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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS CURSO DE ESPECIALIZAO EM ATENO BSICA EM ESTRATGIA SADE

    DA FAMLIA

    EDUARDO PINHEIRO SALGADO

    MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES HIPERTENSOS DO MUNICIPIO DE SO TIAGO MG, ESF

    CENTRO: COMBATENDO OS FATORES DE RISCO MODIFICVEIS

    JUIZ DE FORA / MG 2015

  • EDUARDO PINHEIRO SALGADO

    MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES HIPERTENSOS DO MUNICIPIO DE SO TIAGO MG, ESF

    CENTRO: COMBATENDO OS FATORES DE RISCO MODIFICVEIS

    Trabalho de Concluso de Curso apresentado ao Curso de Especializao em Estratgia Sade da Famlia, Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial para obteno do Certificado de Especialista.

    Orientador: Prof. Heriberto Fiuza Sanchez

  • EDUARDO PINHEIRO SALGADO

    MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA DOS PACIENTES HIPERTENSOS DO MUNICIPIO DE SO TIAGO MG, ESF

    CENTRO: COMBATENDO OS FATORES DE RISCO MODIFICVEIS.

    Banca examinadora

    Examinador 1: Prof. Heriberto Fiuza Sanchez (orientador)

    Examinador 2: (examinador)

    Aprovado em _____________ de_______________de 2015.

  • RESUMO

    A elevao da presso arterial um fator de risco independente para a enfermidade cardiovascular. A hipertenso arterial apresenta custos mdicos elevados, decorrentes principalmente de suas complicaes: doena cerebrovascular, doena arterial coronariana, insuficincia cardaca, insuficincia renal crnica e doena vascular de extremidades. Vrios fatores tm sido implicados na adeso ao tratamento da hipertenso arterial. Dentre eles destacam-se o carter crnico e assintomtico da doena, a relao mdico-paciente, a complexidade dos esquemas de tratamento e os efeitos colaterais dos medicamentos. Com base na complexidade do atendimento e acompanhamento clnico desses pacientes, atualmente, preconizada a abordagem multiprofissional do paciente hipertenso. Observa-se um significativo nmero de pacientes hipertensos descompensados na ESF Centro, no municpio de So Tiago, MG. Dessa maneira, o objetivo desse trabalho elaborar um plano de interveno visando melhorar a qualidade de vida dos pacientes hipertensos assistidos pela ESF Centro, municpio de So Tiago, MG, combatendo fatores de risco modificveis. Foi feita uma reviso de literatura, para subsidiar a elaborao de uma proposta de atendimento pacientes hipertensos. Dentre as estratgias a serem adotadas, destacam-se apresentaes na sala de espera, folhetos explicativos, campanhas municipais, confeco de cartelas e distribuio do carto de medicamentos, com a flexibilidade de direcionar a abordagem no sentido do contexto clnico e social de cada paciente. Dessa forma, busca-se aumentar a eficcia do tratamento da hipertenso arterial por meio do cuidado compartimentalizado entre os diferentes profissionais de sade, mas que somam esforos e almejam a integralidade da assistncia centrada no paciente dentro do seu contexto cultural, social e econmico. Palavras chave: Hipertenso arterial sistmica; adeso ao tratamento; monitoramento da presso arterial; hbitos de vida saudveis.

  • ABSTRACT

    Increased blood pressure is an independent risk factor for cardiovascular disease. Hypertension has high medical costs, mainly due to its complications: cerebrovascular disease, coronary artery disease, heart failure, chronic renal failure and vascular disease ends. Several factors have been implicated in adherence to treatment of hypertension. Among them stand out from the chronic and asymptomatic nature of the disease, the doctor-patient relationship, the complexity of treatment regimens and side effects of medicines. Based on the complexity of care and clinical monitoring of these patients is currently recommended the multidisciplinary approach of hypertensive patients. There has been a significant number of decompensated hypertensive patients in the ESF Centro, in So Tiago, MG. Thus, the aim of this study is to develop an action plan to improve the quality of life of hypertensive patients attended through the ESF Centro, So Tiago, MG, addressing modifiable risk factors. A literature review was conducted to support the development of a proposal for a call to hypertensive patients. Among the strategies to be adopted, presentations stand out in the waiting room, leaflets, municipal campaigns, preparation of cards and distribution of the drug card with the flexibility to direct the approach to the clinical and social context of each patient. Thus, they seek to increase the effectiveness of treatment of hypertension through carefully compartmentalized between different health professionals, but add up efforts and aim at the completeness of patient centered care within its cultural, social and economic context. Keywords: Hypertension; treatment adherence; monitoring blood pressure; healthy living habits

  • SUMRIO

    1. INTRODUO..........................................................................................7

    2. JUSTIFICATIVA.....................................................................................10

    3. OBJETIVOS............................................................................................12

    4. METODOLOGIA.....................................................................................13

    5. REVISO DA LITERATURA..................................................................17

    6. PLANO DE AO..................................................................................20

    7. CONSIDERAES FINAIS....................................................................26

    REFERENCIAS...........................................................................................25

  • 1 INTRODUO

    So Tiago encontra-se na regio sul de Minas Gerais, distante 200km de

    Belo Horizonte. O prefeito da cidade se chama Irimar Jos Mendes e o

    Secretrio Municipal de Sade se chama Geraldo Tadeu De Oliveira. So Tiago conhecida tambm por "Terra do Caf com Biscoito" e

    est localizada na mesorregio do Campo das Vertentes, com uma populao

    de 10.986. (IBGE, 2015)

    O povoado, que se transformou no atual municpio, foi fundado por

    bandeirantes espanhis no ano de 1750. A cidade possui o nome de seu

    padroeiro, Santiago Maior. Em busca de ouro, os primeiros habitantes teriam

    se fixado na regio, ao redor de uma capela em homenagem ao santo na

    Fazenda das Gamelas. Em 1802, j figurava numa relao de arraiais do termo

    da Vila de So Jos. Em 1849, So Tiago se tornou distrito de So Joo del-

    Rei, e, mais tarde, de Bom Sucesso. Em 27 de dezembro de 1948, So Tiago

    tornou-se emancipado poltico-administrativo se desmembrando de Bom

    Sucesso. (IBGE, 2015)

    O municpio de So Tiago formado por uma unidade poltico-

    administrativa, subdividido em 01 distrito, 01 vila e 15 povoados, com suas

    respectivas reas, totalizando 572,400 km. A densidade demogrfica de

    18,35 habitantes por km. So eles:

    Distrito: Mercs de gua Limpa

    Vila: So Pedro das Carapuas

    Povoados: Cachoeirinha, Cajeng, Capo das Flores, Crrego

    Fundo, Florinda, Fundo da Mata, Germinal, Iara, Jacar, Jorge,

    Melos, Patrimnio, Pau Lavrado, Prata e Tatu. A rea total do

    municpio 572,400 km com densidade demogrfica de 18,35

    hab./km2 (IBGE, 2015) A economia local tradicional tem por base a agropecuria, a indstria extrativa de minerais. No setor agrcola produz milho, arroz, caf, mandioca,

    dentre outros. A pecuria est dividida entre a produo leiteira e a recriao

    de gado para o abate. No setor de minerao, alm do minrio de ferro, possui

    reservas de mangans, bauxita e tantalita. (IBGE, 2015)

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesorregi%C3%A3o_do_Campo_das_Vertentes

  • A habilidade para fazer quitutes variados uma tradio que acompanha

    a trajetria do municpio. Por esta razo, mais recentemente a indstria de

    produo de biscoitos se consolidou e assumiu um papel muito importante na

    economia local, o que acabou conferindo a So Tiago o ttulo de Terra do

    Caf-com-Biscoito.

    Existem cerca de setenta fbricas de biscoitos que empregam cerca de

    2500 pessoas direta ou indiretamente. A produo de cerca de 200 toneladas

    por ms. Destacam-se a torradinha de queijo (confeccionadas em diferentes

    sabores, tais como alho, cebola, organo, pimenta, pizza, parmeso) e os

    biscoitos doces, como as rosquinhas de nata, casadinho, entre outros.

    O Sistema Local de Sade conta com 3 equipes de ESF, a cobertura

    de 100%. O municpio conta com uma equipe do Ncleo de Apoio a Sade das

    Familias (NASF) recm implantada e o sistema de Referncia e Contra

    referencia conta com a cidade de So Joo Del Rey. (IBGE 2015, SIAB 2015)

    O atendimento da mdia e alta complexidade conta com rede prpria,

    mas insuficiente para a demanda, sendo necessrio contar com a microrregio

    de So Joo Del Rei e macrorregio de Barbacena, porm a demanda maior

    que a oferta, havendo uma sobrecarga do servio. (SIAB, 2015)

    Possui Conselho Municipal de Sade com 16 membros, dois do

    governo, quatro prestadores de servio, quatro trabalhadores da rea da sade

    e 10 usurios. As reunies ocorrem uma vez ao ms.

    So Tiago tem 03 Unidades Bsicas de Sade (UBS) com 04 equipes de

    sade da famlia, modalidade 02, uma equipe de sade bucal modalidade 01 e

    um Centro Odontolgico Municipal, com atendimento de 04 mdicos, 04

    enfermeiros de sade da famlia e 19 agentes comunitrios de sade. 03

    mdicos fazem parte do Programa de Valorizao da Ateno Bsica

    (PROVAB). A carga horria de 40 horas semanais, exceto para os

    profissionais cadastrados no programa PROVAB, mais mdicos e profissionais

    concursados.

    Quanto ao Programa Sade da Famlia o municpio conta com trs UBS,

    com 100% de cobertura; uma Rede Farmcia de Minas; um Laboratrio; uma

    equipe de Ncleo de Apoio Sade da Famlia (NASF) modalidade 1; um

  • hospital. Tem tambm 6 igrejas e um centro para cuidado de crianas enquanto

    os pais trabalham.

    A UBS onde trabalho a localizada no Centro. A estrutura fsica localiza-

    se em local estratgico, ao lado do Hospital Municipal. um local bem

    centralizado em relao rea de abrangncia, facilitando o acesso dos

    usurios. O horrio de funcionamento de segunda sexta, nos perodos de

    07 s 12 horas e 13 s 16 horas. O atendimento mdico feito por mim ocorre

    em todos os dias da semana, sendo que na segunda e sexta-feira feito no

    perodo da manh e os demais dias em tempo integral. A observao de minha

    atividade profissional cotidiana identificou um nmero elevado de pacientes

    hipertensos que precisam de um acompanhamento para sua condio clnica,

    fato que motivou a elaborao desse trabalho.

  • 2 JUSTIFICATIVA

    Nas estatsticas de sade pblica percebe-se que a Hipertenso Arterial

    Sistmica (HAS) tem alta prevalncia e baixas taxas de controle, sendo

    considerada um dos principais fatores de risco (FR) modificveis, e um dos

    mais importantes problemas de sade pblica, como citado nas VI Diretrizes

    Brasileiras de Hipertenso (NOBRE et al, 2010).

    As doenas cardiovasculares (DCV) so importantes causas de

    morbidade, internaes frequentes e mortalidade, gerando altos custos

    econmicos e, alm disso, sabe-se que a mortalidade por DCV aumenta

    progressivamente com o aumento da presso arterial (PA) (NOBRE et al,

    2010).

    De acordo com o Sistema de Informaes sobre Mortalidade do Ministrio

    da Sade (SIM) de 2010, as doenas do aparelho circulatrio representam a

    principal causa de morte no pas, representando cerca de 31,2% dos bitos em

    todas as regies do pas, frente das neoplasias, responsveis por 16,7%

    (BRASIL, 2006).

    Alm disso, a DCV condio muitas vezes silenciosa ou que pode

    atacar sem aviso, ressaltando a importncia da preveno (DAGOSTINO et al,

    2008). Por esses e outros motivos, o controle adequado dos pacientes com

    HAS deve ser prioridade da Ateno Bsica a partir do princpio de que o

    diagnstico precoce, o bom controle e o tratamento adequado dessa afeco

    so essenciais para diminuio dos eventos cardiovasculares e de possvel

    alcance com os recursos disponveis.

    Na realidade da ESF - Centro so constantes os atendimentos de

    pacientes com HAS, com mau controle, que evoluram com complicaes

    cardiovasculares graves, mas possivelmente evitveis, como Infarto Agudo do

    Miocrdio (IAM) e Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo. Alm disso,

    so frequentes os casos de pacientes com descompensaes agudas dos

    nveis de PA, que sobrecarregam a demanda espontnea. A falta de adeso

    dos usurios s mudanas de estilo de vida e ao tratamento adequado da HAS

    tambm so evidentes durante as consultas mdica e de enfermagem. Dessa

    forma, devido alta prevalncia na HAS na populao da rea de abrangncia

  • e ao evidente grau de descontrole desses pacientes, acredita-se que o projeto

    de interveno proposto seja importante e possibilite melhora das condies de

    sade e de vida da populao adscrita, reduza a morbimortalidade relacionada

    as DCV e, indiretamente, os custos mdicos e socioeconmicos relacionados

    ao mau controle desses pacientes.

    Assim, a partir da abordagem multidisciplinar e da procura em levar a

    informao ao paciente de forma mais acessvel e mais dinmica, espera-se

    que ocorra maior adeso dos pacientes s mudanas de estilo de vida, ao uso

    correto da medicao, a preocupao com o bom controle, a longo prazo, da

    HAS e a uma maior autonomia em relao ao acompanhamento da prpria

    sade.

  • 3 OBJETIVO

    Elaborar um plano de interveno visando melhorar a qualidade de vida dos

    pacientes hipertensos assistidos pela ESF Centro, municpio de So Tiago,

    MG, combatendo fatores de risco modificveis.

  • 4 METODOLOGIA

    Inicialmente foi feita uma reviso de literatura narrativa, permitindo um embasamento terico para a proposta de interveno. A busca de dados

    tericos foi realizada atravs da consulta ao contedo tcnico da Linha Guia da

    Secretaria de Sade do Estado de Minas Gerais (2013), que regulamenta e

    orienta a ateno sade do adulto, e ao documento VI Diretrizes Brasileiras

    da abordagem da Hipertenso (2010), alm da coleta de dados nos banco de

    dados do DATASUS e IBGE. Os temas utilizados como pesquisa so:

    Hipertenso Arterial Sistmica; Fatores de Risco e Interveno. Com o

    mesmo tema, foi pesquisado tendo a Amrica do sul e do norte como regio,

    em idioma portugus/ingls, no perodo de 2008 a 2015 na Biblioteca da

    Literatura tcnica e cientfica da Amrica Latina e Caribe (LILACS)

    Para a elaborao desse projeto de interveno ser utilizado tambm o

    mtodo de diagnstico situacional, seguido do Planejamento Estratgico

    Situacional (PES). (CAMPOS, FARIA, SANTOS, 2010).

    Para a elaborao deste plano de ao, foi levado em conta o nmero

    de pacientes hipertensos existentes na rea de abrangncia da UBS - Centro,

    no municpio de So Tiago, MG. Alm disso, atravs de entrevistas com

    usurios e profissionais de trabalho do local, observou-se as dificuldade de

    adeso ao tratamento e a prtica de hbitos de vida desfavorveis para a

    promoo da sade destes pacientes.

    A definio das etapas propostas no projeto de interveno exposto foi

    realizada de acordo com Meireles et al. (2013). Para abordagem dos pacientes

    hipertensos, a proposta inicial foi a realizao do cadastramento e da

    estratificao de risco cardiovascular de todos esses usurios. Neste estudo,

    para classificao dos pacientes, ser utilizada a escala de risco de

    Framingham. O cadastramento ser realizado durante a procura dos usurios

    hipertensos pela unidade, seja para consulta, troca de receita ou outros, e

    tambm pela busca ativa dos outros usurios sabidamente hipertensos ou

    portadores de fatores de risco (FR), pelos ACSs. Os pacientes portadores de

    FR, no-hipertensos, sero avaliados quanto a possibilidade do diagnstico de

    hipertenso arterial sistmica (HAS) e orientados, mas no tero seu cadastro

  • realizado. Apenas os usurios hipertensos sero cadastrados. Ser utilizada

    uma ficha de cadastro, com preenchimento sobre dados de identificao,

    dados antropomtricos (peso, altura e circunferncia abdominal), FR,

    medicaes em uso, comorbidades e classificao de risco de cada paciente.

    Os FR avaliados sero os necessrios para possibilitar a estratificao

    de risco pela escala de Framingham: idade, HDL colesterol, colesterol total,

    nveis pressricos, tabagismo e diabetes mellitus (DM). Durante o

    cadastramento, os ACSs juntamente com a tcnica de enfermagem

    preenchero os dados de identificao e antropomtricos.

    O mdico e a enfermeira, durante as consultas, realizaro o

    preenchimento dos demais dados e a estratificao dos pacientes em grupos

    de risco.

    Os pacientes com a estimativa de risco de evento cardiovascular menor

    que 10% em 10 anos sero classificados como HAS de baixo risco. Estimativa

    de risco entre 10% e 20% como risco moderado e, se maior que 20% em 10

    anos, alto risco cardiovascular (MEIRELES et al., 2013). A partir dessa

    classificao dos usurios nesses trs grupos, ser proposta abordagem

    direcionada de acordo com faixa de risco cardiovascular de cada um. Os

    usurios classificados como baixo risco devero realizar na ateno bsica

    pelo menos duas consultas mdicas e duas consultas de enfermagem ao ano,

    os de moderado risco trs consultas mdicas e quatro consultas de

    enfermagem ao ano e os de alto risco trs consultas mdicas e duas consultas

    de enfermagem ao ano, esses ltimos devero ser acompanhados

    conjuntamente em ambulatrios especializados na ateno secundria.

    Todos os usurios devero participar de pelo menos quatro atividades

    nos grupos ao ano e receber no mnimo doze visitas domiciliares realizadas

    pelos ACSs (MEIRELES et al., 2013).

    A enfermeira ser responsvel por organizar a agenda dos profissionais

    de sade, destinando o tempo necessrio s atividade do plano e, juntamente

    com o mdico e a tcnica de enfermagem, ir verificar e controlar o plano de

    cuidado dos pacientes. Casos de maior complexidade sero discutidos

    individualmente durante as reunies da equipe e ser elaborado plano de

    cuidados diferenciado quando necessrio.

  • Os exames complementares sero solicitados durante as consultas

    mdicas e de enfermagem, de acordo com protocolo da Linha Guia de HAS

    (MEIRELES et al.,2013), com adaptaes individuais quando necessrio.

    As consultas mdicas e de enfermagem citadas sero realizadas

    preferencialmente em horrio pr-determinado para essa atividade. Nessa

    etapa a equipe empenhada no plano de ao dever buscar conscientizar a

    populao em relao ao seu problema de sade de forma a estabelecer

    abordagem da HAS centrada em medidas de promoo sade e preveno

    de complicaes durante todas as atividades realizadas, desde o

    cadastramento e as visitas domiciliares at as consultas mdicas e de

    enfermagem.

    Em continuidade a esta etapa h a proposta de criao do grupo de

    hipertensos e realizao de palestras informativas. O grupo contar com a

    participao dos diversos profissionais da ESF com apoio do NASF, aps

    discusso da proposta em reunies na unidade. Os grupos e as palestras

    ocorrero preferencialmente no mesmo dia, com periodicidade inicialmente

    mensal, com possibilidade de ser quinzenal para que seja possvel abranger

    todos os usurios. A proposta realizar abordagem multidisciplinar, possibilitar

    a troca de experincias e esclarecimento de dvidas dos usurios, procurando

    transmitir a informao de forma acessvel e dinmica durante os encontros

    dos grupos e durante as palestras.

    Para a realizao das operaes do projeto de interveno exposto,

    sero necessrios diversos recursos, como:

    Organizacionais: Equipamentos adequados para realizao da classificao de risco. A UBS possui esfigmomanmetros,

    estetoscpios, fitas mtricas e balanas. Porm, alguns materiais se

    encontram em mau estado de conservao ou em quantidade menor

    que a necessria. Falta tambm quantidade suficiente de cpias das

    fichas a serem usadas para classificao e acompanhamento.

    Espao fsico e equipamentos para realizao dos grupos e palestras.

    Esses sero realizados, inicialmente, na sala de reunies da UBS.

  • O espao adequado para cerca de 20 pessoas, entretanto faltam

    cadeiras em bom estado de conservao, ventiladores, computador em

    funcionamento e equipamentos de projeo de multimdia. Caso se

    proponha reunies com grupos maiores outro espao mais adequado

    dever ser providenciado.

    Disponibilidade dos profissionais de sade de diversas reas. Os

    profissionais tanto da ESF quanto da equipe do NASF, j

    esto cientes e dispostos a participar do projeto, contudo, falta

    organizao adequada das agendas para disponibilizao do tempo

    adequado necessrio para as aes.

    Econmicos: recursos financeiros para aquisio dos recursos organizacionais necessrios

    Cognitivos: capacitao dos profissionais de sade para realizao de suas tarefas no projeto de interveno

    Poder: recursos polticos necessrios para implementao das aes e regularizao das propostas.

    O primeiro passo para implementao do projeto ser viabilizar a

    disponibilizao dos recursos organizacionais e econmicos frente a reunio

    com a gerncia . A atualizao conceitual e o treinamento dos profissionais de

    sade da equipe para as atividades sero realizados conjuntamente pelo

    mdico e pela enfermeira, durante as reunies da equipe. A gerente das

    operaes ser a enfermeira, que j exerce cargo de liderana na equipe.

  • 5 REVISO DA LITERATURA

    A hipertenso arterial sistmica (HAS) uma doena altamente prevalente,

    constituindo fator de risco independente para diversas condies mrbidas,

    estando associada a importante mortalidade. Dessa forma, torna-se primordial

    sua identificao precoce, seu correto manejo, assim como o acompanhamento

    dos pacientes em longo prazo (BARBOSA, LIMA, 2006).

    A hipertenso uma das principais causas de doena no mundo.

    Aproximadamente 7,6 milhes de mortes (13-15% do total) e 92 milhes de

    anos de vida perdidos por incapacidade foram atribuveis presso alta em

    2001 (KOTCHEN, 2013). Esta condio dobra o risco de doenas

    cardiovasculares, como a doena coronariana e insuficincia cardaca

    congestiva, AVE isqumico e hemorrgico, insuficincia renal e doena arterial

    perifrica. A terapia anti-hipertensiva reduz os ricos de complicaes cardacas

    e renais, entretanto, grandes segmentos da populao hipertensa ou no so

    tratados ou so tratados inadequadamente (KOTCHEN, 2013).

    Inquritos populacionais em cidades brasileiras nos ltimos 20 anos tm

    mostrado uma prevalncia de Hipertenso acima de 30% (SOCIEDADE

    BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2006 SOCIEDADE BRASILEIRA DE

    HIPERTENSO E SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA, 2010). Entre

    os gneros a prevalncia foi de 35,8% nos homens e de 30% entre as

    mulheres. Estudos demonstraram que a deteco, tratamento e controle da

    HAS so essenciais para reduzir riscos cardiovasculares (SOCIEDADE

    BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2006).

    O no controle dos nveis pressricos nos pacientes hipertensos est

    associado a complicaes agudas e crnicas. Alm disso, a HAS mal

    controlada est relacionada com a gnese de muitas condies graves. Em

    longo prazo, a mesma est associada a nefropatia, retinopatia, hipertrofia

    ventricular, insuficincia cardaca, alm de muitas outras condies. (JAMES,

    OPARIL, CARTER, et al, 2014).

    Os doentes crnicos, em geral, tem pouco conhecimento sobre sua

    doena, sua fisiopatologia, complicaes, condies associadas, assim, como

  • sobre seu tratamento, incluindo a importncia de medidas no farmacolgicas

    e mudanas no estilo de vida (MALTA, et al, 2009). A adeso o maior determinante para a efetividade do tratamento. A

    baixa adeso ao tratamento farmacolgico e no farmacolgico identificada

    como a principal causa do controle inadequado da presso arterial dos

    pacientes hipertensos, considerando-se que 50% dos hipertensos

    descontrolados no adere adequadamente ao tratamento prescrito (BARBOSA,

    LIMA 2006).

    A no adeso est associada a altos custos para o sistema de sade.

    Nos Estados Unidos da Amrica, estima-se que a falta de adeso ao

    tratamento leva a uma perda de cerca de 100 bilhes de dlares anualmente,

    comparando esta situao a uma epidemia com graves consequncias.

    (SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA DA FAMLIA E COMUNIDADE, et

    al, 2009). No que se refere ao tratamento medicamentoso, a no adeso no

    se resume a tomar ou no os remdios, mas como o paciente os administra:

    doses, horrio, frequncia e durao do tratamento (HELENA, NEMES, ELUF-

    NETO, 2008).

    Algumas medidas j foram testadas com o objetivo de aumentar a

    adeso dos pacientes ao tratamento. A reduo no nmero de doses dirias

    dos medicamentos deve ser usada como estratgia primordial. Estratgias

    motivacionais e intervenes complexas podem trazer resultados, mas sua

    contribuio precisa ser avaliada em mais estudos. (KNUT, TOM e SHAH,

    2014).

    Um estudo clssico com hipertensos desenvolvido por Wilber e Barrow

    (1972) descreveu a regra das metades (value of halves). Segundo esta teoria,

    metade dos hipertensos no sabem que o so, metade dos que sabem no so

    tratados e metade dos tratados no esto controlados (SOCIEDADE

    BRASILEIRA DE MEDICINA DA FAMLIA E COMUNIDADE et al, 2009).

    Destaca-se como fator relacionado falta de controle dos nveis pressricos

    dos pacientes hipertensos a no adeso ao tratamento farmacolgico e no

    farmacolgico. Define-se adeso ao tratamento medicamentoso como o quanto

    o paciente segue as instrues que recebe para a tomada de suas medicaes

    (BRIAN et al, 2014).

  • Os valores de presso arterial a partir do qual se define a hipertenso

    de 140 mmHg para a presso arterial sistlica e de 90 mmHg para a presso

    arterial diastlica em medidas de consultrio. O diagnstico deve ser validado

    por medidas repetidas, em condies ideais, em, pelo menos, trs ocasies.

    Existem, ainda, outras maneiras de se diagnosticar a hipertenso arterial,

    destacando-se a monitorizao ambulatorial da presso arterial (MAPA) e a

    monitorizao residencial da presso arterial (MRPA), existindo pontos de

    cortes diferentes para cada uma dessas modalidades (SOCIEDADE

    BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, SOCIEDADE BRASILEIRA DE

    HIPERTENSO E SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA, 2010).

    O tratamento da Hipertenso envolve medidas no farmacolgicas e

    medidas farmacolgicas. Dentre as medidas no farmacolgicas, destacam-se

    o controle do peso, o estilo alimentar (dietas DASH, mediterrnea, vegetariana

    e outras), reduo do consumo de sal, ingesto de cidos graxos insaturados,

    consumo importante de fibras, protena de soja, oleaginosas, evitar a ingesto

    de bebidas alcolicas, cessao do tabagismo, prtica regular de atividades

    fsicas, entre outras medidas (AMERICAN HEART ASSOCIATION, AMERICAN

    COLLEGE OF CARDIOLOGISTS, 2013).

    O objetivo principal do tratamento da HAS a reduo da morbidade e

    da mortalidade cardiovasculares. Dessa forma, os anti-hipertensivos

    empregados devem, no s reduzir a presso arterial, mas tambm os eventos

    cardiovasculares fatais e no fatais. Estudos de desfecho clinicamente

    relevantes apontam para reduo de morbidade e mortalidade com o uso dos

    seguintes medicamentos: diurticos, Beta-bloqueadores, Inibidores da enzima

    de converso da angiontensina (IECA), bloqueadores dos receptores da

    angiotensina II (BRA II) e antagonistas dos canais de clcio (ACC)

    (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, SOCIEDADE BRASILEIRA

    DE HIPERTENSO E SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA, 2010).

    Entretanto, recente metanlise publicada pela Cochrane Library questionou os

    benefcios do tratamento medicamentoso antihipertensivo para hipertenso

    estgio I, no que se refere reduo de mortalidade (DIANA, 2014).

  • 6 PLANO DE AO

    6.1Primeiro passo: definio dos problemas

    O Programa de Sade da Famlia tem como objetivo oferecer um atendimento

    bsico mais humanizado. Para isso, conta com aes de sade individuais e

    coletivas, visando preveno, diagnstico, tratamento, reabilitao e

    promoo da sade.

    necessrio que a equipe de sade da famlia seja capaz de identificar os

    problemas mais frequentes e que exigem mais ateno na populao adscrita.

    Sendo de suma importncia o diagnstico situacional da rea de abrangncia.

    Em nossa rea de atuao, no municpio de So Tiago, MG, os problemas

    mais comuns e importantes no diferem da maioria dos PSF`s do Sudeste.

    Depois de analisar os dados disponveis em fontes como: IBGE, SIAB e

    Secretaria de Sade Municipal, tivemos a oportunidade de discutir com os

    membros da equipe, os principais problemas enfrentados pela Equipe de

    Sade da Famlia (ESF) e a populao.

    Foram citados vrios problemas, mas sendo consenso geral da equipe, os

    pacientes hipertensos e diabticos. Estes foram os que ganharam maior

    destaque devido a grande nmero e a dificuldade de controle adequado.

    Apesar de grande esforo para otimizao do tratamento destes pacientes,

    atravs de consultas no mnimo duas consultas anuais, grupos operativos,

    informaes e instrues durante as consultas, este ainda um grande

    problema enfrentado por todos.

  • 6.2 Segundo passo: priorizao de problemas

    Quadro 1 Classificao de prioridades para os problemas identificados no

    diagnstico da comunidade da ESF- Centro de So Tiago, MG. 2015

    Principais Problemas Importncia Urgncia Capacidade de enfrentamento

    seleo

    TTO de Hipertensos alta 7 parcial 1

    TTO de Diabticos alta 6 parcial 2

    Uso indiscriminado de

    IBP*

    alta 5 parcial 3

    Uso indiscriminado de

    benzodiazepnico

    alta 5 parcial 3

    Queixas ortopdicas

    (lombalgia, artralgias,

    etc.)

    alta 4 parcial 4

    *Inibidor da bomba de prtons- Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol, etc.

    FONTE: Equipe de Sade da Famlia UBS Centro So Tiago/MG

    6.3 Terceiro passo: descrio do problema selecionado

    A hipertenso o maior problema enfrentado pela ESF e seus usurios. Existe

    um grande nmero de pacientes hipertensos em nossa rea, levando a uma

    demanda significativa de consultas, muitos apresentam dificuldade de adeso

    ao tratamento e com fatores que aumentam ainda mais o risco de problemas

    cardiovasculares.

    O quadro abaixo ilustra em nmeros a quantidade de pacientes hipertensos

    cadastrados e confirmados e alguns fatores de risco encontrados nessa

    populao.

  • Quadro 2 Descritores dos pacientes hipertensos e fatores de risco

    associados.

    Descritores Populao Fontes

    Hipertensos Cadastrados 505 Dados da equipe

    Hipertensos Confirmados 489 Dados da Equipe

    Hipertensos Acompanhados 423 Dados da Equipe

    Hipertensos Controlados 407 Dados da Equipe

    Hipertensos Diabticos 203 Dados da Equipe

    Hipertensos Obesos 281 Dados da Equipe

    Hipertensos Tabagistas 104 Dados da Equipe

    Hipertensos Sedentrios 386 Dados da Equipe

    Hipertensos dislipidmicos 245 Dados da Equipe

    Com o levantamento dos dados acima foi possvel identificar os problemas

    mais comuns encontrados nessa populao especfica, facilitando a elaborao

    de planos de ao e direcionamento das estratgias de interveno.

    6.4 Quarto passo: explicao do problema selecionado

    O meio em que o indivduo vive, muitas das vezes cria uma interpretao

    equivocada da doena que o acomete. Os pacientes hipertensos, so a prova

    de que os fatores socioculturais, econmicos, ambientais e polticos esto

    diretamente ligados ao desfecho da doena. Estes fatores esto diretamente

    ligados aos hbitos de vida, nvel de informao e presso social, que podem

    levar ao sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, dentre outros fatores que

    prejudicam o tratamento, controle e promoo da sade destas pessoas.

  • Para conseguir melhorar a qualidade de vida destes usurios, so necessrias

    medidas que facilitem o acesso destes ao tratamento, prevenindo possveis

    complicaes. O bom entendimento da doena e de suas complicaes

    fundamental para a adeso ao tratamento por parte dos pacientes. Na vivncia

    cotidiana, podemos observar o abandono do tratamento devido ao bom

    controle pressrico, onde por falta de informao os pacientes entendem que

    esto curados da doena.

    Est claro em nosso meio, a necessidade de medidas que visem instruir os

    pacientes hipertensos, quanto aos fatores de risco, mudanas no estilo de vida,

    adeso ao tratamento e preveno de complicaes, a fim de melhorar a

    qualidade de vida destes usurios.

    6.5 Quinto passo: seleo dos ns crticos

    Os ns crticos considerados do problema priorizado pela equipe foram:

    Entendimento da doena

    Hbitos de vida

    -Tabagismo, alcoolismo, alimentao inadequada, sedentarismo, etc.

    Adeso ao tratamento

    Consultas peridicas

    Preveno de complicaes

    Aps a identificao dos ns crticos, foram selecionadas trs estratgias

    para elaborao do plano de interveno, uma vez que todos dificilmente sero

    resolvidos ao mesmo tempo. Os chamados ns crticos (tipo de causa de um

    problema que, quando atacada capaz de impactar o problema principal e

    efetivamente transform-lo) uma ideia de algo que possamos intervir dentro

    das nossas possibilidades (CAMPOS, FARIA , SANTOS, 2008).

  • As situaes na qual a ESF Centro tem possibilidades mais concretas

    sobre o tema escolhido foram:

    Baixo nvel de informao a respeito da hipertenso arterial;

    Detalhamento do regime teraputico (detalhar comprimidos, horrios,

    embalagens);

    Implantao um carto de acompanhamento.

    Quadro 1: Elaborao do plano operativo: dificuldades de adeso ao

    tratamento de Hipertenso Arterial na Estratgia de Sade da Famlia

    Centro- So Tiago-MG, 2015:

    Operao/projeto

    Resultados esperados

    Produtos esperados

    Operaes estratgicas

    Responsvel

    Prazo

    Multiplicando o conhecimento: Populao melhor

    informada sobre

    hipertenso

    arterial.

    Levar

    conhecimento

    para a

    populao.

    Tratamentos

    medicamentos

    os e no

    medicamentos

    os.

    Avaliar os nveis

    de informao

    sobre a

    hipertenso

    arterial, e

    adeso ao

    tratamento.

    Apresentaes

    na sala de

    espera.

    Folhetos

    explicativos.

    Campanha

    Municipal.

    Equipe de

    Sade da

    Famlia.

    Secretaria

    Municipal de

    Sade

    Cinco

    meses

    para o

    inicio

    das

    atividade

    s

    Dose certa: medicamentos na

    dose e horrios

    corretos.

    Medicamentos

    usados de

    maneira

    e quantidade

    correta pelos

    pacientes

    Evitar o uso

    incorreto das

    medicaes

    mantendo os

    nveis

    pressricos

    satisfatrios

    Confeco de

    cartelas e/ou

    caixinhas de

    medicamentos

    para pacientes

    com

    dificuldades

    Equipe de

    Sade da

    Famlia.

    Um ms

    para

    incio das

    atividade

    s

    Carto medicamentos: Controle mensal

    de distribuio de

    medicamentos

    Paciente

    passar na

    unidade

    mensalmente,

    aferindo a

    presso

    arterial e

    retirando as

    medicaes

    Avaliar os nveis

    pressricos,

    peso,

    IMC dos

    pacientes e

    realizar

    atividade

    educativa

    individual

    Distribuio do

    Carto de

    Medicamentos

    a todos

    pacientes

    cadastrados

    no

    sistema

    HIPERDIA

    Equipe de

    Sade da

    Famlia.

    Secretaria

    Municipal de

    Sade

    Trs

    meses

    para

    incio

    das

    atividade

    s

  • 6 CONSIDERAES FINAIS

    A adeso ao tratamento um problema srio, e diante de tudo o que foi

    analisado, pode-se concluir que o nmero de pacientes que aderem ao

    tratamento anti-hipertensivo ainda muito pequeno. A melhor forma de tentar

    conscientizar os pacientes para que possam aderir a esse tratamento atravs

    de orientaes e informaes sobre hipertenso arterial, mudanas de hbitos

    e estilos de vida e a incluso da famlia na totalidade do tratamento e

    acompanhamento dos hipertensos.

    A ausncia de iniciativas que busquem a promoo de sade um dos

    fatores que mais acarreta despesas com internaes, uma vez que as pessoas

    no so estimuladas ao autocuidado.

    Ressalta-se ainda a abertura de espao para que outros acadmicos dem

    continuidade a esta interveno, o que vlido, uma vez que novos resultados

    certamente surgiro com um trabalho persistente, no que diz respeito s

    doenas abordadas.

    Essas concluses apontam para a necessidade de melhor integrao

    multidisciplinar, melhora na organizao das funes e atividades dos

    profissionais do PSF com o programa tradicional e a promoo de atividades

    com os hipertensos para promover uma melhor adeso ao tratamento,

    melhorando o controle da hipertenso, prevenindo complicaes que

    comprometem a sade desse grupo.

    Para maior eficcia, deve-se unir profissionais de sade e participao da

    comunidade. Desta forma, a interveno possibilitar desenvolvimento,

    transformao e tomada de conscincia, tanto sob forma individual quanto

    coletiva.

  • REFERNCIAS

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