Cariri Oriental - PB

Download Cariri Oriental - PB

Post on 07-Jan-2017

216 views

Category:

Documents

3 download

TRANSCRIPT

  • FORUM DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL DO TERRITORIO DO CARIRI

    PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTVEL

    VERSO PRELIMINAR

    TERRITRIO

    CARIRI PB

    Ministrio do

    Desenvolvimento Agrrio

    Secretaria de

    Desenvolvimento Territorial

  • Sumrio

    APRESENTAO............................................................................................................................................4

    2.1. Composio.........................................................................................................4

    2.2. Localizao Geogrfica...................................................................................... 4

    2.3 Breve Histrico da Colonizao...................................................................... 6

    2.4. Populao........................................................................................................... 7

    Mesorregio da Borborema................................................................................... 7

    Densidade populacional.........................................................................................7

    2.5. Clima.................................................................................................................. 7

    2.6. Solos ................................................................................................................... 7

    2.7. Recursos Hdricos ............................................................................................. 7

    2.8. Estrutura Fundiria............................................................................................. 8

    Reforma agrria e assentamentos.........................................................................9

    2.9. Principais Sistemas de produo trabalhados no Territrio do Cariri........10

    2.9.1 Atividade Agrcola e Pecuria..................................................................... 11

    Caprino-ovinocultura............................................................................................ 11

    Agricultura............................................................................................................ 12

    Avicultura e suinocultura...................................................................................... 13

    Piscicultura........................................................................................................... 13

    Apicultura............................................................................................................. 13

    2.9.2. Atividades No Agrcolas ......................................................................... 14

    Artesanato............................................................................................................ 14

    Turismo 15

    Confeco............................................................................................................ 16

    Atividades extrativas ........................................................................................... 16

    Indstrias ou fbricas .......................................................................................... 16

    2.9.3. Tecnologias alternativas para a convivncia com o semi-rido.................16

    2.10. Organizao Social e Cultural Um destaque sobre o Cariri Ocidental...16

    2.10.1 Produo cultural...................................................................................... 16

  • 2.10.2 O Colgio Agrcola de Sum.....................................................................17

    2.10.3. Suporte Tcnico....................................................................................... 18

    3. CARACTERIZAO DOS MUNICPIOS............................................................................................. 18

    3.1. Perfil Bsico dos Municpios........................................................................... 19

    3.2. Educao ( Principais indicadores )............................................................... 21

    3.3. Indicadores Sociais: ........................................................................................ 23

    4. AUTO DIAGNSTICO DO TERRITRIO DO CARIRI.....................................................................24

    4.1 DIMENSO: Econmica e Produtiva .............................................................24

    8.3 DIMENSO: Ambiental ..................................................................................... 36

    8.4 DIMENSO: Poltica Institucional.....................................................................37

    5. PROCESSO E ATIVIDADES VIVENCIADAS NO TERRITRIO................................................... 38

    7. FRUM DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL DO TERRITRIO DO CARIRI................40

    7.1. Frum Territorial 140 Membros.................................................................... 41

    7.2. Grupo de Planejamento 64 Membros..........................................................42

    7.3. Ncleo Diretivo COORDENAO TERRITORIAL DO CARIRI PB 15 Membros........... 43

    7.PRINCPIOS NORTEADORES DO MODELO DE DESENVOLVIMENTO..................................... 45

    8. VISO DE FUTURO DO TERRITRIO DO CARIRI ........................................................................ 46

    Objetivo Geral:......................................................................................................... 50

    Objetivos especficos:............................................................................................. 50

    10.1 DIMENSO: PRODUTIVA................................................................................ 51

    EIXO AGLUTINADOR: PRODUO DE GROS...............................................51

    EIXO AGLUTINADOR: OLERICULTURA E FRUTICULTURA............................51

    EIXO AGLUTINADOR: BOVINOCULTURA.........................................................52

    EIXO AGLUTINADOR: APIMELIPONICULTURA................................................52

    10.2 DIMENSO: SCIO-CULTURAL..................................................................... 56

    10.4 DIMENSO: POLTICO INSTITUCIONAL........................................................59

    11. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS.................................................................................................... 61

  • APRESENTAO

    Este documento uma verso preliminar do PTDRS que est em processo de elaborao,

    discusso e anlise pelos/as atores e atrizes locais, de modo a estabelecer estratgias prioritrias de

    atuao, e subsidiar o processo de discusso, articulao de polticas e programas para a realizao

    de acordos territoriais que resultem na construo de um instrumento que favorea a Gesto Social do

    Territrio e de um Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel, onde a participao efetiva

    dos/as atores e atrizes locais tem fundamental importncia na reflexo e construo dessa proposta

    assim como na definio e implementao das polticas territoriais, enquanto sujeitos e protagonistas

    de seu desenvolvimento.

    Para sistematizao deste primeiro registro foram utilizadas um conjunto de informaes

    secundarias, relatrios das Oficinas Territoriais, dados do Estudo Propositivo, dados primrios do Auto

    diagnostico e outros documentos que esto sendo elaborados no territrio pelos/as atores e atrizes

    sociais que participam do Frum de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio do Cariri e do processo

    de Formao de Agentes de Desenvolvimento, como parte da estratgia da Secretaria de

    Desenvolvimento Territorial SDT, do Ministrio do Desenvolvimento Agrrio MDA

    Na implementao da poltica Desenvolvimento Territorial, a Secretaria de Desenvolvimento

    Territorial - SDT vem construindo uma estratgia metodolgica de apoio ao desenvolvimento territorial,

    a partir de macro processos: Sensibilizao, Mobilizao e Articulao; Gesto e Planejamento do

    Desenvolvimento Territorial; Implementao de Projetos; Monitoramento e Avaliao, trata-se de um

    processo amplo e sistmico onde a capacitao um fio condutor que permeia todo o trabalho.

    2. ASPECTOS GERAIS SOBRE O TERRITRIO

    2.1. Composio

    O Territrio do Cariri compreende 31 (Trinta e um) municpios abrangendo uma rea 12.316,6 km2:

    Alcantil; Assuno; Amparo; Barra de Santana; Barra de So Miguel; Boa Vista; Boqueiro; Cabaceiras;

    Camala; Carabas; Caturit; Congo; Coxixola; Gurjo; Livramento; Monteiro; Ouro Velho; Parari;

    Prata; Riacho de Santo Antnio; Santo Andr; So Domingos do Cariri; So Joo do Cariri; So Joo do

    Tigre; So Jos dos Cordeiros; So Sebastio do Umbuzeiro; Serra Branca; Soledade; Sum; Tapero

    e Zabel.

    2.2. Localizao Geogrfica

    O territrio Rural do Cariri os municpios esto situados predominantemente numa rea do Estado

    denominada de regio dos Cariris Paraibano, localizados no centro do espao geogrfico da Paraba.

  • Desse conjunto de municpios, vinte e nove esto situados na mesorregio da Borborema,

    compreendendo as Microrregies Geogrficas Cariri Oriental e Cariri Ocidental e dois outros na

    mesorregio do Agreste Paraibano, microrregies Curimata Ocidental e Campina Grande. A relao

    dos municpios, segundo a diviso regional geogrfica do estado segue adiante.

    Trata-se de uma regio aplainada do Planalto da Borborema, de ocupao antiga, recortada pela

    parte alta do rio Paraba e pelo seu principal afluente, o rio Tapero. A altitude, que varia de 400 a 600

    metros, e sua situao, a sotavento das serras que a circundam, sejam as escarpas orientais da

    Borborema ou as zonas mais altas da divisa com Pernambuco, explicam a aridez do seu clima.

    A antiga regio dos Cariris Velhos, definida pelo IBGE, era muito mais abrangente que as atuais

    microrregies geogrficas do Cariri Ocidental e do Cariri Oriental e inclua municpios que hoje esto

    dentro de outras microrregies.

    Mesorregio da Borborema Mesorregio do Agreste ParaibanoMicrorregio do Cariri Ocidental

    Microrregio do Cariri Oriental

    Microrregio do Curimata Ocidental

    Microrregio de Campina Grande

    AmparoAssunoCamalaCongoCoxixolaLivramentoMonteiroOuro VelhoParariPrataSo Joo do TigreSo Jos dos CordeirosSo Sebastio UmbuzeiroSerra BrancaSumTaperoZabel

    AlcantilBarra de SantanaBarra de So MiguelBoqueiroCabaceirasCarabasCaturitGurjoRiacho de Santo AntnioSanto AndrSo Domingos do CaririSo Joo do Cariri

    Soledade Boa Vista

    Pela sua localizao, no espao central do Estado situado mais ao sul, na divisa com Pernambuco,

    uma rea significativa do territrio sofre muita influncia de cidades pernambucanas, sobretudo

    daquelas que esto na zona de influncia de Santa Cruz situados na poro ao norte do territrio sofre

    influncia econmica do municpio de Campina Grande.

    A rea geogrfica abrangida pelo territrio do Cariri tem 12.262,3 Km, que representa 21,7% da

    rea do Estado. A rea mdia dos municpios do Cariri de 395,5 Km, bastante superior rea mdia

    para o Estado que de 253,1 Km. Com rea superior a esta mdia, existem vinte municpios em

    extenso geogrfica Monteiro (986 Km) e o menor Riacho de Santo Antonio (91,32 Km).

    O municpio mais antigo Monteiro, criado em 1872, enquanto doze (Alcantil, Amparo, Assuno,

    Barra de Santana, Boa Vista, Carabas, Caturit, Coxixola, Parari, Riacho de Santo Antnio, Santo

    Andr e So Domingos do Cariri) foram instalados mais recentemente, em 1997.

  • 2.3 Breve Histrico da Colonizao

    Trata-se de uma regio bastante individualizada, tanto do ponto de vista das condies naturais,

    quanto ao que se refere estrutura produtiva.

    Apresenta os mais baixos ndices pluviomtricos do Estado. esta limitao climtica associam-se

    fortes limitaes edficas (solos salinos, rasos e pedregosos), que influenciam substancialmente sobre

    a atividade agrcola com repercusses na ocupao do espao regional.

    Apresenta os mais baixos ndices de densidade populacional do Estado. A ocupao deste espao

    vincula-se ao domnio da caatinga, atravs de grandes propriedades (fazendas). At meados do sculo

    XVIII desenvolvia-se, alm da atividade pecuarista, a agricultura de subsistncia nas reas ribeirinhas.

    A partir da segunda metade do sculo XVIII, o algodo passa a ser cultivado em sistema de conscio

    com as culturas de subsistncia e como atividade complementar, a pecuria. O binmio gado-algodo

    representou um marco na organizao do espao agrrio sertanejo at o fim da primeira metade do

    sculo XX.

    A colonizao do Cariri Oriental mais antiga as cidades mais velhas do Cariri so So Joo do

    Cariri e Cabaceiras - e que sua proximidade de grande centros urbanos e industriais, como Campina

    Grande favoreceram uma explorao mais intensiva, principalmente nos desmatamentos para produo

    de lenha e carvo.

    Na mesorregio encontra-se a rea de maior concentrao das ocorrncias minerais, destacando-se

    a columbita, o caulim e a cheelita, cuja estrutura produtiva concentra-se na produo mineral ao Norte e

    atividade pecuria de fraco rendimento.

    Destacava-se a explorao de culturas industriais como o sisal e o algodo arbreo, hoje em

    declnio. Entretanto, medida que ocorria a retrao do sisal e do algodo, por entraves na

    comercializao e pela ocorrncia do bicudo, respectivamente, expandia-se a atividade pecuria e

    culturas de suporte forrageiro, como a palma e o capim. Tem-se, assim, a caprino-ovinocultura como a

    atividade de maior potencial para a regio, por oferecer maior adaptabilidade s condies

    agroecolgicas.

    A produo de alimentos, atualmente, ocorre de forma extensiva, atravs de culturas itinerantes e de

    forma mais ou menos permanente nas reas mais midas, representadas pelos ps-de-serra, baixios,

    vazantes e nas serras interioranas, notadamente naquelas que fazem fronteira com o Estado de

    Pernambuco, alm de reas de permetros irrigados.

    Merece destaque na rea agrcola a explorao das culturas da pinha e do umbu, que vegetam

    espontaneamente e complementam a renda do agricultor no perodo de safra.

  • 2.4. Populao

    Mesorregio da Borborema

    Segundo o Censo demogrfico de 2000 (IBGE), a Mesorregio da Borborema apresenta uma

    populao de 27.692 habitantes, dos quais 15.014 pessoas residem no meio urbano e 12.679 pessoas

    no meio rural.

    A populao do territrio do Cariri de 190.367 habitantes, dos quais 100.337 pessoas residem no

    meio urbano e 90.030 pessoas no meio rural.

    Densidade populacional

    Os Trinta e um municpios que conformam o CARIRI, configuram uma extenso territorial de

    12.316,6 Km2 determinando uma densidade populacional de 15,45 habitantes por Km2.

    2.5. Clima

    O territrio do Cariri, inserido na Mesorregio da Borborema, apresenta, segundo a classificao de

    Koopen, tipo climtico Bsh - semi-rido quente, correspondendo rea mais seca do Estado com

    precipitaes mdias anuais muito baixas (mdia de 500 mm), e uma estao seca que pode atingir

    onze meses. O municpio de Cabaceiras apresenta ndices pluviomtricos inferiores a 300 mm. As

    mdias de temperatura nunca so inferiores a 24 C e a umidade relativa do ar inferior a 75%.

    2.6. Solos

    Os solos predominantes no Cariri, so os brunos no clcicos e os litlicos.

    Os NEOSSOLOS LITLICOS, so em geral rasos, com espessura inferior a 50cm, possuindo, em

    geral, uma estreita camada de material terroso sobre a rocha, ocorrendo mais freqentemente, em

    reas de relevo acidentado, so solos com grande potencial para aproveitamento hidroagrcola,

    embora necessitem de um manejo eficiente devido a sua tendncia a salinizao e a sodificao.

    Estes solos apresentam os maiores nveis de degradao. Quando esses solos ficam descobertos,

    por causa da diminuio e do rebaixamento da cobertura vegetal, apresentam fortes sinais de eroso.

    2.7. Recursos Hdricos

    Uma conseqncia visvel da eroso o assoreamento do aude de Boqueiro. Embora sua

    capacidade original fosse de 536 milhes de m3, hoje o volume mximo armazenvel de apenas 450

    milhes de m3, o que representa uma perda de praticamente 0,5% da sua capacidade por ano.

    Os recursos hdricos armazenados em audes e barragens esto ficando mais escassos. Dados da

    Secretria de Recursos hdricos mostram que, excetuando o aude Epitcio Pessoa, em julho de 2002,

  • os audes do Cariri continham apenas 7% e 14% do volume de gua armazenvel, respectivamente na

    bacia do Tapero e no Alto Paraba.

    Os recursos hdricos armazenados nos audes esto diminuindo regularmente, pelo menos desde

    de 1995, como ilustra a Tabela abaixo, onde se pode observar que, depois do ponto mnimo de

    armazenamento correspondente seca de 1998, no houve recuperao do volume armazenado nem

    no nvel de 1997.

    2.8. Estrutura Fundiria

    O Cariri1 caracterizado por um grande nmero de estabelecimentos com rea reduzida. Os

    estabelecimentos de menos de 50 ha, - faixa na qual se concentra a maioria dos produtores familiares -

    correspondem a 80% do total de estabelecimentos, mas ocupam apenas 15% da rea total.

    Grupos de rea total

    menos e 10 ha 10 a 50 ha50 a 100 ha 100 a 500 ha500 a 1000 ha

    mais de 1000 ha

    Total

    rea 22.390 102.845 71.100 262.825 136.260 238.524 833.944Estabelecimentos 5928 4648 1067 1263 209 128 13.243rea 3% 12% 9% 32% 16% 29% 100%Estabelecimentos 45% 35% 8% 10% 2% 1% 100%

    Fonte: IBGE, Censo Agropecurio, 1996.

    A maioria dos estabelecimentos familiares est, portanto, limitada por reas pequenas, que no

    permitem um aumento do rebanho para nveis suficientes para permitir sua capitalizao. Na tentativa

    de criar bastantes animais para ter uma renda satisfatria, acabam ultrapassando a capacidade de

    carga permitida pelo meio, prejudicando assim o meio-ambiente e reduzindo sua prpria capacidade de

    criao.

    Na outra ponta, os produtores capitalistas, que correspondem aproximadamente aos

    estabelecimentos com mais de 500 ha (3% do total), abarcam 45% da rea total. A maioria deles

    corresponde a grandes propriedades subaproveitadas cujos recursos forrageiros, se disponibilizados

    para os estabelecimentos limitados na sua capacidade de criao, poderiam ser um dos elementos de

    ruptura do crculo vicioso da degradao ambiental. Se esses estabelecimentos fossem utilizados para

    reduzir o problema do minifndio, permitiriam multiplicar por 4 a rea mdia dos estabelecimentos de

    menos de 50 ha.

    Cariri Grupos de rea totalMais de 500 ha Menos de 50 ha

    rea 374.784 125.235Estabelecimentos 337 10.576rea/estabelecimento 1.112 12rea mdia possvel 47

    Fonte: IBGE, Censo Agropecurio, 1996.

    A grande quantidade de estabelecimentos pequenos reflete uma diminuio das reas disponveis

    por famlia devida diviso hereditria das propriedades. A cada gerao, o tamanho das propriedades 1 Os municpios de Boa Vista e Soledade, esto situados em outras microrregies, no tendo sido possvel neste momento, inserir os dados referentes.

  • tende a diminuir, de maneira mais acentuada para as pequenas propriedades, que dificilmente chegam

    a inverter o processo atravs de compra de terras, do que para as grandes. Uma propriedade de

    tamanho mdio, por exemplo 200 ha, pode transformar-se numa gerao, pela diviso entre 10 filhos,

    10 pequenas propriedades de 20 ha.

    Entretanto, estes dados representam apenas parcialmente a complexa realidade fundiria.

    Por um lado, os casamentos freqentemente permitem juntar, do ponto de vista da explorao

    agropecuria, propriedades ou estabelecimentos que nas estatsticas acima esto separados. As

    migraes tambm contribuem para que as reas que podem ser exploradas pelos que permanecem

    sejam maiores do que a parte que legalmente lhes pertenceria.

    Por outro lado, os sistemas de criao permitem o aproveitamento das propriedades sem a

    necessria diviso das terras, como era de fato at 1960 e o incio do cercamento das propriedades.

    Assim, na prtica, apenas parte das reas realmente dividida entre os herdeiros: so as reas que

    permitem a construo da casa, dos apriscos e as reas de lavouras prximas. Essas reas, cercadas,

    variam em geral entre 1 e 10 ha. O resto permanece indiviso e serve para a criao dos animais. Do

    ponto de vista legal, essas divises das propriedades no aparecem porque os herdeiros no fazem o

    inventrio dos bens, seja por falta de dinheiro, seja porque a diviso levaria a reas extremamente

    pequenas ( caso da propriedade de 200 ha citada acima, em 2 geraes) ou seja ainda porque a

    migrao de parte dos herdeiros dificulta estes procedimentos.

    Uma clara prova de que h um dficit cadastral pode ser vista ao comparar os dados dos

    estabelecimentos, levantados pelo Censo Agropecurio de 1996, e as reas dos municpios. H 25% da

    rea do territrio que no aparece nas declaraes dos estabelecimentos e que, provavelmente,

    corresponde em grande parte a terras indivisas dos agricultores familiares.

    Microrregio Geogrfica rea da unidade territorial (Quilmetro quadrado) (A) rea dos Estabelecimentos (Quilmetro quadrado) (B) B/A

    Cariri Ocidental - PB 7.045,30 5299,96 75%Cariri Oriental - PB 4.141,30 3039,48 73%Cariri 11.186,60 8.339,44 75%

    Fonte: IBGE, Censo agropecurio, 1996 e Censo demogrfico, 2000.

    As possibilidades de intensificao e de recuperao do meio ambiente, que favoreceriam tambm

    um aumento do nmero de animais criados, esbarram na falta de domnio individual dos produtores

    sobre as reas de criao, que so na sua maioria coletivas. Com isso, difcil sair do crculo vicioso de

    degradao dos recursos forrageiros e maior presso sobre os recursos restantes.

    Reforma agrria e assentamentos

    Os assentamentos de reforma agrria realizados no Cariri so poucos e recentes. O primeiro

    assentamento criado foi Santa Catarina, em Monteiro, em 1995, mas se assemelha mais a uma

    regularizao fundiria do que a um assentamento propriamente dito.2 Depois foram 1 assentamento 2As famlias assentadas em Santa Catarina so os moradores que habitavam a fazenda e cada uma recebeu um lote de terra equivalente rea da fazenda que costumava arrendar.

  • em 1997 e 1998, 2 em 1999, 4 em 2000 e 2 em 2001, traduzindo uma acelerao do processo de

    interveno fundiria na regio.

    2.9. Principais Sistemas de produo trabalhados no Territrio do Cariri

    Os sistemas produtivos trabalhados no Cariri so diferenciados:

    Na regio serrana (muito pequena e mais relacionada ao agreste pernambucano,), a agricultura

    mais desenvolvida e a pecuria mais intensiva, marcada em particular pela predominncia do rebanho

    bovino e pela presena marcada de pastagens artificiais.

    Na regio de Caturit, configura-se com uma economia mais dinmica, ligada essencialmente

    presena de uma importante bacia leiteira e um potencial agro-ecolgico diferenciado. Para a pecuria

    bovina leiteira, que o grande fator diferenciador da zona de Caturit, esse potencial permite no s a

    produo de forragem irrigada (na beira do Bodocong) e de vazante (na beira do aude Epitcio

    Pessoa), mas tambm de forragens de sequeiro, como capim bfel e sorgo em Caturit e palma

    forrageira em Boqueiro.

    Na regio do Cariri propriamente dito, (imensa maioria do territrio e da populao), divide-se em

    trs grandes zonas:

    -Zona de beira-rio, que margeia os principais cursos dgua do Cariri.

    As principais produes comuns a esta zona so:

    - Lavouras de sequeiro: milho, feijo, fava, melancia, jerimum, palma.

    - Lavouras irrigadas: tomate, pimento, banana, alho, cenoura, beterraba capim.

    - Pecuria: bovinos, ovinos e caprinos.

    A zona de sequeiro que engloba o Cariri Oriental e o Cariri Ocidental caracterizada por uma

    situao de crise dos seus sistemas produtivos tradicionais, que provocou um forte xodo rural. Sua

    agricultura, restrita s lavouras de sequeiro, bastante frgil, praticamente limitada a produes de

    subsistncia. A pecuria, por sua vez, extensiva e depende essencialmente dos recursos naturais

    (pastagem nativa) e da produo de palma forrageira para o perodo seco.

    Zona de sequeiro do Cariri Oriental, em franco processo de desertificao,

    -A caatinga apresenta pouqussimas rvores e os arbustos so esparsos, no chegando a formar

    uma cobertura contnua. Predomina a vegetao rasteira, essencialmente as gramneas e os

    cactos. O solo, sem cobertura, apresenta sinais de eroso generalizada. Existe uma bacia leiteira,

    de dimenso mais modesta que a bacia de Caturit, mas que no desprezvel. No existem

    indstrias: o leite produzido na regio transformado em queijo pelos prprios produtores, que o

    comercializam fora do municpio, mormente em Campina Grande. Embora o rebanho bovino tenha

    diminudo em torno de 30% entre 1990 e 2000, o nmero de vacas ordenhadas cresceu 50% e o

  • leite produzido 140%. Hoje a regio apresenta uma produo mdia de leite de 850 litros por vaca,

    bem superior mdia do Cariri (700 litros/vaca)3

    Zona de sequeiro do Cariri Ocidental, onde os recursos naturais esto mais preservados.

    -No Cariri Ocidental, ao contrrio, a caatinga muito mais de tipo arbustiva e arbrea. Isso

    significa que a quantidade de matas preservadas (onde ainda encontramos rvores) grande e

    que as matas que foram cortadas conseguem uma regenerao satisfatria (caatinga arbustiva).

    Caracterizada por sistemas produtivos um pouco diferenciados, mais voltados para a pecuria

    bovina e ovina, e com uma certa intensificao forrageira, baseada na produo de capim bfel. A

    produo de leite ainda expressiva e destina-se fabricao de queijo coalho e queijo manteiga,

    nas propriedades ou em pequenas fbricas (Monteiro, Amparo). Encontram-se tambm granjas de

    produo de aves, ligadas presena de um abatedouro em Afogados da Ingazeira PE.

    2.9.1 Atividade Agrcola e Pecuria

    Caprino-ovinocultura

    A caprino-ovinocultura considerada hoje como uma atividade econmica estratgica para o

    desenvolvimento sustentvel do Cariri paraibano, em particular para o desenvolvimento rural de base

    familiar, figurando como a principal diretriz dos programas de fomento, como o Farol do

    Desenvolvimento do Banco do Nordeste e o Pacto Novo Cariri promovido pelo SEBRAE em

    articulao com as prefeituras, o governo do Estado e outras instituies. Alias, o PRONAF-B s

    liberado, praticamente4, para o financiamento da caprino-ovionocultura.

    De fato, a criao de ovinos e caprinos uma atividade tradicional no Cariri, pois esses animais so

    bastante resistentes e bem adaptados s condies do ambiente, especialmente no que tange ao

    suporte forrageiro e a boa disponibilidade de gua do lenol fretico localizado sob o escudo cristalino,

    trazida superfcie por vrios poos profundos instalados na zona rural de toda microrregio, embora

    seja inadequada para o consumo humano em funo da salinidade boa para os animais, inclusive

    porque lhes fornece o sal de que necessitam.

    importante ressaltar que a caprino-ovinocultura uma atividade historicamente desenvolvida pelos

    pequenos produtores, uma vez que os grandes proprietrios da regio se dedicam, quase

    exclusivamente, pecuria bovina. Entretanto, a criao de caprinos e ovinos sempre foi considerada

    como uma atividade subsidiria agricultura, espcie de reserva estratgica para os momentos de

    dificuldade do produtor familiar, especialmente nos perodos de seca, quando um ou mais animais so

    vendidos para garantir a renda da famlia ou abatidos para o consumo.

    O programa da caprino-ovinocultura foi iniciado, numa parceria entre a Prefeitura de Monteiro, a

    AOCOP (Associao do Ovinocaprinocultores do Cariri Ocidental Paraibano), a Secretaria de Indstria,

    Comrcio, Cincia e Tecnologia do Estado da Paraba, o Banco do Nordeste e o SEBRAE (com

    3 Os dados provm do IBGE, Pesquisa Pecuria Municipal, 1990-2000.4 H alguns poucos projetos para o financiamento do artesanato de renda renascena.

  • recursos do PROCARIRI atravs do Pacto Novo Cariri). Para melhor viabilizar o programa foi criado o

    CENDOV (Centro de Desenvolvimento Integrado da Ovinocaprinocultura), autarquia ligada Prefeitura

    de Monteiro, que tem oramento prprio e cujos principais objetivos so a captao de recursos, a

    celebrao de convnios e a assistncia tcnica.

    O CENDOV atua em quatro municpios Monteiro, Prata, So Sebastio do Umbuzeiro e Zabel e

    est instalado na antiga Fazenda da EMBRAPA, recuperada pela Prefeitura de Monteiro e onde

    funcionam a Secretaria de Servios Rurais, Meio Ambiente e Recursos Hdricos do municpio, o Parque

    de Exposies e o banco de germoplasma do agave, com 78 variedades da espcie. Alm da mini-

    usina de leite, o CENDOV administra uma unidade de beneficiamento da vagem de algaroba e um

    laboratrio de inseminao artificial, possuindo reprodutores e cabras das raas Boer (de corte) e Parda

    Alpina (de leite).

    Neste sentido, a articulao da caprino-ovinocultura a outras atividades econmicas fundamental

    para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento rural do Cariri Ocidental da Paraba.

    Agricultura

    Embora a seca em anos seguidos venha dificultando ao extremo a produo agrcola no Cariri

    Ocidental, esta ainda uma atividade central da economia da microrregio. Em virtude disso, outra

    linha estratgica do Pacto Novo Cariri a diversificao da base agrcola. As principais atividades

    agrcolas desenvolvidas na microrregio, so:

    Feijo, milho, mandioca e batata-doce: culturas de sequeiro ou de vazante, so fundamentais

    para a reprodutibilidade da economia familiar. So plantadas anualmente no perodo das chuvas em

    todo o Cariri Ocidental, mas podem ser irrigadas.

    Tomate, pimento, cenoura e beterraba: so plantados em municpios que dispem de um bom

    aporte hdrico, como Camala e Coxixola. Vrios mtodos alternativos de irrigao so usados, como o

    microgotejamento e a micro-asperso com hastes de cotonetes.

    Fruticultura: a goiaba quase nativa, e j foi produzida em larga escala no municpio, mas a

    seqncia de anos secos inviabilizou o plantio. O coco e a banana so plantados em Camala e

    Coxixola. No Colgio Agrcola de Sum, h experimentos bastante promissores de cultivo com irrigao

    por gotejamento da uva, caju, graviola, maracuj, pinha sem caroo, laranja cravo, ponc, laranja mimo

    do cu, goiaba e manga. H tambm as frutas nativas como o umbu e o fruto da palma.

    Algodo: uma cultura comercial extremamente bem adaptada aos solos da regio, que produziam

    o melhor algodo brasileiro. A planta continua sendo cultivada em muitos lugares do Cariri Ocidental

    paraibano, como no PA Santa Catarina. H experincias de plantio do algodo colorido desenvolvido

    pela EMBRAPA em Camala. Como se sabe, os fios sintticos e a praga do bicudo praticamente

    inviabilizaram a produo de algodo no Cariri Ocidental, mas o grande avano no desenvolvimento de

    variedades hbridas resistentes e com boa produtividade e o aumento da demanda mundial por fibras

    naturais pode revigorar a cultura na regio.

  • Sisal: outra cultura comercial que teve o seu ciclo no Cariri Ocidental e hoje tem boas perspectivas,

    pois sua fibra vem sendo utilizada pela indstria automobilstica (estofamento) e substituindo o amianto

    em vrios produtos. Alm disso, a planta pode ser utilizada como rao e no artesanato.

    Caro: esta bromelicea nativa da regio d uma excelente fibra, a qual, segundo o padre Arruda

    Cmara, seria melhor do que o linho. No incio do sculo, o caro era beneficiado na Fazenda Estrela

    DAlva, em So Sebastio do Umbuzeiro e, atualmente, o prof. Daniel Duarte, da UFPB, desenvolve

    pesquisa sobre o tema no PA instalado nesta Fazenda, com vistas elaborao de sua dissertao de

    Mestrado no PRODEMA. O objetivo do professor mapear a ocorrncia da planta, identificar manchas

    qualitativas e desenvolver um programa de gerao de renda baseado na sua explorao usando

    pequenas mquinas movidas a energia solar (ele est projetando o prottipo com a LABOREMUS,

    indstria de mquinas agrcolas sediada em Campina Grande). A idia transformar o PA em uma

    Unidade de Conservao (UC), implantando uma reserva extrativista (RESEX) no local, que seria a

    primeira do semi-rido brasileiro. Assim, os produtos teriam o selo verde, fundamental para a sua

    insero no mercado internacional. Segundo o professor, pesquisas apontam que a fibra, que era

    utilizada para a confeco de tecidos, cordas, barbantes, sacos de estopa e chapus, pode ser usada

    para o fabrico de cortinas e carpetes anti-caro.

    Avicultura e suinocultura

    A criao de porcos e galinhas usual nas pequenas propriedades, embora no seja considerada

    uma atividade produtiva, uma vez que os animais e seus produtos so usados, primordialmente, para

    a subsistncia. Entretanto, h um potencial muito grande para a comercializao do frango caipira e de

    ovos de capoeira, produtos da avicultura alternativa, que vem sendo desenvolvida em experimentos

    na Escola Agrcola de Sum e que est prevista no programa de reativao do permetro irrigado

    daquela cidade, que um plano-piloto do Projeto de Reativao de Permetros Irrigados do DNOCS.

    Quanto carne de porco, poder-se-ia inclu-la no plano dos frigorficos da cadeia produtiva da carne da

    caprino-ovionocultura.

    Piscicultura

    Alm de Boqueiro no Cariri Oriental com grande potencial para piscicultura, no Cariri Ocidental os

    municpios com bom aporte hdrico Camala e Coxixola j se cria tilpia em pequena escala e h um

    experimento neste sentido na Escola Agrcola de Sum. No plano de reativao do permetro irrigado

    de Sum est prevista a criao de peixe e camaro em tanques com rejeito de dessalinizadores.

    Apicultura

    Embora a apicultura no seja explorada sistematicamente na microrregio, esta atividade tem um

    bom potencial, pois a coleta do mel das abelhas nativas usual entre os habitantes da zona rural.

    Segundo o presidente do STR de So Sebastio do Umbuzeiro, h vrios projetos para o

    desenvolvimento da apicultura no Cariri Ocidental. Alm disso, uma das aes previstas no projeto

  • diversificao da base agrcola do Pacto Novo Cariri o desenvolvimento da apicultura, com a

    previso de instalao de 20 colmeias na microrregio (Cf. SEBRAE, 2001).

    2.9.2. Atividades No Agrcolas

    Artesanato

    Renda renascena: Sua importncia grande, no somente pelo significativo nmero de pessoas

    que, de forma mais ou menos regular, exercem essa atividade, mas tambm pelo fato de que, para

    muitas famlias, a renascena corresponde sua maior renda monetria. Encontramos dois tipos de

    atores: as mulheres rendeiras e os atravessadores, que comercializam a renda e distribuem o trabalho

    entre as mulheres rendeiras.

    uma atividade exclusivamente feminina, a renda renascena pode se tornar um fator importante de

    composio da renda familiar se o problema do atravessador for superado, pois a renda

    tradicionalmente produzida na regio comprada a baixos preos por comerciantes pernambucanos

    para revenda nas cidades de Poo e Pesqueira (PE).

    Alm das rendas, tambm so produzidos no Cariri Ocidental vrios outros tipos de artesanato,

    como bordados, peas em madeira, cermica, couro, sisal, palha, brinquedos, bonecas de pano etc. O

    potencial enorme, mas h, pelo menos, dois grandes entraves para o desenvolvimento do artesanato

    na regio: em primeiro lugar, a dificuldade de organizao de associaes e cooperativas em funo da

    influncia deletria de grupos polticos; em segundo lugar, o absentesmo do poder pblico em fomentar

    a atividade. Entretanto, h pelo menos uma boa perspectiva, tanto em Monteiro quanto em Sum, as

    prefeituras municipais planejam a implantao de Casas da Cultura, onde os artesos podero expor

    os seus produtos para a venda.

    Artesanato de couro: o principal produto artesanal do Cariri Oriental, localizado essencialmente em

    Cabaceiras, no distrito da Ribeira. A tradicional atividade de curtimento de couros e a produo de

    artesanato ligado s atividades das fazendas e das tropas (arreios, selas, roupas de couro para

    vaqueiro, chapus etc.) entrou em decadncia a partir dos anos 70, com a generalizao do transporte

    rodovirio e a diminuio da importncia do setor rural na economia regional. Apesar disso, os curtumes

    de Cabaceiras continuaram a produzir, estimulados pela proximidade de Campina Grande onde a

    demanda por couro continuava grande. Mas esta demanda evoluiu para um couro mais macio e flexvel,

    adaptado fabricao de novos produtos como sapatos, bolsas, roupas finas etc. Neste contexto, os

    preos pagos aos curtumeiros comearam a baixar, estimulados pela vulnerabilidade financeira dos

    produtores. Para tentar sair da crise, os produtores se organizaram na cooperativa dos artesos e

    curtumeiros de Ribeira de Cabaceiras Arteza.

    Turismo

    Seguindo uma tendncia do momento, o turismo considerado como um setor estratgico para o

    desenvolvimento sustentvel do Cariri Ocidental paraibano, especialmente nas reas de ecoturismo,

  • turismo rural, turismo religioso, turismo cultural e turismo de eventos. Neste sentido, o PROTUR, um

    programa do SEBRAE, que conta com o apoio de vrias entidades, como IPHAEP, PRODETUR,

    SUDEMA e Banco do Nordeste, est desenvolvendo uma ao integrada em 8 municpios da

    microrregio com o intuito de montar um roteiro turstico.

    O Cariri apresenta um potencial turstico interessante. As sedes dos municpios, com suas casas

    geminadas e coloridas, so bonitas e geralmente bem cuidadas. Merecem destaque, em cidades mais

    antigas, como Cabaceiras, So Joo do Cariri e Tapero, alguns monumentos histricos (igrejas,

    cadeias, prefeituras) que possuem um charme capaz de cativar o turista. No Cariri, encontram-se

    tambm paisagens bonitas e surpreendentes com a presena de lajedos, pedras e flora de grande

    beleza. Alm disso, vrios municpios possuem stios arqueolgicos com pinturas deixadas pelos

    indgenas.

    O artesanato existente na regio tambm um trunfo importante, pois se trata de uma atividade que

    permite uma forte integrao com o turismo.

    Outro potencial turstico importante so as festas populares tradicionais (So Joo, festa da

    padroeira de cada municpio) ou mais recentes (festa do bode-rei em Cabaceiras, festas ligadas a

    exposies ou a vaquejadas), que drenam muitas pessoas da regio e de fora do Cariri para ouvir as

    bandas de forr, muitas delas originrias do prprio Cariri.

    Algumas prefeituras do Cariri Ocidental j vm investindo no setor por iniciativa prpria. Prata, por

    exemplo, est classificada como municpio turstico pela EMBRATUR e a prefeitura apoiada por uma

    ONG local, o Centro Vida Nordeste vem estimulando bastante o ecoturismo no municpio, com a

    promoo de passeios pelas trilhas da Serra da Matarina e eventos, como o 1 Encontro de Ecoturismo,

    realizado este ano. Como forma de divulgao, foram lanados 4 cartes telefnicos com aspectos do

    municpio e est previsto o lanamento de um selo postal temtico sobre a preservao da caatinga.

    Para 2002, est programado o Encontro Internacional de Convivncia com o Semi-rido, que dever,

    segundo o prefeito do municpio, inserir os agricultores. No municpio h stios arqueolgicos, que

    esto sendo catalogados pelo PROCA (Programa de Conscientizao Arqueolgica), ONG sediada em

    Campina Grande que atua em outros municpios da microrregio, como Monteiro e So Sebastio do

    Umbuzeiro.

    Confeco

    Atividade produtiva significativa nos municpios daquilo que chamamos de zona de influncia de

    Santa Cruz, embora seu peso econmico seja bastante reduzido quando comparado com a renda de

    renascena, por exemplo. O trabalho realizado em pequenas oficinas, que recebem o tecido cortado e

    devolvem as roupas costuradas para grandes fbricas de Santa Cruz. Trata-se de uma forma de

    terceirizao, na qual o produtor precisa de pouco capital (as mquinas de costura) e ganha por pea.

  • Atividades extrativas

    So atividades de extrao e transformao de rochas e minerais do sub-solo. A mais importante, do

    ponto de vista econmico, a extrao e queima de cal, mas existem tambm, espalhados pelo Cariri,

    outras fbricas, em particular de granito.

    Indstrias ou fbricas

    Algumas fbricas esto presentes, em geral na zona urbana, como fbricas de produtos de limpeza,

    marcenarias etc. Mas a maioria est ligada transformao de produtos da agricultura (fbricas de

    doce, de queijo). O Governo do Estado, atravs do Programa Cooperar, financiou mini-usinas de leite

    de cabra, para incentivar a produo. O leite comprado pelo governo e distribudo nos programas

    sociais. Finalmente, existe um abatedouro de ovinos e caprinos, no municpio de So Joo do Cariri.

    Em primeira anlise, o Programa Leite da Paraba parece interessante, pois a formulao de uma

    ao voltada para o desenvolvimento que articula o estmulo atividade produtiva de base familiar s

    demandas das polticas pblicas do governo apresenta um tom, digamos, politicamente correto,

    comprando o leite a por preo justo, e articulando a produo com a distribuio/consumo.

    2.9.3. Tecnologias alternativas para a convivncia com o semi-rido

    Em relao segurana hdrica, h barragens subterrneas (poucas), cisternas, poos tubulares

    ligados a cataventos e a bombas movidas a energia solar, tanques de pedra, poos amazonas e

    dessalinizadores. H muitas experincias com mtodos de irrigao que usam pouca gua, como o

    microgotejamento e a micro-asperso com hastes de cotonete. Em Monteiro, h postos de sade e

    grupos escolares da zona rural equipados com kits de energia solar.

    2.10. Organizao Social e Cultural Um destaque sobre o Cariri Ocidental

    2.10.1 Produo cultural

    Dentre as muitas potencialidades culturais do Cariri Ocidental paraibano, a msica a mais forte.

    Terra de poetas, cantadores, repentistas e violeiros, como Pinto de Monteiro e Z Marcolino, a regio

    palco de festivais e festas tradicionais, eventos que atraem um grande pblico e, por isso, so

    considerados hoje elementos fundamentais para a gerao de renda. Em Monteiro, h 40 bandas de

    forr que geram em torno de 800 empregos. Em Sum, h uma Banda Filarmnica Municipal com 60

    componentes, que mantm uma escola de msica para os jovens da cidade e, tradicionalmente, fornece

    msicos para a Banda dos Drages da Independncia. Entretanto, no h movimentos mobilizadores e

    a categoria dos msicos , freqentemente, taxada de individualista.

  • 2.10.2 O Colgio Agrcola de Sum

    Destaca-se ainda no Cariri Ocidental, segundo relatrio de Pesquisa de Campo (PDHC-2001). No

    relato, o pesquisador Marcio Caniello coloca comoA experincia que mais me empolgou na pesquisa de

    campo no Cariri Ocidental paraibano foi conhecer o Colgio Agrcola Municipal de Sum.

    Instalado em 1998, o colgio sustentado com recursos da prefeitura, da SETRAS e com a venda

    de alimentos ali produzidos. Administrado de maneira participativa por uma entusiasmada equipe de 18

    professores e tcnicos, o Colgio oferece capacitao tcnica em cinco especialidades agricultura,

    irrigao, caprino e suinocultura, industrializao e bovinocultura (teoria) a 230 alunos matriculados da

    5 8 srie, 80% deles habitantes da zona rural.

    Funciona tambm no Colgio, a UNICAMPO - Universidade Camponesa, trata-se de uma

    experincia de Formao em Desenvolvimento Local Sustentvel, desenvolvida pela UFCG em

    parceria com o PDHC e o CIRAD com o apoio da P.M. de Sum,e da ong CCPASA. Esta ao envolve

    35 educandos/as, sendo: Lideranas sindicais, comunitrias e cerca de 50% do grupo formado por

    assentados/as.

    Segundo Caniello, a melhor maneira de definir a prtica que ali se desenvolve seja dizer que no

    Colgio se pesquisa e se ensina, com garra e criatividade, alternativas reais para o desenvolvimento

    rural sustentvel do semi-rido nordestino.

    H um experimento de domesticao do moc, ao final do qual sero distribudos casais para

    repovoamento em stios e fazendas; h viveiros de asa branca, rolinha cascavel e canrio da terra, para

    reproduo e devoluo natureza. As cabras, bodes e cabritos so alimentados exclusivamente com

    forragem nativa ou climatizada (avels, palma forrageira, mandacaru, xique-xique, macambira, fenao

    de capim buffel, leucena, cunh, algaroba, restos de culturas e feijo guandu), associada

    indispensvel suplementao mineral e vacinas. Em breve, o colgio receber quatro casais de

    avestruzes que se juntaro ao casal de paves e aos galos e galinhas exticas. H um experimento de

    avicultura alternativa com galinhas label rouge, que servem tanto para o corte quanto para a postura, e

    tambm criaes de codornas e coelhos. Dois tanques j esto prontos para receberem tilpias.

    Praticamente tudo que se planta irrigado por gotejamento e ali foi construda a primeira barragem

    subterrnea do Cariri paraibano (ASSOCENE Projeto Umbuzeiro/2000) . H um banco de protena de

    leucena e cunh e a horta orgnica que produz coentro, cebolinha, berinjela, cenoura, pimento, alface,

    milho, repolho, beterraba e tomate (o nico que recebe defensivo, apenas uma vez por semana). H um

    experimento com algodo colorido e o pomar tem bananeiras, coqueiros, cajueiros, graviola, pinha sem

    caroo, maracuj, manga, laranja cravo, ponc, mimo do cu e goiaba.

    Na rea da fruticultura, o experimento mais interessante o da uva. Plantada com metade dos adubos qumico orgnico usualmente empregados, sem uso de hormnio ou dormex e com apenas

    30% da quantidade normal de defensivo agrcola, a primeira safra foi um sucesso e, agora, h uma

    grande parreira plantada nos mesmos moldes. Devido ao alto ndice de insolao da regio, a uva d 2

  • safras e meia por ano no Nordeste, ao passo que no Sul, d apenas uma. Alm disso, como a ecloso

    dos frutos depende de poda, o produtor pode program-las de maneira a produzir uvas o ano inteiro,

    evitando perdas.

    No colgio se produz queijo e iogurte que so vendidos toda sexta-feira em uma banca no centro da

    cidade, onde tambm so comercializados leite, hortalias, legumes e frutas.

    2.10.3. Suporte Tcnico

    H diversas instituies interessadas em fomentar o desenvolvimento do Cariri Ocidental e Oriental .

    Abaixo, uma lista no com algumas:

    PDHC UFPB UFPB/NUPPA UFCG UFCG/PEASA SEBRAE EMBRAPA EMATER SUDENE/PNUD SUDEMA SICTCT/PPTA COOPERAR SENAI

    DNOCS FIEP INCRA CUT IBASE ONG PROCA ONG PARAIWA ONG VIVA NORDESTE COOPERATIVA HOLOS COOPARATIVA VINCULUS COOPARATIVA COOPAGEL ONG CM8M ONG CUNH

    3. CARACTERIZAO DOS MUNICPIOS

    Dos municpios que formam o territrio do Cariri, 17 (dezessete) esto inseridos na

    Microrregio do Cariri Ocidental, 12 (doze) na Microrregio do Cariri Oriental, 01 (um) na

    Microrregio de Campina Grande e 01(um) na Microrregio do Curimata Ocidental. O perfil

    bsico de cada municpio, como Localizao, Distancia da Capital, rea, Limites e populao

    so apresentados a seguir.

  • 19

    3.1. Perfil Bsico dos Municpios

    MunicpioDistncia da Capital(Km)

    Microregio rea(Km2)

    Limites PopulaoNorte Sul Leste Oeste Total Urbana Rural

    Alcantil 188,0 Cariri Oriental 252,9 Barra de Santana Santa Ceclia Gado BravoRiacho de Santo Antnio e Boqueiro

    4 958 1 671 3 287

    Amparo 335,7 Cariri Ocidental 126,5 So Jos dos Cordeiros e PE Sum SumPrata e Ouro Velho 1 886 619 1 267

    Assuno 229,2 Cariri Ocidental 147,7 Junco do Serid Tapero Juazeirinho e TenrioSalgadinho e Junco do Serid 2 960 2 142 818

    Barra de Santana 154,8 Cariri Oriental 351,2Queimadas Caturitte e Gado Bravo

    Alcantil Gado Bravo Boqueiro 8 311 602 7 709

    Barra de So Miguel 207,8 Cariri Oriental 582,2 Cabaceiras PE BoqueiroCarabas e So Domingos do Cariri

    5 162 2 080 3 082

    Boa Vista 169,9 Campina Grande 448,2Soledade e Pocinhos

    Cabaceiras e Boqueiro

    Campina Grande

    Gurjo e So Joo do Cariri 4 983 2 272 2 711

    Boqueiro 162,8 Cariri Oriental 396,4 Boa Vista e Campina Grande Riacho Santo Antnio e PE

    Caturit, Alcantil, Barra Santana

    Barra S Miguel e Cabaceiras 15 867 11 141 4 726

    Cabaceiras 183,8 Cariri Oriental 407,2 Boa Vista So Domingos e Barra S Miguel BoqueiroSo Joo Cariri e Barra SMiguel 4 290 1 760 2 530

    Camala 331,7 Cariri Ocidental 672,4 Sum e Congo So Joo Tigre e S S Umbuzeiro PE Monteiro 5 516 2 357 3 159

    Carabas 262,8 Cariri Oriental 438,7 So Joo Cariri e Coxixola CongoBarra de So Miguel e PE PE 3 401 1 074 2 327

    Caturit 153,8 Cariri Oriental 118,2 Campina Grande Barra Santana e Boqueiro Boqueiro Queimadas 4 183 798 3 385

    Congo 319,7 Cariri Ocidental 329,8 Coxixola,, Serra Branca Camala ePE Carabas Camala e Sum 4 602 2 176 2 426

    Coxixola 246,8 Cariri Ocidental 113,7 Serra Branca Congo e CarabasSo Joo do Cariri

    So Joo do Cariri 1 422 589 833

    Gurjo 218,1 Cariri Oriental 336,9 Juazeirinho e SoledadeSo Joo do Cariri Boa Vista

    Santo Andr e Parari 2 789 1 684 1 105

    Livramento 280,8 Cariri Ocidental 344,9 Tapero So Jos dos CordeirosSo Jos dos Cordeiros Desterro e PE 7 605 3 261 4 344

  • 20

    MunicpioDistncia da Capital(Km)

    Microregiorea(Km2)

    Limites PopulaoNorte Sul Leste Oeste Total Urbana Rural

    Monteiro 319,3 Cariri Ocidental 1.009,9 Sum e PrataZabel e So Seb.Umbuzeiro Sum e Camala PE 27 687 16 684 11 003

    Ouro Velho 328,7 Cariri Ocidental 166,9 PE Prata Amparo PE 2 823 1 905 918

    Parari 247,8 Cariri Ocidental 151,0 Santo Andr e Tapero Serra BrancaSo Joo do Cariri e Gurjo

    So Jos dos Cordeiros 1 437 339 1 098

    Prata 314,7 Cariri Ocidental 176,1 Ouro Velho e Amparo Monteiro Sum PE 3 425 2 218 1 207

    Riacho de Santo Antnio 196,8 Cariri Oriental 107,5

    Barra de Santana e Boqueiro PE

    Santa Ceclia e Alcantil Boqueiro 1 334 828 506

    Santo Andr 236,1 Cariri Oriental 227,2 Juazeirinho Parari e Gurjo Gurjo Parari e Tapero 2 800 602 2 198

    So Domingos do Cariri 254,0 Cariri Oriental 239,8 Cabaceiras

    Barra de So Miguel e So Joo do Cariri

    Barra de So Miguel

    So Joo do Cariri 2 189 780 1 409

    So Joo do Cariri 213,8 Cariri Oriental 700,6 Gurjo Carabas

    Boa Vista Cabaceiras, So Domingos e BarraS Miguel

    Serra Branca, Coxixola e Parari 4 703 1 996 2 707

    So Joo do Tigre 375,3 Cariri Ocidental 689,3 Camala PE PE So Sebastio do Umbuzeiro 4 481 1 236 3 245

    So Jos dos Cordeiros 270,8 Cariri Ocidental 418,1

    Tapero e Livramento Sum e Amparo

    Parari e Serra Branca PE 4 136 1 307 2 829

    So Sebastio Umbuzeiro 353,3 Cariri Ocidental 427,4

    Camala, ZabelMonteiro PE

    So Joo Tigre PE 2 894 1 809 1 085

    Serra Branca 230,8 Cariri Ocidental 704,6 Parari e So Jos CordeirosCongo e Coxixola

    So Joo do Cariri Sum 12 275 7 949 4 326

    Soledade 186,2 CurimatauOcidental 634,7 SeridGurjo e Boa Vista

    Pocinhos e Olivedos Juazeirinho 12 061 8 461 3 600

    Sum 281,7 Cariri Ocidental 843,2 So Jos dos CordeirosCamala, Monteiro

    Prata, Amparo e Monteiro

    Serra Branca e Congo 15 035 10 877 4 158

    Tapero 250,8 Cariri Ocidental 610,2AssunoAreia Baranas e Salgadinho

    Livramento Parari e So Jos Cordeiros

    Parari, Santo Andr e Juazeirinho

    Cacimbas 13 299 7 934 5 365

    Zabel 340,3 Cariri Ocidental 143,4 Monteiro S S Umbuzeiro S S Umbuzeiro PE 1 853 1 186 667

  • 213.2. Educao ( Principais indicadores )

    Municpios

    Analfabetismo Escolarizao de 7 a 14 anos Escolarizao dos resp. p/domiciliosPop. Com 15 anos e mais Pop. De 7 a 14 anos Resp. por domicilios

    Total AnalfabetosN %

    Total Matric nas escolasN %

    Total menos de 4 anos de freq escolaN %

    Alcantil 3.241 1.095 33,8 952 890 93,5 1.226 937 76,4Amparo 1.260 434 34,4 402 382 95,0 451 328 72,7Assuno 1.979 604 30,5 539 513 95,2 692 541 78,2Barra de Santana 5.448 2.182 40,1 1.618 1.565 96,7 2.055 1.637 79,7Barra de So Miguel 3.429 1.059 30,9 991 886 89,4 1.325 877 66,2Boa Vista 3.476 754 21,7 855 828 96,8 1.195 685 57,3Boqueiro 10.543 3.526 33,4 3.021 2.868 94,9 3.896 2.664 68,4Cabaceiras 2.959 583 19,7 807 760 94,2 1.075 636 59,2Camala 3.719 1.492 40,1 1.013 946 93,4 1.509 1.139 75,5Carabas 2.337 706 30,2 587 504 85,9 899 660 73,4Caturit 2.847 836 29,4 750 716 95,5 1.037 703 67,8Congo 3.179 1.117 35,1 801 759 94,8 1.233 880 71,4Coxixola 1.044 284 27,2 230 225 97,8 404 294 72,8Gurjo 1.922 526 27,4 504 521 103,4 713 458 64,2Livramento 4.926 1.507 30,6 1.503 1.499 99,7 1.819 1.353 74,4Monteiro 19.325 6.864 35,5 4.577 4.197 91,7 7.680 5.151 67,1Ouro Velho 1.966 581 29,6 509 498 97,8 762 473 62,1Parari 1.018 245 24,1 259 213 82,2 357 258 72,3Prata 2.394 841 35,1 616 578 93,8 946 652 68,9Riacho de Santo Antnio 896 335 37,4 237 240 101,3 303 221 72,9Santo Andr 1.978 583 29,5 493 482 97,8 719 514 71,5So Domingo do Cariri 1.528 422 27,6 363 317 87,3 553 388 70,2So Joo do Cariri 3.291 812 24,7 815 815 100,0 1.241 758 61,1So Joo do Tigre 2.910 1.361 46,8 849 685 80,7 1.222 984 80,5So Jos dos Cordeiros 2.849 870 30,5 747 751 100,5 1.097 818 74,6So Sebastio Umbuzeiro 2.008 807 40,2 509 451 88,6 828 606 73,2Serra Branca 8.831 2.385 27,0 1.986 1.920 96,7 3.388 2.166 63,9Soledade 8.267 2.273 27,5 2.068 1.974 95,5 2.962 1.911 64,5Sum 10.635 3.199 30,1 2.587 2.490 96,3 4.207 2.766 65,7Tapero 8.831 3.015 34,1 2.506 2.344 93,5 3.282 2.445 74,5Zabel 1.310 484 36,9 310 305 98,4 502 381 75,9a) Totais do territrio 130.346 41.782 32,1 34.004 32.122 94,5 49.578 34.284 69,2

  • 22b) Totais do Estado 601.532 564.902 93,9

  • 23

    3.3. Indicadores Sociais:

    No territrio do Cariri Paraibano, o ndice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M)

    2000 como em quase todo o nordeste baixo. O menor IDH o do municpio de So Joo do

    Tigre , com 0,527, ocupando a 210 posio no Estado, maior o de Boa Vista, com 0,688, 6

    posio, no Estado.

    A renda per capita do territrio tambm baixa, com apenas treze municpios com renda

    superior mnima recomendada pela ONU, sendo Boa Vista o municpio com maior renda per

    capita R$ 116,29. O municpio que apresenta menor renda per capita Livramento R$ 61,12 .

    O quadro A seguir mostra o IDH de todos os municpios do territrio, segundo o PNUD.

    MunicpioEsperana de vida ao nascer

    Taxa de alfabetizao

    de adultos

    Taxa bruta de

    frequncia escolar

    Renda per

    capita

    ndicesEsperana de vida (IDHM-L)

    Educao

    (IDHM-E)

    PIB (IDHM-R)

    Des. Humano Municipal (IDH-M)

    Alcantil 62,466 0,662 0,820 68,796 0,624 0,715 0,479 0,60Amparo 62,132 0,656 0,776 75,583 0,619 0,696 0,495 0,603Assuno 61,457 0,695 0,762 82,446 0,608 0,717 0,509 0,611Barra de Santana 62,117 0,599 0,739 61,777 0,619 0,646 0,461 0,575Barra de So Miguel 60,430 0,691 0,790 89,685 0,590 0,724 0,523 0,613Boa Vista 68,108 0,783 0,773 116,296 0,718 0,780 0,567 0,688Boqueiro 60,430 0,666 0,793 91,036 0,590 0,708 0,526 0,608Cabaceiras 66,062 0,803 0,858 100,446 0,684 0,821 0,542 0,683Camala 62,132 0,599 0,706 73,484 0,619 0,635 0,490 0,581Carabas 62,585 0,698 0,797 83,440 0,626 0,731 0,511 0,623Caturit 61,133 0,706 0,795 83,975 0,602 0,736 0,512 0,617Congo 66,502 0,649 0,781 82,219 0,692 0,693 0,509 0,631Coxixola 63,643 0,728 0,799 88,064 0,644 0,752 0,520 0,639Gurjo 62,466 0,726 0,826 96,222 0,624 0,759 0,535 0,640Livramento 59,872 0,694 0,767 61,120 0,581 0,718 0,459 0,586Monteiro 59,106 0,645 0,744 113,574 0,568 0,678 0,563 0,603Ouro Velho 62,132 0,704 0,821 97,942 0,619 0,743 0,538 0,633Parari 62,132 0,759 0,783 78,460 0,619 0,767 0,501 0,629Prata 60,878 0,649 0,774 95,785 0,598 0,691 0,534 0,608Riacho de Santo Antnio 60,430 0,626 0,752 83,996 0,590 0,668 0,512 0,590Santo Andr 61,132 0,705 0,817 94,993 0,602 0,743 0,533 0,626So Domingos do Cariri 70,513 0,724 0,763 93,532 0,759 0,737 0,530 0,675So Joo do Cariri 66,062 0,753 0,871 102,012 0,684 0,793 0,545 0,674So Joo do Tigre 55,995 0,532 0,706 67,148 0,517 0,590 0,475 0,527So Jos dos Cordeiros 65,677 0,695 0,768 76,033 0,678 0,719 0,496 0,631So Sebastio do Umbuzeiro 57,577 0,598 0,780 87,273 0,543 0,659 0,519 0,573Serra Branca 64,497 0,730 0,840 111,655 0,658 0,767 0,560 0,662Soledade 63,164 0,725 0,754 101,815 0,636 0,735 0,544 0,638Sum 66,493 0,699 0,818 101,387 0,692 0,739 0,544 0,658Tapero 57,295 0,659 0,784 71,790 0,538 0,701 0,486 0,575Zabel 60,744 0,631 0,761 89,614 0,596 0,674 0,523 0,598

  • 24

    4. AUTO DIAGNSTICO DO TERRITRIO DO CARIRI

    4.1 DIMENSO: Econmica e Produtiva

    EIXO AGLUTINADOR - PRODUO DE GROS (Principais Atividades: Milho, Feijo e Fava)

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Incio da experincia de implantao de bancos de sementes com a finalidade de possibilitar segurana na produo e na alimentao das famlias; -Existe a possibilidade de plantio dentro da caatinga; -Reflorestamento com plantas nativas.

    -Produo de sequeiro atrelada a grandes perodos de estiagem; - Difcil acesso ao crdito; - Poucas sementes nativas; Atraso na entrega das sementes (Governo) no perodo do inverno; -Falta de planejamento e desorganizao na produo; - Falta de estrutura pessoal de atendimento a demanda, de qualificao adequada a poltica e de condies de trabalho de ATER; -Produo inexpressiva nos perodo de estiagem;-Volume de produo insuficiente;-Desmate, broca e a queima de novas reas;-Reduo da fertilidade em reas j exploradas; -Atividades geralmente individualizadas, (aquisio de insumos, estoques e comercializao) - Uso de agrotxicos.-No utilizao da base agroecolgica de produo; - Maior parte dos produtos so comercializados por atravessadores; -Armazenamento em silos de zinco (pouco usado); utilizao de garrafas pets apropriadas para gros de consumo familiar, mas no adequadas para o plantio; -Poucos cadastros por municpios para o acesso a compra antecipada pela CONAB por parte dos produtores;

    Produtos comercializados pelos agricultores nas feiras livres(pequena quantidade); -Agregao de valor aos produtos;-Venda antecipada dos gros para a CONAB; - Seguro safra; -Compra dos produtos peas instituies municipais (Prefeituras).

    - Entrada dos transgnicos;

  • 25EIXO AGLUTINADOR: OLERICULTURA E FRUTICULTURA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNO

    Potencialidades Entraves Oportunidades AmeaasCulturas: Batata-doce, Melancia, Jerimum, Tomate, Cenoura, Pimento, Goiaba, Umbu, Pinha, Caju, Manga, Banana, Coco, Fruto de Palma, Graviola, Combeba, Acerola.-Grandes audes (Camalau, Sum, Boqueiro e Congo) potencial hdrico para a produo com irrigao localizada; - Mercado consumidor; - Existem algumas fbricas de pequeno porte para o processamento de doces com frutos da regio; - As feiras municipais so os canais de escoamento da produo, nesses mercados e que so realizadas todo o processo de comercializao;

    - A produo da fruticultura e da olericultura no muito expressiva na regio, porm somente nas regies dos grandes audes, nas vazantes e nos solos de aluvies (margem dos rios) e que essas atividades se desenvolvem em maior expressividade;- Atravessadores; - Baixo nvel tecnolgico para o cultivo; -Uso indiscriminado de agrotxico; -Sistema de irrigao inadequado; -Individualidade dos/as produtores/as; -Produo/comercializao desordenada; -Falta de controle na produo; -Necessidade de domesticao deplantas nativas (umbu, combeba); -Falta de estrutura para beneficiamento e agregao de valor; -Desconhecimento da legislao; - Quantidade e qualidade da gua; -No existe uma organizao para essa atividade.

    -Irrigao adequada para cada cultura; -Criao de espaos agroecolgicos (produtores agroecolgicos); - Compra pela CONAB; -Abastecimento do mercado institucional.

    - Entrada de produtos de outros estados.

  • 26

    EIXO AGLUTINADOR: SEGURANA ALIMENTAR

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNO

    Potencialidades Entraves Oportunidades AmeaasBacias hidrogrficas;-Existem experincias consolidadas nos municpios do Cariri Ocidental:Barragens subterrneas, plantio de verduras em canteiros econmicos, forragens nativas,Bancos de sementes comunitrios- Cultivo de vazantes;-Avicultura caipira;-Caprinocultura; -Hortas;-Mandalas; -Piscicultura.; -Impactos positivos nas reas de forragem, silagem, barragem subterrneas, canteiros econmicos;-Padro alimentar das famlias-Melhoria na renda familiar; - Comunidades organizadas em torno das experincias;- Associao-Grupos de interesse;-Pastorais (da criana e CPT); -Aes das Prefeituras e das seguintes entidades no territrio:(STRs, SEBRAE, EMATER,EMEPA, UFPB, UNICAMPO)

    -Falta de organizao para o acesso ao crdito; -Burocracia; -Ausncia de polticas complementares de gerao de renda.

    - Polticas pblicas (PETI, PRONAF, FOME ZERO, Seguro Safra); - Atuao do Projeto Dom Helder Cmara no territrio.

    - Descontinuidade dos programas governamentais.

  • 27EIXO AGLUTINADOR: CAPRINOVINOCULTURA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Unidades de beneficiamento de leite;- Demanda de consumo,- O prprio bioma caatinga (xerfila e hiperxerfila) propcio para a criao de caprinos, o rebanho do territrio, contribuem para a viabilidade da explorao da caprinocultura no territrio;-Fortalecimento do associativismo;-Sistema edafoclimtico favorvel criao, vegetao diversificada, rusticidade dos animais nativos, relevo prprio a criao (ambincia).-Atividade econmica estratgica para o desenvolvimento sustentvel do Cariri paraibano, em particular para o desenvolvimento rural de base familiar;- reserva estratgica para os momentos de dificuldade do produtor familiar, especialmente nos perodos de seca, quando um ou mais animais so vendidos para garantir a renda da famlia ou abatidos para o consumo. -Impacto no scio-cultural e educativo da regio; - Iniciativa da sociedade civil organizada- Agroindstria para o beneficiamento da carne e do couro; - Artesanato do couro.

    - Ncleo de pesquisa no territrio insuficiente; - Baixo nvel tecnolgico nas reas de reproduo, alimentao, sanidade, o que resulta numa baixa produtividade do rebanho; - Falta de organizao para o acesso ao crdito; - Regularizao do pagamento do programa; - Aquisio de animais sem parecer tcnico; - Deficincias no repasse de informaes sobre o acesso ao crdito agropecurio; -Estrutura de criao inadequada e ineficiente; -Grande nmero de animais por rea; desorganizao da produo de alimentao animal; -Existem situaes de desvirtuamento na entrega e na distribuio e uso do leite; - Falta do *SIM, SIE e SIF para comercializao dos produtos de laticnios; - Demora na tramitao dos projetos de fortalecimento da Agricultura familiar junto s agncias creditcias; - O processo de produo e de organizao ainda e incipiente;

    -Estmulos governamentais e de instituies do pacto do Cariri -programa da caprinovinocultura;-Existem usinas de beneficiamento do leite de cabras implantadas pelo governo estadual em convnio com o governo federal; - Melhoramento gentico do rebanho; - Incubadora de laticnio; - A comercializao e feita em feiras locais (animais) e regionais, o leite nas usinas e de forma autnoma (nas propriedades); - Exposio de Feiras Agropecurias; - Programa FOME ZERO -PRONAF Infra-estrutura /SDT/MDA) -Apoio do SEBRAE;

    -Dependncia econmica na venda do leite para os programas oficiais; - Estimulo a compra de animais exticos; -Alto risco de reduo qualitativa e quantitativa da diversidade florstica.; -Burocracia para a implantao das incubadoras de laticnios; -Descontinuidade do programa governamental (federal) do leite; -Diminuio das raas nativas pela introduo de raas exticas.

  • 28EIXO AGLUTINADOR: BOVINOCULTURA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNO

    Potencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Existncia de algumas estruturas de comercializao, beneficiamento e produo (Bovinocultura de leite); -Feiras de gado nos municpios e na regio; -Unidade de pesquisa leiteira; -So poucas as propriedades que se dedicam bovinocultura de corte (Nelore), j para a agricultura familiar os bovinos representam uma estratgia de capitalizao e de trabalho (junta de boi para o trabalho no campo);- A Bovinocultura de Leite representativa na regio do Cariri para a cadeia produtiva do laticnio em alguns nichos de produo (Boqueiro, Caturit, etc.); - A agregao de valor est mais voltada para o laticnio em alguns nichos de produo; - As feiras municipais se concentram como maior foco de comercializao para a carne e para os animais (vivo); -O leite tem um maior canal de comercializao, pois existem diversas usinas de beneficiamentos, queijarias e fbricas de laticnios; - Venda in natura.

    -Baixo nvel tecnolgico nas reas de reproduo, alimentao, sanidade, - Baixa produtividade do rebanho; -Baixa capacidade forrageira e das pastagens; -Falta de informao para o agricultor ter acesso ao crdito; -A organizao dos processos produtivos abastecida por uma rede de fornecedores (vacinas, raes, medicamentos, etc) de fcil acesso; porem o acesso a esses insumos e restrito a uma pequena parcela de criadores;-Ingerncia poltica em alguns municpios para o acesso ao crdito; - Compra obrigatria dos animais nas feiras (custo alto; manipulao nas vendas; etc.); - Desrespeito a quantidade de animais por unidade de rea (capacidade de suporte); - A comercializao por atravessadores; - A carne e o couro no existem uma agregao de valor.Falta de exames nos animais

    Formao de pastagem nativa na caatinga; -Agregao de valor no laticnio, carne e couro; - Programa Fome Zero; - Programa do Leite.

    - Dependncia da venda do leite no programa do Governo federal (descontinuidade do programa); - Atraso no pagamento do leite, causando desmotivao nos produtores; - Falta de alternativa para dar continuidade ao programa do leite.

  • 29

    EIXO AGLUTINADOR: APIMELIPONICULTURA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas- timo potencial para a criao de abelhas, -Disponibilidades enxames de abelhas na caatinga -Diversidade de floras durante todo o ano, propiciando uma boa produo de mel; -Meliponicultura (abelhas nativas - cupira, jandaira, moa branca, uruu, canudo, etc.); -Existe processo de agregao de valor ao produto, acompanhamento mais sistemtico realizados por ONGs a alguns apicultores (experincia em Soledade).- Venda garantida do mel; - Criao da casa do mel para o beneficiamento.-Desinformao dos agricultores sobre a legislao ambiental e como acess-la.

    - O processo de agregao de valor ao produto restrita a um municpio.- As culturas extrativistas dos meleiros, que destroem os enxames e as rvores para extrao do mel; -Falta de conscientizao para a criao racional de abelha e melponas com fins lucrativos; - Falta de assistncia tcnica especializada; -Desmatamento, destruindo a flora nativa apcola; - O volume de produo e o nmero de apicultores ainda pouco expressivo, -Atividade pouco divulgada e trabalhada -A criao de abelhas e incipiente no territrio; -A comercializao e restrita a um municpio e a um pequeno grupo de apicultores de forma irregular

    - Mercado promissor para o mel;

    EIXO AGLUTINADOR: PISCICULTURA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Existncia de grandes reservatrios: Camalau, Sum, Boqueiro e Congo -Potencial para criatrios em tanques redes (tilpias); - Espcies nativas (curimat, trara, etc.) com potencial econmico; Grande potencial para a comercializao; - Significativa atividade da pesca artesanal; - As organizaes esto centradas em associaes de pescadores nos municpios onde se concentram grandes audes (Camala, Boqueiro, Sum, So Sebastio do Umbuzeiro; Congo; Soledade).

    Falta de conhecimento sobre as polticas de crdito e apoio pblico aos pescadores; - Falta de assistncia tcnica, acompanhamento tcnico;- Falta de organizao na produo e na comercializao; -Desinformao dos pescadores sobre a legislao ambiental e como acess-la; Pesca predatria; -Recursos hdricos escassos m qualidade (gua salobra); - Baixa expressividade no Cariri; -Comercializao individualizada, nas feiras municipais ou em residncias e a alguns atravessadores.

    Seguro desemprego na poca da desova para colnia dos pescadores de Camala, Sum, Congo e Boqueiro;

  • 30EIXO AGLUTINADOR: AVICULTURA CAIPIRA/CAPOEIRA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Tradio da criao de aves na agricultura familiar; -Fcil comercializao;-Grande aceitao e procura pela populao; - Rusticidade e adaptao regional; -Grande maioria dos agricultores e agricultoras criam galinhas de capoeira para a subsistncia e como complemento na renda familiar (venda de ovos e de aves); -A alimentao e produzida no local (milho); -As feiras locais para a venda dos ovos e aves; - Facilidade no manejo;

    - Ocorrncia de doenas, parasitas, predadores (raposas, gato do mato, gavio, etc.) nas criaes locais; -Pouco conhecimento tcnico sobre alimentao alternativa, manejo sanitrio, melhoramento gentico e seleo das melhores aves; -Falta de crdito para a melhoria dos sistemas de criao (instalaes, matrizes, implementos, etc.); - Falta de esclarecimento na produo e manejo das aves caipiras; -As vacinas no so utilizadas, so utilizados medicamentos caseiros quando ocorrem as doenas; - No existe agregao de valor nos produtos; -Presena dos atravessadores

    - Feira dos produtores agroecolgicos em Campina Grande; - Programa Fome Zero;-Fornecimento para o mercado institucional, Hospitais, etc.

    - Fornecimento contnuo para os mercados externos.

    EIXO AGLUTINADOR: TURISMO RURAL

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades AmeaasAs sedes dos municpios, com suas casas conjugadas e coloridas so bonitas e geralmente bem cuidadas;-Bbonitas paisagens-Presena de lajedos, pedras e flora de grande beleza., -Existncia de inmeras bandas musicais, grupos folclricos, filarmnicas;-Municpios possuem stios arqueolgicos com pinturas deixadas pelos indgenas;- Gastronomia, - Engenhos, - Festas religiosas, -Danas tradicionais: forr, xaxado, quadrilha, coco de roda, ciranda, reisado, dana do camaleo; -Feiras de rua -feiras livres.

    Falta de infra-estrutura hoteleira, Falta de infra-estrutura rodoviria; Falta de roteiros e calendrios tursticos; Falta de articulao entre os atores sociais que trabalham com o setor de turismo; Limitao ao uso das guas para lazer; Falta de valorizao da cultura e gastronomia local; Falta de capital e de capacitao da populao para o desenvolvimento de atividades tursticas e aproveitamento das potencialidades existentes; -Desconhecimento de linha de crdito.

    Dinamizao das linhas de crdito voltadas para o turismo da AF;Novas divisas para os municpios; dinamizao da mo-de-obra regional; valorizao e reconhecimento do artesanato, da culinria e do folclore e dos recursos regionais.

    Degradao ambiental pela explorao indevida; -Explorao da mo-de-obra local; -Introduo de mo-de-obra especializada externa; -Descaracterizao de valores regionais; -Populao local sem oportunidade de acesso ao turismo local; Privatizao dos recursos naturais dificultando o acesso da populao regional.

  • 31EIXO AGLUTINADOR: ARTESANATO (Principais Produtos: Renascena, bordado, madeira, cermica, couro, sisal, palha, brinquedos, bonecas de

    pano e estopa, redes e tapetes

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades AmeaasValorizao da cultura, tradio e saber local, mo de obra numerosa e qualificada, o tratamento do couro realizado com produtos extrados da vegetao nativa (em especial o angico), atividade exercida predominantemente por mulheres e jovens; - O artesanato apresenta-se enquanto a produo mais importante do cariri, depois da produo agropecuria; - Significativo nmero de Mulheres exercem essa atividade, - A renascena corresponde sua maior renda monetria; principalmente nos perodos de estiagem; - O arranjo produtivo do artesanato em couro est mais organizado articulando o processo desde o tratamento da matria prima comercializao da produo.-O destaque na organizao se d no artesanato em couro atravs de Cooperativas, mas que ainda necessitam de um processo de formao mais efetivo e permanente, das/os associadas/os principalmente quanto as relaes de cooperao,gesto e articulao de negcios e acesso a mercados;- Cooperativa especializada em processamento de couro de caprino;

    -Dificuldade de organizao de associaes e cooperativas em funo da influncia de grupos polticos; -Omisso do poder pblico municipal em fomentar a atividade; - Produo comprada a baixos preos por atravessadores para revenda nos mercados, -A apropriao da renda no fica com quem produz.,-Falta de organizao, estrutura e arranjos institucionais para comercializao da produo gestadas pelas/os artess/os , -Falta de projetos para recomposio da flora nativa; inexistncia de cooperativas de crdito com linhas de crditos solidrios; - A grande maioria das artess/os produzem individualmente, o processo produtivo da renascena, cermica, madeira desorganizado; - -Os poucos empreendimentos associativos existentes, tem organizao incipiente-Aquisio de Matria prima;

    Existncia de programas do Gov Estadual e do SEBRAE para apoio e fomento das atividades artesanais; - Centro vivo de artesanato (SEBRAE); - Centro de pesquisa de couro em Campina Grande.

    - Poucos tem acesso aos canais de distribuio, apenas alguns artess/os individuais e empreendimentos associativos participam de feiras e eventos com o apoio do SEBRAE e Gov Estadual; -Poucas associaes, tem Box no MAP em Joo Pessoa.- Falta de um comrcio justo e escoamento da produo para fora do estado.

  • 32EIXO AGLUTINADOR: ESTRUTURA FUNDIRIA/ REFORMA AGRARIA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Terras disponveis; -Fixao do homem e da mulher ao campo; -Pessoas que sabem trabalhar na terra,-Organizao da famlia; -Produo familiar;- Entidades governamentais e no governamentais prestando assessoria tcnica.

    - Situao fundiria limita o desenvolvimento dos produtores familiares; A grande quantidade de estabelecimentos pequenos reflete uma diminuio das reas disponveis por famlia devida diviso hereditria das propriedades., -Os assentamentos de reforma agrria no resolvem a situao dos minifndios existentes como ainda agravam o problema, criando novos minifndios (agregados) - O tamanho dos lotes no permite a produo econmica das famlias assentadas; -Falta de infra-estrutura nos assentamentos e minifndios; -Pequeno mdulo rural para a agricultura familiar e para os assentados.- Introduo de pessoas no territrio sem aptido para a agropecuria; - Grande presso sobre os recursos naturais devido a densidade demogrfica sobre os minifndios ou mdulos rurais.

    - Existncia do programa de crdito fundirio- Acesso a terra;- Crdito rural; -Programa Luz para Todos;

    - O modelo de reforma agrria no permite a superao dos problemas fundirios

    EIXO AGLUTINADOR: CREDITO/ FINANCIAMENTO

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas- Crdito rural disponvel; -Existncia de agncias bancrias com crdito rural / financiamento-Diversas linhas de crditos disponibilizando investimentos aos agricultores familiares; -Fundos solidrios; - Existncia das prticas solidrias de fundos rotativos.

    - Falta de informaes para acessar as linhas de crditos e da legislao; - Irregularidade e falta da documentao dos agricultores(as) familiares; -Sistema bancrio e Gerentes receosos de uma maior acessibilidade ao crdito ao agricultor de base familiar; -Falta de agentes de crdito rural nas comunidades; -Inexistncia de cooperativas de crdito, -Falta de capacitao na rea de crdito.

    -Introduo de experincias consolidadas de aceso de crdito pelos agricultores familiares de outras regies.

    - Sistemas Bancrios com polticas de crdito bancrio atreladas a compra pr-estabelecida pelo banco;-A poltica de crdito dos bancos oficiais com crditos direcionados; - Foco de investimento em atividades (cadeia produtiva) e no do sistema produtivo; -Impedimento do acesso ao crdito por mais de um membro da mesma famlia.

  • 33EIXO AGLUTINADOR: ATER / ATES

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas- Atuao de entidades governamentais e no governamentais apoiando o processo de desenvolvimento territorial;-Existncia de prticas de tecnologias apropriadas; -Troca de experincias entre as famlias (agricultores experimentadores).

    - Descontinuidade de aes de ATER; -Falta de comunicao e divulgao de aes desenvolvidas pelas entidades; -Sucateamento das entidades governamentais; -Uso de agroqumicos e agrotxicos.- Perda da diversidade das culturas locais; - Falta de convivncia com a realidade da agricultura familiar por parte dos tcnicos(as) de ATER;- Viso do agronegcio pela agricultura familiar.

    -Existncia do plano nacional de ATER;Disponibilidade de novas tecnologias de produo; -Pesquisas de novas culturas para a agricultura familiar;

    Formao tcnica sem contemplar a realidade da agricultura familiar;

    EIXO AGLUTINADOR: INFRA-ESTRUTURA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-BR 412, 104 e 230;-Trabalhar e assessorar prefeituras, para viso de futuro.-Energia-70%, do territrio eletrificado;-Energia alternativa

    - Falta de deciso poltica para construir o anel virio do territrio;

    -As cidades que se comunicam por estradas vicinais de difcil acesso;- Estradas vicinais nos perodos chuvosos;- Falta de interesse e ou motivao de prefeitos e

    populao;- Eletrificao monofsica, dificultando

    projetos produtivos;- Falta de conhecimento da populao sobre

    energia elica e solar;

    - DENIT, DER e consorcio de prefeituras;

    - Formao de consorcio intermunicipal;

    - Fazer projetos para pavimentao asfltica;

    - Participao de representantes de rgos e entidades no CIAT, ND, NT.

    - Programa Luz para Todos;- Sol nos 365 dias do ano.

    - Falta de infra-estrutura que impede a organizao do mercado regional;

    - Dificuldade para o escoamento da produo, atendimento a sade e desestimulo ao turismo;

    - A falta de participao no ND e NT.

    - rgo Estadual executor de instalao de energia que atua pelo clientelismo;

    - Falta de polticas publicas voltadas para esse Territrio.

  • 348.2 DIMENSO: Scio-Cultural

    EIXO AGLUTINADOR: EDUCAO DO CAMPO

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Escolas Agrotcnicas de Sum e Boqueiro;-Ao educativa da Unicampo;- Frum Educacional-Experincias xitosas de Educao do Campo, alfabetizao

    Ao de Educao desarticulada;-Desvirtuamento do papel rural da educao da escola de Boqueiro;-Gestores Municipais no implantando o Plano de Cargos e Salrios do Magistrio.- Pouca informao sobre o programa de alfabetizao.

    -UFCG ;-EMEPA; -EMBRAPA;-Existncia de programas de alfabetizao de Adulto ( Brasil Alfatebizado)-Ao educativa do PDHC;

    -Desarticulao entre os rgos de Pesquisa;-Falta poltica pblica para Educao do Campo;-Ausncia de investimento para escolas agrotcnicas;

    EIXO AGLUTINADOR: CULTURA E LAZER

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas- Existncia de Poetas Populares,Cantores e Compositores- Quadra de Esportes- Ginsios Polivalentes- Festas Populares- Vaquejadas- Feiras Agropecurias- Feiras Livres- Corridas de Argolinhas- Comemoraes Cvicas- Carnaval- Festas Juninas- Festas de Padroeiros (as)- Bandas Marciais- Bibliotecas Literrias- Bibliotecas Virtuais

    -Desvalorizao da Cultura local;-Falta de maiores incentivos a divulgao das manifestaes culturais existentes no territrio;- Falta de programa para resgatecultural

    - Cantos do Semi-rido- PDHC- SRA- SDT- FIC- Ministrio da Cultura- Ministrio dos Esportes

    - Ingerncia Polticas para liberao de recursos pblicos

  • 35

    EIXO AGLUTINADOR: SADE NO CAMPO

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Consrcio municipal de Sade do Cariri Ocidental;-Hospitais de Referencias;-Implantao de farmcias vivas no Cariri.

    -Desinteresse dos gestores pblicos na rea de sade;- A comunidade no exerce o Controle social sobre as polticas de sade local;-Agentes de sades desqualificados ou descompromissados.-A inexistncia de equipe de PSF em alguns municpios;- Nmero insuficiente de Equipe de PSF;-Alta incidncia de doenas endmicas.

    -PSF;-PACS; -FUNASA;-CARTES SUS;-Municipalizao da Sade;-Unidade Mvel de Sade;

    EIXO AGLUTINADOR: MORADIA NO CAMPO

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Mo-de-Obra disponvel - Parte de matrias primas (areia, barro e pedra)

    -Dimensionamento e estrutura no compatvel com o nmero de pessoas.-Ausncia de fossas cpticas;- Alto ndice de casas de Taipas. - Falta Saneamento Bsico.

    -FUNASA-INCRA-Ministrio da Integrao-Ministrio das Cidades

    - Desinformao sobre as polticas de moradia do Campo;

    EIXO AGLUTINADOR: GNERO E GERAO

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Mo-de-Obra qualificada para trabalho de artesanatos rural; -Grupo de mulheres organizadas.

    -Ao do machismo predomina entre as relaes de gnero;-Pouco acesso aos espaos de deciso poltica nos assentamentos e AF;-A participao das mulheres, no respeitada nas reunies bem como as suas demandas;-Desinformaes dos direitos fundamentais.

    -Instituies governamentais e no governamentais atuando no territrio: PDHC, HOLOS, Cunh, Centro 8 de Maro, ASA PB, VINCULUS, COOPAGELLinhas de Crdito especificas PRONAF MULHER e JOVEN.

    - Desinformao ao acesso do crdito.

  • 36EIXO AGLUTINADOR: ETNIA

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas- Coco de Roda; - Excelncia em

    velrios- Vassoura de palha; - Panela de

    barro

    - As pessoas tm dificuldades de se identificar quanto a sua etnia;- Falta de conhecimento de suas origens histricas;- Alta carga de preconceito impede o reconhecimento tnico.

    - Entidades especializadas em fazer levantamentos histricos.

    - Descaracterizao das culturas locais por parte da mdia.

    8.3 DIMENSO: Ambiental

    EIXO AGLUTINADOR: RECURSOS HDRICOS

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Rios Paraiba, Taperoa, Sucuru, Ouro Velho, Cip, Espinho. - Grandes audes como: Santo Antonio; Camalau; Sume; Congo; Pores; Epitcio Pessoa; So Paulo; Prata.-Formao da populao/entidades sobre manejo sustentvel do solo e da gua; PDHC e P1MC;

    - Rios e Audes degradados por longas estiagens e assoreamento de suas margens;

    - A falta de planejamento de bacias hidrogrficas;

    -Polticas publicas do MDA e SDT e gesto descentralizada do MMA;-O ndice pluviomtrico do territrio e de 400mm/ ano, que reabastece os recursos hdricos da natureza quando chove regularmente.

    - Falta de compromisso dos cidados, gestores do CIAT, ND, NT do territrio;

    - A falta de polticas publicas sobre recursos hdricos;

    EIXO AGLUTINADOR: RECURSOS NATURAIS

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Agricultura Orgnica-Diversidade da fauna e da flora-Stios arqueolgicos-Recursos Minerais -Alto indice de insolao-Adaptabilidade da vegetao

    -Degradao da Natureza,-Grande quantidade de lixo no meio ambiente,-Poluio dos Rios e audes,-Assistncia Tcnica insuficiente,-Desertificao,

    -Aes do MDA, SDT, PDHC, P1MC, ASA, CIAT, ND e DT

    -Polticas de consumo de agrotxico,-A falta de participao e cidadania no processo de discusso na formulao de polticas ambientais, -Ausncia de polticas de crdito.

  • 37

    8.4 DIMENSO: Poltica Institucional

    EIXO AGLUTINADOR: BASE INSTITUCIONAL (Servios de Apoio)

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades AmeaasAMCAP, CODECAP, PREFEITURAS, IGREJAS, PASTORAIS E COOPERATIVAS

    - Desintegrao entre as instituies,

    - Desperdcio de recursos pelas instituies parceiras nos programas desenvolvidos

    -PDHC, SDT, UFCG /NUPPA /PEASA, SENAR, CPT, SEBRAE, UNICAMPO, BNB, PPTA, EMBRAPA, EMATER, SUDEMA, SICTCT, COOPERAR, SESI, DNOCS, INCRA, CUT, IBASE, ONGS/ VIVA NORDESTE HOLOS CM8MCUNHA PRACASA PATAC COOPAGEL, VINCULUS

    - Desintegrao entre as instituies em planejar as polticas publicas,

    - Descompromisso dos profissionais com a realidade Territorial.

    EIXO AGLUTINADOR: BASE ORGANIZATIVA (Movimentos Sociais e Organizao Comunitria)

    AMBIENTE INTERNO AMBIENTE EXTERNOPotencialidades Entraves Oportunidades Ameaas-Potencial humano;- Grande numero de associaes comunitrias;-Grupos religiosos;-Conselhos;-Pastorais;- Grupo de jovens

    - Divergncias entre os vrios segmentos sociais;

    - Desinformao dos gestores das associaes comunitrias;

    - Capacitao descontinuada ao potencial humano.

    - ONGs referenciais;- Movimento de mulheres.

    - Falta conscincia participativa entre os movimentos, ONGs e instituies.

  • 38

    5. PROCESSO E ATIVIDADES VIVENCIADAS NO TERRITRIO

    A Secretaria de Desenvolvimento Territorial - SDT, vem construindo uma estratgia

    metodolgica de apoio ao desenvolvimento territorial, a partir de macro processos:

    Sensibilizao, Mobilizao e Articulao; Gesto e Planejamento do Desenvolvimento

    Territorial; Implementao de Projetos; Monitoramento e Avaliao. A SDT tem como misso

    apoiar a organizao e o fortalecimento institucional dos atores sociais locais na gesto

    participativa do desenvolvimento sustentvel dos territrios rurais e promover a

    implementao e integrao de polticas pblicas, destacando trs eixos estratgicos:

    Organizao e o fortalecimento dos atores sociais, adoo de princpios e prticas da Gesto

    social e promoo da implementao e integrao de polticas pblicas.

    A estratgia de desenvolvimento territorial no Cariri realizada de forma articulada entre a

    SDT e o Projeto Dom Helder Cmara PDHC/SDT-MDA, essa atuao conjunta vem

    realizando e apoiando um conjunto de aes e atividades que objetivam apoiar atores e

    atrizes locais nas etapas de articulao, construo e negociao scio-poltico-institucional,

    que resulte num Plano de Desenvolvimento, enquanto instrumento para Gesto Social do

    Desenvolvimento Territorial Sustentvel.

    Oficina Estadual de Formao de Agentes e Construo da Estratgia de

    Desenvolvimento Territorial

    Oficina de Formao de Agentes e Construo da Estratgia de Desenvolvimento

    Territorial do Cariri,

    Oficina Territorial de Alinhamento Conceitual Metodolgico e Articulao das Aes

    Territoriais no Territrio do Cariri

    Oficina de Gesto e Planejamento do Desenvolvimento Territorial Cariri Fase II,

    Oficina Concepo Bsica do Desenvolvimento Territorial do Cariri Fase II PTDRS,

    Constituio da institucionalidade territorial Frum Territorial

    Seleo do Articulador Territorial,

    Elaborao do auto-diagnstico do territrio

    Elaborao do perfil do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel-

    PTDRS

    Elaborao de propostas/projetos de aes imediatas com viso estratgica PRONAT

    Infraestrutura e Custeio 2003, 2004 e 2005.

    Atividade comemorativa do Dia Internacional da Mulher

    Seminrio sobre Desenvolvimento Territorial e Gesto Social,

  • 39 Encontro sobre Desenvolvimento Territorial e Educao do Campo,

    Oficina Territorial de Arranjos Institucionais e Monitoramento

    Curso de Formao Multiplicadora para membros dos Colegiados e Fruns Territoriais

    Realizao atividades e Elaborao do Estudo Propositivo

    Elaborao /Construo do Plano Safra Territorial

    Constituio de Comisses de Trabalho para monitoramento das aes e projetos.

    Oficina Estadual de Monitoramento de Aes nos Territrios Rurais

    As atividades realizadas contam com a participao/parceria de representantes de

    Instituies governamentais (Prefeituras municipais, rgos estaduais), Organizaes no

    governamentais, Conselhos Municipais de Desenvolvimento Territorial (CMDRS) e Sindicatos

    de Trabalhadores Rurais (STR) dos Municpios que compem o territrio da Mata.

    No desenvolvimento das atividades foram utilizadas tcnicas de visualizao mvel,

    exposies dialogadas e trabalhos em sub-grupos e plenrias. A abordagem metodolgica

    participativa e construtiva considerando os objetivos que se pretende atingir, os temas

    abordados e da profundidade de aprendizagem que se quer alcanar no processo.

    6. A INSTITUCIONALIDADE TERRITORIAL

    Para gestionar as aes do desenvolvimento do territrio, foi discutida e deliberada a

    criao de um rgo colegiado denominado FRUM DE DESENVOLVIMENTO

    SUSTENTVEL DO TERRITRIO DO CARIRI.

    Sua estrutura organizacional est composta por uma Plenria geral, Grupo de

    Planejamento, Coordenao Territorial e um Ncleo Tcnico.

    O Frum o instrumento que o territrio tem para mobilizar, articular, os atores sociais e

    consolidar a Estratgia de Desenvolvimento Territorial do Cariri, assim como deliberar,

    planejar, direcionar e monitorar as aes de desenvolvimento, diante disto, ela precisa ser

    fortalecida, tanto na sua organicidade, como na sua representatividade.

    Primeiro esboo da institucionalidade territorial:

  • 40

    TERRITRIO DO CARIRI

    l

    Ncleo Tcnico Ncleo Diretivo

    Articuladora Territorial

    7.3. Coordenao Territorial

    7.4. Coordenao Executiva

    7.1. Frum Assemblia Territorial

    7.2. Grupo de Planejamento

  • 41

    7. FRUM DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL DO TERRITRIO DO CARIRI.

    Instancias

    7.1. Frum Territorial 140 Membros

    * Alcantil; Assuno; Amparo; Barra de Santana; Barra de So Miguel; Boa Vista; Boqueiro; Cabaceiras; Camala; Carabas; Caturit; Congo; Coxixola; Prata Gurjo; Livramento; Monteiro; Ouro

    Velho; Parari; Riacho de Santo Antnio; Santo Andr; So Domingos do Cariri; So Joo do Cariri; So

    Joo do Tigre; So Jos dos Cordeiros; So Sebastio do Umbuzeiro; Serra Branca; Soledade; Sum;

    Tapero e Zabel.

    Composio / Segmentos Papel Dinmica GOVERNO - 45

    *

    SOCIEDADE CIVIL 95*

    *

    - Mobilizar, articular, os atores sociais para consolidar a Estratgia de Desenvolvimento Territorial do Cariri;- Definir/Homologar/Articular a construo coletiva e implementao do PTDRS.- Definir prioridades e S elecionar projetos.- Articular as instituies e parcerias para elaborao e implementao dos projetos;- Discutir e aprovar o Regimento Interno.Fortalecimento da gesto social envolvendo os principais atores e entidades que atuam no desenvolvimento do territrio rural.

    Plenria Geral do Territrio

    Encontros 2 vezes ao ano

    31 Representantes das Prefeituras

    14 Representantes deInstituies e rgos Governamentais.

    PDHC, INCRA, FAC, SEBRAE, EMBRAPA/CNPA, CODECAP, ASCAP, INTERPA, AMCAP, UFCG, UNICAMP0, CENDOV, BNB, EMATER

    31 S TRs

    09 ONGs

    PATAC, HOLOS, CM&M, CUNH, UNSPAR, .VINCULUS, COOPAGEL, Fundao Parque Tecnolgico(Pqtc)

    24 Representantes dos Movimentos S ociais e Organizaes dos/as AF

    ASA-PB, FETAG, CUT, IGREJAS, Parquia Boqueiro ,Frum dos Asentados ,Comit Territorial do Projeto Dom Hlder Cmara, Associao Alunos da Unicampo, Agricultores/as Experimentadores/as, Associao Mulheres Rendeiras e CEDIVIMUC, Colnia de Pescadores,Associao de Apicultores, Associao de caprinocultores

    31 CMDRS

  • 42

    7.2. Grupo de Planejamento 64 Membros

    Segmentos Composio Papis DinmicaGOVERNO - 22

    SOCIEDADE CIVIL - 47

    Assentamento Santa Tereza (Soledade)

    - Socializar nos municpios, com os diversos atores e espaos as informaes, temas e conhecimentos discutidos.- Estimular a criao de Redes Territoriais- Encaminhar processos de negociao dos programas, projetos e aes.- Construir, Discutir e analisar o PTDRS.- Propor/Realizar aes necessrias para o desenvolvimento do Territrio- Elaborar / Discutir proposta do Regimento Interno.Acompanhar e avaliar o processo em curso no territrio

    Este grupo representar o territrio nas oficinas promovidas pela SDT.ENCONTROS (+/-2 em 2 meses)

    10 Prefeituras Cabaceiras, Livramento, Monteiro, Boqueiro, Caturit, Camala, Sum, Serra Branca, Parari, Gurjo,

    12 rgos Governamentais.

    INCRA, FAC, EMBRAPA, INTERPA, EMATER, UNICAMPO, CODECAP, AMCAP, ASCAP, SEBRAE, PDHC, BNB

    09 S TRsLivramento, Soledade, Boqueiro Caturit, Gurjo, Santo Andr, Parari, SS Umbuzeiro , Prata.

    08 ONGs PATAC, CUNH, CM&M, UNSPAR, HOLOS, VINCULUS, COOPAGEL, Fundao Ptqc

    06 Associaes dos Assentados

    Z Marculino (Prata) Boa Vista I (Coxixola), Santa Catarina (Monteiro), Novo Mundo (Camala), Serra do Monte (Cabaceiras), dos Dez (S.S Umb)

    05 Movimentos S ociaisCUT, FETAG, Igrejas(Parquia Boqueiro),Colnia de Pescadores, Comit Territorial PDHC

    02 Associaes Mulheres

    Associao de Mulheres Artes AMPPARE (Serra Branca) e CEDIVIMUC (Soledade)

    01 Ass Alunos UNICAMPO

    09 CMDRSCaturit; Serra Branca; Amparo; So Joo do Tigre; Boqueiro; Monteiro, Gurjo; Santo Andr, So Sebastio do Umbuzeiro.

    15 Coordenao Territorial

    EMATER, SEBRAE, CODECAP, PDHC, ASCAP, AMCAP, PATAC, CUNH, STR (Boqueiro) ,Frum dos Assentados, FETAG, CUT, CMDRS (Livramento e Caturit), Comit Territorial PDHC

  • 43

    7.3. Ncleo Diretivo COORDENAO TERRITORIAL DO CARIRI PB 15

    Membros

    7.4. COORDENAO EXECUTIVA - 04 Membros

    Governo Sociedade civil1- CODECAP Zizo /Jos Anastcio

    1- PDHC Raimunda/Fbio

    1- Frum dos assentados Braz/

    1- CUT Arimetia/Luiz Silva

    Composio Titular Suplente Papel Dinmica GOVERNO - 06

    1 PDHC Raimunda Cosme

    1 EMATER Gelma Marques

    1 SEBRAE Joo Alberto A definir

    1 CODECAP Luiz Jos (Zizo)

    1 AMCAP Jos Carlos Jaldemiro1 ASCAP Ana MariaSOCIEDADE CIVIL - 09

    A definir A definir

    1 PATAC Valdir Glria

    1 STR

    Braz

    1 CUNH Celinha Elaine

    1 FETAG

    1 CUT Luis Silva Arimateia

    2 CMDRS

    Coordenar aes do Frum/ Grupo de Planejamento e NTArticular atores e instituies no processo de DTRealizar e/ou articular aes e estratgias para implementao do PTDRS e decises do Frum.Elaborar proposta de Regimento Interno a ser apresentada discutida, analisada e aprovada pelo Frum.

    At a elaborao e aprovao do Regimento Interno pelo Frum, a Coordenao Territorial se reunir sempre que for necessrio.

    Fbio e Souza Antonio Alberto

    Jos Anastcio

    Edivaldo Bezerra

    1 COMIT PDHC

    Boqueiro A. Venncio

    Livramento A. Lisboa

    1 Ass Assentados

    Manoel Amaro

    Maria de Ftima Elias

    Geane Lucena

    Livramento e Caturit

    Coxixola e S.S.Umb

  • 44

    7. Ncleo Tcnico 16 Membros

    Composio Tcnicos/as Papel Dinmica GOVERNO - 06EMATER Verneck, Antonio Alberto.SEBRAE Joo Alberto / Rosa INTERPA Joo Sitnio /EMBRAPA/CNPA Heleno de FreitasPDHC Fabio Souza /RaimundaCENDOV A definirUNICAMPO Alexandre, Daniel DuarteAMCAP Jaldemiro/

    Armistrong / Carlos Jos

    Aliomar /

    SOCIEDADE CIVIL - 10HOLOS Assis e SergioPATAC Gloria e Francisco Fund. Pqtc Elma Leal/OrlandoCM&M Elaine /CelinhaCOOPAGEL Roberto/ Maria Jos

    Franco /

    VNCULUS Zeneide /Ana

    Aldo / Dimas

    M Auxiliadora Barros

    - Apoiar tecnicamente o Frum e a Coordenao Territorial; - Elaborar estudos, diagnsticos, planos e projetos.- Preparar de eventos reunies seminrios, oficinas; - Mobilizar atores e atrizes sociais do territrio; - Apoiar entidades executoras do territrio na elaborao dos planos de trabalho e encaminhamento da documentao junto Caixa Econmica Federal; - Apoiar na gesto de projetos e recursos do Frum Territorial; - Mobilizar municpios e atores e atrizes territoriais;- Acompanhar o processo de elaborao/ implementao de projetos; - Coordenar processos de Desenvolvimento Territorial (elaborao de estudos, diagnsticos, planos e projetos); - Desenvolver interesses de articulao institucional; - Elaborar relatrios; - Apoiar o desenvolvimento de aes do Frum, Coord Territorial e Ncleo Tcnico; - Manter fluxo de informao/comunicao com a Consultora Estadual SDT/MDA, CEDRS, Secret Executiva do PRONAF.

    Quando necessrio e articulado com a Coordenao e Articuladora Territorial

    Sec Agric.Rec. Hdricos e M. Ambiente (Cabaceiras)Secret. Agricultura Livramento

    Assoc. Aluno da UNICAMPO

    Agr/as Experimentadores/asArticuladora Territorial

  • 45

    7.PRINCPIOS NORTEADORES DO MODELO DE DESENVOLVIMENTO

    Os princpios norteadores do modelo de desenvolvimento territorial definidos pelos/as

    atores e atrizes locais do Cariri, so os seguintes:

    Sero considerados os aspectos de gnero, gerao e etnia no contexto de todas as

    aes implementadas.

    A agricultura Familiar enquanto prioridade constitui-se no foco do desenvolvimento

    sustentvel;

    As atividades produtivas do territrio tm na da diversificao de culturas e na agro-

    ecologia sua base cientfica e metodolgica;

    A cultura popular ser valorizada levando em considerao todas as manifestaes

    reveladoras da identidade do povo;

    A construo do conhecimento considera o saber local como elemento primordial na

    definio de planos e aes realizadas no territrio

    A Poltica de segurana alimentar e hdrica das famlias tero como fundamento a

    gesto dos recursos ambientais.

  • 46

    8. VISO DE FUTURO DO TERRITRIO DO CARIRI

    No territrio do Cariri paraibano todas as crianas a partir dos trs anos esto na

    escola e se constituem no foco da educao que adota uma abordagem pedaggica

    no sexista, no discriminatria e que portanto, considera as questes de gnero,

    gerao e etnia, alm dos demais temas transversais. A interdisciplinariedade um

    fato evidente, conferindo educao uma concepo sistmica.

    O analfabetismo est erradicado. A educao adota metodologia que

    considera as especificidades do campo e as disciplinas so focadas nas questes do

    territrio.Os educadores e demais profissionais que lidam com educao so

    qualificados permanentemente. Jovens e adultos atualizam-se em cursos

    profissionalizantes. As escolas tcnicas formam recursos humanos especializados.

    As universidades pblicas tm um importante papel na gerao de tecnologias

    apropriadas. Os Centros de Formao e Capacitao em gerao de renda atendem

    a todos os interessados e contribuem para profissionalizar os que atuam na

    comercializao da produo oriunda da agricultura familiar. Os Centros de Formao

    Cooperativista atendem a toda a demanda do territrio, contribuindo para a expanso

    da economia solidria.

    A universalidade Camponesa um centro de excelncia em tecnologia de

    convivncia com o semi-rido. O Centro de Incluso Digital est consolidado e atende

    a toda a populao. Os agricultores familiares esto conectados e integrados em

    diversas redes do Brasil e do mundo.

    A Reforma Agrria est consolidada e portanto todos os agricultores familiares

    tm acesso terra e ao conjunto de polticas pblicas que contribuem para o

    fortalecimento dos assentamentos e das comunidades de modo geral. Os agricultores

    dispem de assessoria tcnica de qualidade, prestada por profissionais

    comprometidos com o processo de transformao social no qual o protagonismo dos

    Horizonte temporal 30 anos

    2004 - 2034

  • 47agricultores e agricultoras familiares evidenciado nas tomadas de deciso que lhes

    dizem respeito.

    Os agricultores multiplicadores atuam, difundindo as tcnicas compatveis com

    o semi-rido. As famlias das reas de assentamento e das demais com unidades

    produzem frutas e hortalias em mandalas instaladas em seus lotes que em conjunto

    com os audes, barragens, poos amazonas e tubulares profundos garantem a

    segurana hdrica da regio.

    A gesto dos recursos hdricos uma realidade e todos participam dos comits

    de bacia de forma democrtica, efetiva e eficiente. O potencial hdrico contribui para a

    implementao de projetos produtivos a partir da diversificao de culturas e com o

    foco na agricultura orgnica. Estudos sobre culturas alternativas so realizados de

    forma permanente.

    O Centro de Pesquisa em gentica animal vem melhorando continuamente o

    padro dos rebanhos. A produo de laticnios em usinas instaladas no territrio

    contribui para a agregao de valor e para a gerao de trabalho e renda. Todos os

    produtos das unidades de laticnios possuem certificados emitidos pelo S.I.M(Servio

    de Inspeo Municipal), S.I.E. ( Servio de Inspeo estadual) e pelo S.I.F(Servio de

    Inspeo Federal).

    O mercado local tm se fortalecido com a oferta de produtos dos agricultores

    familiares que comercializam sua produo em pontos com esta finalidade.A malha

    rodoviria do territrio, com servio de manuteno permanente, garante o

    escoamento da produo para os centros consumidores.

    As atividades no agrcolas so exploradas de forma eficiente e eficaz. Entre

    elas distingue-se o turismo rural. reas de assentamento, stios e fazendas recebem

    turistas durante o ano inteiro, valorizando a auto-estima e gerando renda para os/as

    agricultores/as familiares. O artesanato em renda renascena tem sua qualidade e

    expresso cultural reconhecida na Europa e nos Estados Unidos, alm do

    consumidor brasileiro que vem ampliando significativamente sua margem de

    consumo de peas do artesanato do territrio.

    O acervo cultural do territrio resgatado e valorizado pela sociedade e pelo

    poder pblico.As manifestaes culturais integram o Plano de Cultura e so

    exploradas de modo a resgatar a auto-estima e gerar renda para as comunidades.

  • 48As mulheres e os jovens que atuam nos grupos de cultura esto organizados

    em associaes e cooperativas que pesquisam, montam apresentaes e assim

    geram renda para os seus integrantes.

    Todas as pessoas tm acesso aos servios de sade, que vm sendo

    permanentemente aprimorados e universalizados. Os laboratrios populares de

    manipulao de plantas medicinais atendem s demandas da populao. A

    excelncia na prestao de servio de sade contribui significativamente para o

    aumento do IDH do territrio.

    As reservas de caatinga esto em recuperao.A criao de alternativas de

    produo (Apicultura, multiplicao de mudas, etc) contribui para superar as

    dificuldades oriundas da explorao de carvo. As matas ciliares esto recompostas.

    As nascentes dos rios esto sendo recuperadas/preservadas e a populao participa

    conscientemente do processo de gesto ambiental do territrio.

    Todos os municpios elaboram o seu Oramento Participativo, de forma

    democrtica, atravs dos Conselhos setoriais e territorial, considerando as

    prioridades da populao, a partir de um amplo processo de formao/capacitao

    que qualifica as intervenes da sociedade civil organizada.

    A gesto dos municpios acompanhada pelos comits que verificam

    permanentemente a aplicao dos recursos pblicos nos diversos programas. A

    populao participa do planejamento, da execuo e da avaliao das iniciativas

    implementadas pelo poder executivo. O oramento do poder executivo est

    disponibilizado no site da Prefeitura e a populao monitora a sua aplicao atravs

    da internet.

    Os agricultores e agricultoras das reas de assentamento tm a sua

    importncia reconhecida por todos, porque geram produo e renda para o territrio.

    Representantes das reas de assentamento so integrantes dos comits e suas

    demandas so atendidas prioritariamente. A escolha dos representantes ocorre de

    forma democrtica, a partir de um amplo processo de discusso, ocasio em que se

    debatem os temas inerentes gesto da coisa pblica, inclusive da associao e da

    cooperativa, alm dos demais empreendimentos coletivo.

    Todas as Cmaras de Vereadores tm representantes das reas de

    assentamento, alm de cinco municpios que so administrados por Prefeitos e

    Prefeitas oriundo(a) das reas. As Prefeituras so verdadeiros centros de

  • 49coordenao de polticas pblicas que gerenciam os municpios do territrio de forma

    participativa e transparente.

    Os setores produtivos do territrio esto organizados em associaes e

    sobretudo em cooperativas. O cooperativismo de crdito expande-se a cada dia e

    estimula a economia de modo geral.

    Os Sindicatos dos trabalhadores e trabalhadoras Rurais participam ativamente

    da formulao das polticas pblicas do territrio e monitoram as questes inerentes

    Reforma Agrria.

    A sociedade civil est organizada atravs dos Conselhos setoriais e territorial,

    alm das cmaras temticas.As comunidades so criteriosas na escolha de seus

    representantes.

    Os servios pblicos so prestados atravs de instituies comprometidas com

    a tica e respeito aos bens pblico. Representantes da populao tm assento nos

    Conselhos consultivos dessas Instituies. Os funcionrios, altamente qualificados,

    atendem a todos os usurios dos servios, sendo bem remunerados pelo trabalho

    prestado.

    Os agricultores e agricultoras familiares recebem assessoria agronmica e

    social prestada por organizaes de profissionais qualificados para atuarem no

    contexto do desenvolvimento territorial.

  • 50

    9. OBJETIVOS DO PTDRS DO CARIRI

    Objetivo Geral:

    Promover a implementao de aes de promoo do desenvolvimento de forma

    integrada e sustentvel, garantindo a participao da sociedade civil e poder pblico de forma

    democrtica, visando o empoderamento dos atores sociais e o pleno exerccio da cidadania.

    Objetivos especficos:

    Estabelecer polticas pblicas territoriais pautadas na gesto ambiental sustentvel;

    Promover a sustentabilidade scio-econmica pelo resgate e valorizao da

    diversidade cultural, produtiva, agrcola e no-agrcola:

    Consolidar e diversificar a economia de base familiar pela agregao de valor e

    comercializao;

    Consolidar uma aliana de pactos tornando referencial as aes e potencialidades

    existentes;

    Intensificar aes voltadas para a agricultura familiar focadas em base agro-

    ecolgica;

    Estimular a participao efetiva dos atores, exercitando a transparncia e construo

    coletiva;

    Assegurar a consolidao do frum territorial considerando a efetiva participao.

  • 51

    10. EIXOS AGLUTINADORES ESTRATGIAS, PROGRAMAS, PROJETOS E

    AES

    10.1 DIMENSO: PRODUTIVA

    EIXO AGLUTINADOR: PRODUO DE GROS

    ESTRATGIA: Garantir a Segurana alimentar humana e animal no territrio

    PROGRAMAS PROJETOS AES - Incentivo produo de gros;- Incentivo produo e armazenamento de forragens

    - Banco de sementes;- Armazenamento da protena;- gua para beber e produzir;

    - Capacitaes para discutir Segurana Alimentar;

    - Feira de troca-troca de semente- treinamentos para a confeco de silos metlicos;- Confeco de silos;- Construo de barragens subterrneas, poos amazonas, mandalas, poos tubulares, tanques de pedra- Produo de forragens e silagens; fenos.- Construo de silo trincheira;

    EIXO AGLUTINADOR: OLERICULTURA E FRUTICULTURA

    ESTRATGIA: Produzir e multiplicar mudas frutferas, de acordo com as condies

    edafoclimticas e as demandas das reas de assentamento e do mercado

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Beneficiamento de

    frutas nativas e adaptadas;

    -Implementao de hortas comunitrias com plantas medicinais.

    . Projeto para o beneficiamento das frutas (polpa, suco, doce,etc)- Projeto para o aproveitamento dos resduos das frutas e hortalias ( adequao de alternativas alimentares);- Projeto para a implantao e beneficiamento das plantas medicinais

    - Estudo de viabilidade;- Elaborao de projetos e negociao com os

    agentes financeiros;- Capacitao em fruticultura;- Idem em cultivo de planta medicinais;- Capacitao coletas e beneficiamento de frutas;- Construo de viveiros;- implantao de espaos agroecologicos;- Dimensionamento de sistema de irrigao;-Comercializao em feiras agroecologicas

  • 52EIXO AGLUTINADOR: CAPRINOCULTURA

    ESTRATGIA: Atender s demandas da cadeia produtiva de caprinocultura/ovinocultura

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Incentivo produo de leite, carne e pele;- Incentivo ao uso

    sustentvel da caatinga para a criao animal;

    - agregao de valor produo orinnda da caprivonovinocultura.

    - Controle de zoonoses,

    - Agroindstria para os produtos da caprinocultura ( carne e pele); - Implanto de SIFS (municipal, estadual e federal), nas Unidades de beneficiamento de leite, carne e derivados;- Melhoramento gentico dos rebanhos nativos;- Reflorestamento com angico

    para produo de forragem e tanino (para tingimento natural das peles).

    - Defesa da sanidade animal;

    -Elaborao de Estudos de Viabilidade, de forma participativa; Capacitaes para todas as atividades e aes - Capacitao para agregar valores na carne e pele ( embutidos, chapeis, etc);- Curso de BPF (Boas Prticas de Fabricao);- Inseminaao artificial;- Repasse de animais para as famlias;-Aquisio de matrizes;- Armazenamento de forragem;- ATER especializada;- Banco de sementes;- Manejo de pastagem( diviso de pasto, raleamento, rebaixamento da caatinga).

    EIXO AGLUTINADOR: BOVINOCULTURA

    ESTRATGIA: Melhoria do padro de qualidade do rebanho bovino

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Incentivo produo de carne leite e pele;- Incentivo ao uso sustentvel da caatinga, para criao animal;- Incentivo agregao de

    valor aos produtos.- Valorizao da qualidade

    do rebanho

    - Melhoramento gentico; - Implantar os SIFS municipal, estadual e federal nas usinas de beneficiamentos;- Instalao de novas usinas de

    leite no territrio. - implantao de pastagem

    nativas melhorada para forragens;

    - Sanidade animal

    - Capacitao para todas as atividades;- Estudos de viabilidade;- Elaborao de Projetos;- Negociao de recursos.- Banco de semem, inseminao artificial;- Armazenamento de forragem;- Monitoramento da sade do

    rebanho;

    EIXO AGLUTINADOR: APIMELIPONICULTURA

    ESTRATGIAS - Estimular a atividade apcola enquanto oportunidade de gerao de trabalho e renda

    para os agricultores e agricultoras;

    PROGRAMAS PROJETOS AES.- Zoneamento da apimeliponicultura no territrio;- Estudo e difuso da legislao ambiental;

    - Casa de mel;- Aquisio de equipamentos adequados para coletas e beneficiamentos;-Melhoramento ambiental da floricultura nativa;- Centro de comercializao de produtos apcolas-

    - Estudo de Viabilidade;- Curso de Apicultura- Aquisio dos insumos e captura de enxames;- Assistncia tcnica permanente;- Incentivo e acesso as linha de crdito. - SIFAR as associaes que j existem- Construo da casa de mel, considerando as exigncias da Vigilncia Sanitria (SIM/SIE/ e SIF);- Curso de BPF;- Comercializao da Produo;

  • 53EIXO AGLUTINADOR: PISCICULTURA

    ESTRATGIAS:

    Aumento da oferta do pescado no territrio

    Manuseio e aproveitamento do pescado ( carne, pele, ossos)

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Incentivo piscicultura em tanque rede;- Beneficiamento do pescado;- Comercializao;- Para criao de alevinos.

    - Projetos de tanque rede para tilpia

    - Berrios para alevinos;- Agregao de valor do pescado;- Projeto para recuperao /ampliao de audes.

    - Estudo de viabilidade.- Capacitaes;- Construo de tanques redes;- Construo de berrios para alevinos;- Implantao de unidades demostrativas;- ATER especializada em psicultura para o acompanhamento;- Comercio em qualidade em feiras livres.

    EIXO AGLUTINADOR: AVICULTURA CAIPIRA/CAPOEIRA

    ESTRATGIA: Garantir a melhoria de renda e da produo alimentar das famlias, atravs da

    expanso da criao das galinhas capoeira

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Programa de sanidade e manejo- Programa de investimento na agricultura;-Programa de apoio a comercializao

    - Capacitao tcnica e gerencial para os criadores;- Projeto de micro credito para financiamento a criao de aves de capoeira-Projeto de agregao de valor e incentivo a comercializao

    - Realizao de cursos de capacitao/e assessoria de mdicos veterinrios;- Organizao de criadores;- Realizao de oficinas, intercambio;- Unidades demonstrativas- Capacitao em novas praticas

    de manipulao( abate, embalagem, acondicionamento, SIM

    EIXO AGLUTINADOR: TURISMO RURAL

    ESTRATGIA: Promover a gerao de trabalho e renda a partir da explorao dos recursos

    naturais existentes e da cultura local.

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Formao dos recursos humanos;.- Programa de revitalizao dos monumentos histricos;- Programa de incentivo em hospedagens alternativas;- Preservao dos stios

    arqueolgicos;- Programa de preservao

    do patrimnio histrico;- Programa rede TRAF

    - Projeto de Capacitao de:guias, agentes, atendimento com qualidade e de todo trade;- Construo de Pousadas.- Projeto de empreendedores de turismo;- Projeto de conscientizao do valor histrico dos stios arqueolgicos;- Projeto de articulao com o turismo nordestino.

    -Articulao com instituio capacitadora;- Parceria com o IPHAEP;- Capacitao - Palestras, seminrios e visitaes;-Intercambio: intercambio intermunicipal e interestadual;- Home Page- Internet- Fundao dos conselhos municipais e consrcios de turismo.

  • 54

    EIXO AGLUTINADOR: ARTESANATO

    ESTRATGIA: Assegurar o fortalecimento do artesanato com fonte de renda e gerao de trabalho.

    PROGRAMAS PROJETOS AES - Programa de valorizao do artesanato.- Programa de apoio organizao dos arteses;- Programa de credito para o artesanato.

    - Projeto de melhoria de qualidade; - Projeto de apoio a constituio de cooperativa;- Projeto de incentivo a economia solidria;- Financiamento( fundo rotativo)

    - Capacitao dos arteses;- Servio de design; - Assessoria em marketing;- Assessoria tcnico gerencial;- Realizao de cursos;- Seminrios e oficinas; - Participao em feiras;- Feira regional de artesanato;- Seleo de beneficirios;- Formao de um grupo gestor

    EIXO AGLUTINADOR: ESTRUTURA FUNDIRIA /REFORMA AGRRIA

    ESTRATGIA: Implementar um modelo de produo voltado para a realidade scio econmica

    do territrio.

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Programa de modernizao da agricultura;- Programa de incentivo ao cooperativismo de credito;- Programa de alfabetizao de jovens de adultos;- Programa de gesto ambiental

    - Projeto de infra-estrutura scio-produtiva;- Programa de formao

    cooperativista. - Campanhas permanentes

    sosbre a importncia da RA;

    - Diagnostico participativo;- Elaborao de projetos;- Capacitao permanente. - Confeco de material

    informativo;

    EIXO AGLUTINADOR: CREDITO/ FINANCIAMENTO

    ESTRATGIA: Estimular a constituio de cooperativas de credito destinadas ao conjunto de

    atividades produtivas

    PROGRAMAS PROJETOS AES-Revitalizao da cultura do sisal;- Formao cooperativista;- Apoio base produtiva;- Incentivo ao micro-credito

    - Investimento na produo do sisal;- Formao de sisalicultores;- Unidade de beneficiamento do

    sisal;- Apoio ao artesanato em sisal.- Projeto de apoio a

    caprinovinocultura;- Constituio de Cooperativas de

    Produo e de Crdito

    - Estudo de viabilidade;- Organizao dos produtores de sisal,-Estudo de viabilidade da cooperativa- Cursos, seminrios e oficinas;- Formao de caprinovinicultores;- Elaborao de projetos de financiamento para transporte e distribuio de leite;- Financiamento de atividades no agrcolas.

  • 55

    EIXO AGLUTINADOR: ATER/ATES

    ESTRATGIAS - Apoiar o processo de desenvolvimento socioeconmico atravs do desenvolvimento e

    aplicao de tecnologias adequadas a realidade local.

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Programa de tecnologias apropriadas;- programa de difuso e instalao de mandalas;- Programa de incentivo a apicultura;- Programa de recuperao ambiental; - Programa de produo de

    mudas.- Programa de

    fortalecimento da base associativa;

    - Projeto de inventrio tecnolgico;- programa de financiamento de mandalas;- programa de difuso da apicultura;- Projeto de recuperao das matas ciliares;- Projetos viveiros.

    - Catalogao das tecnologias locais;- Elaborao de projetos individuais de acordo com suas realidade;- capacitao;- Intercambio; - Produo de mudas e reflorestamento.

    EIXO AGLUTINADOR: INFRA ESTRUTURA ( INFRA ESTRUTURA VIARIA)

    ESTRATGIAS- Discutir com as diversas esferas de governos estratgias de aes no que diz respeito as

    questes estruturais, junto a sociedade organizada

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Programas de manuteno, conservao e implantao de estradas, principalmente no territrio onde no existem estradas asfaltadas ou com recapiamento primrio.

    -Construo/ implantao da malha rodoviria do cariri;-Projeto de desenvolvimento, manuteno e conservao da malha existente, levando em considerao o desenvolvimento local sustentvel.

    - Elaborao de Projeto na rea;

    - Realizao de Fruns para discusso com as instituies governamentais e a populao de Maneira Organizada

    EIXO AGLUTINADOR: INFRA ESTRUTURA ( ENRGIA ELETRICA)

    ESTRATGIAS

    Ampliar o uso das fontes energticas; (solar, aelica, eltrica, biogs, etc);

    Facilitar o acesso ao Pequeno e mdio Produtor das diversas fontes energticas;

    Facilitar/viabilizar da Agricultura familiar, com tarifas mais acessveis;

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Luz para Todos;- Programas de pesquisas de fontes alternativas de energia para o Territrio.

    - Projetos de expanso de energia nas reas de difcil acesso;- Projetos de Pesquisas de fontes energticas;

    - Discutir com os diversos segmentos da sociedade (ONGs, sindicatos, associaes, etc), e Instituies governamentais, (UFPB, UFCG) alm de outras, as diversas tecnologias viveis para o Territrio;

  • 5610.2 DIMENSO: SCIO-CULTURAL

    EIXO AGLUTINADOR: EDUCAO DO CAMPO

    ESTRATGIAS

    Adequar a metodologia educacional realidade do Campo

    Cursos Profissionalizante, Ex. Tcnico Agroindustrial e Tcnico Agropecurio

    PROGRAMAS PROJETOS AES-Ampliar a ao educativa da UNICAMP nos municpios- Adaptar a base curricular a realidade do territrio- Capacitaes dos Professores- Capacitao integrada entre famlia e escola- Fortalecimento dos Conselhos Escolares

    - Construes e Reformas- Transporte do Estudante entre comunidades rurais- Alfabetizao de Jovens e Adultos do Campo- Projetos de Capacitaes de Professores a realidade do Campo.-Projetos destinados a aquisies de materiais didticos , coerente a realidade do territrio- Capacitar os membros dos Conselhos Educacionais.

    - Aulas extensivas- Cursos em regime especial adequado a Realidade.- Atividades continuadas nos projetos de: Alfabetizaes e Capacitaes do Processo

    EIXO AGLUTINADOR: ASPECTOS CULTURAIS / LAZER

    ESTRATGIA:

    - Calendrio de Eventos anuais do territrio

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Fortalecimento das culturais do territrio

    - Ministrio da Cultura- Ministrio dos Esportes- Ministrio do Turismo

    - Semanas Culturais- Recitais - Encontros e Bandas Filarmnicas e Marciais- Esquetes teatro amador - Festivais de musicas Regionais- Festivas de Violeiros- Cantorias- Festivais de grupos folclricos e para folclricos. - Campeonatos de Esportes intermunicipais

  • 57

    EIXO AGLUTINADOR: SADE NO CAMPO

    ESTRATGIAS:

    Ampliao do consorcio intermunicipal de sade no Cariri.

    Ampliao do PSF Como tambm PSF Odontolgico

    Unidade Move de Sade para atende todo o territrio

    Casa da Famlia implantada em cada municpio

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Combate s doenas endmicas.- Programa de Sade das mulheres - Educao Sanitria- Sade bucal

    - Aquisio de Unidades moveis de Sade- Construes e Reformas de Hospitais , Postos de Sade e Laboratrios

    - Especialidades: Medicas inclusive com Psiclogos, nutricionistas e assistentes sociais, enfermagens - Primeiros socorros em todas os municpios

    EIXO AGLUTINADOR: MORADIA NO CAMPO

    ESTRATGIA: Construes e Reformas

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Melhoria habitacional- Saneamento Bsico

    FUNASA-CAIXA ECON..FEDERAL-INCRA

    - Mutires- Parcerias- Consrcios

    EIXO AGLUTINADOR: GNERO

    ESTRATGIAS:

    Centro de Gerao de Rendas

    Garantir a participao social e poltica das mulheres em todas as instncias de formao e

    deciso.

    PROGRAMAS PROJETOS AESFortalecimento e qualificao daMo de obra artesanalFortalecimento e incentivo para participao social e poltica das mulheres

    Centro de Gerao de RendaPRONAF/ MULHERSemeando gnero no Semi-arrido-Paraibano- CUNH-CM8M - PDHCPREVIDENCIA SOCIALSEBRAE/ ARTESANATO

    - Rendas, Tapearia, Louas, Embutidos, assessrios em couroDoceterias, bordados em geralPinturas, reciclagem em geral, costura etc....- Diagnostico das mulheres rurais- Cursos de capacitaes para as mulheres.- Fortalecimento dos Grupos Produtivos

  • 58

    EIXO AGLUTINADOR: ETNIAS

    ESTRATGIA: Reconhecimento e valorizaes dos grupos ticos existentes no territrio

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Identificaes dos grupos - De reconhecimento de

    Organizaes dos grupos ticos do territrio

    - Valorizaes da Cultura dos grupos ticos. - Prognsticos dos grupos- Aes de incentivos para reconhecimento e organizaes dos grupos ticos. -Projeto para Diagnsticos dos grupos- Identificaes das comunidades dos Quilombolas

    10.3 DIMENSO: AMBIENTAL

    EIXO AGLUTINADOR: RECURSOS HDRICOS

    ESTRATGIAS:

    Transposio / interligao de bacias ;

    Limpeza dos leitos dos rios e riachos

    EIXO AGLUTINADOR: MEIO AMBIENTE

    ESTRATGIA: Manuteno de um ambiente saudvel

    PROGRAMAS PROJETOS AES-Programa de proteo dos Rios e nascentes

    -Programa de aproveitamento e reciclagem do lixo

    - Projetos de Revitalizao dos Rios e Nascentes;

    - Reaproveitamentos dos resduos slidos .

    -Criao de grupos para elaborao de projetos macro.

  • 59

    EIXO AGLUTINADOR: RECURSOS FLORESTAIS E FAUNSTICOS

    ESTRATGIAS:

    Mobilizao da Sociedade para conscientizao sobre a importncia da preservao do meio

    ambiente

    Combater o uso indiscriminado de Agrotxicos

    10.4 DIMENSO: POLTICO INSTITUCIONAL

    EIXO AGLUTINADOR: BASE INSTITUCIONAL ( SERVIOS DE APOIO)

    ESTRATGIAS:

    Aglutinar s divises Institucionais no territrio para otimizao das Aes

    Informatizar em Redes as instituies.

    PROGRAMAS PROJETOS AES- Preservao ambiental, levando em considerao a fauna e a flora e demais recursos naturais existentes.- Programa de recomposio da flora;- Programa de preservao da fauna;- Programa de controle do uso de agrotxicos.

    - Projetos de produo de mudas; - Projetos de proteo da matas ciliares com plantas frutferas;- Projetos na rea educacional para desenvolvimento da conscincia de preservao ambiental.- Projeto de controle do uso de agrotxicos

    - Encontros, palestras educativas com trocas de experincia do territrio.- Intercambio ou parceria com Secretarias de Educao, alm de outras para obteno de uma conscincia organizativa.

    PROGRAMAS PROJETOS AES-Programa de fortalecimento institucional.

    - Desenvolvimento de Poltica Pblica integradora

    -Realizao de Encontros, Palestras,Seminrios etc.- Avaliao das instituies existentes e suas formas de atuao.

  • 60

    EIXO AGLUTINADOR: BASE ORGANIZATIVA ( MOVIMENTOS SOCIAIS E ORGANIZAO

    COMUNITRIA)

    ESTRATGIAS:

    Integrao dos movimentos sociais para maior conscincia organizacionais;

    Desenvolvimento de cultura organizativa entre os movimentos, instituies governamentais,

    ONGs e etc..

    PROGRAMAS PROJETOS AES-Programas de Capacitao para atores e atrizes sociais

    -Projeto de realizao de um Frum Social Anual, para discutir os principais problemas scio-econmicos e culturais do territrio, onde se garanta presena das diversas esferas de governo com encaminhamento de propostas.

    - Realizao de Fruns, Debates, Seminrios, Oficinas, palestras Etc....

  • 61

    11. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Oficina de Formao de Agentes e

    Construo da Estratgia de Desenvolvimento Territorial Territrio do Cariri - setembro-

    2003 Relatrio da Oficina

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Oficina de Alinhamento Conceitua,l

    Metodolgico e Articulao de Aes Territoriais do Cariri junho/ 2004 PB - Relatrio das

    Oficinas

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Diagnstico da Situao Inicial do

    Territrio Rural do Cariri - junho 2004 Produto da Consultoria Territorial/PB

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Modelo de Gesto do Plano de

    Desenvolvimento Sustentvel do Territrio Rural do Cariri- fevereiro / 2005 Produto da

    Consultoria Territorial/PB

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Oficina de Gesto e Planejamento do

    Desenvolvimento Territorial do Cariri Fase II setembro/2004 - Relatrio da Oficina

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Oficina Concepo Bsica do

    Desenvolvimento Fase II Territrio do Cariri, fevereiro/2004 - Relatrio da Oficina

    Frum de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio do Cariri Autodiagnstico Territorial -

    2004 Registros da verso preliminar

    Frum de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio do Cariri - Perfil do Plano Territorial de

    Desenvolvimento Rural Sustentvel - Territrio do - PB Abril 2005 Registros da verso

    preliminar.

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Estudo Propositivo para Dinamizao

    Econmica do Territrio Cariri (Verso Preliminar) Julho 2005 -Produto do Tcnico Flvio

    Melo de Luna.

    APRESENTAO2.1. Composio2.2. Localizao Geogrfica 2.3 Breve Histrico da Colonizao2.4. PopulaoMesorregio da BorboremaDensidade populacional

    2.5. Clima2.6.Solos 2.7.Recursos Hdricos 2.8.Estrutura FundiriaReforma agrria e assentamentos

    2.9.Principais Sistemas de produo trabalhados no Territrio do Cariri2.9.1 Atividade Agrcola e PecuriaCaprino-ovinoculturaAgriculturaAvicultura e suinoculturaPisciculturaApicultura2.9.2. Atividades No Agrcolas ArtesanatoTurismoConfecoAtividades extrativas Indstrias ou fbricas 2.9.3. Tecnologias alternativas para a convivncia com o semi-rido

    2.10. Organizao Social e Cultural Um destaque sobre o Cariri Ocidental2.10.1 Produo cultural2.10.2 O Colgio Agrcola de Sum2.10.3. Suporte Tcnico

    3. CARACTERIZAO DOS MUNICPIOS3.1. Perfil Bsico dos Municpios3.2. Educao ( Principais indicadores )3.3. Indicadores Sociais:

    4. AUTO DIAGNSTICO DO TERRITRIO DO CARIRI4.1 DIMENSO: Econmica e Produtiva8.3 DIMENSO: Ambiental 8.4 DIMENSO: Poltica Institucional

    5. PROCESSO E ATIVIDADES VIVENCIADAS NO TERRITRIO7. FRUM DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL DO TERRITRIO DO CARIRI.7.1.Frum Territorial 140 Membros7.2.Grupo de Planejamento 64 Membros7.3. Ncleo Diretivo COORDENAO TERRITORIAL DO CARIRI PB 15 Membros

    7.PRINCPIOS NORTEADORES DO MODELO DE DESENVOLVIMENTO8. VISO DE FUTURO DO TERRITRIO DO CARIRI Objetivo Geral:Objetivos especficos:10.1 DIMENSO: PRODUTIVAEIXO AGLUTINADOR: PRODUO DE GROSEIXO AGLUTINADOR: OLERICULTURA E FRUTICULTURAEIXO AGLUTINADOR: BOVINOCULTURAEIXO AGLUTINADOR: APIMELIPONICULTURA

    10.2 DIMENSO: SCIO-CULTURAL10.4 DIMENSO: POLTICO INSTITUCIONAL

    11. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS