4 Edio Nacional Jornal Chico da Boleia

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4 Edio do Jornal Chico da Boleia.

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  • ANO 01 - EDIO 04- EDIO NACIONALW W W . C H I C O D A B O L E I A . C O M . B R

    CHICO DA BOLEIAINFORMA

    Ano novo Diesel novoO novo diesel, conhecido como S50 j est sendo comercializado para todos os estados brasileiros. Ele contm baixo teor de enxofre diminuindo assim a poluio e ajudando no meio ambiente. A reduo dos teores de enxofre no diesel diminui proporcionalmente a formao de poluentes primrios, como o SO2, SO3, e mate-rial particulado. Segundo Allan Kardec Duailibi, os veculos mais antigos podero usar o novo diesel. J os novos sero fabricados para utilizao somente dos com-bustveis do tipo S-50. A utilizao do diesel S-50 faz parte da implantao das fases P-7 e L6 do Programa de Controle da Poluio do Ar por Veculos Automotores Proconve (que abrange veculos pesados e utilitrios movidos a diesel produzidos a partir de 2012), previstas desde 2009.

    Bocha tem tradio entre os caminhoneiros?

    Agora teremos msicas em nosso jornalPara trazer-lhes muito mais contedo e com mais qualidade, conseguimos um grande reforo para o nosso jornal: a compositora e cantora Simone Sperana. A cada edio, ela vai nos contar um pouco sobre a histria da msica sertaneja de raiz e de seus principais protagonistas. Nesta edio ela vem nos contar sobre a vida do grande Jos Fortuna ou "Z Fortuna", um garoto do interior que escrevia seus versos no cho e que se tornou um dos grandes cones da msica sertaneja de raz.

    Pgina 9

    Pginas 6, 7 e 8

    Pginas 3 e 4

    Chico da Boleia vai at o Vasco da Gama GDR, um tradicional clube da Vila Guilherme, para conversar sobre um esporte muito popular entre os amigos caminhoneiros do Sul: a bocha. Nesta regio, Chico conversou com nosso velho companheiro de estrada, Roberto Videira, que rbitro des-te amado esporte. claro que Chico da Boleia no ia perder a chance de co-nhecer mais sobre este tradicional clube. Quem nos contou um pouco des-ta histria foi o Sr. Jos Soares, um dos mais antigos integrantes do clube.

  • 2Projeto Chico da Boleia

    E-mail:chicodaboleia@chicodaboleia.com.br

    Website:www.chicodaboleia.com.br

    Telefones:(19) 3843-5778 / (19) 3843-6487

    EDITORIAL

    Publicado por: Centro Integrado dos Transportes Central do Transporte Fundado em 18/07/2005

    Rua Bento da Rocha, 354Itapira-SP, CEP: 13.970-030Tel: (19) 3843-6487 (19) 3843-5778

    Diretora-Presidente: Wanda JachetaDiretor Editorial: Chico da Boleia Editores Responsveis: Chico da Boleia e Juliano Henrique BuzanaJornalista Responsvel: Marina Porcelli Germiniani MTB - 61167Reviso: Larissa J. RibertiDiagramao: AF Produes

    Conselho Editorial:Albino Castro - JornalistaJos Carlos Rollo - JornalistaDra. Virgnia Laira - Advogada e coordenadora do Departamento Jurdico da FenacatRoberto Videira - Presidente da APROCAM BrasilJos Arajo China - presidente da UNICAM BrasilLuiz Norberto da Fonseca Filho Betusca - radialista e proprietrio da Rdio Clube de ItapiraGrfica - Grafisc

    Galeria de Fotos

    Tiragem:50.000 exemplares

    Vanderley Beghini recebendo brindes do programa Chico da Boleia.

    Roberto Videira Campeo do Torneio interno de bocha do

    Vasco da Gama GDR

    Quadra de Bocha do clube Vasco da Gama GDR

    Lus Neves, Roberto Videira e Waldelio Santos na entrevista sobre a nova sede da FENACAT

    Simone Sperana e a dupla Dalan & Bueno cantando ao vivo no programa Chico da

    Boleia.

    Simone Sperana em entrevista com o Chico da Boleia

    Colaboradores e convidados no programa Chico da Boleia

    ser um ponto de distribuio, fico feliz por ver que os companheiros, amigos, parceiros e profissionais da rea acolheram com carinho este novo veculo de comunicao.

    E como j dito anteriormente nos faremos presentes nas festas, congressos, encontros, debates e tudo aqui que nosso setor estiver envolvido para buscar informao como para levar a informao.

    E se voc tem fotos, textos ou qualquer informao sobre o seu dia a dia nas estradas, nos mande a sua sugesto. As crticas tambm so bem vindas. Vamos juntos divulgar o que acontece na nossa rea.

    Esta edio tem uma rea nova: o cantinho da msica. A cada edio teremos a violeira Simone Sperana escrevendo sobre a msica raz do nosso pas. Na rea de esporte, alm de trazermos informaes sobre o que acontece na Frmula Truck, tambm vamos divulgar outros esportes que ns caminhoneiros e carreteiros praticamos. Se voc se interessa por algum esporte, nos escreva.

    Lembre-se companheiros e amigos este jornal de vocs, participem, divulguem.

    Quero desejar a todos um ano repleto de SADE, FELICIDADE, ENERGIA E MUITOS E MUITOS FRETES, com preo bom para todos.

    Boa LeituraUm fraterno abrao do seu Amigo das Ideias.Chico da Boleia

    2012, Ano novo

    Se fim de ano tempo de reflexo, incio de ano marcado por promessas. Sim! Todos ns fazemos nossas promessas, mesmo que elas sejam as mesmas do ano passado. Eu, por exemplo, digo e prometo que este ano vou perder peso. No ano que passou o que eu perdi foram as minhas roupas que deixei de usar por que ganhei mais quilos. Perdi tambm o flego, por conta dos quilos a mais. Este ano, o quadro ter de ser revertido. E nada como uma promessa para comear a mudana.

    Mas o que no promessa e sim fato, o novo diesel S50 e o Arla, que j se encontram nos postos de combustveis. Voc ver em nossa matria principal as informaes sobre estes novos produtos. Saber como tudo comeou e as vantagens que tal iniciativa trar para ns e nossas famlias. Outro fato para este ano o fim da carta frete. A ANTT j comeou a fiscalizao de forma educativa, mas muito em breve comear a aplicar as multas. Voc companheiro de trecho tem que estar atento e ajudar na fiscalizao, pois o fim da carta frete uma conquista de grande importncia. Nesse ano de 2012 tudo indica que as novidades vo continuar favorecer no nosso segmento. O que deve continuar da mesma forma, mas acreditamos que se possa mudar em definitivo, so as estradas que se localizam fora dos grandes centros e que esto sem condies de rodagem. Outro ponto importante que continuaremos a brigar por um valor melhor de frete, por mais segurana, por um Pr Caminhoneiro menos burocrtico e por mais respeito por ns, profissionais do tapete negro.

    Quero agradecer a todos pelo sucesso do Chico da Bolia Informa estamos em nossa edio 4 e a procura grande, tanto para receber em casa como

  • 3Jornal Chico da Boleia Informa

    ESPORTES

    Conhea a Bocha

    O que a Bocha?

    A bocha um esporte jogado entre duas pessoas ou duas equipes, sendo quatro bochas(bolas) para cada equipe, ou seja duas para cada jogador.

    Quando surgiu?A bocha teve sua origem em trs a quatro mil anos a.C. Nesta poca, o esporte era pratica-do com objetos esfricos (pedras redondas) no Egito e na Grcia Antiga, como forma de passatempo. O esporte da bocha surge na Itlia, no perodo dos impera-dores, na data entre 68 / 69 d.C, o chamado boce, tinha festivais organizados por nobres e governantes, crian-do o profissionalismo. Com a expanso do exrcito romano, a modalidade foi difundida pela Europa.

    Na Amrica do Sul o esporte tambm che-gou pelas mos dos italianos. Os imigrantes trouxeram a prtica para a Argentina e mais tarde para outros pases. Os estados de So Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul,

    que receberam grandes concentraes de imigrantes vindos da Itlia, foram respon-sveis pelo incio do esporte no Brasil, que posteriormente se espalhou por Paran, Rio de Janeiro, Esprito Santo e Minas Gerais. Desde ento o esporte vem sendo prati-cado em Clubes, Centros Comunitrios, Empresas, Sindicatos, Parquias, Praas, Praias. Hoje a bocha praticada por pessoas de todas as idades, classes sociais, homens, mulheres, jovens e crianas, atraindo a par-ticipao de atletas de faixa etrias cada vez menores.

    Fonte: portaldabocha

    Chico da Boleia: Ol amigos caminhonei-ros e carreteiros, hoje estamos aqui na Vila Guilherme. Vamos conhecer um clube tra-dicionalssimo, um clube que tem 88 anos. Ns vamos contar um pouco da histria do esporte que voc caminhoneiro, voc car-reteiro prtica. Vamos falar sobre o bocha, que um dos esportes praticados aqui nesse clube. Vamos falar com o rbitro que da federao paulista de bocha Sr. Roberto Vi-deira. Roberto voc falou que caminhoneiro e carreteiro gosta de jogar bocha e na enquete que a gente est fazendo no site, a bocha est com zero por cento de votos. Como que voc explica isso? Roberto Videira: Amigos caminhoneiros bom dia! uma alegria novamente estar fa-lando aqui com Chico da Boleia, e falando

    com os companheiros a no trecho. O bocha realmente um esporte muito praticado no sul do pas, quero que voc coloque isso no jornal para voc ver a repercusso positiva que os amigos caminhoneiros, amigos bo-chfilos daro na sua enquete, Chico da Boleia.Chico da Boleia: Bom, ele arbitro da fede-rao. Est defendendo o esporte. Alis, uma coisa que eu descobri: as regras do bocha tm 88 pginas e eu gostaria de saber como con-seguiu tanta regra para quatro bolas e um bo-lim? Mas deixando isso de lado, vamos falar do clube Vasco da Gama, um clube que no comeo tinha as peas de teatro e ao longo do tempo so 88 anos de histria. Vamos conversar com um dos mais antigos scios do clube Vasco da Gama, Sr. Jos Soares. O

    senhor poderia contar pra gente como que nasceu o clube?Jos Soares: O clube nasceu assim: eram dois times que tinha na esquina, um era Carlos Gomes e o outro Garo Coutinho, mas tinha muita desavena de briga, ento resolveram juntar os dois e formar o time GDR Vasco da Gama. Isso foi em 1923 bem antes de eu nascer.Chico da Boleia: Bom, levando em conside-rao que na poca da fundao do clube ain-da dava pra nadar e pescar no Tiet, temos aqui ao longo da marginal, o Clube Esperia e o Clube Tiet, que eram clubes que nas-ceram em funo do remo e da natao. O Vasco passou por esse processo ou no?Jos Soares: No passou. Mas ns temos todo conhecimento do rio Tiet que era limpo,

    todo mundo pescava, mergulhava de cima da ponte da Vila Guilherme, era muito bo-nito, tinha correnteza e no era essa sujeira de hoje.Chico da Boleia: E qual foi o primei-ro esporte praticado pelo clube? E hoje qual o esporte mais praticado?Jos Soares: O time de futebol do Vasco era muito bom, ns jogvamos em tudo que era campo, tinha campo tambm nos-so, mas atualmente ns temos a bocha, que o mais praticado e o futebol de sa-lo. Mas aqui graas a Deus tudo da gen-te, a propriedade nossa e vamos lutando a cada vez mais at fecharmos os olhos.Chico da Boleia: Falando em clu-bes e esportes praticados, qual o es-porte que deu mais ttulos ao clube?

    Entrevista com Roberto Videira e Jos Soares sobre o esporte bocha

    portaldabocha

  • 4ESPORTES

    ECONOMIA

    Jos Soares: O futebol foi o que mais deu ttulos ao clube e saiu muito jogador bom daqui. Um deles o pai do Marcelo Mo-reno, que esse jogador que boliviano, assina agora com o Grmio. Tinha o Roxi-nho que jogou no Palmeiras, tinha o Lin-guia, tinha um cara que jogava no Corin-thians. Teve muito jogador bom o Vasco.Chico da Boleia: Bom vocs percebem que o clube tradicional, e como eu disse tem 88 anos passando pelo futebol e pelo bocha. Vamos falar um pouco de bocha com o lti-mo campeo interno daqui do clube Vasco da Gama, mais conhecido como o Galo Azul. Eu tenho para mim que esse ttulo discutvel, por que o rapaz rbitro e pode ser que o favorecimento existiu. (risos) Mas Roberto como que foi ganhar esse ttulo?Roberto Videira: No foi s ganhar, como

    tambm fazer uma participao com os com-panheiros que frequentam aqui o Vasco da Gama. O objetivo da diretoria do Vasco foi para que ns colocssemos pessoas que no tinham o hbito de jogar bocha com aqueles que j praticavam com certa frequncia.Chi-co da Boleia: Continuando nessa linha do bocha, a gente v que um clube que tem um espao bom, mas um espao limitado. Tem

    a quadra, tem o salo de festas, e tem a cancha de bocha. Como que um clube com essa estrutura um tanto quanto pequena pe-rante outros, sobrevive 88 anos?Roberto Videira: Bom, primei-ro por causa da cumplicidade que os scios, os companheiros

    que aqui frequentam h tantos anos como Z Soares, que falou conosco agora pou-co, dedicam ao GDR Vasco da Gama. Fi-nanceiramente falando, a quadra da uma receita muito boa para o Vasco como tam-bm o salo de festa que sempre nos finais

    de semana esto alugados. Essa receita faz com o que o Vasco continue com as suas contas em dia e podendo sempre organizar festas e eventos aqui na Vila Guilherme.Chico da Boleia: Poderamos dizer que este um clube que pas-sa de pai para filho?Roberto Videira: Na linguagem po-pular hereditrio. Esqueci-me de falar do bingo. Mensal-mente ns temos um grandioso bingo em nosso salo de fes-tas tambm para arrecadar fundos. No s para o nosso fundo como para a igreja So Sebastio que aqui do nosso lado, o bingo beneficente em favor da igreja e um pedacinho vai para o Vasco da Gama. Chico da Boleia: Bom, falando com o Jos Soares, poderia dizer que o Vas-co da Gama pelo prprio nome, seria um reduto da comunidade portuguesa?

    Jos Soares: Tudo da comunidade portu-guesa, por que aqui antigamente s tinha portugus, s existia lagoa e portugus e carregador de areia, por que So Paulo foi construdo com a areia da Vila Guilherme.

    Chico da Boleia: Bom amigos, ns contamos um pouco da histria de clube um tradicional de So Paulo e do esporte praticado aqui: o bocha. No prximo exemplar e na prxima edio vamos falar de outro esporte em outro clube, em algum lugar desse pas. Muito obrigado e at a prxima.

    Transporte rodovirio mantm a liderana no prximo sculoNo novidade para ningum

    que no Bra-sil o modal rodov i r io p r e v a l e c e sobre as de-mais formas de transpor-te. Embora

    se fale na substituio deste siste-ma, o caminho tem se mostrado imbatvel, principalmente quan-do se refere a pases emergentes, onde a venda de veculos pesados cresce acompanhando a economia

    pujante. A afirmao vem do administrador Luiz Carlos Para-guassu, vice-presidente da FENA-BRAVE--RS e superintendente do Grupo Bivel, o representante da marca Iveco no estado gacho. Para o dirigente, que j esteve a frente da indstria de caminhes e hoje atua junto a rede de distribuio, o futuro do transporte de cargas de-pende de fatores como a privatiza-o das ferrovias, a modernizao dos portos e a propagao de estra-das com pedgios, que poderiam alterar o domnio do caminho

    como lder da matriz de transpor-te. Independente do trabalho srio em promover outros modais, cer-to que no haver uma substitui-o expressiva dos caminhes, pelo menos no prximo sculo. Segun-do Paraguassu, os veculos pesados estaro cada vez mais econmicos e menos poluentes e esta evoluo tecnolgica deve continuar. Este ano o Brasil passou a utilizar o Die-sel S50, com ganhos ambientais significativos e a expectativa que uma nova fase do programa de re-duo de poluentes entre em vigor em janeiro de 2013 com a chegada do novo combustvel, ainda menos poluente, o S10. Alm disso, a vida longa do caminho assegurada quando se pensa em negcios sem estoques. Muitas lojas com atuao just in time so abastecidas mais de uma vez ao dia. O setor rodovi-rio de cargas dever continuar na liderana da matriz do transporte brasileiro, apesar do rejuvenesci-mento dos modais ferrovirio e aquavirio a partir da privatizao, propulsora da competitividade.

    No Brasil a frequncia de cargas

    fracionadas muito grande. Cerca de 60% do que distribudo no formato porta a porta. Quando se busca um modal so avaliadas as caractersticas da carga, volume e roteiro. Estabelecendo relao en-tre as opes: o hidrovirio vale para cargas especficas e de longas distncias, pois conta com signifi-cativo espao quando se pensa em transporte mundial. Esta modali-dade , portanto, ideal para trans-portar grandes volumes unificados. O modal ferrovirio um transpor-te especfico que carrega cargas de uma ponta a outra, muito adequa-do para o transporte de gros e minrio. O transporte areo um modal gil e recomendado para mercadorias de alto valor agrega-do, pequenos volumes e encomen-das urgentes. E mesmo estes outros meios de transportes necessitam e necessitaro do caminho. O navio nunca buscar o insumo na lavou-ra, assim como o trem no busca diretamente o minrio nas minas.

    E acrescenta, "o caminho pos-sui a agilidade e faz a entrega dire-tamente no cliente, seja ele o co-

    merciante ou o consumidor final. Essa caracterstica ausente nos outros modais que tambm aca-bam concentrando todas as ativi-dades, o que torna mais complexa a administrao. Esse aspecto, em especial, faz com que o rodovirio no perca espao significativo no futuro, alm obviamente de contar com os menores custos fixos entre todos os modos de transporte. Os transportadores rodovirios no so proprietrios da estrada sobre a qual se movimentam, ao con-trrio as dividem com veculos de passeio, comerciais leves, nibus e motocicletas. Por isso, os investi-mentos em funo da mobilidade beneficiam um grande nmero de usurios. Um caminho constitui--se numa unidade econmica pe-quena e as operaes em terminais no exigem equipamentos caros".

    "A hegemonia do modal rodo-virio sinal de que o pas preci-sou e precisa crescer rapidamente, ficando os demais em segundo plano em funo de necessitar de grandes investimentos para sua expanso" completa Luiz Carlos.

    Jos Soares conta um pouco da histria do clube GDR Vasco da Gama

    Roberto Videira nos conta que a bocha muito prticado no sul do pis

    Luiz Carlos Paragassu

  • 5Jornal Chico da Boleia Informa

    ESPAO FENACATAteno para no ser enganado!

    CAMINHONEIRO: Voc participa de alguma associao? Caso a resposta seja afirmativa, favor responder as outras per-guntas: Voc sabe o que uma associa-o de caminhoneiros? Voc sabe como funciona a associao? Conhece o Presi-dente? Ele caminhoneiro como voc? Voc confere o que paga mensalmente? Se voc respondeu no para alguma destas questes, melhor voc se preo-cupar! Primeiro gostaria de esclarecer a voc que hoje existe a Federao Nacio-nal das Associaes de Caminhoneiros e Transportadores - FENACAT que foi fundada com o objetivo de fiscalizar e regulamentar as atividades das Asso-ciaes de Caminhoneiros e Trans-portadores criadas por todo o Brasil. Infelizmente, muitas destas associa-es esto sendo criadas apenas com o intuito de enganar o caminhoneiro e encher os bolsos do Presidente, que muitas vezes era um corretor de seguros e agora virou Presidente apenas para ganhar dinheiro com o seu trabalho. A associao um grupo de pessoas que pertence a uma mesma categoria, com o mesmo objetivo, que se rene e se orga-niza para gerar algum beneficio. Assim, foram criadas as associaes de cami-nhoneiros que se organizaram para dar melhores condies de transporte, frete

    e, principalmente para proteger o cami-nho e o caminhoneiro quando ocorre um acidente, ou so vitimas de assaltan-tes que levam o caminho. Nestes casos, os membros da Associao se cotizam para ratear o prejuzo sofrido pelo cami-nhoneiro. Hoje existem muitas associa-es boas, mas infelizmente, o grande nmero de associaes que exploram e enganam o caminhoneiro assustador! Principalmente nos Estados de Minas Gerais, Esprito Santo e Rio de Janeiro, esto concentradas as associaes que so geridas por falsos caminhoneiros. A preocupao da FENACAT evitar que estas falsas associaes continuem a enganar o caminhoneiro, arrecadan-do valores e na hora que ele mais pre-cisa elas simplesmente do um golpe. Temos conhecimento que hoje existem muitas associaes nestas condies e somente voc caminhoneiro pode nos ajudar a impedir a proliferao das ms associaes, denunciando para a FE-NACAT onde esto estas associaes e o prejuzo que voc sofreu. Voc precisa tomar conscincia que tem que partici-par das assembleias da sua associao; tem que cobrar uma prestao de con-tas; tem que saber quantos caminhes sofreram acidentes e quantos caminho-neiros tiveram o seu caminho de volta.

    importante que saiba tambm se a as-sociao est com as suas contas em dia, se no est devendo nas oficinas que normalmente trabalha, pois todas estas informaes so importantes para voc ter certeza se a Diretoria da associao est ou no fazendo um bom trabalho.Se a associao que voc associado for uma falsa associao com o intuito de dar um tombo no mercado, ela ir se recusar a dar qualquer informao e, neste caso cabe a voc denunciar esta situao e procurar uma associao s-ria para se associar. Tambm muito importante verificar se a associao faz parte da FENACAT, pois l voc ter a certeza que a associao ser auditada e as atividades sero acompanhadas de perto para evitar que voc caminhonei-ro fique sem nenhuma proteo e sem o seu meio de trabalho. Alm destas preocupaes, voc caminhoneiro tem que saber que as seguradoras esto uni-das contra as associaes, pois alm delas se recusarem a fazer o seguro de casco dos caminhes, quando aceitam, o valor cobrado impraticvel e voc no consegue fazer seguro. Entretanto, para conseguir vantagem financeira, as seguradoras resolveram que agora elas querem este mercado e para consegui--lo elas tero que acabar com as asso-

    ciaes e, de novo, o maior prejudica-do ser voc caminhoneiro. Voc no deve permitir que isso acontea, pois o fim das associaes ser um retro-cesso em nossas conquistas, temos que permanecer unidos e vencer o maior inimigo que no a seguradora, mas sim aquele que est ocupando o car-go de Presidente da m associao. Se voc conhece algum que est sendo prejudicado por uma associao, ou se voc est nesta situao, ligue para a Fenacat e juntos poderemos denun-ciar esta associao para o Ministrio Pblico Federal e acabar com esta farsa.Em breve teremos em nosso site um es-pao para voc denunciar de forma an-nima, ou se preferir poder entrar em contato pelo telefone (011) 2203.3257, ou visitar a nossa sede na Estrada Galvo Bueno, n. 5.854, Bairro Ba-tistini, So Bernardo do Campo/SP,site:www.fenacat.org.br. Contamos com a sua ajuda para dei-xarmos somente as boas associaes de caminhoneiros funcionando!Entre nessa luta com a FENACAT!

    Associaes AfiliadasFique atento!

  • 6Baixo teor de enxofre (mximo 50 ppm)

    Nmero de cetano 46.

    Propicia a introduo de veculos com modernas tecnologias

    de tratamento de emisses, com reduo de at 80% das emisses

    de material particulado.Melhora a partida a frio e reduz a

    emisso de fumaa branca.Diminui a formao de depsitos

    no motor e contaminantesno lubrificante.

    Diesel S-50 da Petrobras pode ser utilizado em qualquer vecu-lo, mesmo os fabricados antes de

    2012.

    Atributos e Benefcios do Diesel S-50

    Arla 32ARLA 32 uma soluo de uria de alta qualidade e pureza. Um produto muito fcil de usar.ARLA 32 um reagente que usado juntamente com o sistema de Reduo Cataltica Seletiva (SCR) para reduzir quimicamente as emisses de xidos de nitrog-nio presentes nos gases de escape dos veculos a diesel. O ARLA 32 uma soluo a 32,5% de uria de alta pureza em gua desmineraliza-da que transparente, no txica e de manuseio seguro. Ele no explosivo, nem inflamvel nem da-noso ao meio ambiente. O ARLA 32 classificado como produto de categoria de risco mnimo no trans-porte de fluidos. No um com-bustvel, nem um aditivo de com-bustvel e precisa ser utilizado em um tanque especfico em seu ve-culo diesel SCR. O abastecimento feito de forma semelhante ao die-sel. Se voc derramar ARLA 32 em suas mos, basta lav-las com gua.Fonte: Air1

    Planejamento da Distribuio do Diesel S-50Presidente da Petrobras Distribuidora Jos Lima de Andrade Neto

    A Petrobras distribuidora, vem traba-lhando em seu planejamento h al-

    gum tempo, abrindo v-rias frentes. Uma delas voltada ao a r m a z e n a -mento des-te produto: ns estamos preparando,

    adequando-os e limpando-os para sejam armazenados esses produtos. Ns estamos tambm trabalhando tambm, na questo dos postos. preciso ter uma rede de postos que atenda nvel nacional, todos os bra-sileiros que tenham esses novos vecu-los, que tenham novos motores. Ns trabalhamos tambm na distribuio de um produto do agente redutor li-quido. Porque h a necessidade para esses novos motores tambm e h outra dimenso que esses novos mo-tores tambm utilizam lubrificantes diferenciados. So motores diferentes que usam outro tipo de lubrificante. Ns tambm estamos lanando um lubrificante para atender esses novos motores, ou seja, ns atuamos em v-rias frentes e todas as frentes que ns identificamos como sendo possveis de ao para atender aos consumi-dores nesse novo contexto em 2012. Certamente ao longo do tempo a quantidade de postos vai aumentar, vai se ampliar conforme a o consumo for aumentando. Ns j planejamos inicialmente. J trabalhamos inicial-mente com 900 postos. Eles j esto acertados. Ns j estamos dedicando bombas e tanques especificamente para esses produtos, mas certamente isso aumentar ao longo do tempo, porque a prpria demanda do Diesel S50 vai crescer com o crescimento da frota. H tambm outra ao impor-tante que precisa ser esclarecida que o fato de que a Agncia Nacional

    de Petrleo est olhando o que cada uma das distribuidoras est fazendo. Os 900 postos foram aqueles que nos j fizemos. Estamos informando esses dados pra Agncia Nacional de Petrleo que est olhando o que est sendo feito e compondo as diversas distribuidoras pra ver se existe algum local, algum ponto em que precise se aumentar. Em funo dessa nzia possvel que haja um numero ainda maior de postos a serem colocados. Em primeiro momento ns estamos trabalhando com 900 postos. Entre-tanto, ns estamos trabalhando com a hiptese de no ter uma distancia maior do que 400 km na rodovia en-tre dois postos da Petrobras distribui-dora, ou seja, ento a forma que um consumidor ao motorista ele trafegue sempre encontrando postos ao longo do caminho. Por isso, possvel que o nmero de postos seja maior que 900.A Petrobras Distribuidora distribuir o Arla32. A Petrobras vai produzir o Arla32 na nossa fbrica. Ns vamos tambm importar alguns produtos do Arla32 e ns vamos tambm vender esse produto, distribuindo para uma rede de postos para que os consumidores encontrem no s o diesel 50, mas tambm o Arla32. Esse produto vai ser vendido numa proporo de 5% do volume que vai ser colocado de leo diesel S-50, de tal forma que absolutamente ne-cessria a disponibilidade dos dois produtos. Ns como distribuidores estamos atuando nos dois seguimen-tos. Em parte da planta da fbrica de fertilizantes que a Petrobras tem na Bahia, ns estamos fazendo um trabalho de envase, mas a Petro-bras quem vai produzir este produto e uma parte atravs da importao. A Petrobras Distribuidora distribuir o Arla32. A Petrobrs vai produzir esse Arla32 e ns j temos uma marca. uma marca flor que de proprieda-de da Petrobras. Ns vamos distribuir

    para os postos e parte deste produto ser produzida pela Petrobras. Uma parte tambm, certamente ser im-portada usando a nossa marca. Ento ns levar aos postos porque os mo-toristas vo precisar, no s do com-bustvel com menor teor de enxofre como combustvel50, mas tambm do Arla32 que no nosso caso a mar-ca flor que se utiliza uma proporo de 5% da quantidade diesel. bom s chamar a ateno para o seguinte detalhe: eles no so misturados jun-tos. So compartimentos e separados proporo de 5% do uso do diesel. Significa dizer que toda essa logstica que vai ter que se utilizar para distri-buir esse diesel S-50 tambm vai ter que ter uma logstica para encon-trar esse produto em qualquer lugar do Brasil e para tambm o flor.Esses postos j esto sendo adaptados. Basicamente, necessrio fazer duas coisas. De um lado se tem um tanque dedicado que esteja limpo, no esteja contaminado. necessrio fazer toda a limpeza do tanque, dedicar para que se utilize. De outro lado preciso ter uma bomba tambm dedicada uti-lizao desse produto. Ento o traba-lho que est sendo feito. Estamos ne-gociando para conseguir agregar um tanque, agregar uma bomba para que se faa a venda desses produtos sepa-radamente. Esse o trabalho que vem sendo feito por nossa rede de postos., o lubrificante que ns formula-mos para atender esses novos mo-tores. Como tinha falado anterior-mente, o Brasil entra em 2012 num momento em que passa a ter os mo-tores mais modernos. Hoje os que so usados no mundo, podem ser os caminhes, podem ser os carros, veculos pesados SUV, etc. E esses motores tambm exigem um lubri-ficante diferenciado com uma nova especificao. Ento ns vamos pro-duzir esse lubrificante para atender a demanda desses novos motores.

    REPORTAGEM ESPECIAL

    Jos Lima de Andrade Neto Crditos: blogspetrobras

  • 7Jornal Chico da Boleia Informa

    REPORTAGEM ESPECIAL

    Infogrfico sobre a distribuio do Diesel S-50

    AC 5AL 5AP 2AM 6BA 56CE 115DF 3ES 13GO 28MA 19MT 10MS 19MG 132PA 52PB 6PR 41PE 148PI 7RJ 60RN 11RS 38RO 6RR 4SC 12SP 126SE 4TO 4

    Distribuio PostosUF Qtd. Postos

    Confira a lista completa dos postos no site: www.chicodaboleia.com.br

  • 8REPORTAGEM ESPECIAL

    Utilizao do Diesel S-50 no Brasil

  • 9Jornal Chico da Boleia InformaMSICA

    MSICA CAIPIRA: um dos gneros musicais mais ricos em versatilidade de ritmos. Foi retratando o dia a dia de suas vidas, seus trabalhos e seus amores com o toque da viola que os boiadeiros, caminhoneiros, roceiros, agricultores, lavradores contribu-ram com a cultura brasileira dando origem ao gnero musical caipira.Vamos falar um pouco dos compo-sitores que eternizaram esse gne-ro musical com talento, histrias e criatividade. Nessa edio peo licena para falar de Jos Fortuna o introdutor da guarnea no Brasil.Jos Fortuna ou Z Fortuna, como ficou conhecido, nasceu em 2 de outubro de 1923 na cidade de Itpolis, Estado de So Paulo.Desde cedo j demonstrava o dom de compor ao escrever pequenos versos no cho de terra por onde caminha-va. Sua primeira msica gravada foi a Moda das Flores em 1944 pela famosa dupla, Raul Torres e Florn-cio, e desde ento nunca mais parou. Suas canes foram gravadas por in-terpretes da musica caipira e sertane-ja e, tambm, por expoentes de ou-tros Gneros musicais. Um exemplo do quanto Jos Fortuna contribuiu com a cultura brasileira como com-positor foi o sucesso da verso In-

    dia, composta h mais de sessenta anos e gravada pelo Duo Cascatinha e Inhana no ano de 1952 foi um mar-co da introduo do ritmo paraguaio, Guarnia, no cenrio da musica bra-sileira. Essa cano foi regravada por diversas duplas e interpretes sertane-jos e tambm por interpretes da MPB como: Agnaldo Timteo, ngela Maria, Nara Leo, Caetano Veloso, Maria Betnia, Gal Costa e recente-mente pelo rei do romantismo, Ro-berto Carlos . Dentre as mais de duas mil canes de Z Fortuna gravadas seria muito difcil citar aqui, em pou-cas palavras, todos os sucessos mas, podemos dizer que no h no gne-ro musical caipira, duplas, grupos ou solistas que tenham passado por esse perodo sem gravar uma cano desse exemplo de talento e dom. Algumas das canes mais regravadas de Jos Fortuna foram: Lembranas, Paineira Velha, Berrante de Ouro, Cheiro de Relva, Terra Tombada, O Selo de San-gue, Rosto Molhado, Vinte e Quatro Horas de Amor, Esteio de Aroeira, A Mo do Tempo, O Ip e o Prisio-neiro (Ip Florido), O Vai e Vem do Carreiro, ndia, Meu Primeiro Amor.A versatilidade desse mestre esta-va tanto nos ritmos variados que compunha quanto em sua vida

    profissional. Alm de compositor, Jos Fortuna foi autor e escritor de 42 peas de teatro, tais como:

    O PUNHAL DA VINGANA, O SELO DE SANGUE,

    VOZ DE CRIANA, LENDA DA VALSA DOS NOI-VOS, CRIME DE AMOR, OS VALENTES TAMBM AMAM,

    CORAO DE HOMEM. Criou a companhia teatral Maraca-n e o trio Maracans juntamente com o irmo Euclides Fortuna, o Pitangueira, e o amigo Z do Fole.Jos Fortuna foi o nico compo-sitor da histria a ganhar os trs primeiros prmios de um festi-val nacional em 1979 com as can-es, Riozinho, Berrante de Ouro e Brasil Viola respectivamente.Um dos grandes momentos de com-positor foi receber das mos do ento presidente da repblica, Juscelino Kubitschek, um carto de congratu-laes e mrito por sua composio Sob o Cu de Braslia, considera-da o Hino inaugural de Braslia, DF. Recebeu inmeros trofus e ttulos ao longo de sua vida. Uma das ho-menagens mais emocionantes foi a avenida principal da cidade de It-polis, SP receber o seu nome Ave-nida Jos Fortuna ocasio em quem

    o homenageado comps a cano Avenida Boiadeira regravada por Nalva Aguiar. Vinte dias aps essa maravilhosa homenagem Jos For-tuna nos deixou para abrilhantar o cu com seus versos. Faleceu no dia 10 de novembro de 1983 vitima da Doena de Chagas. Foi sepultado no Cemitrio do Morumbi, na capital. Em sua campa h um poema de sua autoria O Silncio do Berranteiro

    Aqui estou meus velhos companheiros

    Olhem para cima, pra me ver passando

    em meu cavalo, Raio de Luarpelo estrado de estrelas galopandoo meu berrante hoje so trombetas

    que os anjos tocam chamando a boia-da de nuvens brancas no serto do

    espaovindo ao curral azul da madrugada

    H muito mais sobre esse exmio ar-tista na histria da msica brasileira. Vale conferir, voc vai se surpreender.Um carinhoso abrao a todos os leitores do jornal Chico da Bolia.Volto com mais novidades na pr-xima edio Simone Sperana, sou violeira, cantora, fonoaudi-loga e amante da cultura caipira.Contato: spmag4@hotmail.com

    ENTREVISTA

    Entrevista com Simone Sperana no programa Chico da BoleiaCB: Ela que j esteve no programa da Inezita Barroso j esteve com Mazinho Quevedo, agora est aqui com o Chico da Boleia. Vamos conversar com a Simone Speran-a, sobre a questo da msica ser-taneja de raiz. Boa Noite Simone!Simone: Boa noite Chico! um pra-zer imenso estar aqui com voc , com toda sua equipe e com o pessoal que est nos ouvindo nesse momento.CB: Bom Simone, conta um pouco para gente, j que voc tem 25 anos de estrada, como que voc come-ou. Por que nas pesquisas que a gente fez, ns vimos que voc teve

    o incio da carreira com sua me. Simone: , eu muito pequena j es-cutava msica sertaneja, meu pai de Dois Crregos e em casa o que toca-va era msica sertaneja de raiz, ento desde muito cedo eu j comecei a gostar. Meu pai trabalhava em uma empresa multinacional junto com o Camargo, daquela dupla, Cames e Camargo. O Camargo comeou a frequentar a minha casa em festas de aniversrios e a eu falei "bom eu quero aprender, quero aprender a cantar, quero aprender a fazer segun-da voz" comecei com ele. Ele que foi me ensinando e depois foi trazendo

    outros cantores, outros participantes destas festas, e a eu fui aprendendo com cada um, at formar dupla com a minha me. Minha me fazia primei-ra voz, e eu queria aprender a fazer a segunda. Aprendia a fazer a segunda com eles, e fazia a segunda voz para ela, e a formamos a dupla Simone e Silmara. Tivemos assim a felicidade de gravar um CD muito legal que foi um CD cultural da cozinha caipi-ra de Clia e Celma. Eu gravei uma msica do Moacir dos Santos e do Tio do Carro dois grandes amigos. Ns gravamos tambm uma moda de viola O Poder da Viola lindssima

    msica com uma declamao do Mo-acyr dos Santos. Foi um trabalho ex-celente que eu tive com a minha me.CB: Muito bem e porque a viola? A gente sabe que violeiros ns temos inmeros e o universo feminino para a viola pequeno, como que voc chegou tomar gosto pelo o instru-mento, por que justamente a viola?Simone: Chico ! interessante essa pergunta sua. lgico que para a mu-lher o meio no to assim, mais para homem. A mulher enfrenta bas-tante preconceito nesse meio da vio-la. Mas porque a viola? Por que quem ouviu o som da viola bem pertinho

    Cantinho da msica com Simone Sperana

  • 10ENTREVISTA

    O que o Portal Central do Transporte oferece ao setorANTT

    Na prestao de servios o Portal Central do Transporte um Posto Credenciado junto ANTT, via UNICAM, para fazer o CADASTRAMENTO ou RECADASTRAMENTO no Registro Nacional do Transporte Rodovirio de Cargas, mais conhecido como RNTRC.

    INFORMAES SOBRE FRETESNo Portal possvel encontrar informaes sobre cargas para os mais variados destinos do Brasil, de embarcadores ou transportadoras, bem como

    encontrar caminhoneiros, carreteiros ou transportadoras, de forma muito simples e o mais importante sem intermedirios.

    INFORMAES SOBRE LEGISLAOTudo o que acontece no campo das Leis referente ao setor voc vai encontrar no Portal. Estamos diariamente monitorando para ver o que h de

    novo.

    DISPOSITIVO AUXILIAR DE IDENTIFICAO VEICULAR. Resoluo N 370 CONTRANO Portal Central do Transporte oferece pelo melhor preo material homologado em todo territrio nacio-

    nal.

    Voc com certeza pode ter maiores informaes e saber como tudo isso funciona acessandowww.centraldotransporte.com.br ou ligando para (19) 3843-5778 / (19) 3843-6487.

    do ouvido fazendo aquele conjunto com o violo e uma viola bem toca-da, no tem como no se apaixonar por ela. Ento para mim o som da viola me encantou, no fui eu que escolhi a viola a viola me escolheu. CB: Voc chegou a fazer algum curso de violo clssico? E partitura voc no l?Simone: No! No fiz nenhum cur-so, tudo que eu aprendi em termo de canto e viola foi atravs desses cantores, dessas figuras que frequen-tavam a minha casa. A partitura hoje, eu leio alguma coisa de tanto ver, por que eu frequento muito es-tdio e estou sempre com alguns maestros, e ento de tanto ver e per-guntar eu acabo lendo. Mas aprendi tudo na vida, no fiz nenhum curso.CB: Esse um ponto importante, por-que s vezes as pessoas no entendem que certos aprendizados realmente so uma questo de dom. Est no san-gue. No adianta voc ter cursos, no adianta voc fazer universidade, por que se voc no tiver o dom voc no consegue fazer aquilo que voc gosta.Simone: , eu acho que tem que ter encantamento, voc tem que gostar do que voc faz. O momento em que eu canto, o momento que eu estou com a viola e com o violo,

    um instante que eu no me vejo se-parado desses instrumentos, sabe? como eles fizessem parte de mim, um momento di-ferente para mim.CB: Ou seja, um momento que o violo assume a sua alma e voc assume a alma do violo.

    Simone: eu no sou uma exmia violeira, nem violonista, eu me acom-panho e eu toco o que eu gosto. At isso uma questo meio complica-da para o meio artstico, eu fao aqui-lo que eu amo, tem a ver com aquilo que as pessoas querem nesse momen-to, eu gosto da msica raiz, amo a m-sica raiz. Lgico que tm outros tipos de msicas que me encantam e eu vou toc-las com a viola independente da viola ser um instrumento daquele estilo. Ento eu fao o que eu gosto.

    CB: Voc tem a viola porque voc gosta de tocar, e voc no toca pelo

    financeiro, mas o seu tocar por paixo e no pelo o que a m-sica pode render. Simone: Exata-mente.

    CB: Bom! Chegamos ao final da nossa entrevista, qual recado que voc deixa para os ouvintes do sul, de minas ge-rais, leste paulista e circuito das guas?Simone: Eu quero deixar um feliz 2012 e que todos consigam sentir a energia da felicidade. um momen-to especial e eu quero desejar a todos os ouvintes que eles consigam sentir atravs dessas ondas do rdio a ener-gia positiva e o amor intenso que a msica, a viola, a msica de raiz con-seguem levar at eles com a beno de

    Deus claro. Muito obrigada por voc ter nos proporcionado isso, eu estou aqui h quase duas horas pra-ticamente, e tudo isso eu sei que foi pela arte, e eu estou muito feliz por esse convite. Obrigada tambm Ten-rio, pela sua indicao. Eu estive no programa da Inezita e do Mazinho, so pessoas muito queridas, pessoas que me ajudam muito, e sempre pelo amor que eles tm a arte. Eu estou lhe falando isso por que eu j esti-ve em alguns lugares que para voc bater na porta voc precisa pagar. Eu entrei aqui, estuo participando do seu programa e em nenhum mo-mento foi falado em dinheiro em parte comercial, ento eu sei que por amor a arte. Muito Obrigada, e obrigada pelo seu trabalho, pelo o que voc faz pela msica sertaneja.CB: Eu queria mais uma vez agrade-cer e dizer tambm que o nosso Secre-trio Municipal da Cultura o Vieira, era para estar aqui nos prestigian-do, mas no pode. Ele mandou um abrao. Encerramos aqui o progra-ma Chico da Boleia e at a prxima.

    Veja a entrevista completa no site: www.chicodaboleia.com.br

    Eu j estive em alguns lugares que para voc ba-ter na porta, voc precisa pagar.

    Simone Sperana

    SERVIOS

  • 11Jornal Chico da Boleia Informa

    As 10 + Pedidas noPrograma Chico da Boleia

    Frases de Para-choques

    1 Mo do Tempo - Tio Carreiro & Pardinho2 Um jantar para Jesus - Deluccas & Lucian3 Amargurado - Tio Carreiro & Pardinho4 Cara chato trucado - Fernando e Fabiano5 A majestade e o sabi- Chitozinho e Xoror6 Lamento de um peo - Tio Carreiro & Pardinho7 Pssaro de Fogo - Paula Fernandes8 Costumes - Paula Fernandes9 Terra Tombada - Chitozinho e Xoror10 As andorinhas voltaram - Chitozinho e Xoror

    A humildade a base da felicidade.

    A cada curva que fao aumenta minha saudade.

    A diferena entre um credor e um de-vedor que o primeiro tem uma

    memria muito melhor!

    O mundo abre as portas para aqueles que sabem onde querem ir.

    gua mole pedra dura ihhh furou o pneu

    Amigos vem e se vo, inimigos se acumulam.

    A fortuna faz amigos. A desgraa pro-va se eles existem de fato.

    LAZER

    SOLU

    O

    AN

    TERI

    OR

    Oua o Programa Chico da Boleia - O Amigo das Ideias pela Rdio Clube de Itapira AM 930 Mhz todas as quartas e quintas-feiras das 20h s 24h ou pelo site www.chicodaboleia.com.br a qualquer momento.

    Fim do MundoChegamos em 2012 e agora o mundo fica carregado de previses malficas. Nostradamus sempre comentado. O calendrio Maia mos-trando que a data o fim dos tem-pos. Puxa vida! Que otimismo hein! No podemos pensar assim. Para comear, ningum sabe a verdade de tudo. Segundo alguns cientis-tas, o calendrio Maia parou em 2012. No foi porque o mundo vai acabar. Eles colocaram uma data limite. Pois foram previses para al-guns anos no futuro. No d para atenver os prximos quatro mil anos, por assim dizer. como se a gente contasse, por exemplo, ape-nas 500 anos frente, somente. Depois pensaramos assim: deixe que no futuro outros continuem a organizar as datas. Porm isto

    no existiu.Os Maias desapareceram. E entraram em cena os contempor-neos fatalistas, que comearam a de-turpar o calendrio. Da surgiram tais estrondos de catstrofes anunciadas. O mundo vai acabar um dia. O sol est se expandindo e em alguns mi-lhares de anos ele vai engolir a terra. Portando, um final vir. Mas at l, o homem ter tecnologia suficien-te para abandonar este mundo e se transferir a outro. Ponto e basta! Pelo menos temos que acreditar nisso. A indstria do medo est produzindo notcias cruis todos os dias. Temos que ter discernimento para censur--las. Afinal, se acreditarmos em tudo, no viveremos, no sairemos de casa. O otimismo nos leva a vida. Cons-tri sade e esperana.O pessimis-mo nos deixa amargo, com triste-

    za no corao.O universo uma eterna violncia com exploses o tempo todo. Mas tudo isso leva a criao de novas estrelas e coisas fantsticas que nem imaginamos. A vida vem da. Da exploso de uma estrela, da chamada supernova. O corpo humano material estelar. So-mos filhos das estrelas. Temos ener-gia suficiente para vencer qualquer crise e sair de qualquer dor. O mun-do acaba sim! Ns, um dia iremos morrer, mas a nossa energia mon-tar uma outra vida, assim como os pedaos de estrelas que fazem outras estrelas. Isso se chama alma.

    Autor: Jos Carlos Rollo (Jota Carlos)jotacarlos@chicodaboleia.com.br

  • 12