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Enfª ET Ednalda M. Franck Núcleo de Cuidados Paliativos do Hospital das Clínicas FMUSP

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem na Saúde do Adulto (PROESA) da Escola de Enfermagem da USP

1ª Secretária da Diretoria SOBEST – Gestão 2015/2017

Enfª ET Ednalda M. Franck Enfa ET TiSOBEST Néria Invernizzi da Silveira

Enfa Mônica Costa Ricarte Enfa ET TiSOBEST Fernanda Queiroz Schmidt

Declaração de conflito de interesses: nenhuma das participantes tem conflito

de interesse.

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Estoma e estomia derivam da palavra grega “stóma” que significa “boca” ou “abertura”.

É a abertura cirúrgica de um segmento corpóreo oco para ligá-lo à uma parte exterior do corpo.

(MICHAELIS, 1998; OLiveira RG, 2008)

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Intestinal e urinário

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Colostomia ascendente

Colostomia Transversa

Colostomia descendente

Sigmoidostomia Ileostomia

Derivação urinária (Técnica Bricker)

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Pré-operatório Pós-operatório imediato Pós-operatório mediato Pós-operatório tardio

(Cesaretti IUR, Santos VLCG, Filipin MJ, Lima SRS, 2000)

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Avaliar / orientar o paciente e família sobre o procedimento a ser realizado (das etapas e informações

que se fizerem necessárias). • a indicação da estomia, seu significado, a possibilidade de

reversão ou não da estomia, alternativas, riscos, entre outras.

Orientar sobre como será o cuidado após a cirurgia. • Apresentar o equipamento coletor, demonstrar o uso, orientar o

cuidado da pele periestoma, troca e esvaziamento da bolsa coletora, dieta, entre outros.

(Santos, VLCG. 2000.)

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Avaliação do paciente nas dimensões física, biopsicossocial e espiritual, identificação do nível de autocuidado prévio e em vigência da doença. • avaliar estado nutricional;

• padrão prévio de eliminações;

• alergias;

• condições da parede abdominal;

• deficiências físicas que interfiram na destreza e habilidade do autocuidado;

• identificar a dinâmica familiar (evidenciar as relações com os outros e quem são as pessoas);

• sexualidade; (Santos, VLCG. 2000.)

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• papéis exercidos, percebidos e atribuídos;

• atividades de vida diária, de trabalho e lazer;

• reconhecer reações psicológicas sobre o adoecimento (ameaça ao autoconceito, autoestima, identidade, integridade corporal, medo de perder o amor e aprovação, medo de perder o controle das funções corporais, como está lidando com o adoecimento/hospitalização).

Antibioticoprofilaxia Preparo do cólon Demarcação da estomia

(Santos, VLCG. 2000; Oliveira RG, 2008)

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O que é demarcar? • Demarcação é a determinação de limites por meio

de marcos; delimitação.

(Dicionário Michaelis Online, 2015)

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Por que demarcar? • A seleção do local da estomia no período pré-operatório tem

fundamental importância e deve sempre ser enfatizada.

• Pode ser realizada em situações de emergência antes da anestesia, na mesa cirúrgica, desde que o doente seja auxiliado a sentar por um breve período de tempo.

(http://www.colorretal.com.br/)

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Qual é a importância? • É um DIREITO do paciente;

• Permite o ensino e aprendizagem do autocuidado, e com isso diminui perda de tempo e gasto de material;

• Permite o ajustamento e a aderência dos dispositivos, prevenindo vazamentos, infecção da ferida operatória e lesões da pele periestoma;

• Contribui para a independência física e social do paciente, facilitando as atitudes pessoais de ajustamento e adaptação;

• Assegura melhor qualidade de vida ao paciente, possibilitando o retorno às atividades de vida usuais e sua reabilitação.

• Segurança para o paciente. (CESARETTI, 1998)

http://www.abraso.org.br/declaracao_ioa.htm

Emitido pelo

Comitê de

Coordenação da

IOA em junho de

1993

Revisado em junho

de 1997

Revisado pelo

Conselho Mundial

em 2004 e 2007

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Quem pode demarcar? • Cirurgião

• Enfermeiro Estomaterapeuta

• Enfermeiro capacitado.

Com participação do paciente

(Santos VLCG, 1992)

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1. Reunir o material

2. Explicar o procedimento que será realizado ao paciente

3. Assegurar a privacidade do paciente

4. Lavar as mãos

5. Seguir os passos da demarcação (a seguir)

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Como demarcar a estomia? 1. Conhecer o tipo de cirurgia proposta

• indica o segmento do trato digestório ou urinário a ser exteriorizado = quadrante abdominal da estomia.

continuação

(Cesaretti IUR, 1998; Ricarte MC, Silveira NI. 2012)

QSE

QIE

QSD

QID

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Como demarcar a estomia?

2. Localizar o músculo reto abdominal

• Localização: músculo composto por fibras estriadas que darão sustentação ao estoma (se estende

do apêndice xifóide até a sínfise púbica).

• Identificação: através da inspeção e palpação, com o paciente deitado, peça que eleve a cabeça enquanto palpa a partir da linha mediana para a lateral.

continuação

(CesarettI IUR, 1998) Fotos cedidas (Fernanda M.Q. Schmidt)

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Como demarcar a estomia?

3. Escolher área de pele suficiente para o dispositivo • No adulto é de aproximadamente 5-6 cm2 do local

selecionado.

4. Verificar a distância adequada entre o local selecionado e dobras e pregas de pele e gordura, cicatriz umbilical e outras, linhas naturais da cintura e prega inguinal, proeminências ósseas (rebordos costais e crista ilíaca) e a futura incisão cirúrgica.

continuação

(CesarettI IUR, 1998) Fotos cedidas (Fernanda M.Q. Schmidt)

a) Passar um traço distanciando 5 cm do umbigo para direita, esquerda e para baixo. b) Marcar com um ponto a distancia de 5 cm do umbigo na diagonal , 5 cm distanciando da crista ilíaca.

Fotos cedidas (Fernanda M.Q. Schmidt)

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Como demarcar a estomia? 5. O local da estomia deve ser visível para o paciente

• permite que seja possível realizar o autocuidado da estomia e da pele periestoma.

6. Verificar presença de próteses ou aparelhos ortopédicos que exijam apoio abdominal

• o paciente deve estar utilizando a prótese/aparelho durante a demarcação.

continuação

(CesarettI IUR, 1998)

a) Colar a placa entre os pontos marcados

b) Solicitar para o paciente sentar e ficar de pé (observar se

o ponto ficou visível para o paciente, se a placa não está dobrando, se a

estomia não ficará em um local de difícil manuseio pelo paciente)

Fotos cedidas (Fernanda M.Q. Schmidt)

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Como demarcar a estomia? 7. Situações especiais

• pacientes obesos: estomia no quadrante superior direito ou esquerdo, a 5cm acima e lateralmente à cicatriz umbilical e rebordo costal.

• pacientes emagrecidos: na parte superior do abaulamento infra-umbilical.

• uso de cadeira de rodas: demarcar com o paciente sentado.

• pacientes que necessitam de 2 estomias: de preferência em lados opostos (urinário acima do fecal).

continuação

(CesarettI IUR, 1998)

(Gill N. WCET – Proceeds of poster, 1985; WCET

International Ostomy guideline, 2014)

Fotos cedidas (Fernanda M.Q. Schmidt)

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Como demarcar a estomia?

8. Após a confirmação da visualização do local

demarcado, realize a demarcação definitiva.

continuação

(CesarettI IUR, 1998)

Fotos cedidas (Fernanda M.Q. Schmidt)

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Objetivo da demarcação

continuação

QUALIDADE DE VIDA

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MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, 3a ed. São Paulo: Melhoramentos,1998.

CESARETTI, IUR. O enfermeiro e a demarcação do local do estoma intestinal ou urinário. Acta Paul. Enf. 11(3):60-69, 1998.

SANTOS, VLCG. Fundamentação teórico-metodológica da assistência aos ostomizados na área da saúde do adulto .Rev.Esc.Enf.USP, v. 34, n. 1, p. 59-63, mar. 2000.

CESARETTI IUR, SANTOS VLCG, FILIPIN MJ, LIMA SRS . O cuidar de enfermagem na trajetória do ostomizado: pré & trans & pós-operatórios. In: Santos, Vera Lúcia Conceição de Gouveia Assistência em estomaterapia: cuidando do ostomizado / Vera Lúcia Conceição de Gouveia Santos, Isabel Umbelina Ribeiro Cesaretti. São Paulo: Editora Atheneu, 2000.

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CESARETTI IUR, BORGES LLN, GRECO APC, 2000. In: Santos, Vera Lúcia Conceição de Gouveia Assistência em estomaterapia: cuidando do ostomizado / Vera Lúcia Conceição de Gouveia Santos, Isabel Umbelina Ribeiro Cesaretti. São Paulo: Editora Atheneu, 2000.

OLIVEIRA RG. Blackbook – cirurgia / Andy Petroianu, Marcelo Eller Miranda, Reynaldo Gomes Ribeiro. Belo Hotizonte: Blackbook Editora, 2008.