portuguese tribune april 15th 2011

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Portuguese Tribune April 15th 2011

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  • QUINZENRIO INDEPENDENTE AO SERVIO DAS COMUNIDADES DE LNGUA PORTUGUESA

    2a Quinzena de Abril de 2011Ano XXXI - No. 1107 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual

    www.portuguesetribune.com www.tribunaportuguesa.com portuguesetribune@sbcglobal.net

    Aficionados daFesta Brava

    oferecem $10,000 POSSO

    SCSC - $18,000 para o cancro "Goals for a Cure"Tal como anuncimos na nossa ltima edio, o Santa Clara Spor-ting ofereceu este ano $18,000 ao El Camino Hospital Foundation, para ajuda na realizao de mamografias grtis para mulheres de baixa renda e sem seguro de saude. Este projecto co-meou h trs anos e no total o Sporting j doou mais de $65,000 dlares para esta to importan-te causa.Durante todo o ms de Outubro as quase 700 crianas do Sporting, jogam futebol usando camisas cor de rosa, a cor designada ao cncer de mama, e usam a ima-ginao para arrecadar dinheiro. Bravo...

    Nelson Ponta-Gara

    Jri nos Aores

    Pg. 9

    O Jantar de Homenagem aos Ganaderos da Cali-fornia, patrocinado por um grupo de aficionados da rea da Baa (Mrio Sousa, Dimas Alves, Al-fredo Cunha, Jorge Pires, Jos Nunes, Joaquim Avila) rendeu $10,000 dlares para a POSSO - Portuguese Organization of Social Services and Opportunities. Esta foi mais uma maneira ima-ginativa de um grupo de pessoas poder ajudar a Comunidade mais necessitada. Assim se faz a Festa, assim se faz Comunidade.

    Dimas Alves, Mrio Sousa e Joaquim Avila prestes a entregar o cheque de $10,000 a Manuel Bettencourt, Presidente da POSSO ( esq.). Pg.15

    Corrida de Toiros Comemorativa dos 35 anos do Grupo de Forcados de Turlock e da alternativa do Cavaleiro Srio Cabral Praa de Stevinson, 29 de Maio de 2011, pelas 5 horas

    Ver reportagem na nossa prxima edio

    Procisso do Senhor dos Passos em S.Jos

  • Year XXXI, Number 1107, Apr 15th, 2011

    2 15 de Abril de 2011SEGUNDA PGINA

    EDITORIAL

    Por sermos o que somos, e donde vimos, mais fcil virar-nos para Portugal, para dizer bem ou mal do nosso pas. verdade que fica muito mal a todos os portu-gueses serem "invadidos" por trs entidades (Unio Euro-peia, FMI e Banco Central Europeu) que vem a nossa casa ensinar-nos a fazer contas de somar e multiplicar. Porque, para emprestar 80 bilies, repito, 80 bilies de euros (114 bilies de dlares), essas entidades tm de compreender como que vamos poder pagar de volta daqui a uns anos o que vamos pedir emprestado. E esse dinheiro s at 2013. E depois? Depois, ao ritmo que as coisas vo, ven-deremos os anis, os dedos e fechamos a porta a Portugal por uns tempos. Emigraremos outra vez... vergonhoso termos chegado ao que chegmos. Em 1983 e 1986, pode-se hoje compreender essa interveno, pe-los desatinos de uma revoluo, que nessa data teve muita gente culpada, mas infelizmente ningum em Portugal paga nada. E ainda hoje verdade.Vejam o discurso do Bastonrio da Ordem dos Advoga-dos na Sesso Solene de Abertura do Ano Judicial, para compreeenderem como vo as coisas em Portugal. (www.youtube.com/watch?v=pb8sZR-bl6o)

    Tudo isto vem a propsito, de ns, tambm na nossa "casa" da Amrica e California, estarmos enterrados at s orelhas com dvidas, que vai ser muito difcil podermos pagar por muitos bons anos. Lembram-se quando a China comprou a nossa dvida soberana por diversas vezes?Tivemos quase a fechar o Governo Federal, por falta de oramento a tempo e horas e na California estamos perto da bancarrota, se no descobrirmos, todos juntos, um pro-cesso de equilibrar as nossas contas.

    Pergunta-se: como que foi possvel, tambm ns, nesta terra rica da Amrica, entrarmos em paranias despesis-tas, que hoje so incontrolveis. Infelizmente, o sistema de dois partidos no flexivel bastante para se poder ter um meio de solucionar problemas. Basta um deles dizer no, a quase tudo, e tudo pra, nesta terra de 308 milhes de habitantes.No basta elegermos um Presidente, um Governador, um Congressista, um Senador, se tudo gira volta de muitos interesses corporativistas. Precisamos sim, de homems e mulheres, que defendam os seus constituintes.Um exemplo - o Tribuna paga taxas, mas as maiores cor-poraes da Amrica no pagam um dlar que seja em taxas. Mais, as maiores corporaes estrangeiras na Ame-rica tambm nada pagam. Ser isto justo? Mas o maior problema que temos, que os nossos po-lticos no conseguem descobrir maneiras de poupar, se no atravs de cortes nas escolas, nos pro-fessores, na polcia, nos bombeiros, na as-sistncia social, nos hospitais estatais, nas estradas.E a pergunta vem sempre a mesma - man-damos os nossos filhos para as melhores escolas e depois eles no conseguem dar conta do recado quando entram na poltica, por muitos estudos que tenham.Ser que a nossa massa cinzenta emigrou para outros pases, ou ser que h mesmo falta de massa cinzenta? Ser que tanta tec-nologia obscurece os neurnios de quem tem responsabilidades polticas?

    Quando no outro dia abri a televiso, a

    RTPi, e vi o fim de um Congresso realizado em Portugal, pensei que estava no Congresso do partido dominante da China ou da Coreia do Norte, tal foi o unanimismo, tal o nmero de bandeiras nacionais, tal o nmero de amns, que d para desconfiar. Nesses outros pases, sabemos bem o que acontecia antigamente aos seus lderess depois desses fandangos folclricos.

    Duas organizaes, duas imaginaes, duas maneiras de fazer comunidade. 700 jogadores do Santa Clara Sporting Club e um grupo de aficionados da Festa Brava, arrecada-ram $28,000 dlares para causas justas, boas e merecedo-ras do nosso apoio e da nossa alegria.Como temos dito tantas vezes, h muita maneira de se "ganhar" dinheiro para boas causas. Estes so dois gran-des exemplos a seguir.

    jos avila

    Ver o agrelho nos olhos dos outros

  • 3PATROCINADORES

    fotos de Diliana Pereira

  • 4 15 de Abril de 2011COLABORAO

    Por favor, no culpem os professo-res!H dias encontrei-me com uma antiga colega, na sua sala de aula. Como geralmente acontece sempre que professores se encontram, tentmos no falar de escola nem de rapazes mas, logo esquecemos e quase imediatamente ela me disse: Fui ao Congresso de Edu-cao da Luso American Education para ver que materiais e mtodos esto sendo usados. Esperava ouvir professores e de-bates relacionados com o ensino da lngua portuguesa nos Estados Unidos. Sa de l um pouco desiludida. Eles no tm a m-nima ideia, ela continuou. Olhei para a sala de aula dela. As paredes estavam co-bertas de desenhos e trabalhos manuais e escritos sinal de movimento, crianas, e muita alegria. O que preciso so ideias, mtodos, e materiais diversos que me aju-dem no ensino do portugus a crianas de vrias idades, capacidades, e motivao. Ao fim do dia, preocupada em preparar as lies e entreg-las vice-principal; apre-sentar os resultados dos nveis de leitura dos meus alunos ao principal; corrigir as redaces e devolv-las com notas e su-gestes detalhadas, como os pais exigem; escrever objectivos para os vrios alunos que tm ILPs e por a alm, no tenho tempo nem energia para ainda preparar li-

    es de portugus para a classe que ensino voluntria depois da escola. Todos a exigir mais e mais. Eu sei, eu sei, disse compadecida. Tro-cmos algumas ideias sobre o ensino em geral e o futuro do ensino da lngua portu-guesa nos Estados Unidos em particular, e prometemos encontrarmo-nos mais vezes sabendo perfeitamente que isso no acon-teceria.Cheguei a casa e a Portuguese Tribune es-perava-me sobre a mesa da cozinha. Como sempre, fui direita editorial e fiquei es-tupefacta com o ataque aos professores de portugus. Duas ou trs pginas frente, um correspondente teve a audcia de co-mentar e criticar um certo professor de Portugus por sair prematuramente duma recepo no PAC (Portuguese Athletic Club). Mal sabia o pobre que, ao vir lec-cionar para a San Jose High School, perde-ria toda a sua independncia e tornava-se propriedade da comunidade portuguesa. E surpreende-nos a falta de professores portugueses ou dos que sim existem no quererem conviver entre ns! sempre a mesma cantiga, os professores so os culpados. 56% dos professores de portugus no se dignaram l ir (ao Congresso), afirma a editorial. Ser que os 44% dos que sim compareceram se sentem agora mais informados e capacitados para

    ensinar crianas a lngua dos seus avs? E se o tal professor de portugus tinha uma emergencia em casa, ou, Deus nos livre! no tivesse gostado da apresentao? Ingnuamente, a minha amiga pensava que o Congresso de Educao se destinava a apoiar os professores e identificar e re-solver problemas de instruco e currcu-lo. Julgando pelos comentrios na Tribuna e pela lista de convidados, actividades e a vasta coleco de photos, o Congresso foi um apanhado de muitas coisas incluindo um workshop dos professores. Parece que foi tambm uma oportunidade para se fa-lar, ouvir, e deliciar com certos aspectos da nossa cultura. Um pretexto para velhos amigos se encontrarem, umas merecidas frias para outros, e muito em especial uma oportunidade para ver e ser visto. Nada errado com isso. At tive bastante pena de l no ter estado tambm, mas por favor, no culpem os professores pela falta de comparncia neste Congresso de Edu-cao. Sabe-se muito bem, principalmente os professores, que quando mais de 50% dos alunos numa turma falham um exame, a responsabilidade do professor que no soube apresentar a matria devidamente aos alunos. Se realmente desejamos a pre-sena de 100% dos professores que esto directamente envolvidos no ensino da ln-

    gua portuguesa em California, os verda-deiros soldados nesta campanha para a so-brevivncia e continuidade do portugus nos Estados Unidos, ento teremos que os apoiar e, muito respeitosamente, reco-nhecer o trabalho que fazem, muitas vezes sem renumerao, salas prprias ou con-dies apropriadas ao ensino. Poderamos comear por lhes oferecer um quarto num hotel para pernoitar a noite do Congresso e j nem digo oferecer almoos, jantarad