the portuguese tribune, december 15th 2012

Download The Portuguese Tribune, December 15th 2012

Post on 06-Mar-2016

229 views

Category:

Documents

5 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

The Portuguese Tribune, December 15th 2012

TRANSCRIPT

  • QUINZENRIO INDEPENDENTE AO SERVIO DAS COMUNIDADES DE LNGUA PORTUGUESA

    2a Quinzena de Dezembro de 2012Ano XXXIII - No. 1146 Modesto, California$1.50 / $40.00 Anual

    Boas Festase Feliz Natal

  • 33

    2 15 de Dezembro de 2012SEGUNDA PGINA

    Year XXXIII, Number 1146, Dec 15th, 2012

    EDITORIAL

    Mais um Dezembro, mais um fim do ano e mais umas tontarias cerca do fim do mundo no dia 21. J h mais de um sculo que estas coisas acontecem. H sempre algum que se lembra que o mundo (o mundo deles) quer-se ir embora de ns num dia qualquer. E at talvez tivessem ra-zo, porque, bem vistas as coisas, temos tratado muito mal este pla-neta onde vivemos. Temos de tudo para que todos pudessemos viver bem, mas os pases, os homens, os interesses, a hipocrisia, criaram um mundo onde ningum se entende.Ser preciso um Homem Novo para dar a volta a isto tudo. Talvez no seja no tempo daqueles que nos lem.

    Mais uma jia da coroa acaba de sair. Desta vez trata-se de um li-vro sobre as Igrejas Portuguesas da California - THE POWER OF THE SPIRIT - que retrata muito bem a relao estreita entre a re-ligio catlica e a nossa comunidade, desde que pismos terra neste grande nosso Pas.Mas, olhando mais alm e para as dificuldades financeiras que mui-tas dessas Igrejas sofrem, de comear a pensar profundamente no seu futuro e na maneira capaz de sobreviverem com as receitas que tm. Aprendam-se as mais eficazes solues de muitos pases que conseguem manter as suas Igrejas, usando-as fora do tempo normal de encontro religioso, como plos de atraco turstica, mostrando as grandes riquezas sacras que todas possuem. Poderia dar-vos exem-plos que encheriam esta pgina toda. O futuro saber prever, saber estar no momento certo com as ideias certas. Que no hajam descul-pas depois. Vejam o que se passa com o Vaticano, com a Catedral de St. Patrick em New York, sempre cheia de visitantes. E l at se ven-dem Biblias, imagens de santos, crucifixos, teros, livros religiosos. At nos Aores j fazemos isso. Perder um dia perder o futuro.

    Um grande e bom Natal para todos e um Ano cheio do melhor que possamos ter. jose avila

    O fim do mundo (deles)...

    O Desporto no seu melhor

    Chama-se Aoreano Sport Soccer Club de Hilmar. Foi fundado em 1976 e se hoje est aqui representado porque dos 19 jogadores que tem, 15 so luso-americanos, o que hoje em dia uma raridade desportiva. David Magina o treinador.

    O Santa Clara Sporting Club 94 foi finalista da 2012 College Surf Cup

  • 3 PATROCINADORES

  • 4 15 de Dezembro de 2012PATROCINADORES

  • 5COLABORAO

    Recordando Pirolitos

    Tribuna da Saudade

    Ferreira Moreno

    Este recordando destina-se par-ticularmente a todos quantos, como eu, ainda guardam no ar-cano de lembranas antigas a

    imagem daquela bebida no alcolica e de paladar agradvel, a que se dava o nome de pirolito. Nos tempos da minha juventude, a popularidade do pirolito era imensur-vel, embora se tratasse apenas dum refri-gerante gasoso, a que se lhe adicionavam o sabor e a cor quer da laranja, quer da tan-gerina, quer tambm do morango.Creio que um dos pormenores que contri-buia pr compra e venda do pirolito era, certamente, a tpica configurao da gar-rafa com uma bola de vidro no gargalo. Na Rua Direita da minha Ribeira Grande, nos baixos duma casa frente ao edifcio dos Correios, estava instalada a pequena Fbrica de Pirolitos, cujo proprietrio era conhecido por Senhor Afonso dos Piro-litos. O filho, tambm chamado Afonso, ajudava-o nessa empresa juntamente com o Manuel Calufa. Eram eles que, numa furgoneta, percorriam a ilha de S. Miguel e faziam a distribuio das caixas com os to apreciados pirolitos.Evidentemente que tudo isso de h muito h desaparecido. Consta-me que, presente-mente, ali funciona uma mercearia.Escrevendo pr Correio dos Acores, em junho 2011, o meu conterrneo e amigo, Ezequiel Moreira da Silva, forneceu esta notcia cerca dos pirolitos Um negcio, que surgiu por volta de 1943, adveio da iniciativa de Manuel da Silva Afonso, na-tural do Cabouco (Concelho da Lagoa), ao transferir das Velas de S. Jorge pr Ribei-

    ra Grande a sua fbrica de refrigerantes, produzindo laranjadas e pirolitos de bola. As garrafas dos pirolitos eram vedadas por uma bola de vidro alojada em cima duma anilha de borracha junto sua boca. Pra beber o refrigerante, metia-se um dedo nessa boca, provocando a queda da boli-nha no gargalo.Apraz-me transcrever os versos que Eucli-des Cavaco, continental radicado no Cana-d, dedicou memria do pirolito:

    Parei no tempo e sonheiMemrias de pequenito,E recordei com saudadeO tempo do pirolito.

    Era encanto das crianasPla fascinante bolinha,Que tentavam com o dedoRemover a borrachinha.

    Prs mais velhos era luxoNa festa ou arraial,Porque era depois do vinhoA bebida principal.

    Eram grossas as garrafas,Giras e muito pesadas,De todas as que existiamEram as mais engraadas.

    Esta viso dum passado nostlgico, que o autor intitulou Memrias do Tempo, en-cerra com a seguinte quadra, que bem se ajusta a este recordando:Seria doce voltar / A ser criana, admito / Pra poder, sem sonhar /Ver de novo um

    pirolito.

    Ricardo Melo, j falecido, mas que ainda em vida tive o privilgio de visit-lo na sua residncia em Angra, na edio do Dirio Insular (16-abril-2003), reservou os seus oportunos Instantneos pra igualmente recordar o pirolito, nestes termos:Entre as coisas que se bebem sem fazer mal a ningum, h muito que h memria de um modesto pirolito, um refrigerante gasoso popular, agora quase que em ex-tino, desde que ou lhe perderam o gosto as novas geraes, ou sumiu-se o refresco que tirou sede a muita gente.Verdade que nesta ilha lembrana disso deve haver de certeza, de que o desenho da garrafa era robusto e tinha uma bola de vidro no gargalo, que comprimida ia den-tro libertando o refresco que tinha cor da gua a menos que lhe dessem cor, nomea-damente o vermelho.Pirolito era bebida desse tempo, no tinha lcool nem fazia mal a ningum, ainda que uns tantos pra reinar com os demais bem lhes fazia crer que o pirolito tinha lcool, pondo-se os mais brincalhes a dizer que bebessem pouco, no fossem depois cam-balear e estatelar-se no cho desafiando as iras paternais, coisa que bem poucos tenta-vam naqueles tempos de pouco lcool pra rapazes, boas medidas pra homens, em especial numa adega, onde se faziam pro-vas e se provava tambm o vinho, muito naturalmente entrando tambm na dana uns pirolitos pra desenfastiar e matar a sede. Pirolitos por certo que ainda h como h outras coisas, mas saudades dos piroli-

    tos com bola coisa que ainda agora pal-pita nos coraes de sucessivas geraes, at que de todo se apaguem as luzes que at agora mantiveram aceso o facho que iluminou muita gente. Bem intencionado estava Euclides Cavaco ao versejar: Paro no tempo e medito / Se ee nostalgia ou destino / Ter to vivas as memrias / Dos meus tempos de menino.

  • 6 15 de Dezembro de 2012PATROCINADORES

    Barbados para venda

    Vendem-se cachorros da raa Barbados da Ilha Terceira, puros.

    Tratar com Joe Morais

    209-678-2489

    707-338-5977

    Fale connosco para compra e

    venda de Proprie-dades nos Aores,

    Heranas, etc.

    Tour PORTUGAL with Carlos Medeiros

    Mike Silva, DJ, agradece a todos as organizaes que o convidaram para alegrar as suas festas durante 2013 e

    Deseja a todos Um Feliz Natal e uma Ano Novo Cheio de Prosperidades

  • 7COLABORAO

    Santos-Robinson Mortuary

    San Leandro

    Family ownedCalifornia FD-81

    Madeline Moniz GuerreroConselheira Portuguesa

    Telefone: 510-483-0123160 Estudillo Ave, San Leandro, CA 94577

    * Servindo a Comunidade Portuguesa em toda a rea da Baa desde 1929* Preos baixos - contacte-nos e compare* Servios tradicionais / Servios crematrios* Transladaes para todo o Mundo* Pr- pagamento de funerais

    Sou um felizardo.Moro na rea da baa mais cobia-da do planeta. Acredite quem qui-ser. Apraz-me partilhar da fabulo-sa riqueza tnica deste encantador bero dos meus filhos.No tenho filhas. Nem conheo irms. Sou o mais velho de trs rapazes feitos ho-mens c ao sabor da dispora. Emigrmos quando ramos ainda franzinos rapazolas a sonhar com um futuro risonho. Vimo-lo sorrir por a, nossa volta. Nada como este vaidoso El Dorado para alimentar a esperana necessria nas etapas cruciais da vida. Casmos e passmos vrios na-tais juntos em famlia encantada com a preciosa prenda de se ver reunida ao redor da mesa da abundncia californiana. Nada de essencial nos faltava. A alegria de con-vivermos aconchegados, sobretudo pelo Natal, garantia-nos felicidade acrescida. O sonho do tal futuro melhor oferecia-nos um presente sorridente com paladar nata-lcio ao longo do ano inteiro. Sabia bem aquele fraterno aconchego que nos irma-nava por estas paragens. Soube sempre muito bemat um dia. O dia em que meu irmo Carlos decidiu regressar ilha com os filhos, arrastando consigo os nossos pais, alterou de imediato a dinmica familiar. Os nossos natais, ago-ra, revestem-se de reciclada saudade. Uns c, outros l, espera que o Menino nos minimize o amargo da distncia.Meu irmo decidiu fazer a viagem ao con-trrio. Sau-lhe bem a aventura. Est nas suas quintas. A ilha o seu mundo querido. Aquele diminuto espao ilhu sempre fora o seu mundo preferido. Deixara-o muito a custo e fez tudo por merecer a alegria de voltar a vivenci-lo dia a dia, momento a momento.So lindos os muitos momentos, as ml-tiplas memrias que guardamos da lon-gnqua infncia que l passmos juntos. Uma das recordaes mais gratas dos nos-sos bons velhos tempos prende-se com as prendas anuais que recebamos das mos dos americanos vindos da Base com o camio atulhado de caixinhas e embru-lhinhos destinados a saciarem os sorri-sos genunos dos meninos e meninas em alvoroo l pela formosa ilha que nos viu nascer. Crescemos na Terceira de Jesus com ess