jornal do cariri - 22 julho

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Jornal do Cariri...

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  • ESPORTECrato sedia Circuito de Vlei de Areia

    APITO | Pg. 12

    CONCURSO DE BARBALHAEstudante de medicina aprovadacomo zeladora no deve assumirPOlTIcA| Pg. 4

    Fotos: Serena Morais

    SUcESSO 2014

    De 22 a 28 De Julho De 2014 ano 15 nmero 2649 Preo: r$1,50

    www.jornaldocariri.com.brO peridico do Cariri independente

    Visita de presidenciveis reafirma prestgio do Cariri

    descaso no memorial

    Advogado denuncia saque ao acervo do Padre Ccero

    Durante a comemorao dos 103 anos de histria de Juazeiro do Norte e 80 de morte do padre Ccero Romo Batista, o advogado Jos Nildo Rodrigues denuncia o desprezo e a negilgncia com o qual a Prefeitura municipal trata dos furtos ocorridos na Fundao Memorial Padre Ccero. Segundo ele, peas valiosas como xcaras, talheres, fotografias, cartas, rodas de carros, livros e batinas, doadas por famlias tradicionais juazeirenses, foram subtradas do

    museu, sem que uma investigao formal esteja acontecendo. Alm de criti-car a postura da gesto diante do caso, o advogado afirmou que ir recorrer Justia. Cerca de 80 livros foram extraviados da biblioteca do museu. O presidente da instituio, Antnio Chessman Alencar Ribeiro, aguarda o le-vantamento do Cartrio Pariz, sobre bens colecionados no espao, para ave-riguar se houve ou no o roubo dos utenslios. mETrOPOlITAnA | Pg. 5

    POlTIcA | Pg. 3

    GRANDES NOMESAntonio Lyrio Callou, o mdico que cuidou de Barbalha

    grAnDES nOmES | Pg. 8

    Divulgao

    PIrAJ

    Populao reclama da falta de higiene em mercadoClientes do Mercado Gonzaga Mota, localizado no bairro Piraj, em Juazeiro do Norte, denunciam a falta de higiene no local. comum encontrar restos de animais e embala-gens com sangue jogadas em locais inapropriados e per-missionrios manuseando alimentos sem o uso de toucas e luvas. O nmero de animais abandonados no local tambm tem aumentado nos ltimos meses. mETrOPOlITAnA | Pg. 6

    Serena Morais

    Serena Morais

    BArBAlhA

    Comunidades rurais sofrem com falta de infraestruturaMoradores dos stios Cabeceiras, Bonfim e Vila Mulato, locali-zados na zona rural de Barbalha, reclamam de diversos proble-mas nas comunidades. A falta de gua para realizar as ativida-des dirias, a infraestrutura do local e o atendimento no posto de sade esto entre as principais reclamaes dos moradores. mETrOPOlITAnA | Pg. 6

    Msica e diverso marcam fim das frias

    cUlTUrA

    A temporada de frias chega ao final e o Sesc, em parceria com a Universidade Federal do Cariri (UFCA), oferece diversos shows gratuitos com artistas locais e nacionais. O projeto M-sica nas Frias traz, at o dia 31 deste ms, apresentaes de bandas como Academia da Berlinda,Transacionais e Radiola Serra Alta. mETrOPOlITAnA | Pg. 10

    POlTIcA | Pg. 3

  • Regio do caRiRi, de 22 a 28 de julho de 20142

    SO CERCA de 60 mil visitas por ms no Memorial Padre Ccero. um espao de importncia igual ao Horto e ao tmulo do padre, mas que est relegado. rEnATO cASImIrO

    Opinio

    CARTAA falta de estrutura dos poderes pblicos e a morosidade da Justia, associados cultura machista, so as principais causas da ao impetuosa do homem que, pela fora, agride ou mata a mulher. No comum homens bateram ou assassinar suas companheiras ou ex e ficarem soltos, impunes, como se nada tivesse acontecido. Isto um incentivo criminalidade, porque onde a impunidade reina, a violncia impera. Esse atraso cultural s poder ser combatido atravs da educao, polticas pblicas eficazes e o cumprimento das leis.

    mArA gUEDES, mIlITAnTE DO mOvImEnTO Em DEfESA DAS mUlhErES Em crATO.

    SEXTILHAQUANTO MAIS PODER NA VIDAMAIOR RESPONSABILIDADEDE SERVIR E APOIAREM NOME DA CARIDADEDEUS NOS D PARA DOARMOSA QUEM TEM NECESSIDADE.

    WElIngTOn cOSTA

    Diretor-presidente: Donizete ArrudaDiretora de Redao: Jaqueline FreitasDiretoria Jurdica: Vicente AquinoDiagramao: Evando F. MatiasFotos: Serena Morais

    Fundada em 5 de setembro de 1997O Jornal do Cariri uma publicao da Editora e Grfica Cearacom LtdaCNPJ: 15.915.244/0001-71

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    Os artigos assinados so de responsabilidade dos seus autores.

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    INIMIGOS E IRMOS

    Palavra de FPr. Jecer goeS

    Inimigos entre si no so bons ou maus uns para com os outros. So adversrios.A guerra regida por leis prprias que passam longe da dignidade e da tica humana;

    na guerra vence o mais forte, mais preparado ou inteligente para discernir a melhor estratgia de lutar e vencer seu adversrio. Aquele que conhecer bem a si mesmo e ao seu adversrio vencer todas as batalhas Sun Tzu a arte da guerra.

    Ao sermos confrontados pelo perigo ou ameaa de dano, nos tornamos animais acuados e, nesta hora, esvai-se a humanidade , o amor ao prximo, e prevalece a lei da sobrevivncia;. As leis e cdigos civis conhecem este aspecto e chamam legitima defesa circunstncia atenu-ante quando algum, para defender a sua vida, tira a vida daquele que pe a sua em risco. A dignidade nesta hora sobreviver ao ataque mesmo custando o aniquilamento do atacante.

    Nos ltimos dias, o mundo tem assistido, mais uma vez, a problemas no oriente Mdio, especificamente, a guerra na faixa de Gaza. H poucos dias organismos internacionais ten-taram um cessar fogo, Mas o Hamas ,organizao paramilitar que foi eleita para o governo da Faixa de gaza, recusou a paz . este territrio com quase 50 Km de comprimento por 10 Km de largura, s margens do Mediterrneo, ao sul de Israel, faz froteira com o egito. Pequeno, super populoso, concentra quase 1,8 milhes de pessoas, sem produo de alimentos, vivendo custa de ajuda humanitria internacional e controlado pelo Hamas, brao armado da OLP (Organizao para Libertao da Palestina) no tem condies e espao geogrfico para en-trar numa guerra sem graves riscos populao civil.

    Mesmo assim, seus lderes recusaram a cessar os combates e foram reiniciadas as aes militares com os lanamentos de msseis contra Israel. em torno de mil, j foram lanados, reiniciada a guerra bvio que as notcias das baixas entre civis, crianas e pessoas indefesas, em meio ao caos, so inevitveis. os alvos em Israel so as ruas de Telaviv, Jerusalm, os pr-dios , estaes, edifcios. Na Faixa de gaza , os telhados das casas de onde os msseis so lan-ados, os mesmos onde moram civis. Panfletos foram lanados de avio por Israel, avisando aos civis que evacuassem as casas. O Shin beth, servio de inteligncia israelense, identifica as residncias dos chefes da organizao, os satlites em rbita monitoram em tempo real, loca-lizam e emitem as coordenadas dos pontos de lanamento. ento, chegam msseis e drones (pequenos veculos areos no tripulados) com suas respostas letais.

    A tecnologia de ponta de uma indstria blica altamente sofisticada, interligada aos sis-temas de monitoramento por satlite, do a Israel a condio de destrurem, ainda em suas trajetrias, os msseis lanados a partir do territrio palestino. A cpula de ferro tem consegui-do neutralizar a maior parte da chuva de msseis lanada a partir do territrio palestino.

    o lado menos preparado em uma guerra leva desvantagem, mas o que este torna-se automaticamente bom e isento de culpa? Porque, menos preparado para a luta, no aceito a paz , sou vitima?

    Israel inicia, agora, a marcha por terra. os jogos de guerra espaciais precisam parar o terri-trio que recebe provises contrabandeadas por tneis.

    est em jogo o estabelecimento de condies de vida permanente e, enquanto a paz no for uma realidade, Israel no vai parar.

    Quem vai a Israel sabe que eles esto preparados e mobilizados, dia e noite, para garantir que a paz duradoura seja assegurada.

    e o outro lado? As naes do mundo livre precisam se unir em torno da causa Palestina e ajud-los a organizar um estado onde o dio e a guerra no seja a motivao, mas a sobrevi-vncia dos inocentes seja o objetivo que movam os coraes a agirem.

    Qual a dignidade sob a mira de uma arma? Nesta hora, apenas vale a pena continuar vivo. A guerra, sejam quais forem os motivos, vira uma espcie de catarse ou reparao da ofensa moral sofrida por anos vividos de danos morais. Nesta hora, caadores viram caa e papis se invertem. A caa ataca caadores.

    Somos todos iguais. A dor que nos nivela para baixo nos faz lembrar que somos todos vulnerveis. Quando entramos em uma guerra, s pensamos em vencer. Nunca lembramos que, na guerra, vencidos ou vencedores, todos tero motivos para chorar.

    Bem aventurados os mansos porque eles herdaro a terra, bem aventurados os puros de corao porque eles vero a Deus. Deus Abenoe!!!

    CHARGE

    Certa noite acompanhei uma se-nhora pobre com seu filho doente a um Hospital de Juazeiro, para uma consulta em regime de urgncia, pois, ele apresentava um quadro febril, garganta inflamada e vmitos. Acos-tumado nos consultrios particulares, onde o atendimento mais rpido, fiquei espantado com a demora e a quantidade de pessoas que estavam l para serem atendidas.

    Imaginem que, primeiro fizeram uma triagem com a enfermeira me-dindo a temperatura e verificando se aquela criana precisava realmente ser consultada. Comprovada a neces-sidade, a senhora recebeu uma ficha de nmero 302 e, ento, eu vi a mi-nha programao para aquela noite ir por gua abaixo. No sei at que horas

    tive que esperar. S sei que sai cansa-do dal, direto para casa dormir.