Cariri Ocidental - PB

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  • Territrio do Cariri Oriental

    RESUMO EXECUTIVO

    PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTVEL PTDRS

    TERRITRIO DO CARIRI ORIENTAL - PB

    2010

  • 1

  • RESUMO EXECUTIVO

    2010 2020

    PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTVEL PTDRS

    TERRITRIO DO CARIRI ORIENTAL - PB

    ______________________

    Paraba - 2010

  • 2

  • 3

    PRESIDENTE DA REPBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

    Lus Incio Lula da Silva

    MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO AGRRIO

    Guilherme Cassel

    SECRETRIO DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL

    Humberto Oliveira

    DELEGADO FEDERAL DO MINISTRIO DO DESENVOLVIMENTO

    AGRRIO NA PARABA

    Ranyfbio Cavalcante Macdo

    COOPERATIVA DE PRESTAO DE SERVIO EM DESENVOLVIMENTO

    SUSTENTVEL - VNCULUS

    Severino Ramos do Nascimento

    INSTITUTO DE ASSESSORIA A CIDADANIA E AO DESENVOLVIMENTO

    LOCAL SUSTENTVEL IDS

    Valter de Carvalho

    EQUIPE TCNICA

    COORDENAO GERAL

    Carleuza Andrade da Silva

    Carlos Humberto Osrio Castro

    Nalfra Maria Stiro Queiroz Batista

    Antnio Junio da Silva

    CONSULTORIA TCNICA ESTADUAL

    Oneide Nery da Cmara

    REVISO TCNICA ESTADUAL

    Carlos Gonalo de Oliveira

    Simone Ana Olimpio

    ASSESSOR TERRITORIAL

    Jos Batista Filho

    CONSULTOR

    Maria Auxiliadora Barros

    COLABORAO

    Maria Jos

    Mirian

    Eduardo

    Vivian Meireles

    Accia Barros Fernandes Dutra

    GEOPROCESSAMENTO

    Vvian Julyanna de Meireles Monteiro

  • 4

  • 5

    APRESENTAO 7

    I. Caracterizao Geral 10

    1.1 Aspectos Fsicos, Geogrficos e Ambientais 10

    1.2 Aspectos Demogrficos e Indicadores Socioeconmicos 18

    II. Enfoque Dimensional 22

    2.1 Dimenso Sociocultural Educacional 23

    2.2 Dimenso Ambiental 30

    2.3 Dimenso Socioeconmica 36

    2.4 Dimenso Poltico Institucional 47

    III. Viso de Futuro 58

    IV. Eixos, Programas e Projetos 60

    V. Gesto 66

    VI. Referncias Bibliogrficas 68

    Sumrio

  • 6

  • 7

    ste documento foi formulado de modo a estabelecer estratgias prioritrias de atuao, e subsidiar o processo de discusso,

    articulao de polticas e programas para a realizao de acordos territoriais que resultem na construo de um instrumento que

    favorea a Gesto Social do Territrio e de um Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel, onde a participao efetiva

    dos/as atores e atrizes locais tem fundamental importncia na reflexo e construo dessa proposta assim como na definio e

    implementao das polticas territoriais, enquanto sujeitos e protagonistas de seu desenvolvimento.

    Para sua sistematizao foram utilizadas informaes secundrias, relatrios das Oficinas Territoriais, dados do Estudo Propositivo, dados

    primrios e secundrios, do Auto-diagnstico e outros documentos que esto sendo elaborados no Territrio pelos/as atores e atrizes sociais que

    participam do Frum de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio do Cariri Oriental, como parte da estratgia da Secretaria de

    Desenvolvimento Territorial SDT, do Ministrio do Desenvolvimento Agrrio MDA, que adota o conceito de territrio como um espao

    fsico, geograficamente definido, geralmente contnuo, compreendendo a cidade e o campo, caracterizado por critrios multidimensionais, tais

    como o ambiente, a economia, a sociedade, a cultura, a poltica e as instituies, e uma populao com grupos sociais relativamente distintos, que

    se relacionam interna e externamente por meio de processos especficos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade e

    coeso social, cultural e territorial.

    Este documento considerado RESUMO EXECUTIVO tem como finalidade sintetizar o PTDRS, destacando as principais aes estratgicas que

    nortearo o desenvolvimento sustentvel nos territrios do Estado da Paraba

    E

    Apresentao

  • 8

  • 9

  • 10

    1.1 ASPECTOS FSICOS, GEOGRFICOS E AMBIENTAIS

    Territrio do Cariri Oridental encontra-se na poro

    centro-sul do Estado, entre as coordenadas de 7 e 8

    30` latitude sul e 36 e 37 30 de longitude oeste,

    com altitude para nveis de 400 a 600 metros, em direo ao

    entalhamento do rio Paraba, que forma uma rasa depresso

    intermontana, situada em cotas altimtricas de 300 metros, em vale

    encaixado e estreito. No sentido leste/oeste esse planalto se estende,

    desde a retaguarda da frente oriental escarpada at o limite das suas

    encostas ocidentais, com o Pediplano Sertanejo. Interrompe-se ao

    norte, no vale tectnico do Curimata, e ao sul, prolonga-se at a

    fronteira com Pernambuco, onde encontra os alinhamentos de cristas

    que se elevam a mais de 800m, como as serras das Umburanas, Serra

    de Aca, Serra do Jabitac. Pela sua localizao, no espao central do

    Estado situado mais ao sul, na divisa com Pernambuco, uma rea

    significativa do territrio sofre muita influncia de cidades

    pernambucanas, sobretudo daquelas que esto na zona de influncia

    de Santa Cruz, situadas na poro ao norte do Territrio sofre

    influncia econmica do municpio de Campina Grande.

    O Quadro 01: Municpios e rea (em km2) Territrio Cariri Oriental Municpios

    rea

    ( Km )

    Alcantil 3.241

    Barra de Santana 369,3

    Barra de So Miguel 595,2

    Boa Vista 476,5

    Boqueiro 424,6

    Cabaceiras 400,2

    Carabas 445,6

    Caturit 118,1

    Gurjo 343,2

    Riacho de Santo Antnio 91,3

    Santo Andr 225,2

    So Domingo do Cariri 222,1

    So Joo do Cariri 701,9

    Soledade 560,0

    Total do Territrio 8.214

    Fonte: IBGE, 2007

    I. Caracterizao Geral

  • 11

    Hidrografia

    A principal bacia hidrogrfica do Territrio do Cariri Oriental a do

    Rio Paraba, e a sub-bacia do Rio Tapero. O aude do Boqueiro

    represa as guas do Rio Paraba abastecendo vrios municpios do

    Territrio do Cariri.

    Aps os longos perodos de estiagens que comprometeram os

    volumes de gua acumulada nos audes do Territrio, os invernos

    abundantes de 2008 e 2009 regularizaram os nveis da maioria dos

    reservatrios localizados nesse espao, caso do aude Boqueiro que

    atingiu 87,7% de sua capacidade. Em consequncia disso, devolveu

    populao renovada esperanas com reflexos altamente positivos

    para o desenvolvimento social e econmico do Territrio.

    Segundo dados da Agncia Executiva de Gesto das guas do

    Estado da Paraba AESA, o volume de acumulao dos

    reservatrios localizados no Territrio do Cariri Oriental encontra-se

    dispostos no Quadro 02.

    Quadro 02: Resevatrios, Capacidade e Volume (m3)

    Municpio Aude

    Capacidade

    mxima

    (m3)

    Volume atual

    (m3)

    Volu

    me

    total

    %

    Barra de So

    Miguel Bichinho 4.574.375 1.624.956 35,5

    Boqueiro Epitcio

    Pessoa 411.686.287 361.231.338 87,7

    Carabas Campos 6.594.392 4.213.131 63,9

    Carabas Curimat 4.277.080 332.327 7,8

    Gurjo Gurjo 3.683.875 1.623.160 44,1

    Riacho de Santo

    Antnio

    Riacho de

    Santo

    Antnio

    6.834.000 1.084.519 15,9

    So Domingos

    do Cariri

    So

    Domingos 7.340.440 6.466.698 88,1

    Soledade Soledade 27.058.000 19.620.560 72,5

    Fonte: AESA, 2009 (aesa.pb.gov.br)

  • 12

  • 13

    Caractersticas Climticas e Vegetao

    Clima

    O Territrio do Cariri Oriental, inserido na Mesorregio da

    Borborema, apresenta, segundo a classificao de Koopen, tipo

    climtico Bsh - semirido quente, correspondendo rea mais seca

    do Estado com precipitaes mdias anuais muito baixas (mdia de

    500 mm) e uma estao seca que pode atingir onze meses. O

    municpio de Cabaceiras apresenta ndices pluviomtricos inferiores

    a 300 mm. As mdias de temperatura so superiores a 24 C e a

    umidade relativa do ar inferior a 75%.

    Apresenta os mais baixos ndices pluviomtricos do Estado. A esta

    limitao climtica, associam-se fortes limitaes edficas (solos

    salinos, rasos e pedregosos) que influenciam substancialmente a

    atividade agrcola com repercusses na ocupao do espao regional.

    Vegetao

    A vegetao tpica da regio a Caatinga, classificada pela

    SUDENE em dois tipos: hiper e hipoxerfila. A ocorrncia de um ou

    outro tipo depende das condies climticas e edficas.

    Primitivamente, ocorria em grande parte, uma formao arbustiva-

    arbrea, destacando-se a caatingueira, o pereiro, a jurema.

    Os desmatamentos indiscriminados verificados no Territrio

    contribuem para o desaparecimento das diversas espcies vegetais

    encontradas no Bioma Caatinga, repercutindo negativamente sobre a

    fauna local.

    Foto 1: Ade Epitcio Pessoa Boqueiro.

  • 14

    A caatinga arbustiva-herbcea a formao vegetal mais comum no

    Territrio Cariri Oriental, encontrando-se espcies arbreas com

    porte reduzido. Dentre as espcies encontradas destacam-se a

    jurema, o facheiro e a macambira. A camada herbcea muito

    reduzida, com plantas baixas representadas por gramneas,

    malvceas, amarantceas, entre outras. As espcies so na maioria,

    caduciflias, espinhosas e de folhas pequenas.

    O planalto dos Cariris apresenta-se semi-colinoso, caracterizado

    pelos afloramentos granticos que so extensos apresentando-se em

    amplas superfcies tipo lajedos, ocorrendo tambm inmeros

    mataces de dimenses e formatos variados.

    Um desses afloramentos constitui o stio do Pai Mateus, em

    Cabaceiras, com aproximadamente 5km de extenso. H

    predominncia do processo mecnico, com quebramento das rochas

    que se descascam em placas, fragmentando-se ao longo do tempo.

    Merece destaque outra forma de afloramento, alinhado e

    descontnuo, conhecido como a Muralha do meio do Mundo,

    cortando o municpio de So Joo do Cariri. Corresponde a

    instrues de rochas de caractersticas granticas que se salientam em

    relevo ondulado.

    A regio apresenta caractersticas de relevo acentuado

    principalmente nas proximidades do Rio Paraba e seu afluente

    denominado de Tapero, onde existe um sistema de falhas e fraturas

    que atingem as rochas locais.

    Solos

    Os solos em geral, so rasos e pedregosos, predominando os Bruno

    No Clcicos e os Litlicos. Os Neossolos Litlicos so em geral

    rasos, com espessura inferior a 50 cm, possuindo em geral, uma

    estreita camada de material terroso sobre a rocha, ocorrendo mais

    Foto 2: Vegetao

  • 15

    freqentemente, em reas de relevo acidentado. So classificados

    como solos com grande potencial para aproveitamento hidroagrcola,

    embora necessitem de um manejo eficiente devido sua tendncia

    salinizao e sodificao.

    Os solos do tipo argiloso encontram-se muito sulcados por processos

    erosivos como o escoamento pluvial. Estes solos ficam encharcados

    no perodo das chuvas, mas, to logo chegue a estiagem endurecem,

    no favorecendo utilizao agrcola.

    O solo descoberto resultado da prolongada estiagem que afeta o

    Territrio, bem como do sobrepastoreio que contribui para deix-lo

    mais exposto ao processo de carreamento do material pelas guas

    das chuvas, favorecendo evoluo das ravinas e intensificando o

    processo de desertificao.

    Embora o clima semirido predomine no Territrio, a aridez

    algumas vezes, acentuada por situaes topogrficas localizadas.

    Estes solos apresentam os maiores nveis de degradao. Quando

    ficam descobertos por causa da diminuio e do rebaixamento da

    cobertura vegetal, apresentam fortes sinais de eroso.

    Recursos Minerais

    O Territrio do Cariri Oriental apresenta uma diversidade de

    minrios que favorecem a instalao de vrios empreendimentos

    neste espao. Se explorados de forma sustentvel podem garantir a

    gerao de emprego e renda para milhares de pessoas. No entanto a

    extrao desses recursos, atualmente vem se dando de forma

    desordenada, provocando srios problemas de ordem social e

    ambiental, o que ao longo dos anos vem comprometendo a qualidade

    de vida da populao. Dessa forma, a explorao dos recursos

    minerais existentes na regio, vem ocorrendo por meio da instalao

    de empresas estrangeiras, que absorvem parte da mo-de-obra local

    pagando baixos salrios. A maioria desses empreendimentos,

    instaladas no Territrio visam apenas reproduo do capital,

    considerando os recursos existentes nesse espao como bens

    infinitos, no havendo assim a mnima preocupao com o meio

    ambiente nem muito menos com o bem estar social.

  • 16

  • 17

  • 18

    1.2 ASPECTOS DEMOGRFICOS E INDICADORES

    SOCIOECONMICOS

    Populao

    O Territrio do Cariri Oriental - PB apresentava em 2007, uma

    populao total de 80.851 habitantes distribudos em uma rea de

    8.214 Km, sendo que 40.527 habitantes residiam nas reas urbanas

    e 40.324 nas reas rurais. Sua densidade demogrfica estava em

    torno de 9,84 habitantes por quilmetro quadrado e a taxa de

    urbanizao verificado no mesmo perodo era de 50,1%, como pode

    ser constatado no Quadro 03 e 04.

    Dos 14 municpios que compem o Territrio, oito apresentavam

    contingentes populacional rural maior que os registrados para a zona

    urbana, com destaque para o municpio de Barra de Santana que no

    ano de 2007, apresentava um contingente populacional rural dez

    vezes maior do que o nmero de habitantes residente na rea urbana.

    Quadro 03: Populao, rea, Densidade e ndice de Urbanizao

    Municpios Populao

    2007

    rea

    (km2)

    Densidade

    (hab./km2

    )

    ndice de

    Urbaniza

    o (%)

    Alcantil 5.068 3.241 1,6 0,1

    Barra de Santana 8.619 369,3 23,3 8,6

    Barra de So

    Miguel 5.435 595,2 9,1 41,8

    Carabas 3.824 476,5 8,0 36,0

    Caturit 4.467 424,6 10,5 22,1

    Gurjo 2.985 400,2 7,5 63,8

    Riacho de Santo

    Antnio 1.524 445,6 3,4 66,5

    Santo Andr 2.641 118,1 22,4 28,4

    So Domingos do

    Cariri 2.265 343,2 6,6 48,5

    So Joo do Cariri 4.438 91,3 48,6 49,3

    Cabaceiras 4.907 225,2 21,8 42,8

    Boqueiro 15.877 222,1 71,5 71,5

    Boa Vista 5.673 701,9 8,1 56,8

    Soledade 13.128 560,0 23,4 72,5

    Total 80.851 8.214,2 9,84 50,1

    Fonte: Contagem Populacional - IBGE, 2007

  • 19

    Numa anlise em que se consideram os dois principais segmentos

    populacionais, constata-se nos dados da Contagem Populacional

    realizada pelo IBGE em 2007, que 29.849 pessoas constituam o

    segmento a populao dependente, ou seja, a parcela de 0 a 14 anos

    acrescida dos idosos com idade acima dos 65 anos. A populao em

    idade ativa do Territrio do Cariri Oriental PB era constituda por

    50.508 pessoas cujas idades variam entre 15 e 64 anos de idade.

    Indicadores Socioeconmicos

    ndice de Desenvolvimento Humano

    Segundo a classificao do PNUD em 2000, todos os municpios que

    compem o Territrio do Cariri Oriental - PB encontravam um

    estgio de mdio desenvolvimento humano (aqueles cujo IDH-M

    situa-se entre 0,500 e 0,800).

    Vale ressaltar que apenas 2 municpios do Territrio do Cariri

    Oriental - PB apresentavam IDH-M muito prximos do limite

    inferior do intervalo de mdio desenvolvimento (0,500), so eles

    Barra de Santana (0,575) e Carabas (0,589). No entanto, no mbito

    estadual, 11 dos 14 municpios (79%) situavam-se dentre os 100

    (cem) municpios paraibanos com maiores IDH-M, com destaque

    para os municpios de Boa Vista e Cabaceiras que ocupavam a 7 e a

    9 posies no ranking estadual. Chama ateno o fato de Monteiro,

    que embora ocupando um papel de sede regional, figura apenas na

    85 posio no ranking estadual.

    Quadbro 04 : Caractersticas Demogrficas

    Populao ( Hab.)

    Total 80.851

    Urbana 40.527

    Rural 40.324

    Populao por Segmento

    Etrio (Hab.)

    Populao

    Economicamente

    Dependente

    29.824

    Populao em

    Idade Ativa 50.508

    Razo de Dependncia

    (%) Territrio 36,97

    rea (Km2) Territrio 8.214

    Densidade Demogrfica

    (Hab./Km2)

    Territrio 9,8

    Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica, 2007 e Anurio

    Estatstico do Estado da Paraba, 2008

  • 20

    Outro indicador considerado na anlise o ndice de Gini, que mede

    o nvel de concentrao de renda, cujo valor varia entre 0 e 1, quanto

    mais prximo de 1, maior o nvel de concentrao.

    Em 2000, dentre os municpios que compem o Territrio do Cariri

    Oriental do Estado da Paraba, o municpio que apresentava o

    melhor nvel deste indicador de renda era Boqueiro, cujo ndice

    situava-se num patamar de 0,48. J municpio que apresentava a pior

    situao, ou seja, o maior nvel de concentrao de renda era So

    Joo do Cariri, com um ndice de 0,58.

    Quadro 05: ndice de Desenvolvimento Humano

    ndice de

    Desenvolvimento

    Humano

    Municipal

    (IDH-M)

    ndice de esperana

    de vida

    (IDHM-L)

    ndice de

    educao

    (IDHM-E)

    ndice de PIB

    (IDHM-R)

    Mximo 0,68 Boa Vista 0,75 So Domingos

    do Cariri 0,82 Cabaceiras 0,56

    Boa

    Vista

    Mnimo 0,57 Barra de

    Santana 0,59

    Boqueiro,B.S.

    Miguel,Riacho

    de S. Antonio

    0,64 Barra de

    Santana 0,46

    Barra de

    Santana

    Fonte: PNUD, 2000

    Grfico 01: Populao Rural e Urbana - 2007

    Fonte: Contagem Populacional, 2007

  • 21

    Produto Interno Bruto

    No que diz respeito ao Produto Interno Bruto PIB do Territrio do

    Cariri Oriental do Estado da Paraba no ano de 2007 este indicador

    econmico alcanou o nvel de 269.618 Milhes de Reais que em

    termos percentuais correspondeu a 1,6% do PIB Estadual.

    Quadro 06: Produto Interno Bruto Per Capita

    Municpios

    2006 2007

    PIB Per Capita

    (R$)

    PIB Per Capita

    (R$)

    Alcantil 3.090 3.498

    Barra de Santana 2.836 2.887

    Barra de So Miguel 3.185 3.201

    Boa Vista 10.804 10.985

    Boqueiro 4.327 4.606

    Cabaceiras 3.638 3.628

    Carabas 3.417 3.604

    Caturit 5.434 6.256

    Gurjo 4.196 3.987

    Riacho de Santo Antnio 5.561 5.425

    Santo Andr 3.212 2.641

    So Domingo do Cariri 3.525 3.530

    So Joo do Cariri 3.459 3.833

    Soledade 3.186 3.570

    Total 59.870 61.651

    Fonte: IBGE, 2007

    Em termos de PIB Per Capita, indicador que mede a produo

    gerada durante o ano e dividida pela populao total do municpio,

    comparando-se os valores entre os anos de 2006 e 2007 constata-se

    que ocorreram redues em 4 dos 14 municpios que compem o

    Territrio. Por outro lado o municpio que registrou o maior aumento

    no PIB, neste mesmo perodo foi Caturit que elevou sua renda per

    capita em 15%.

    Grfico 02: Produto Interno Bruto Total - 2007

    Fonte: IBGE, 2007

  • 22

    situao enfrentada pela populao do Territrio do Cariri Oriental do Estado da Paraba, nas dimenses Sociocultural Educacional,

    Ambiental, Socioeconmica e Poltico-Institucional se apresenta, via de regra, bastante similar do que se verifica para a grande

    maioria da populao brasileira, que convive com limitaes, notadamente no que diz respeito oferta de servios bsicos.

    Por outro lado, na dcada atual, as polticas pblicas passaram a ser desenvolvidas com o objetivo de amenizar os mais graves problemas

    enfrentados pelas populaes, principalmente os segmentos mais carentes da sociedade brasileira. No entanto, observa-se a necessidade de

    polticas especficas orientadas para a Educao, Sade Pblica, gerao de Emprego e Renda, alm de Segurana Pblica, em todo o municpio

    especialmente na zona rural e nas reas perifricas.

    Outro aspecto a se destacar a necessidade de valorizao do potencial ecolgico, preservao das fontes de gua e saneamento ambiental. No

    que se refere a atual estrutura de comercializao que se apresenta de forma desfavorvel para os pequenos produtores, estes no dispem de

    recursos e apoio tcnico. necessrio que sejam postas em prtica polticas de crdito e de preo mnimo que possam viabilizar produo

    agrcola, principalmente aquela desenvolvida com base familiar.

    A

    II. Enfoque Dimensional

  • 23

    2.1 DIMENSO SOCIOCULTURAL EDUCACIONAL

    Situao da Educao

    No Territrio do Cariri Oriental existem diversos programas e aes

    voltadas para que os municpios desenvolvam polticas educacionais

    capazes de garantir educao bsica de qualidade para todos.

    Ensino Fundamental

    No Territrio do Cariri Oriental no que se refere educao bsica

    tem-se que, alm das sries regulares, h tambm turmas especiais,

    voltadas para a educao de jovens e adultos desenvolvida atravs

    do EJA, atendendo s polticas de incluso na educao. No ano de

    2009, segundo os dados do IDEME, foram registradas, no Ensino

    Fundamental, 15.983 matriculas no ensino regular sendo oferecidas

    vagas em todos os municpios que compem o Territrio. Por outro

    lado, no EJA, foram realizadas 1916 matriculas, dentre 11 dos 14

    municpios que compem o Territrio.

    So muito conhecidos os indicadores que permitem avaliar a

    qualidade do ensino: indicadores de aprovao, defasagem idade-

    srie, nmero de alunos por turma, salas multisseriadas, formao do

    corpo docente etc. Um bom diagnstico, feito pelos prprios

    profissionais de ensino, permite avaliar com facilidade as causas da

    m qualidade da educao. A melhoria da qualidade do ensino passa

    necessariamente por uma adequao das instalaes para cada nvel

    escolar. Outro elemento importante que se apresenta promover um

    melhor acesso s unidades escolares, alm da capacitao e

    motivao dos professores, bem como a limitao do nmero de

    alunos por turma e o desenvolvimento de uma poltica de eliminao

    da multisseriao, onde alunos de sries diferentes ocupam um

    mesmo espao.

    ENSINO FUNDAMENTAL REGULAR

    Total de 15.983 alunos matriculados

    Total de 30.815 alunos matriculados na zona urbana

    Fonte: IDEME, 2009

    Figura 1: Nmero de Alunos Matriculados no Ensino Fundamental

  • 24

    Programa Brasil Alfabetizado

    O MEC realiza, desde 2003, o Programa Brasil Alfabetizado,

    voltado para a alfabetizao de jovens, adultos e idosos. Esse

    Programa desenvolvido em todo o territrio nacional, com o

    atendimento prioritrio a 1.928 municpios que apresentam taxa de

    analfabetismo igual ou superior a 25%. Desse total, 90% localizam-

    se na regio Nordeste. Esses municpios recebem apoio tcnico na

    implementao das aes desse Programa, visando garantir a

    continuidade dos estudos aos alfabetizados.

    Alfabetizao de adultos

    A populao fora da idade escolar, ou seja a populao acima de 15

    anos, registra uma taxa de analfabetismo elevada, da ordem de

    29,6%, que limita inclusive as atividades econmicas a que

    poderiam se dedicar.

    Ensino Mdio

    O Ensino Mdio regular no Territrio do Cariri Oriental ofertado

    em todos os municpios do Territrio, com um total de 3.330

    matrcula, segundo dados do Anurio Estatstico do Estado da

    Paraba, IDEME 2008.

    No que se refere modalidade de Educao para Jovens e Adultos,

    voltada Escolaridade de nvel Mdio, oferecida apenas em 8 dos

    14 municpios do Territrio do Cariri Oriental, registrando um total

    de 599 matriculas, no ano de 2009.

    Foto 3: Educao

  • 25

    A melhoria da qualidade do ensino ainda um desafio na educao

    como um todo e particularmente na zona rural, onde se enfrenta

    dificuldades na interao entre educadores e comunidades, e onde

    mais urgente a construo de um projeto poltico-pedaggico que

    valorize o saber do campo, que possibilite que os contedos

    programticos sejam uma atenda exigncia das realidades locais

    sem, contudo, deixar de abordar e integrar o aluno ao contexto

    global.

    Ensino Tcnico Profissionalizantes e Ensino Superior

    No momento atual os municpios do Territrio dispem de algumas

    iniciativas que garantem a incluso da populao nos diversos

    espaos educativos voltados para as diferentes faixas etrias

    notadamente, as modalidades de ensino tcnico profissionalizante e

    de nvel Superior. Considerando a proximidade dos municpios do

    Territrio com a cidade de Campina Grande, importante plo de

    educao do Estado da Paraba, as prefeituras de vrios municpios

    que compem o Territrio garantem transportes e condies,

    viabilizando o acesso de estudantes que pretendem realizar estudos

    em nveis tcnico profissionalizantes e/ou de nvel superior. Alm

    disso os alguns municpios do Territrio oferecem cursinhos

    preparatrios para vestibular, Centros de Pesquisa de Extenso

    Universitria da Universidade Federal da Paraba UFPB, alm da

    modalidade de ensino atravs de Universidade distncia (aberta),

    que ocorre em convnio com a UFPB.

    ENSINO MDIO REGULAR

    Total de 3.330 alunos matriculados na zona urbana

    Figura 2: Nmero de Alunos Matriculados Ensino Mdio Regular

    Fonte: IDEME, 2008

  • 26

    Situao da Sade

    De acordo com o dados do Instituto de Desenvolvimento Municipal

    e Estadual - IDEME, o Territrio do Cariri Oriental do Estado da

    Paraba contava no ano de 2009 com 71 estabelecimentos de sade,

    dos quais 66 eram pblicos e 5 particulares, destacando-se os

    municpios de Boqueiro, com 12 unidades de sade e municpio de

    Soledade, com 11 estabelecimentos.

    O Territrio contava com 72 leitos hospitalares, sendo todos do

    Sistema nico de Sade-SUS. De acordo com o padro estabelecido

    pela Organizao Mundial de Sade - OMS (relao: 2 leitos para

    cada 1.000 habitantes), o Territrio do Cariri Oriental deveria contar

    com 162 leitos hospitalares. Vale ressaltar que o Territrio dispe de

    72 leitos apresentando um dficit de 90 leitos.

    Essa realidade assim se configura pelo fato de que 10 dos 14

    municpios que compem o Territrio do Cariri Oriental no

    possuem registro de leitos tanto da rede pblica como na rede

    privada, o que resulta, por conseguinte, numa situao de

    vulnerabilidade no que diz respeito ao item sade, notadamente no

    que se refere aos servios hospitalares.

    Nas avaliaes do auto-diagnstico do Territrio, importante

    destacar que os atores e atrizes sociais envolvidos no processo

    chamam ateno para o fato de que, ainda existem municpios que

    dispem de apenas uma nica equipe do Programa Estratgia Sade

    da Famlia- ESF localizada na sede municipal, deixando a zona rural

    completamente desprovida de servios de sade.

    Foto 4: Sade

  • 27

    Profissionais de Sade

    Em termos de profissionais que atuam na rea da sade, dados do

    Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Sade do Brasil- CNES

    demonstram que em 2007, o Territrio do Cariri Oriental contava

    com 770 profissionais atuando em 14 municpios, sendo o maior

    nmero desses profissionais registrados nos municpios de

    Boqueiro (157), Barra Santana (92) e Gurjo (93).

    Cultura

    As manifestaes culturais e as possibilidades de lazer no Territrio

    do Cariri Oriental, apresentam-se de forma bastante diversificada. O

    potencial artstico e cultural da regio se pauta em manifestaes

    religiosas, nas festas ligadas ao ciclo produtivo (como festas juninas

    e vaquejadas), na literatura, com destaque para a literatura de cordel,

    no artesanato, nas danas folclricas e populares, na culinria e em

    outros aspectos da vida cotidiana da populao local.

    Outra manifestao cultural que apresenta destacado papel na regio

    o cinema visto que, o municpio de Cabaceiras nacionalmente

    reconhecido com o ttulo de Rolide Nordestina, devido ao fato de

    Quadro 07: Situao da Sade Territrio Cariri Oriental

    Leitos 72

    Profissionais de Sade 770

    Taxa de Mortalidade Infantil 43 para cada grupo de

    1.000 nascidos vivos (*)

    Fonte: Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Sade do Brasil CNES e

    Anurio Estatstico da Paraba/IDEME (*)

    Grfico 03: Nmero de Estabelecimentos de Sade

    Fonte: Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Sade do Brasil

    CNES

  • 28

    j ter sido cenrio de vrias produes do cinema nacional, sendo as

    mais conhecidas O Auto da Compadecida, Cinema, Aspirinas e

    Urubus e Romance.

    A avaliao do auto-diagnstico no que se refere ao item cultura

    destaca, dentre outros itens, os seguintes elementos:

    desenvolvimento de projetos voltados para apoio histrico-cultural e

    memorialstico dos municpios atravs de museus e expresses

    teatrais; o desenvolvimento de projetos pedaggicos culturais

    envolvendo as reas de educao e cultura; uma maior divulgao

    dos atrativos culturais dos municpios do Territrio, com destaque

    para as festas e eventos culturais, a exemplo das vaquejadas,

    cavalgadas e mostras de cultura e arte; fortalecimento do pacto

    cultural firmado entre os municpios e o Instituto Histrico,

    Geogrfico e Cultural do Cariri - IHGC.

    As festas religiosas, em todas as localidades do territrio, so

    elementos de identificao cultural e de agregao social. O

    catolicismo foi, historicamente, a base cultural e o ambiente dessas

    manifestaes. Por essa razo, as festividades dos santos padroeiros,

    alm de seu aspecto religioso, inclui tambm o aspecto cultural com

    realizao de shows e outros eventos em reas pblicas.

    As festas juninas tradicionais se caracterizam pelas danas, msicas,

    comidas tpicas, fogos de artifcio, fogueiras, adivinhaes e

    permanecem valorizadas no cotidiano e imaginrio da populao do

    Territrio, sendo reproduzidas anualmente com um crescente nvel

    de organizao. Estes eventos atraem um pblico muito grande e

    fazem parte dos roteiros tursticos da regio.

    Foto 5: Literatura de Cordel

  • 29

  • 30

    2.2 DIMENSO AMBIENTAL

    Caractersticas Geoambientais

    No Territrio do Cariri Oriental a questo hdrica importante pois

    afeta a vida das populaes e suas atividades nas comunidades..

    Para tanto, deve-se realizar um estudo criterioso que possibilite

    avaliar a hidrografia do Territrio, isso significa que os audes

    raramente estaro cheios, o que dever ser levado em considerao

    no planejamento do uso da gua. De posse dessa avaliao, articular

    e negociar entre os diferentes atores para definir os usos da gua

    (abastecimento humano, abastecimento animal, irrigao, lazer e

    turismo).

    O Territrio do Cariri Oriental, tem sido alvo de estudos e pesquisas

    ambientais que tem avaliado atravs de indicadores, a incidncia

    acentuada do processo de desertificao. Esses indicadores revelam

    as diversas causas e efeitos e suas consequncias para o Territrio.

    Segundo o "Mapa da Susceptibilidade Desertificao", produzido

    em 1992, pelo Ncleo Desert/IBAMA, o Cariri, em particular, o

    Oriental faz parte das regies onde a susceptibilidade

    desertificao alta e a ocorrncia de desertificao qualificada

    como muito grave.

    As reas do semirido localizadas no Territrio do Cariri Oriental,

    com uma populao de 170 mil pessoas, segundo o Instituto

    Brasileiro de Geografia e Estatstica, IBGE-2000, apresentam algum

    nvel de desertificao. Em cerca de 50%, apresenta ndices de

    desertificao.

    Foto 6: Aude Boqueiro

  • 31

    Segundo o professor de Geocincias da Universidade Federal da

    Paraba(UFPB), Bartolomeu Israel de Souza, a desertificao

    continua avanando. A degradao ambiental, de acordo com o

    estudioso, se revela mais preocupante nos vales dos rios Tapero e

    Paraba.

    As imagens de satlite mostraram que no perodo de 17 anos, houve

    um aumento de 14,6% no processo de desertificao. Para se ter uma

    idia, em 1989, a rea atingida era de 5.980,8 quilmetros

    quadrados, o equivalente a 63,6%. Em 2006, saltou para 78,3%.

    Desertificao entendida aqui, como um processo de degradao

    dos recursos naturais (gua, solo, vegetao e biodiversidade) que

    inclui vrias alteraes climticas, ecolgicas e geomoforlgicas que

    diminui a produtividade biolgica de uma rea tornando-a

    improdutiva provoca uma reduo da qualidade de vida das

    populaes afetadas e pode dificultar ou impossibilitar sua

    permanncia.

    O crescimento populacional na regio, aliado a forte concentrao

    fundiria, levou degradao dos recursos naturais, prejudicando o

    potencial produtivo da regio. A degradao fruto da

    superexplorao dos recursos naturais para compensar a perda de

    renda das lavouras. O desmatamento desordenado, a retirada

    indiscriminada da lenha para fins comerciais e o uso inadequado das

    terras no so as nicas causas da desertificao no territrio.

    A criao caprina est contribuindo de forma significativa para a

    destruio da vegetao. A questo est na forma como a

    caprinocultura est sendo desenvolvida. Os produtores no tm o

    hbito de produzir o alimento dos animais e, por isso, ficam na

    dependncia da caatinga nativa. A falta de informao tcnica eficaz

    e permanente faz com que pensem que a vegetao infinitamente

    renovvel.

    Com a implementao do Programa do Governo Federal e Estadual,

    de fortalecimento caprinocultura, elevou o nmero, em mdia, para

    300 mil cabeas, portanto o maior rebanho do Estado o que muito

    bom para o desenvolvimento do Territrio. O problema que no

    existe vegetao suficiente para tantos animais e isso s est

    acelerando o processo de desertificao, explicou o professor. Se

    por um lado, a economia se fortaleceu com o incentivo

    caprinovinocultura, por outro, o problema ambiental se agravou.

  • 32

    Caractersticas Antrpicas

    A ocupao do homem desenvolvendo atividades (antropizao),

    que afetam as reas de caatinga, onde havia ainda uma cobertura

    florestal, transforma a vegetao numa caatinga aberta, baixa, com

    arbustos esparsos e poucas rvores, que predominam a vegetao

    rasteira, essencialmente as gramneas e os cactos, e tende a

    apresentar um nmero de espcies reduzido.

    As conseqncias em relao ao solo no so menos agravante, os

    solos que apresentam maiores nveis de degradao so os Brunos

    No Clcicos e os Litlicos, solos estes, predominantes no Cariri,

    sem cobertura, por causa da diminuio e do rebaixamento da

    cobertura vegetal, surgem fortes sinais de eroso.

    Uma conseqncia visvel da eroso o assoreamento do aude

    Boqueiro. Embora sua capacidade original seja de 536 milhes de

    m3, hoje o volume mximo armazenvel de apenas 450 milhes de

    m3, o que representa uma perda de praticamente 0,5% da sua

    capacidade por ano.

    Esse conjunto de problemas presentes no Cariri, mais que resultante

    de uma natureza agressiva, em grande parte fruto da falta de

    conhecimento integrado sobre os limites e potencialidades da regio

    e principalmente da ausncia quase total de propsitos

    verdadeiramente comprometidos com os valores ambientais e

    scioeconmicos dominantes nas Polticas Pblicas desenvolvidas

    ao longo do processo de ocupao dessas terras.

    Aes de proteo e recuperao ambiental

    A situao ambiental do Territrio do Cariri Oriental, preocupante,

    requer uma ateno especial. Em alguns municpios, o quadro de

    desertificao to grave que ameaa as atividades produtivas e,

    conseqentemente a prpria permanncia do homem no local. Essa

    situao tem obviamente causas naturais e histricas. O mais

    preocupante, entretanto, a permanncia de elementos que impedem

    uma recuperao do ecossistema, como o desmatamento e o

    superpastoreio.

    A questo ambiental importante em todo planejamento territorial e

    deve ser integrada como um tema transversal dentro de todos os

  • 33

    programas de desenvolvimento econmico e social. Entretanto, no

    caso do Cariri Oriental, por causa da gravidade da situao, a

    proteo e recuperao do meio ambiente deve ser considerada como

    uma ao prioritria de longo prazo, motivo pelo qual foi

    desenvolvida dentro de um tpico especial.

    Para o professor Bartolomeu, a soluo est na conscientizao da

    populao, que precisa ser educada para ajudar a combater o

    problema. Explica ainda, que uma rea danificada leva de 15 a 20

    anos para se recuperar. Isso, se ela no for usada nesse perodo.

    Sabemos que isso impossvel, mas o que se pode fazer comear

    a modificar o manejo do solo e incentivar os produtores a plantarem

    forragem para alimentar a criao, disse.

    Para isso, preciso que o Territrio seja assistido de forma contnua

    e adequada pela assistncia tcnica oficial e por organizaes no

    governamentais.

    Foto 7: Desmatamento

  • 34

  • 35

  • 36

    2.3 DIMENSO SOCIOECONMICA

    O ncleo da economia das zonas semiridas a agricultura familiar,

    visto que, essa atividade est calcada nos saberes e tcnicas

    populares, contribuindo decisivamente para a reproduo de

    expressiva parcela da populao local. Como, no entanto, ao

    proprietrio da terra interessa dispor do mximo de mo-de-obra nas

    atividades voltadas para o mercado (a pecuria e a agricultura

    comercial), sua tendncia fragmentar as reas aptas produo de

    alimentos atravs da prtica do arrendamento, fato que contribui

    para piorar as condies de vida dos segmentos populacionais

    envolvidos.

    Estrutura Fundiria

    Segundo informaes do Censo Agropecurio -IBGE, no ano de

    2006 havia, no Territrio do Cariri Oriental, o total de 3.898

    estabelecimentos rurais, ocupando uma rea de 355.050 hectares.

    Dados do perfil da estrutura fundiria do Territrio , demonstram

    que os imveis com at dez hectares correspondiam a 31,9% dos

    estabelecimentos, ocupando uma rea equivalente a 1,4% da rea

    total do Territrio.

    No outro extremo, os imveis com mais de duzentos hectares

    representavam cerca de 10,1% dos estabelecimentos, concentrando

    uma rea da ordem de 68, 2% da rea total do Territrio em anlise,

    o que remete ao Territrio a caracterstica de possuir uma grande

    concentrao de terras.

    Embora observada numa perspectiva um pouco diferenciada, a

    realidade da concentrao fundiria no Territrio do Cariri Oriental

    permanece como uma constante estatstica que se vincula a um eixo

    de manuteno de um modelo socioeconmico vigente, realidade

    que, via de regra, se instalou desde o processo de colonizao, sendo

    um dos fatores que dificultam a implantao de um outro modelo

    sustentvel e solidrio de economia e desenvolvimento.

    Na divulgao do Censo Agropecurio de 2006, o IBGE passou a

    utilizar, para medir a concentrao/distribuio fundiria, o

    dispositivo da Lei da Agricultura Familiar n 11.326, de 24 de julho

    de 2006, que conceitua a agricultura familiar como sendo um

  • 37

    estabelecimento rural de at 04 mdulos fiscais em sua rea agrcola

    e 06 mdulos fiscais em rea de pecuria, dirigido por um membro

    da famlia, que utiliza mo-de-obra predominantemente familiar e

    cuja renda composta majoritariamente por meio das atividades

    agrcolas.

    Nesse sentido, em relao ao Territrio do Cariri Oriental, os dados

    do Censo Agropecurio IBGE juntamente com dados do

    Ministrio do Desenvolvimento Agrrio e Instituto Nacional de

    Colonizao e Reforma Agrria INCRA demonstravam que, no

    ano de 2007, registrava-se no Territrio um total de 3.627

    agricultores que desenvolviam o seu trabalho com base na produo

    familiar, sendo as maiores ocorrncias registradas nos municpios de

    Barra Santana (462), So Joo do Cariri (356) e Soledade (343).

    Assentamentos Rurais

    No Territrio do Cariri Oriental foi criado, no ano 2000, o

    Assentamento Serra do Monte, localizado no municpio de

    Cabaceiras. Esse assentamento registra um total de 101 famlias e

    encontra-se sob a responsabilidade do Instituto Nacional de

    Colonizao e Reforma Agrria INCRA. No municpio de

    Soledade, numa ao do Instituto de Terras e Planejamento Agrcola

    da Paraba-Interpa, no ano de 2003 foi criado o assentamento

    Antonio Avelino/Santa Tereza, beneficiando 44 famlias. No

    municpio de Barra de So Miguel existem 186 famlias assentadas

    em 03 assentamentos: Fazendas Almas, Assentamento Melancias e

    Assentamento Pocinhos, todos esses apoiados pelo INCRA-PB.

    Grfico 04: Nmero de Estabelecimentos Agropecurios por rea (ha)

    Fonte: INCRA, 2007

  • 38

    Dessa forma, esses trs municpios que integram o Territrio do

    Cariri Oriental apresentavam at setembro de 2010, um total de 331

    famlias assentadas que desenvolvem produo agropecuria

    tomando por base a agricultura e pecuria familiar, produzindo

    gneros alimentcios destinados subsistncia e abastecimento do

    mercado consumidor local.

    Assistncia Tcnica

    As atividades de assistncia tcnica nos municpios que compem o

    Territrio do Cariri Oriental so prestadas s comunidades atravs da

    Empresa de Assistncia Tcnica e Extenso Rural da Paraba-

    EMATER inseridas no Programa Nacional de Assistncia Tcnica e

    Extenso Rural. No caso dos assentamentos, esse apoio tcnico

    tambm prestado atravs de empresas privadas, cooperativas de

    prestao de servios e organizaes no-governamentais.

    Vale destacar a participao de rgos do Governo Estadual e

    Federal que incentivam e fortalecem a infraestrutura produtiva e que

    viabilizam aos assentamentos o apoio tcnico e financeiro, a

    exemplo do que ocorre com o Programa Nacional da Apoio

    Agricultura Familiar PRONAF.

    Alm dessas aes, no Territrio do Cariri Oriental dois importantes

    programas do apoio aos produtores rurais da regio. Tratam-se do

    Programa Ater e do Programa Ates. O primeiro se configura como

    sendo um espao colaborativo do Ministrio do Desenvolvimento

    Agrrio, caracterizando-se como um Programa de Assistncia

    Tcnica e Extenso Rural diretamente vinculado ao Sistema

    Nacional de Descentralizao da Assistncia Tcnica e Extenso

    Rural SIBRATER.

    O Programa Ates presta assessoramento tcnico, social e ambiental,

    apoiando pequenos produtores, notadamente aqueles que

    desenvolvem as suas atividades em reas de assentamento. Esse

    programa desenvolvido de forma a estar diretamente vinculado ao

    Instituto Nacional de Colonizao e Reforma Agrria INCRA.

  • 39

    Principais Atividades Produtivas

    Os longos perodos de estiagem em anos seguidos se configuram

    como uma das principais dificuldades para produo agrcola no

    Territrio do Cariri Oriental. Apesar disso, a agricultura ainda se

    apresenta como sendo uma as principais atividades que compem o

    cenrio econmico do Territrio, com destaque para a produo de

    alimentos desenvolvida, em grande parte, pelo sistema de agricultura

    familiar.

    No ano de 2007, de acordo com dados referentes Produo

    Agrcola Municipal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica

    IBGE, o Territrio do Cariri Oriental apresentava um total de rea

    colhida de 21.544 hectares, sendo 10.977 hectares relativos

    lavouras temporrias e 10.567 culturas permanentes.

    Grfico 05: rea Plantada (em hectares) e Quantidade Produzida da

    Lavoura Temporria

    Fonte: IBGE - Produo Agrcola Municipal

    Grfico 06: rea Plantada e Quantidade Produzida da Lavoura

    Permanente (ha)

    Fonte: IBGE - Produo Agrcola Municipal

  • 40

    Nas margens dos rios ou audes da regio so cultivados produtos

    agrcolas a exemplo do milho, feijo, fava, melancia, goiaba,

    jerimum, batata-doce, coco mandioca e palma. J as lavouras

    irrigadas atravs de sistemas artificiais so responsveis por produzir

    tomate, pimento, banana, alho, cebola, cenoura, beterraba, coentro,

    alface, cebolinha entre outras hortalias e outros vegetais da

    olericultura.

    Por outro lado, vlido destacar que a produo agrcola

    desenvolvida em rea de sequeiro caracteriza-se atualmente pelo fato

    de apresentar-se em situao de crise no que se refere a seus

    sistemas produtivos tradicionais. A crise das reas de sequeiro nos

    municpios que compem o Territrio do Cariri Oriental se constitui

    como um fator que vem contribuindo para configurar um processo

    crescente de xodo rural. As atividades agrcolas dessa regio esto

    restritas s condies de produo de subsistncia, no apresentando,

    portanto, expressiva dimenso econmica.

    As reas consideradas de sequeiro esto localizadas principalmente

    nos municpios de Cabaceiras, So Domingos do Cariri, Riacho de

    Santo Antnio, Carabas, So Joo do Cariri e Gurjo. importante

    destacar que, apesar dos melhoramentos que a pesquisa agropecuria

    incorporou nessas lavouras, em particular no algodo, no foi

    possvel estabelecer novos sistemas produtivos de sequeiro que

    substitussem o sistema tradicional.

    O algodo colorido (BRS 200marrom) uma variedade

    desenvolvida pela EMBRAPA de Campina Grande-PB, a partir de

    um trabalho de melhoramento gentico de algodoeiros arbreos

    nativos e pode se constituir numa cultura alternativa a ser implantada

    nas regies de sequeiro do Cariri Oriental aps estudos de adaptao

    da variedade ao clima e solo da regio, como tambm estudos de

    viabilidade econmica.

    Essa realidade pode se concretizar na regio considerando que o

    algodo colorido uma variedade bem adaptada seca e pelo fato de

    possui valor de mercado 30 a 50% superior s fibras ao algodo

    branco normal, o que resulta em diferenciais de renda para o

    produtor dessa cultura.

    Apesar da crise hora vivenciada pela agricultura de sequeiro no

    Territrio do Cariri Oriental, isso no significa a sua total perda de

  • 41

    importncia, mas aponta para o fato de que apenas que essa

    modalidade de produo agrcola no apresente, por si s, a

    capacidade econmica de reter produtores rurais e seus familiares na

    regio. O que se vislumbra em relao a essa atividade o fato de

    que para alcanar nveis de produo econmica significativa esse

    sistema deve ser desenvolvido com base na complementaridade

    agricultura-pecuria, atendendo assim a trs objetivos: fortalecer o

    autoconsumo, propiciar uma renda monetria aos produtores rurais e

    aumentar a disponibilidade de forragem para os animais,

    notadamente nos perodos de seca.

    Fruticultura

    A produo de frutas no Territrio do Cariri Oriental esta centrada

    no cultivo da banana, goiaba, melancia, coco e castanha-de-caju.

    Esta atividade caracteriza-se pela produo que abastece feiras e

    mercados locais, sendo consumidas basicamente na modalidade in

    natura.

    Um fato que merece registro o de que parte produo de banana e

    goiaba j desenvolvida dentro de padres tecnolgicos

    considerados modernos, permitindo assim uma maior produtividade,

    gerando excedentes que so exportados para agroindstrias do

    vizinho Estado de Pernambuco, realidade que tambm se verifica em

    relao a produo do tomate destinada a abastecer uma grande

    empresa produtora de extrato de tomate e derivados localizada

    naquele Estado e que apresenta uma amplitude de mercado que

    abrange toda a regio Nordeste.

    A cultura do caju, desenvolvida especialmente em reas de sequeiro,

    tem contribudo para a economia da regio atravs da produo de

    castanha. Esta atividade

    apresenta boa perspectiva de

    expanso, com reas que podem

    ser ocupadas racionalmente, alm

    do beneficiamento e da

    comercializao que podem ser

    intensificados atravs de maior

    participao dos produtores que

    precisam de uma organizao

    que se paute em sistemas de Foto 8: Cultura da Banana

  • 42

    cooperativos e associativos de produo e comercializao.

    Pecuria

    Historicamente, o desenvolvimento da criao bovina norteou a

    ocupao e povoamento do Territrio do Cariri Oriental.

    Atualmente, esta atividade vem sendo desenvolvida atravs da

    bovinocultura mista, ou seja, produo destinada ao corte e

    comercializao do leite, caracterizando-se tambm pela modalidade

    intensiva, marcada pela predominncia do rebanho bovino e pela

    presena marcante de pastagens artificiais.

    A comercializao dos animais ocorre em mbito local. Os

    produtores transportam estes animais para a venda em municpios

    prximos localizados no prprio Territrio ou destinam para o abate

    nos municpios de origem. Quanto ao leite, a venda realizada na

    modalidade in natura, sendo parte da produo destinada para o

    beneficiamento que ocorre em usinas. Nesses locais o leite passa

    pelo processo de pasteurizao, beneficiamento e produo de

    derivados.

    No ano de 2008, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia

    e Estatstica - IBGE, o rebanho bovino do Territrio do Cariri

    Oriental era constitudo por 71.873 cabeas, sendo os municpios de

    Boqueiro, Barra de Santa Rosa e Soledade os detentores dos

    maiores plantis, totalizando do rebanho bovino do Territrio.

    Em relao produo de leite, o municpio de Caturit configura-se

    como a mais importante bacia leiteira da regio, apresentando um

    potencial agro-ecolgico diferenciado se comparada a outros

    Grfico 07: Efetivo do Rebanho

    Fonte: IBGE - Pesquisa Pecuria Municipal, 2008

  • 43

    municpios que compem o Territrio do Cariri Oriental. Essa

    grande produo do municpio de Caturit apresenta efeitos

    positivos, relacionados produo de forragem irrigada e forragens

    desenvolvidas em regime de sequeiro, a exemplo do sorgo e da

    palma forrageira, cultivado no municpio de Boqueiro.

    Na regio de Gurjo e Santo Andr existe uma bacia leiteira de

    dimenses mais modestas do que a bacia de Caturit, mas que

    apresenta potencial de crescimento. Embora no se registre a

    presena de unidades agroindstrias nesses dois municpios, parte do

    leite produzido na regio transformado em queijo produzido, de

    forma artesanal, pelos prprios produtores. Esse laticnio tem como

    mercado principal o municpio de Campina Grande.

    vlido destacar que a regio apresenta atualmente uma produo

    anual mdia de leite de 850 litros de leite por vaca, bem superior

    mdia do Cariri que de 700 litros por vaca anualmente.

    A caprinovinocultura considerada atualmente como uma atividade

    econmica estratgica para o desenvolvimento sustentvel dos

    municpios que integram o Territrio do Cariri Oriental paraibano,

    em particular para o desenvolvimento rural de base familiar,

    figurando assim como uma das principais diretrizes de importantes

    programas de fomento, a exemplo de programas dessa natureza

    desenvolvidos pelo Banco do Nordeste do Brasil - BNB, Fundao

    Banco do Brasil e o Pacto Novo Cariri, promovido pelo Servio

    Brasileiro de Apoio Micro e Pequena Empresa - SEBRAE em

    articulao com as prefeituras locais, o Governo do Estado da

    Paraba e outras instituies.

    De fato, a criao de ovinos e caprinos uma atividade tradicional

    no Cariri, pois esses animais so bastante resistentes e bem

    adaptados s condies do ambiente, especialmente no que tange ao

    suporte forrageiro e a boa disponibilidade de gua do lenol fretico

    localizado sob o escudo cristalino, trazida superfcie atravs da

    perfurao de poos profundos instalados na zona rural de alguns

    municpios que compem o Territrio.

    O rebanho caprino do Territrio era constitudo, no ano de 2008, por

    133.568 cabeas, encontrando-se os maiores rebanhos nos

    municpios de Gurjo, Cabaceiras, Soledade e Boa Vista, que juntos

  • 44

    possuam um plantel de 54.638 animais, o que corresponde a 45% do

    total do rebanho caprino existente no Territrio.

    Quanto ao rebanho ovino, os municpios que concentravam os

    maiores plantis, no ano de 2008, eram Cabaceiras (6.890), Carabas

    (5.470) e So Joo do Cariri (5.100).

    Criao de peixes e pesca artesanal

    Segundo o gelogo piauiense Manoel Bonfim Ribeiro, a

    piscicultura o setor econmico de maior expanso no mundo das

    protenas animais e um dos ramos mais importantes para a economia

    do semirido brasileiro, regio dotada de excelente infraestrutura

    hdrica, com milhares de audes pontilhados por todos os seus

    quadrantes. (2007:57)

    O Territrio do Cariri Oriental com grande potencial para o

    desenvolvimento da piscicultura, nos municpios que detm um bom

    aporte hdrico, a exemplo de Boqueiro, Soledade, Carabas,

    Gurjo, So Domingos do Cariri, Riacho de Santo Antonio e Barra

    de So Miguel. Nesses locais j existe uma criao de peixes em

    pequena escala, numa dimenso capaz de gerar excedente a ser

    comercializado nos mercados e feiras livres de mbito local.

    Turismo

    O Territrio do Cariri Oriental est se organizando de forma a

    fortalecer a atividade turstica na regio, fato que se configura num

    Foto 9: Caprino

  • 45

    potencial de investimento capaz de alavancar a gerao de emprego

    e renda nos com perfil turstico que compem o referido territrio.

    Assim, o turismo considerado como um setor estratgico para o

    desenvolvimento sustentvel do Cariri Oriental Paraibano,

    especialmente nas reas de turismo rural, turismo religioso, turismo

    histrico-cultural, turismo de eventos, turismo de agronegcio e

    turismo arqueolgico. Nesse sentido, o PROTUR, um programa do

    SEBRAE que conta com o apoio de vrias entidades, a exemplo do

    IPHAEP, PRODETUR, SUDEMA e Banco do Nordeste do Brasil -

    BNB, est desenvolvendo uma ao integrada em 8 municpios com

    maior potencial turstico e que integram o Territrio do Cariri

    Oriental com o intuito de elaborar inventrios e roteiros tursticos

    para a regio.

    O Territrio do Cariri Oriental apresenta um potencial turstico

    interessante. As sedes dos municpios, com suas casas geminadas e

    coloridas, so bonitas e geralmente bem cuidadas. Merecem

    destaque, em cidades mais antigas, como Cabaceiras, alguns

    monumentos histricos (igrejas, cadeias, prefeituras) que possuem

    atrativos capazes de cativar o turista. No Cariri, encontram-se

    tambm paisagens exticas e surpreendentes com a presena de

    lajedos, pedras e flora de grande beleza. Alm disso, vrios

    municpios possuem stios arqueolgicos.

    Dentre as atraes tursticas de carter natural do Territrio destaca-

    se o Lajedo de Pai Mateus, situado na zona rural do municpio de

    Cabaceiras. O lajedo formado por uma elevao rochosa de 1km

    quadrado, sobre a qual esto dispostos cerca de 100 imensos blocos

    arredondados de granito, formando uma da paisagem dotada de uma

    Foto 10: Lajedo de Pai Mateus

  • 46

    beleza extica e natural, raramente encontrada igual em todo o

    planeta.

    Artesanato

    O artesanato desenvolvido nos municpios que integram o Territrio

    do Cariri Oriental uma atividade que permite uma forte integrao

    com o turismo e as vertentes culturais encontradas na regio.

    As peas artesanais produzidas no Territrio tm por base matrias

    primas abundantes na regio, com destaque para as peas de couro

    caprino e ovino, argila, pedra, madeira, fios, l e tecido. O artesanato

    comercializado em todo o Estado da Paraba, conseguindo espaos

    de divulgao e comercializao nas regies Sul e Sudeste do Brasil

    e at mesmo no mercado internacional, a exemplo do que ocorre

    com as peas de tecido elaboradas atravs da tcnica do fuxico.

    Foto 11: Artesanato em Couro

  • 47

    2.4 DIMENSO POLTICO INSTITUCIONAL

    Houve, no final do sculo XX, uma forte redefinio do papel do

    estado e da interveno pblicas em todas suas funes, dentro do

    duplo marco da reduo do poder do governo federal e da

    descentralizao. Isso reforou o papel dos municpios na definio

    de polticas de desenvolvimento e levou implantao de

    instrumentos de controle social sobre as aes do poder local,

    atravs principalmente da criao de conselhos paritrios e de

    direito. Com isso a sociedade retoma de fato o processo

    organizativo, diversas organizaes e movimentos sociais emergem,

    as pessoas percebem, de modo geral, que uma sociedade no tem

    condies de sobreviver se no estiver socialmente organizada e

    consciente de seus direitos. Sem organizao, as pessoas no

    conseguiria, exercer sua cidadania. Por outro lado as polticas

    pblicas so estabelecidas a partir das reivindicaes dos direitos

    constitucional.

    A organizao social, que compreende os papis exercidos pelas

    pessoas na sociedade e as aes decorrentes do desempenho desses

    papis. No territrio no diferente, pois a organizaosocial

    engloba os diverso campos de atuao humana:

    econmico(atividadesrodutivas, comercializao, servios;

    poltico(governo); religioso (lderes espirituais e fiis). Na

    organizao social, so importantes as relaes de poder que se

    estabelecem entre as pessas que a compem. Mas de que poder

    estamos falando? da capacidade de agir, de produzir resultados que

    foram predeterminados.Assim,por exemplo,temos poder de

    promover o desenvolvimento torritorial do cariri, desde que

    disponhamos das condies para isso: comprometimento,

    articulao politico-institucional, elaborar e implementar projetos

    entre outras aes. Entretanto existem duas limitaes para que essa

    poltica de descentralizao d os frutos esperados:

    Os municpios do Cariri, com atividades econmicas em

    condies precrias, no dispem de recursos, financeiros entre

    outros, suficientes para dar conta das atribuies que lhes foram

    repassadas;

    A populao no tem a organizao e no recebeu a

    capacitao necessria para desempenhar seu papel de

    controle social do poder pblico.

  • 48

    Para reverter essas limitaes, necessrio se faz, investimentos

    econmicos e sociais que contribuam para garantir os meios para

    fortalecimento do territrio. E os atores sociais que participam do

    processo (poder pblico, organizaes populares e instituies

    privadas) tenham representatividade, legitimidade, conhecimento e

    recursos financeiros suficientes para construir coletivamente o

    processo de desenvolvimento territorial.

    Suporte Tcnico

    H diversas entidades/organizaes, programas e projetos que atuam

    no territrio na perspectiva de fomentar o desenvolvimento do Cariri

    Oriental.

    O quadro demonstra por um lado, os inmeros organismos

    institucionais e organizaes locais, desenvolvendo aes nas mais

    variadas reas do conhecimento. Por outro lado, as limitaes no que

    se refere a forma como essas aes esto sendo trabalhadas e se

    percebe o quanto h por fazer em direo ao desenvolvimento

    sustentvel do territrio.

    Primeiro , as aes precisam se integrar, esse coisa de se fazer

    apenas o que lhe compete, desarticulada, pontualmente, no combina

    com a construo coletiva de um modelo de desenvolvimento

    almejado pelos atores sociais do territrio. preciso somar esforos,

    extrapolar fronteiras e garantir a articulao e integrao polticas

    pblicas.

    Para isso , salutar enfrentar os seguintes desafios:

    Garantir a integrao de aes nas Secretarias municipais e entre

    instituies para implementao de polticas pblicas;

    Autonomia financeira das Secretarias municipais de agricultura;

    Garantir poltica estatal de assistncia Tcnica, voltada para o

    desenvolvimento territorial; Promover articulao poltica

    institucional das instncias territoriais;

    Ampliar a capilaridade social e, consequentemente, o capital

    institucional ex:(assistncia tcnica privada);

  • 49

    Estrutura organizativa do Territrio

    Organizaes/instituies da sociedade civil Entidade, Programa e Projeto do Poder Pblico

    Instituies nos Municpios Conselhos, Associaes Municipais de agricultores, Frum dos Assentados, Associaes comunitrias AAFMA Assoc. dos Assent. Alcantil, ASPRA /ASPROL; Associaes de Moradores, APRAPRED

    Prefeituras, Secretarias Municipais Cmaras de Vereadores, Institutos de previdncia

    Assistncia Tcnica Cooperativas de trabalho: COOPAGEL, VINCULOS EMATER, PDHC Pesquisa e Capacitao Servio Nacional de Aprendizagem Rural SENAR, Servio Nacional de Aprendizagem Industrial -

    SENAI EMBRAPA, EMEPA UEPB,UFPB,SEBRAE, DNOCS

    ONGs, PATAC, PRACASA, Coletivo Regional de Educao Solidria, CASACO, Servio Pastoral dos Migrantes, Associao dos Alunos de Unicampo - AAUC

    -

    Sindicatos (STR, Transportes(Alternativos), Colnia de Pescadores, Servidor Publico Municipal - Associaes de produo e comercializao

    (Apicultores, Caprinovinocultores, Avicultores, Artesanato, Produtores de leites Bovino, Comercial), AS CABRITA Boa Vista, ASCA Soledade ACENOC - Barra So Miguel, ABORTES Barra So Miguele ARPA -Cabaceiras ACCOC Carabas,

    -

    Fundaes e Institutos Educacional, Assistencial, Cultural, Banco do Brasil, Instituto Histrico Geogrfico do Cariri( IHGC), Instituto do Patrimnio Histrico Nacional(IPHAN),

    -

    Cooperativas: produo beneficiamento e comercializao

    Caprinocultura,, COPART , Cooperativa de Curtumes Cooperativa dos Curtidores e Artesos em Couro (ARTEZA) Cabaceiras COPEAGRO, Cooperativa Agropecuria do Cariri - COAPECAL(leite Cariri) , Caturit; SEBRAL(leite Vita),Caturit

    -

    Consrcios Pblicos Fruns temticos (cultura e turismo, meio ambiente, sade, educao). - Movimentos Sociais Articulao do Semirido (ASA), Comisso Pastoral da Terra (CPT), Movimento dos Trabalhadores

    Rurais Sem Terra (MST), Federao dos Trabalhadores da Agricultura (FETAG) Igrejas e CUT -

    Fruns Frum de Desenvolvimento Territorial do Cariri Oriental - Redes Redes de Jovens Rede de educao cidad RECID;

    Constituio da rede dos colegiados para a interveno das polticas pblicas. -

    Instituies Financeiras - BNB, BB, BRADESCO, CAIXA ECONMICA,

    Colnias de pescadores Z30 - Cabaceiras -

    Z27 Soledade - Z8 - Boqueiro -

  • 50

    Minimizar a burocracia na implementao de projetos e

    aes territoriais;

    Fortalecer a articulao poltica institucional das instncias

    territoriais;

    Sensibilizar e comprometer os gestores pblicos com o

    processo de desenvolvimento territorial;

    Promover o controle social no territrio;

    Fortalecer o dilogo entre os saber tcnico e o saber popular;

    Promover ampla divulgao do Plano Territorial de

    Desenvolvimento Rural sustentvel PTDRS;

    Ter o Plano como instrumento de poltica pblica;Pautar o

    Plano Territorial de Desenvolvimento Rural sustentvel

    PTDRS;

    Garantir que o Frum de Desenvolvimento Territorial e suas

    instncias seja espao de articulao poltica e controle

    social.

    Fortalecimento das organizaes sociais do territrio

    Paralelamente ao desenvolvimento da capacidade de atuao do

    poder municipal, preciso fortalecer as organizaes populares e os

    conselhos municipais, de forma a garantir o controle social do poder

    pblico e a gesto compartilhada das polticas pblicas. Em regies

    historicamente marcadas pelo coronelismo e pelo clientelismo,

    controle social e gesto compartilhada no podem ser vistos como

    decorrncias naturais da criao de conselhos.

    Os dirigentes municipais mudaram, e muitos tm hoje mais um perfil

    de gestor da coisa pblica do que do coronel de antigamente. Ainda

    assim, as prticas clientelistas esto longe de ter desaparecido e so

    permanentemente reforadas pela situao de precariedade material

    e financeira da populao e de suas organizaes.

    As propostas para viabilizar o funcionamento dos conselhos passam

    pelo fortalecimento das associaes e pela capacitao dos

    conselheiros.

  • 51

    Legitimidade das organizaes

    salutar se constituir novas organizaes(associaes), mas

    fundamental observar porque e para que criar se simplesmente para

    resolver necessidades burocrticas ou para ter a iluso de criar

    capital social, valer a pena. O reconhecimento legal das associaes

    deve ser uma conseqncia da real organizao e acontecer quando o

    carter informal da organizao fator de ineficincia. Muitas vezes,

    a estrutura formal da associao, ao entregar o poder a uma diretoria,

    facilita a desmobilizao dos scios.

    Quando houver necessidade de se criar uma nova organizao, essa

    deve ser precedida de amplas discusses entre os envolvidos para

    avaliar sua relevncia e definir seus objetivos e seus estatutos.

    Formao do capital social

    As organizaes devem nascer fortalecidas pela convico de seus

    membros de que elas so a melhor forma de se atingir objetivos

    comuns. Mas apenas isso no suficiente. preciso que haja uma

    capacitao de todos os scios para a aprendizagem do exerccio da

    democracia, baseado no princpio dos deveres e direitos de cada um.

    Isso no deve ser confundido com a capacitao dos dirigentes da

    associao para tcnicas de gesto, contabilidade etc., que tambm

    importante, mas que se acontecer sozinha pode favorecer a

    perpetuao das mesmas lideranas na direo das organizaes.

    Autonomia financeira das associaes

    As associaes devem ter uma autonomia financeira que lhes

    permita definir seus objetivos e estratgias independentemente do

    poder pblico. bvio que associaes que dependem de

    financiamentos da prefeitura no tm autonomia para negociar

    programas e polticas com o prprio poder municipal. Infelizmente,

    as contribuies dos scios no garantem a autonomia financeira de

    suas associaes. Mesmo nas associaes bem organizadas, onde os

    scios pagam suas contribuies, o montante arrecadado limitado

    pela situao scio-econmica dos membros. importante estudar

    mecanismos institucionais de apoio financeiro s associaes que

    garantam ao mesmo tempo seu funcionamento e sua autonomia em

    relao ao poder poltico.

  • 52

    Formao permanente dos conselheiros

    Alm de reforar as associaes, importante tambm formar os

    conselheiros para o papel que devem desempenhar nos diferentes

    conselhos municipais (de sade, de educao, do Pronaf etc.).

    Isso significa no somente explicar o papel dos conselhos, mas

    tambm, principalmente, dar condies aos conselheiros oriundos

    das organizaes populares para que possam dialogar e negociar

    com o poder pblico. Para tanto, preciso que os conselheiros sejam

    capazes de levantar, analisar e discutir informaes, o que demanda

    uma capacitao especfica para cada uma das reas representadas

    por um conselho em questes legais e tcnicas. Precisam tambm ser

    capacitados para avaliar as aes do poder pblico a fim de exercer

    sua funo de controle social.

    Para conduzir o processo de Desenvolvimento Territorial os atores e

    atrizes sociais do territrio se organizaram da seguinte forma:

    Institucionalidade Territorial

    Para conduzir o processo de gesto das aes do desenvolvimento do

    territrio, foi discutida e deliberada a criao de um rgo colegiado

    denominado, Frum de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio

    do Cariri Oriental.

    Sua estrutura organizacional est composta por uma Plenria geral,

    Coordenao Territorial, Coordenao Territorial, Coordenao

    executiva, Ncleo Tcnico e cmaras temticas

    O Frum o instrumento que o territrio tem para mobilizar,

    articular, os atores sociais e consolidar a Estratgia de

    Desenvolvimento Territorial do Cariri Oriental, assim como

    deliberar, planejar, direcionar e monitorar as aes de

    desenvolvimento, diante disto, ela precisa ser fortalecida, tanto na

    sua organicidade, como na sua representatividade.

  • 53

  • 54

    COMPOSIO DO FRUM TERRITORIAL DO CARIRI ORIENTAL

    PLENRIA DO FRUM TERRITORIAL

    ATRIBUIES:

    Mobilizar, articular os atores/atrizes sociais para consolidar as estratgias de Desenvolvimento Sustentvel do Cariri;

    Definir/homologar/articular a construo coletiva e implementao do PTDRS;

    Definir prioridades e selecionar projetos;

    Articular as instituies e parcerias para a elaborao e implementao dos projetos;

    Discutir e aprovar o Regimento Interno;

    Fortalecer a gesto social envolvendo os principais atores e entidades que atuam no desenvolvimento territorial rural;

    Segmento Inst./Org./Entid. Qtd. de

    Representantes Identificao

    Governo

    Prefeituras

    Cmaras

    14

    Alcantil; Barra de Santana; Barra de So Miguel; Boa Vista; Boqueiro; Cabaceiras, Carabas;

    Caturit; Gurjo, Riacho de Santo Antnio; Santo Andr; So Domingos do Cariri; So Joo do

    Cariri; Soledade

    Instituies

    governamentais 24

    EMATER,EMAPA,SEDAP,AESA,INTERPA,IDEME UEPB,SUDEMA,PDHC, INCRA, ,

    SEBRAE, EMBRAPA,CONAB,SENAR,DNOCS

    BNB,BB,CEF,SFA,SEAP,IBAMA,SDT/MDA,UFCG,UFPB

    Sociedade

    Civil

    STRs 14 Idem das Prefeituras

    ONGs e Cooperativas 05 PATAC,HOLOS,COOPAGEL,AAUC,VINCULUS

    Representantes dos

    Movimentos Sociais e

    Organizaes dos/as AF.

    Cooperativas de produo

    e comercializao da

    agricultura familiar e

    economia solidria

    24

    01FETAG,

    01 CUT,

    01Igreja - Catlica

    01 Cooperativa de Produo artesanal;

    01 COPEAGRO; Frum de Assentados do Cariri;

    01COLETIVO Cariri, Serid e Curimata; .

    01 ASA-PB;

    01CASACO13 CMDRS

    02 CONSELHOS Tutelares (Caturit e Barra de Santana);

    01 Comit da Bacia Hidrogrfica do Rio Paraba;

    01 Conselho de Meio Ambiente;

    01Colnia de pescadores;

    01 Associao dos Agricultores Familiares de Alcantil; .

    01 Associao dos Apicultores do Cariri (AAMCORP/ASCA);

    01 Associao dos produtores de leite do Cariri (ASPROL/PROMUCA);

    01 Associao dos pequenos produtores rurais e artesos de pedra dagua;

    01 Associao de desenvolvimento rural de badalo e piles de santo Andr / lagedo de

    Timbauba de Soledade;

    01 Associao dos assentados de barra de so miguel/ sSnta Tereza de Soledade; .

    CMDRS 14 Idem das Prefeituras

    TOTAL 104

  • 55

    Instncia: COORDENAO TERRITORIAL

    ATRIBUIES: Coordenar aes do Frum/ Grupo de Planejamento e NT Articular atores e instituies no processo de DT Realizar e/ou articular aes e estratgias para implementao do PTDRS e decises do Frum. Elaborar proposta de Regimento Interno a ser apresentada discutida, analisada e aprovada pelo Frum.

    Segmento Inst./Org./Entid. Qtd. de Representantes Identificao

    Governo

    Prefeitura Municipal de B. de So Miguel 01 Augusto Correa de Arajo Neto

    Prefeitura Municipal de Soledade 01 Jos Bento Leite Nascimento

    Prefeitura Municipal de Alcantil 01 Ana Cristina de Lima

    Cmara de Vereadores Boqueiro 01 Paulo da Mata Monteiro

    Cmara de Vereadores Cabaceiras 01 Paulo Roberto de Farias

    BNB 01 Edlucio Gomes de Sousa

    Prefeitura de Cabaceiras 01 Jonicio de Moraes Castanha Neto

    EMATER 01 Ccero Romero Callou Bomfim

    Sociedade Civil

    ASA 01 Maria Clia Arajo ASA

    Sindicato de So Domingos do Cariri 01 Antnio Pereira Diniz

    STR Boqueiro 01 Antnio Venncio de Negreiros

    AAUC 01 Franco Wanderley

    Coletivo 01 Zilma Rbia M. Dantas

    FETAG 01 Paulo Medeiros Barreto

    COOPAGEL 01 Francisco de Assis Queiroga de Albuquerque

    CMDRS Caturit 01 Jos Faustino Neto

    TOTAL 16

  • 56

    CMARAS TEMTICAS

    01 AGRICULTURA Jose Faustino Neto, Sergio, Julieta Duarte de Farias, Wellington, Francisco de Assis Queiroga de Albuquerque, Jonicio de Moraes Castanha Neto.

    02 CRIAO ANIMAL Edlucio Gomes de Sousa, Anselmo, Manoel Gomes da Silva, Jos Denys Caluete de Oliveira e Sergio;

    03 MEIO AMBIENTE Animadores: Armstrong Souto (Ringo), Jos de Anchieta Pereira de Souza, Thiago, Tonico,

    04 EDUCAO TURISMO E CULTURA Ftima, Clayton; Edivan Farias de Arajo, Maria Clia Arajo.

    05 COMUNICAO -

    06 AVALIAO, E MONITORAMENTO DE PROJETOS E AES.

    -

    Instncia: COORDENAO EXECUTIVA

    ATRIBUIES:

    Implementar as aes emanadas da plenria do Frum;

    Articular as parcerias;

    Convocar e Coordenar as reunies ordinrias e extraordinrias;

    Monitorar a implementao de projetos;

    Segmento Inst./Org./Entid. Qtd. de Representantes Identificao

    Governo

    PM Soledade 01 Jos Bento Leite Nascimento

    EMATER 01 Cicero Romero Callou Bonfim

    Cmara de Vereadores de Cabaceiras 01 Paulo Roberto de Farias

    Sociedade Civil

    AAUC 01 Franco Wanderley

    COOPAGEL 01 Francisco de Assis Queiroga de Albuquerque

    Coletivo 01 Zilma Rbia M. Dantas

    TOTAL 06

  • 57

    Formao de ncleos por municpios:

    Equipe de acompanhamento e monitoramento e ncleos composto

    de 18 pessoas ( 9 titulares e 9 suplentes)

    01. Ncleo Norte: Santo Andr, S. J. do Cariri, Boa Vista, Gurjo,

    Soledade.

    02. Ncleo Central: cabaceiras, Carabas, Barra de So Miguel e

    So Domingos do Cariri,

    03. Ncleo Sul: Alcantil, Barra de Santana, Caturit, Boqueiro e

    Riacho de Santo Antnio.

    04. Comisses Temticas propositivas

    Agricultura

    Pecuria

    Apicultura

    Comercializao

    Esta dimenso reflete como o capital social est estruturado em meio

    s estratgias preconizadas no modelo de desenvolvimento. a

    organizao e o nvel de dilogo entre os diversos sujeitos sociais do

    territrio que do a dimenso exata de como a sociedade tem se

    apropriado dos resultados do desenvolvimento levado a efeito no

    Territrio.

    Num mundo em que as inter relaes se constituem numa evidncia,

    no possvel promover o desenvolvimento sustentvel sem uma

    slida constituio de parcerias e at mesmo de alianas estratgicas

    que envolvam setores do Estado e da sociedade civil. desse tecido

    social que dependem os resultados das aes que sejam levadas a

    efeito no quotidiano.

    Ainda neste aspecto interessante frisar o papel que tm as

    organizaes sociais dos agricultores/as na perspectiva da sua

    dimenso econmica, como o caso das cooperativas e das

    associaes que tm o foco na produo e na comercializao. Da

    infere-se ser necessrio fomentar o associativismo econmico como

    forma de se desmistificar a imagem de vis assistencialista que se

    criou em torno das organizaes econmicas dos agricultores/as.

  • 58

    Horizonte temporal 20 anos ( 2010 2030)

    Todas as crianas a partir de trs anos freqentam a escola;

    O analfabetismo est erradicado;

    Os educadores e demais profissionais da Educao so

    permanentemente qualificados;

    Cursos profissionalizantes formam jovens e adultos;

    Universidades pblicas instaladas no territrio formam

    profissionais que atuam nos municpios, qualificando os

    servios prestados populao;

    A Reforma Agrria est consolidada e portanto, todos os

    agricultores e agricultoras familiares tm acesso terra e ao

    conjunto de polticas pblicas que contribuem para o

    fortalecimento dos assentamentos e das comunidades de modo

    geral;

    Os agricultores familiares dispem de assessoria tcnica

    de qualidade, prestada por profissionais competentes;

    O territrio produz gros, frutas e hortalias destinadas ao

    consumo interno e abastece mercados circunvizinhos;

    As tecnologias apropriadas e adaptadas so priorizadas pela

    assistncia tcnicas;

    A agricultura orgnica constitui-se uma realidade no territrio

    que tem nas feiras agroecolgicas a comprovao desta

    realidade;

    A gesto participativa dos recursos hdricos uma evidncia;

    As nascentes dos rios foram recuperadas/preservadas e a

    populao participa do processo de gesto ambiental do

    territrio.

    Todos os produtos das unidades de laticnios possuem

    certificados emitidos pelo S.I.M (Servio de Inspeo

    Municipal), S.I.E. ( Servio de Inspeo estadual) e pelo

    S.I.F(Servio de Inspeo Federal.

    III. Viso de Futuro

  • 59

    A malha rodoviria do territrio integrada e com servio de

    manuteno permanente, garante o escoamento da produo

    para os centros consumidores.

    As aes de turismo dinamizam a economia valorizando os

    stios histricos, a cultura popular, a gastronomia e o artesanato;

    A excelncia na prestao de servio de sade contribui

    significativamente para o aumento do IDH do territrio.

    Todos os municpios elaboram o seu Oramento Participativo,

    Os setores produtivos do territrio esto organizados em

    associaes e sobretudo em cooperativas. O cooperativismo de

    crdito expande-se a cada dia e estimula a economia de modo

    geral.A Economia Solidria intensifica-se.

    As aes de desenvolvimento so permanentemente

    monitoradas e avaliadas de forma participativa, com nfase no

    protagonismo dos agricultores e agricultoras familiares.

  • 60

    DIMENSO SCIO CULTURAL EDUCACIONAL

    EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    DESENVOLVIMENTO SOCIAL

    DO TERRITRIO: EDUCAO,

    CULTURA, SADE E MORADIA

    Fortalecimento do processo

    educativo do territrio

    Promoo da educao

    contextualizada

    Fortalecimento dos Conselhos

    Escolares

    Ampliao e reforma das escolas do campo e da cidade, nos municpios

    Garantia de transporte escolar entre comunidades rurais

    Ampliao de projetos de Alfabetizao de Jovens e Adultos no Campo

    Garantia de formao continuada e contextualizada de profissionais em educao

    Elaborao e aquisies de materiais didticos, condizente com a realidade local

    Implantao das Unidades de Incluso Digital; Capacitao para os membros dos conselhos de Educao

    Interiorizao do ensino superior e profissionalizante no territrio.

    FORTALECIMENTO DA

    CULTURA E LAZER NO

    TERRITRIO

    Promoo da cultura local a partir

    da valorizao das manifestaes

    culturais do territrio.

    Criao do Departamento de Cultura do Municpio;

    Promoo de eventos culturais e de lazer e s prticas de esportes.

    Criao de um sistema de rede de comunicao e mdia territorial: Blog. Site, entre outros;

    Mapeamento avaliativo das atividades culturais;

    Criao de espaos de apresentaes culturais e integrao territorial das apresentaes tradicionais;

    Criao do Projeto Turistico-cultural: Roteiro do cariri;

    Valorizao e apoio a organizao dos grupos culturais, (teatro, dana msica popular, bandas filarmnicas, fanfarra, cinema entre outros) do territrio

    PROMOO SADE NO

    TERRITRIO

    Melhoria das aes de Sade na

    cidade e no campo

    Promoo de controle s doenas endmicas.

    Ampliao de ateno a Sade das mulheres

    Fortalecimento da Educao Sanitria

    Ampliao e qualificao do atendimento a Sade bucal

    Aquisio de Unidades mveis de Sade bucal

    Construes e Reformas de unidades hospitalares, postos e laboratrios de sade

    Fortalecimento dos Conselhos Municipais de Sade;

    Implantao das Farmcias Vivas;

    Ampliao de unidades do PSF.

    Ampliao do consrcio municipal de sade;

    DESENVOLVIMENTO DO

    SISTEMA DE MORADIA NO

    CAMPO E NA CIDADE

    Melhoria habitacional

    Garantia de Saneamento Bsico

    Construo de Casas populares;

    Reforma de residncias no campo e na cidade

    Ampliao do saneamento bsico na cidade;

    Instalao de saneamento bsico no campo.

    IV. Eixos, Programas e Projetos

  • 61

    DIMENSO AMBIENTAL EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    RECURSOS HDRICOS DO

    TERRITRIO

    Uso sustentvel dos recursos hdricos

    do Cariri Oriental

    Gesto participativa dos recursos

    hdricos do territrio

    Ampliao da rea de captao e acumulao de gua para abastecimento humano e animal;

    Apoio a conservao e revitalizao das bacias hidrogrficas do territrio;

    Expanso da rede de adutoras para o abastecimento humano e aumento das unidades de tratamento de gua;

    Apoio a revitalizao das margens e leitos dos rios, riachos e lenis freticos;

    Implementao de plano de gesto dos recursos hdricos;

    EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    EDUCAO AMBIENTAL

    Enfrentamento ao processo de

    Desertificao no territrio

    Implementao de plano de recuperao dos recursos naturais;

    Promoo de processo educativo permanente em educao ambiental.

    Diagnstico da situao de destinao de resduos slidos e agroindustriais

    Aproveitamento e reciclagem do lixo

    Apoio a preservao dos animais nativos

    e silvestre adaptados do territrio

    Proteo e recomposio de animais nativos e silvestres

    Instalao de criatrios para reproduo de espcies ameaadas de extino.

    EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    RECURSOS FLORESTAIS E

    FAUNSTICOS

    Apoio a recuperao da vegetao

    nativa e adaptada ao bioma caatinga

    do territrio

    Apoio e fomento ao desenvolvimento

    do ecoturismo no territrio

    Construo e organizao de viveiros de mudas nativas, exticas e adaptadas;

    Recomposio da cobertura vegetal de reas degradadas;

    Reflorestamento da caatinga priorizando a criao de Reservas particulares do Patrimnio Natural (RPPN).

    Implementao do ecoturismo rural

  • 62

    DIMENSO SOCIO ECONMICA

    EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    DESENVOLVIMENTO DOS SISTEMAS

    PRODUTIVOS:

    VEGETAL E ANIMAL

    1.Fortalecimento da produo vegetal:

    a)Produo de gros e Sementes

    b) Desenvolvimento da organizao

    produtiva da Fruticultura e

    Olericultura/Horticultura

    2.Fortalecimento de produo Animal:

    a)Desenvolvimento

    da caprino/ovino e bovino de forma

    integrada e sustentvel;

    b) Criao para produo de leite e

    corte e bovinocultura

    Estruturao dos Bancos de sementes e gros nas comunidades, j existente;

    Ampliao de Bancos de Sementes e gros no territrio;

    Armazenamento da produo de forragens e protena;

    Capacitao e trocas de experincias dentro e fora do territrio

    Produo de mudas de frutas nativas e adaptadas;

    Implementao de agroindstrias de frutas (polpa, suco, doces, gelia entre outros);

    Aproveitamento dos resduos das frutas e hortalias (adequao de alternativas alimentares);

    Produo e beneficiamento de hortalias e plantas medicinais de base agroecolgica;

    Instalao de farmcias vivas;

    Formao e capacitao permanente e processual;

    Instalao de sistemas de irrigao de sistemas adequados a realidade local;

    Aquisio de infra-estrutura e equipamentos para feiras agroecolgicas

    Fortalecimento da cadeia produtiva da caprinocultura/ovinocultura

    Estruturao da segurana alimentar e hdrica para animais de forma compatvel com o bioma caatinga.

    Incentivo ao uso sustentvel da caatinga para a criao animal;

    Ampliao do programa de controle de Zoonoses,

    c)Produo de Aves Capoeira e caipira:

    Desenvolvimento da avicultura nativas e

    adaptadas em base agroecolgicas

    PRODUO DE RAO PARA AVES;

    FORMAO TCNICA E GERENCIAL DOS CRIADORES;

    ESTRUTURAO DA CADEIA PRODUTIVA DA AVICULTURA CAPOEIRA.;

    d)Produo de pescado:

    Fortalecimento e organizao do

    pescado no territrio

    e)Desenvolvimento e organizao da

    produo, beneficiamento e

    comercializao do mel no territrio

    (Apimeliponicultura)

    Produo de rao para aves;

    Formao tcnica e gerencial dos criadores;

    Estruturao da cadeia produtiva da avicultura capoeira.;

  • 63

    EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    INFRAESTRUTURA DE

    APOIO A PRODUO E

    REFORMA AGRRIA

    Implementao da poltica de Reforma Agrria

    Ampliao de acessibilidade ao

    CRDITO/FINANCIAMENTO

    Melhoria e qualificao dos servios ATER/ATES no

    territrio

    Reestruturao de atuais assentamentos;

    Ampliao das reas de assentamento, para incluso dos agregados e descendentes dos assentados;

    Infra-estrutura scio-produtiva;

    Formao das Famlias Assentadas;

    Garantia de espao de educao contextualizada e de formao continuada;

    Aquisio de terras para a implantao de projetos de assentamento;

    Implementao de processo de formao em educao e gesto ambiental

    Fomento s finanas solidrias e bancos comunitrios.

    Qualificao da assessoria de ATER e ATES prestada aos agricultores/as Familiares;

    Apoio ao desenvolvimento de tecnologias visando a produo sustentvel;

    Realizao de um inventrio tecnolgico;

    Implementao de servio de ATER compatvel com a PNATER e com as demandas dos Agricultores/ras do territrio;

    Desenvolvimento da malha rodoviria do territrio. Construo/implementao da malha rodoviria do territrio;

    Manuteno e conservao da malha existente

    Ampliao e qualificao do sistema de eletrificao

    Ampliao do uso das fontes energticas: solar elica, eltrica, biogs e outras;Implantao de energia trifsica no campo;

    Implantao de energia trifsica no meio rural

    Ampliao do uso das fontes energticas: solar elica, eltrica, biogs e outras;Implantao de energia trifsica no campo;

    Implementao de tecnologias energticas apropriadas para o territrio;

  • 64

    EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    ATIVIDADES NO-

    AGRCOLAS E COM

    VALOR AGREGADO

    Desenvolvimento do Turismo sustentvel

    no territrio

    Mapeamento dos recursos naturais e culturais do territrio;

    Revitalizao dos monumentos histricos e preservao do patrimnio cultural;

    Estruturao de espaos de hospedagens alternativas;

    Implementao de processo formativo de:guias, agentes, atendimento com qualidade e de todo trade;

    Construo de Pousadas.

    Empreendedores de turismo;

    Valorizao do patrimnio histrico dos stios arqueolgicos;

    Divulgao do turismo territorial em agendas regionais e nacional;

    Adequao das casas antigas transformando-as em hotis fazendas e/ ou pousadas rurais;

    Garantia da formao de mo-de-obra local voltada para o turismo

    Apoio ao desenvolvimento do Artesanato Local

    Levantamento dos grupos e de artesos e as atividades desenvolvidas;

    Promoo de espao de comercializao de economia solidria;

    Disseminao de fundos rotativos solidrios no territrio

    Comercializao da produo familiar e de

    empreendimentos solidrios

    Garantia de estrutura de espao de comercializao de produtos e servios da agricultura familiar e economia

    solidria;

    Ampliao de Feiras agroecolgicas no territrio

    Apoio a processo de formao de grupos, associaes e cooperativas,em gesto da produo, comercializao e economia solidria;

  • 65

    DIMENSO SOCIO POLTICO INSTITUCIONAL

    EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    BASE INSTITUCIONAL E

    ORGANIZAO SOCIAL

    Promoo do desenvolvimento organizacional

    e institucional do territrio;

    Desenvolvimento de cultura de integrao

    entre de poder pblico, Organizaes no

    governamentais, instituies governamentais,

    e os movimentos sociais.

    Fortalecimento dos colegiados, redes e fruns

    territoriais

    Modernizao da gesto pblica municipal;

    Articulao entre as instituies pblicas e privadas;

    Desenvolvimento de Poltica Pblica integradora

    Fortalecimento da cultura associativista e cooperativista.

    Desenvolvimento de Polticas Pblicas integradora

    EIXO AGLUTINADOR PROGRAMAS PROJETOS

    GNERO, GERAO E ETNIA

    Fortalecimento da organizao produtiva,

    social e poltica de mulheres, jovens e grupos

    tnicos

    Garantir participao social e poltica das

    mulheres e jovens;

    Fortalecimento da Rede de Jovens;

    Articulao e comunicao entre os diversos

    grupos de jovens.

    Apoio e fomento a formao e qualificao de mo de obra das mulheres e jovens

    Construo de centro de comercializao da produo de grupos de mulheres e Jovens

    Instalao de espao de formao e Centro de gerao de renda para mulheres e Jovens

    Promoo de grupos diversas modalidades e manifestaes culturais e artsticas para jovens.

    Reconhecimento e valorizaes dos grupos

    tnicos existentes no territrio.

    Valorizao e incluso social dos grupos tnicos nos projetos e aes territoriais

    Reconhecimento e apoio de Organizaes dos grupos tnicos do territrio

  • 66

    s discusses e debates realizadas no ambito do Frum de desenvolvimento Territorial Sustentvel do Cariri Oriental conduziram a

    formulao de uma estrategia de gesto do Plano Territorial de desenvolvimento Rural Sustentvel Baseado nos seguintes Pilares:

    1. Proporcionar a participao e envolvimento dos atores/as Municipais

    2. Aumento o controle social das aes de Desenvolvimento Territorial

    3. Proporcionar que o PTDRS seja o instrumento de Negociao para implementao de Politicas Pblicas no Territrio

    Para a gesto do PTDRS no Territrio do Cariri ser desenvolvida da seguinte forma:

    A NIVEL TERRITORIAL:

    1. O Frum de Desenvolvimento Territorial Rural Sustentvel do Cariri Oriental Ser a Institucionalidade no Territrio que articular , negociar e formular as estratgias para implementao do Planejamento contido no Plano

    2. Para coordenar a gesto do Plano a coordenao executiva do Frum de Desenvolvimento Territorial Rural Sustentvel do Cariri Oriental ser a instncia incumbida para realizar as articulaes e negociaes com as instituies, organizaes, orgos de governos e da

    sociedade civil, espaos, fruns, comits, redes, com os Municpio entre outros para a implementao dos Programas, Projetos e aes

    contidas no Plano e fazer a socializao e informao para as demais instncias do Frum

    3. A coordenao executiva se reunir Bimestralmente para Planejar, montar as estratgias, avaliar os encaminhamentos realizados referentes a execuo do Plano sempre de acordo com as deliberaes da plenria do frum

    A

    V. Gesto

  • 67

    Comisses Municipais

    MODELO DE GESTO PTDRS CARIRI ORIENTAL

    PTDRS Coordenao

    Executiva

    Instituies Pblicas, Governos Municipais, Movimentos Sociais, Redes, Fruns, Conselhos

    Processo de Articulao, Negociao, Construo dos Arranjos Institucionais para implementao dos Programas projetos e Aes

    Planejamento/Coordenao do processo

  • 68

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Oficina de

    Formao de Agentes e Construo da Estratgia de

    Desenvolvimento Territorial Territrio do Cariri - setembro-2003

    Relatrio da Oficina

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Oficina de

    Alinhamento Conceitua,l Metodolgico e Articulao de Aes

    Territoriais do Cariri junho/ 2004 PB - Relatrio das Oficinas

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Diagnstico

    da Situao Inicial do Territrio Rural do Cariri - junho 2004

    Produto da Consultoria Territorial/PB

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Modelo de

    Gesto do Plano de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio

    Rural do Cariri- fevereiro / 2005 Produto da Consultoria

    Territorial/PB

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Oficina de

    Gesto e Planejamento do Desenvolvimento Territorial do Cariri

    Fase II setembro/2004 - Relatrio da Oficina

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Oficina

    Concepo Bsica do Desenvolvimento Fase II Territrio do

    Cariri, fevereiro/2004 - Relatrio da Oficina

    Frum de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio do Cariri

    Autodiagnstico Territorial - 2004 Registros da verso preliminar

    Frum de Desenvolvimento Sustentvel do Territrio do Cariri -

    Perfil do Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentvel -

    Territrio do - PB Abril 2005 Registros da verso preliminar.

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT/MDA - Estudo

    Propositivo para Dinamizao Econmica do Territrio Cariri

    (Verso Preliminar) Julho 2005 -Produto do Tcnico Flvio Melo

    de Luna.

    BRASIL. Constituio (1988). Art. 3, Braslia, p13, 2006

    FARIAS, Paulo Srgio Cunha. A produo de betonita em Boa

    Vista-PB e suas redes de comercializao: um exemplo de fixos e

    fluxos geogrficos do perodo histrico atual. 2003. 217 f.

    Dissertao (Mestrado em Geografia) Departamento de Cincias

    Geogrficas. Universidade Federal de Pernambuco, Recife.

    VI. Referncias Bibliogrficas

  • 69

    Fundo setorial de recursos hdricos:

    http://www.mct.gov.br/fontes/fundos/cthidro_pg.htm

    Fundo Nacional de Meio ambiente Combate desertificao:

    http://www.mma.gov.br/fnma/apoio/di/doc/ed801.zip

    Programa de combate desertificao:

    http://www.iica.org.br/d/index.htm.

    Programa Nacional de Florestas Gerncia de Reflorestamento e

    Recuperao de reas Degradadas:

    http://www.mma.gov.br/port/sbf/pnf/doc/manual.doc

    Lei de guas, de 8 e janeiro de 1997: http://www.cnrh-

    srh.gov.br/legisla/BR_Lei_9433_08011997_atualizada26junho2002.

    htm

    http://www.mct.gov.br/fontes/fundos/cthidro_pg.htmhttp://www.mma.gov.br/fnma/apoio/di/doc/ed801.ziphttp://www.iica.org.br/d/index.htmhttp://www.mma.gov.br/port/sbf/pnf/doc/manual.dochttp://www.cnrh-srh.gov.br/legisla/BR_Lei_9433_08011997_atualizada26junho2002.htmhttp://www.cnrh-srh.gov.br/legisla/BR_Lei_9433_08011997_atualizada26junho2002.htmhttp://www.cnrh-srh.gov.br/legisla/BR_Lei_9433_08011997_atualizada26junho2002.htm

  • 70

  • 71

  • 72

    Coordenao:

    Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Cariri Oriental - PB

    Ministrio do Desenvolvimento Agrrio - MDA

    Secretaria de Desenvolvimento Territorial - SDT

    APOIO:

    VVINCULUS - Cooperativa de Prestao de Servios em Desenvolvimento Sustentvel