manifestaes sem ban-deira, sem articulao, sem uma lider-ana que as vezes eu fico com medo. Porque eu j vivi nesse pas, j tenho mais idade e j conheo outras situa-es, explicou Afrnio.Para as principais lideranas do pas as mobilizaes dos caminhoneiros so justas e necessrias, tendo em vis-ta os problemas que ainda persistem no setor. No entanto,a convocao do MBUC no tem validade consideran-do a atuao dbia e contraditria de Nelio Botelho. Na ltima paralisao questionou-se a validade da Lei 12.619 e do fim da Carta Frete, conquistas am-plamente apoiadas por sindicatos e rep-resentaes do TRC de todo pas. preciso se mobilizar. No entanto, preciso conhecer profundamente as pautas e as lideranas antes de fazer coro ao lado de algumas vozes. Caso contrrio, pode acontecer de voc falar em nome de reivindicaes que, na ver-dade, vo contra, e no favor, do TRC.Redao Chico da Boleia

    Paralisao de caminhoneiros divide opinies no TRC

    Paralisao dos caminhoneiros na BR-381 em Igarap, deixa trnsito congestionado por quilmetros. | Foto: Edesio Ferreira

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    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 07GALERIA

    ms. Em resposta s acusaes, Nlio disse que a cooperativa tem, no mxi-mo, 16 contratos e negou as acusaes de locaute. Em entrevista realizada por Chico da Boleia, Francisco Pellucio, Vice-Presente da NTC & Logstica, afirmou no apoiar a manifestao. A gente nunca apoia e nunca iremos apoiar esse tipo de evento. Nosso mel-hor esforo o trabalho, o atendimento aos nossos clientes, o cuidado com a rodovia e com nossos motoristas. Eu acho que algumas pessoas organizaram essas paralizaes que no levaram a nada. At porque o governador de So Paulo j suspendeu provisoriamente a cobrana do eixo suspenso que eu acho realmente que precisa ser revis-to. Porque muitos no pagam nada e poucos como ns do transporte que pagamos o pedgio. Ns sempre reivin-dicamos que o eixo suspenso no seja cobrado, afirmou Pellucio.Para Afrnio Rogrio, Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logstica no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs) necessrio que qualquer mobilizao tenha pauta e liderana transparentes. Essa mani-festao por parte dos caminhoneiros tambm est mexendo com a ordem do Brasil. Ento a minha preocupao que so tantas manifestaes sem ban-deira, sem articulao, sem uma lider-ana que as vezes eu fico com medo. Porque eu j vivi nesse pas, j tenho mais idade e j conheo outras situa-es, explicou Afrnio.Para as principais lideranas do pas as mobilizaes dos caminhoneiros so justas e necessrias, tendo em vis-ta os problemas que ainda persistem no setor. No entanto,a convocao do MBUC no tem validade consideran-do a atuao dbia e contraditria de Nelio Botelho. Na ltima paralisao questionou-se a validade da Lei 12.619 e do fim da Carta Frete, conquistas am-plamente apoiadas por sindicatos e rep-resentaes do TRC de todo pas. preciso se mobilizar. No entanto, preciso conhecer profundamente as pautas e as lideranas antes de fazer coro ao lado de algumas vozes. Caso contrrio, pode acontecer de voc falar em nome de reivindicaes que, na ver-dade, vo contra, e no favor, do TRC.Redao Chico da Boleia

    Paralisao de caminhoneiros divide opinies no TRC

    Equipe Chico da Boleia | Foto: Wanda Jacheta

    Pblico marcou presena no 1 Encontro com o Chico da Boleia | Foto: Larissa J. Riberti Foto: Larissa J. Riberti

    Caria, Jos Eduardo, Michelli, Joo Paulo, Daniela, Mariane | Foto: Larissa J. Riberti

    Foto: Juliano H. Buzana Chico da Boleia | Foto: Larissa J. Riberti

  • Essa Lei surgiu pra resolver um problema srio, um problema social que ainda existe no Brasil.

    Dr. Marcos Aurlio

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    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA08 REPORTAGEM

    Davoli promove 1 Encontro com Chico da Boleia para debate sobre a Lei 12.619

    Realizado pela Conces-sionria Irmos Davoli nesta ltima quinta-feira, 18 de julho, o evento atraiu cerca de setenta pessoas sede do Grupo, na cidade de Mogi Mirim, interior de So Paulo. Dentre elas es-tavam autoridades do setor, representaes sindicais, motoristas autnomos e empresrios.Durante a Solenidade de Abertura, Chico da Boleia expressou sua satisfao pela oportunidade de levar uma discusso como esta at o interior do estado. De acordo com ele, o ob-jetivo principal do evento foi promover um debate sobre a Lei do Motorista que envolvesse toda a cat-egoria, no apenas autori-dades.Segundo Joo Davoli, Di-retor do Grupo Irmos Davoli e real-izador do evento, essa foi uma grande oportunidade para levar at a regio da Baixa Mogiana assuntos relevantes e informaes novas para caminhoneiros e clientes. Esta a nossa primeira par-ticipao em parceria com o Chico da Boleia neste tipo de assunto. Provavel-mente ser o primeiro de muito outros debates que vamos fazer aqui, afirmou Davoli. Para a mesa principal do debate foram convocados a Dra. Virgnia Laira, representante da Federao Nacional das Associaes de Caminhoneiros e Transportadores (FENACAT); Mateus Silva Paula, Secretrio Executivo da Associao do Transporte Rodovirio de Cargas do Brasil (ATR Brasil) e Edson Ama-rildo Silva, represent-ante da Confederao dos Trabalhadores em Transportes Terrestres. Tambm esteve presente um dos maiores conhece-dores da Lei 12619, o Dr. Marcos Au-rlio Ribeiro, Assessor da Juridico da NTC&Logstica.A motivao para a organizao deste evento so as atuais discusses que

    acontecem no mbito da Cmara dos Deputados em Braslia. Criou-se, no inciou deste ano, uma Comisso Es-pecial composta por deputados para discutir e avaliar possveis alteraes na redao da Lei. A grande crtica de alguns empresrios do setor e par-tilhada por algumas dessas lideranas governamentais est relacionada, prin-cipalmente, com o tempo de parada e o descanso semanal obrigatrio. Um dos argumentos dos crticos que no h infra-estrutura nacional para que o motorista cumpra todas as deter-minaes da Lei e que o tempo de des-canso semanal possa ser cumulativo. Desta forma, o motorista teria a opo de se programar para descansar em casa e no em qualquer posto ou hotel

    do Brasil. Na viso de Chico da Boleia, no entan-to, estes so os pontos mais importantes para a categoria que deve ser consul-tada antes que se aprove qualquer alte-

    rao. Em funo desta Comisso que est discutindo possveis alteraes na Lei, tem gente achando que ela no est em vigor. Ento h uma certa confuso sobre o que est sendo questionado e de que forma esta discusso est sendo feita l em Braslia, explicou Chico, defendo a importncia de existir um debate que envolva toda a categoria.

    De acordo com o Dr. Marcos Aurlio necessrio haver mais conhecimento sobre a Lei 12.619 entre os caminho-neiros e empresrios. Essa Lei surgiu pra resolver um problema srio, um problema social que ainda existe no Brasil. Um promotor de Rondonpo-lis entrou com uma ao civil pblica,

    porque descobriu que os caminhoneiros daquela regio estavam dirigindo h muito tempo sem parar, h 14, 16, at 36 horas sem dormir, explicou o con-sultor da NTC&Logstica. Para o juris-ta, a Lei cumpre um papel importante

    no sentido de salvaguardar tanto o cumprimento dos di-reitos trabalhistas dos motor-istas, mas tambm o respeito sade do trabalhador.Outra necessidade que mo-tivou a redao da Lei jus-tamente a segurana jurdi-ca que envolve o trabalho do motorista. De acordo com o Dr. Marcos Aurlio, a Lei defende tanto o salrio do empregado, quanto o con-trole do trabalho por parte do empresrio. A partir da Lei 12.619 obrigatrio contro-lar a jornada de trabalho do funcionrio. E, sendo assim, as empresas vo pagar as 8 horas de jornada normal e mais 2 horas extraordinrias, caso o funcionrio as cum-pra. Ento a grande mudana veio justamente com este ponto, passou-se de nenhum controle da jornada, para um

    controle total da jornada de trabalho do empregado, justificou Dr. Marcos Au-rlio.Um dos temas mais questionados a parada obrigatria dos caminhoneiros. Segundo o Dr. Marcos Aurlio, o mo-torista no pode dirigir mais do que quatros horas ininterruptas. Segundo o que est estabelecido pela Lei, aps esse tempo, ele deve parar e descan-sar meia hora para depois retornar ao trabalho. Isso no uma inveno do Congresso, isso existe na Europa, nos Estados Unidos, na Austrlia e no Chile. Fomos buscar o exemplo de outros lugares. Houve discusso com entidades mdicas, com o Instituto do Sono, fizemos levantamentos e testes de motoristas que dirigiam com sono. Tudo isso foi discutido e o projeto foi levado pra ser discutido no Congresso com base nestes estudos, argumento o Dr. Marcos Aurlio.Quanto ao tempo de descanso do mo-torista a Lei determina que, diari-amente, o motorista deve ter um tempo de descanso de 9 horas e mais 2 horas que podme ser divididas ao logo da sua jornada de trabalho. Muitos emprega-dores questionam essa determinao alegando que tal perodo seria exces-

    Dra. Virgnia Laira, Mateus Silva Paula, Edson Amarldo da Silva e Dr. Marcos Aurlio Ribeiro | Foto: Larissa J. Riberti

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    CHICO DA BOLEIA 09REPORTAGEM

    Somos favorveis possibilidade do motorista poder acumular o descanso semanal para que, dentro do ms vigente ele possa cum-pr-lo. Mateus Silba Silva

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    CHICO DA BOLEIA

    no sentido de salvaguardar tanto o cumprimento dos di-reitos trabalhistas dos motor-istas, mas tambm o respeito sade do trabalhador.Outra necessidade que mo-tivou a redao da Lei jus-tamente a segurana jurdi-ca que envolve o trabalho do motorista. De acordo com o Dr. Marcos Aurlio, a Lei defende tanto o salrio do empregado, quanto o con-trole do trabalho por parte do empresrio. A partir da Lei 12.619 obrigatrio contro-lar a jornada de trabalho do funcionrio. E, sendo assim, as empresas vo pagar as 8 horas de jornada normal e mais 2 horas extraordinrias, caso o funcionrio as cum-pra. Ento a grande mudana veio justamente com este ponto, passou-se de nenhum controle da jornada, para um

    controle total da jornada de trabalho do empregado, justificou Dr. Marcos Au-rlio.Um dos temas mais questionados a parada obrigatria dos caminhoneiros. Segundo o Dr. Marcos Aurlio, o mo-torista no pode dirigir mais do que quatros horas ininterruptas. Segundo o que est estabelecido pela Lei, aps esse tempo, ele deve parar e descan-sar meia hora para depois retornar ao trabalho. Isso no uma inveno do Congresso, isso existe na Europa, nos Estados Unidos, na Austrlia e no Chile. Fomos buscar o exemplo de outros lugares. Houve discusso com entidades mdicas, com o Instituto do Sono, fizemos levantamentos e testes de motoristas que dirigiam com sono. Tudo isso foi discutido e o projeto foi levado pra ser discutido no Congresso com base nestes estudos, argumento o Dr. Marcos Aurlio.Quanto ao tempo de descanso do mo-torista a Lei determina que, diari-amente, o motorista deve ter um tempo de descanso de 9 horas e mais 2 horas que podme ser divididas ao logo da sua jornada de trabalho. Muitos emprega-dores questionam essa determinao alegando que tal perodo seria exces-

    sivo, tendo em vista que o descanso dirio de uma pessoa varia de 8 a 9 horas. Segundo o Dr. Marcos Aurlio essa de-terminao tambm foi aprovada e dis-cutida com base em estudos mdicos e no surgiu de forma aleatria. Se a pessoa tem 9 horas para descanso, ela vai tomar caf, vai tomar banho, jantar e dormir em mdia 8 horas. Ento o motorista autnomo tem essa possibili-dade de usar essas nove horas para descansar e fazer o que precisa. A outras duas horas ele vai usar pra descansar durante o dia, explicou. Alguns em-presrios ainda debatem a insufi-ciente infra estru-tura das rodovias que no ofere-cem, segundo as crticas, pontos de parada sufi-cientes para os motoristas. Uma das propostas da Comisso que a responsabilidade de construir pontos de parada seja do governo e que a aplica-o da Lei esteja submetida a isto. De acordo com esta proposta, se no prazo de 5 anos os postos no tiverem sido construdos, a lei no se aplicaria.O argumento do Dr. Marcos Aurlio que os motoristas j costumavam fazer paradas em alguns pontos, e esta pro-posta no vlida. Por isso, ela no deve ser aprovada No podemos es-tabelecer um prazo pra aplicao da Lei., explicou. necessrio pressionar tambm as concessionrias para que elas con-struam pontos de paradas ao longo das rodovias. O Ministrio dos Transport-es fez uma pesquisa e constatou que existem 30 mil postos de combustveis em todo o pas. Sobre os pon-tos de parada, o estudo chegou a concluso que s nas rodovias federais existem 4500 postos de combustveis. Existem apenas 20 trechos de rodovias que no tem pontos de parada a 150 km um do outro. Uma das propostas em discusso na

    Cmara dos Deputados a possibili-dade do motorista dirigir mais 2 horas extras para alm do que j est esta-belecido na Lei. Dessa forma, haveria um equilbrio entre a jornada de trab-alho dos autnomos que podem auto gerenciar a sua jornada com a dos funcionrios de transportadores. Dessa forma, ambas as partes teriam seus tra-balhos regulamentados e protegidos.A mudana tambm prope a reduo

    do intervalo de descanso dirio para 8 horas corridas, mais 3 horas que podem ser cumpridas ao longo do dia. Ainda se discute a possibilidade de aumentar o tempo de direo para at 6 horas initerruptas. Eu sou contra 6 horas in-interruptas, justamente porque a Con-stituio prev uma jornada nica para quem trabalha 6 horas ininterruptas por dia. Se um empregado trabalha 6 horas direto, segundo a Constituio, ele no pode mais trabalhar durante aquele dia., explicou o Dr. Marcos Aurlio.Existem outras questes que ainda es-to sendo colocadas, mas na viso do jurista essas propostas atendem mais um vez aos interesses do agronegcio

    brasileiro. Dos 25 Deputados que inte-gram a Comisso, 20 so da bancada ru-ralista. A Comisso foi feita para aper-feioar a Lei 12.619 e outros interesses no podem obscurecer essa motivao.

    O que esto fazendo se aproveitando de um projeto j realizado para discutir outras questes, finalizou o Dr. Mar-cos Aurlio.Para Mateus Silva, Secretrio Execu-tivo da ATR-Brasil, a Lei de suma importncia e coloca na ordem do dia a conquista trabalhista dos motoristas. A ATR-Brasil participa de um grupo de trabalho em Braslia junto a outras entidades, atravs do qual buscamos

    apresentar melho-rias para que a Lei se torne exequv-el, para que ela seja aplcavel em todas as classes., afirmou Mateus.O Secretrio Ex-ecutivo explicou que uma das pro-postas apresenta-das pela Associa-o o aumento da hora extra de 2 para 4 horas, pois isso aumentaria a atuao das em-presas junto dos motoristas. Out-ra questo sucita-da justamente

    sobre o descanso semanal. Somos fa-vorveis possibilidade do motorista poder acumular o descanso semanal para que, dentro do ms vigente ele possa cumpr-lo. Muitos funcionrios no querem descansar em locais distan-tes. Ento, ao invs do motorista passar 36 horas descansando em um lugar dis-tante, defendemos que ele possa passar 72 com a famlia, cumprindo um des-canso que ficou acumulado, expressou o representante da ATR-Brasil. Edson Amarildo, representante da CNTTT e Presidente do Sindicato dos Condutores de Mogi-Guau e regio, expressou seu apoio Lei 12.619. Para ele, a legislao em vigor tam-bm promove um maior respeito com

    a sade do motorista. Todo o pessoal do sindicato julga a Lei apropriada. O caminhoneiro tinha uma carga muito grande de trabalho, causando fadiga,

    acidentes. Todos ns apoiamos a Lei e acreditamos na sua devida aplicao, afirmou Amarildo.J Virgnia Laira, questionou o engaja-mento da categoria. Para ela, os motor-istas precisam se mobilizar e comear a defender mais seus interesesses, pois esta legislao existe justamente para cuidar de um interesse trabalhista e proteger os motoristas. Eu acho que vocs so uma categoria forte, mas desconhecem o potencial que tem na mo. Vocs j pararam para pensar que se vocs pararem o pas para? Lem-brem-se daquele slogan Se t na mo, veio de caminho?, afirmou Laira. A representante da FENACAT expres-sou que muitas vezes os motoristas no conseguem reivindicar suas ne-cessidades dirias. A regulamentao foi feita, o ponto de partida foi dado. Mas preciso continuar discutindo, preciso que vocs expressem suas in-satisfaes junto as autoridades, que participem das discusses feitas pela Comisso, seno vamos demorar mais 20 anos para resolver qualquer coisa, justificou Virgnia.Aps o debate a palavra foi aberta ao pblico e houve boa participao. A maioria das questes foi dirigida ao Dr. Marcos Aurelio que prontamente se disps a sanar dvidas. Dentre as per-guntas, as maiores incertezas ficavam por conta do tempo de descanso e da jornada de trabalho, justamente porque entre os presentes estavam transporta-dores de materiais perecveis e de cana de acar.O Dr. Marcos Aurlio explicou ao p-blico que existe a possibilidade de se conseguir acordar coletivamente e jun-to aos sindicatos, jornadas diferencia-das para motoristas que transportarem perecveis, por exemplo. Alm disso, o jurista reforou que preciso cobrar tambm dos embarcadores o cumpri-mento da Lei, tendo em vista que ele responsvel por possveis atrasos e demoras na carga ou descarga.Depois de duas horas de conversa, os presentes puderam aproveitar um co-quetel oferecido pela Concessionria Irmos Davoli. Ao final, ficou claro que a categoria ao menos os mem-bros presentes esperam que outros debates como este possam inser-la na discusso de seus prprios interesses.

    Assessoria de Comunicao Chico da Boleia.

    Chico da Boleia e convidados | Foto: Larissa J. Riberti

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    CHICO DA BOLEIA10 ESPORTES

    Beto Monteiro vence a etapa de Frmula Truck em Interlagos

    CLASSIFICAO DO CAMPEONATO BRASILEIRO

    1) Leandro Totti, 77 pontos; 2) Paulo Salustiano, 71 pontos;Regis Bossio, 71 pontos; 3) Beto Monteiro, 60 pontos;5) Wellington Cirino, 54 pontos; 6) Geraldo Piquet, 53 pontos;7) Valmir Benavides, 42 pontos; 8) Diogo Pachenki, 40 pontos; 9) Leandro Reis, 39 pontos;10) Joo Maistro, 30 pontos ; 11) Roberval Andrade, 26 pontos;12) Andr Marques, 24 pontos; Djalma Fogaa, 24 pontos; 14) Alberto Cattucci, 22 pontos; 15)Adalberto Jardim, 20 pontos;16) Alex Caffi, 17 pontos;

    17) Rogrio Castro, 15 pontos; 18) Pedro Muffato, 12 pontos;Edu Piano, 12 pontos;Ronaldo Kastropil, 12 pontos;21) Jos Maria Reis, 10 pontos;Jansen Bueno, 10 pontos;23) Felipe Giaffone, 8 pontos; 24) Dbora Rodrigues, 2 pontos;

    Informaes tcnicas: Frmula Truck

    Redao Chico da Boleia

    Desta vez, o palco da disputa na quinta etapa da Frmula Truck foi o assediado Autdromo Internacional Jos Carlos Pace, nome atribuda pista em 1985 em homenagem ao grande piloto do automobilismo brasileiro. Com mais de 70 anos de histria, o Autdromo de Interlagos acolheu entre os dias 5 e 7 de julho a quinta etapa da Frmula Tru-ck, que valeu pelos campeonatos Sul--Americano e Brasileiro. O Grid de Largada da corrida foi for-mado no sbado pelos pilotos da cate-goria. Roberval Andrade, da Ticket Car Corinthias largou em primeiro, seguido de Beto Monteiro, da Scuderia Iveco, Leandro Totti, da Man Latin America, Paulo Salustiano, da ABF Racing Team e Felipe Giaffone, tambm da Equipe Man Latin America. Em entrevista, An-drade afirmou que Interlagos significa uma pgina virada na sua campanha este ano. Conseguir a pole muito importante pra mim. Quando voc no consegue obter resultados positivos fica pensando que inferior aos outros pilotos. Mas aqui em Interlagos prova-mos que estamos de volta disputa., concluiu o piloto. Mesmo largando na pole position, no entanto, Roberval no contou com a sorte na corrida de domingo. Depois de recuperar inmeras vezes o seu lema A guia desce para pegar o peixe referindo-se rivalidade do Corin-thians com a nova equipe ABF Santos Desenvolvimento Roberval saiu da corrida lamentando os problemas apre-sentados por seu caminho logo na ter-ceira volta.

    J Beto Monteiro s comemorou. Em uma ltima volta emocionante, o piloto da Scuderia Iveco ultrapassou Leandro Totti e venceu a corrida. Totti havia lar-gado em terceiro lugar e assumiu a se-gunda posio logo nas primeiras vol-tas, depois que Salustiano, o segundo no grid, abandonou a prova por causa da sua turbina estourada. Totti assumiu a primeira colocao e assegurou a po-sio at os momentos finais da corrida. Na subida da ltima curva antes da reta final, no entanto, Totti no conseguiu segurar o caminho e Monteiro fez uma ultrapassagem de encher os olhos do pblico. Eu sabia que o Beto vinha muito rpido. Eu sabia que se abrisse espao, ele como o piloto agressivo que conseguiria ultrapassar. A pista estava muito lisa e a subida foi muito difcil. Alguma coisa aconteceu no meu cami-nho porque al eu perdi o controle da prova, explicou Totti. Monteir reconheceu a dificuldade em disputar a ponta com Totti. O cami-nho do Giaffone, que estava na mi-nha frente, vasou muito leo e eu no conseguia acompanhar o Totti. Quando finalmente a direo de prova tomou a atitude de tirar o Giaffone, eu consegui imprimir um bom ritmo de prova. Eu tentei dar o mximo para ultrapassar o Totti mesmo sendo muito difcil, por-que Totti um piloto muito competiti-vo. Mas eu sabia que o caminho era bom e resistente para esta prova, con-cluiu o vencedor.O destaque do dia ficou por conta do piloto Alex Caffi, da Dakar Motorsport. O italiano que ingressou na categoria

    este ano j foi piloto da Frmu-la 1. Apresentando uma grande evoluo, Caffi conquistou o terceiro lugar no pdio em ape-nas trs corridas. Estou muito feliz porque na terceira corri-da j cheguei ao pdio. Leva muito tempo pra preparar o caminho porque tudo muito novo. Tivemos muitos proble-mas com o motor, mas agora ele est novo. No tenho muita experincia, mas pra prxima corrida j sabemos o que fa-zer, afirmou Caffi. O quarto lugar ficou com Val-mir Benavides que salientou a superioridade dos caminhes Iveco.Trs pilotos da Iveco

    no pdio! Foi legal, ns tivemos um caminho competitivo desde o come-o do treino. Estvamos esperando por dois pdios, mas trs e com a vitria do Beto, foi surpreendente. Todos esto de parabns., concluiu Hisgu. O goiano Leandro Reis, da Original Reis Peas, voltou a fazer boa campa-nha e conquistou o quinto lugar, com-pletando o pdio final. Por motivos pessoais, no entanto, ele no pode com-parecer coletiva de imprensa.Chico da Boleia perguntou Beto Monteiro se a boa campanha da equi-pe e dos caminhes Iveco numa pista complicada como a de Interlagos sig-nifica o comeo de uma boa campanha na segunda metade da competio. A nossa grande confiana para essa cor-rida era a resistncia dos caminhes. Essa pista exige muito dos caminhes. Mas esse o ponto forte dos caminhes da Iveco e isso ficou provado com o fi-nal da corrida aqui em Interlagos, res-pondeu Monteiro. Leandro Totti, que agora assumiu a li-derana do Campeonato Sul-America-no e Brasileiro frisou que o objetivo da equipe foi cumprido. A gente veio pra Interlagos pensando no campeonato. Sabamos que seria um ano difcil e da corrida passada pra c a nossa expecta-tiva era muito boa. A nossa inteno era diminuir a diferena na tabela do cam-peonato, mas assumimos a liderana., completou Totti. Chico da Boleia perguntou ao lder do campeonato qual a relao entre a sua liderana e o desempenho dos cami-

    Leandro Totti assumiu a liderana do campeonato e os caminhes Iveco levaram trs pilotos ao pdionhes Man. Desde Goinia, os nossos caminhes mostraram que so rpidos e podemos confiar neles. Algo aconte-ceu no meu caminho no final da prova de hoje e ficou difcil segurar o Beto. Mas acredito que daqui pra frente va-mos conseguir ter um bom desempe-nho., assegurou Totti.A prxima corrida est marcada para o dia 4 de agosto no Autdromo de Cas-cavel.

    Beto Monteiro comemora vitria apertada | Foto: Larissa J. Riberti

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    CHICO DA BOLEIA

    CLASSIFICAO DO CAMPEONATO BRASILEIRO

    1) Leandro Totti, 77 pontos; 2) Paulo Salustiano, 71 pontos;Regis Bossio, 71 pontos; 3) Beto Monteiro, 60 pontos;5) Wellington Cirino, 54 pontos; 6) Geraldo Piquet, 53 pontos;7) Valmir Benavides, 42 pontos; 8) Diogo Pachenki, 40 pontos; 9) Leandro Reis, 39 pontos;10) Joo Maistro, 30 pontos ; 11) Roberval Andrade, 26 pontos;12) Andr Marques, 24 pontos; Djalma Fogaa, 24 pontos; 14) Alberto Cattucci, 22 pontos; 15)Adalberto Jardim, 20 pontos;16) Alex Caffi, 17 pontos;

    17) Rogrio Castro, 15 pontos; 18) Pedro Muffato, 12 pontos;Edu Piano, 12 pontos;Ronaldo Kastropil, 12 pontos;21) Jos Maria Reis, 10 pontos;Jansen Bueno, 10 pontos;23) Felipe Giaffone, 8 pontos; 24) Dbora Rodrigues, 2 pontos;

    Informaes tcnicas: Frmula Truck

    Redao Chico da Boleia

    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 11ESPORTES

    Leandro Totti, apesar do segundo lugar no pdio assumiu a liderana da F-Truck | Foto: Larissa J. Riberti Leandro Totti ( frente) liderou a mair parte da corrida | Foto: Larissa J. Riberti

    Chico da Boleia entrevistando Pedro Muffato | Foto: Larissa J. Riberti

    Juracy e Jorge, ganhadores da Promoo, com Chico da Boleia! | Foto: Larissa J. Riberti Djalma Fogaa em destaque | Foto: Larissa J. Riberti

    Chico da Boleia e Luiz Silvrio | Foto: Larissa J. Riberti

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA12 ESPORTES

    Roberval Andrade lidera o peloto na largada. Liderana, no entanto, duraria pouco | Foto: Larissa J. Riberti

    Beto Monteiro | Foto: Larissa J. Riberti Show de motos | Foto: Larissa J. Riberti

    Wellington Cirino, da ABF Mercedes, em Interlagos| Foto: Larissa J. Riberti

    Time do Chico da Boleia na sala de imprensa em Interlagos. | Foto: Jos Mrio Dias. Jansen Bueno da DB Motorsport | Foto: Larissa J. Riberti

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

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    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Frases de Para Choque

    Houve uma poca, l pelos idos de mil novecentos e antigamente ...ei, espera um pouco, no faz tanto tempo assim, afinal que so trinta e poucos anos?

    Nessa poca a maioria dos caminhoneiros que se aventurava pelas estradas Bra-sil afora faziam do pra-choque de seus caminhes verdadeiros painis onde exibiam frases, geralmente bem humoradas, que eram a expresso pura de uma das mais caractersticas formas da cultura popular brasileira, ou seja, brincar com a prpria desventura. As frases eram crticas, de protesto, de sentimentos, de reli-giosidade, mas acima de tudo bem humoradas. Eram a filosofia das estradas. Muitos pintores de carrocerias, alm de bons no pincel , montavam cadernos com centenas de frases e por isso mesmo eram muito procurados. A maior parte delas tinha como tema as mulheres mas tambm os acontecimentos polticos e sociais inspiravam novas e engraadas frases. Uma clssica dessa poca : Feliz foi Ado, no teve sogra nem caminho."

    "Eu ultrapasso, mas no passo por cima de nigum."

    "Parafuso e amigo de verdade voc s conhece na hora do aperto."

    "No ligo que falem de mim pelas costas.Isso mostra que estou sempre na frente!"

    25 de julho marca as comemoraes do padroeiro dos motoristas

    No dia 25 de julho celebrado o dia de So Cristvo, o padroeiro dos motoris-tas e caminhoneiros de todo o Brasil. Por todo o pas so realizadas missas e aben-oadas as chaves de caminhes, carros, taxis e outros veculos. Procisses e car-reatas tambm so organizadas em nome do Santo e para pedir por proteo nas estradas e rodovias.A histria de So Cristvo remonta regio da Canania, na Palestina, onde, por volta do sculo VI nasceu Reprobus, filho de um antigo Rei. A lenda, de origem grega, conta que Rebropus passou a vida peregrinando e buscando por Jesus Cris-to. Aps encontr-lo e servir a ele, passou a chamar-se Christophoros, pois conduziu Cristo nos seus ombros. Seu atual nome, So Cristvo, retoma esta ligao com a conduo de terceiros. Tudo indica que o santo tenha sido formalmente canonizado no sculo XV pela Igreja Catlica.A devoo ao Santo est por todos os lugares do pas. No h uma s boleia que no tenha no parabrisa, espelho ou pendurado um objeto que simbolize So Cristvo. Nos momentos de dificuldade e insegurana, os caminhoneiros mais de-votos e crentes apelam ao Santo para que ilumine seus caminhos.Na Baslica de Nossa Senhora Aparecida, em So Paulo, famosa por receber tantos caminhoneiros que param em seu ptio e

    utilizam sua rea para descansar e fazer seus atos de f, so celebradas missas em nome de So Cristvo. A grande presen-a de caminhoneiros e familiares todos os anos, faz das celebraes um bonito mo-mento em homenagem ao padroeiro. Se voc for devoto de So Cristvo, no se esquea de lembrar o Santo neste dia 25 de julho e oferecer ele uma orao.

    Orao de So Cristvo, So Cristvo, que atravessastes a cor-renteza furiosa de um rio com toda a fir-meza e segurana porque carregveis nos ombros o Menino Jesus, fazei que Deus se sinta sempre bem em meu corao, porque ento eu terei sempre firmeza e se-gurana no guido do meu carro e enfren-tarei corajosamente todas as correntezas que eu tiver de enfrentar, venham elas dos homens ou do esprito infernal.So Cristvo, rogai por ns..

    Orao do MotoristaDai-me, Senhor, firmeza e vigilncia no volante, para que eu chegue ao destino sem acidentes. Protegei a todos os que viajam comigo. Ajudai-me a respeitar o trnsito e as suas leis e a conduzir com prudncia. E que eu descubra a vossa pre-sena em todas as pessoas e em toda a na-tureza que me rodeia. Amm.

    Jansen Bueno da DB Motorsport | Foto: Larissa J. Riberti

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA14 ENTRETENIMENTO

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    Espao detreinos daCBF no RJ

    Bloco e-conmicode Brasile Uruguai

    Tomadascom exclu-

    sividade

    Coisa im-prestvel

    (pop.)

    Placametlicaanexa aoparafuso

    Marcodos fusoshorriosmundiais

    LuizMelodia,cantor de"bano"

    O estilode vida

    do cigano

    Improvisoverbal do ator

    em cena

    Instrumen-to de per-cusso dacapoeira

    Plano (?): alternativa

    de ao(pop.)

    RafaelRabelo,

    violonista fluminense

    Fruto e-nergticoda dietaparaense

    Tipo debala degoma a-ucarada

    Forma decorte doabacaxi

    (?) e E: asclassespobres(Econ.)

    Declararque ver-dadeiro

    NelsonFreire,

    pianista mineiro

    Atriz pre-miada por

    "Feitioda Lua"

    Cordeiro,em ingls

    Parteinterna do po

    ChuckNorris,

    ator dosEUA

    Chefe dafamlia nasociedadepatriarcal

    O chequede vendasa crdito

    Interjei-o queexprime

    raiva

    Jovem,em inglsFsforo

    (smbolo)

    Gerados; produzidos

    Palcio(?), resi- Rua

    (abrev.)"Compact",

    em CD

    Golpe comobjeto

    cortante

    Autarquialigada ao

    dos Trans-portes

    Cidade daColmbiaFracasso;insucesso

    Macho dopoleiro

    Atraente

    dncia dopapa noVaticano

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    O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA

    Wanda, ganhadora do brinde Sascar / Chico da Boelia

  • O JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIAO JORNAL DO AMIGO CAMINHONEIRO

    CHICO DA BOLEIA 15DEBATENDO A LEI DO MOTORISTA

    Chico da Boleia conversou com Diu-mar Bueno, Presidente da Confede-rao Nacional dos Transportadores Autnomos (CNTA), sobre a paralisa-o dos caminhoneiros ocorrida neste ms de julho e sobre a Lei 12.619. conhecido o engajamento de Diumar com questes relacionadas catego-ria. Alm de seu cargo representativo, o Presidente tem uma atuao firme na proteo dos direitos trabalhistas con-quistados pelos caminhoneiros atravs da Lei do Motorista e do fim da Car-ta Frete. Quando da discusso dessas duas questes, Diumar Bueno compa-receu s audincias e conversou com as autoridades em Braslia sobre a ne-cessidade de salvaguardar os interesses dos caminhoneiros. Confira a entrevista na ntegra, realiza-

    da em 7 de julho de 2013.Chico da Boleia: Bom dia companhei-ros! Repercutindo os acontecimentos da paralisao dos caminhoneiros em So Paulo em funo da cobrana do pedgio pelos eixos suspensos do ca-minho vazio e tambm as paralisaes que aconteceram em outros estados, em funo do pedgio e de outras questes, falamos aqui com Diumar Bueno, Pre-sidente da CNTA. Diumar, bom dia! Como voc viu a paralisao de So Paulo e as outras que aconteceram no resto do pas e como voc v as reivin-dicaes?Diumar Bueno: Olha Chico, eu vi com uma infelicidade muito grande porque eu acho que a categoria est sendo manipulada com um pauta mentirosa. Aquela chamada de combustvel mais

    barato e pedgio, por exemplo. L-gico que todos

    querem isso. Qual o transportador que no quer isso? S que imbutida no meio dessas reivindicaes estava uma que s interessa aos patres e que, in-clusive, tenta tirar um direito conquis-tado dos caminhoneiros e que ns bri-gamos e conseguimos h muito tempo, que o fim da Carta Frete e a conquista do tempo de direo determinado por lei. Muitas empresas esto reclamando muito, porque agora tero que remu-nerar corretamente os seus funcion-rios, pagar hora extra e tero um custo maior. Ento, est havendo uma repre-slia muito grande. E infelizmente usa-ram o nome e a bandeira do caminho-neiro, que muito forte e respeitada pelo governo, pra organizar e levantar um movimento mentiroso, usando a ca-tegoria. Por isso ns vemos com muita infelicidade tudo o que aconteceu. Chico da Boleia: Ns tivemos a, em funo da Lei 12.619, a criao de uma Comisso na Cmara pra tentar modi-ficar alguns pontos da Lei, sabe-se l a pedido de quem. Tivemos uma votao nesta semana que aprovou a alterao da jornada de trabalho. Mas essa vota-o ainda precisa passar pelo Senado. Como voc viu essa etapa aprovada na Cmara por essa Comisso e a possibi-lidade de alterao definitiva na jorna-da de trabalho dos caminhoneiros?Diumar Bueno: Sobre essa Comisso, eu j falei exatamente que este pessoal

    que a integra est ligado ao agroneg-cio e no querem atender as reivindica-es que os caminhoneiros e os empre-gados conquistaram com a Lei 12.619. Na verdade uma redao de uma proposta e o governo foi sensvel s questes que realmente no atendem o setor, que prejudicam a atividade tanto do caminhoneiro autnomo quanto das empresas e est reformulando a Lei. Existe uma proposta que foi orquestra-da pela Casa Civil e foi integralmente lida, estudada e aceita por ns, inclu-sive com a anlise dos pontos de reas de descanso para os caminhoneiros. O governo foi sensvel sabendo que o pas no est estruturado para a aplicao desta Lei. E ela vai ser aplicada de for-ma paulatina, pausadamente, de forma com que sejam construdas essas reas de estacionamento e o caminhoneiro possa encontrar sua rea de descanso e cumprir o seu tempo de descanso pre-viso na Lei.Chico da Boleia: Bom, companheiro caminhoneiro. aquilo que a gente sempre fala: voc a na sua base tem que procurar um sindicato mais perto de vocs e cobrar da direo informa-es sobre tudo isso que est aconte-cendo. E participar! Porque se voc no participar, algum vai decidir as coisas por vocs e depois no d pra reclamar. Fique atento porque as informaes que o amigo Diumar colocou so de suma importncia para a categoria e so srias.Veja: www.chicodaboleia.com.br

    Diumar Bueno, Presidente da CNTA, falou sobre a Lei 12.619

    Wanda, ganhadora do brinde Sascar / Chico da Boelia

    Diumar Bueno e Chico da Boleia | Foto: Pamela Souza

  • 25 DE JULHO DIA DO MOTORISTA

    Parabns Motorista!

    Momento de homenagear o motorista

    prossional que na estrada ou cidade

    transporta as riquezas de nosso pas!

    A Central do Transporte parabeniza a

    categoria e deseja sucesso a todos.